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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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A tradição já não é o que era!

O meu filho mais velho tem um conjunto volumoso de camisolas do Sporting. A cada partida usa uma diferente. No jogo contra o Marítimo não foi excepção! Nas costas o seu nome, assim como um número que é o dia do seu aniversário.

Já a caminho do estádio diz ele a determinada altura:

- Esta camisola está amaldiçoada…

- Porquê?

- Sempre que vim com ela o Sporting nunca ganho!

Ora… tendo em conta que tínhamos acabado de ver a equipa de andebol ser derrotada por uns dinamarqueses de um clube de nome impronunciável, temi que a nefasta tradição se mantivesse.

Pois… mas ou tradição já não é o que era ou a equipa do Sporting não liga a tradições, a verdade é que o jovem saiu de Alvalade com a primeira vitória naquela camisola.

Certamente para mais tarde recordar!

 

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Tradição nas minhas férias!

Todos os anos nas minhas férias de praia há um dia assim: triste e plúmbeo.

Ainda não tinha acontecido este ano| Foi hoje.

Levantei-me relativamente cedo, mas quando abri a janela notei naquele aglomerado de cinzentos a prever bátega.

Todavia fui mesmo à praia e na caminhada que fiz acabei por tirar esta foto onde o Cabo Espichel sempre tão vísivel quase se confundia com o algodão do céu.

praia_27_08_2018_1.jpg

Já de regresso à origem foi a vez de olhar a serra de Sintra e toda a costa do Estoril. Também ela estava atapetada de um cinzento pouco convidativo.

praia_27_08_2018.jpg

Apenas o mar se mantinha brando e convidativo a um mergulho.

A chuva acabou por chegar levando a maioria dos banhistas de regresso aos lares. Mantive-me até mais tarde... Todavia o frio que soprava do lado do mar empurrou-me também para casa.

Mas amanhã haverá mais... praia!

 

 

Sei que estás em festa... pá!

O título deste texto recorda-nos o início da canção "Tanto mar" de Chico Buarque de 1974.

Mas não é sobre música que quero escrever mas sim dos fantásticos festejos em Honra de Nossa Senhora dos Remédios que decorreram no passado fim de semana, na pequena aldeia de Covão do Feto.

E que festa, meus amigos, que festa!

Se alguém teve dúvidas quanto ao êxito da organização destes festejos, basta perguntarem a quem esteve nos dias 11, 12 e 13 no arraial para perceberem que a "Festa" foi um estrondoso sucesso.

Muita gente da aldeia trabalhou para que este evento fosse um dado adquirido. Porque, como disse Fernando Pessoa: "Deus quer, o homem sonha e a obra nasce".

E na verdade nasceu, ou melhor, renasceu a "Festa" no Covão do Feto.

Um arraial que comportou centenas de pessoas da terra e não só. A música a condizer, ajudando a que o recinto de baile fosse ínfimo. No finais das noites foi visível o cansaço de alguns elementos da organização, mas também percebia-se a alegria de ver tanta, tanta gente.

Noutro contexto todos sabemos que a tradição... é tradição. E para ficar!

Ora por isso mesmo ninguém se admirou por ontem, pouco tempo antes da missa que antecedeu a procissão, ter chovido copiosamente, porque é sabido que quando a Nossa Senhora dos Remédios sai à rua há água pela certa. E tradição que se preze é para cumprir…

Daqui deste humilde espaço, envio a todos quantos colaboraram, directa ou indirectamente, na concepção destes festejos, os meus sinceros parabéns e outrossim um agradecimento por me (nos) terem deixado reviver momentos fantásticos.

Porque a “festa” ainda não acabou… Por isso regresso ao início deste texto e reafirmo: "Sei que estás em “festa, pá!"

 

 

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