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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Assumir um enorme desafio!

Numa altura em que o assunto Covid-19 é tema central de todos os noticiários sabe bem alguém chegar ao pé de nós e dizer que vai ser mãe. O dom da vida é isso mesmo… um dom!

Ainda por cima com a opção muito afoita de ser por inseminação artificial.

Esta futura mãe mostrou muita coragem ao perceber que não obstante não ter um homem a seu lado isto não a impediria de vir a dar à luz!

São gestos destes que me fazem ainda acreditar na humanidade.

Desejo-te o melhor que a vida tiver para te oferecer C.!

Um exemplo de homem!

Foi meu director durante uns anos. Acabei mesmo por lhe comprar um carro, o primeiro que tive com mudanças automáticas.

Assumiu-se, já com alguma idade, homossexual. Mas independentemente da sua opção sexual sempre se mostrou um enormíssimo gestor.

Dizia ele: tudo o que se passa neste Departamento é culpa minha já que sou o Director.

Uma postura pouco vista em gestores, nomeadamente quando gerem empresas de cariz estatal! Outro exemplo prende-se com um erro de gestão, que a certa altura, cometeu.

Um dia decidiu nomear alguém para chefiar um certo serviço. Neste havia uma pessoa mais apetrechada e muito mais competente para tomar as rédeas do serviço, mas foi preterida. Desta decisão de gestão sairam algumas consequências, sendo que o serviço foi o mais prejudicado.

Todavia, anos mais tarde o departamento foi reformulado com novas funções e a pessoa preterida foi chamada à presença do director. Este iniciou a conversa com uma assumpção de culpa:

- Há anos tive um mau momento de gestão e fui injusto para consigo. É chegada a hora de emendar esse erro! Deste modo convido-a a chefiar o novo serviço que vai iniciar-se. Aceita?

A colega aceitou.

Admirei a coragem deste homem ao assumir um erro. O que nos tempos que correm não parece fácil.

Soube hoje que apareceu morto em casa. 

Uma lição que aprendi!

(Uma resposta a este postal da Mafalda!)

A vida ensinou-me muita coisa. Ensinou-me mais aquela que todos os compêndios da escola onde também, verdade seja dita, nunca estudei.

Trabalhei durante mais de 40 anos, abraçando diferentes desafios: fui vendedor de enciclopédias às portas, lavei loiça num café, trabalhei numa livraria, fui amanuense num escritório, caixa num banco para terminar a minha vida laboral como técnico de informática. Durante todo este tempo lidei, sem qualquer exagero, com milhares de pessoas. E foram estas que de forma involuntária me foram ensinando a enfrentar os desafios que me surgiram na vida.

Após muitos trambolhões percebi que viver não custa, o que custa é saber viver! Por isso não vale a pena chorar sobre o passado, mas perceber até que ponto este nos ensinou a viver o presente e o futuro.

Abdicamos tantas vezes de boas companhias, de boas leituras ou até de óptimas escritas só porque estamos focados num qualquer trabalho que requer de nós tudo e mais alguma coisa.

Mas na verdade só estamos a adiar o óbvio: somos todos descartáveis! E quanto mais depressa tivermos noção disto mais depressa puxamos das emoções do nosso coração e passamos a viver a vida de maneira mais livre e consequentemente mais feliz.

Nunca fui pessoa para no início de cada ano apresentar resoluções para o futuro. Prefiro aguardar cada dia, cada hora, cada minuto que se me apresenta com estoicismo e digo-o de alma aberta… com fé, para no final de cada ano dizer sempre o mesmo: o melhor foi chegar ao novo ano!

Portanto nunca percam uma oportunidade para serem felizes. Mesmo que os outros torçam o nariz!

37a9m25d - #23 – II série

Três estórias de gravatas!

Quando entrei para a empresa o uso de gravata não era já obrigatório. Mas como o uso daquele acessório masculino nunca me incomodou coloquei-a muitas vezes. E sob este tema lembro-me de três relatos bem curiosos. Não conheci o colega da derradeira estória, mas aos outros conheci-os bem.

Gravata 1

O Almeida era um bom colega, quiçá pouco expedito no seu trabalho e daí talvez um tanto pateta. Trabalhava no mesmo Departamento que eu, mas noutra área.

