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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

O livro ou o filme primeiro?

Adaptar uma obra literária, seja ela qual for, ao cinema ou à televisão não me parece uma demanda de somenos.

Talvez por isso prefira ler primeiro o livro e só depois constatar como foi passado para o pequeno ou grande ecran.

Há argumentistas e realizadores que tentam seguir fielmente o enredo. Outros tentam acrescentar alguma emoção ao que já se encontra escrito.

Neste confinamento acabei de ler Tieta de Jorge Amado. Um romance muito curioso, já que é muito diferente daquilo que foi a telenovela que a Globo brasileira emitiu há muitos anos. Algumas personagens são as mesmas, mas a maioria peca por excesso. Isto é a televisão brasileira criou uma série de figuras associadas a pequenas histórias que nunca vi escritas no original.

Não é que fiquem mal… longe disso. Todavia o livro acabou por saber a pouco, tais foram as nuances introduzidas ao enredo original.

Linha branca para o sucesso!

Como já referi num outro postal aderi neste confinamento à plataforma Netflix onde vi, para além de bons filmes, uma quantidade de boas séries, donde se destaca obviamente a Casa de Papel.

No entanto há outras séries muito interessantes como são “Bodyguard”, “Unortodox” ou “Toy Boy”.

Entretanto ontem estreou-se “White Lines” do mesmo criador da Casa de Papel. Esta série tem a curiosidade de constar no seu elenco duas participações especiais: Nuno Lopes interpretando a personagem Boxer e Paulo Pires como George.

Vi ontem apenas dois dos dez episódios da primeira e até agora única temporada e sinceramente gostei.

A trama parece bem montada e os actores portugueses estão muito bem integrados o que prova que em Portugal poder-se-ia fazer algo semelhante desde que houvesse investimento e vontade.

“White lines” é para já um projecto que tem todos os ingredientes para ser mais um grande sucesso da Netflix.

Uma série pouco séria!

Entre teletrabalho, leituras e escrita acabei também, neste confinamento, por “alimentar-me” de algumas séries emitidas pela Netflix.

Depois de todas as temporadas da Casa de Papel, do Grand Hotel e dos Tempos de Guerra passei para Tempos entre Costuras.

Esta última, não obstante ser de 2013, teve alguma graça até o ponto em que o centro da acção passou curiosamente para Lisboa. E aqui caríssimo leitor foi o descalabro.

Não pela trama em si, mas essencialmente pela enorme incorrecção e falta de rigor dos locais ulissiponenses. A título de exemplo direi que a Avenida da Liberdade parecia uma rua bem secundária em vez da artéria que faz dela uma das mais largas de toda a Europa.

Depois as lojas surgiam no cimo da queiroziana Calçada de S. Francisco, quando à época grande parte dos bons estabelecimentos situar-se-iam quase no lado contrário da Baixa Pombalina. Até a celebérrima “Brasileira” do Chiado surge em lugar diferente do que ainda hoje se encontra.

Não me cabe criticar a produção e realização da série, mas unicamente constatar estes simples factos.

Creio que nenhum catalão gostaria que se misturasse no mesmo local a Sagrada Família com o Arco do Triunfo, ou o Parc Guel com a Praça da Catalunha… ou algo semelhante. E falo de Barcelona e não de Madrid porque conheço bem a cidade condal!

Enfim uma série televisiva que não prima pela seriedade e que seria bem mais interessante se tivesse mais rigor.

Televisões também em greve… de notícias!

A actual greve dos Motoristas de matérias perigosas é um manancial de… coisa nenhuma para as televisões.

Vi alguns directos das televisões cujos repórteres se encontram em diversos locais do país e o que escutei foi somente isto:

- Aqui está tudo calmo… os camiões vão saindo…com normalidade.

Ora ao segundo dia de greve quando tudo já devia de andar à batatada para gáudio das televisões, nada acontece tendo mesmo um canal o azar de mostrar um camião cisterna a abastecer uma bomba de combustível.

Nem imagino a tristeza que pairará nas actuais redacções dos telejornais por não poderem comunicar o número de vítimas dos confrontos entre os A’s e os B’s!

Pode ser que amanhã tenham mais sorte!

Um futuro orwelliano ou talvez não?

Vi hoje na televisão uma palestra sob o título "Imagine 2084".

