Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Manhã de praia!

Cheguei à praia as nove e meia da manhã!

Este ano tenho notado uma anormal afluência à Praia da Rainha. Calculo que se prenda com as dificuldades que as pessoas têm tido em cumprir com os seus compromissos financeiros, o que leva a terem de abdicar daquelas férias no Algarve e escolherem umas das praias da Caparica.

Certo é que se juntarmos o calor quase tórrido dos últimos dias dá uma mistura explosiva e que termina na praia hipercheia ainda muuuuuuuuuuuuito antes do meio-dia.

Chapéu, saco das toalhas, cadeira e mais uma parafrenália de brinquedos para a miúda é a minha sina... todos os dias! Depois descarrego tudo na areia, mais ou menos longe das pessoas e monto este estaminé. Por fim é aquela parte dos protectores solares na pele não vá o Sol pregar das suas... como se ele estiveesse preocupado com isso!

A minha neta quer logo ir à água e portanto lá vamos nós a reboque da cachopa. Quando finalmente regresso à toalha e ao meu chapéu... ups... onde está ele. Finalmente lá o encontro rodeado de outros tantos irmãos.

Quase num ápice a praia encheu. E o pior é que os veraneantes adoram ficar quase uns em cima dos outros (não aprenderam nada como COVID!), deixando pouco espaço para estender umas reles toalhas.

Associado a esta quase invasão temos gente de todas idades, sexos, tamanhos e gorduras. Muitos com uma linguagem pouco feliz, com conversas da treta, música aos berros e para piorar... naqueles três metros de areal que sobra... "bora jogar à bola"!

A fauna humana que encontro actualmente nesta praia é assaz diferente dos anos anteriores... Tão diferente que quase me sinto tentado a escolher outro local.

Temo, no entanto, que o panorama seja semelhante nas praias vizinhas.
Pelas onze e meia costumo regressar a casa. Mas o movimento de entrada continua a superar o espaço do areal...  Um destes dias rebenta!

O que vale é que a maré, nesta semana, está a descer!

Hoje na praia!

Constatei que a população portuguesa está cada vez mais obesa. Antigamente havia gente magra, gorda e obesa! Actualmente os magros não existem (nem nas crianças) para só surgirem gordos, muitos gordos e obesos.

Parece que temos um problema na alimentação. Ou isto ainda será cosnsequências do confinamento "covídeo"? Não sei dizer...

Mas o curioso é que há cada vez mais gente a fazer longas caminhadas na praia.

A nossa população entrou naquela fase "amaricana" de ganhar peso e no sentido inverso a perder inteligência! Depois as lojas de comida rápida, os petiscos e as comidas estranhas. Tudo acompanhado de muito álcool e daquele bem destilado.

Sempre que chego cedo à praia (não foi o caso de hoje) é frequente encontrar à beira bar os restos das noites bem bebidas.

Faz-se tanta campanha por minudências quando estes casos de obesidade social grassam pela nossa população em geral!

Quanto a mim, que também tenho peso a mais, estou numa fase de perder algum. Sem ginásticas nem remédios milagrosos, somente pela boca!

A gente lê-se por aí!

Calor Beirão!

Vim numa fugida à Beira Baixa.

Cheguei ainda antes do almoço e o ar por aqui já queimava. Tórrido, seco com um vento suão a soprar que tudo seca.

Passeio pelas fazendas loiras de restolho após a erva cortada e enfardada. Os grilos cantam ao desafio com as cigarras e num muro cinzento e quente um lagarto olha-me quase com desdém! Percorro devagar o caminho que me leva às oliveiras de forma a perceber como estão de azeitona. Estala a erva seca, tisnada por este sol de Estio inclemente e quiçá duradouro. 

Cães e gatos procuram sombras! Um burro deita-se no chão e espoja-se freneticamente tentando livrar-se da bicharada que o atenta. Um nuvem de pó é levada pela força do vento.

Bandos de pardais, piscos, cartaxos esvoaçam por cima da terra acabada de lavrar em busca de alimento.

O ar parece irrespirável e nem os traçadinhos de vinho e gasosas fresca na taberna fazem abrandar o calor.

A Beira Baixa e o seu calor quase doentio, mas que os naturais aguentam estoicamente.

Todos os anos!

Fim de Verão!

Iniciamos a semana no Verão para a  terminar já na estação de Outono.

Temos um final de Verão quente e a julgar pelas previsões com mais chuva.

