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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

A cor da dor e do pecado!

O título é uma das mais belas frases que se podem escutar no espectáculo que Filipe LaFéria ergueu no Politiema desde Março passado.

De nome "Severa", este musical conta a história triste da mãe do Fado, uma prostituta que no século XIX retirou o fado das tabernas e das vielas, trazendo-o para a ribalta.

Como é hábito o encenador mais conhecido e reconhecido em Portugal não deixou nada ao acaso. Os actores, o guarda-roupa, os cenários, os jogos de luzes tudo sai na perfeição.

A curiosidade de hoje é que Filipe LaFéria estava presente à entrada a receber os espectadores e a autografar o livro do espectáculo.

Depois lá dentro na sala... tudo ganha outra dimensão e outra, porque não dizê-lo, loucura. O musical que estava marcado para começar às 21 e 30 iniciou com cinco minutos de atraso. Nada de muito grave. Só meia-hora depois de ter iniciado é que Anabela subiria ao palco no seu excelente papel de cantadeira de Fado vadio.

O grupo de actores é soberbo, mas reconheço que o papel e a representação de "Custódia" (o amigo deficiente de Severa) atingiu um patamar muito acima do que provavelmente seria suposto.

Está de parabéns, uma vez mais Filipe LaFéria, a cidade de Lisboa e os espectadores que já tiveram a oportunidade de ver este musical.

A não perder...

 

De parabéns!

Será, a par de Carmen Dolores, uma das grandes divas do nosso teatro.

Faz hoje noventa anos.

Para a Eunice Munoz desejo somente muita saúde por anos já tem muitos.

Só uma pequena estória por causa desta actriz.

 Um dia fui ao Politiema ver "Uma casa no Lago" onde Eunice contracenava com outro gigante do Teatro, Ruy de Carvalho. Entretanto alguém me dissse que a peça era pobre. Respondi:

- Até a fazer o pino a Dona Eunice Munoz é melhor que as outras!

Parabéns!

 

Ontem foi noite de teatro!

"Não sei para que serve o teatro, mas só sei que sou actor".

Esta foi para mim a verdadeira matriz da peça que ontem pude assistir no Auditório Amélia Rey Colaço em Algés.,

Uma peça de teatro onde os actores Tiago Fernandes e Pedro Giestas desenrolam um drama deveras peculiar e muito bem interpretado por ambos.

Com encenação de António Terra eis mais uma fantástica peça da Companhia de Actores.

A não perder!

 

Diferenças... modernas!

Na passada sexta-feira fui ao teatro. Mais propriamente ver a peça mais recente de Filipe La Féria, no Politiema. Uma revista engraçada, todavia muito longe do sucessso que foi o "Amália", que vi por diversas vezes, ou mesmo de "My Fair Lady".

Mas não é como crítico de teatro que aqui estou. Não me arrogo a tanto!

Comprei os bilhetes dois dias antes pela "net" e por isso paguei a menos sete euros e meio por cada bilhete. O que equivale dizer que poupei o valor de um dos bilhetes. O jantar recaíu num dos restaurantes conhecidos daquela mini "Soho" londrina.

Tudo isto para dizer o quê? Bom vamos então ao que interessa!

Durante muitos anos vi diversos espectáculos de música com as melhores bandas do mundo. E o curioso é que, ainda hoje, guardo esses bilhetes que me permitiram sentir as vibrações musicais de diferentes gerações.

Vi Rolling Stones, Pink Floyd, Metallica, Bryan Adams e muitos outros numa época em que os bilhetes eram sinal de marca. Como estes:

R_stones.jpg

p_floyd.jpgmetallica.jpg

DSC_0617.JPG

 

Anos mais tarde regresso aos espectáculos, mas para enorme tristeza minha os bilhetes perderam grande parte da piada. Vejam então a diferença:

DSC_0620.JPG

 DSC_0618.JPG

 

 

 

Com os bilhetes de teatro aconteceu o mesmo. As bilheteiras on-line são mais baratas, é certo, mas retiram parte do glamour de antigamente.

Donde concluo que nem sempre o moderno é o melhor!

Carmen Dolores - Encontros felizes

Uma das primeiras recordações que guardo da televisão a preto e branco é a representação do Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett.

De todos os actores recordo uma de nome Carmen Dolores. Lembro a sua figura quase frágil, mas de voz segura e postura imaculada.

 

Com o tempo fui-me habituando a ouvir aquela senhora no teatro, no cinema, a declamar poesia...

Mas porque falo aqui hoje dessa senhora do teatro?

 

  Porque hoje doze de Março tive o prazer de a conhecer pessoalmente. Continua a ser uma senhora: calma, serena e ninguém lhe dá a idade que todos sabemos que tem.

 

Conhecia-a fora do contexto da arte onde foi um marco. Mas ainda assim tive o prazer de a cumprimentar e comunicar que o meu gosto pelo teatro advém dela.

 

Agradeceu-me com aquele sorriso gaiato que nem a idade transformou.

 

Hoje o dia valeu por este feliz encontro.

 

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