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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

E se reciclássemos as pessoas?

Todos os dias vou ao caixote de reciclagem aqui da rua deitar o lixo. Um dia os plásticos, no dia seguinte o papelão sendo o vidro aquele que menos reciclo porque nada tenho para tal.

Estava eu neste vaivém quando me lembrei da guerra e me veio à ideia a questão que intitula este postal: e se as pessoas pudessem ser recicladas?

Não falo obviamente de lhes tirar idade (isso queriam todos!!!), mas tão-somente transformar alguns seres humanos que por aí andam e que só fazem... o que não devem.
Como seria bom que os Putins, Maduros, Bolsonaros e demais energúmenos que por aí pululam pudessem ser reciclados. Não os queria rejuvenescidos, apenas reciclados em gente útil ao Mundo.

Tenho consciência que este texto é um mero exercício de imaginação, mas ainda assim sinto que se fosse possível uma reciclagem humana este Mundo tornar-se-ia um local muito mais aprazível para se viver!

Nem falo do mortal humano sem cargos de destaque, mas demasiado carregado de invejas, hipocrisias, mentiras e demais raivas. Também este necessitava de uma boa reciclagem.

Inclusivé eu!

Sonhos ou banhos de realidade?

O ser humano tem uma enorme dificuldade em lidar com a realidade, seja esta fantástica ou dolorosa.

Desculpamo-nos quase sempre com a ideia de que a cabeça quer uma coisa e o coração manda outra. Curiosamente comentei num blogue de uma amiga a propósito desta dicotomia. Mas não esclarecendo tudo ficou a ideia ficou a moer.

Durante o dia de hoje não tive tempo para pensar, mas chegada a noite é o momento para dissertar sobre a maneira como lidamos com a realidade contra o sonho que um dia idealizámos.

Todavia serei breve!

A realidade pura e dura nunca é simpática nem doce. Mas há que saber aceitar e perceber que sem o banho de realidade, provavelmente viveríamos num Mundo quase abstracto. Os sonhos devem ser sempre sonhados e assumidos, mas mais tarde plasmados na tal realidade com que vivemos todos os dias.

O amor, a paixão são dois dos sentimentos muito comuns nas assumpção das diferenças entre realidade e sonho. Poderemos amar alguém ao mesmo tempo que percebemos que esse amor será destrutivo. Deveremos continuar a amar? Ou acrescentar mais uma desilusão ao coração?

A idade que vamos somando tem uma natural tendência para polir as nossas dúvidas e clarificar o que vamos vendo. O problema é que na maioria das vezes não gostamos nada do que testemunhamos e preferimos continuar a caminhar por um trilho que nos poderá destruir interiormente.

Depois quando tudo acontece não poderemos dizer que "tive azar"...

Um mundo paralelo!

Um amigo faz hoje anos. Não comemora o seu aniversário porque já nem sabe em que dia estamos. De um momento para o outro a demência atacou-o, deixando-o profundamente dependente de outros.

Homem de esquerda, poeta, escritor, músico, jurista de profissão era uma mente brilhante. Como responsável por uma área jurídica, conseguia em três frases simples, concisas e assertivas dar um despacho que ainda hoje, alguns anos volvidos, muitos ainda se recordam e que ficaram célebres!

O ano passado ainda lhe liguei para o telemóvel, mas já náo soube quem eu era. Por isso hoje nem lhe disse nada. Não valeria a pena.

Eu sei que ele já não sabe o valor da amizade. Mas eu sei. Não o esqueci durante todo o dia e daí estar a escrever este postal. Porque ele merece.

Obrigado A. por tudo o que me ensinou e pelo exemplo de discernimento e verticalidade que sempre o caracterizaram.

Eu sei que já me olvidou pois vive nesse seu mundo paralelo à realidade, mas eu jamais o esquecerei.

 

Dia de todas as mães

Hoje é o dia da Mãe. Ou será um dia para todas as mães?

- Daquelas que amam os seus filhos;

- Daquelas que amam os filhos dos outros;

- Daquelas que não amam os filhos;

- Daquelas que morrem pelos filhos;

- Daquelas que odeiam terem sido mães;

- Daquelas que não sabem quem são os filhos.

Ser mãe é uma profissão que obriga a trabalhar 365 dias por ano.

Abençoadas sejam as mães!

As minhas inimigas!

Tenho com elas uma relação difícil. E não é de agora!

Elas são geralmente silenciosas, mas quando interpeladas só sabem dizer a verdade e somente a verdade, como estivéssemos num tribunal.

Obviamente que lhes ligo muito pouco. Sei que não devia fazê-lo, mas elas raramente me dão boas notícias. Ora é preferível não lhes perguntar nada já que a resposta não virá ao nosso encontro (leia-se desejo).

Todavia e não obstante a bravata, de vez em quando vou ter com uma delas e colocando-me em cima delas obtenho a quase sempre a horrível resposta.

Mui raramente recebo boas missivas, mas reconheço que faço muito pouco por isso!

Posto isto esclareço que estava a falar de balanças, não vão vocês pensar em coisas estranhas.

Pois… são elas, definitivamente, as minhas maiores inimigas.

Três coisas que vivia bem sem...

Hoje dei por mim a pensar como viveria feliz se não tivesse três situações na minha vida. Quando muitas pessoas querem cada vez ter mais coisas, eu optaria, se pudesse por ter menos.

Vamos então ao que me atenta.

