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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Viver os dias!

Já por aqui fui escrevendo que a vida é algo que deve ser vivida com serenidade. Ao invés a nossa sociedade quase nos obriga a viver os dias, as semanas, os meses a uma velocidade para a qual não estamos de todo preparados.

Aprendi à minha custa que tudo na vida tem uma razão de ser e o momento próprio para aparecer nos nossos dias. E não vale a pena tentarmos apressar as coisas pois elas surgirão quando menos calculamos.

Por exemplo: nunca fui grande estudante. Fiz a ferros os mínimos escolares e depressa entrei no mercado de trabalho. Muitos acharam na altura que deitara oportunidades fora, ao não aproveitar estudar. Mas até hoje sinto que o caminho que escolhi foi quiçá o melhor.

Agora que estou de saída tenho (quase) a certeza disso.

Quanto a estudar… creio que ainda vou a tempo de regressar aos bancos da escola e optar por tirar um curso superior. Mas mais uma vez deixo no ar a fortuna dos meus dias futuros a quem puder decidir. Há quem chame Destino, Divina Providência, Deus ou somente sorte…

Não corro atrás de nada nem à frente de ninguém! Não merece a pena…

Um dia depois do outro. Vivo!

Haverá coisa melhor?

Páscoa... dos pobres

Enquanto alguns portugueses andam em trânsito pelas estradas lusas, este que se assina ficou desta vez por casa.

As melhores amêndoas que recebi hoje foi efectivamente levantar-me mais tarde que os outros dias. As oito já haviam tocado no relógio da sala.

Depois... foi trabalhar até à hora do almoço. Este realizou-se em casa do meu filho com uma dúzia de pessoas à volta da mesa e um cabrito que estava estupendo. Pena tenho eu de estar em regime hipocalórico...

Após o almoço regressei a casa para mais uns trabalhos, desta vez envolvendo cimento e apetrechos...

Para Domingo de Páscoa até foi bom... Pelo menos não choveu e o dia esteve espectacular.

Mas com tudo isto nem tempo tive para ir à missa neste dia que é o mais importante para a fé católica. Sinto que me falta qualquer coisa...

Mas amanhã, se tudo correr como imagino, ao meio dia lá estarei na igreja do costume para escutar a escaristia.

Esta foi a celebração possível da Páscoa de um pobre de Cristo!

Sexta-feira de Paixão!

Iniciou-se hoje o fim de semana pascal. Um dia em que evito comer carne. 

Todavia náo o faço porque a minha igreja ordena, mas unicamente como uma atitude simbólica interior, numa época em que ninguém gosta de se privar seja do que for.

Passamos o ano a correr e a fugir que nem damos conta que somos apenas pessoas. Depois surjem estes dias para através da fé e da crença pura podermos serenamente procurar a paz interior.

Sou um homem que tem na fé católica a sua (boa) referência. toda a gente o sabe. É por isso que procuro nestes dias da Paixão de Cristo um renovado sentido para a minha vida.

Santa Páscoa para os meus amigos leitores e comentadores.

A gente lê-se por aí!

Eu e as gravatas!

Uma das peças da indumentaria masculina mais odiada é sem dúvida a gravata. Símbolo muitas vezes errado está quase sempre associada a executivos, advogados ou empresários, esquecendo-se que em muitas actividades o uso da gravata aparece (quase) como uma obrigação.

Muitos políticos associados a partidos de esquerda raramente usam gravata. Como se o uso deste acessório fosse assim uma espécie de ofensa aos velhos compêndios políticos escritos pelos ideólogos do século passado.

Pois bem eu gosto de gravatas. Exemplo disso é que tenho dezenas delas. De diversas cores, tons e padrões tenho gravatas para todas as ocasiões. Tenho até uma que dá música de Natal, calcule-se!

Hoje andei de volta delas a arrumá-las, a perceber quão sujas estavam ou simplesmente a descobrir quantas já estão a cair em desuso ou demasiado surradas para voltarem a servir.

O curioso é que contei quantas peças tenho e descobri que são tantas quanto a minha idade.

