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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Chapéus há muitos!

Lembram-se desta celebérrima frase que Vasco Santana quase vocirava na "Canção de Lisboa"? Pois é... em Águeda os chapéus são mesmo muitos.

Nesta volta de três dias a primeira paragem ocorreu na Pateira de Fermentelos (bem bonita por sinal, especialmente do lado da Óis da Ribeira) para a seguir parar em Águeda. Percorri algumas ruas do centro e deparei-me com esta beleza.

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Termino com a seguinte pois parece-me uma foto feliz!

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Andei por fora!

Parti na passada segunda-feira para a zona centro de Portugal. Não sei bem se Sever do Vouga é centro, já que sempre aprendi que o centro de Portugal seria em Vila de Rei. Enfim adiante...

Regressei hoje após uma grande volta... Saí de Sever de manhã, fui tomar café a Mortágua, visitei o Bussaco (ainda não sei por que mudaram o çê cedilhado original para dois esses), almocei na Mealhada e acabei em casa por volta das seis da tarde.

Vi muitos sítios bonitos mas o que mais gostei foi desta cascata.

Inserida dentro do Parque Natural da Cascata da Cabreia é um sítio muito agradável e com direito a banhos se for adepto disso. Até o nome do rio é curioso: rio Mau!

Nas redondezas há, ao que soube, outras cascatas, mas nesta altura do ano avisaram-me que têm pouquíssima água! Não merecia o investimento do tempo que perderia.

Portanto esta valeu por todas, com toda a certeza.

As ilhas perfeitas - dia V

Dia I

Dia II

Dia III

Dia IV

 

Notas finais!

O regresso na segunda-feira ao Continente foi demorado, como é quase sempre que se sai dos Açores ainda por cima de ilhas sem voos directos para Lisboa. Portanto "check-in! às 10 da manhã em Santa Cruz das Flores e chegada a casa às 20 horas! Posto isto é só para comunicar que as deslocações de e para os Açores dá quase sempre um dia perdido!

Mas regressemos ao que conta. 

1 - As Flores e o Corvo são duas ilhas onde o tempo parece ter parado. Não no sentido evolutivo, mas unicamente na forma como se gere esse mesmo tempo. Dito de outra forma há tempo para tudo.

2 - Não há filas de trânsito. E se alguém pára, o carro que vier a seguir aguarda pacientemente. Assisti a um casal que parou a viatura à porta do café, deixou o carro a trabalhar, foi beber o café matinal e entrou no carro sem que ninguém barafustasse.

3 - Os restaurantes são razoáveis, mas anormalmente caros. Não sei a insularidade é uma (má) desculpa.

4 - As pessoas são muito simpáticas e tenho a certeza que se lá vivesse ao fim de pouco tempo conheceria a população toda.

5 - Quanto ao que vi... gostaria de fazer uma lista do mais bonito... todavia tornar-se-ia injusto para outros locais de uma beleza fantástica. No entanto reconheço que viajar para o Corvo acompanhado pelos golfinhos foi algo que deixou marcas.

6 - As hortenses ocupam grande parte da ilha. Dividem estradas, terrenos, cobrem os campos mais inóspitos para as vacas, enfim dão uma beleza quase infinita à ilha.

7 - Muita gente afirma que não gostaria de viver numa ilha devido â falta de assistência médica, por exemplo. A minha pergunta é esta: quantas pessoas morreram e que vivem perto dos hospitais? Teria mais receio de um tremor de terra que do resto. Mas isto sou eu!

8 - Não percebi grande agitação nocturna o que equivale dizer que a malta gosta de se deitar cedo. Os que desejam agitação terão de escolher outra ilha, provavelmente.

9 - As viagens não são baratas mesmo que algumas se possam fazer em "low-cost", mas continuo a dizer que vale a pena uma viagem ao local mais ocidental de Portugal e da Europa.

10 - As Ilhas perfeitas mais uma vez encheram o meu coração de imagens que jamais esquecerei! Ide, ide que não se arrependerão!

As ilhas perfeitas - dia IV

Dia I

Dia II

Dia III

Domingo foi o último dia de passeio pela Ilha das Flores. Mas foi também dia de festa em honra de S. Pedro, padroeiro da freguesia e do Divino Espírito Santo. Logo de manhã notou-se movimento defronte do Império consagrado ao Divino. Aproximei-me lentamente e fui percebendo pais e mães de mãos dadas às filhas de branco vestidas... Uma ternura.

