A blogosfera da SAPO vai desaparecer definitivamente.
E se ficar descontinuado é mau, ficar sem memória será bem pior, já que a partir de Novembro tudo isto desaparecerá.
Obviamente que a decisão de fechar esta plataforma foi baseada em dados. Estatísticos e certamente não só! Nem imagino quanto custará manter este serviço, ainda por cima gratuito. Tal como não sei o custo de manter as "nuvens" de dados.
Tudo isto para assumir que o grande problema serão... custos. Demasiados custos. Que os donos desta plataforma assumiram não querer suportar.
Portanto e até ao dia 17 de Março continuarei a escrever o meu postal diário, para no dia em que este blogue completar 18 anos eu o fechar definitivamente.
Não abrirei outro deste cariz. Ficarei com o meu da escrita menos opinativa que será brevemente migrado para outra plataforma.
E pronto "c'ést la vie" como diria alguém.
Termino assumindo que a tristeza que invadiu hoje o meu coração tardiamente se apagará!
Todas as manhãs, assim que acordo e tenho uns minutos, pego no telemóvel envio os bons dias a uns amigos via uotessape e passo os olhos pelas novidades matinais, disponibilizadas por algumas plataformas.
Mas ninguém, ninguém mesmo estará a espera de ler logo pela manhã que num acidente de viação morreram quatro jovens. Depois a notícia é actualizada para cinco vítimas e algum tempo depois vem o pior número: 6 jovens que haviam morrido carbonizados numa viatura... que deveria levar apenas 5 pessoas.
Não sei pormenores do acidente, apenas que o carro se terá despistado e batido num pilar e finalmente incendiado. Às quatro da madrugada...
Neste momento nem imagino como estarão os pais desses jovens, como se sentirão, como irão engolir este profundíssimo trauma.
Dito isto... Já por diversas vezes venho dizendo que o maior problema da juventude é pensarem que são eternos e que são indestrutíveis façam o que fizerem. Também eu já assim pensei, apenas não me aconteceu nada pior... por mera sorte!
Às quatro da manhã estavam os pais, provavelmente, deitados nas suas camas enquando longe ou perto os seus filhos eram horrivelmente devorados pelas chamas. Um pesadelo ininmaginável. Uma dor que permanecerá para sempre.
Depois... como é que aqueles jovens não perceberam que seis passageiros é gente a mais numa viatura. AInda por cima se eram três rapazes e três raparigas bastaria um casal ir de táxi. Caneco... têm estes jovens tanto dinheiro para tanta coisa e não têm graveto para uma simples corrida de táxi?
Como pai e avô arrepio-me ao ler estas notícias. E sinceramente, muito sinceramente nem sei o que me apetece dizer.
Muitas vezes fala-se em votos de confiança aos jovens, noutros em responsabilidade, mas do que aqui fica ressalta uma ideia: a incapacidade de muitos pais em imporem algumas regras aos seus filhos.
Não é por terem 18, 19 ou 20 anos que já são gente crescida. Não são...E é preciso ensiná-los!
Nem eu com 66 anos sei e controlo tudo e todos os dias aprendo!
Mas há uma pergunta que nestes últimos dias tem batido constantemente no meu coração e que é a seguinte:
como é que um incêndio principia em Arganil, já está no concelho de Castelo Branco, passando por outros concelhos e ninguém neste caminho conseguiu atalhar as chamas?
Dei-me ao trabalho de ir ao sítio do IPMA (Instituto Português do Mar e da Atmosfera) para perceber que tipos de avisos esta entidade relacionada com a vida metereológica, emitia.
Para Portugal o aviso é verde em todos os lugares.
De uma forma mais lógica diria que percebo esta nomenclatura. Mas perante este estado de calamidade generalizada. com os incêndios a dizimarem há semanas terras, matos, florestas, casas, animais e até pessoas seria no mínimo importante que esta entidade pública colocasse todo o país a vermelho, tal tem sido a devastação a quem de forma quase impotente, vamos assistindo.
