Uma dúvida existencial!
É frequente lermos e escutarmos especialistas, principalmente da área médica assumirem que grande parte das doenças que hoje existem advém da má alimentação humana. Muita gordura, muito açúcar, muito sal, demasiado álcool. Se se juntar a tudo isto muita preguiça e em resultado desta pouca actividade física temos diferentes e diversas misturas que resultarão certamente em doenças perigosas.
Talvez por isto, e não só, dou por mim a constatar que há cada vez mais gente a passar-se para a área do vegetariano ou vegan. Nada tenho contra esta opção, mas de uma coisa eles podem ficar cientes: é que morrem na mesma e irão ter doenças como os outros.
Há uns anos fui consultar uma médica de gastro. Análises para aqui, análises para lá a verdade é que a médica descobriu que tenho um problema com o ferro, já que fabrico ferritina a mais. Por causa disso aconselhou-me a deixar de comer carnes vermelhas, de beber bebidas alcoólicas fortes (aguardentes e similares), de comer espinafres.
Entretanto já herdei do meu bom pai a "gota". E já só se mantém sossegada porque lhe aplico uma catrefada de comprimidos. Ora para que eu não sofra deste problema não posso comer carnes novas como é borrego, cabrito, leitão ou até frango. Também não devo beber vinho branco ou verde, cerveja ou champanhe.
Portanto de carnes sobra pouco para eu comer. Fica certamente o peixe, mas este "não puxa a carroça" e assim estou muito limitado no que à gastronomia diz respeito.
Entre peixe cozido e filetes tenho poucas opções.
Só que eu, ao invés de muitos, tenho uma vida muito activa, por vezes demasiada. Bebo pouco álcool, como pouco sal e a minha alimentação é agora reduzida. Valho-me das couves do quintal, mas brevemente acabam já que o sol tarda em mostrar um pouco da sua graça para fazer crescer as mais novas.
Posto tudo isto lanço uma questão simples: será preferível viver mais anos, mas sem o prazer de comer uma refeição bem saborosa ou viver menos tempo e comer o que apetece?