Conduzido por Graça Castanheiro, reconhecida realizadora de cinema na área do documentário, esta palestra e outras que se seguirão sob a égide do CCB versaram sobre o futuro mais ou menos longínquo: o ano de... 2084.

Estas palestras foram-me indicadas por uma amiga e têm o único sentido de se tentar imaginar o será a nossa sociedade daqui a pouco mais de 60 anos. Obviamente que a data sugere a obra prima de George Orwell, 1984, mas quiçá, por isso mesmo, se torne interessante  calcular o que diversas pessoas de diferentes áreas científicas e pedagógicas terão para nos revelar.

Para o ser humano conhecer o futuro foi sempre a sua preocupação primordial. E deste modo estes debates podem, eventualmente, desvendar o que poderá vir a ser o futuro dos nossos filhos e netos.

Sem que ninguém, no entanto, tenha a certeza.

Próxima emissão sexta feita dia 9 pelas 23 horas na RTP 3.

 

O(s) dono(s) da verdade

Ficou prometido à Sarin escrever um texto, em forma de resposta, às questões formuladas por esta bloguer. As perguntas são pertinentes, mas reconheço que as respostas podem ser diversas. E provavelmente todas elas a roçar a verdade.

Este postal é meramente uma opinião, claramente assente na minha visão de e para que serve o jornalismo nas suas diversas e actuais formas.

No actual momento ser director de um jornal, de programas de televisão ou até de uma rádio não é de todo fácil. O escrutínio é muito grande e demasiado assertivo. Tudo é colocado em causa e todas as palavras escritas ou ditas devem ser medidas sob determinadas matrizes.

Nunca gostei de jornalismo sensacionalista. Vender desgraça alheia parece-me do mais vil jornalismo (ou será jornalixo???). No entanto há jornais (sê-lo-ão???) que primam por noticiar “… o horror, a tragédia, a ignomínia”, como diria um antigo repórter televisivo. O pior é que continuam a vender…

Depois as televisões que entram pelas nossas casas, que retiram às nossas refeições de família o direito ao diálogo, têm outrossim uma força que ninguém consegue combater… Talvez a internet consiga desviar as atenções das desgraças televisivas.

Com esta panóplia de opções um Director de informação televisiva terá de lutar a cada segundo, minuto, hora para que a sua opção de notícia seja mais relevante que a do canal da concorrência. Da mesma forma os jornais (especialmente os diários) vivem o mesmíssimo dilema.

Paralelamente os jornalistas, que cada vez ganham menos, concorrem uns contra os outros, não para fazerem bom jornalismo para unicamente para mostrarem o tal “… o horror, a tragédia, a ignomínia” de que falei acima. E quanto mais sangue houver para mostrar… melhor. Quantas vezes leio títulos de primeira página em letras garrafais que enganosamente corresponde a uma brevíssima notícia de meia dúzia de linhas? Entretanto alguém comprou o jornal… O culpado, sinceramente, nem é o jornalista que é quase sempre um prestador de serviços a ganhar menos que o ordenado mínimo. Mas os gestores que continuam a gerir um jornal como se fosse uma simples fábrica de conservas.

Entremos agora num Admirável Novo Mundo, que não sendo o de Aldous Huxley, é já considerado um novo poder. Falo justamente deste universo da blogosfera.

Aqui cada um pode ser o que quiser. Falar do que bem lhe convier, analisar, criticar e acima de tudo comentar o que se lê. Constato todavia a quantidade de comentários que se escrevem sob a capa de anónimos, como se quem comenta tivesse receio das suas próprias palavras os das consequências delas. Muitos não terão contas nas plataformas, mas poderiam, se assim o entendessem assinar no final do escrito com um mero nome.

Esta estranha troca de galhardetes entre bloguers e comentadores anónimos parece-me muito pouco salutar já que jamais imaginamos se diversos comentadores anónimos não serão apenas o mesmo, numa bizarra tentativa de fazer “jogo duplo”. Já acredito em tudo…

Criticar o que está mal, opinar sobre um tema, denunciar algo menos bom será sempre salutar e necessário. Mas no fundo, no fundo o problema não está no que se escreve, mas como ele é entendido.

Ou como diz o ditado: “sou responsável pelo que digo não sou pelo que tu pensas”.

