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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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A cidade e as serras (versão breve) - VI

Saí da cidade a 27 de Outubro para só regressar dia 8 de Novembro. Duas semanas afastado de Lisboa onde o trânsito, o barulho citadino, a má educação, a insensibilidade humana prevalecem acima de tudo o resto.

Todos os anos tenho por hábito escrever um pequeno texto, mais ou menos por esta altura, sobre os sentimentos de quem, após alguns dias no campo, regressa à urbe.

Reli os meus textos anteriores e está lá tudo. 

Nada mudou, infelizmente! E se tal aconteceu foi certamente para muito pior.

Amanhã vou embrenhar-me no meio da cidade, correr para o Metro, fugir à cratera aberta no asfalto, tentar chegar a casa incólume.

Hoje doem-me as mãos do trabalho do campo, Amanhá doer-me-á a alma!

Sem carta ou sem carro?

Hoje tinha uma quantidade de coisas para fazer depois do trabalho e antes das oito da noite, hora a que jogaria o meu clube em casa e onde queria estar presente.

Portanto despachei o trabalho, saí muito cedo, fui buscar a minha mulher, como sempre o faço, ao trabalho e dirigi-me para casa. Ou tentei.

À saída para uma estrada apercebi-me de um movimento anormal. Pensei que fosse coisa momentanea, mas quando entrei no desvio deu para perceber que a fila de carros ultrapassava o que a minha vista alcançava. Náo era necessário ser adivimho para descobrir que houvera algures, lá à frente, um acidente.

Passados alguns minutos o rádio confirmou que havia um grave acidente que deixara somente, das quatro faixas de rodagem uma livre.

Resultado... tive mais de uma hora num pára-arranca quase interminável. Daqui concluí que a bola já era tendo em conta que havia muita coisa para resolver até à noite.

Ora bem o acidente ocorreu num local onde os carros procuram desviar para outras faixas mais à esquerda enquanto outros da esquerda tentam seguir pelo desvio à direita... Toda a gente conhece aqueles acessos e o imenso movimento que eles trazem. Por isso estranho que haja alguém que entre naquela zona em velocidade excessiva e/ou munindo-se de manobras "à desembaraçado" arriscando a criação de acidentes com alguma gravidade, como foi o caso de hoje.

Há neste tipo de acidentes sempre um culpado mor, não vale a pena escondê-lo. Fica então a pergunta:

"Tomando em consideração o prejuízo que o acidente causou a milhares de automobilistas qual deveria ser o castigo para o culpado... retirar-lhe a carta por muito tempo ou retirar-lhe simplesmente a viatura?"

Barcelona - não havia necessidade

Quando em 1999 aterrei pela primeira vez em Barcelona e já no táxi que me levaria à cidade condal vi um enorme placard que dizia: "Bem vindo ao País da Catalunha".

Pela assertividade do texto e da maneira como estava escrito percebi logo que estava numa zona de Espanha muito diferente do restante país.

Este sentimento foi-se adensando sempre que regressei àquela cidade.

Conheci relativamente bem Barcelona, visitei tudo o que havia para visitar e caminhei quilómetros na cidade. O curioso é que, não obstante alguns catalães mais regionalistas, o que eu senti é que todos viviam em boa comunhão.

Dir-me-ão que tudo não passava de uma paz podre. Até pode ser que sim... Todavia era preferível essa paz, mesmo que fictícia, aos gravíssimos distúrbios que vamos actualmente assistindo.

É que os catalães mais radicais nem imaginam o que o futuro poderá reservar à região. Sinto mesmo que não será coisa boa...

A cidade de Barcelona imortalizada por Freddy Mercury jamais será a mesma...

Português desconhecido!

As novas tecnologias como os "smartphones" ou os "tablets" (já deveríamos ter criado ou adaptado palavras lusas para estas coisas, digo eu!!!) retiraram aos livros muitos leitores. A malta quer é redes sociais, youtubes ou jogos... O resto fica para outras núpcias que jamais virão. O que equivale dizer que as pessoas lêem cada vez menos, especialmente literatura com qualidade.

Vem isto a propósito de um caso que se deu comigo numa grande loja de Lisboa. Após uma compra a senhora que me atendeu que era simpática e competente foi dando lastro ao meu gosto por conversar. A determinada altura disse eu: "... numa loja havia uma panóplia de stands..."

A senhora olhou para mim e comentou:

- Nunca tinha ouvido essa palavra, mas já percebi o sentido...

