Pois é... por vezes dá-me para ser injusto e idiota.
Um destes dias escrevi aqui umas patacoadas criticando as praxes e sugeri que estas tivessem uma função mais ambientalista.
O problema é que não fiz previamente qualquer investigação, assumindo que aquilo de vi era alastrado a todos os desgraçados caloiros e deste modo cometi uma gravíssima injustiça.
Na verdade no Instituto Politécnico de Setúbal os caloiros entram em iniciativas de apanhar o lixo junto ao Rio Sado. Pelo que percebi este já é o segundo ano que o fazem. O primeiro teve 500 novos alunos nestas iniciativas e este ano são 600.
Portanto "mea culpa" e mordo a língua para quando voltar a acusar alguém, ter comigo todos os dados evitando assim erros próprios.
A internet é um veículo de informação fantástico. Num ápice e à distância de um clique temos acesso a um manancial de dados que dificilmente de outra forma conseguíamos obter. O correio electrónico, as redes sociais, os blogues, os sítios, todas elas são formas muito úteis e rápidas de comunicarmos e aprendermos.
No entanto, neste novo mundo que agora temos acesso permanente. há imensas imprecisões – para usar uma expressão benevolente - que podem deturpar a verdade. A liberdade de expressão adquirida com o 25 de Abril não deve ser um veículo de alteração da realidade.
Custa-me por isso entender como é que muita gente usa este meio para fomentar notícias falsas. Foi o caso de hoje. Recebi esta manhã na minha caixa de correio electrónica uma mensagem reencaminhada por um familiar. Não é relevante o tema da notícia para este caso, mas sim o seu teor.
Uma profunda mentira…
Porque falava de pessoas que conheço pessoalmente. E de factos que não correspondem à verdade. E o pior é que os restantes leitores deste tipo de mensagens acreditam piamente no que lêem… Porque lhes faz jeito!
Obviamente que apaguei aquela mensagem. E todas as que vierem do mesmo teor, irão parar ao lixo do meu portátil. Esta forma sabuja, vil e soez com que se atira para a lama o bom nome das pessoas, parece-me do mais reaccionário que se possa imaginar.
E a maioria dos casos, em nome dos (altos?) interesses de (algumas) ideologias!