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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Astrid et Raphaëlle - dupla imbatível

Há umas semanas um familiar próximo aconselhou-me vivamente a ver uma série policial que passava na televisão por cabo. Assim fiz!

As figuras principais são duas mulheres que por serem diferentes acabam por se complementar.

Quão diferentes como pode ser alguém com um espectro de autismo e uma mulher completamente desorganizada, porém neurotípica.

Vi os nove episódios que constituiram esta série (desconheço entretanto se será emitida uma segunda série). E eu que há muito deixei de ver televisão acabei por, às segundas feiras, procurar ver mais um episódio.

Astrid e Raphaëlle, assim se chama a série deu-me uma visão mais assertiva de como uma pessoa com sindrome de Asperger vê o nosso mundo neurotípico e se comunica e interage com ele.

Não importa referir os casos, mas tão somente perceber como alguém diferente da maioria da população pode ser uma mais valia para quem com ela convive.

Ao metodismo e memória fabulosa da criminalista Astrid contrapos-se sempre o repentismo e desorganização da agente policial Raphaëlle. Os olhares esquivos de uma opunham-se aos afectos sinceros de outra que aprendeu a demonstrar. Mas na resolução dos crimes acabavam por se complementar.

Grande trabalho de ambas as actrizes, mas Sara Mortensen (Astrid) teve uma actuação de grande mérito.

Num video que vi "á posteriori" a actriz franco-norueguesa assumiu que contactou muitos pais com crianças autistas e até mesmo alguns autistas de forma a rentar encarnar melhor o papel. 

A série terminou ontem, mas fiquei a salivar por mais.

Merece ser visto!

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Filmes de Natal...

... que não quero rever!

Por esta altura do Natal as televisões costumam passar um conjunto de filmes alusivos (ou não!) à época que estamos a viver e que se tornaram uma tradição.

Se bem que não veja televisão, ainda assim há sempre um aparelho pequeno na cozinha e que vai mostrando a programação para os próximos dias.

Assim diria que não quero (re)ver:

- Música no coração - ando há 60 anos a ver;

- Sozinho em casa - já vi 733 vezes

- Sozinho em casa 2  - só vi 486 vezes;

- Um conto de Natal - revi 105 vezes;

- Assalto ao arranha céus - vi 499 vezes:

- Assalto ao aeroporto - só foram 275 visualizações;

- Die hard 3 - A vingança - apenas 50 vezes.

Para já são só estes. Mas se me lembrar de mais algum venho aqui actualizar!

Porquê e para quê?

Como gosto pouco de dormir (e não, não considero que dormir pouco seja sinal de fraqueza!!!), uma destas noites dei por mim a passar cada canal que a operadora lá de casa me oferece. Nunca me dera para tal, mas naquela noite… calhou!

De todos os que tive oportunidade de ver meia dúzia de segundos, houve um que se destacou pelas piores razões.

Àquela hora tardia um canal português tentava perceber como fora o trágico acidente de viação que vitimou Sara, filha de Toni Carreira. Simulavam o acidente virtualmente repetindo-o até à exaustão. Havia alguns, ditos especialistas a esmiuçar cada movimento cada “frame” virtual, tentando arranjar razões para tão grave e mortal acidente.

Mas o que realmente me espanta é perceber para que interessa publicamente saber como se deu o acidente ou de quem foi a culpa. No mínimo poderá interessar às companhias de seguros e para isso eles têm certamente peritos próprios.

Li também algures que o próprio pai da vítima não quer saber como tudo aconteceu até porque a vida da filha jamais lhe será devolvida. O que como pai que sou parece-me o mais correcto e sensato.

Obviamente que as televisões, e não só, têm o direito de informar e de procurar, em alguns casos dúbios, a verdade, mas nunca devem fazer da desgraça alheia assunto de primeira página.

O livro ou o filme primeiro?

Adaptar uma obra literária, seja ela qual for, ao cinema ou à televisão não me parece uma demanda de somenos.

Talvez por isso prefira ler primeiro o livro e só depois constatar como foi passado para o pequeno ou grande ecran.

Há argumentistas e realizadores que tentam seguir fielmente o enredo. Outros tentam acrescentar alguma emoção ao que já se encontra escrito.

Neste confinamento acabei de ler Tieta de Jorge Amado. Um romance muito curioso, já que é muito diferente daquilo que foi a telenovela que a Globo brasileira emitiu há muitos anos. Algumas personagens são as mesmas, mas a maioria peca por excesso. Isto é a televisão brasileira criou uma série de figuras associadas a pequenas histórias que nunca vi escritas no original.