Eram dez e meia da manhã, já batia um Sol quente, quando sairam todos em procissão até à Igreja Matriz. Tudo muito bem organizado com direito a fanfarra e poucos fiéis a acompanhar.

 

No largo da igreja mais gente, mas estranhamente ainda pouca para a conhecida fá católica daquela região.

 

Não fui à missa desta vez e parti em busca de uma Reseva Natural na Fazenda de Santa Cruz. Este é um local que é outra boa surpresa. Com cerca de três hectares, este local tem uma diversidade de polantas e animais que faz as delícias dos visitantes.

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Foi uma volta demorada e pensei como gostaria de ter as minhas netas ali! Nas costas do parque há ainda uma belíssima queijaria gerida pelo senhor Fernando, um beirão radicado há muitos anos na ilha, e pela filha Ana Catarina, onde comprámos uma série de queijos... fabulosos!

Fazia-se tarde e logo dali saí para as Lages onde me esperava um almoço fantástico: boca-negra grelhada com batata doce. E abrótea frita! Ui... como me soube bem!

Entretanto o tempo estragara-se e caía uma pequena chuva. Nada que um bom continental não aguentasse. Por isso mesmo à chuva fui dar conta dos estragos que o furacão Lorenzo fez ao porto em 2018 e não obstante muitas obras ainda visíveis.

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Mas há também alguns pedaços reparados e prontos a receber embarcações, se bem que de pequeno calado o que ainda é insuficiente para as necessidades da ilha.

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Por ali deambulei até chegar bem perto de um veleiro com bandeira peruana e acabadinho de atracar. Acabei por meter conversa com um dos triputlantes que me disse serem três e que haviam partido bas Bahamas 13 dias antes. Apanharam na viagem uma forte depressão e que agora seguiriam para... a Horta! Só podia, pensei eu!

A povoação teve em tempos um museu da baleia mas desapareceu também com o tal furacão.

Faltava já ver pouco da ilha. Porém as paisagens de Costa, Lajedo e Mosteiro não deixam ninguém indiferente.

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A beleza é tanta que quase tenho de parar a cada 100 metros de estrada.

Finalmente encontrei esta estranha formação rochosa a que deram o nome de Rochedo dos Bordões.

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Neste sobe e desce de estrada íngreme e demuitas curvas, quase se assemelhava aos caminhos para as Fajãs de S. Jorge, a beleza destas serranias verdes é algo inesquecível.

À saída da estrada que vem de Mosteiro ao lado esquerdo há um marco geodésico e um miradouro... Parei, aproximei-me e...

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A Fajãzinha e as quedas de água do Poço da Ribeira do Ferreiro e toda azona envolvente e a uma altura considerável.

Esta paisagem autenticamente de bilhete postal é por assim dizer o toque final desta viagem, se bem que ainda aproveitei o resto do dia para visitar as Lagoas Branca

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e a Lagoa Seca

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Saí deste local bonito para parar mais à frente no miradouro do Bico de Sete Pés.

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Regressei a Ponta Delgada onde vim mais tarde a descobrir que faltara ver o farol do Albernaz ali bem perto do Ilhéu Maria Vaz!

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Cheguei a Santa Cruz já perto do fim do dia.

Quando a noite caiu consegui perceber movimento de arrumações no Império ao Divino Espírito Santo.

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Entretanto a Lua se escondia-se por detrás de uma nuvem tendo como companhia um candeeiro de rua!

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Dia V

As ilhas perfeitas - dia III

Dia I

Dia II

 

A ilha do Corvo é das nove ilhas que compreendem o arquipélago dos Açores, a mais pequena. Talvez por isso é muitas vezes colocada em segundo plano.

Porém quem como eu já conhecia a Ilha sabe que aquele pedaço de terra que se ergue de um mar tão azul merece uma visita. Porque também esta ilha tema sua beleza.

Mas vamos ao que importa. No primeiro dia e assim que cheguei ao apartamento encontrei um número de telefone para onde liguei a marcar viagem para o Corvo. Só tinham disponibilidade para sábado e para mim era totalmente indiferente. Marquei para Sábado e o embarque seria no Porto das Poças.

