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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Primeiro as más notícias!

Há muito que deixei de ver noticiários. Aquilo era sempre um chorrilho de notícias tristes, dramas, tragédias, horrores. Nunca acontecia aqui ou no Mundo uma boa notícia por mais pequena de fosse.

Pensei que depois da pandemia e com uma estúpida guerra às portas da Europa, os telespectadores preferissem um noticiário onde se noticiasse o que vai de mau no mundo, mas também o que este tem de melhor. Pura utopia minha...

As más notícias continuam a ter lugar de destaque n uma imprensa pouco interessada em informar verdadeiramente, mas tão-somente dar a notícia com a qual ganhe mais visualizações.

Durante o passado Estio era permanentemente notícia de capa de jornais a seca e a consequente falta de água. Nem imagino o que seria nas televisões... Concordo que era necessário acordar as pessoas para a realidade que são as alterações climáticas com consequências nefastas e incalculáveis.

Todavia agora que já choveu e continua a chover já não leio notícias sobre qual o nível em que estáo as barragens. Isto é notícias boas não interessa mostrar (a não ser futebol) porque não "share".

Decididamente vivemos num Mundo inverso do que deveria ser. A apologia da desgraça é sempre mais apetecível que a assumpção de uma alegria!

Bis de Santana Lopes

Mais uma vez o actual Presidente da edilidade da Figueira da Foz deixou a televisão pendurada. Já o havia feito há uns anos quando no estúdio o interromperam para passar a emissão para o Aeroporto onde chegara José Mourinho após a saída deste do Chelsea de Londres.

Digam o que disserem Santana Lopes ainda será dos poucos políticos que tem coragem para enfrentar as televisões. Não se acobarda e diz o que tem a dizer sem receios, assumindo os custos e os proveitos de tal atitude.

Esta postura frontal não é muito do agrado dos canais televisivos pois preferem aqueles políticos brandos e que não criem ondas.

Porém percebo e admiro a postura de Santana Lopes…

Este bisar de saída extemporânea em directo deve ser suficiente para nunca mais ser convidado para falar na televisão, mas também acredito que tal não o afectará até porque a bela cidade da Figueira da Foz deve dar-lhe imensa "água pela barba"!

Em 2007, quando ocorreu a primeira situação li muitos aplausos à atitude corajosa de Santana Lopes, da Direita à Esquerda da nossa política. Agora não vislumbrei qualquer comentário… Quiçá porque uma envolvia futebol (e sabe-se como há uns fundamentalistas contra este desporto), enquanto no segundo caso falava sobre o direito à privacidade dos políticos e de uma promessa que lhe haviam feito pelo próprio canal e que não fora cumprida.

Matar saudades de uma velha série!

Como tenho vindo a escrever por aqui há muito que desisti de ver televisão. Nada me alegra, nada me seduz actualmente no pequeno ecrán.

Mas um destes dias a minha mulher num desses canais de "streaming"  apanhou uma série que nos longínquos anos 90 passou na RTP, denominada... ALF e que tanto, mas tanto nos divertiu cá em casa!

Não resisti e estive 23 minutos a olhar para aquele simpático, teimoso, arrogante extra-terrestre, oriundo do planeta Melmac. Um enlatado americano que fez as delícias de miúdos e graúdos.

Receio bem que já não se façam séries como esta...

Alf: Season Two : Amazon.com.au: Movies & TV 

As saudades que eu tenho desta série!

Educar (hoje) uma criança!

Um trabalho... complicado

Hoje educar uma criança é assaz diferente daforma como eu tentei educar as minhas. Escrevi tentei porque sinceramente não sei se as eduquei como deveria ser. Só o tempo dirá se fiz bem ou mal o meu trabalho. Mas até agora...  tudo impecável!

