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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Em busca do tempo!

Desde que comecei a trabalhar a tempo inteiro (e mesmo antes!) sempre respeitei os horários. Especialmente as horas de entrada pois nunca gostei de chegar tarde a um compromisso, muito menos ao trabalho. Deste modo chego sempre entre meia hora a vinte minutos antes do horário devido.

Porém a saída raramente é feita à hora regulamentar dando por isso muitos minutos que se transformam em horas e estas em dias, semanas, meses. Tudo junto ao fim de quarenta anos de trabalho levo mais dez a quinze por cento de horário realizado o que corresponde a mais quatro ou cinco anos.

Mesmo que numa pequena parte do tempo tenha havido alguma compensação financeira certo é que quando for para a reforma aqueles anos a mais nunca serão contados nem para efeitos de sair mais cedo, nem para poder ser ressarcido com uma melhor reforma.

O dinheiro não é tudo na vida assumo de forma voluntária, mas o tempo, esse, é irrecuperável.

E fez-me tanta falta!

Outono armado em Verão!

Em meados do passado mês de Julho, por causa de um outro assunto, escrevi a seguinte ideia sobre o Verão que iniciara em Junho: "Um Estio estranho, temeroso e pouco apelativo à praia".

Mais de dois meses passados sobre aquele dia e já com o Outono em pleno, eis um Domingo a pedir meças ao próprio Verão. Calor exacerbado, um vento suão e um Outono que começa como o do ano passado.

As estações do ano estão cada vez mais alteradas. Seja por "El NIno", seja por que o clima está mesmo a mudar, certo é que já ninguém está convicto do tempo que irá fazer,

Basta pegar no célebre "Lunário e Prognóstico Perpétuo" de Jerónimo Cortez, procurar o número aúreo para 2018 e percebe-se que a previsão naquela época para estes dias era de tempo "tempo fresco".

Jamais imaginou o valenciano as sucessivas alterações climáticas que o Mundo viria a sofrer desde a altura em que escreveu aquele tratado.

A riqueza do tempo

Primeira ideia

Certo dia, numa breve formação a alguns colegas recém-chegados à empresa, a conversa a determinada altura versou os valores dos vencimentos auferidos. Até que um dos jovens saiu com esta ideia:

- Eu se estivesse numa consultora ganharia certamente muito mais do que vim aqui ganhar, só que aqui tenho… (fez uma pausa) tempo.

Segunda ideia

Hoje numa conversa com outro colega que se irá reformar brevemente e entre algumas piadas ele afirmou:

- Se pedires dinheiro emprestado a alguém passado algum tempo devolvem-te o empréstimo, mas se pedires tempo este jamais te será devolvido. Nem um minuto que seja!

 

Portanto esta tarde e de um momento para o outro fiquei com duas ideias diferentes a bailar.me na cabeça, mas com um denominador comum: o tempo.

Gastamos por vezes tanto tempo a fazer algo sem qualquer proveito quando o poderíamos usar para eventos absolutamente fantásticos, olvidando que aquele é, conforme vamos ficando mais velhos, cada vez mais escasso.

A verdade é que as solicitações diárias são tantas que acabamos por não distinguir o acessório daquilo que é realmente importante. E perdemos assim algo que é irrecuperável.

O tempo que dispomos é, deste modo, a nossa maior fortuna. Como ele podemos fazer o que quisermos. Rir, chorar, passear ou simplesmente ler.

Podemos apreciar um quadro, perceber as ondas do mar azul ou ter simplesmente tempo para os nossos.

O raio do tempo pode ser usado para tanta coisa.

Até por incrível que pareça para ser desperdiçado

Eis Março!

Começa hoje Março.

O mês da mulher, da árvore, da Primavera.

Mês do dito popular: Março marçagão, manhãs de Inverno, tardes de Verão.

O ano de 2018 ainda agora começou e já estamos no terceiro mês.

E não tarda nada começamos a falar de férias... Novamente!

Provavelmente já iniciámos a falar disso...

Definitivamente: tempus fugit!

Branduras de Santos Populares

Há uns anos fui passar férias ao Algarve, como qualquer bom português que se preze.

Os meus miúdos eram pequenos, a escola havia acabado e o preço do alojamento mais barato. Assim aproveitei o final de Junho e início de Julho para gozar 15 dias de férias no "reino dos Algarves".

Cheguei a um sábado e logo nesse dia tentei inteirar-me da logística do local no que respeita a refeições já que estava preparado para confeccionar no apartamento.

Soube que o pão era vendido à entrada do empreendimento turístico de manhã cedo. No dia seguinte que era Domingo e levantei-me para ir buscar o dito pão. Ao portão encontrei diversas pessoaas que aguardavam também o padeiro.

O dia acordou sombrio, triste, cinzento. Se bem que não estivesse frio, estranhei aquela frescura da manhã. A carrinha apareceu e lá comprei o pão que achei suficiente. Mas tive de perguntar maiss a brincar que a sério:

- Mas que tempo é este aqui no Algarve? Vem uma pessoa de tão longe para passar férias ao Sol e apanha este tempo.

O padeiro teve logo resposta:

- Isto é a brandura do S. Pedro que é para apanhar os tremoços.

E partiu sem dizer mais nada.

Como sei a forma de colher os tremoços percebi automaticamente aquelas palavras.

Curiosamente lembrei-me este fim de semana, daquelas palavras algarvias, tal esteve o tempo por aqui!

Só que desta vez a brandura não foi do S. Pedro mas do S.João!

Decididamente... tropical!

Estou em módulo... derreter. São quase onze da noite e está um calor lá fora, quase irrespirável.

Abençoado dinheiro que gastei em aparelhos de ar condicionado. De outra forma esta noite dormiria na banheira repleta de água fria.

E depois ao fim da tarde... choveu! Alguém percebe este tempo?

Dizem que em África é assim!

Ponto final...

... nas minhas férias.

Segunda-feira já alinho para mais um ano de trabalho.

Daquilo que pensei fazer nas férias e em não fazer, correu quase sempre bem. A leitura foi talvez o momento menos destes dias.

Se o ano passado li uma série de livros, desta vez... nem um cheguei a ler. A verdade é que Henry Miller não é um autor fácil. Acresce os apontamentos e sublinhados que por vezes retiro de algumas páginas, dá muito tempo perdido. Ou ganho?

Eu, que tenho por hábito dormir pouco, desta vez vinguei-me. Mas se levo o sono em dia acreditem que não... tantos foram os anos a dormir tão pouco.

Tenho por aí mais uns dias para gozar... mas já nem considero férias, tais são os projectos já "encomendados" para essas alturas.

Valeram as férias por aquilo que não tenho durante o restante ano... Chama-se tempo!

 

 

 

 

Preocupação...

Estranho este tempo que nos vem visitando.

Uns dias chove quase torrencialmente inundando lugares e campos, para na semana seguinte cair uma canícula própria de um Verão demasiado atrasado.

E das duas uma: ou o clima de Portugal está a tornar-se tropical ou isto é somente um fenómeno realmente invulgar.

Mas começo a preocupar-me, e muito, com esta inusitada metereologia lusitana.

 

 

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