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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

A vida dá cada volta!

Começo com um paradoxo: temos a certeza de não haver certezas na vida!

Esta tarde ligou-me um jovem com quem trabalhei há uns anos, para matar saudades. Falámos um bom bocado e comuniquei-lhe a minha recente reforma e outras situações.

Também ele me anunciou a vontade de sair de Portugal para trabalhar na sua área. Para tal tem recebido alguns convites tendo respondido a alguns. Portanto prepara-se para dar um salto na vida.

Não imagino (provavelmente nem ele!) se será melhor ou pior do que está hoje, mas ainda assim prefere arriscar. E eu concordo!

O mais curioso é que este jovem que eu conheci quando ele tinha18 anos não queria estudar. Achava que o estudo não iria trazer grandes proveitos, bastava a prática. Mas eu dava-lhe sempre na cabeça para ir estudar.

Um dia decidiu finalmente pegar nos livros. Inscreveu-se numa Universidade privada e durante uns anitos conciliou estudos e trabalho. Com esforço, mas também com proveito. Agora quer ir fazer o MBA em Gestão de projectos mesmo que vá para fora de Portugal.

Sinceramente fiquei muito contente com a notícia. Quem diria que este jovem que há uns anos prefereria uma boa noitada com amigos a uma uma maratoma de estudo, estivesse agora deveras empenhado em diferentes vôos.

A vida dá cada volta!

Só espero mesmo é que consiga ser feliz! Ele merece!

Contagem decrescente!

Se tudo correr como espero e desejo de hoje a 15 dias entrarei de férias que antecipam a minha reforma.

Talvez por isso iniciei hoje um périplo virtual por alguns colegas que ainda ficarão na empresa, no sentido de lhes agradecer de forma pessoal, se bem que ao longe, a amizade e disponibilidade que me dispensaram nos últimos 37 anos.

Tenho consciência perfeita que num futuro nunca farei falta. Somos realmente apenas números e nomes e pouco mais. E ninguém é insubstituível... Mas, ainda assim, prefiro dizer "até sempre" ou somente "obrigado" a quem me ajudou e a quem eventualmente também terei ajudado.

É a minha forma de estar na vida. Ser grato é para mim uma enorme virtude que gosto muito de alimentar. E de ser alimentado... também!

Provavelmente esquecerei muitos colegas, mas talvez para evitar isso comecei com algum tempo a enviar algumas mensagens de correio electrónico.

Sinceramente nem quero respostas apenas que saibam quão grato eu fiquei com eles.

Hoje foi um dia bom!

Geralmente os meus dias são sempre bons.

Basta eu acordar e já começa bem. Depois tudo o resto que vem por acréscimo é só para somar alegrias. Mas isto sou eu que desde há uns anos percebi que a vida é algo para ser vivida sem medos, tabus ou outras areias na nossa engrenagem interior.

Só que, e parafraseando uma célebre frase, há uns dias melhores que outros.

Ou seja... à hora do almoço fui ao meu antigo local de trabalho e enquanto aguardava cá fora por um colega para lhe entregar uns documentos fui interpelado por antigos colegas que saíam, naquela altura, para almoçar.

A recepção com que me brindaram foi tão amigável que fiquei deveras emocionado. É que bem vistas as coisas já saira dali há mais de dois anos... E como diz o povo: longe da vista longe do coração.

Todavia fiquei muito feliz por perceber que não fui esquecido e que ainda, ao que parece, fiz muita falta.

Mas de insubstituíveis está o cemitério cheio.

Relações laborais: um mundo incomp(a)tente

Vivemos num mundo onde num nano segundo passamos de bestiais a bestas e destas a bestiais (o futebol que o diga!!!). 

As razões para tais saltos qualitativos têm diversas origens. Todavia a maioria prende-se com a pouca competência dos nossos gestores em liderarem recursos humanos.

Concordo que determinado trabalho tenha um certo tempo para ser executado e que ultrapassado poderá incorrer na incompetência de quem está a executar. Ou se calhar não...

A motivação é neste aspecto um motor essencial para que as operações a executar decorram com toda a normalidade, assertividade e rapidez.

Então como se motiva uma equipa por vezes (ou na maioria) muito diversificada, seja em idade, conhecimentos do negócio ou qualificações técnicas? Respondo não é fácil, mas é possível!

Não sendo eu líder de nenhuma equipa onde trabalho (aliás, nunca o fui), sempre acompanhei o sobe e desce de pessoas no elevador funcional e de cargos. Vi gente com grande capacidade de liderança a serem simplesmente trucidados, somente porque não eram do partido A ou não pertenciam a uma qualquer organização obscura, aos mesmo tempo que observava incompetentes a agarrarem lugares impossíveis e para os quais nunca tiverem capacidade.

E quando por um momento único e feliz de gestão superior se nomeia alguém competente, logo surgirão pares (ou serão ímpares?) a tentarem denegrir o trabalho do outro. Mais não seja por mera e estúpida vingança.

Este ambiente muito enraizado na sociedade laboral lusa nunca tirará o país daquele pentanal lodacento onde os incompetentes e medíocres vão convivendo e ganhando cada vez mais adeptos. Assim como a invejazinha soez e maléfica que se alastra no tecido laboral tal qual um virus.

Talvez por tudo isto é que em Portugal as pessoas trabalham mais horas para produzirem menos que na Europa Central. Com os (in)evitáveis custos socio-económicos...

Precisamos obviamente de operários competentes, mas mais que estes será necessário gestores à altura dos desafios.

E neste momento não vejo isso em Portugal.

Em busca do tempo!

