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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Amizades sem rosto

Quando era jovem (foi há tanto tempo que quase me esqueci!!!) havia uma frase que dizia o seguinte: viver não custa, o que custa é saber viver!

Não sei se actualmente esta frase fará sentido até porque as pessoas tentam viver tão depressa e estão tão ávidas de eventos que quase nem têm tempo para meditarem naquilo que realmente interessa. Felizmente nem toda a gente vive assim!

A semana que passou trouxe-me dúvidas, medos, tristezas, revoltas e até injustiças. Mas tudo faz parte da vida. Não tendo charneca para gritar aos quatro ventos a minha revolta, acabei por utilizar este blogue para desabafar, totalmente consciente das consequências das palavras que escrevi.

Em boa hora o fiz!

Primeiro porque as circunstâncias alteraram-se de tal forma porque o que deu origem à minha insatisfação acabou por se reverter e neste momento tudo parece encaminhar-se para um caminho mais sereno.

Segundo porque a amizade, carinho, esperança e solidariedade que aqui recebi através dos diversos comentários mostrou que a blogosfera é um campo extremamente fértil para se constituírem grandes e duradouras amizades.

Curioso, curioso é que não conheço pessoalmente nenhum dos comentadores que por aqui foram dando uma mão, uma força.

Isto é uma verdadeira amizade sem rosto!

Bem hajam a todos! Jamais vos esquecerei.

Após a tempestade...

...vem a bonança, diz o povo, na sua já sobejamente conhecida sabedoria.

Depois de há uns dias ter aqui desabafado a minha tristeza e impotência para resolver algumas situações da minha vida, eis-me hoje à lareira a ler, escrever, beberricar jeropiga (mesmo sem castanhas), na companhia da mulher da minha vida.

Um sábado a merecer repetição.

 

Uma questão de opção!

Entre o dérbi de hoje à noite em Alvalade e ver a Severa de Filipe LaFéria no Politiema... escolhi o teatro.

A minha confiança na equipa de futebol do Sporting nunca esteve tão em baixo. Num momento menos bom da minha vida o que menos preciso é de ir ver mau futebol quando, ao invés, posso ir ver bom teatro.

Uma mera questão de opção!

Já vi a Severa e gostei, de tal maneira que vou repetir.

Porque a vida não pode nem deve ser só maus momentos.

A gente lê-se por aí!

 

Em jeito de desabafo

Por vezes olho para trás e tento perceber onde é que, no meu já longo caminho, eu errei!

Já o escrevi e assumo-o que sou e serei sempre refém das atitudes e opções que tomei no passado. Todavia fi-lo sempre com as melhores das intenções.

O poblema é que na maioria das vezes aquelas acções acabam por se deteriorar com o tempo e quando chegamos ao presente tudo fica desconfigurado, como um plástico que está muitas horas ao sol.

Vivo hoje momentos sombrios! Porque a vida é um permanente teste de resiliência e coragem!

Quem me conhece e aqui me vai lendo sabe que sou um optimista por natureza. Mas há alturas em que ficamos  totalmente impotentes. E aí dói ainda mais!

A gente lê-se por aí!

A(s) história(s) dos objectos

Um destes dias comprei uma pequena e velha balança de um só prato, geralmente conhecida como... "carteira", já que a sua principal função foi pesar as cartas referenes à correspondência.

O preço não foi uma pechincha, mas esta balança carrega consigo... história. Uma história feita de muito trabalho e muitas cartas pesadas.

Bom é sobre este tema que venho aqui hoje: as histórias que os objectos trazem consigo...

Há muitos anos um departamento da empresa onde trabalho mudou de instalações, deixando atrás de si um rasto de muitos papéis. De tal forma que no cimo do monte de documentação em desuso havia muitos anos, achei um velho banco de madeira visivelmente muito usado. Perguntei a um dos responsáveis o que iriam fazer com tudo aquilo e a resposta foi lesta:

- Lixo!

Perante esta decisão decidi levar o banco para casa onde o restaurei, mandando mais tarde forrá-lo com pano diferente do original.

Hoje esta peça de mobiliário está na minha casa, mas raramente se usa. As travessas lá estão muito gastas e os rebordos estão claramente puídos. Prova cabal de que o banco foi testemunha ocular de uma história ou de muitas histórias.