1- Vivia bem sem ter sono. Irrita-me solenemente estar a tentar escrever e os olhos a fecharem-se por causa daquele. Quanto trabalho faria a mais se não tivessse que ir dormir devido ao sono;

2 - Vivia bem se não tivesse fome. Até como sou bom garfo, ao ter fome acabo sempre por comer mais do que deveria e assim engordo sem destino;

3 - Vivia bem sem dores. Eu sei que as dores são reflexo de que alguma coisa em mim não está bem, mas sinceramente viveria muitíssimo bem sem elas.

No fundo três pequenas coisas que sem elas me sentiria ainda mais feliz!

Resumo breve da minha Páscoa!

Liturgicamente o tempo Pascal iniciou-se ontem e decorrerá até ao Pentecostes, que será a 5 de Junho.

Ontem foi dia de Páscoa e coincidentemente dia de aniversário do meu cunhado. Assim o almoço teve 13 pessoas à mesa (não chegaram a estar todos ao mesmo tempo porque 3 chegaram atrasados), contando com quatro crianças.

Entradas com queijos, patés, camarões e enchidos assados, Depois um caldo verde com couves aqui do quintal a que se seguiu borrego assados devidamente acompanhado com batatas assadas, grelos salteados, couves tronchudas também salteadas e arroz florido.

Os doces foram compostos por molotoff, mousse de chocolate, gelatinas, para além do bolo de aniversário. A fruta insidiu em ananás, morangos e peras bêbadas.

Com tanta comida e variedade, a que juntaram as crianças mais a (ainda) juventude dos pais, a confusão instalou-se.

Resultado: a certa altura as três meninas e o varão de seis anos dominavam a festa e uma espécie de circo infantil foi montado. Gritos, correrias, brinquedos espalhados, 

Fazia tempo que não havia tanta alegria infantil cá em casa. Já estávamos desacostumados a tamanha barafunda!

Quando todos partiram e ficaram unicamente os decanos, senti logo saudades deste belíssimo dia.

Realmente as crianças são o melhor que tem este Mundo!

Resposta nº 16...

... a este desafio da Ana

Tema: crush

Tive tantos que nem vale a pena enumerá-los! Desde crush de amor, a alguns de amizade tive direito a um pouco de tudo.

Mas fez-me muito bem, já que aprendi que a vida é feita disto mesmo: de altos e baixos. O que me tornou num homem mais paciente no que respeita àquilo com que a dita me vai brindando diariamente.

Há muito que deitei bravatas marialvas para trás das costas e segui o meu tonto caminho. Tortuoso e incerto, mas bem definido. Quando chegar à meta logo saberei se deixei algum exemplo de humanidade por aí e sem "crush" para os outros!

A minha Páscoa... há 35 anos!

Hoje é Domingo de Páscoa. Um dia de alegria para os católicos culminando na Resssurreição de Cristo cruxificado!

Todavia para a maioria da população é mais um dia de festa, onde o borrego ou o cabrito serão reis na mesa. Nada mais importa. Digo eu!
Só que este dia Santo está gravado no meu espírito como um dos mais belos momentos da minha vida, já que num Domingo de Páscoa, há quase 35 anos (não foi neste dia do calendário de Abril, mas foi perto!!!), fui pela primeira vez... pai!

Uma das minhas obras-primas vinha ao mundo. A outra só veria o céu anilado dois anos e meio depois. Lembro-me como se fosse hoje dessa Páscoa.

No Sábado de Aleluia havíamos ido a um casamento, mas regressámos cedo a casa. A volumetria da minha mulher era já enorme, mas pelas contas faltariam ainda duas semanas para o evento. Mas o M. achou que nos deveria brindar com a surpresa de nascer nesse Domingo chuvoso de Páscoa. Eram 10 horas da noite quando a minha mulher me avisa que as águas haviam rebentado e portanto chegara... a hora.

Sem grandes correrias lá fomos para a clínica. A médica não estava mas deixara outra em seu lugar que por sua vez passara para uma outra. O meu rapaz nasceu forte e saudável pela madrugada e pronto para encher a minha vida de noites mal dormidas e outras ralações. Mas faz parte...

Faz hoje 35 anos... Parece que foi ontem!

Deus achou que eu deveria ter uma prenda nessa Páscoa. Recebi-a com uma alegria imensa e quiçá pouco ciente da responsabilidade que aterrara nos meus braços.

No entanto com o tempo a aventura de ser pai transformou-se numa humilde e permanente ventura!

Até hoje.

Nota à margem: Aproveito este postal para desejar a todos os meus fiéis leitores uma Santa Páscoa e que a Ressurreição de Cristo não seja somente a história de um homem mártir, mas a Ressurreição de um Mundo melhor, sem guerras, doenças, tristezas e amarguras.

A  gente lê-se por aí!

O meu papel neste Mundo!

Hoje encontrei um amigo de muitas caminhadas por esse país. Católico e peregrino como eu, partilhámos muitas alegrias, tristezas e centenas de quilómetros.

Aposentou-se quase quando eu, mas teve a desdita sorte de apanhar covid logo a seguir e ter ficado bastante mal. Ainda por cima meses antes a mãe havia morrido com esta infecção.

Hoje reconhece que está melhor e sente-se quase recuperado.

É também avô de uma menina, razoavelmente mais velha que a minha neta e por isso deu para trocar de ideias, entre outros temas, sobre os infantários e colégios e dos benefícios e malefícios desta escolha.

Ficámos longos minutos à conversa (já alguma vos disse que sou um fala-barato?) para no fim despedirmo-nos e ele acabar por afirmar com um enorme sorriso, que não vi por causa da máscara, mas adivinhei:

- Fica-te bem esse papel de avô!

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