Certo dia foram colocar perto do seu serviço uma máquina para triturar papel, nomeadamente para destruir alguma documentação sigilosa. A determinada altura o Almeida abeirou-se da máquina para destruir alguns papéis. Haviam-lhe dito:

- Carregas neste botão para ligar e depois metes os papéis nesta ranhura que a máquina puxa -os e destrói-os. Muito fácil!

Ora o Almeida pega nos seus documentos, liga o botão e introduz aqueles na ranhura. Só que a curiosidade matou o gato e o meu colega pretendeu perceber para onde iam os papéis triturados. Vai nisto aproxima-se em demasia, de tal forma que a gravata foi apanhada pela máquina.

Eis então a situação: a máquina a agarrar e a trucidar a gravata e o Almeida a puxar pelo pescoço… aflito. E quanto mais a máquina puxava mais ele fazia o gesto contrário. Resultado: quase sufocou.

Sorte teve ele pois alguém que ia a passar deu pela situação e desligou o equipamento! O que nós nos rimos…

Gravata 2

O Segismundo apareceu depois do almoço muito triste e aborrecido. O que nem era costume.

Alguém se abeirou dele e perguntou-lhe o porquê:

- Que se passa? Estás cá com uma cara…

- Nem me digas… Olha para isto – e apontou para uma valente nódoa na gravata – Nem sei como fiz isto…

A cabeça daquela malta da tesouraria estava já formatada para a brincadeira e assim o colega devolveu instantaneamente:

- Eh pá tenho ali uma coisa boa para tirar isso…

O outro nem acreditou:

- A sério? Consegues tirar esta nódoa da gravata?

- Claro. Vem comigo.

Lá foram os dois a caminho da secretária do outro.

Aí chegados o colega abre a gaveta, tira uma tesoura e num ápice decepa a gravata logo acima da nódoa. De tal forma que o outro nem teve tempo para recuar e evitar o corte.

- Pronto… já tens a gravata sem nódoa.

Segismundo ficou mudo e sem reacção. O que nós nos rimos…

Gravata 3

Esta é uma daquelas estórias a que eu não assisti, mas que ficaram para a posterioridade. Naquele tempo a gravata era um acessório exigido a todos os trabalhadores da casa independentemente da sua função.

Também as condições de trabalho não eram as melhores e no Verão a tesouraria era um forno, tal era a canícula.

O chefe era por sua vez um homem austero e ditador. Exigia que as suas ordens fossem cumpridas à risca e o uso permanente da gravata era uma delas.

Estava a ser um Verão áspero. O calor apertava e a tesouraria não fugia ao lume. À hora do almoço a malta nem pensava em sair para a rua, assim como assim, sempre se estaria melhor lá dentro. Estavam alguns em amena cavaqueira à espera que o tempo de almoço passasse quando um deles abre o colarinho da camisa e desaperta a gravata. Alguém o avisou:

- Olha se aparece aí o chefe? Estás feito!

- Estamos na hora do almoço, as portas estão fechadas. Portanto…

Ainda mal acabara de proferir estas palavras apareceu o dito chefe que vendo-o naqueles preparos logo arengou:

- O senhor não sabe que a gravata nunca se tira. NUNCA! Faça o favor de colocar a gravata.

Eis então que o colega e à frente de quantos estavam presentes, desapertou a camisa, despiu-a e depois colocou a gravata bem encostada ao pescoço.

A imagem era sui generis… alguém em tronco nu e de gravata posta.

Disse-lhe o colega para o chefe:

- Como vê e deseja a gravata está posta!

O tesoureiro perante a situação deu meia volta e saiu do local percebendo que tinha perdido a batalha.

O que nós nos rimos...

Desmanchar de feira!

Passadas que são as festas natalícias culminadas ontem no Dia de Reis, hoje foi o dia de desmanchar as luzes que durante mais de um mês iluminaram a casa.

Aparentemente parece mais fácil desmanchar que montar. A verdade é que ao desmontar tento sempre deixar as indicações escritas para o próximo Natal. É um trabalho por vezes aborrecido, mas que daqui a uns meses irá ajudar a remontar.

Após o trabalho exterior passou-se para o interior onde as árvores enfeitadas com muitas fitas, luzes e bolas foram também descompostas e guardadas nos seus respectivos lugares.

Gosto do Natal mas já tinha saudades do meu lugar na sala, junto ao candeeiro onde muitas vezes escrevo e leio e que durante este último mês foi ocupado por uma árvore de Natal.

E pronto assim se passaram mais umas festas. No final deste ano haverá mais.

Veremos!

