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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

A ditadura do “não-pensamento”

O homem é um ser pensante. Isto é, somos os únicos animais que usamos o cérebro para além das funções primárias de sobrevivência da espécie.

Alguém pensa numa ideia, amadurece-a, verbaliza-a com outros ou então escreve-a unicamente. O passo seguinte servirá para debater, discutir, contrariar ou aceitar. E finalmente, se for caso disso, colocar a ideia em prática.

Porém este Mundo de muitos teres e poucos ou nenhuns seres, originou que muitos, deixassem, somente para alguns, a louca responsabilidade de pensarem… por eles.

Se formos a ver, pensar uma ideia dá um trabalho descomunal, essencialmente se ela for bem definida e anormalmente assertiva. Já para não falar da coerência que se deseja entre o desejo para a ideia e a acção individual.

Portanto endossa-se a outros a tal função…

Só que há quem goste de pensar pela sua própria cabeça, independentemente daquilo que possam dizer. Enfrentam, por isso, diversos inimigos que detestam este tipo de… seres humanos.

E esta postura antagónica observa-se nos locais de trabalho, na política, na religião, na sociedade civil.

Assumo sem rodeios que sou um desses indivíduos pensantes, já que não procuro seguir as ideias que me são propostas sem as entender primeiro. E na maioria, reconheço, não as entendo...

Talvez por isso e como católico seja, por exemplo, contra o celibato obrigatório dos padres ou a favor do uso do preservativo. Tal como na política, onde também tenho pensamentos muito próprios sem estarem associados a quaisquer partidos ou ideologias.

Seremos quiçá poucos os que, como eu, olham a vida com pensamentos bem definidos. Essencialmente numa época em que o Mundo é inundado por uma profusão de “fait-divers” com o único intuito de desviar as atenções dos assuntos realmente importantes.

É neste limbo estranho de demasiados equívocos e de pouquíssimas verdades que vive a maioria das pessoas. Ainda por cima acreditando piamente em bizarros conceitos.

Portanto paira sobre todos nós uma espécie de ditadura do “não-pensamento”, imposta por políticos, televisões, rádios, jornais, redes sociais, “opinion makers”, revistas e sei lá quem e o quê mais. Estes serão assim os únicos donos da verdade... (dizem eles!!!)

Concluo este desabafo com a noção perfeita de que quem tenta abrilhantar a sua vida (e de outros!) com novas ou diferentes ideias arrisca-se a ser massacrado por aqueles que usam a cabeça unicamente para transportarem o cabelo.

E alguns, coitados, nem isso…

Desconfiando!

Recebi há pouco a informação de que a minha empresa vai iniciar paulatinamente um processo de desconfinamenteo. 

Para já no próximo dia 18 inclui trabalhos que não podem ser feitos via teletrabalho (e até agora como é que se fazia?), para a partir do dia 1 de Junho mais gente ficar abrangida por esta regra de libertação.

Se até agora me sentia mais ou menos seguro, já que raramente saí de casa e quando o fiz foi para ir a lugares sem perigo, a partir das próximas semanas o receio vai naturalmente crescer.

Eu sei que há muitas empresas em situação difícil, pessoas desempregadas ou em "layoff". Mas não será cedo demais para um desconfinamento? E se os casos subirem em flecha, voltamos outra vez para casa?  E desta vez por quanto tempo?

Ninguém consegue responder com propriedade a estas questões, mas tendo em conta este povo, que foi amplamente elogiado por se ter confinado, ponho em dúvida que as situações continuem a melhorar como tem sido noticido nos derradeiros dias.

Irei trabalhar para Lisboa se a isso for obrigado, mas que vou desconfiado, ai isso vou!

Um lagarto à solta!

Estávamos nos anos 70. Eu teria talvez 12 ou 13 anos de idade e fazia parte de um grupo de escuteiros. Certo fim-de-semana fomos todos, divididos em patrulhas, acampar na Costa da Caparica.

Após um dia repleto de actividades chegou a noite e fomos todos dormir nas pequenas tendas que havíamos montado. Só que a noite foi de muita chuva e forte trovoada com vento a acompanhar o que fez com que, a determinada altura umas das tendas rompesse e os escuteiros acabaram dentro daquela onde eu tentava dormir.

Se o espaço era pouco para quatro imagine-se para oito.