Não é que fiquem mal… longe disso. Todavia o livro acabou por saber a pouco, tais foram as nuances introduzidas ao enredo original.

Linha branca para o sucesso!

Como já referi num outro postal aderi neste confinamento à plataforma Netflix onde vi, para além de bons filmes, uma quantidade de boas séries, donde se destaca obviamente a Casa de Papel.

No entanto há outras séries muito interessantes como são “Bodyguard”, “Unortodox” ou “Toy Boy”.

Entretanto ontem estreou-se “White Lines” do mesmo criador da Casa de Papel. Esta série tem a curiosidade de constar no seu elenco duas participações especiais: Nuno Lopes interpretando a personagem Boxer e Paulo Pires como George.

Vi ontem apenas dois dos dez episódios da primeira e até agora única temporada e sinceramente gostei.

A trama parece bem montada e os actores portugueses estão muito bem integrados o que prova que em Portugal poder-se-ia fazer algo semelhante desde que houvesse investimento e vontade.

“White lines” é para já um projecto que tem todos os ingredientes para ser mais um grande sucesso da Netflix.

Uma série pouco séria!

Entre teletrabalho, leituras e escrita acabei também, neste confinamento, por “alimentar-me” de algumas séries emitidas pela Netflix.

Depois de todas as temporadas da Casa de Papel, do Grand Hotel e dos Tempos de Guerra passei para Tempos entre Costuras.

Esta última, não obstante ser de 2013, teve alguma graça até o ponto em que o centro da acção passou curiosamente para Lisboa. E aqui caríssimo leitor foi o descalabro.

Não pela trama em si, mas essencialmente pela enorme incorrecção e falta de rigor dos locais ulissiponenses. A título de exemplo direi que a Avenida da Liberdade parecia uma rua bem secundária em vez da artéria que faz dela uma das mais largas de toda a Europa.

Depois as lojas surgiam no cimo da queiroziana Calçada de S. Francisco, quando à época grande parte dos bons estabelecimentos situar-se-iam quase no lado contrário da Baixa Pombalina. Até a celebérrima “Brasileira” do Chiado surge em lugar diferente do que ainda hoje se encontra.

Não me cabe criticar a produção e realização da série, mas unicamente constatar estes simples factos.

Creio que nenhum catalão gostaria que se misturasse no mesmo local a Sagrada Família com o Arco do Triunfo, ou o Parc Guel com a Praça da Catalunha… ou algo semelhante. E falo de Barcelona e não de Madrid porque conheço bem a cidade condal!

Enfim uma série televisiva que não prima pela seriedade e que seria bem mais interessante se tivesse mais rigor.

Televisões também em greve… de notícias!

A actual greve dos Motoristas de matérias perigosas é um manancial de… coisa nenhuma para as televisões.

Vi alguns directos das televisões cujos repórteres se encontram em diversos locais do país e o que escutei foi somente isto:

- Aqui está tudo calmo… os camiões vão saindo…com normalidade.

Ora ao segundo dia de greve quando tudo já devia de andar à batatada para gáudio das televisões, nada acontece tendo mesmo um canal o azar de mostrar um camião cisterna a abastecer uma bomba de combustível.

Nem imagino a tristeza que pairará nas actuais redacções dos telejornais por não poderem comunicar o número de vítimas dos confrontos entre os A’s e os B’s!

Pode ser que amanhã tenham mais sorte!

Um futuro orwelliano ou talvez não?

Vi hoje na televisão uma palestra sob o título "Imagine 2084".

Conduzido por Graça Castanheiro, reconhecida realizadora de cinema na área do documentário, esta palestra e outras que se seguirão sob a égide do CCB versaram sobre o futuro mais ou menos longínquo: o ano de... 2084.

Estas palestras foram-me indicadas por uma amiga e têm o único sentido de se tentar imaginar o será a nossa sociedade daqui a pouco mais de 60 anos. Obviamente que a data sugere a obra prima de George Orwell, 1984, mas quiçá, por isso mesmo, se torne interessante  calcular o que diversas pessoas de diferentes áreas científicas e pedagógicas terão para nos revelar.

Para o ser humano conhecer o futuro foi sempre a sua preocupação primordial. E deste modo estes debates podem, eventualmente, desvendar o que poderá vir a ser o futuro dos nossos filhos e netos.