Assim como uma lamparina a alcool que servia para derreter o lacre que selava com sinete as cartas importantes. Ou um candeeiro de secretária. Tudo coisas que se falassem contariam muitos, mas muitos episódios.

Por isso guardei estes objectos sem grande valor fiduciário, mas assumindo que historicamente tiveram a sua real importância.

Finalmente a dois!

Quando casei já havia cá em casa crianças. Uma de 5 anos e outra de três.Os sobrinhos da minha mulher e que após matrimónio ficaram também meus.

Ao fim de menos de dois anos de casados eis o varão para logo dois anos e meio depois surgir o segundo.

Resumindo... até 1 de Janeiro deste ano estive sempre acompanhado. Ou dito de outra maneira nunca vivi completamente a sós com a minha mulher. E já vamos a caminho de 35 anos de casamento.

Hoje quando a noite substitui o dia e finalmente nos sentamos no sofá da sala olhamo-nos e perguntamos-nos:

.- Como irá ser a partir daqui?

Dúvidas existênciais

Esta minha recente página de vida iniciada recentemente e que culminou com o nascimento de uma neta fez crescer em mim novas dúvidas.

A primeira é perceber até que ponto poderei ou deverei influenciar a educação da criança? Terei esse direito?

Educar hoje uma criança é muito diferente de há trinta anos. Como naquele tempo foi diferente do tempo em que fui menino.

Há muito mais informação disponível, os acessos são demasíado grande e obviamente as solicitações disparam para diversos sentidos.

Sempre ouvi dizer que os pais educam e os avós deseducam. Todavia não pretendo ser esse tipo de familiar que fará tudo para agradar aos mais pequenos. Longe disso.

Mas terei eu (ou nós os avós!!!) capacidade ou moral para criticar alguma decisão que achemos menos boa tomada pelos novos pais?

Em termos práticos diria que sim já que em tempos também fomos pais pela primeira vez e não obstante estarmos a falar de época completamente diferentes há ainda muita experiência acumulado que poderia servir para ajudar outros…

Portanto ser avô é ser mais ou menos competente?

Diversas questões que diariamente me assaltam e para as quais não tenho, para já, uma resposta à altura.

O dom da vida

Como já referi num outro postal há poucos dias fechou-se uma das páginas da minha vida. Para logo se abrir uma outra com novos e renovados motivos. É a natural regra da vida. O pior será quando pararmos de ter novos ensejos na nossa vida.

Nunca falei aqui do que me estaria para acontecer. Foi-me solicitado que não o fizesse e eu cumpri com a minha parte. Porém a promessa manter-se-ia até a um determinado momento.

Que aconteceu hoje…

Eram 3 e 29 da madrugada quando o meu filho me ligou para lhe ir buscar a cadela pois teria de ir para o hospital com a mulher grávida a quem haviam rebentado as águas.

Já adivinharam o que me aconteceu neste dia 4 de Janeiro do ano da graça de 2020…

Pois, fui avô!

Não poderia começar melhor este novo ano.

A minha vida foi muito influenciada pelos meus avós. Especialmente pela parte paterna que faleceu  cedo, quando eu tinha somente 12 anos, mas que mais tarde veio a tornar-se uma referência pela vida que teve e exemplo do que foi.

Agora toca-me a mim… Espero estar à altura!

Pensando bem tornei-me verdadeiramente avô no dia em que fui pai pela primeira vez! Só que nessa altura não o imaginava sequer.

O meu livro...

Ontem encerrei definitivamente um longo capítulo do livro da minha vida. A primeira parte encerrou-se aqui. A segunda terminou este início de ano.

Agora é altura de iniciar um novo capítulo a que darei o singelo nome de "Epílogo". Vai ser o tempo de olhar o passado e não podendo refazê-lo porque tal será impossível, pelo menos tentarei retirar dele as melhores lições.

A vida é como o vento no mar alto, pois nem sempre corre a nosso favor. Deste modo é necessário navegar à bolina e aproveitar o máximo que pudermos da aragem para qie continuemos a caminhar.

Nunca me preocupei muito com o meu futuro, porque este é sempre o momento seguinte.

Irei naturalmente escrevendo as novas páginas deste novel capitulo, nem que seja somente para memória futura.

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