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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Crónica de uma travessia!

Na música portuguesa há um tema com quase trinta anos e ao qual Rui Veloso emprestou a sua  belíssima voz.

A canção chama-se “Dia de passeio” e uma parte do refrão reza assim:

A cidade é tão bonita
Quando vamos de visita
À saída da portagem…

A ponte seria com toda a certeza a velha Ponte 25 de Abril que nos dá acesso à parte mais antiga da capital. De um lado e do outro das colinas ulissiponenses dois palacetes: do lado direito o Palácio das Necessidades com os seus frondosos jardins e onde ainda hoje mora o Ministérios dos Negócios Estrangeiros, enquanto do lado esquerdo ao fundo podemos observar o Palácio da Ajuda também um monumento importante da cidade. Ao meio uma “taveirice” de má fama, mas que quase superintende a restante cidade.

Porém do lado mais oriente da capital outra ponte atravessa o Tejo e o seu belo estuário desde 1998. Curiosamente a ponte dá acesso a uma zona nova com muita vida e que tornou aquele bairro um dos mais populares e mais caros de Lisboa.

Hoje fui à praia à Margem Sul. O problema é que o regresso parecia estar muito complicado tendo em conta aos sinais vermelhos apresentados pelas diversas aplicações que consultei.

Deste modo optei por apanhar a A33 que entronca, entre outras estradas, na A12 que segue para Lisboa via Ponte Vasco da Gama. São mais de 17 quilómetros a atravessar o “Rio Grande” – nome do disco de 1996 donde retirei a letra supra – por entre sapais, salinas e muita vida natural.

Uma viagem fantástica, serena e que dá para apreciar o estuário do Tejo em todo o seu esplendor. O rio por ali é manso, pacato contrastando com a velocidade dos carros a meu lado. Nem dão pela paisagem, pelo bucolismno daquele lugar, mesmo que seja a conduzir. Lisboa está lá longe e vai-se aproximando de nós, lentamente...

Por fim a chegada à cidade coincide com a foz do rio Trancão agora bem mais limpo que outrora. Valeu a viagem, valeu mais quilómetros percorridos porque a

A cidade é tão bonita
Quando vamos de visita.

Apreciar a pacatez!

Nunca me senti intimidado pela idade. Sei que esta é inexorável e portanto o melhor que terei de fazer será aceitar.

Dito isto também reconheço que quanto mais ando nesta vida menos tenho para andar! Mas para quê ralar-me com essa certeza? É uma enormíssima perda de tempo e de recursos internos. Portanto... vivamos um dia de cada vez!

Esta sexta feira fui à Beira Baixa numa viagem lenta, mas saborosa. Quando cheguei perto das oito da noite estariam uns meros 4 a 5 graus e um vento cortante descia da serra da Gardunha, companheira inseparável do pequeno povoado.

Como de costume quando estou na aldeia levanto-me muito cedo para ir à padaria buscar pão e uns saborosíssimos croissants. Portanto no sábado levantei-me às seis da manhã e fui de carro até à padaria. Ora como não tenho por lá garagem a viatura ficou ao relento. Deparei que o para-brisas tinha uma grossa camada de gelo que tirei com alguma dificuldade.

O resto da manhã passei-a no campo a contar oliveiras, não vá o IFAP um destes dias desmentir a contagem, e senti-me ali bem, sabendo que aquele chão ora meu, amanhã será dos meus filhos e dos meus netos.

Mas o que tem a ver a idade com a viagem que fiz? Tudo diria eu!

Porque a nossa vida será sempre uma viagem, umas vezes fazêmo-la muito depressa sem tempo para apreciar o momento outras, como foi este sábado, com tempo para olhar a terra fecunda. Foi fantástico!

Para terminar comunico que os poços, ribeiras, charcas, tanques, lameiros têm água até até!

Já pode parar de chover!

Coimbra!

Não obstante nuuuuuuuuuuuunca ter estudado sempre gostei da cidade de Coimbra. A relação entre estudantes, Mondego e a própria urbe surge como muito próxima e sempre me apaixonou.

Como a paixão que tinha por aquela miúda, obviamente a mais gira da turma quando visitei, em excursão escolar, a bela cidade da Rainha Santa isabel

Aventemos as paixonetas e olhemos para a cidade dos estudantes donde sobressai da encosta virada para o Mondego a "cabra" na cidade universitária, esta ao que soube com cada vez menos alunos porque foram deslocados para o Polo 2.

