Todos sabem que sou um adepto fervoroso do Sporting. Gosto obviamente que ganhe, mas sempre sob a capa do desportivismo e sem malícia!
Desde o passado dia 6 que a equipa de futebol do Sporting havia garantido o primeiro lugar que deu direito a muita festa, que eu assisti. Conforme escrevi aqui, em devido tempo.
Hoje sábado o Sporting regressaria a sua casa, após duas semanas de muita alegria e muita festa por todo o lado, onde se jogaria uma partida da derradeira jornada do campeonato. Curiosamente o primeiro contra o último. As malhas que o destino tece...
Obviamente que eu não poderia faltar. Após o derradeiro apito do árbitro, veio a consagração final com a entrega, ao nosso capitão de equipa, do troféu.
Uma festa bonita com o estádio cheio, cheio com muita juventude, muitas senhoras e muitos adeptos que se sentiram estranhos num ambiente pouco habitual (percebia-se bem isso!).
Para os outros costumados clientes era só aproveitar o momento. Que foi de muita luz, cor e fogo de artifício.
Obviamente muita alegria, no fundo o extravasar de tantos momentos sofridos durante toda a época. Não obstante o futebol ser por vezes e infelizmente, palco para algumas bravatas desta vez tudo correu muito bem. Não imagino se a entrada da polícia de choque não terá também inibido algumas pessoas.
Educar é essencialmente ensinar alguém a viver em sociedade, através do exemplo dado e nunca da regra imposta.
Contudo a aplicação e a assimilação dos ensinamentos difere de pessoa para pessoa, porque cada um de nós reage de forma diferente aos mesmos estímulos. Por isso cabe aos educadores perceber as diferenças dos educandos dando a cada um as ferramentas necessárias para que consigam apreender e aprender o que lhes será devido.
Obviamente que numa família com dois ou mais filhos terá de haver uma certa matriz, à qual será acrescentada então as tais variantes correspondentes à personalidade de cada um.
Só que hoje noto que a maioria das famílias, salvo honrosas excepções, deixam as crianças viverem numa espécie de roda livre, sem qualquer critério, regras ou disciplina. Porque o tempo gasto entre trabalho, deslocações e afazeres domésticos é demasiado, pouco sobra então para atender às necessidades de cada filho, quanto mais para impor algumas regras básicas.
Depois há aqueles que se escusam de educar porque… nunca foram devidamente educados e deste modo não sabem como fazê-lo. É só despejar ordens sem uma explicação prévia ou lógica.
Certamente haverá mais variáveis familiares e educativas, mas cada um de nós conhece-as porque muitas vezes vivem na casa ao lado da nossa e vamos dando conta.
Nos tempos que ora se desfiam à nossa frente saber educar é uma arte. Que requer sabedoria, discernimento, cautela e mais que tudo muito amor e carinho para distribuir.
De outra forma será a sociedade a sofrer mais tarde dos ímpetos, não raras vezes violentos, de quem nunca aprendeu respeitar os outros!
Iniciou-se ontem mais um Tour de France, a prova velocipédica mais importante do Mundo.
No entanto debutou mal a prova já que logo na primeira etapa e a 46 quilómetros da meta uma mulher fez tombar meio pelotão. Daqui originou muitos atletas magoados e a desistência de três ciclistas.
Vi o video com a espectadora em causa que com um letreiro nas mãos ocupava indevidamente parte da faixa de rodagem. Um dos corredores bateu nela caiu e depois já se sabe aquilo é um dominó.
Segundo li a organização irá processar a espectadora. Na minha opinião faz muitíssimo bem já que não pode haver complacência para este tipo de gente pouco respeitadora da actividade desportiva.
Se o que aconteceu ontem tivesse passado em Portugal, certamente que a culpa da senhora morreria solteira. Diriam que são azares da actividade, Mas em França haverá certamente outra visáo de justiça. Espero eu!
Sei que o ciclismo é um espectáculo de estrada, mas há que se perceber até que ponto a presença de espectadores não é uma ameaça para os corredores. E o próprio público deveria ser o primeiro a perceber isso.
Que na maioria das vezes não entende ou não quer entender!
Cada dia que passa e cada relação que tenho com serviços médicos privados, mais fico convencido que o melhor que poderia ter acontecido aos hospitais privados foi esta pandemia.
Se formos usar um serviço médico de forma particular pagamos e bem por ele. Mas se usarmos debaixo de algum acordo esse valor baixa drasticamente o que não interessa nada aos hospitais, mesmo que estes publicamente assumam o contrário.
Já aqui falei do abuso que é a diferença de preços para o kit sanitário. Depois fica a ideia de que já se encontra instituído o pagamento desse valor e que, tirando raras excepções, aquele não será passível de comparticipação.
Mas o pior de tudo prende-se com a lata dos hospitais privados em fazerem-se pagar dos ditos kits, nomeadamente nas cirurgias, como se fosse uma coisa extra quando o faziam naturalmente antes da pandemia.
Mas tenho mais… Um destes dias fui a um hospital a uma consulta. Já no gabinete o médico pede-me para passarmos para a sala ao lado para fazer um exame. Nem o médico nem eu fomos “desinfectados” nem mesmo o equipamento o foi, nem antes de mim nem depois. Pelo menos não vi ninguém que o tivesse feito nem com indicação para o fazer. No final paguei 2 euros por algo que não aconteceu nem se fez. Nem é que 2 euros seja muito dinheiro, mas é tão-somente a acção, a postura do hospital, cujo único interesse é ganhar dinheiro “à pala” de uma eventual doença.
Depois não há uma entitade reguladora que olhe para estes casos, que fiscalize e que coloque estes hospitais privados em sentido. Talvez por tudo isto estou cada vez mais convicto que a saúde, a par da água potável, será o grande negócio do futuro.
No futebol como na política há também o "estado de graça" que corresponde a um determinado espaço de tempo em que se faça o que se fizer, bem ou mal, tudo é aceite com naturalidade e bonomia.
Cheguei há pouco da bola. Fui ver o meu Sporting ganhar a uns toscos ucranianos que jogaram muito pouco. Tão pouco que obrigaram o Sporting a jogar também pouco. Ou melhor a jogar o quanto baste para levar de vencida esta equipa oriundo de muito longe.
O actual treinador do Sporting vive assim aquele tal "estado de graça" de que falei acima. Estivesse o antigo treinador José Peseiro ou até o mais recente treinador do Chaves, Tiago Fernandes, na frente da equipa de futebol do Sporting e muitas críticas se escutariam por aquela escadaria fora, no final do jogo.
Ao invés, para além da alegria estampada nos adeptos por mais uma vitória leonina, a maioria concordava com a forma como o treinador fez entrar jogadores novos, oriundos das camadas mais jovens, dando-lhes uma oportunidade de se mostrarem não só aos adeptos como à Europa, sempre tão sequiosa de novas estrelas.
Tudo isto para concluir que a tribo do futebol é realmente muito estranha (eu incluído!), pois o que hoje é verdade amanhã é uma enorme mentira. E vice-versa.
Não estou a dizer nada que não se saiba já há muito tempo (obrigado doutor Pimenta Machado). Todavia nunca o havia constatado de maneira tão vincada como hoje assisti!