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Assim à hora marcada lá estava a aguaradar a embarcação que me levasse até ao outro lado do canal. Já passava das onze da manhã quando surgiu a lancha.

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Foi nesta embarcação aparentemente frágil que embarquei e durante mais de uma hora naveguei pelo belo mar anil dos Açores. A determinada altura os motores reduziram a força e durante muitos e saborosíssimos minutos pude apreciar isto:

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Uma alegria esta companhia que durante algumas milhas nos acompanharam. Porém a foto que mais gosto desta singela viagem para o Corvo é esta.

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Há neste vôo do cagarro uma liberdade que ninguém tem! Depois a ilha das Flores já distante e o azul do mar... sempre o azul!

Cheguei à ilha do Corvo por volta da hora do almoço. Eu e mais de duas dezenas de viajantes. Achei mais avisado ver o que queria ver e depois mais tarde almoçar. A subida para o caldeirão do Corvo não é fácil. Perto de sete quilómetros pela única estrada que existe foram da povoação.

Depois... bom depois é aquele choque, aquela sensação de pequenez perante tamanha beleza.

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Não sei se o léxico português terá palavras suficientes para descrever o que se vê do alto daquele Caldeirão. Umas vezes límpido, outras ata+petado de umas nuvens que desaparecem rapidamente, mas que quase nada deixam ver!

Da primeira vez desci até lá abaixo junto à água, mas desta vez considerei arriscado até porque o chão estava molhado e uma queda naquele tapete não seria coisa de somenos! Fiquei pelo meio caminho... Donde aproveitei para fotografar mais de perto... hortenses!

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E vacas!

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Há quem faça a volta inteira ao cimo do Caldeirão, mas isso leva muitas horas porque são só... cinco quilómetros de perímetro.

Sair daqui, deste local tão belo quanto pacificador é quase uma violência, mas haveria que o fazer, até porque às duas e meia o restaurante deixaria de servir refeições.

A vila do Corvo é pequena, mas tem quase tudo o que as vilas têm! Supermercado, CTT, duas agências bancárias, para além, obviamente da Câmara Municipal e um conjunto de outros serviços públicos, todos a trabalhar no mesmo edifício onde o azul celeste (a exemplo da Fajãzinha nas Flores) é a cor predominante. Parece que a República aqui ainda não chegou...

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A igreja é humilde mas bonita.

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A vida por aqui faz-se à velocidade de chegada e partida dos turistas, seja de barco seja de avião, mesmo quw aeroporto seja do tamanho da vila.

 

Às cinco horas lá estou novamente da embarcação desta vez de regresso às Flores. Levantou-se uma nortada ligeira suficiente para nascesse alguma onulação no mar. Ainda assim nada de preocupante e a viagem fez-se muito bem.

 

Mas faltava ainda uma pequena surpresa. O responsável pela embarcação deu-nos a hipótese de ver mais maravilhas... 

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Para além das cascatas que caiam no mar, pude ver grutas onde o azul do mar ganhava novas tonalidades. 

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Simplesmente imperdível este fim de tarde no regresso à ilha e que mais uma vez surpreendeu por uma beleza invulgar.

Quando atraquei ainda tinha o coração aos pulos!

A noite entretanto foi de festa popular!

 

Dia IV

As ilhas perfeitas - dia II

Dia I

O dia acordou com Sol e uma temperatura branda tão característica da ilha, mas sempre com aquela estranha humidade a invadir-nos!

Tinha a consciência que seria um dia especial e vai daí iniciei pelo Museu da Fábrica da Baleia do Boqueirão onde percebi a razão porque a busca pelos cachalotes era tão importante na economia dos ilhéus.

Tempos duros de um risco sempre patente e a vida presa por um laivo de sorte ou azar! Muitos por lá ficaram, mas os que regressavam, sentiam que deviam agradecer ao Altíssimo tamanha façanha. Daí haver tantas festas, tantos impérios (pequenas oradas) consagrados ao Divino Espírito Santo, quase sempre criadas para agradecer.

Bom adiante que temos caminho para percorrer...

De viatura nas unhas toca a subir montes atapetados de... verde e vacas,

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até chegar a um cruzamento de dizia simplesmente: "Lagoas". Incentivo suficiente para virar e procurá-las. Poucos quilómetros à frente eis que surge a primeira lagoa ou como chamam comummente na ilha Caldeira. Esta é a Caldeira da Lomba.

