Uma questão de honra!
Geralmente os temas sobre o meu clube são desenvolvidos num outro espaço onde também escrevo. Mas desta vez, e perante os últimos acontecimentos, achei também por bem vir aqui dizer alguma coisa.
Fui criado debaixo da filosofia de que a palavra de um homem é para respeitar. Assim como os contratos. Já lá vai o tempo em que bastava um aperto de mão para selar um acordo. Tudo isso parece ter morrido!
Actualmente já ninguém assim pensa e os acordos existem para serem quebrados ou deitados para o lixo. O que conta agora é somente... o dinheiro! E as indemnizações!
Nenhum profissional vai hoje treinar um clube porque é a equipa do seu coração. Isso já não existe! E dói-me perceber isso. Melhor, os profissionais de futebol deixaram de ter coração. São unicamente máquinas criadas, treinadas e colocadas no campo para jogar. E ganhar, se isso for possível!
A dança de "cadeiras" que vamos assistindo é assim fruto de uma sociedade onde os valores de honra desapareceram do léxico moral. Tudo é válido, tudo é possível, tudo é normal. Até a anormalidade é normal (passe o pleonasmo).
Triste gente esta que apenas olha para o seu umbigo e a sua carteira. E pior que os renunciadores de contratos, são os que os estimulam, sejam eles dirigentes desportivos, empresários ou jornalistas.
Quando Bruno de Carvalho tomou posse como Presidente do Sporting achei que ele poderia ser alguém diferente. Tentou com algum sucesso sanear as contas do clube e conseguiu reestruturar uma dívida colossal. Mas desde as últimas horas que BdC perdeu, para mim, todo o capital de confiança que foi somando nos últimos anos.
Reconheço que não sou ninguém neste pobre mundo, nem tenho mais valor que um normal luso vivente deste País mas custa-me entender estas "novas" atitudes de dirigentes desportivos. Mesmo que BdC e respectivos técnicos ganhem títulos continuo a pensar que nem todos os meios servem os fins!