Sem que ninguém, no entanto, tenha a certeza.

Próxima emissão sexta feita dia 9 pelas 23 horas na RTP 3.

 

O(s) dono(s) da verdade

Ficou prometido à Sarin escrever um texto, em forma de resposta, às questões formuladas por esta bloguer. As perguntas são pertinentes, mas reconheço que as respostas podem ser diversas. E provavelmente todas elas a roçar a verdade.

Este postal é meramente uma opinião, claramente assente na minha visão de e para que serve o jornalismo nas suas diversas e actuais formas.

No actual momento ser director de um jornal, de programas de televisão ou até de uma rádio não é de todo fácil. O escrutínio é muito grande e demasiado assertivo. Tudo é colocado em causa e todas as palavras escritas ou ditas devem ser medidas sob determinadas matrizes.

Nunca gostei de jornalismo sensacionalista. Vender desgraça alheia parece-me do mais vil jornalismo (ou será jornalixo???). No entanto há jornais (sê-lo-ão???) que primam por noticiar “… o horror, a tragédia, a ignomínia”, como diria um antigo repórter televisivo. O pior é que continuam a vender…

Depois as televisões que entram pelas nossas casas, que retiram às nossas refeições de família o direito ao diálogo, têm outrossim uma força que ninguém consegue combater… Talvez a internet consiga desviar as atenções das desgraças televisivas.

Com esta panóplia de opções um Director de informação televisiva terá de lutar a cada segundo, minuto, hora para que a sua opção de notícia seja mais relevante que a do canal da concorrência. Da mesma forma os jornais (especialmente os diários) vivem o mesmíssimo dilema.

Paralelamente os jornalistas, que cada vez ganham menos, concorrem uns contra os outros, não para fazerem bom jornalismo para unicamente para mostrarem o tal “… o horror, a tragédia, a ignomínia” de que falei acima. E quanto mais sangue houver para mostrar… melhor. Quantas vezes leio títulos de primeira página em letras garrafais que enganosamente corresponde a uma brevíssima notícia de meia dúzia de linhas? Entretanto alguém comprou o jornal… O culpado, sinceramente, nem é o jornalista que é quase sempre um prestador de serviços a ganhar menos que o ordenado mínimo. Mas os gestores que continuam a gerir um jornal como se fosse uma simples fábrica de conservas.

Entremos agora num Admirável Novo Mundo, que não sendo o de Aldous Huxley, é já considerado um novo poder. Falo justamente deste universo da blogosfera.

Aqui cada um pode ser o que quiser. Falar do que bem lhe convier, analisar, criticar e acima de tudo comentar o que se lê. Constato todavia a quantidade de comentários que se escrevem sob a capa de anónimos, como se quem comenta tivesse receio das suas próprias palavras os das consequências delas. Muitos não terão contas nas plataformas, mas poderiam, se assim o entendessem assinar no final do escrito com um mero nome.

Esta estranha troca de galhardetes entre bloguers e comentadores anónimos parece-me muito pouco salutar já que jamais imaginamos se diversos comentadores anónimos não serão apenas o mesmo, numa bizarra tentativa de fazer “jogo duplo”. Já acredito em tudo…

Criticar o que está mal, opinar sobre um tema, denunciar algo menos bom será sempre salutar e necessário. Mas no fundo, no fundo o problema não está no que se escreve, mas como ele é entendido.

Ou como diz o ditado: “sou responsável pelo que digo não sou pelo que tu pensas”.

A televisão que é uma chatice

Durante dezenas de anos, enquanto existiam apenas dois canais de televisão ainda por cima a três cores (barnco, preto e cinzento), não havia opção e cingiamo-nos ao que havia ou então optava-se por ler ou conversar.

Hoje há muitos canais de televisão sejam em canal aberto ou pago. Todavia a maioria deles roçam o sofrível. Nomeadamente os três principais canais, RTP, SIC e TVI.

Aquilo são concursos, telenovelas do género mexicano, "reality shows" de qualidade e interesse mais que duvidosos, espaços informativos pouco assertivos, filmes ene vezes repetidos.

Tudo devidamente acompanhado com muitos minutos de intensa publicidade. E que não varia mesmo que mudemos de canal...

A televisão da actualidade está cada vez mais uma enorme chatice... E pelo que percebo com cada vez menos espectadores.

O futuro não parece ser muito risonho para a caixa "que mudou o mundo".

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