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Um sítio calmo, sereno e sem grande aparato turístico. A estrada de acesso apresenta esta singela beleza,

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Um caminho ladeado de frondosas árvores. Não percebi se eram cliptomérias ou eucaliptos californianos ou simplesmento cedros. Mas também não procurei saber.

Logo a seguir, um par de quilómetros mais à frente, novas caldeiras com dois miradouros, um de cada lado, onde se observam duas belíssimas lagoas: a Caldeira Funda e a Caldeira Rasa. A primeira está a uma altura de 368 metros acima do nível do mar, 

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e a segunda a perto de 600 metros de altura.

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A foto seguinte demonstra a diferença de alturas das duas lagoas.

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Saí daquele lugar tão fascinante para a vista como para o espírito e segui até à povoação mais próxima: Fajâzinha.

Uma aldeia rodeada por beleza por todo o lado, muito activa já que tem uma queijaria muito boa da D. Ilda, uma Filarmónica, restaurante e outrossim algumas casas fechadas e outras abandonadas. Afirmam convictos os mais velhos que os jovens partem para longe para estudar e nunca mais regressam...

No imo da povoação uma belíssima igreja de um azul celeste muito bonito.

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No seu interior, ao invés de outros templos açorianos a pedra principal da edificação não é o negro basalto, mas uma espécie de mármore branco com uns singelos laivos negros. O seu interior é singelo, mas encontra-se bem estimada.

Subi a estrada até apanhar o caminho para a Fajã Grande onde iria almoçar. Mas antes uma visita especial para abrir o apetite para o que seria a tarde!

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Uma queda de água que só pára numa pequena bacia onde muita gente toma banho...

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Depois a água corre por entre pedras,  simplesmente até ao mar!

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Umas pequenas levadas roubam alguma desta água alimentando o que em tempos terá sido um moínho.

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Veio finalmente o almoço e de seguida a visita a um local muito especial: a aldeia da Cuada!

Diria que aqui a vida que os florentinos deixaram nos anos 60 tomou novamente forma e pujança. Um conjunto de casas originais em pedra,  num local idílico próprio para quem quer viver a vida em paz. Interior e exterior.

As casas da aldeia mantêm a traça original e à entrada o nome do último residente, Por dentro foram recuperadas de forma a terem conforto. Sei que marcar para esta aldeia um alojamento é deveras difícil e caro, mas pode-se passear por entre ruas e ruelas sem qualquer problema.

Tem uma pequena capela e o sossego do local é fabuloso.

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Voltei à estrada principal para parar um pouco mais à frente. Diversos carros edtacionados sinal que muita gente andaria por ali.

Uma seta indica "Poço da Ribeira do Ferreiro", mas os locais chama-lhe unicamente "lagoa dos patos". Cerca de seiscentos metros a subir por um caminho muito irregular e de um grau de dificuldade acima da média! Pelo caminho encontramos diversas levadas com muita água que se cruzam por debaixo das pedras do caminho. Sobe-se, sobe-se e parece que o caminho não vai dar a lado nenhum.

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Até que passado esta espécie de pórtico mágico deparamos com isto:

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É um momento único! Simplesmente sublime!

 

Nem mesmo o cagarro, ave prima da gaivota, que por ali deambulava percebe a beleza do local.

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Não sei quanto tempo ali estive, mas se pudesse morreria ali...

Descer tornou-se muito mais fácil,

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Finalmente na estrada em busca de mais lagoas. Estas...

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A Lagoa Escura e

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a Lagoa Comprida!

O dia caminhava para o fim... ou seria para o início de uma paixão por esta ilha?

 

Dia III

As ilhas perfeitas! - dia I

Nota de abertura:

Quando em 2018 visitei pela primeira vez o local mais ocidental da Europa, fiquei tão impressionado com estas duas ilhas que nem consegui escrever algo como deveria ser. Todavia desta vez não irei fugir à responsabilidade de partilhar com todos o que vi através das fotografias, mas outrossim dar conta das minhas impressões escritas. Termino esta nota aconselhando aos que nunca foram à ilha das Flores e ao Corvo que o façam quanto antes! O Turismo é muito importante, é certo, para a economia da região, mas desde que não estrague!

