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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Cultura breve!

No mundo actual com tantas variantes e escolhas como poderemos assumir que alguém é mais ou menos culto? Qual a verdadeira matriz (se a houver)?

Dou o meu exemplo: a minha cultura de videojogos equivale a zero. Tal como da música pimba. Mas sei quem foi Prokofiev ou Shostakovich. Tal como sei quem foi Somerset Maugham ou quem é Lawrence Ferlinghetti.

Todavia este meu simples conhecimento daqueles compositores e escritores e o desconhecimento total de jogos e música popular não faz de mim alguém mais culto que outras pessoas que apreciam outros tipos de música ou de leitura.

O que equivale dizer que a cultura não é um bem físico, mas tão somente quase um estado de alma.

Teoricamnte ser culto é saber pouco de muita coisa ou muito de pouca coisa? Pois a resposta não parece fácil...

Já vi concertos, espectáculos, exposições, galerias de arte e muitos museus. Viajei e absorvi culturas. Serei por tudo isto mais culto de outrém que nunca saiu da sua aldeia?

O tema é deveras complicado e sem uma verdade absoluta, até porque há muita gente que acha que a cultura é um pedaço de conhecimento que se compra numa qualquer loja de conveniência.

Quem comenta um postal...

Quando entrei na blogosfera, nomeadamente na plataforma SAPO, percebi num instante que a interactividade entre quem escreve e quem lê e comenta seria uma mais-valia.

Deste modo tento sempre responder aos comentários inscritos na caixa devida (já me escapou um ou outro, mas peço sempre desculpa pelo atraso!!). Porque se as pessoas cuidam em exibir a sua opinião, caberá também ao autor dar resposta, nem que seja pelo simples facto de alguém se ter maçado a ler e a comentar.

Quando tenho tempo viajo um pouco à deriva pela blogosfera (nesta e noutras plataformas!!!) e acho deveras estranho que alguns autores não se dignem responder a um comentário, nem que seja com um simples, mero, mas sempre educado “obrigado”.

Em alguns casos até se poderia justificar com alguma avalanche de opiniões, só que não vejo isso.

Ora as plataformas de blogues têm a montante a hipótese de não autorizar comentários e nesse sentido tudo bem… o autor escreve, mas não recebe qualquer contrapartida de quem lê. Agora autorizar que se publiquem os ditos cujos e depois… silêncio profundo por parte do autor, parece-me pouco simpático e muito menos educado.

Acrescento, entretanto, que já recebi comentários que não mereceram qualquer resposta, essencialmente por baixarem de nível, quase sempre por usarem uma linguagem menos própria. Mas esses são, até agora, a excepção e quando isso acontece têm destino marcado... Lixo!

Dura lex sed lex!

 Numa caixa de supermercado pude ler hoje o seguinte aviso:

"Proíbida a venda de alcool a menores".

Este aviso parece-me desnecessário já que custa entender como alguém seja capaz de vender um decilitro que fosse de alcool a alguém com menos de 18 anos.

Depois há o tabaco. Outro flagelo que cada vez mais começa em pessoas mais novas. E neste caso já tenho visto alguns avisos, mas é muito mais raro.

Porém fica a ideia que os avisos só lá estão porque é obrigatório por lei e não por evidente motivos de lucidez.

Uma ideia...

Um destes dias li algures a opinião de que se as mulheres governassem todo o nosso Mundo não haveria tanta guerra, tanta fome, tanta desgraça.

Obviamente que esta frase foi pronunciada por uma pessoa do sexo feminino.

Mas deixem-me discordar. E faço-o com a consciência que a verdade está muito longe da ideia acima pronunciada.

Na realidade neste momento trabalho com três mulheres todas de idades aproximadas, cursos superiores no CV e mais uma série de valências.

No entanto estão permanentemente em guerra umas com as outras. E geralmente por coisas quase sem importância.

Pegando neste simples e quotidiano exemplo estão a imaginar o que seria o Mundo actual governado somente pelas damas?

Dúvidas existênciais

Esta minha recente página de vida iniciada recentemente e que culminou com o nascimento de uma neta fez crescer em mim novas dúvidas.

A primeira é perceber até que ponto poderei ou deverei influenciar a educação da criança? Terei esse direito?

Educar hoje uma criança é muito diferente de há trinta anos. Como naquele tempo foi diferente do tempo em que fui menino.

Há muito mais informação disponível, os acessos são demasíado grande e obviamente as solicitações disparam para diversos sentidos.

Sempre ouvi dizer que os pais educam e os avós deseducam. Todavia não pretendo ser esse tipo de familiar que fará tudo para agradar aos mais pequenos. Longe disso.

Mas terei eu (ou nós os avós!!!) capacidade ou moral para criticar alguma decisão que achemos menos boa tomada pelos novos pais?

Em termos práticos diria que sim já que em tempos também fomos pais pela primeira vez e não obstante estarmos a falar de época completamente diferentes há ainda muita experiência acumulado que poderia servir para ajudar outros…

Portanto ser avô é ser mais ou menos competente?