A estação que agora termina foi terrível já que nunca se assistiu, na Europa, a uma seca tão forte e atípica.

É óbvio que o homem não manda na Natureza de forma directa, porém indirectamente pode e tem-no, de maneira infeliz, feito.

Um Estio que tudo secou! Rios, fontes, lagos, charcos desapareceram num ápice.

A agricultura estival ressentiu-se disso mesmo e daí muitos produtos terem secado antes da normal apanha. Uvas, tomates, pepinos, pimentos e até algum feijão secaram antes de estarem criados. Já nem falo da azeitona que deve ter caído toda.

É tempo agora de pedirmos um Outono chuvoso de forma a repor a água que falta nas terras e barragens.

Sei que a malta das cidades não gosta de chuva, mas é para o bem de todos.

Porque não se pode ter "sol na eira e chuva no nabal".

Venha de lá esse Outono fresquinho e molhadinho. As minhas couves agradecem!

Agradáveis constatações!

Iniciei neste espaço uma demanda em 2012, tudo por causa do lixo que encontrava na praia especialmente à beira-mar!

Em 2013 repeti a graça de falar no assunto.

Voltei a escrever em 2015, em 2016 e o último postal em 2018.

A partir daquele último ano deixei de escrever porque percebi que ninguém ligava ao assunto ou se ligavam nada faziam.

Pois bem, neste ano balnear e nas praias que vou frequentando o lixo é muito menos que noutros anos. Das duas uma: ou houve alguma campanha de recolha de lixo ou então deve ter havido intervenção da edilidade.

Seja como for a verdade é que encontrei muitos menos sacos e plástico assim como garrafas e outro lixo.

Congratulo-me com isso!

Falta agora os fumadores não usarem a areia como cinzeiro!

Sorte? Quiçá, mas não só!

Ou a minha teoria!

Faz já parte do nosso quotidiano estival as notícias sobre os incêndios que todos os anos pintam de vermelho e depois de negro as nossas aldeias.

Muita gente aparece com teorias, mais ou menos diferentes umas das outras sobre a origem dos fogos. A teoria mais falada tem a ver com os pinhais poucos limpos de mato. Outros alinham na teoria do desalinhamento florestal plasmada num tipo de floresta altamente combustível. Há quem afirme a pés juntos que os interesses nos incêndios vão muito para além da madeira. Resumindo há teorias para (quase)  todos os gostos.

Diria que os fogos são um pouco de cada de umas destas teorias e de outras, sejam elas estapafúrdias ou plausíveis.

Aproveito este meu espaço para outrossim apresentar a minha teoria. Provavelmente também idiota, acrescento!
Há trinte e muitoas anos visitei um pinhal (que ainda existe e resiste) do meu falecido sogro. Herança de família, aquela pequena floresta - somente 3 hectares - cresceu espontânea e anormalmente desordenada, já que de terra de cultivo foi paulatinamente sendo abandonada a uns rendeiros que só queriam tirar de lá rendimento sem investir um cêntimo. Para além deste desordenamento a mata era vazadouro de inertes que muitos aldeões ali despejavam sempre na calada da noite. Desde animais mortos a sofás velhos ou frigoríficos, tudo por ali se podia encontrar… Então garrafas de vidro… eram aos montes.

Perante esta lixeira a céu aberto, falei com o meu sogro e avisei-o que aquele lixo era um perigo pois facilmente ali se poderia iniciar um incêndio. Vai daqui o meu sogro contratou um homem que com uma máquina própria juntou todo o lixo que encontrou espalhado no pinhal, num monte. Naquele tempo a reciclagem era uma miragem e assim abriu-se uma cova bem funda e enterrou-se todos os inertes. (Nem imagino o que pensarão daqui a milhares de anos os arqueólogos sobre esta cova!!!).

Certo é que passam os anos e aquela mata ainda não ardeu, mantendo-se limpa e sem lixo. Sorte? Quiçá!

Resumo da teoria: não façam da mata uma lixeira a céu aberto e provavelmente haverá menos pontos de ignição!

Um flagelo (infelizmente) bem aceso!

Ano após ano, Verão atrás de Verão a história repete-se em Portugal! Falo como imaginam de fogos ou incêndios como lhe queiram chamar. Daqueles activados ou dos que nascem espontaneamente (pois também os há!!!).