Chegada!

Cheguei às Flores por volta da hora do almoço. Chovia uma água forte que durou pouco para mais tarde voltar a repetir. Sentia-se uma temperatura muito agradável, no entanto pairava no ar uma humidade, diria que... tropical!

Descarregada a mala no apartamento espaçoso, agradável e central, logo procurei onde comer. Lapas e queijo para entrada seguido de um lírio (ou írio) grelhado.

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Como só tinha meio dia para andar decidi viajar pela costa oriental, quase sempre bem acompanhada pela ilha do Corvo que se via perfeitamente no horizonte, se bem que por vezes o tempo nublado quase tapasse a paisagem.

A estrada é boa, mas convém andar devagar para se poder apreciar a beleza das vistas. E logo ali dei conta que as hortenses se sobrepunham em beleza e profusão.

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Curioso também a foto seguinte onde as vacas (o superior sustento da maioria dos florentinos) convivem com as flores sem lhes tocarem. Também terão melhores opções...

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O verde entretanto é a cor predominante em toda a ilha...

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Esta costa é muito recortada, escondendo nos seus recortes e bacias grutas e outras maravilhas que veremos mais tarde.

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Os pequenos e grandes ilhéus todos de origem vulcânica parecem nascer do mar.

Pelo caminho encontrei também quedas de água de denunciam a fartura de tão maravilhoso e escasso líquido,

               

que irá engrossar pequenas ribeiras e desaguar no imenso mar!

Lentamente fui-me aproximando da pequena vila de Ponta Delgada, povoação que se espraia junto ao mar, qual Fajã!

Mas antes Ponta Ruiva, um lugar pobre, humilde, mas com... um museu.

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O dono abriu-me a porta com a acostumada simpatia dos florentinos e deixou-me deambular pela pequena casa escura desarrumada e suja, mas ainda assim com alguns objectos curiosos nomeadamente as alfaias agrícolas locais. Contou-me que fora o avô Machado que dera início à junção do espólio. O neto manteve e mantém o ideal!

Como disse aproximava-se a povoação de Ponta Delgada (nota à margem: nos Açores é costume repetiram-se os nomes das povoações! p.e. Ponta Delgada, Lages, Fajã, Faial...) e surgiram diversos miradouros para as terras, fajãs unicamente acessíveis a pé, para o mar e obviamente para o Corvo que na foto infra mal se percebe devido às nuvens.

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Entretanto as hortenses continuam a dar razão ao nome da ilha.

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Desci a estrada até, ao que parece ser, um pequeno porto para os pescadores artesanais. Num largo onde a estrada acaba, um melro habituado certamente ao homem já nem foge.

 

A tarde compunha-se e foi a hora de regressar à vila, capital da ilha. Mas ainda deu tempo para visitar uma zona balnear, obviamente sem areia, mas com bons passadiços de acesso.

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Até aqui, a meia dúzia de metros da água salgada e por entre a rocha basaltica, as plantas crescem viçosas. 

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No fundo por esta ilha tudo cheira a vida e abundância!

Até o mar é hoje fonte de vida quando há muitos anos este foi um local de morte com a caça ao cachalote.

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Este local, já dentro da vila, chama-se Boqueirão, onde em tempos foi uma fábrica de transformação dos cachalotes e hoje é um belo museu dedicado àquela faina!

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Fechei por fim o dia (ou foi a noite?) a escutar o ensaio dos cantares dos "irmãos da confraria do Divino Espirito Santo", festa que se realizou neste fim de semana!

Dia II

África (não) é minha!

Nunca conheci África. E com a idade que tenho certamente morrerei sem conhecer esse Continente. Mas tudo bem. Há outros locais preferidos e aos quais também jamais visitarei

Portanto irei falar (leia-se escrever!!!) sobre África sem nunca lá ter estado, nem sentido os cheiros que tanto elogiam, os sons, a comida e essencialmente a gente boa que habita naquele Continente.

Peço desde já desculpa a quem me ler pois não tenho qualquer conhecimento das sensações anteriores.  No entanto paira sempre no ar uma imagem de um enormíssimo pedaço de Terra assaz peculiar e de uma riqueza imensa.

Adoraria ter conhecido verdadeiramente África. De ter deambulado por entre planaltos e planícies, montanhas e vales. desertos e florestas frondosas.

