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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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A televisão que é uma chatice

Durante dezenas de anos, enquanto existiam apenas dois canais de televisão ainda por cima a três cores (barnco, preto e cinzento), não havia opção e cingiamo-nos ao que havia ou então optava-se por ler ou conversar.

Hoje há muitos canais de televisão sejam em canal aberto ou pago. Todavia a maioria deles roçam o sofrível. Nomeadamente os três principais canais, RTP, SIC e TVI.

Aquilo são concursos, telenovelas do género mexicano, "reality shows" de qualidade e interesse mais que duvidosos, espaços informativos pouco assertivos, filmes ene vezes repetidos.

Tudo devidamente acompanhado com muitos minutos de intensa publicidade. E que não varia mesmo que mudemos de canal...

A televisão da actualidade está cada vez mais uma enorme chatice... E pelo que percebo com cada vez menos espectadores.

O futuro não parece ser muito risonho para a caixa "que mudou o mundo".

Telenovelas – a TV no seu pior!

Portugal sempre teve grandes escritores. Ou pelo menos bons contadores de histórias. De boas histórias. E já nem falo de Luís de Camões com os seus celebérrimos “Lusíadas”.

No entanto poucos destes romances foram adaptados para a televisão ou cinema. Lembro-me talvez do “Crime do Padre Amaro”, “Os Maias” , o “Amor de Perdição”e mais recentemente o "Ensaio sobre a cegueira" no cinema e para a televisão dos “Retalhos da vida de um Médico” de Fernando Namora.

Faltarão provavelmente mais alguns exemplos, mas é do que me recordo neste instante.

Apresentei este tema por causa das telenovelas que invadem literalmente os ecrãs das nossas televisões, principalmente em horário nobre. Nenhuma das estórias que por ali vão desenrolando tem graça ou evocam casos reais. Amores e desamores, traições e crimes são o tabuleiro principal de um jogo que vai mudando conforme as audiências vão surgindo.

Por isso no Brasil recentemente foi retransmitida a Tieta de Jorge Amado conseguindo liderar as audiências. O que mais uma vez vem provar que uma história bem escrita dará sempre uma boa telenovela.

Não estas coisas que desfilam nas nossas televisões onde gritos estridentes tentam captar as atenções dos telespectadores.

Rowan Atkinson!

Sempre gostei deste actor britânico. Desde o célebre The Black Adder, até ao Mr. Bean passando pelos filmes maiores e mais recentemente Johnny English, Rowan Atkinson habituou-me a muitas gargalhadas e boa disposição e a um humor baseado em poucas palavras e muitas acções.

Agora vê-lo como Inspector Maigret foi uma verdadeira surpresa. Mas daquelas boas. Uma série realizada em 2016 mas que prima pela qualidade do enredo e da extraordinária interpretação do actor inglês.

Tudo por um…

A intervenção em directo do senhor Presidente da República no programa da Cristina Ferreira foi um golpe de mestre. Para os dois lados… Vejamos então.

O Doutor Pinto Balsemão poderá e deverá ter usado a sua influência partidária para pedir ao Professor Marcelo para que interviesse na estreia do programa. Deste modo e a partir daquele instante a internet explodiu com vídeos, comentários, likes e (des)likes, criticas mordazes e apoios. Portanto quase toda a gente fala do mesmo (eu inclusive!).

Quem ganhou com isso? A estação de televisão!

Mas eu falei acima de dois lados, certo? Portanto falta referir o segundo e que é o próprio Presidente da República.

Se alguma dúvida persistisse de que o actual PR se irá recandidatar, ontem essa ideia desapareceu por completo. O Professor Marcelo tem esse condão de se antecipar e de estar onde os outros não estão.

Acima de tudo valoriza a sua imagem perante a opinião pública generalizada e com estas intervenções arrecada mais umas votos às donas de casa, reformados e pensionistas.

Entretanto a Revista Visão – curiosamente uma publicação que já fez parte do mesmo grupo empresarial do canal de televisão (obrigado Último)–, veio logo desculpar a intervenção presidencial, com uma entrevista dada por sua Excelência a um outro canal da concorrência, remetendo para a lei das compensações.

Em conclusão não culpo a apresentadora por este evento pois pareceu-me genuína a sua reacção (sim, sim eu vi o dito vídeo do telefonema!), mas o povo deveria perceber que em televisão e na política tudo é válido para se ter mais um por cento de audiência ou um simples milhar de votos.

Ouro em série!

Desde que terminou a nona temporada da série 24 que deixei de seguir qualquer conjunto de enlatados americanos. Ao mesmo tempo que deixei de seguir a televisão.

Um filme aqui, outro ali, quase sempre clássicos, mas séries nunca mais!

Nunca mais? Mentira!

Há umas semanas alguém deixou a televisão acesa na minha sala. Todavia quando a fui desligar apercebi-me de um episódio diferente. Primeiro porque era em francês, o que nas nossas televisões não é frequente. Depois reparei na referência ao Canal Plus. Picou-me a curiosidade e deixei-me ficar.

