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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Rascas imitações!

Há alguns anos bem distantes (quase) todos os dias se escutava a notícia de alguém que se atirava do cimo da Ponte 25 de Abril vindo esparramar-se ali na zona de Alcantara.. E quanto mais se falava disso mais exemplos apareciam. Houve alguém que teve então o bom senso de solicitar a toda a CI que deixassem de divulgar estas situações. Fosse disso ou doutra coisa qualquer a verdade é que os números de suicídios diminuiram consideravelmente.

Ora bem, é um tema complexo esta recente vaga da assassinatos de mulheres por partes dos seus maridos, namorados ou somente companheiros. Um crime ainda assim horrível que mostra que não obstante vivermos numa sociedade mais aberta há muito homem de mente fechada e retorcida. Tacanha mesmo!

Mas se seguissemos a dita ideia de há uns anos sobre os tais suicidios, teríamos os jornais, as rádios e as televisões silenciados não por uma questão de censura prévia, mas como forma de evitar as imitações. Rascas todas elas!

Definitivamente, e como homem, ainda não consegui entender o que se passará na cabeça ou no espírito daquele que mata a mulher com as suas próprias mãos. Ou no mínimo o que pretende mostrar...

Em busca do tempo!

Desde que comecei a trabalhar a tempo inteiro (e mesmo antes!) sempre respeitei os horários. Especialmente as horas de entrada pois nunca gostei de chegar tarde a um compromisso, muito menos ao trabalho. Deste modo chego sempre entre meia hora a vinte minutos antes do horário devido.

Porém a saída raramente é feita à hora regulamentar dando por isso muitos minutos que se transformam em horas e estas em dias, semanas, meses. Tudo junto ao fim de quarenta anos de trabalho levo mais dez a quinze por cento de horário realizado o que corresponde a mais quatro ou cinco anos.

Mesmo que numa pequena parte do tempo tenha havido alguma compensação financeira certo é que quando for para a reforma aqueles anos a mais nunca serão contados nem para efeitos de sair mais cedo, nem para poder ser ressarcido com uma melhor reforma.

O dinheiro não é tudo na vida assumo de forma voluntária, mas o tempo, esse, é irrecuperável.

E fez-me tanta falta!

O M.S.

Lembram-se desta estória que aqui relatei há umas semanas?

Pois é esta semana voltei a encontrar o cavalheiro invisual, mais uma vez no Metro. Aproximei-me dele, identifiquei-me e após uma pequena dúvida ou sei lá incerteza, recordou-se de mim e tivemos finalmente uma conversa bem animada.

Onde trabalha, que idade tem, como ficou cego... tudo questões que ele respondeu sem azedume. Ah e como se chamava também lhe perguntei.

Uma conversa mais masculina a seguir, retirou-lhe umas gargalhadas valentes e sonoras. Notei que à nossa volta algumas pessoas olhavam-nos de forma estranha como se vissem dois extra-terrestres.

Mas tal não me inibiu de dar um abraço a este cego que é um exemplo de coragem, tenacidade e resiliência na cidade. No final e segundos antes de eu sair da estação ele augura:

- Havemos de nos ver por aí!

Vestir a camisola

A empresa onde trabalho há mais de trinta e cinco anos é uma das mais conhecidas de Portugal. Com mais de século e meio de existência tem perto de 1800 empregados efectivos, para além de umas centenas em “outsourcing”.

Todavia posso assumir desde já que fui testemunha, tal como muitos outros colegas, da maior evolução que esta empresa teve desde a sua existência. Desde 1982 até agora passou de um arcaico sistema de pagamentos, gestão documental, de análise para um moderníssimo suporte informático em todas as áreas de negócio.

Todavia naquele tempo havia entre todos os colegas uma espécie de código de conduta muito próprio e sem necessidade de implantação de quaisquer normas internas.

Hoje a sociedade mudou muito. Mudaram as pessoas, as ideias, as visões, mas acima de tudo as posturas.