Não acredito mesmo em coincidências. Nem que sejam em simples gravatas...

 

Desejo versus realidade

Normalmente tenho mais receio da vida que da morte. Sei que esta é certa e que a partir dela não tenho mais nada com que me preocupar. Ufa ainda bem!

Por isso a vida surge-me com alguns temores e muitas dúvidas. Entre muitas a maior delas é perceber como chegarei (se lá chegar!) à verdadeira velhice.

Se fisicamente seremos quase sempre reféns dos excessos que agora vamos cometendo o que conta para mim é ter real consciência do meu estado e das minhas limitações.

Sei que há muita gente que não lida bem com a idade nem com as normais fragilidades que os anos trazem. Nem tem a ver com a educação, formação ou outro palavrão qualquer... mas unicamente com o imo de cada um de nós.

No meu caso temo que chegando à altura da velhice tenha falhas de memória, incapacidades de raciocínio e, pior que tudo, que perda o dom de falar com lógica.

Convivo diariamente com alguém com quem já não se consegue ter uma conversa normal. As palavras soletradas têm significados diferentes e é necessário quase um tradutor. Não há discernimento lógico nem verbalização do que se pretende.

Numa palavra tudo isto corresponde a... senilidade.

Não considero que seja propriamente uma doença mas o resultado do envelhecimento de uma pessoa.

De forma a poder evitar este tipo de demência assumo de forma realista e coerente que preferiria viver menos uma boa dezena de anos a ter que ficar profundamente senil!

Fuga

Todos nós fugimos de qualquer coisa ou de alguém. Uns fogem do passado, outros do presente e há ainda aqueles que fogem simplesmente, porque é nessa fuga que se sentem mais vivos.

Náo escapo a esta ideia também. Porém o meu caso assume-se como muito mais grave já que não  sei se fujo de alguma coisa ou se é a vida que foge de mim.

Por vezes sinto que as minhas fugas são unicamente bloqueios da minha mente ao não querer reconhecer algumas situações.

Não culpo ninguém à minha volta pelos meus erros como também não aceito que ganhem louros às minhas costas.

A fuga será assim uma espécie de amor não correspondido.

Um dia loooooooooongo!

Há um provérbio português que diz o seguinte: "maior fosse o dia, maior a romaria".
Para quem não entende, este adágio especifica aqueles dias longos que começam muito cedo e que só conseguimos descansar a desoras.
Hoje foi um desses dias.

Saí cedo de casa, fiz 130 quilómetros de carro mais uns dez a pé, encontrei-me com 10 pessoas, resolvi uma série de casos que tinham pendentes, almocei a correr, carreguei uma carrinha com mil quilos de lenha que trouxe para a cidade, apanhei chuva durante parte do caminho de regresso a casa com outros 130 quilómetros, fui a um centro comercial para comprar uma prenda que não encontrei, fui descarregar a lenha na minha casa, voltei a outro CC e encontrei a prenda que desejo amanhã oferecer e finalmente às onze e meia da noite entro em casa. Sem jantar.

Outro sábado assim e prefiro ir trabalhar.

Pessoas!

Alguém disse que somos mais que a soma de todas as partes. Cada dia que passa concordo mais com esta frase.

Só que nem imagino como seria que não tivesse algumas das partes que fazem o meu todo...

Uma delas refere-se às pessoas (boas e menos boas) que conheci nesta breve peregrinação pela vida. Uma delas foi sem dúvida o CL. Conhecemo-nos na empresa, tínhamos ideias e ideais diferentes, mas nada impediu que trabaláassemos para o bem comum da empresa.

Hoje tive a sorte de o abraçar, já que a partir da próxima segunda feira passará para o lado de uma não profissão a que chamamos comummente reforma. E se há alguém que a merece será ele. Porque aquilo que trabalhou, por aquilo que demonstrou e acima de tudo pelo discernimento sempre presente.

Tinha um pequeno problema: pensava e agia pela sua própria cabeça. Isso custou-lhe alguns dissabores, especialmente o "emprateleiramento" interno dentro da empresa. Que ele preferiu a vergar-se a algo em que não acreditava. Era assim e espero que continue a sê-lo.

