Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

O síndroma da segunda-feira!

Enquanto estive no activo nunca sofri do síndroma da segunda-feira. Oa inverso sofria do fim-de-semana.

Passo a explicar.

Vejo e leio muita gente desertinha para chegar ao fim de semana. Ainda estou para perceber para quê esta pressa, pois quanto mais rápido chegarem à sexta mais próximos estarão da tal segunda-feira.

Agora que estou reformado os dias são mais ou menos iguais. Mas quando tinha horários a cumprir... adorava as segundas-feiras já que era o dia em que iniciava o meu descanso... do fim de semana! Este geralmente era recheado de inúmeras actividades que não me permitiam um minuto de repouso. Algo que no emprego conseguia amiúde.

Daí nunca apreciar as sextas e gostar sempre das segundas.

Pronto podem dizê-lo com toda a naturalidade: cada maluco tem a sua mania...

A fama passa, a importância fica!

Hoje deveria ter estado num churrasco com antigos colegas do último Departamento onde trabalhei. Mas uma série de condicionantes retiveram-me em casa sem poder sair.

Entretanto ontem à noite e após ter escrito este postal, encontrei algures a frase em entitula este texto. No fundo é um seguimento do texto anterior, pois após a morte física de alguém, deveria perdurar uma saudade ou no mínimo uma memória.

Só que há quem não deixe memórias quanto mais saudades... A sua passagem pelo Mundo foi uma longa travessia marcada por momentos e acções sofríveis para não dizer medíocres. São pessoas que quando partem levam consigo o corpo e não deixam rasto. São facilmente olvidadas e desaparecem em menos de nada da lembrança de quem com eles conviveu!

Entretanto e voltando ao início desta minha prosa fiquei deveras contente por ter sido (novamente!) convidado para um convívio com ex-colegas. Sinal evidente de que não me esqueceram, mesmo que já tenham passados dois anos desde que me reformei e acima de tudo que (ainda) gostam da minha presença.

Sempre disse a quem me quis ouvir que um dia quando saísse da empresa bastaria uma pessoa só lembrar-se de mim uma vez num ano que eu, mesmo não sabendo, ficaria feliz. Esta ideia pode ser também transposta para quando formos na derradeira viagem.

Assim podemos ser famosos, sermos imensamente ricos, mas se ninguém se lembrar de nós após a nossa morte, revela que fomos pouco ou nada importantes nesta vida.

A pobreza não é não ter, mas tão-somente ... não ser!

A gente lê-se por aí

Morrer antes de... morrer!

Sempre que vou ao lar onde vive agora a minha demente sogra venho de lá muito triste. Vou olhando aqueles idosos que por ali deambulam e fico a imaginar como estarei eu daqui a dez ou quinze anos... se lá chegar!

Farei também parte desta malta ou conseguirei ainda aguentar este conjunto de ossos de pé? A resposta não está no vento que sopra como escreveu e cantou Bob Dylan, porque feliz ou infelizmente ninguém é dono do seu futuro antes de lá chegar.

Temo, não as doenças ou as dores (já cá moram algumas e que são devidamente tratadas com aguentocaína!!!), mas a falta de discernimento e juízo. Estar vivo, mas não ser vivente é algo que me aflige profundamente. Antes a morte que tal sorte diria a minha avó e que uma vez bem antes de partir me disse:

- Deveríamos morrer sempre novos!

Na altura considerei quase uma blasfémia, mas hoje e perante o que vou assistindo ao meu redor compreendo tão bem a ideia! O pior que pode acontecer a qualquer um de nós é desejarem a nossa morte para não nos verem mais a sofrer!

Enfim... aguardemos o que a vida terá para me oferecer!

Do meu avô para a actualidade!

O meu avô que morreu quando eu tinha 12 anos foi, ao que me é dado perceber, um homem sábio. Profundamente católico obrigava os filhos a ir à missa todos os Domingos. Porém alguns (o meu pai foi um deles!) já mais crescidos levantavam-se mais cedo e saíam de casa antes da religiosa sentença semanal.

Dizem quem o conheceu bem que foi um também homem honrado mesmo tendo sido preso num dia 15 de Agosto de má memória para a família, acusado de um crime que não cometera. Veio para Lisboa onde cumpriu pena e donde conseguia, sabe-se lá com que expediente, enviar cestos para a mulher que os vendia para sustentar os filhos..