Com a continuação da trovoada foi então decidido pelos chefes sairmos daquele lugar e procurar abrigo numa velha cabana que estava fechada, mas tinha um alpendre razoável. Mesmo debaixo de copiosa chuva transferimos os cobertores e sacos cama para o tal telheiro e lá nos estendemos pelo chão.

A determinada altura acordo sem saber a razão e olho à minha volta. A madrugada parecia querer acordar o que foi suficiente para ver algo estranho no colega à minha direita: um lagarto verde olhava para mim. Estava completamente assente na face do meu companheiro que dormia profundamente e preparava-se para passar por cima de mim. Muito devagar levantei-me e saí do lugar. Não que tivesse medo do bicho, mas preferi que ele fosse à vidinha dele sem interferência humana.

Mal me levantei o réptil saiu rapidamente do lugar e entrou na chuva.

Quando todos finalmente acordaram e finalmente contei a história ninguém acreditou. Ai se houvesse um telemóvel naquele altura?

Nota: este relato foi-me aconselhado escrever pelo Robinson, neste postal. Já lá vão dois anos!

Após o desespero...

... o alívio

Ontem foi um dia assim para o parvo. Diria que quase à minha imagem...

Levantei-me cedo como sempre o faço, para a meio da manhã perceber que uma das minhas muitas pen's tinha morrido como já havia referido aqui.

Após infrutíferas tentativas para resolver o problema acabei por me socorrer do meu infante mais velho. Também informática ele tem, todavia, um maior expediente para resolver este tipo de situações.

Quando ai«o fim da te«arde lhe contei do sucedido eele respondeu:

- Vens cá trazer a pen ou vou eu buscá-la?

- Eu vou aí levar...

Acrescento que eu e o meu filho moramos na mesma rua...

Passado um pedaço de tempo liga-me:

- Onde queres os dados?

Pensei que era só uma questão de informação prévia, todavia...

- Numa "cloud"...

- Estou neste momento a segurara a pen com uma mão e a copiar os dados para o meu PC.

- A sério?

Resumindo... o jovem sacou os dado todos. O problema era de um contacto que ele de forma quase mágica conseguiu resolver...

A noite foi finalmente de alívio... após um enorme desespero.

Entretanto uma "nuvem" está já aberta... e quase cheia!

Estou numa bravura...

... que nem me quero aturar!

As coisas que me acontecem que não lembra ao diabo... Ainda por cima quando a culpa é inteiramente minha. Quase me apetece imolar-me pelo fogo com o que me aconteceu.

Há uns tempos um disco externo pifou e eu fiquei sem metade das coisas: fotografias, bases de dados e textos que fui escrevendo ao longo de muitos anos.

Comecei então a dividir as coisas. Mais... abri umas contas numa nuvem e coloquei lá muitos dados. Mas como estou sempre a escrever rapidamente aquela ficou desactualizada...

Hoje uma das minhas pen's deixou de funcionar. Morreu totalmente. E não obstante estar em na época Pascal ainda assim não creio que ela ressuscite.

Poderia ter evitado este problema, mas como sou teimoso que nem uma mula (desculpa Mulita!) agora vou-me agarrar... a nada! Bastaria fazer semanalmente um backup...

Estou numa bravura comigo mesmo que nem tenho paciência para me aturar.

Desculpem qualquer coisita hoje!

Olh'á mala!

As senhoras são na sua maioria muito mais arrumadas que os homens. Então em casa... é assim uma espécie de normalidade com a qual nós maridos, companheiros, namorados ou outros temos de viver diariamente.

Estão a imaginar então uma casa repleta de homens, filhos incluídos? É roupa, livros, mochilas por todo o lado, já para não falar de computadores e outros periféricos.

Foi assim na minha casa durante anos. Agora vive-se uma estranha ausência. É a vida!

Mas as damas não são totlmente perfeitas e também têm as suas desarrumações, olá se têm...

Chamam-se malas, carteiras, pochetes ou quejandos. Naqueles buracos (há quem lhes chame escritórios ambulantes) consegue-se encontrar um pouco de tudo. E vou escusar-me a entrar em detalhes porque seria altamente fastidioso.

Ao invés das malas das senhoras, as caixas de ferramentas dos homens estão anormalmente muito arrumadas. Curioso não é?

Quase sempre separadas por função, num instante se consegue descobrir a ferramenta necessária para uma qualquer eventualidade.

No meu caso assumo que a minha caixa é, quiça, demasiado pesada para uma senhora. Mas no seu interior há um mundo... que não sendo um escritório, assemelha-se por vezes a uma boa oficina.

