Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Cinco dias ausente!

Durante os próximos cinco dias estarei ausente. O problema prende-se com camapnha de azeitona que irá começar para mim e para os meus, amanhã de manhã.

Nada disto seria necessário se na aldeia eu tivesse acesso à rede telefónica móvel. Pois é... dentro da aldeia não há rede, mas fora dela acedo facilmente. Todavia é longe do povo que andarei a apanhar azeitona. Portanto vão ficar quatro textos previamente escritos e agendados para dar cumprimento à minha máxima de publicar um texto por dia.

Os postais estão agendados para serem publicados logo de manhã, exceptuando o de quarta feira que quero escrever depois de regressar.

Portanto a quem aqui passa não se admire de eu não responder logo aos comentários, garantindo unicamente que o farei logo que chegar à cidade. Que isto não vos iniba de dizer mal...

Bom fim de semana e divertam-se.

A gente lê-se por aí!

Um dia 8...

Hoje é dia 8 de Outubro de 2021.

Um dia que seria como os outros se, por exemplo, o meu pai não fizesse 89 anos (bonita idade, acrescento). Depois recordo para esta mesma data aquela sexta feira, curiosamente tal como hoje, em que dei entrada numa Tesouraria onde ficaria perto de 15 anos para depois me transferir para outro departamento.

Se há dias de calendário que guardo para sempre, certamente este é um deles. Porque gosto de comemorar a vida então quando envolve o meu pai melhor ainda, já que ele foi um mestre como homem, pai e amigo. Recordo fins-de-semana que passava com ele a bordo de um navio quando estava de serviço. Grandes almoços, grandes partidas de cartas, grandes debates de futebol, muita boa disposição.

Depois este mesmo dia em 1982 foi, sem dúvida, muito marcante para o resto da minha vida. Tanto no sentido profissional como no pessoal.

Provavelmente hoje seria um homem bem diferente se não tivesse entrado naquela Tesouraria. Fui um felizardo. Outros houve que percorreram também o mesmo caminho, mas jamais tiveram a sensibilidade para aproveitarem o melhor que adveio daquele conjunto de bons homens e colegas.

Há dias assim nas nossas comuns vidas: marcantes.

O melhor da vida...

está nas coisas mais pequenas!

Ansiava por este dia. Não o de calendário obviamente, mas o dia em que fosse chamado de... avô!

Ontem quando cheguei a casa do meu filho para ir buscar, como de costume, a neta, esta correu para os braços da avó, já que foi ela a primeira a chegar. Já ao seu colo:

- "Abô" onde estás?

Para logo ela própria responder apontando para mim:

- Ah 'tá aqui!

Senti-me naquele breves segundos o homem mais feliz do mundo. É que esta coisa de ser avô não é só ser pai de alguém que é pai. É muito mais que isso tudo. É absolutamentre inexplicável.

Durante o resto do dia escutei a minha neta a chamar pelo "abô" e soube sempre bem!

Por vezes procuramos nos nossos dias algo que nos faça manter vivos, atentos e acima de tudo conscientes. Outras vezes procuramos quem nos queira... assim com todos os nossos defeitos e qualidades.

Ser avô tem sido uma experiência gratificante. Então para mim que nunca soube verdadeiramente o que foi ser criança, pegar na minha neta e com ela brincar às brincadeiras mais tontas que se possam imaginar e que a divertem é sem dúvida uma espécie de retrocesso a uma infância que nunca tive.

Mas o que conta mesmo é que eu vivo destes breves instantes, destes momentos singelos, quiçá parvos, mas imensamente genuínos.

Viajar sem bagagem!

A imagem infra é muito sugestiva. Surgiu-me num desses grupos de redes socais a que pertenço e faz muuuuuuuuuuuuuuito sentido.

IMG-20210922-WA0006.jpg

Não importa o quanto temos neste mundo, não importa o quanto se ganhou nesta vida, não importa o quanto se amealhou durante o tempo que vivemos, a verdade é que quando a "Ceifeira" surge a única coisa que levamos é a roupinha. E é mais do que aquilo com que nascemos que foi... nada!

Muitas vezes venho aqui referindo que não merece a pena alinharmos em bravatas que tenha o vil metal como foco. Repito não vale mesmo a pena!

Porque nada se leva para o outro lado tal como a imagem indica... fica tudo cá. Na maioria das vezes para criar ainda mais demandas do que aquelas que já existem, especialmente nas famílias que cá ficam.

Idade: saber tê-la!

