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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Uma pergunta (ainda) sem resposta

O dia estava fantástico. Após um almoço e de um passeio eis-me de regresso à sala de aulas para continuação da formação. Na sala de espera a televisão estava acesa e no instante em que entro vejo no ecran, para imenso espanto, um avião a entrar por um edifício como faca em manteiga em dia de Verão. Percebi que era nas torres gémeas, na cidade que nunca dorme, para logo a seguir dar conta que não havia sido um mas dois aviões a chocar contra o World Trade Center. O resto já todos sabemos...

Todavia a imagem que nesse dia mais me surpreendeu foi a queda em directo dos dois edifícios. Inimaginável.

A formação ficou por ali, ainda por cima porque o professor era canadiano e não foi capaz de dar mais aulas.

Isto foi há precisamente 15 anos.

Desde aquele dia até hoje o Mundo mudou muito. Para pior!

Depois das Torres Gémeas, foram os atentados em Londres e mais tarde em Madrid. E num, quase indefinido, número de locais por esse Mundo. A insegurança passou assim a fazer parte integrante das nossas vidas.

Sempre achei os atentados às torres gémeas como algo impensável. Essencialmente devido aos sofisticados sistemas de comunicações que os Estados Unidos conseguem controlar. Não quero com isto dizer que defenda uma teoria da conspiração mas que dá que pensar, isso dá.

Quando estes nefastos acontecimentos surgem, quase sem sabermos como, há uma questão que fica sempre em aberto: quem realmente ganhou com a tragédia?

Ébola – doença grave ou teoria de conspiração?

Por vezes tenho tendências para umas ideias um tanto rebuscadas. De tal maneira que os meus filhos acusam-me de ser inventor de enormes “Teorias de Conspiração”. Percebo o que eles pretendem dizer mas a vida já me mostrou que, infelizmente em diferentes situações, tenho alguma razão.

E tudo isto começou há muitos anos quando percebi que a morte do então PM Francisco Sá Carneiro, não fora um mero acidente de aviação mas algo mais abrangente com ramificações ao caso Irangate. Desde essa altura passei a olhar para alguns trágicos acontecimentos com outros olhos. O público assassinato de Kennedy, o estranho suicídio de Marilyn Monroe, o trágico acidente de Lady Diana são exemplos perfeitos destas minhas teorias.

Pretendo com isto dizer que não acredito em muitas justificações apresentadas pelas autoridades e sinto que há jogos de interesses muito acima das pessoas, sejam elas quais forem.

Após este longo intróito lanço aqui algumas ideias sobre acontecimentos recentes e não só. Pouco tempo após o 25 de Abril de 74, Portugal esteve debaixo de uma ameaça de cólera. Passou-se então na altura a usar água fervida ou diluir umas pastilhas também na água com características desinfectantes. Da mesma forma que surgiu a ameaça (que segundo especialistas era real), esta desapareceu.

Temos agora essa tal doença mortífera a que chama de ébola. Mas antes houve uma histeria com a gripe das aves e outra com a gripe das vacas loucas. Durante meses e anos estas doenças, que obviamente existiram e fizeram vítimas, foram levadas ao extremo fazendo diariamente manchetes de jornais e telediários televisivos. O alarmismo idiota e a meu ver quase encomendado fez com que as empresas farmacêuticas ganhassem muito dinheiro com medicamentos e vacinas.

O ébola parece assim ser um “dejávu”!

Todavia o mais curioso é que ontem ouvi um médico conceituado publicamente afirmar mais ou menos o mesmo que aquilo que eu penso.

Fiquei claramente mais descansado, porque julgava que era o único que via nesta espécie de fobia colectiva uma teoria de conspiração.

Antigamente é que era bom!

Não, não vou fazer uma apologia do passado! Nem tecer rasgados elogios ao que é agora velho...

Mas passo a explicar!