Hoje palmilhei o centro histórico numa breve passagem que fiz à cidade dos estudantes. Também aqui o turismo (quase) selvagem tomou conta de alguns locais mais emblemáticos, muito à custa dos célebres fados conimbricenses e com demasiadas lojas dos costumados "souvenirs".

Saí da Ferreira Borges - uma rua quase pedonal - e embrenhei-me num bairro de muitas escadas que me levaram até à Sé Velha e ao seu fantástico claustro gótico

claustro.jpg 

Rua acima, rua abaixo toda aquela encosta está carregada de vida estudantil. Murais bem desenhados,

Mural_.jpg 

inscrições em paredes quase filosóficas,

inscricao_.jpg 

ou simplesmente dúvidas existênciais.

duvida_.jpg 

Porém no pouco tempo que por ali andei consegui descobrir três Repúblicas. A das Marias dos Loureiros,

marias_loureiro.jpg 

A República dos "Kagados"

kagados.jpg 

e finalmente a República dos "Prakystao".

 

Prakystao.jpg

Entretanto não imagino se estas pequenas e carecterísticas repúblicas ainda albergam juventude estudantil ou se serão somente novos pólos turísticos.

Uma coisa ficou registada na minha mente. Regressarei a Coimbra assim que puder para uma visita mais pormenorizada até porque, por exemplo, não visitei o Penedo da Saudade!

E nesta cidade parece que há tanto para ver!

Em viagem! #3

O dia de hoje previa-se duro. Essencialmente porque pretendia chegar às célebres Figas de Ermelo, mas por mais voltas que desse tinha sempre a constatação de que aquilo não iria ser nada fácil. Nem a descer nem unidade a subir.

Após alguns quilómetros a subir entrei no Parque Natural do Alvão com mais de 7 mil hectares de extensão. E à primeira oportunidade parei num miradouro para poder constatar do que seria a beleza daquele parque. Lamas de Olo surgem ao longe, mas não obstante ser um povoado não destoa da paisagem,

DSC_0491.JPG 

ainda pensei em passar pelo povoado, mas não calculava quanto iria gastar na próxima visita, decidi seguir emn frente.

O gps ajudou a encontrar o parque de estacionamento das Piocas de Cima das Fisgas, porque o resto do caminho foi um tanto à sorte. Valeu ter encontrado este rebanho,

DSC_0505.JPG 

de bonitas cabras para depois perguntar ao pastor pelo melhor caminho, Apaisagem maisngran´tica e rov´chosa dava a entender que não estaria longe. O problema é qu o longe e o perto estãp naturalmente associados aos caminhos. E cem metro aqui custa muuuuuuuito mais de quilómetros em vias direitas. Assim a trilho começa a descer. Ouve-se já a +agua mas ainda faltava um bom pedaço de caminho e esforço a descer.

DSC_0506.JPG 

Finalmente o rio Olo com um caudal razoável.

DSC_0509.JPG 

Alguns banhistas, alguns peixes e muita pedra.

DSC_0508.JPG 

Antes de prosseguir e como não sou hipócrata tenho de dizer que este local é muito bonito, mas estará a léguas de um outro que conheço muuuuuuuuito bem na Fajá Grande da Ilha das Flores.

Bom agora faltava regressar! Pois é... o calor começou a apertar e senti-me um tanto apoquentado pelo meu estado físico no fibal da íngrene subida, que muitas vezes tem de ser feita de gatas. Ah pois é!

Finalmente na estrada segui para Mondim de Basto onde desejava ver um conhecidíssimo Santuário situado no monte Farinha, que foi dedicado a Nossa Senhora da Graça. Desde cá de baixo até ao topo são seis quilómetros em subidas ingremes e assaz perigosas, se bem que a estrada seja larga.

Lá em cima tem-se finalmente uma perspectiva fantástica sovre o vale que rodeia aquele Monte. O problema mesmo foi escolher a fotografia para ilustrar...

DSC_0520.JPG 

Depois a estrada até à vila transmontana onde almocei rojões, acompanhado por um belo verde minhoto!

Seguidamente após uma volta à vila com uma praça muito engraçaga,

DSC_0545.JPG 

Era hora de regressar a Vila Real pela estrada 304 que nos leva por paisagens fantásticas, mas das quais não tirei fotod porque não vi um único local de miradouro (uma falha que deveria ser resolvida pela edilidade).

Já na capital de distrito mais um passeio onde estou alojado e um jantar invulgar: empadas de carne com salada de tomate e pepino acompanahado de cerveja feita de uvas.

Amanhã regresso a casa, mas ainda irei parar pelo caminho.