Desde que comecei a trabalhar a tempo inteiro (e mesmo antes!) sempre respeitei os horários. Especialmente as horas de entrada pois nunca gostei de chegar tarde a um compromisso, muito menos ao trabalho. Deste modo chego sempre entre meia hora a vinte minutos antes do horário devido.

Porém a saída raramente é feita à hora regulamentar dando por isso muitos minutos que se transformam em horas e estas em dias, semanas, meses. Tudo junto ao fim de quarenta anos de trabalho levo mais dez a quinze por cento de horário realizado o que corresponde a mais quatro ou cinco anos.

Mesmo que numa pequena parte do tempo tenha havido alguma compensação financeira certo é que quando for para a reforma aqueles anos a mais nunca serão contados nem para efeitos de sair mais cedo, nem para poder ser ressarcido com uma melhor reforma.

O dinheiro não é tudo na vida assumo de forma voluntária, mas o tempo, esse, é irrecuperável.

E fez-me tanta falta!

Falemos de Bola!

Hoje surprendi os meus colegas de trabalho com uma pequena oferta.

O Paulo é um amigo de longa data e que há pouco tempo lançou-se na aventura de fazer e distribuir as suas Bolas de Berlim.

Sem creme, com creme de ovos, de chocolate, e outros sabores.

Não tem loja física somente virtual.

Eis as duas caixas repletas de bolas de Berlim da Bolíssima!

20180905_102837.jpg

Seguem os comentários que escutei depois:

Divinal.

Muito boa.

Fantástica.

A melhor que comi em toda a minha vida.

Maravilhosa.

 

Portanto podem encomendar aqui: https://www.facebook.com/bollissima/

Last day versus weekend!

Como já aqui havia dito as minhas férias estavam a terminar e deste modo oficialmente a esta hora (são 22 e 15 minutos) estou somente a gozar de mais um fim de semana.

Amanhã regresso à cidade. Ao reboliço do trânsito, das passadeiras de peões, dos sinais luminosos, das filas intermináveis de carros.

Entretanto e antes deste regresso ultimo umas arrumações: portáteis, livros, máquinas fotográficas e demais tralha que trouxe e que usei alguma e outra nem por isso.

Nestes dias vi algum cinema, li muito e escrevi mais ainda, essencialmente aqui neste espaço.

Souberam bem estas férias. Muito bem mesmo.

Regresso segunda ao trabalho com renovada genica.

É para isso que servem as férias, não é?

A gente lê-se por aí!

 

Aquele abraço!

O périplo que iniciei na passada quarta-feira pelos diversos departamentos, como elemento de uma lista candidata à Comissão de Trabalhadores, levou-me a diversos locais onde encontrei muita gente conhecida, como já havia referido aqui.

Mas hoje foi ainda mais especial tendo em conta que visitei o meu anterior local de trabalho e donde saí faz uns breves meses.

Conforme fui entrando nas diversas salas, um coro de cumprimentos e sorrisos surgiram ao reverem-me. E sinceramente foi óptimo encontrar gente boa. Malta a quem ajudei tanta e tanta vez. Que se mostraram hoje gratos...

Uns jovens, outros menos, uns valorosos técnicos, outros responsáveis líderes de equipas... Todos me receberam com imensa simpatia e carinho.

Mas houve uma delas que foi realmente especial... muito especial. Tem idade para ser minha filha, mas talvez por isso admirei ainda mais a sua postura. Levantou-se do seu lugar e com dois beijos e um profundo abraço deu asas à sua alegria ao ver-me. Um momento muito terno pela espotaneidade e acima de tudo pela sinceridade.

De que até hoje vivi, este foi sido o instante que irei recordar e guardar no meu coração como um momento sublime. Há pessoas que não enganam. Esta é uma delas... e aquele abraço traduziu tudo.

Bem-hajas C.

Reviver o passado

Um destes dias ao mixordar nuns papéis antigos encontrei o meu primeiro contracto de trabalho.

Numa folha azul encontram-se 5 cláusulas devidamente dactilografadas, em que ambas as entidades se comprometiam a uma série de regras.

Desde esse ano até hoje já passaram perto de 40 anos. Entretanto mudei de emprego e neste de Departamentos, para estar agora quase na porta de saída.

Lembro-me, ainda assim do primeiro dia. Era Novembro e pairava naquele 3º andar, de um prédio velho na Avenida da Liberdade, um cheiro entre o bafio dos papéis e a aragem da minha alegria.

Por lá andei alguns anos subjugado a um contracto a prazo. O primeiro ordenado correspondeu a 9.800 escudos ou em valores actuais a 48.88 euros. Acrescia um subsídio de almoço de 1320 escudos ou 6.58 euros.

Numa altura em que se fala tanto de precaridade no emprego, olvidarão que esta já existe há demasiados anos.

Curiosamente numa altura em que a esquerda lusa estava ainda no auge. E o governo era chefiado por uma mulher que mais tarde se ligaria a uma esquerda mais radical.

Outros tempos, outras vontades!

C_Trabalho_0 (1).jpg C_Trabalho_1.jpg

 

 

A noite de hoje!

Hoje à noite um grupo de colegas do trabalho, oriundos de diversos Departamentos, vão juntar-se num imenso repasto.

Foi há 35 anos que este grupo de jovens "assentou praça" na mesma empresa. Muitos já partiram, outros reformaram-se, mas a maioria ainda cá continua.

Fomos crescendo e envelhecendo, sempre com aquela ideia estapafúrdia de que este tempo jamais chegaria. Julgávamo-nos eternos (eu pelo menos pensava assim!).

A ideia deste encontro foi do V. Parabéns a ele... E a trabalheira que não deve ter dado... Ui nem imagino!

Finalmente será bom rever alguns colegas que não vejo há muuuuuuuuuuuuitos anos, agora que estamos todos junto à porta de saída.

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