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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Um exemplo de homem!

Foi meu director durante uns anos. Acabei mesmo por lhe comprar um carro, o primeiro que tive com mudanças automáticas.

Assumiu-se, já com alguma idade, homossexual. Mas independentemente da sua opção sexual sempre se mostrou um enormíssimo gestor.

Dizia ele: tudo o que se passa neste Departamento é culpa minha já que sou o Director.

Uma postura pouco vista em gestores, nomeadamente quando gerem empresas de cariz estatal! Outro exemplo prende-se com um erro de gestão, que a certa altura, cometeu.

Um dia decidiu nomear alguém para chefiar um certo serviço. Neste havia uma pessoa mais apetrechada e muito mais competente para tomar as rédeas do serviço, mas foi preterida. Desta decisão de gestão sairam algumas consequências, sendo que o serviço foi o mais prejudicado.

Todavia, anos mais tarde o departamento foi reformulado com novas funções e a pessoa preterida foi chamada à presença do director. Este iniciou a conversa com uma assumpção de culpa:

- Há anos tive um mau momento de gestão e fui injusto para consigo. É chegada a hora de emendar esse erro! Deste modo convido-a a chefiar o novo serviço que vai iniciar-se. Aceita?

A colega aceitou.

Admirei a coragem deste homem ao assumir um erro. O que nos tempos que correm não parece fácil.

Soube hoje que apareceu morto em casa. 

Uma lição que aprendi!

(Uma resposta a este postal da Mafalda!)

A vida ensinou-me muita coisa. Ensinou-me mais aquela que todos os compêndios da escola onde também, verdade seja dita, nunca estudei.

Trabalhei durante mais de 40 anos, abraçando diferentes desafios: fui vendedor de enciclopédias às portas, lavei loiça num café, trabalhei numa livraria, fui amanuense num escritório, caixa num banco para terminar a minha vida laboral como técnico de informática. Durante todo este tempo lidei, sem qualquer exagero, com milhares de pessoas. E foram estas que de forma involuntária me foram ensinando a enfrentar os desafios que me surgiram na vida.

Após muitos trambolhões percebi que viver não custa, o que custa é saber viver! Por isso não vale a pena chorar sobre o passado, mas perceber até que ponto este nos ensinou a viver o presente e o futuro.

Abdicamos tantas vezes de boas companhias, de boas leituras ou até de óptimas escritas só porque estamos focados num qualquer trabalho que requer de nós tudo e mais alguma coisa.

Mas na verdade só estamos a adiar o óbvio: somos todos descartáveis! E quanto mais depressa tivermos noção disto mais depressa puxamos das emoções do nosso coração e passamos a viver a vida de maneira mais livre e consequentemente mais feliz.

Nunca fui pessoa para no início de cada ano apresentar resoluções para o futuro. Prefiro aguardar cada dia, cada hora, cada minuto que se me apresenta com estoicismo e digo-o de alma aberta… com fé, para no final de cada ano dizer sempre o mesmo: o melhor foi chegar ao novo ano!

Portanto nunca percam uma oportunidade para serem felizes. Mesmo que os outros torçam o nariz!

Uma alegria por dia...

Já referi aqui que quando abandonei a empresa onde trabalhei mais de 37 anos, apaguei a maioria dos contactos que tinha de lá.

Acima de tudo porque não desejava estar a passar nomes de gente que já não veria e não teria necessidade de contactar, mas acima de tudo para não ter saudades de outros com quem estabeleci uma fortíssima amizade. E a saudade é uma coisa tramada.

Na opinião de muitos dos superiores que tive nunca fui um empregado de excelência. Mas percebo o porquê desta opinião menos favorável acerca de mim... é que nunca fui um "yesman".

Obviamente que esta minha postura não me trouxe grandes dividendos. Quando realmente percebi que não valia a pena as demandas já era tarde demais para almejar algo diferente. Ainda assim reformei-me feliz e de consciência tranquila por ter sempre defendido a empresa.

Mas não é do meu passado que venho aqui hoje falar, mas tão-somente de uma alegria (mais uma!) que tive hoje ao ler este final de mail que a minha mulher recebeu de um colega nosso, já que eu e a minha mulher trabalhámos na mesma empresa.