Soube já hoje que a aldeia beirã onde tenho uns nacos de chão, está a ser rodeada pelo fogo. O ambiente é quase sufocante e a população juntou-se para fazer frente às chamas. Os bombeiros... esses soldados da Paz, andam em guerra há demasiado tempo contra um inimigo que não teme nada nem ninguém. E por muito que lutem não conseguem chegar a todo o lado.
Apetece-me ir até lá ajudar, mas provavelmente atrapalhava mais que ajudava...
Assim vai o país... interior! Porque o país do litoral ainda está a banhos.
Todos temos em casa armas. Um exemplo simples e muito comum será uma simples faca de cozinha. Basta esta ter uma lâmina com tamanho superior a uma mão travessa para passar a ser considerada uma arma branca. Mas não é por ela existir que andamos por aí a matar gente, não é?
Da mesma linha de pensamento as redes sociais tornaram-se por, demasiadas vezes, horríveis armas. Perigosas pela agressividade e acima de tudo pela impunidade.
No entanto esta ideia de se estar escudado de qualquer responsabilidade não deixa de ser... quase criminosa. As pessoas que já viram o seu caracter assassinado por "hatters" são mais que muitas e em algumas com consequências devastadoras. Mas ninguém foi responsabilizado...
Há uns anos escutei alguém afirmar que certo líder político só era primeiro ministro porque a blogosfera o teria levado ao colo. O que na altura me custou imenso acreditar. Todavia com as actuais e trucidantes redes sociais já acredito piamente que um qualquer político possa chegar onde quer, apenas valendo-se de uma forma de comunicar (quase) imbecil.
Há um ditado popular que diz: o que nasceu torto jamais se endireita. Porém as redes sociais não creio terem nascido tortas... foram "apenas os patetas que as entortaram! Em proveito próprio.
Hoje é para mim um dia triste, não que tenha partido alguém próximo, mas porque o que escrevi aqui há dias efectivou-se.
No dia seguinte à comemoração dos 119 anos do Sporting, encerra o blogue “Sporting-És a nossa fé”. Um espaço único e de enormíssimo fervor clubístico na blogosfera desta plataforma SAPO.
Porém o que mais me entristece não é só o espaço encerrar, mas não haver da parte do Sporting Clube de Portugal ou de alguns dos seus dirigentes um simples obrigado ou outro agradecimento qualquer por aquele pedaço de história do clube que nunca se apagará.
Ali se debateram ideias, filosofias, táticas, jogadores e até presidentes. Falou-se de tudo um pouco ou se calhar até muito. Sem receios, sem tabús e sem censura. Porque o bem do Sporting esteve, está e estará sempre primeiro.
Estranho, por isso mesmo, o mutismo por parte de uma direcção do clube, quiçá temendo que quaisquer palavras deles sejam mal interpretadas pelos escribas daquele espaço. Creio que é precisamente o contrário e quando reescreverem a história do Sporting envolvendo estes 20/30 anos mais recentes, jamais poderão olvidar, com a devida justiça, o fórum qualitativo que foi o “És a nossa fé”.
“Esforço, dedicação, devoção e glória” foi tudo o que ali sempre se encontrou.
Regresso hoje a um tema por aqui repetido e que se prende com esta forma de comunicar a que communte chamamos de blogosfera.
Não direi diariamente, mas conheço algumas pessoas que pura e simplesmente desisitiram de escrever nesta plataforma. As razões para tal marasmo ou desistência podem ser e serão certamente diferentes de pessoa para pessoa. No entanto sinto alguma, para não dizer muita, tristeza nesta constatação.
Há formas mais rápidas e mais assertivas de comunicar e dar-mo-nos a conhecer, mas diria que a genuidade que por aqui se encontra não será fácil de encontrar nesses locais.
Regresso a este tema porque um dos blogues com mais visualizações, com mais comentários e que estava todos os dias na ribalta deste sapal irá brevemente encerrar portas. Mais um! As razões para tal decisão foi-me explicada pelo fundador, mas delas guardo obviamente reserva.