A média etária da empresa tem vindo a baixar estrondosamente. Seja pela saída dos mais velhos, mas essencialmente pela entrada de gente muito nova quase todos acabados de sair da faculdade. E é por esta juventude que obviamente  passará o futuro da empresa.

Muitos deles sem escrúpulos, sem valores e com o único foco em arrecadar mais uns euros ou ganhar currículo para poderem dar o salto para outros voos.

É por estas e muuuuuuuuuuitas outras que  me irá custar, um destes dias, abandonar esta empresa e deixá-la entregue a gente que não sabe verdadeiramente o que é vestir uma camisola.

Caso de polícia. Qual delas?

Fui de fim de semana na sexta. Cheguei hoje.

Na rua, como sempre, fica a carrinha de caixa aberta que uso para ir para a aldeia. Quando cheguei notei, isto é já ontem me haviam avisado da situação, que a parte da frente da carrinha tinha alguns estragos.

A minha rua só tem um sentido e desse modo estacionam os carros dos dois lados da via. Coincidentemente (ou talvez não) do outro lado da rua estava um carro também com estragos  coincidentes com os da carrinha.

Durante toda a restante manhã e da parte da tarde andámos a tentar perceber se alguém da rua pegava no carro. Mas nada.

Posto isto falei com o meu mediador de seguros a contar-lhe o caso. E ele mandou-me falar com a polícia. Deste modo chamei os agentes ao local. Perante a situação escusaram-se e mandaram-me ir à Polícia de trânsito.
Dirigi-me à esquadra, relatei o sucedido e perguntaram-me se tinha a certeza que fora aquele carro que fizera o estrago na carrinha. Respondi negativamente tanto mais que não houve testemunhas. Respondeu-me que sendo assim a queixa iria para arquivo.

Portanto e face ao que precede vou ter de ficar com o prejuízo sem saber realmente qual das Polícias deveria ter tomado conta do caso. 
Se é um caso... de polícia!

 

Na minha cidade XV - Apanhado?

Parei o carro num local onde o estacionamento é gratuito (já li algures que é por pouco tempo!!!). Assim que saí do carro surgiu um homem que vinha à busca da moeda que não merecera. Todavia como sei que aqueles tipos não são de fiar dei-lhe um euro.

Entretanto meti conversa e apurei que tinha 45 anos bem vividos (provavelmente até demais), que estava desempregado e necessitava do dinheiro para se governar. Depois acrescentou que iria frequentar um curso profissional durante um ano, onde lhe dariam almoço e lhe pagavam algumas despesas.

Veio outro carro e ele fugiu logo atrás do dono em busca de mais uma moeda. Escapou à conversa de forma rápida.

Entretanto em frente do parque há uma série de estabelecimentos comerciais. Entrei num café já conhecido e após uma garrafa de água fresca falei do arrumador com quem acabara de ter o diálogo.

Avisaram-me logo que não era pessoa em quem confiar. Geralmente adora deixar a sua marca nos carros de quem não lhe dá dinheiro.

Veio-me logo à memória este episódio. Porém não tinha provas e por isso lá continuou a sacar moedas aos condutores.

Até um dia...

Inexorável... o tempo!

Vivo numa zona residencial onde o que prevalece maioritariamente como habitações são... moradias.

Quando vim para aqui morar conheciamo-nos quase todos: era a D. Isménia, o senhor Duarte, a Júlia ou as manas gémeas Ana e Joana.

Muitas vezes dávamos boleia uns aos outros ou simplesmente aos nossos filhos ou netos. Todavia o tempo corre a nosso desfavor porque nos tornamos mais velhos e estes mais velhos ainda. E há os que partem numa última viagem. Para sempre.

Nesta minha rua passava e ainda passa um só autocarro de vez em quando. Naquele tempo trazia e levava muita gente... Agora passa quase sempre vazio!