Que a saúde e a permanente insatisfação nunca o abandonem.

Abraço.

A Dona D.

Em toda a minha vida de trabalho - já se contam 40 anos - conheci muita gente. Novos, velhos, outros nem tanto, viscondes e marqueses, condes e duques, engenheiros e doutores, arquitectos e professores, serventes e contabilistas, amanuenses e telefonistas. Já para não falar do público quase anónimo que atendi nos anos que trabalhei ao balcão.

Muitos dos com quem lidei diariamente marcaram-me muito, nomeadamente no sentido de ser uma pessoa melhor, de estar sempre disponível e ver a vida de forma bem diferente.

Guardo de todos estes anos muitas histórias. Algumas vivi-as e senti-as na pele, mas outras ou foram contadas por outros ou apenas assisti sem ter qualquer intervenção.

No entanto de todas as pessoas há uma que se destacou. Era telefonista e quando a conheci já não era propriamente uma jovem.

Solteira, todavia não perdia uma oportunidade para se divertir. Hoje reconheço que esta colega, à altura, sabia mais da vida no seu dedo mindinho que eu no corpo inteiro. A Dona D. tinha também um verbo fácil o que equivale dizer que muitas vezes assisti a algumas altercações, especialmente ao telefone.

A sua filosofia baseava-se num princípio básico: gozar hoje pois não sei se estou cá amanhã.

Para além desta postura tão genuína a Dona D. tinha outros ditos, a saber:

- mais vale perder um bom amigo que uma boa resposta;

- o amor é uma chatice, o sexo uma necessidade, portanto não nos chateemos;

- se não era para aí que eu queria ligar porque atendeu? (Dizia isto sempre que se enganava no número);

Finalmente diria que a sua história de vida me ajudou a superar muitos maus momentos com os quais fui lidando.

Realmente nem sei porque me lembrei hoje dela. 

Um desabafo para a “Mula”!

Por mais de uma vez a "Mula" tem falado do dilema que são as decisões das nossas vidas. Será que esta ou aquela escolha será boa para a minha vida? Terei naquela altura decidido bem o caminho?

Pois é… Jamais saberemos se as nossas opções foram as melhores ou piores. Mesmo que tenhamos optado por uma via a determinada altura e que essa opção não nos tenha sido favorável, continuo a pensar que é preferível tomarmos uma atitude, decisão, opção ou seja lá o que for, que nos mantermos naquele limbo onde a incerteza é rainha e perante o qual somos sempre levamos a concluir: e se… e se… e se…

Muita gente considera que a felicidade é assim uma espécie de medicamento que tomamos e que nos curará das nossas tristezas. É um engano. Pois a felicidade para mim não é forçosamente igual para outra pessoa. Já o disse aqui por diversas vezes, e não me canso de repetir, que a felicidade é um caminho, não um destino. É batalhar, lutar para se ultrapassar os obstáculos. E se nestas lutas conseguirmos chegar ao destino tanto melhor, se não conseguirmos pelos menos não podemos dizer que não tentámos.

A "Mula" desafabou a sua separação após muitos anos de relação. E que por vezes ainda lhe assistem dúvidas. Diria que é normal! Da mesma forma algum tempo após estar casado perguntei a mim mesmo se não teria feito uma asneira.

Hoje, dia Internacional da Mulher, reconheço que não fiz nenhuma asneira. O que não equivale dizer que para a semana não pense precisamente o contrário. Ou que não tenhamos tido os nossos momentos menos… simpáticos. Faz parte!

Ah e tal então onde entra o arrependimento? Perguntar-me-ão vocês. Eu responderei que o arrependimento é a prova real da nossa aprendizagem de vida. Se tivermos verdadeira consciência do mal que fizemos, dificilmente cometeremos o mesmo erro.

Portanto "Mula" o passado está no Museu. O Mundo abre-se à tua frente e só tens de o viver cada minuto, cada segundo, cada nano segundo!

Como se fosse o último! Nada mais.

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