Calculei logo que não entendera a palavra... panóplia! Já há tempos numa outra conversa disse qualquer coisa em que apliquei a palavra... mormente. Dei conta que alguém não percebera o que eu acabara de dizer, porém esta, ao invés da lojista, não deu parte de fraca.

Estes são dois ínfimos e tristes exemplos que demonstram como a nossa língua está a ser olvidada e, pior que tudo, a ser substituída por expressões inglesas, mormente no que diz respeito às novas tecnologias.

Há que cuidar da nossa língua... Não podemos nem a devemos esquecer.

Lixo eleitoral!

Durante as semanas que antecedem qualquer eleição as ruas das nossas cidades ficam repletas de publicidade eleitoral. Antigamente usavam-se os cartazes colados nas paredes quase sempre na calada da noite por militantes e simpatizantes.

Com o evoluir da publicidade os cartazes foram naturalmente substituídos pelos tão conhecidos "outdoors" ou por tarjas de plástico e de pano penduradas nas árvores ou em postes de electricidade.

Até aqui parece-me tudo normal e sem grandes alternativas.

O problema reside que após as eleições nenhum partido, movimento ou organização política retira da paisagem urbana as tarjas ou os tais "outdoors".

Pois bem parece-me que seria de todo avisado obrigar os partidos, que tiveram a sua campanha pespegada de toda a forma e feitio na rua, a retirar todos as tarjas e demais cartazes de campanha  no sentido de que as cidades não sejam unicamente um mero local de lixo eleitoral.

Algumas considerações…

O resultado das últimas eleições vai ser, nas próximas semanas, analisado e esmiuçado até à medula. O que vai originar as mais diversas análises, obviamente adaptadas ao pensamento político de que as profere (leia-se escreve).

Portanto não me cabe analisar os últimos resultados e outrossim extrair deles brilhantes conclusões. Outros, como já o disse, o farão, quiçá, com mais verbo e mais discernimento que eu.

Assim hoje venho abordar o (grave) assunto da abstenção. E lanço para já uma simples questão: como pode alguém, em Portugal, ter coragem para criticar um qualquer governo se na altura devida nem aparece para exprimir o seu desagrado? Nem digo para votarem num partido bastava que o fizessem votando em branco.

Os partidos, ao invés do que hipocritamente afirmam, não se preocupam com a abstenção. De todo. No fundo para alguns partidos é bom que as pessoas não votem. Até porque tenho a triste sensação de que os abstencionistas são, na sua maioria, de direita.

Porém o povo só votaria maioritariamente se visse nisso alguma vantagem financeira. Por exemplo quem votasse teria um determinado benefício no IRS. Aí sim tenho a certeza que a taxa de abstenção baixaria.

Mais, se os nossos partidos ditos de esquerda, tivessem a garantia que com esta hipotética regra ganhariam sempre as eleições, tenho quase a certeza que já teriam alterado a lei eleitoral. Assim mantêm-se fiéis aos velhos princípios.

Ontem fiz 300 quilómetros, com a minha mulher doente no carro, para podermos ambos exercer o nosso direito de voto. Mais uma aberração… Com tanta tecnologia tive de me dirigir à minha mesa de voto da residência para votar, quando poderia simplesmente tê-lo feito lá no interior profundo.

Finalmente continuo a pensar que a abstenção existe muito por culpa dos nossos actuais e antigos governantes. A confiança, a honestidade, o (bom) exemplo que eles geralmente transmitem ao povo é igual a… zero.

Depois não se admirem… que uns movimentos tontos comecem a surgir. Hoje com um só deputado… mas nas próximas eleições quantos serão?

Só espero que um dia a esquerda não venha inventar desculpas para o trabalho que não fez ou que deixou que os outros fizessem por ela.

E se eu me tornasse rico?

Esta semana estã a ser uma autêntica correria, com as filas associadas, aos postos de apostas do Euromilhões.

Segundo percebi são cerca de 190 milhões de euros para o primeiro prémio, aos quais serão retirados os respectivos impostos (olha esta medida do Vitor Gaspar não foi eliminada pela geringonça, porque terá sido?). Ainda assim muito... 'graveto'! Adiante...

No entanto fico sem saber, realmente, se quem joga terá a consciência do que é gerir tantos milhões.

"Antes problemas em gerir 100 milhões que gerir 360 euros por mês...", dirão alguns e desde já assumo que têm toda a razão.

Porém... continuo a pensar que a maioria das pessoas que jogam não percebem o que se tornaria a sua vida se tivessem acesso a tantos milhões. Obviamente que tudo dependeria da forma como comunicassem, ou não, a situação à família e amigos. Normalmente as pessoas não sabem lidar com o êxito. E falam demais...

