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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Quando a dor... dói! #2

Desde quarta feira passada que fui acometido de uma dor no calcanhar que teima em não me abandonar. Como falei aqui. Consultado o médico na passada sexta feira, este dignosticou uma bursite. Algo que tem a ver com uma bolsa no tendão de aquiles.

Estes últimos dias têm sido um autêntico suplício.  A limitação  que estas dores me obrigam é quase humilhante. Sempre que entro num estabelecimento onde já sou cliente e me vêem a coxear vão lançado alguns palpites. Mas nenhum deles consegue acertar na maleita.

À base de muitos comprimidos vou conseguindo fazer a minha vida ou quase. Devagar, parando muitas vezes para repousar o pé e colocando muito gelo. Mas acima de tudo ninguém calcula as dores que tenho entre as tomas de comprimidos.

Agora nem sequer imagino o que não deverá ter sido o sofrimento de D. Fernando II Rei de Portugal, que parece ter falecido devido a uma profunda crise de gota.

Quando a dor... dói!

Desta vez tenho de morder a língua. E com força que é para nunca mais me esquecer! Mas vamos ao caso.

Ontem de manhã estava eu a vestir-me para ir trabalhar quando surgiu uma dor aguda num calcanhar. Estranhei a coisa até porque não me lembrava de ter batido em algum lugar. Temi que a dor fosse mais uma crise das minhas, já uma vez aqui referidas. Parece que é!

Durante todo o dia de ontem arrastei-me pelos caminhos da cidade sofrendo atrozmente com uma crise de gota que me atacou aquela zona do pé direito. A dor nestas maleitas é altamente limitadora de modo que o meu caminhar mais se assemelha ao andar de um idoso de provecta idade.

Hoje carreguei nos anti-inflamatórias e após um início de manhã pouco animador a verdade é que o resto do dia correu de forma razoável.

Ora tenho por hábito dizer, quando me refiro aos outros, que a dor é muitas vezes psicológica. E tenho-me gabado de aguentar dores sem grande alarido, mesmo em siêncio. Por tudo o que escrevi antes e por aquilo que aconteceu nos últimos dias é que mordo a língua.

Esta dor realmente... dói. E muito!

E não há psicologia que me ajude a aguentá-la. Somente comprimidos.

Há 20 anos!

Estava eu em Barcelona.

A cidade em festa por hoje ser o dia da Catalunha.

Não fui lá em turismo, mas unicamente a uma consulta de rotina pós-operatório. Todavia aproveitei para visitar a cidade condal. Sagrada Família, Parc Guel, Casa Milá, Ramblas, Montejuic, Fundação Miró, Bairro gótico… tudo visto nos dias que por ali estive.

Mas relembro esse dia essencialmente por ter sido sábado e a cidade estar completamente engalanada com as bandeiras da região. Por todo o lado havia festa: música, performers, artistas plásticos.

Para ajudar mais à festa, já de si enorme nesse sábado, havia futebol no estádio do Barcelona. Coincidentemente um dérbi catalão.

Mas a febre pelo futebol é tão grande que já bem perto da hora do jogo o metro citadino estava a abarrotar. Ainda por cima o meu hotel ficava nessa linha.

Dessa viagem subterrânea repleta maioritariamente de adeptos do “Barça” retendo as figuras de três idosos, duas senhoras e um cavalheiro, equipados a rigor com as cores “blaugrana”. Um exemplo de um enorme fervor clubístico,

Há vinte anos era um jovem a tentar recuperar de sete cirurgias a um só olho.

Mas fiquei sempre com a certeza de que Barcelona é uma cidade espectacular.

Alerta vermelho!

Quem me conhece sabe que sou geralmente bem-disposto, positivista assumido, vendo geralmente mais rosas nos espinhos que o inverso.

Nunca percebi porque sou assim. Não sei se é genético ou fruto de educação ou pura formação. Seja como for nestes últimos 60 anos da minha vida sempre soube (mais ou menos, a bem da verdade!!!) lidar comigo mesmo. E nem sempre foi fácil...

Entretanto o meu corpo já não é o mesmo de há 30 anos.  Por isso desde há algum tempo optei por uma alimentação menos calórica e mais caminhadas. Tudo em prol da minha saúde física. Perdi alguns quilos e tenho agora menos dores...

Só que ainda não estava preparado para o sinal vermelho que me surgiu um destes dias. Um alerta direccionado para a minha postura e filosofia de estar na vida.

A rabugice parece ser o primeiro verdadeiro sintoma de que a velhice finalmente bateu à minha porta, mesmo que eu não tenha real consciência disso. Mas têm os outros, que me alertaram para o facto e isso basta-me.