Quando em Junho de  2017 aconteceu Pedrogão Grande com 66 mortos e mais umas dezenas em Outubro, como sempre muito se estudou, muito se prometeu, mas nada se fez. Ou o que foi feito foi insuficiente.

Recordo por aquela altura escutou-se amiúde um conhecedor da problemática dos incêndios florestais, o Professor Xavier Viegas, que denunciou publicamente a insuficiente capacidade de Portugal em lidar com os incêndios. Falou muitas vezes de como minimizar a situação propondo diversas soluções que eram obviamente onerosas e às quais o Governo disse que sim senhor, mas não passou para o papel... muito menos para a acção.

Este ano de 2022 foi pobre em água, o calor surgiu quase de repente e de um minuto para o outro Portugal pinta-se de vermelho dos avisos da Protecção Civil, mas acima de tudo pelos muitos fogos que vão devorando as poucas matas existentes.

Governo e PR mostram muita preocupação com o estado em que está o País nestes derradeiros dias, mas sabemos que passada esta crise voltam a esquecer-se das actuais preocupações e aguardamos pelo ano seguinte...

A par daquilo que não se faz no terreno e que se deveria fazer, há um pequeno detalhe e que se prende com a nossa justiça, especialmente no que se refere às condenações dos incêndiários que quase todos os anos repetem a "gracinha" de atear mais umas mechas...

Enquanto mantivermos esta justiça, demasiado branda para os criminosos e altamente injusta para as vítimas, jamais seremos capazes de por fim a este flagelo. Ou minimizá-lo!

Dias tórridos

Padeço horrores com o calor. Especialmente de noite mesmo que seja para dormir poucas horas, gosto de um ambiente com uma temperatura que não ultrapasse os 20 graus célsius.

Só que na passada sexta feira fui surpreendido com a avaria de um dos aparelhps de AC, nomeadamente aquele que deveria arrefecer o meu quarto. Um contratempo que aconteceu na pior altura possível.

Neste fim de semana perdi mais quilos que numa semana de greve da fome. Pura e simplesmente,,, derreti. Parecia até um pedaço de banha numa frigideira quente.

Bebi mais de cinco litros de água nestes últyimos dois dias. E se comecei com água engarrafada depressa passei para a torneira que vinha quente e mole, mas que ia colocando no frigorífico para refrescar.

Estes dias foram assim terríveis devido a este calor tórrido que abraçou este pa+ís de lés a lés. Com as evitáveis tragédias incendiárias|

Olá Verão tão envergonhado!

Hoje é o solstício de Verão, significando isto que hoje será o dia com mais luz solar. A partir de amanhã diminuirá até ao solstício de inverno o tempo solar.

Mas este dia, ao invés do normal tem sido caracterizado por frio, vento e de vez em quando umas gravanadas de se lhe tirar o chapéu.

Quando o sol aparece envergonhado por entre as nuvens pumbleas sabe bem e até aquece. Todavia este dealbar de Verão tem pouco de si mesmo e muito mais de uma Primavera austera de calor.

Definitivamente o tempo metereológico já viveu tempos fantásticos com as chuvas a surgirem sempre na altura devida. Hoje temos uma atmosfera muitíssimo desconfigurada, fazendo sol quando deveria chover e chovendo quando deveria estar Sol e calor.

Ainda assim bem vindo Verão mesmo que te envergonhes do teu (mau) estado actual. Entretanto pode ser que melhores.

Estreia balnear

Ainda a época balnear não iniciou e eu já matei saudades da praia. Estreia absoluta este ano!

A manhã por aqui estava meio farrusca! Nem sol primaveril nem nuvens plúmbeas. Um tempo estranho propício, sei lá, para ficar em casa. Digo eu!

Ainda assim afigurava-se tentadora para não ficar em casa. Eis-me em meia hora numa praia vazia com as ondas do mar a espalharem-se docemente pelo areal. Nem parecia um dia de Primavera.

Não fosse um vento oriundo do mar frio e repelente até se poderia dizer que era mais uma manhã de Verão.

Todavia deu para matar saudades. Da praia e das caminhadas estivais

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

O meu livro

Os Contos de Natal

2021
2022

Arquivo

  1. 2024
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2023
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2022
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2021
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2020
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2019
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2018
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2017
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2016
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2015
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2014
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2013
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2012
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2011
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2010
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2009
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D
  209. 2008
  210. J
  211. F
  212. M
  213. A
  214. M
  215. J
  216. J
  217. A
  218. S
  219. O
  220. N
  221. D