Mas regressando aos dias actuais, envolvendo crianças e a sua educação tenho consciência que esta parece ser mais complicada que outrora, se bem com enormíssimas melhorias em comparação com a que dei aos meus filhos. Eis algumas razões:

- A primeira prende-se com acesso à informação que muitos pais acedem via internet tentanto aprender com os erros evitados e cometidos por outros pais. No entanto esta pesquisa nem sempre dá as melhores notícias e daí ser necessário ter algum bom-senso para perceber onde começa e acaba o exagero;

- A segunda está assente na alimentação e naquilo que os pais pretendem evitar dar aos filhos como é o caso do açúcar ou o sal em excesso. Parece-me uma postura feliz, mas desde que não se fundamentalize pois pode tornar-se contraproducente;

- Outra razão está ligada aos meios que entram pela nossa casa sem que demos conta. A televisão é uma delas, mas as plataformas pagas também surgem com grande relevo apresentando uma panóplia de opções para quase todos os gostos e feitios. E se algumas delas são engraçadas há muitas que são, no mínimo, idiotas e sem conteúdo;

- Já nem quero falar de uma quantidade e diversidade de componentes electrónicos que moram em muitos lares e aos quais as crianças acedem facilmente criando mais tarde uma depedência quase feroz.

Lembro-me de ter dado aos meus filhos "Gameboys" para se entreterem. Mas nesse tempo tudo era novidade e não havia real assertividade dos perigos inerentes à coisa.

Nos dias que ora correm tento educar a criança mais nova cá de casa da forma que provavelmente os meus filhos deveriam ter sido educados: mais brincadeira, menos jogos electrónicos e menos videos.

Todavia os tempos eram outros e os educadores quase permanentes (avós) tinham uma visão bem diferente de educação. Hoje dou por mim deitado no chão a brincar com a minha neta como se tivessa a idade dela. Com os brinquedos que foram do pai e do tio...

Por isso digo que não conta o brinquedo que se dá a uma criança, mas tão-somente a brincadeira que alimentamos com ele! Nós incluidos!

A minha série de sempre!

Nem mesmo quando via televisão fui muito adepto das séries. A maioria são enlatados que mudam o rumo dos enredos conforme nos países de origem as audiências vão subindo ou descendo.

Todavia houve uma excepção e chamou-se 24 e teve, ao que me lembro, 5 temporadas. Dava na RTP 2 às quartas feiras a partir das 22 e 00, se não estou em erro. Assim todas as semanas o meu filho mais novo e eu próprio sentávamo-nos ambos na sala para ver um novo episódio.

Hoje com as novas plataformas de séries, podem-se ver os episódios todos de uma só vez sem parar. E de não sei quantas temporadas.

Digam o que disserem gosto de ver um episódio, digeri-lo calmamente e passados uns dias voltar a ver o aeguinte. Tem muito mais... charme!

Já agora sabem em que ano foi emitido o primeiro episódio desta série de origem norte-americana? Eu digo, eu digo... 2001. Mas só dois anos depois é que a RTP transmitiu a primeira série.

Finalmente ainda hoje tenho no meu telemóvel o toque de telefone que a série usava pois esta será sempre a minha série preferida.

A gente lê-se por aí!

Cardinal - uma série fascinante!

Terminou na passada sexta feira num canal da televisão por cabo a primeira série Cardinal de 2017. Encontrei o primeiro episódio num momento em que fazia uma pesquisa em busca de algo muito diferente.

Não sei porquê aquelas imagens brancas, quase monocromáticas, da neve chamaram-me a atenção. Fiquei a ver e claro está todas as sextas-feiras fosse a que horas fosse lá fui em busca da série policial de origem canadiana.

Um crime por resolver, outros crimes associados, um dectetive com um passado complicado e uma agente a investigar o investigador (passe o pleonasmo!).

Tudo num ambiente gelado, mas quente de emoções. Soube hoje que houve mais duas temporadas. Agora basta aguardar para ver o resto!

Não imagino se será tão boa a continuação quanto foram os primeiros episódios, mas vou aguardar com anormal expectativa!

Publicidade bem enganadora!

Quando me cabe tomar conta da criança mais velha cá de casa, ligo sempre o televisor.

Não é que eu lhe ligue alguma coisa ao que lá se passa, mas a anciã precisa de se entreter com alguma coisa. Entretanto quando estou por ali dou conta da quantidade de publicidade que apresentam.

Aquilo são pilulas milagrosas, colchões maravilhosos, equipamentos domésticos jamais vistos ou próteses para tudo e mais alguma coisa "eumpardebotas".

Sei que a televisão tem um poder enorme tanto nas vendas como na influência de opinião. A velha expressão "mas eu ouvi na televisão" ainda continua no espírito de muitos espectadores, como se a caixa que mudou o mundo fosse a única dona da verdade.