Há quem náo viva bem com a idade que tem. Uns são novos e queriam ser mais velhos (também me aconteceu!!!) outras são mais velhos e julgam que ainda são novos (ainda não me aconteceu!!!).

Sempre achei que cada idade tem os seus momentos mais tristes. mas também momentos fantásticos. Talvez neste último caso esteja a capacidade que os mais velhos têm em antecipar os problemas.

Os mais novos geralmente sentem os dias de uma maneira mais eufórica o que equivale dizer que agem mais com o coração que com a cabeça. Faz parte!

Entretanto os mais velhos são geralmente mais pausados e reagem de uma forma cuidada aos estímulos que surgem. Só que nem toda a gente mais vivida pensa assim. Esquecem-se da idade que têm e pretendem, com a idade que têm, exibir das mesmas aptidões que os mais novos, olvidando muitas vezes o ridículo a que se propõem.

Chegando eu a esta idade, rapidamente percebi de algumas limitações com que fui brindado. Não me alimento com as quantidades de antigamente, bebo muito menos, tenho diversas dores ortopédicas e visto-me com roupas discretas próprias para esta idade.

Posto tudo isto assumo que gosto de ter a idade que tenho, sentir que perdi algumas competências, mas ganhei muitas outras.

A paz comigo mesmo é uma delas. E com os outros também!

O melhor do mundo são as crianças!

Serão mesmo?

Mas se são porque utilizam os pais, avós, tios, primos e restante família personagens para atemorizar os petizes no sentido de eles se “comportarem”?

Nestas férias quando estava a sair da praia ultrapassei um casal que trazia consigo uma criança de tenra idade. Calculei que fossem os avós.

A criança era “naturalmente” irrequieta (e coloco aspas no advérbio de propósito, sem qualquer conotação pejorativa, bem pelo contrário). A determinada altura oiço a avó dizer:

- Olha que vou chamar o senhor polícia…

Tudo porque o petiz não sossegava e como se o hipotético agente de autoridade fosse o maior dos fantasmas.

Esta situação não é única mas há quem ainda utilize outras figuras como o “papão” (imagino que seja um pai grande), o bicho (ainda estou para saber qual será) ou outra qualquer entidade estranha no sentido de colocar a criança no seu lugar.

Nunca usei esta técnica (quase) ancestral para atemorizar os meus filhos. Tentei sempre explicar de forma assertiva como se comportarem, fosse na rua ou em casa! E eles perceberam e sempre se portaram muito bem.

Esta será outrossim a técnica que usarei com a minha neta. Explicar o porquê e não utilizar monstros, fantasmas e afins para a fazer perceber como deve estar na sociedade.

As crianças serão o melhor do Mundo, é certo! Portanto cuidemos delas com o cuidado devido (passe o pleonasmo) de forma a termos no futuro cidadãos conscientes, educados e acima de tudo bem formados.

Eis o Outono!

Chegámos ao Outono!

Uma estação com sabor a castanhas e jeropiga. Com cheiro a mosto e a alambique. Com tentações de azeite e azeitona.

Uma estação repleta das cores da terra, das folhas caídas, das chuvas e quiçá do frio. Dos magustos e dióspiros maduros.

É o tempo das nozes negras antes de secarem. Das lavras e sementeiras, da corrida à lenha para a lareira.

Outono a estação do ano que é agora simbolo da minha vida.

A arte de saber educar - #2

No seguimento deste texto que escrevi no princípio deste mês ocorreu-me acrescentar mais umas coisas, essencialmente porque vieram-me à ideia umas outras ideias e (maus) exemplos.

No passado sábado encontrei um jovem na rua, filho mais novo de um primo direito. Cumprimentá-mo-nos para logo perceber que aquele rapaz (da mesma idade do meu filho mais novo) estava já alccolizado. Regressava a casa num estado ébrio onde o esperava uma mulher e um filho ainda de meses.

Pego neste triste exemplo para tentar explicar que cada filho é diferente dos outros. Neste caso são três irmãos, todos eles diferentes e com posturas de vida antagónicas. Um licenciou-se e é professor, outro é responsável num hotal e o deste exemplo trabalha com o pai nas obras.

Algures no passado este rapaz deu sinais de que ia tresmalhar. Com toda a certeza. Mas nem pai nem mãe tiveram coragem ou quiçá competência para o colocar no caminho mais... certo. 

Na realidade fica-se sem perceber se os progenitores foram brandos, deixando o rapaz viver como queria, sem quaisquer regras ou demasiado austeros tornando-se aquele alguém revoltado e fazendo do álcool a arma de arremesso contra os próprios pais.