Há uns anos li algures um texto simples em que referia que a escrita tinha tendência para perder parte do seu interesse (não eram estas as palavras mas apenas o sentido). E a culpa era dos meios informáticos. Acrescentava ainda, esse texto, que parte dos escritores deixavam de ter o histórico dos seus livros, porque trocando o manuscrito pelo digital desaparecia uma das partes mais belas da escrita: a evolução.

Durante muito tempo considerei esta teoria uma perfeita aberração. Pudera, nessa altura carregava pesados blocos de papel onde depunha os meus escritos. Depois rasurava e voltava a escrever. Punha setas, colocava asteriscos enfim emendava sem parar... E ficou para posteridade!

A verdade é que a vida obrigou-me a repensar as minhas formas de trabalhar e hoje raramente uso o papel para escrever seja o que for! Está tudo no portátil e em periféricos. Este texto que ora escrevo já foi sujeito a dezenas de emendas sem que ninguém note. Com o papel nada disso seria possível.

Pensando bem, deixámos de ver a evolução dos nossos textos para ficarmos unicamente com a versão final. Obviamente que podemos gravar diversas versões mas isso seria fastidioso e poderia dar azo a confusões.

Tenho que dar razão à tal teoria!

Teorias

Não creio que a mera mudança de um número no calendário vá alterar alguma coisa na vida das pessoas. As mudanças, a existirem, devem partir de cada um e podem ser exibidas em qualquer dia de qualquer ano.

Os votos que esta tarde–noite se vão desejando nada valem se cada um de nós não se predispuser a aceitar que pode ou deve mudar.

Esta ideia arreigada no povo português, de que a “ano novo” corresponde “vida nova”, tem-se apresentado como um profundo erro de gestão pessoal e no qual muitos de nós temos embarcado.

A vida não é um interruptor que se liga e desliga a nosso bel-prazer . Tenho consciência perfeita de que neste momento da minha existência pouco do meu futuro depende dos meus próximos actos. Mas o meu presente será sempre um reflexo de um passado – bom e mau - longínquo e inalterável.

Não olho para o ano novo como uma festa, mas unicamente como mais um dia que consegui viver. E nada peço para o próximo ano. Aceito com maior ou menor estoicidade o que o destino, vida, karma, Deus, ou seja lá o que for me tem reservado… Aliás esta é a dúvida que de quando em vez me assalta o espírito. Será que o meu futuro está realmente escrito algures?

Espero bem que não!

Tenho de fazer uma ressalva ao que escrevi antes no que respeita a ensejos para o ano que vem. Desejo apenas para 2014 que o meu Sporting tenha uma grande prestação futebolística.

E amanhã cá estarei!

 

 

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A (i)lógica dos sentimentos

 

A questão “para que serve o casamento a não ser para ter filhos?” colocada assim de supetão, sem qualquer contexto associado parece quase uma fórmula matemática de “dois mais dois é igual a quatro”.

 

Na verdade só o ser humano casa. Na natureza pelo contrário tudo se faz pela sua própria lei, sobreviver!

Falta, no entanto, àquela pergunta uma variável e que se chama sentimento. Só o ser humano  sabe dizer o que sente. E é esta variável que faz alguém gostar ou detestar outrem.

 

O que afinal pretendo dizer é que a junção de duas pessoas acarreta consigo obvias sensações, desejos, vontades e alegrias e claramente o inverso. Pode-se gostar ou detestar de uma pessoa só porque sim, sem haver uma razão lógica ou racional para essa atitude.

 

Dentro da panóplia de sentimentos que envergamos para gostarmos ou não de outra pessoa um deles é naturalmente o amor.

 

Amar alguém é algo pouco racional já todos nós sabemos. Mas como podemos explicar aquele suor frio nas mãos quando saímos a primeira vez? Como se explica o pulsar acelerado do coração, as pernas pouco firmes, as ideias toldadas?

 

Pois é, o amor não se explica, apenas se sente… Tal como o ódio ou a raiva.

 

No fim de contas tudo sentimentos que usados como variáveis alteram, e de que maneira, a nossa forma de ver a vida a dois.

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