... cumprimentos ao distinto esposo, de quem tenho o prazer de me considerar amigo...

Um sinal simples de que, não obstante o tempo já decorrido, ainda não fomos totalmente esquecidos. Talvez os chefes não gostassem mesmo de mim, mas deixei por lá bons amigos.

Fico muito contente e sensibilizado por isso.

Bem hajas P:A.

A vida dá cada volta!

Começo com um paradoxo: temos a certeza de não haver certezas na vida!

Esta tarde ligou-me um jovem com quem trabalhei há uns anos, para matar saudades. Falámos um bom bocado e comuniquei-lhe a minha recente reforma e outras situações.

Também ele me anunciou a vontade de sair de Portugal para trabalhar na sua área. Para tal tem recebido alguns convites tendo respondido a alguns. Portanto prepara-se para dar um salto na vida.

Não imagino (provavelmente nem ele!) se será melhor ou pior do que está hoje, mas ainda assim prefere arriscar. E eu concordo!

O mais curioso é que este jovem que eu conheci quando ele tinha18 anos não queria estudar. Achava que o estudo não iria trazer grandes proveitos, bastava a prática. Mas eu dava-lhe sempre na cabeça para ir estudar.

Um dia decidiu finalmente pegar nos livros. Inscreveu-se numa Universidade privada e durante uns anitos conciliou estudos e trabalho. Com esforço, mas também com proveito. Agora quer ir fazer o MBA em Gestão de projectos mesmo que vá para fora de Portugal.

Sinceramente fiquei muito contente com a notícia. Quem diria que este jovem que há uns anos prefereria uma boa noitada com amigos a uma uma maratoma de estudo, estivesse agora deveras empenhado em diferentes vôos.

A vida dá cada volta!

Só espero mesmo é que consiga ser feliz! Ele merece!

Contagem decrescente!

Se tudo correr como espero e desejo de hoje a 15 dias entrarei de férias que antecipam a minha reforma.

Talvez por isso iniciei hoje um périplo virtual por alguns colegas que ainda ficarão na empresa, no sentido de lhes agradecer de forma pessoal, se bem que ao longe, a amizade e disponibilidade que me dispensaram nos últimos 37 anos.

Tenho consciência perfeita que num futuro nunca farei falta. Somos realmente apenas números e nomes e pouco mais. E ninguém é insubstituível... Mas, ainda assim, prefiro dizer "até sempre" ou somente "obrigado" a quem me ajudou e a quem eventualmente também terei ajudado.

É a minha forma de estar na vida. Ser grato é para mim uma enorme virtude que gosto muito de alimentar. E de ser alimentado... também!

Provavelmente esquecerei muitos colegas, mas talvez para evitar isso comecei com algum tempo a enviar algumas mensagens de correio electrónico.

Sinceramente nem quero respostas apenas que saibam quão grato eu fiquei com eles.

Hoje foi um dia bom!

Geralmente os meus dias são sempre bons.

Basta eu acordar e já começa bem. Depois tudo o resto que vem por acréscimo é só para somar alegrias. Mas isto sou eu que desde há uns anos percebi que a vida é algo para ser vivida sem medos, tabus ou outras areias na nossa engrenagem interior.

Só que, e parafraseando uma célebre frase, há uns dias melhores que outros.

Ou seja... à hora do almoço fui ao meu antigo local de trabalho e enquanto aguardava cá fora por um colega para lhe entregar uns documentos fui interpelado por antigos colegas que saíam, naquela altura, para almoçar.

A recepção com que me brindaram foi tão amigável que fiquei deveras emocionado. É que bem vistas as coisas já saira dali há mais de dois anos... E como diz o povo: longe da vista longe do coração.

Todavia fiquei muito feliz por perceber que não fui esquecido e que ainda, ao que parece, fiz muita falta.

Mas de insubstituíveis está o cemitério cheio.

Relações laborais: um mundo incomp(a)tente

Vivemos num mundo onde num nano segundo passamos de bestiais a bestas e destas a bestiais (o futebol que o diga!!!). 

As razões para tais saltos qualitativos têm diversas origens. Todavia a maioria prende-se com a pouca competência dos nossos gestores em liderarem recursos humanos.

