Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

A minha série de sempre!

Nem mesmo quando via televisão fui muito adepto das séries. A maioria são enlatados que mudam o rumo dos enredos conforme nos países de origem as audiências vão subindo ou descendo.

Todavia houve uma excepção e chamou-se 24 e teve, ao que me lembro, 5 temporadas. Dava na RTP 2 às quartas feiras a partir das 22 e 00, se não estou em erro. Assim todas as semanas o meu filho mais novo e eu próprio sentávamo-nos ambos na sala para ver um novo episódio.

Hoje com as novas plataformas de séries, podem-se ver os episódios todos de uma só vez sem parar. E de não sei quantas temporadas.

Digam o que disserem gosto de ver um episódio, digeri-lo calmamente e passados uns dias voltar a ver o aeguinte. Tem muito mais... charme!

Já agora sabem em que ano foi emitido o primeiro episódio desta série de origem norte-americana? Eu digo, eu digo... 2001. Mas só dois anos depois é que a RTP transmitiu a primeira série.

Finalmente ainda hoje tenho no meu telemóvel o toque de telefone que a série usava pois esta será sempre a minha série preferida.

A gente lê-se por aí!

Cardinal - uma série fascinante!

Terminou na passada sexta feira num canal da televisão por cabo a primeira série Cardinal de 2017. Encontrei o primeiro episódio num momento em que fazia uma pesquisa em busca de algo muito diferente.

Não sei porquê aquelas imagens brancas, quase monocromáticas, da neve chamaram-me a atenção. Fiquei a ver e claro está todas as sextas-feiras fosse a que horas fosse lá fui em busca da série policial de origem canadiana.

Um crime por resolver, outros crimes associados, um dectetive com um passado complicado e uma agente a investigar o investigador (passe o pleonasmo!).

Tudo num ambiente gelado, mas quente de emoções. Soube hoje que houve mais duas temporadas. Agora basta aguardar para ver o resto!

Não imagino se será tão boa a continuação quanto foram os primeiros episódios, mas vou aguardar com anormal expectativa!

Publicidade bem enganadora!

Quando me cabe tomar conta da criança mais velha cá de casa, ligo sempre o televisor.

Não é que eu lhe ligue alguma coisa ao que lá se passa, mas a anciã precisa de se entreter com alguma coisa. Entretanto quando estou por ali dou conta da quantidade de publicidade que apresentam.

Aquilo são pilulas milagrosas, colchões maravilhosos, equipamentos domésticos jamais vistos ou próteses para tudo e mais alguma coisa "eumpardebotas".

Sei que a televisão tem um poder enorme tanto nas vendas como na influência de opinião. A velha expressão "mas eu ouvi na televisão" ainda continua no espírito de muitos espectadores, como se a caixa que mudou o mundo fosse a única dona da verdade.

É óbvio que a publicidade é uma enorme e necessária fonte de receita, nomeadamente dos canais televisivos de sinal aberto, mas seria bom que as pessoas tivessem algum discernimento ou uma entidade pública a quem pudessem recorrer de forma a esclarecerem eventuais dúvidas sobre o que lhes é apresentado.

De outra maneira há muita gente a ser enganada com anúncios que no fundo, no fundo não correspondem ao que divulgam.

 

Astrid et Raphaëlle - dupla imbatível

Há umas semanas um familiar próximo aconselhou-me vivamente a ver uma série policial que passava na televisão por cabo. Assim fiz!

As figuras principais são duas mulheres que por serem diferentes acabam por se complementar.

Quão diferentes como pode ser alguém com um espectro de autismo e uma mulher completamente desorganizada, porém neurotípica.

Vi os nove episódios que constituiram esta série (desconheço entretanto se será emitida uma segunda série). E eu que há muito deixei de ver televisão acabei por, às segundas feiras, procurar ver mais um episódio.

Astrid e Raphaëlle, assim se chama a série deu-me uma visão mais assertiva de como uma pessoa com sindrome de Asperger vê o nosso mundo neurotípico e se comunica e interage com ele.

Não importa referir os casos, mas tão somente perceber como alguém diferente da maioria da população pode ser uma mais valia para quem com ela convive.

Ao metodismo e memória fabulosa da criminalista Astrid contrapos-se sempre o repentismo e desorganização da agente policial Raphaëlle. Os olhares esquivos de uma opunham-se aos afectos sinceros de outra que aprendeu a demonstrar. Mas na resolução dos crimes acabavam por se complementar.

Grande trabalho de ambas as actrizes, mas Sara Mortensen (Astrid) teve uma actuação de grande mérito.

Num video que vi "á posteriori" a actriz franco-norueguesa assumiu que contactou muitos pais com crianças autistas e até mesmo alguns autistas de forma a rentar encarnar melhor o papel. 

A série terminou ontem, mas fiquei a salivar por mais.

Merece ser visto!

transferir.jfif

Filmes de Natal...

... que não quero rever!

Por esta altura do Natal as televisões costumam passar um conjunto de filmes alusivos (ou não!) à época que estamos a viver e que se tornaram uma tradição.

Se bem que não veja televisão, ainda assim há sempre um aparelho pequeno na cozinha e que vai mostrando a programação para os próximos dias.

Assim diria que não quero (re)ver:

- Música no coração - ando há 60 anos a ver;

- Sozinho em casa - já vi 733 vezes

- Sozinho em casa 2  - só vi 486 vezes;

- Um conto de Natal - revi 105 vezes;

- Assalto ao arranha céus - vi 499 vezes:

- Assalto ao aeroporto - só foram 275 visualizações;

- Die hard 3 - A vingança - apenas 50 vezes.