Seja como for é óbvio que educar é, para além de uma arte, a capacidade de os progenitores terão de ter para se adaptarem à personalidade de cada filho, sem que se percam o foco do bom-senso.

Negócio na feira

Por causa das pinturas cá de casa, que já aqui havia divulgado, tive de retirar muitos objectos da minha sala. Para além de centenas de livros, medalhas e molduras com fotografias acabei por perceber que passamos a vida a juntar coisas para as quais nunca daremos uso.

No meu caso há uma explicação: a maioria delas têm um componente afectivi já que me foram oferecidas por amigos ou familiares. Todavia outras comprei-as em feiras de velharias, a maioria na Feira da Ladra.

É desta feira bisemanal e de um negócio que fiz que hoje vos venho falar.

Todavia o primeiro negócio que ali assisti foi com o meu pai quando nos anos setenta por ali andou em busca de um selim para uma égua que o meu avô havia comprado. Lembro-me que encontrámos uma que na altura pediram dois contos, ou mais ou menos 10 euros  na moeda corrente, e que após muita volta à feira acabámos por levar para casa. Recordo este caso porque na altura, quando o meu pai foi buscar o selim, o vendedor ter dito:

- Se eu soubesse que queria comprar teria pedido mais dinheiro.

Muitos anos mais tarde sou eu que numa manhã cedo de terça feira entro no Largo de Santa Clara. Vou calcorreando as ruelas olhando aqui e ali alguns objectos mais invulgares, perguntando preços apenas por curiosidade.

Entretanto alguns dos vendedores já me conhecem e ao ver-me passar apontam para este ou aquele objecto.

Estava eu neste meu caminhar lento quando dou de caras com a dona A. uma senhora idosa com uma loja bem perto da Praça do Chile e que adorava estar na feira a vender. Naquela manhá encontrei-a a limpar uma caixa de charão em tons cinzentos.

- Bom dia d. A. como está?

- Bem e o senhor?

- Também, obrigado.

Para logo lançar:

- Que bonita caixa, essa...

Gesto automático entrega-me a caixa.

- É para mim? Obrigado... - disse a rir, para logo questionar - Quanto quer por ela?

- Cinco contos, para me estrear.

Devolvi a caixa.

- Não ando a roubar. Isso é muito caro.

Sem mais segui o meu caminho. Andei mais de uma hora pela feira para voltar à dona A. onde a caixa dormia agora no chão entre muitas coisas velhas.

Insisti:

- Pensei que já a tivesse vendido...

- Quanto dá por ela? - avançou então.

"Temos negócio" pensei eu. Agora bastava regatear o preço.

- Eu nem digo o que ofereço porque a senhora ofende-se...

- Vá lá quanto dá por ela?

- Dois contos.

- Isso nem pensar... é pouco.

- Então para a semana dona A. - devolvi eu.

No momento em que lhe viro as costas diz:

- Mais 500 escudos e fica com ela.

Parei, retirei o dinheiro da carteira paguei-lhe e trouxe a caixa para casa.

Esta.

Charão.jpg

O regresso!

Uma amiga destas lides de escrita (obrigado Di|) enviou-me um video muito engraçado e deveras curioso, através de uma dessas plataformas de comunicação tão em voga.

O filme tem realmente muita graça, mas chama-nos outrossim para uma nova problemática com este regresso à normalidade laboral.

Certamente que o afastamento das pessoas dos verdadeiros locais de trabalho fomentou alguns, não direi vícios, mas parametros desajustados àquilo que era a normalidade de um gabinete.

Um desses parãmetros prende-se, por exemplo, com a deslocação para os locais de trabalho. Novos horários, transportes públicos apinhados ou trânsito anormal com filas podem originar alguns constrangimentos neste novo regresso. Assim como as refeições que em casa eram provavelmente mais lentas e agora terão de ser mais céleres.

Mas pior que tudo é o reencontro com antigos e novos colegas. Já para não falar das chefias. Diz o povo "loge da vista, longe do coração" o que equivale dizer que cada um no seu espaço privado (leia-se casa!) terá sido muito mais útil (e provavelmente mais feliz) do que com a sua presença num gabinete, quantas vezes vazio de bem-estar!

Esta pandemia vai certamente fazer com que muitas empresas repensem as suas estruturas laborais, não só no sentido organizacional, mas também no sentido estrutural e físico, evitando com isso muitos custos excessivos.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2010
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2009
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2008
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D