Concordo que determinado trabalho tenha um certo tempo para ser executado e que ultrapassado poderá incorrer na incompetência de quem está a executar. Ou se calhar não...

A motivação é neste aspecto um motor essencial para que as operações a executar decorram com toda a normalidade, assertividade e rapidez.

Então como se motiva uma equipa por vezes (ou na maioria) muito diversificada, seja em idade, conhecimentos do negócio ou qualificações técnicas? Respondo não é fácil, mas é possível!

Não sendo eu líder de nenhuma equipa onde trabalho (aliás, nunca o fui), sempre acompanhei o sobe e desce de pessoas no elevador funcional e de cargos. Vi gente com grande capacidade de liderança a serem simplesmente trucidados, somente porque não eram do partido A ou não pertenciam a uma qualquer organização obscura, aos mesmo tempo que observava incompetentes a agarrarem lugares impossíveis e para os quais nunca tiverem capacidade.

E quando por um momento único e feliz de gestão superior se nomeia alguém competente, logo surgirão pares (ou serão ímpares?) a tentarem denegrir o trabalho do outro. Mais não seja por mera e estúpida vingança.

Este ambiente muito enraizado na sociedade laboral lusa nunca tirará o país daquele pentanal lodacento onde os incompetentes e medíocres vão convivendo e ganhando cada vez mais adeptos. Assim como a invejazinha soez e maléfica que se alastra no tecido laboral tal qual um virus.

Talvez por tudo isto é que em Portugal as pessoas trabalham mais horas para produzirem menos que na Europa Central. Com os (in)evitáveis custos socio-económicos...

Precisamos obviamente de operários competentes, mas mais que estes será necessário gestores à altura dos desafios.

E neste momento não vejo isso em Portugal.

Em busca do tempo!

Desde que comecei a trabalhar a tempo inteiro (e mesmo antes!) sempre respeitei os horários. Especialmente as horas de entrada pois nunca gostei de chegar tarde a um compromisso, muito menos ao trabalho. Deste modo chego sempre entre meia hora a vinte minutos antes do horário devido.

Porém a saída raramente é feita à hora regulamentar dando por isso muitos minutos que se transformam em horas e estas em dias, semanas, meses. Tudo junto ao fim de quarenta anos de trabalho levo mais dez a quinze por cento de horário realizado o que corresponde a mais quatro ou cinco anos.

Mesmo que numa pequena parte do tempo tenha havido alguma compensação financeira certo é que quando for para a reforma aqueles anos a mais nunca serão contados nem para efeitos de sair mais cedo, nem para poder ser ressarcido com uma melhor reforma.

O dinheiro não é tudo na vida assumo de forma voluntária, mas o tempo, esse, é irrecuperável.

E fez-me tanta falta!

Falemos de Bola!

Hoje surprendi os meus colegas de trabalho com uma pequena oferta.

O Paulo é um amigo de longa data e que há pouco tempo lançou-se na aventura de fazer e distribuir as suas Bolas de Berlim.

Sem creme, com creme de ovos, de chocolate, e outros sabores.

Não tem loja física somente virtual.

Eis as duas caixas repletas de bolas de Berlim da Bolíssima!

20180905_102837.jpg

Seguem os comentários que escutei depois:

Divinal.

Muito boa.

Fantástica.

A melhor que comi em toda a minha vida.

Maravilhosa.

 

Portanto podem encomendar aqui: https://www.facebook.com/bollissima/

Last day versus weekend!

Como já aqui havia dito as minhas férias estavam a terminar e deste modo oficialmente a esta hora (são 22 e 15 minutos) estou somente a gozar de mais um fim de semana.

Amanhã regresso à cidade. Ao reboliço do trânsito, das passadeiras de peões, dos sinais luminosos, das filas intermináveis de carros.

Entretanto e antes deste regresso ultimo umas arrumações: portáteis, livros, máquinas fotográficas e demais tralha que trouxe e que usei alguma e outra nem por isso.

Nestes dias vi algum cinema, li muito e escrevi mais ainda, essencialmente aqui neste espaço.

Souberam bem estas férias. Muito bem mesmo.

Regresso segunda ao trabalho com renovada genica.

É para isso que servem as férias, não é?

A gente lê-se por aí!

 

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