 

Mui ínfima crónica de uma viagem! #5

Estou a escrever este postal na sala de espera da Aerogare de Santa Cruz das Flores. Chegámos às 10 da manhã porque ainda haveria que fazer o "check-in" (gostaria que houvesse uma palavra portuguesa para esta expressão) e entregar a viatura.

Pesadas as malas e transferidas algumas coisas de umas para as outras, devido ao peso, eis-me ora na sala de embarque após ter passado o controlo de segurança.

Obrigaram-me a tirar o cinto das calças arriscando a ver coisas que não deveriam... Obrigaram-me a desmontar a máquina fotográfica e a retirar o portátil da mala. Maior rigor que no aeroporto de Lisboa.

O tempo está bom, diria mesmo que bom demais.

Agora só em Ponta Delgada voltarei à escrita.

Mui ínfima crónica de uma viagem! #4

Hoje foi o último dia de passeio na bela Ilha das Flores que terá mais para a frente direiro a crónicas mais desenvolvidas e certamente assaz detalhadas.

Este Domingo iniciou-se com uma procissão que levou as Coroas do Divino Espirito Santo do Império a este orago consagrado até à igrela Matriz.

Segui atrás da procissão, mas acabei por não ir à missa pois teria de contar que não estava sozinho. Depois seguimos para a Fazenda onde visitei um parque com muitos animais, certamente muito didático e que mereceu uma atenção cuidada.

Já se fazia tarde para chegar a tempo às Lages onde almocei sumpipamente um boca-negra que se assemelha ao nosso canteril, mas achei-o inferior.

Faltava o resto da volta à ilha: Lagedo, Mosteiro, Rocha dos Bordões e finalmente o Miradouro do Portal.

 

Terminei à noite com uma Massa Sovada!

Amanhã estarei de regresso a Lisboa!

Há vencedores ou será vencedoras?

O passatempo que organizei assim em cima do joelho teve vencedores ou melhor vencedoras!

Foram as minhas boas e mui estimadas amigas MJP, Di e Maribel que acertaram com o destino para onde estou neste momento a voar.

Exactamente para os Açores e para a Ilha das Flores com uma brevíssima passagem pela Terceira. A ver se encontro alguém da família do hiper-mega-ilustre conhecido Elizário!

É verdade que o texto original do desafio tinha uma rasteira... Aquela do estrangeiro! Eheheheheh! Mas isto sem estas nuances traiçoeiras não teria qualquer piada!

Entretanto já li que vai chover por lá... Não importa... já tenho saudades de uma boa chuvada!

Como se costuma dizer vou ali e já volto. Mas levo ferramenta a preceito para trabalhar... a escrita!

A gente lê-se por aí!

Adivinhem para onde irei...

Quinta-feira que vem irei de viagem! Desde 2021 que não saio de Portugal Continental. Mas este ano os astros (e os filhos e sobrinhos!!!) alinharam e juntaram-se para brindaram quatro velhotes com um passeio.

Deste modo lanço aos meus leitores um desafio que consiste em tentarem adivinhar para onde irei proximamente. O desafio termina na manhã de quinta-feira, após a minha partida.

Não vale dizer que vou para o estrangeiro… há que ser um bocadinho mais específico. As respostas só serão naturalmente validadas e respondidas após a minha chegada ao destino.

A quem acertar terei um singelo brinde do local para onde viajarei, para oferecer! Nada demais apenas uma recordação desta singela brincadeira!

Vá lá tentam então acertar!

A gente lê-se por aí!

A cidade nunca dorme!

Cantou Liza Minelli num filme de Martin Scorcese, mas foi superiormente imortalizada por Frank Sinatra uma canção sobre a cidade que "nunca dorme" e que se chama Nova York!

Este "nunca dorme" sempre alertou em mim uma certa consciência de que as grandes cidades são locais de vida... permanente.

Esta madrugada tive de levar um dos meus filhos ao Aeroporto. O vôo era muito cedo e vai daí saímos de casa pelas quatro e meia da manhã. Àquela hora o movimento na estrada era diminuto, mas conquanto me fui aproximando da capital aquele foi crescendo.

Quando cheguei ao Aeroporto a fauna de carros e pessoas era tanta, que quase se assemelhava a uma hora diurna. Viaturas, pessoas tudo numa amálgama que me fez lembrar a tal letra da música de John Kandar, sobre a cidade dos Estados Unidos.

Há diversas zonas de Lisboa que parecem nunca dormir. O aeroporto parece uma delas.

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