Nesse espaço estive quase do princípio, já que ele nasceu a 1 de Janeiro de 2012 e eu principiei a escrever nele a 17 de Julho desse mesmo ano. Para mim serão quase 13 anos de muitas alegrias, algumas tristezas, centenas de postais e milhares de comentários.
A vida é assim mesmo... feita de ciclos e este irá fechar brevemente.
Diz o povo: "parao a ano ser de louvar Natal na Praça e Páscoa ao lar".
Este princípio de ano foi um tanto assim como um natal sem chuva para os primeiros meses deste ano se transformarem em dias de chuva quase diluviana.
Bom... hoje tive de ir até à aldeia para arrancar a s batatas (no meu caso ssrá mesmo apanhá-las do chão). Saí de casa eram seis da manhã para chegar a tempo à fazenda.
E cheguei.
Perto das nove da manhã chega finalmente o tractor para nos ajudar rasgando a terra tentanto que as batatas viessem ao de cima..
Muita carne preparada para a faina... porém aos primeiros rasgos na terra castanho rapidamente se percebeu que a dita carne era um exagero.
A manhã aquecia e o vento levantava um pó fino que se entranhava nas narinas e garganta. O tractor terra acima, terra abaixo temntava em vão que as batatas surgisssem. A meio da manhã metado do terreno trilhado e meia dúzia de sacos de batatas.
E as pessoas cada vez menos... Pudera!
âs onze da manhã o terreno estava passado duas vezes pelo tractor
Porém os sacos de batatas eram muuuuuuuuuuuuuuito poucos, quase nada!
Muito dinheiro gasto, muito trabalho exigido para tudo se resumir a literalmente 12 sacos de batatas miúdas. Alguns dos presentes falaram da demasiada chuva, outros da erva e até houve a ousadia de dizer que a semente não prestava.
Regressei a meio da tarde à capital com apenas uns sacos cheios, para gastos de casa e uma carrada de sacos vazios.
A sentença está dada! Para o ano não haverá sementeira!
As sociedades actuais são pródigas em desperdício. Mas isto não é novidade nenhuma para (quase) ninguém.
Daí muitas pessoas em diversos locais se juntarem para recolherem nos restaurante sobras de refeições não servidas, indo depois entregá-las a pessoas necessitadas, maioritariamente gente sem-abrigo.
Durante muito tempo guardei caixas de plástico que depois entregava a uma colega que fazia parte de uma associação de recolha desses alimentos, para que ela usasse para distribuir a comida em doses familiares ou unitárias, conforme os destinatários
Gestos fantásticos de gente ainda mais fantástica.
Só que o desperdício não é exclusivo dos alimentos. Roupas, mobílias, livros e até brinquedos são depositados no lixo sem que ninguém aproveite.
Hoje fui despejar o meu lixo reciclável nos contentores específicos, que ficam a uns meros 30 metros da minha porta. Desta vez não havia vidros apenas embalagens e papel.
Tudo despejado e já de regresso a casa deparo-me com três boas mochilas e mais um saco repletas de... brinquedos encostados ao contentor do lixo orgânico. Doeu-me o coração.
Há uns anos valentes quando os miúdos cá de casa deixaram de ser miúdos pedi-lhes para fazerem uma escolha do que queriam e não queriam dos brinquedos. O resultado deu uma quantidade de caixas cheias e muito mais espaço em casa.
Os brinquedos sem interesse foram entregues num hospital público à ala pediátrica onde havia muitas crianças internadas. O restante ficou num pequeno baú que a minha neta hoje adora desarrumar.
Tudo isto para tentar perceber como se deitam brinquedos no lixo e ninguém pensa nas crianças que não sabem o que é um boneco, um carrinho, quiçá um jogo! Com tanta associação, tantos centros, tantas escolas não há um telefone para perguntar se querem os brinquedos?
Desilude-me esta gente pouco altruísta e nada humana.
Há muito, mas muito para educar nesta sociedade demasiado preocupada com o faz de conta, mas nada ralada com quem devia contar!