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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Vícios

A Organização Mundial de Saúde considera que o vício em videojogos é uma doença do foro psiquiátrico.

Face a esta resolução da OMS podemos estar a um passo de dizermos que todos somos doentes mentais. Porque todos temos tendências viciantes. Ou não?

Fumar, beber, jogar em casinos, totobolas ou euromilhões, fazer compras, tudo pode tornar-se um vício. E se assim for assumido, (quase) todos nós somos doentes do foro mental, porque raras são as pessoas que não têm vícios.

Eu próprio, que costumo dizer não tenho desses vícios que estragam as vidas pessoais e não só, posso considerar-me um doente mental já que não passo um dia sem que escreva qualquer coisa. E quando isso não acontece quase que fico de ressaca, qual toxicodependente.

Face ao que precede parece-me assim pouco razoável que uma organização Mundial venha publicamente afirmar que o gosto por videojogos seja uma doença.

As empresas fabricantes deste tipo de actividade devem ter delirado com esta assumpção.

6 comentários

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    José da Xã 28.12.2017 15:20

    Robinson,

    daqui a uns tempos é doença eu gostar deste clube ou desta marca de carros.
    Toda a vida houve vícios. E considero que alguns são verdadeiras doenças. Mas a partir de que nível?
    E é aqui que bate o ponto... Se jogar somente uma hora sou à mesma doente, ou não? E se jogar duas ou três?
    Quantos de nós já jogamos um "freecell" só para nos entretermos? E de repente já passou uma duas horas...
    Portanto tem de haver alguma razoabilidade nestas teorias.
    Grande abraço.
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    Robinson Kanes 28.12.2017 17:15

    É uma doença se isso tiver consequências físicas e psicológicas para o indivíduo e até para os que o rodeiam. Além disso, passa a doença quando cria uma dependência grave e acredite que não é por deixado passar duas horas com o jogo de "Freecell". Pior, é doença quando começa a deixar de ser entretenimento e passa a ser uma obrigação, um vício... E muitas vezes é o próprio indivíduo que se quer libertar e não consegue.

    Não é teoria, já é prática :-)
    Grande Abraço,
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    José da Xã 28.12.2017 20:03

    Robinson,
    Fui fumador, fui viciado em jogo de flippers, em álcool.
    Um dia achei que era demais e acabei com tudo. Sem médicos, psicólogos ou outros bruxos de vão de escada. Acabei com tudo porque vi o caminho que estava a tomar.
    Portanto e pegando na ideia da OMS eu já tive problemas mentais nas curei-me.
    A meu ver muitos destes vicios advêm de vidas confusas ou pouco apoio familiar. Que, claro, depois se transformam em dependências.
    Mas a OMS não quer ver isso.
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    Robinson Kanes 28.12.2017 21:18

    Pelo facto do problema estar muitas vezes em causas como as que mencionou não o podemos olhar como uma não-doença...

    O caso do José é um caso em particular, todavia nem sempre é isso que acontece - ou quase sempre - e até lhe dou um exemplo: o meu pai um dia queria parar de fumar e disse, se o tabaco aumentar mais "x" nunca mais fumo... Dito e feito :-)

    Os vícios têm várias origens, acho a visão do José redutora... Qualquer um pode cair no mesmo. Era bom que todos tomassem essa consciência como o José, infelizmente não é assim... Em Portugal, infelizmente, a saúde mental (tão importante) ainda é atirada para debaixo do tapete. Eu como fui influenciado pelos Estados Unidos nessa matéria, admito que vejo as coisas de outra forma e aqui não como uma sobranceria, mas como alguém que moldou por aí a sua opinião porque lhe pareceu a abordagem (ou uma das) mais correcta.

    Retomando a questão prática, porque é de prática que falamos... Esta baseia-se em critérios bem definidos, não é por mero acaso que se balizam estes comportamentos aditivos (vícios não existem em ciência). Estamos perante anos e anos de estudo e aplicação prática.


    P.S: não compare médicos e psicólogos a bruxos de vão de escada (estou a brincar :-))))
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    José da Xã 28.12.2017 21:48

    Tocaste (acho que o trato entre nós na segunda pessoa é bem mais fácil) no ponto essencial: critérios.
    Onde começa a doença? Até onde vai o divertimento?
    Quanto às doenças mentais respeito muito. Convivo diariamente com alguém que teve uma depressão. Mesmo passados alguns anos vivo sempre em sobressalto.
    As doenças da mente sao quase sempre invisíveis.
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