Regressado à aldeia continuou a fazer filhos à minha avó, dez ao todo dos quais só resistiram sete, e iniciou a sua vida de fabricante de cal. Fez um forno e sempre que necessitava cozia a pedra que vendia nas feiras das redondezas da aldeia.

Com a idade foi ganhando sabedoria, traduzida esta em frases sábias. Recordo apenas três que ouvi e que ainda hoje fazem sentido:

 

- Dinheiro no bolso não consente misérias! (dinheiro ou cartões de crédito);

- Dinheiro e santidade é menos metade da metade (tão adaptado aos dias de hoje);

- Por este pequeno buraco passam das maiores fortunas do mundo! (o buraco é obviamente a boca!).

 

Passam por todos nós os dias, semanas, anos, décadas. Porém a natureza humana foi, é e será sempre a mesma! Independentemente da época, local, clima ou recursos.

Porque será?

Remetido para o passado!

Esta manhã fui a uma feira aqui perto para comprara mais umas couves, nomeadamente bróculos e mais uma dúzia de "pencas"!

Comprei as couves, paguei e vim para casa.

A terra fora cavada ontem e portanto só me cabia hoje fazer o regos para plantar as ditas couves. Como vinham em sacos separados, retirei-as e contei-as... só porque sim!

Então contei 13 pés. Fui ao outro saco e contei também 13. Pronto era o que tinha e toca de plantar.

                                      20220918_112513_resized.jpg          20220918_112519_resized.jpg

Mas enquanto dispunha as pequenas couves, este caso remeteu-me para uma época, por volta dos anos 70, altura em que ajudei o meu pai no seu trabalho de comprar e principalmente carregar as grades de legumes e sacos de cenouras para dentro da carrinha. O Mercado era o de S. Paulo em Lisboa e foi aí que eu percebi que na maioria das vezes uma dúzia... nunca correspondia a doze, mas treze ou até mais.

Foi uma lição de vida que aprendi na altura e que ainda hoje guardo nas minhas recordações.

Outros tempos, outras formas de estar.

A gente lê-se por aí!

Confissões a uma sexta-feira!

Sentado à secretária sob uma mansa luz amarela oriunda de um vestuto candeeiro, olho para uma fotografia com alguns anos dos meus filhos e sobrinhos.

Todos eles agora pais ou em vias disso!

Fico a pensar em como a vida se despacha e nos despacha. Ainda há pouco era um jovem cheio de vida e força para enfrentar os desafios, para nesta altura nem perceber que futuro me estará reservado. E temo-o sinceramente!

Mais o corpo que o cartão de cidadão denunciam-me a idade. As cãs, a pele enrugada, alguma impaciência para a estupidez sem sentido dos outros. Entretanto a par de muitas recordações que agora repousam neste meu espaço físico há também muitos livros que fui aduirindo ao longo do tempo.

Quantas vezes olho para eles e pergunto-lhes: o que será de vocês quando eu partir? Não é um diálogo, mas um monólogo... esta conversa entre mim e eles, cujas respostas jamais serão proferidas.

Tenho pena, porque também gostaria de saber o que os livros pensam acerca de mim!

Do ténis para a vida!

Roger Federer uma dos maiores campeóes de ténis do Mundo anunciou o fim da sua já longa carreira de atleta. Aos 42 anos creio que j+a seria tempo...Ainda por cima aquele joelho...

Entretato revelo que sempre fui muito de simpatias e talvez por isso nunca simpatizei com o (ainda) jogador suiço. Coitado do senhor que nunca me fez mal nenhum, mas eu sou assim... meio parvo!

Pelas mesmíssimas razões, que são... nenhumas, sempre gostei de Nadal. Já sobre Dojkovic tinha um sentimento até ao último torneio na Austrália, para a partir daí ficar mais desiludido, tomando em consideração a atitude que o atleta sérvio tomou em relaçáo ao Covid-19.

Mas não é só Federer que sai. Também Serena Williams abandonou as quadras de ténis. Se bem que nas últimas horas tenha dito que poderia voltar. Mas aos 40 anos parece-me pouco provável que Serena regresse... de forma profissional.

Mais uma de quem eu não gostava ao invés da sua irmã Venus Williams, que apreciava, também vencedora de sete torneios do Grand Slam. Tal como gostava de Monica Seles ou Steffi Graff e menos de Mauresmo...