Para já são só estes. Mas se me lembrar de mais algum venho aqui actualizar!

Porquê e para quê?

Como gosto pouco de dormir (e não, não considero que dormir pouco seja sinal de fraqueza!!!), uma destas noites dei por mim a passar cada canal que a operadora lá de casa me oferece. Nunca me dera para tal, mas naquela noite… calhou!

De todos os que tive oportunidade de ver meia dúzia de segundos, houve um que se destacou pelas piores razões.

Àquela hora tardia um canal português tentava perceber como fora o trágico acidente de viação que vitimou Sara, filha de Toni Carreira. Simulavam o acidente virtualmente repetindo-o até à exaustão. Havia alguns, ditos especialistas a esmiuçar cada movimento cada “frame” virtual, tentando arranjar razões para tão grave e mortal acidente.

Mas o que realmente me espanta é perceber para que interessa publicamente saber como se deu o acidente ou de quem foi a culpa. No mínimo poderá interessar às companhias de seguros e para isso eles têm certamente peritos próprios.

Li também algures que o próprio pai da vítima não quer saber como tudo aconteceu até porque a vida da filha jamais lhe será devolvida. O que como pai que sou parece-me o mais correcto e sensato.

Obviamente que as televisões, e não só, têm o direito de informar e de procurar, em alguns casos dúbios, a verdade, mas nunca devem fazer da desgraça alheia assunto de primeira página.

O livro ou o filme primeiro?

Adaptar uma obra literária, seja ela qual for, ao cinema ou à televisão não me parece uma demanda de somenos.

Talvez por isso prefira ler primeiro o livro e só depois constatar como foi passado para o pequeno ou grande ecran.

Há argumentistas e realizadores que tentam seguir fielmente o enredo. Outros tentam acrescentar alguma emoção ao que já se encontra escrito.

Neste confinamento acabei de ler Tieta de Jorge Amado. Um romance muito curioso, já que é muito diferente daquilo que foi a telenovela que a Globo brasileira emitiu há muitos anos. Algumas personagens são as mesmas, mas a maioria peca por excesso. Isto é a televisão brasileira criou uma série de figuras associadas a pequenas histórias que nunca vi escritas no original.

Não é que fiquem mal… longe disso. Todavia o livro acabou por saber a pouco, tais foram as nuances introduzidas ao enredo original.

Linha branca para o sucesso!

Como já referi num outro postal aderi neste confinamento à plataforma Netflix onde vi, para além de bons filmes, uma quantidade de boas séries, donde se destaca obviamente a Casa de Papel.

No entanto há outras séries muito interessantes como são “Bodyguard”, “Unortodox” ou “Toy Boy”.

Entretanto ontem estreou-se “White Lines” do mesmo criador da Casa de Papel. Esta série tem a curiosidade de constar no seu elenco duas participações especiais: Nuno Lopes interpretando a personagem Boxer e Paulo Pires como George.

Vi ontem apenas dois dos dez episódios da primeira e até agora única temporada e sinceramente gostei.

A trama parece bem montada e os actores portugueses estão muito bem integrados o que prova que em Portugal poder-se-ia fazer algo semelhante desde que houvesse investimento e vontade.

“White lines” é para já um projecto que tem todos os ingredientes para ser mais um grande sucesso da Netflix.

Uma série pouco séria!

Entre teletrabalho, leituras e escrita acabei também, neste confinamento, por “alimentar-me” de algumas séries emitidas pela Netflix.

Depois de todas as temporadas da Casa de Papel, do Grand Hotel e dos Tempos de Guerra passei para Tempos entre Costuras.

Esta última, não obstante ser de 2013, teve alguma graça até o ponto em que o centro da acção passou curiosamente para Lisboa. E aqui caríssimo leitor foi o descalabro.

Não pela trama em si, mas essencialmente pela enorme incorrecção e falta de rigor dos locais ulissiponenses. A título de exemplo direi que a Avenida da Liberdade parecia uma rua bem secundária em vez da artéria que faz dela uma das mais largas de toda a Europa.

Depois as lojas surgiam no cimo da queiroziana Calçada de S. Francisco, quando à época grande parte dos bons estabelecimentos situar-se-iam quase no lado contrário da Baixa Pombalina. Até a celebérrima “Brasileira” do Chiado surge em lugar diferente do que ainda hoje se encontra.

Não me cabe criticar a produção e realização da série, mas unicamente constatar estes simples factos.

Creio que nenhum catalão gostaria que se misturasse no mesmo local a Sagrada Família com o Arco do Triunfo, ou o Parc Guel com a Praça da Catalunha… ou algo semelhante. E falo de Barcelona e não de Madrid porque conheço bem a cidade condal!

Enfim uma série televisiva que não prima pela seriedade e que seria bem mais interessante se tivesse mais rigor.

Televisões também em greve… de notícias!

A actual greve dos Motoristas de matérias perigosas é um manancial de… coisa nenhuma para as televisões.

Vi alguns directos das televisões cujos repórteres se encontram em diversos locais do país e o que escutei foi somente isto:

- Aqui está tudo calmo… os camiões vão saindo…com normalidade.

Ora ao segundo dia de greve quando tudo já devia de andar à batatada para gáudio das televisões, nada acontece tendo mesmo um canal o azar de mostrar um camião cisterna a abastecer uma bomba de combustível.

Nem imagino a tristeza que pairará nas actuais redacções dos telejornais por não poderem comunicar o número de vítimas dos confrontos entre os A’s e os B’s!

Pode ser que amanhã tenham mais sorte!

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2010
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2009
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2008
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D