Mas à questão que eu próprio formulei no título ainda não respondi. Provavelmente nunca me sairá qualquer dinheiro até porque mui raramente jogo.

Só que num bambúrrio de sorte eu posso apostar e... pimbas aquela ou o azar podem bater-me à porta.

Então imaginemos que eu ganharia um prémio único de mais de 150 milhões de euros. Tornando-me estupidamente rico, que faria então?

Para já ajudava algumas entidades de cariz social a pagar umas dívidas. Arranjaria um lar com óptimas condições para a minha família e o resto logo se veria... E os  pobrezinhos?

A esses dar-lhes-ia trabalho no lar. Provavelmente arranjariam logo desculpas médicas para não irem trabalhar, mas isso é outra conversa.

Não mudaria de carro, nem de casa, nem de forma de viver a vida.

E tentaria viver o resto do tempo no total anonimato!

Fundamentalmente contra…

… os fundamentalismos.

Hoje crescem em todas as sociedades novas ideias, novas formas de estar neste Mundo e logicamente novas lutas. O ambiente é, claramente, um combate permanente entre uma sociedade altamente consumista e aqueles que têm preocupações ambientais. Mas não é o único…

A questão é que muitos combates transformaram-se rapidamente em fundamentalismos radicais. E esta nova postura dos lutadores acaba por estragar, na essência, as suas próprias batalhas. Porque o seu "modus operandi" torna-se demasiado truculento e irracional.

Assente em bizarros fundamentalismos assistimos quase todos os dias ao aparecimento de tentativas de imposição de regras à população, o que limita, e de que maneira, a liberdade de cada um.

De todos os radicalismos aquele que eu melhor aceito é o do ambiente. Mas mesmo este é necessário algum cuidado e moderação, para não cairmos em extremismos que são, por vezes,  mais prejudiciais que o verdadeiro problema.

Não vou aqui enumerar a quantidade de bravatas que vou escutando e lendo onde os fundamentalistas se consideram os únicos donos da razão. Porém as limitações que constantemente pretendem impor nas nossas vidas carecem de algum bom senso.

É por estas e por muitas outras que dificilmente me verão associado a alguma demanda. Sou uma pessoa livre e, por enquanto, sei muito bem distinguir o trigo do joio. Outros o soubessem também.

Termino com a ideia de que não pretendo ser um fundamentalista radical por decreto. Isso nunca!

Serena(mente) derrotada!

Nunca joguei ténis. Mas sempre gostei de ver um bom jogo.

A minha maior referência é a de um "jovem" da minha idade e que dá pelo nome de John McEnroe. Sempre assaz polémico e irascível dentro e fora das quadras de jogo, o norte-americano foi por estes motivos e muitos outros uma figura quase única no ténis. Para mim uma referência.

Mas apareceram outros atletas que por quem sempre nutri uma simpatia. Porquê? Perguntar-me-ão. Somente porque sim ou porque sempre apreciei atletas que jamais se dão por vencidos. Relembro a este propósito uma célebre final de André Agassi em que o atleta esteve a dois pontos de sofrer "matchpoint", tendo conseguido libertar-se desse espartilho e acabou por ganhar o torneio. Mais... o ponto que ele ganhou para dar inicio à reviravolta, fê-lo de costas para a quadra e a fazer um "passing shot" por entre as pernas. Impensável.

Entretanto surgiram outros campeões. Federer, Nadal, Djokovic, Wawrinka, Sampras. Já para não falar dos idosos Connors, Borg, Lendl e muuuuuuuuuuuitos outros.

Também no sector feminino tive e ainda tenho umas quedas muito pessoais. Desde a Anna Kournikova, à Martina Higins, passando por Steffi Graf, não esquecendo a argentina Gabriela Sabatini ou a gaulesa Mary Pierce... todas elas campeãs e grandes batalhadoras em campo.

Porém e desde que este desporto passou a ser transmitido em canal pago deixei de ver e só vou sabendo as notícias por aquilo que vou lendo.

Ainda assim relembro os tristes acontecimentos na final feminina do USOpen do ano passado, onde Serenna Williams baixou o nível do ténis, não na competição, mas nas palavras com que brindou o árbitro luso Carlos Ramos.

Eis aqui um resumo:

Uma vergonha para a família Williams que não merecia este vexame público feita pela número 1 mundial.

Só que este ano Carlos Ramos não esteve presente na final nem em nenhuma partida da Serena. E esta perdeu na mesma a final do USOpen de 2019.

Afinal a culpa parece não ter sido do árbitro português.

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