Agora Federer e Serena entram numa outra vida. A de cidadãos (quase) normais. Veremos o que farão da e na vida.

Para já desejo-lhes muita saúde. Independentemente das minhas parvas ideias, eles são bons exemplos para muitos jovens que desejam singrar neste tão exigente desporto.

Eu e os quebra-cabeças

Um destes dias numas arrumações encontrei uma caixa com 500 peças de um quebra-cabeças. A minha neta ficou encantada com o desenho e logo ali percebi que uma tarefa nascera para mim.

Respirei fundo e aproveitei o tampo da minha secretária para iniciar a montar aascinco centenas de pequenas e, algumas vezes, muito parecidas peças.

Um trabalho que requer muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuita paciência e obviamente tempo. Andei três semanas de volta da coisa. Houve momentos em que desesperei porque achava que certa peça não entrava em lado nenhum, para finalmente encontrar o sítio certo.

Sei que este entretenimento tem um número infindáveis de adeptos, contudo não é, de todo, a minha praia. Se para meio milhar de peças eu demorei semanas (também é certo que náo estava todo o dia de volta!!!) imagine-se quantos anos demoraria a fazer um de...54 mil peças. Coisa pouca!

Pureza infantil!

Um destes dias fui com a minha neta de dois anos e meio ao parque infantil. Havia chegado há uns minutos ao local quando surgiu uma turma de crianças quase todas da idade aproximada à da minha cachopa.

Muita alegriaa pois nunca tinha estado com tanta criança ao mesmo tempo. Tendo em conta que a miúda é desenvolvida para a idade, andei sempre perto dela não fosse magoar alguns dos mais pequenos.

Tudo muito pacífico até que a minha neta pegou na mão doutra criança e puxou-a para ir brincar, creio se a memória não me falha, num cavalinho de molas. Ela sentou-se de um lado e esperou que o outro menino se sentasse também. E ali estiveram para cima e para baixo um bom bocado a divertirem-se.

Hoje lembrei-me deste episódio porque percebi que daqui a dois anos a inocente terá de ir obrigatoriamente para a pré-primária, onde lhe ensinarão muita coisa. Ou se calhar só lhe ensinarão... imbecilidades!

A verdade é que qualquer criança, por exemplo, não nasce racista nem com outras limitações sociais. Então como chegámos a este ponto da intolerância? 

Fica a questão em aberto para reflectirem.

Só mais um pormenor ainda do episódio do parque infantil: o menino com quem a minha neta interagiu era de raça africana, nada que os impedisse de brincar livremente e com muita alegria!

Chuva e outros assuntos sem importância

Principiou de madrugada a chover nesta zona perto da capital. Deve ter chovido bem já que ontem com a previsáo de muita chuva, despejei um depósito de água de 1000 litros que recolho de um telhado sempre que chove. Estava verde e suja e foi aproveitada para regar as couves acabadinhas de plantar.

Se bem que não tenha enchido já está muito acima de meio e com mais algumas bátegas encher-se-á certamente. Entretanto na terra a água já empossou. Não que a terra esteja saturada, mas por baixo estará tão seca que só lentamente vai conseguindo absorver tão precioso líquido.

É bem vinda esta chuva que não resolverá, para já, os problemas de seca, mas minimiza gastos para regas.

Entretanto tenho mais um número redondo referente a este blogue: três mil reacções que não sendo muito, comparativamente a outros espaços, sinto que vale a pena por aqui andar...

3000_reaccoes.jpg

E enquanto for assim vão ter que levar comigo por mais algum tempo.

Tenho consciência que muitos destes números correspondem a ligações a outros espaços (leia-se blogues!!!), mas há quem com assiduidade favorite o que por aqui vou esgalhando. Então para estes em especial o meu sincero e genuíno obrigado.

Hoje recorri, para escrever este texto, a um portátil mais antigo, já que o principal ficou sem bateria e esqueci-me do carregador noutra casa. Até ao próximo fim de semana escreverei aqui neste maneirinho equipamento que faz ainda a sua função. E até agora tem-se portado muito bem!

Nem imagino como ficaria sem computador... Neste altura do meu campeonato é uma ferramente essencial.

A gente lê-se por aí!

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Contos de Natal

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2018
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2017
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2016
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2015
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2014
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2013
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2012
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2011
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2010
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2009
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2008
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D