Portanto não imagino como irei futuramente lidar com este meu problema, mas tentarei certamente minimizá-lo. Porque os outros não são culpados da minha idade.

E só posso agradecer a quem fez acender o alarme.

Sábado à lavrador

Após pouco mais de quinze dias de férias e já com uma semana de trabalho em cima, este Sábado foi hora de voltar às lides agrícolas. A maioria delas já a pensar... no Natal.

Para tal necessitei de um cento de couves "Penca de Chaves" que já estão plantadas e prontas para crescerem.

Depois foi refazer as caleiras das árvores para que possam ser regadas sem perdas.

Finalmente recolher o lixo que as folhas secas foram fazendo durante o tempo que estive ausente.

Enfim um Sábado à lavrador!

Bom fim de semana.

Setembro - o mês dos figos!

Lá para a aldeia onde fui criado há nos pedaços de terra rija e barrenta algumas figueiras. E há de toda a espécie: do Algarve, Pingo Mel, Corigos, do Norte.

Por esta altura é ver a malta a correr para debaixo das figueiras em busca dos melhores frutos. Alguns serão para comer logo, assim fresquinhos acabados de apanhar, mas a maioria serão para secar ao Sol.

Lembro-me quando miúdo e ainda antes da escola iniciar, andar com a minha avó em busca dos tão gostosos e característicos frutos.

Mas as figueiras não são oliveiras. Nestas pode-se subir sem perigo para cimo de um ramo que ele fica ali firme e hirto a aguenta com o nosso peso. No entanto as figueiras são falsas como Judas. Nem todos os ramos se fixam e ao menor peso, por mais grossos que sejam, vergam-se facilmente.

Ora naquele tempo de apanha com a avó Pureza, este que ora se assina subiu ágil à arvore em busca de mais frutos e mais depressa eu subisse mais depressa caía.

Numa terra onde as pedras são muitas e enormes, tive a sorte de cair no único pedaço de terra por debaixo dos ramos verdes da figueira. Bastaria poucos centímetros ao lado e provavelmente hoje não estaria aqui a escrever.

Por tudo isto é que uns figos secos ao calor de Setembro têm outro sabor.

De regresso!

O pior do regresso das férias prende-se com as arrumações. Mas não só!

Chegámos no pino do calor de forma a evitar as longas filas de trânsito na Ponte 25 de Abril. Mesmo assim ainda andámos num pára-arranca durante alguns minutos. Mas nada de alarmante.

Chegádos dois carros, foi o momento de retirar toda a tralha das malas dos ditos para logo a seguir os levar a lavar!

Na rua mora um dos meus filhos, que ficou de férias na minha casa que hoje larguei. Na garagem há um poço velho que se enche diariamente de água. Não serve para beber, mas para lavagens é óptima.

Assim dois de nós lá fomos de balde e esfregão na mão lavar as duas viaturas. Obviamente que estavam bem necessitadas tal fora o pó acumulado nas últimas semanas nas idas à praia.

Finalmente a aspiradela ao interior sempre necessária.

E pronto sáo nove da noite e já estou cansado.

Isto de regressar de férias deveria ser proibido.

Família junta!

Hoje está a ser um bom dia.

À mesa do almoço estávamos cinco. Eu, a minha mulher, os meus dois filhos e a minha nora. Mais a "Bolota" uma cadela esgrouviada mas muito dócil.

Acabar assim as férias é sempre bom. Eu regresso de férias, o meu mais velho vem para as férias.

Sinto-me tão feliz com tão pouco que é tanto!

Regressar!

Pois é, o tempo passa demasiado depressa. Ainda agora parece que cheguei e já vou voltar ao trabalho.

Mas a vida é mesmo assim, tal qual as marés que o mar vai levando e trazendo. Sem interrupção.

Há quem sofra horrores com o stress de voltar de férias. Curiosamente nunca sofri disso, mesmo quando o meu ambiente de trabalho não era o melhor.

Afirmo sem rodeios que me sinto um privilegiado: por ser minimamente equilibrado, por ter família, amigos, por poder escrever mesmo que mal, por ter doenças e ter coragem para as enfrentar. Por ter fé que alimenta a minha alma e acima de tudo porque tenho trabalho.

Segunda-feira entrarei naturalmente no meu gabinete de cara alegre. A alegria de quem se contenta com muito pouco, mas essencialmente por ter alegria no regresso...

Porque constato que cada vez mais há gente que não sabe regressar...

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