É óbvio que a publicidade é uma enorme e necessária fonte de receita, nomeadamente dos canais televisivos de sinal aberto, mas seria bom que as pessoas tivessem algum discernimento ou uma entidade pública a quem pudessem recorrer de forma a esclarecerem eventuais dúvidas sobre o que lhes é apresentado.

De outra maneira há muita gente a ser enganada com anúncios que no fundo, no fundo não correspondem ao que divulgam.

 

Astrid et Raphaëlle - dupla imbatível

Há umas semanas um familiar próximo aconselhou-me vivamente a ver uma série policial que passava na televisão por cabo. Assim fiz!

As figuras principais são duas mulheres que por serem diferentes acabam por se complementar.

Quão diferentes como pode ser alguém com um espectro de autismo e uma mulher completamente desorganizada, porém neurotípica.

Vi os nove episódios que constituiram esta série (desconheço entretanto se será emitida uma segunda série). E eu que há muito deixei de ver televisão acabei por, às segundas feiras, procurar ver mais um episódio.

Astrid e Raphaëlle, assim se chama a série deu-me uma visão mais assertiva de como uma pessoa com sindrome de Asperger vê o nosso mundo neurotípico e se comunica e interage com ele.

Não importa referir os casos, mas tão somente perceber como alguém diferente da maioria da população pode ser uma mais valia para quem com ela convive.

Ao metodismo e memória fabulosa da criminalista Astrid contrapos-se sempre o repentismo e desorganização da agente policial Raphaëlle. Os olhares esquivos de uma opunham-se aos afectos sinceros de outra que aprendeu a demonstrar. Mas na resolução dos crimes acabavam por se complementar.

Grande trabalho de ambas as actrizes, mas Sara Mortensen (Astrid) teve uma actuação de grande mérito.

Num video que vi "á posteriori" a actriz franco-norueguesa assumiu que contactou muitos pais com crianças autistas e até mesmo alguns autistas de forma a rentar encarnar melhor o papel. 

A série terminou ontem, mas fiquei a salivar por mais.

Merece ser visto!

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Filmes de Natal...

... que não quero rever!

Por esta altura do Natal as televisões costumam passar um conjunto de filmes alusivos (ou não!) à época que estamos a viver e que se tornaram uma tradição.

Se bem que não veja televisão, ainda assim há sempre um aparelho pequeno na cozinha e que vai mostrando a programação para os próximos dias.

Assim diria que não quero (re)ver:

- Música no coração - ando há 60 anos a ver;

- Sozinho em casa - já vi 733 vezes

- Sozinho em casa 2  - só vi 486 vezes;

- Um conto de Natal - revi 105 vezes;

- Assalto ao arranha céus - vi 499 vezes:

- Assalto ao aeroporto - só foram 275 visualizações;

- Die hard 3 - A vingança - apenas 50 vezes.

Para já são só estes. Mas se me lembrar de mais algum venho aqui actualizar!

Porquê e para quê?

Como gosto pouco de dormir (e não, não considero que dormir pouco seja sinal de fraqueza!!!), uma destas noites dei por mim a passar cada canal que a operadora lá de casa me oferece. Nunca me dera para tal, mas naquela noite… calhou!

De todos os que tive oportunidade de ver meia dúzia de segundos, houve um que se destacou pelas piores razões.

Àquela hora tardia um canal português tentava perceber como fora o trágico acidente de viação que vitimou Sara, filha de Toni Carreira. Simulavam o acidente virtualmente repetindo-o até à exaustão. Havia alguns, ditos especialistas a esmiuçar cada movimento cada “frame” virtual, tentando arranjar razões para tão grave e mortal acidente.

Mas o que realmente me espanta é perceber para que interessa publicamente saber como se deu o acidente ou de quem foi a culpa. No mínimo poderá interessar às companhias de seguros e para isso eles têm certamente peritos próprios.

Li também algures que o próprio pai da vítima não quer saber como tudo aconteceu até porque a vida da filha jamais lhe será devolvida. O que como pai que sou parece-me o mais correcto e sensato.

Obviamente que as televisões, e não só, têm o direito de informar e de procurar, em alguns casos dúbios, a verdade, mas nunca devem fazer da desgraça alheia assunto de primeira página.

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