Diversas questões que diariamente me assaltam e para as quais não tenho, para já, uma resposta à altura.

Portuês?

Será mais ou menos consensual que a língua que Camões tão bem soube usar é de dificil compreensão, especialmente pelos estrangeiros que tentam entender este nosso léxico.

Leio por aí muita coisa mal escrita e outrossim muita coisa bem escrita. Oiço políticos, jornalistas (sim jornalistas!!!), empresários, gente da cultura (sim, estes também!!!) a falar muito mal...

Nem quero imaginar o que e4screverão nos seus textos... Mas enfim...

Provavelmente também não serei um óptimo exemplo na correcção morfológica e de sintaxe do português, mas eu não sou ninguém. Nem pretendo ser mais do que aquilo que sou!

Todavia há momentos em que ainda me espanto com o que leio. Hoje foi um desses dias.

Levantei-me bem cedo e entre muitas voltas a dar fui ao mercado comprar pés de cebola para plantar. Aproximei-me da banca perguntei ao vendecor o preço e acabei por trazer uma mão de pés de cebola valenciana.

Só que mesmo ao lado consegui ler isto...

portuesa (1).jpg

De disserem muito depressa percebe-se que tipo de couve é...

Escreve-se como se ouve ou diz! Ponto.

Quando o Natal... é uma arma!

Tristemente há quem use esta época, que deveria ser de paz, amor e reconciliação, como uma arma de arremesso.

São gente pobre de espirito, de mente tacanha e de pouca inteligência. Indefizmente há disso na minha família... Pessoas para quem o Natal é a funda que dispara a pedra, a espada que corta e fere. a espingarda que dispara e mata.

Tenho a sensação que nunca viverão felizes com o mundo mesmo que vivam bem com elas próprias (se disso tiverem realmente noção).

A razão e a emoção serão sempre incompatíveis.

Desejo a continuação de umas Festas Felizes.

 

Inexistentes!

São seis horas da tarde. A noite cai sobre a aldeia fria. Ao longe ainda restam uns laivos do que fora o dia de sol acolhedor.

Estou parado perto da ribeira e de um antigo lagar agora quase em ruínas. Aguardo que a carrinha seja cerregada para seguir viagem. De súbito surgem da escuridão uma quantidade de jovens de ambos os sexos. Eles à frente no meio os filhos de palmo e atrás as mulheres de crianças de meses colados à mama riga de leite quente.

São ciganos!

Vivem no lagar abandonado. Vêm ajudar o patrão que os alimenta e os protege. Elas são magras, esguias, bonitas. Os bebés vêm mal vestidos de pés descalços e não fosse o calar das mães morreriam de frio. Os outros miúdos terão 4/5 anos e já têm o sangue quente da traquinice. Finalmente os pais... jovens, muito jovens, magros, irresponsáveis mas sorridentes.

Pergunto-lhes o nome:

- Raul, Rafael...

- E elas?

- Maria, Pilar...

- E as crianças?

- Casimiro e Lúcia...

São bons conversadores os rapazes. Falamos do frio que cai, da azeitona apanhada, das crianças irrequietas e da fome de todos os dias. Quando lhes pergunto a idade dizem que não sabem.

- Mas no cartão de cidadão está lá a data de nascimento...

- Não temos...

- Não têm?

- Não... - respondem-me em uníssono.

Nem quero acreditar que em pleno século XXI num país denominado Portugal haja ainda tanta gente inexistente.

Mas inexistem em alegria.

 

Outros credos o mesmo Natal?

O verdadeiro contecimento Natal existe unicamente nos católicos. Para estes esta época de `"Advento", anuncia com alegria e luz o nascimento de Jesus Cristo.

Todavia há ainda muita gente para quem o Natal é unicamente a época dos almoços de empresa, das prendas dadas e recebidas sem um verdadeiro significado, dos subsídios extra que ajudam ao consumismo. Há aqueles também que professam outros credos com diferentes sensibilidades. Para estes o Natal é uma época chata e aborrecida com demasiada gente na rua.

Mas quer queiram quer não, esta época adventista alastra-se forçosamente às pessoas todas com ou sem crenças. Ninguém fica realmente indiferente.

Porque o Natal deixou há muito tempo de ser uma mera festa religiosa e passou a ser um evento social. Que veio para ficar!

Sexta feira negra

Aproxima-se aquela sexta-feira que muitos anseiam, desejam, esperam e desesperam. 

Bom... diria que o marketing teve uma grande ideia já que estes dias negros só servem, essencialmente, para se comprar o que não se necessita, por preços baixos é certo, mas provavelmente sem grande interesse.

Lembro-me a este propósito de uma tira nas Aventuras de Astérix e Obélix!

obelix_comp_1.jpg

Aquilo não servia para nada, mas como os outros tinham...

No mesmo sentido não sou apreciador de saldos... Nunca fui. Desconfio mesmo que quem vai aos saldos (salvo algumas raríssimas e honrosas excepções) está a ser mais enganado que numa boutique de alcofa! 

Portanto negra, negra ficará a carteira de muitos portugueses na próxima sexta.

Isso é limpinho...

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