Noventa anos!

Hoje a decana cá de casa fez noventa anos. Nem se apercebeu de tal já que a cabeça dela, vive por esta altura e desde há uns anos, num mundo paralelo.

A minha sogra não sabia que fazia anos, mas sabíamos nós! De tal forma que se comprou um belo ramo de flores e um bolo, ajeitou-se um jantar um pouco diferente dos outros dias e comemos todos. Alguns netos incluídos. E não foram todos porque as crianças têm de se deitar cedo.

Não imagino a que idade irei chegar, mas não gostaria de chegar muito longe sem juízo. "Antes a morte que tal sorte" como me dizia em tempos alguém próximo.

Na altura achei um exagero a expressão, mas hoje percebo que esta mulher que tanto trabalhou, que tanto lutou está viva, mas não vive.

Uma tristeza!

Todavia não lhe falta nada. Rigorosamente nada! E tal como a bisneta é tratada com o mesmo esmero e carinho.

É por estas e por outras que por vezes temo o meu futuro!

Guardador de objectos!

Estou na minha sala aquecida e tenho a meu lado uma vitrine cheia de peças de loiça e não só, que chegaram à minha mão por diversas vias.

Desde "matrioscas" russas recentes, uma terrina do século XVIII, passando por pequenas caixas de prata, bules, chávenas, açucareiros, bonecos de madeira exótica há aqui um pouco. Numa das prateleiras destingue-se mesmo um galheteiro também com alguma idade.

Olho e pergunto-me o que farão os meus herdeiros a tudo isto quando eu desaparecer? Eles que não querem nada em casa, a não ser o indispensável!

Tantas coisas que carregam consigo diferentes histórias. Outras que me foram oferecidas por alguém que gostei muito (digo gostei porque algumas jã não estão entre nós). E há também peças que foram autênticos testemunhos de amizade.

Tenho também consciência que nenhum dos meus descendentes pediu para que eu guardasse estes objectos, no entanto todos eles fazem parte da minha vida

vitrine.jpg.

No entanto quando eu partir façam o que quiserem deles. Já cá não estarei para me preocupar. Até porque nada disto é verdadeiramente meu. Apenas sou um mero e singelo guardador!

Uma alegria por dia...

Já referi aqui que quando abandonei a empresa onde trabalhei mais de 37 anos, apaguei a maioria dos contactos que tinha de lá.

Acima de tudo porque não desejava estar a passar nomes de gente que já não veria e não teria necessidade de contactar, mas acima de tudo para não ter saudades de outros com quem estabeleci uma fortíssima amizade. E a saudade é uma coisa tramada.

Na opinião de muitos dos superiores que tive nunca fui um empregado de excelência. Mas percebo o porquê desta opinião menos favorável acerca de mim... é que nunca fui um "yesman".

Obviamente que esta minha postura não me trouxe grandes dividendos. Quando realmente percebi que não valia a pena as demandas já era tarde demais para almejar algo diferente. Ainda assim reformei-me feliz e de consciência tranquila por ter sempre defendido a empresa.

Mas não é do meu passado que venho aqui hoje falar, mas tão-somente de uma alegria (mais uma!) que tive hoje ao ler este final de mail que a minha mulher recebeu de um colega nosso, já que eu e a minha mulher trabalhámos na mesma empresa.

... cumprimentos ao distinto esposo, de quem tenho o prazer de me considerar amigo...

Um sinal simples de que, não obstante o tempo já decorrido, ainda não fomos totalmente esquecidos. Talvez os chefes não gostassem mesmo de mim, mas deixei por lá bons amigos.

Fico muito contente e sensibilizado por isso.

Bem hajas P:A.

Acabou-se!

A época de Natal.

Restaram destes dias alguns doces, sobrou muita comida!

Quanto aos doces vamos fazendo o sacrifício de os ir devorando seja em pijamas ao pequeno almoço, seja em sobremesas após os repastos. A comida também... marcha, já que cá em casa nada se desperdiça.

No dia seguinte ao fim dos doces vou naturalmente pesar-me na mesma balança que usei antes do Natal e tentar perceber os estragos produzidos pelo bolo-rei, azevias, bolos de todas as espécies, rabanadas e demais acepipes natalícios (e não só!), no meu peso.

Entretanto entrei já na fase de jantar iogurtes e flocos, mas a manhã é sempre terrível, especialmente enquanto houver doces!

Veremos as surpresas que irei ter!

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