A televisão que é uma chatice

Durante dezenas de anos, enquanto existiam apenas dois canais de televisão ainda por cima a três cores (barnco, preto e cinzento), não havia opção e cingiamo-nos ao que havia ou então optava-se por ler ou conversar.

Hoje há muitos canais de televisão sejam em canal aberto ou pago. Todavia a maioria deles roçam o sofrível. Nomeadamente os três principais canais, RTP, SIC e TVI.

Aquilo são concursos, telenovelas do género mexicano, "reality shows" de qualidade e interesse mais que duvidosos, espaços informativos pouco assertivos, filmes ene vezes repetidos.

Tudo devidamente acompanhado com muitos minutos de intensa publicidade. E que não varia mesmo que mudemos de canal...

A televisão da actualidade está cada vez mais uma enorme chatice... E pelo que percebo com cada vez menos espectadores.

O futuro não parece ser muito risonho para a caixa "que mudou o mundo".

Telenovelas – a TV no seu pior!

Portugal sempre teve grandes escritores. Ou pelo menos bons contadores de histórias. De boas histórias. E já nem falo de Luís de Camões com os seus celebérrimos “Lusíadas”.

No entanto poucos destes romances foram adaptados para a televisão ou cinema. Lembro-me talvez do “Crime do Padre Amaro”, “Os Maias” , o “Amor de Perdição”e mais recentemente o "Ensaio sobre a cegueira" no cinema e para a televisão dos “Retalhos da vida de um Médico” de Fernando Namora.

Faltarão provavelmente mais alguns exemplos, mas é do que me recordo neste instante.

Apresentei este tema por causa das telenovelas que invadem literalmente os ecrãs das nossas televisões, principalmente em horário nobre. Nenhuma das estórias que por ali vão desenrolando tem graça ou evocam casos reais. Amores e desamores, traições e crimes são o tabuleiro principal de um jogo que vai mudando conforme as audiências vão surgindo.

Por isso no Brasil recentemente foi retransmitida a Tieta de Jorge Amado conseguindo liderar as audiências. O que mais uma vez vem provar que uma história bem escrita dará sempre uma boa telenovela.

Não estas coisas que desfilam nas nossas televisões onde gritos estridentes tentam captar as atenções dos telespectadores.

Rowan Atkinson!

Sempre gostei deste actor britânico. Desde o célebre The Black Adder, até ao Mr. Bean passando pelos filmes maiores e mais recentemente Johnny English, Rowan Atkinson habituou-me a muitas gargalhadas e boa disposição e a um humor baseado em poucas palavras e muitas acções.

Agora vê-lo como Inspector Maigret foi uma verdadeira surpresa. Mas daquelas boas. Uma série realizada em 2016 mas que prima pela qualidade do enredo e da extraordinária interpretação do actor inglês.

Tudo por um…

A intervenção em directo do senhor Presidente da República no programa da Cristina Ferreira foi um golpe de mestre. Para os dois lados… Vejamos então.

O Doutor Pinto Balsemão poderá e deverá ter usado a sua influência partidária para pedir ao Professor Marcelo para que interviesse na estreia do programa. Deste modo e a partir daquele instante a internet explodiu com vídeos, comentários, likes e (des)likes, criticas mordazes e apoios. Portanto quase toda a gente fala do mesmo (eu inclusive!).

Quem ganhou com isso? A estação de televisão!

Mas eu falei acima de dois lados, certo? Portanto falta referir o segundo e que é o próprio Presidente da República.

Se alguma dúvida persistisse de que o actual PR se irá recandidatar, ontem essa ideia desapareceu por completo. O Professor Marcelo tem esse condão de se antecipar e de estar onde os outros não estão.

Acima de tudo valoriza a sua imagem perante a opinião pública generalizada e com estas intervenções arrecada mais umas votos às donas de casa, reformados e pensionistas.

Entretanto a Revista Visão – curiosamente uma publicação que já fez parte do mesmo grupo empresarial do canal de televisão (obrigado Último)–, veio logo desculpar a intervenção presidencial, com uma entrevista dada por sua Excelência a um outro canal da concorrência, remetendo para a lei das compensações.

Em conclusão não culpo a apresentadora por este evento pois pareceu-me genuína a sua reacção (sim, sim eu vi o dito vídeo do telefonema!), mas o povo deveria perceber que em televisão e na política tudo é válido para se ter mais um por cento de audiência ou um simples milhar de votos.

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