Não me arrependi!

Guyane é uma excelente série onde a estória dos garimpeiros clandestinos se mistura com crimes, prostituição e negócios muito obscuros.

Acabou ontem a primeira temporada e para a semana iniciar-se-á a segunda.

Não é costume vir aqui falar de televisão. Porém esta série que foi traduzida para português como “Ouro” merece um olhar atento. Chamo, no entanto, a atenção para alguma linguagem mais vernácula, especialmente quando os intérpretes são brasileiros.

A não perder! Mesmo!

guyane.jpg

 

Da Tailândia para o Mundo!

Agora que já não há Bruno de Carvalho para chamar a si as atenções, nem selecção no Mundial, os canais televisivos destinados à informação apontaram para os miúdos presos numa gruta na Tailândia, as suas baterias de notícias.

A pontos de chegarem à exaustão. 

Têm sido horas seguidas de directos e não só, para acrescentarem à última notícia dada três horas antes... rigorosamente nada (até rima e é verdade).

Percebo que seja necessário ocupar o espaço informativo, todavia esticar o tempo usando e abusando de notícias sem qualquer incremento de novidades parece-me um tremendo exagero.

Recordo aqui o caso dos mineiros do Chile em 2010. Nessa altura também as televisões não largaram as minas de S.José até que os mineiros sairam das entranhas da mina. Um espectáculo ao vivo como o de agora...

Entendo que as televisões pretendam ser as primeiras a dar a notícia. Mas esta nunca deve ser apresentada de forma persistente e doentia.

Digo eu...

 

Sem papas na língua

Escutei hoje a entrevista que Manuela Moura Guedes deu, um destes dias, a um canal de televisão. A antiga deputada do CDS denunciou publicamente muitos casos, que estava a investigar, enquanto jornalista de investigação.

A forma como MMG foi corrida do canal televisivo pareceu-me demasiado grave para ser verdade.

Umas das declarações que mais me chocou teve a ver com a questão da justiça portuguesa e de como esta esteve refém do Governo de José Sócrates.

Segundo MMG, tanto o procurador-geral da República da altura, o Doutor Pinto Monteiro, como a procuradora Cândida Almeida pouco fizeram no célebre caso "Freeport", que envolvia directamente na altura o PM, aquando da sua função como ministro com a pasta do ambiente.

Mas a antiga "pivot" do canal de Queluz não ficou por aqui e lançou diversos ataques, essencialmente à classe política pela forma como esta não deseja alterações à actual lei eleitoral.

Assertiva e sem papas na língua MMG foi igual a si própria e disparou para diversos alvos. Nomeadamente falou dos contractos do Estado com entidades privadas (PPP's, Portucale, Submarinos...).

Verdade ou mentira certo é que ninguém veio a terreiro desmenti-la.

O que me parece sintomático!

A televisão mais pobre

Soube agora que faleceu Cordeiro de Vale, pseudónimo de Serafim Marques.

Quem, como eu, desde muito cedo se interessou pelo desporto não esquece os seus fantástu«icos comentários e relatos quando na televisão se podia ver gratuitamente o Torneio das Cinco Nações de Rugby.

Já com alguma idade - 93 anos - Cordeiro do Vale será sempre insubstituível. Tal como o foram Adriano Cerqueira ou Fernando Pessa.

Especialmente para quem cresceu a ouvi-lo e a vê-lo na RTP.

Descanse em Paz

 

Um regresso sem emoção!

Há uns anos vi todos os os episódios de todas as temporadas de "24". Uma série americana que gostei tanto que, ainda hoje, o toque do meu telemóvel é igual ao toque que a "CTU", o Centro de Operações, tinha nos seus equipamentos.

Na passada segunda reiniciou esta série na televisão num dos canais pagos com o pomposo nome "24 Legacy". Não com os mesmos actores é certo, mas com a tentativa, pouco conseguida aliás, de pregar o espectador ao rectângulo televisivo.

A fórmula é a mesma das temporadas anteriores, em que a acção decorre em tempo real, algo que ainda está por comprovar.

Desta vez não temos Kiefer Sutherland a fazer de Jack Bauer, mas sim Corey Hawkings a fazer de Eric Carter.

Uma vez mais os americanos contra os terroristas. E um herói para salvar o país!

Sinceramente esta série foi emitida na pior altura possível tenho em conta os recentes "desacatos" entre Trump e a justiça Norte-Americana por causa dos muçulmanos.,

Quase sempre a história se repete: os regressos de séries terminadas há demasiado tempo, raramente trazem novidades ou são melhores que os primeiros.

Antes era o satélite a ajudar o agente agora são os drones e... pouco mais.

Traição e muitas mortes foram o prato forte deste primeiro episódio.

Uma série a rever. Pode ser que me surpreenda, mas não acredito.

Para já nada de novo.

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