Vamos lá entender estas cabeças...

A minha mãe...

Quantos de nós assumimos, sem rodeios, que a nossa mãe é a melhor do mundo?

Diria que é normal e natural. Cada um erguerá o estandarte da sua progenitora como único e verdadeiro.

Mas eu, ao invés da grande maioria, contradigo esta ideia. A minha mãe não foi a melhor mãe do mundo. Nem é a mãe da melhor pessoa do mundo… Isso ainda muito menos.

A minha mãe foi a mãe que soube ser. Na altura não havia livros, nem televisão, nem internet, nem psicólogos e a única coisa que sobejava era ter a própria mãe como matriz.

Depois viu-se sozinha com vinte anos e com um menino perto e um marido longe a lutar em guerras que não eram as suas.

A minha mãe foi a mãe que pode e fê-lo sempre com o intuito único de me salvaguardar de aflições. Todavia essa tentativa de protecionismo não fez de mim uma melhor pessoa. Bem pelo contrário…

Com a idade fui acumulando uma revolta interior que nunca explodiu. E que muito mais tarde acabei por diluir nos exercícios mais tristes da minha vida. É quase sempre assim…

Se amo a minha mãe? Obviamente que sim, mas este amor não invalida o discernimento de quem sofreu algumas agruras.

Este é, portanto, um texto atípico de um filho, neste tão especial (por todos os motivos!!!) dia da mãe.

Quiçá por isso mesmo…

Confinamento? Sim obrigado!

Continuo aqui em casa.

Saí como escrevi ontem, mas não socializei com ninguém. Nem com os meus pais, somente adeus e abraços virtuais.

Entretanto hoje telefonei a alguém do trabalho para perguntar como seria o futuro mais ou menos próximo.

A resposta veio célere... ainda por casa!

E sabem uma coisa... ainda não me cansei de andar por aqui, de visitar as minhas culturas, nomeadamente os tomateiros que começam (finalmente) a ganhar força,

quintal_tomat.jpg

de percorrer alguns dos meus livros para perceber qual irei ler a seguir,

escritorio.jpg

de olhar o jardim mais ou menos florido (as roseiras estão na sua maioria atrasadas).

jardim.jpg

Pode ser que um destes dias a coisa estoire e tenha mesmo de sair, mas por enquanto está tudo tranquilo.

Muita escrita, muitas leituras, muitas séries.

E claro... muito trabalho!

Mesa acrescentada!

Diz a conhecida sabedoria popular que "parir é dor, criar é amor", numa perfeita alusão de quem cuida, cria, educa reinvidicará mais amor aos seus protegidos.

Sou filho único e por isso não tenho familiares colaterais directos. Ao invés, a minha mulher tem uma irmã com dois filhos. Resumindo... assim que cheguei à família da minha mulher percebi que a relação entre tia e sobrinhos era muito mais forte do que seria de supor. Ainda hoje é assim...

Vem este entróito ao caso para tentar explicar a alegria que tenho ao perceber que serei novamente tio-avô. Em título, porque de coração serei tão avô como os genuínos.

Durante muitos anos ajudei a criar, educar e cuidar os meus sobrinhos. Que sempre se relacionaram com os primos (os meus filhos) como de verdadeiros irmãos se tratassem.

Hoje o JP comunicou à família que irá ser pai, ainda este ano. Uma fantástica notícia, numa altura em que o número de mortes por este virus que nos confina, continua a crescer e que nos entristece.

Estou, portanto, radiante. Após uma neta no início do ano, outra criança virá para a família no Outono. Uma alegria!

Começo entretanto a fazer contas aos lugares na mesa aquando dos próximos almoços e jantares. Tenho de arranjar uns acrescentos.

Mais um que parte!

Certa vez li que os gatos não são domesticáveis pois são eles que domesticam os donos.

Reconheço que a minha relação com os felinos foi sempre um tanto distante. Prefiro sem dúvida os cães.

Mas independentemente da minha preferência fiquei triste quando constatei esta manhã que a Alani partira para o Céu dos animais (nem sei se existe, mas quero crer que sim!!!).

A Alani como qualquer gata que se preze era chata e quando queria alguma coisa miava até o conseguir. Mas era uma gata doente e rapidamente gastou as sete vidas.

Fica aqui uma foto num dos seus bons momentos.

Ciao Alani.

alani.jpg

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