De conhecer tribos indígenas, de receber destes conhecimentos fantásticos que nunca estarão em nenhum compêndio.

África é assim uma espécie de sonho que jamais realizarei!

Bragança - Considerações finais!

À laia de conclusão gostei muito de Trás-os.Montes. Não obstante os montes e vales que percorri, esta região tem tudo. Bonitas aldeias, vilas e cidades, belas paisagens, comida fantástica e gente muito afável.

Obviamente que esta província não é uma ilha açoriana onde os verdes são constantes e quase todos iguais. Aqui também vi muita zona verde, mas de diferentes tons. Uns mais claros, outros mais fortes, mas todos, todos simbolizando uma região virada para a agricultura.

Depois a comida superlativa em quase tudo. Se frequentei restaurantes quase vulgares, também comi em casas de qualidade muito acima da média. Mas tanto numas como noutras gostei do que comi, nomeadamente a posta mirandesa, a alheira ou o javali.

Os vinhos são bons, muito bons mesmo, mas isso já eu sabia tendo em conta uns amigos que são daquela região e também produzem vinho. Os enchidos de fumeiro são também excelentes donde se destacam, obviamente, as alheiras.

Fiquei três noites numa quinta de Agro-turismo, enorme e muito bonita. Serviço impecável, quarto enorme e muito confortável. O pequeno almoço estava também incluido e deu para provar um pouco de quase tudo da região: pão, fruta e diversos doces. Tudo no aconchego de uma lareira acolhedora.

Termino com a ideia de regressar a Trás-os-Montes brevemente. Todavia desta vez para conhecer outra zona. Quiçá Chaves ou Miranda do Douro! Na altura verei para onde tombará a balança.

Bragança - dia 2 parte 2

(Continuação)

Conta-se por estes lados que no tempo da emigração, muitos angariadores de fugitivos traziam homens das Beiras ou de regiões ainda mais longínquas e largavam-nos numa povoação transmontana chamada... França! Alguns vendo-se enganados regressavam tristes a casa, mas a maioria ousavam seguir até ao país de destino.

Hoje a aldeia é plena de beleza onde o rio Sabor saltita de socalco em socalco como o do filma infra. Foi uma belíssima surpresa e recomendo a visita.

Aproximava-se a hora do almoço. Passei por vários até que em Meixedo, a uma mão cheia de quilómetros de Bragança, subi a rampa para o restaurante "O Javali". Com diversos referências no Turismo de Portugal e no Guia Michelin, este restaurante foi uma estupenda e inesquecível surpresa. Sem reserva prévia ainda assim encontraram uma mesa para dois.

As entradas com fumeiros e queijos da região,

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pão caseiro e umas azeitonas muito bem temperadas a que se seguiram as empadas de perdiz e javali. Tudo isto para abrir o apetite para o que viria a seguir: ensopado de javali.

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Já comi em muito restaurantes mas dificilmente se encontra um onde a qualidade dos produtos e o serviço alinhem pos uma bitola de excelência. Terminou-se com um pudim de castanhas simplesmente sublime!

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Um verdadeiro marco gastronómico na minha vida de viajante.

Foi o momento de voltar à estrada.

Por indicação do João-Afonso visitou-se outra aldeia de nome Gimonde onde, e para além de muitas casas recuperadas, encontrei esta mensagem esculpida e uma cegonha.

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Uma mensagem que faz todo o sentido para quem, como eu, é peregrino.

Por fim pensei em ir a Vinhais. Pouco mais de duas dezenas de quilómetros separam Bragança da bonita vila onde um Parque Pedagógico é ex-libris, para além do velho castelo.

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Mas foi uma viagem atribulada, porque a estrada emanhara-se nos montes e vales, demorando demasiado tempo para fazer tão poucos quilómetros. As constantes curvas e contracurvas obrigaram-me a uma condução mais cuidada e obviamente demorada. No regresso acabei por visitar uma aldeia recuperada de nome Fontes Barrosas que me pareceu deveras interessante.

Acabei o dia já no castelo de Bragança que se encontra muito bem cuidado.

DSC_0134.JPG A cidadela é interessante com diversas ruas estreitas e curiosas.

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Caiu a noite e foi tempo de voltar ao alojamento já que o dia seguinte previa-se outrossim longo.

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