Soube hoje que uma das moradias da rua encontra-se à venda. Mais uma família que sai daqui, optando provavelmente por um prédio de elevadores. Mas sem jardim ou quintal! Sem árvores nem relva. Talvez rodeado de muitas lojas e cafés.

É que a vida e os anos não perdoam. Nem a mim, nem a ninguém!

Na minha cidade XIV - Simpatia pura!

São pouco mais que dez da manhã. Saí na estação do Metro do Colégio Militar onde vou visitor o meu pai no hospital e entregar-lhe o jornal, como tenho feito nos últimos dias.

Ao cima das escadas, ainda antes dos pórticos de saída, encontra-se um invisual. Percebo que está um tanto desorientado tal a confusão de indicações que algumas pessoas do lado de fora vão dando ao cego.

Já escaldado com algumas más experiências com cegos ainda assim avanço:

- Necessita de ajuda?

- Quero ir para o Centro Comercial.

- Mas tem de passar as cancelas...

Ao mesmo que digo ajudo-o a encaminhar-se para uma saída de sinal verde. Coloca o passe, as portas abrem-se e ele passa com calma. Sigo atrás.

Vira à direita mas por pouco bate numa coluna. Ajudo:

- Cuidado que está aí uma coluna. Quero que o leve até ao CC?

- Havia aqui um quiosque onde se podia comer... - diz sem sequer escutar a minha indicação. 

Olho em redor e não percebo qualquer loja. Todavia...

- Para este lado do CC não há. Só se for para o lado das paragens de autocarro.

- É para aí é!

- Quer que o leve?

- Agradeço.

Ando meia dúzia de metros e encontro logo uma pequena loja.

- Está aqui um quiosque... Quer vir aqui?

- É esse mesmo.

Endereço-o para lá com o braço.

- Cuidado com o degrau.

E num ápice:

- Está cá a Paula?

Por detrás do balcão está uma senhora alta, robusta mas simpática. Em tom de brincadeira vou dizendo:

- Este senhor quer um copo de três... tinto.

Ela responde:

- Só favaios!

- Ela é a minha madrinha! - diz o cego.

- Ai sim?

- Arranjei noiva e ela vai ser a madrinha...

A outra ri, mas preciso de me despachar.

- Um abraço e um fantástico 2019 - desejo eu.

- Se 2019 for igual ao fim de 2018 vai ser um ano muito bom. Não quer beber nada?

- Obrigado, mas não. Agora não! Felicidades.

Dou um aperto de mão ao cego que me retribui com vigor e regresso ao caminho.

Começou bem o meu dia. Finalmente um cego repleto de simpatia pura.

Como achar 6,87€ no chão da cidade!

Parece uma brincadeira ou um enigma mas acreditem que não é. 

Hoje mesmo em Lisboa encontrei esta quantidade de dinheiro. Sem tirar nem pôr. E o mais curioso é que foi por duas vezes.

Como será possível? Perguntar-me-ão os caríssimos leitores e com muita razão.

Todavia para ajudar à festa acrescento que não é a primeira vez.

Vou passar então a esclarecer para que não pensem que ando a assaltar carteiras a arrumadores de carros ou a algum pedinte oriundo da Bulgária. Nada disso.

Hoje por duas vezes encontrei no chão dois cartões semelhantes ao da imagem infra.

viva_viagem.jpg

Quem usa os transportes de Lisboa sabe que tem de se munir de um cartão destes para aceder ao transporte. Ora bem os cartões que achei no empedrado, um deles estava caducado mas tinha 5,42€ de saldo que pode ser transferido para um cartão activo e o segundo tinha uma viagem por usar.

Assim sendo e somando o valor dos dois cartões temos a astronómica quantia de 6,87€.

Pois... como já disse há uns anos encontrei um cartão semelhante com mais de sete euros de saldo.
Resumindo e baralhando o dinheiro nem sempre são moedas ou notas, pois não?

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