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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Papa Francisco: sarando feridas!

O Papa Francisco já nos habituou a actos e palavras surpreendentes. Para além de assumir a existência de casos de pedofilia no clero e após algumas encíclicas muito assertivas e perspicazes onde abordou diversos temas e problemas do Mundo actual, veio agora defender as uniões de facto das pessoas homossexuais, dizendo que todos são filhos de Deus.

Mais uma vez o Papa a chegar-se à frente, percebendo que a igreja, enquanto organização dogmática, tem de adaptar-se à sociedade deste novo século que carrega novas e diferentes realidades.

Imagino que dentro da Curia Romana haja muita gente contra estas ideias tão iluminadas do Papa, olvidando, quiçá, que é por falta de adaptação às novas realidades das novas sociedades que a Igreja tem vindo a perder fiéis e consequentemente vocações.

Sou assumidamente católico, mas sou outrossim mui crítico perante a manutenção de alguns dogmas que já não fazem qualquer sentido, nem levarão a igreja Católica por melhores caminhos. Há especialmente um que me parece desactualizado e a requerer um olhar mais atento do Papa e que se prende, por exemplo, com a impossibilidade dos padres casarem.

Este é um assunto semi-tabu, mas que ainda assim é já falado em Roma. Até já li que o Papa percebe as razões de quem deseja o fim do celibato dos padres. Mas continuo a achar que este será um longo caminho a ser percorrido e que só daqui a muitos anos é que o Vaticano revogará esta lei.

Antes disso muito se escreverá uns, como eu, a favor e os mais ortodoxos a assumiram as razões pelas quais tudo deverá ficar como está.

Uma ferida aberta no seio de Vaticano que o Papa Francisco tentará sarar.

Ditadura de costumes?

A polémica ao redor da aplicação “Stayaway covid” não é mais que um “fait-divers” do governo para retirar a população do foco principal que é, sem margem para dúvida, o aumento de casos e de mortos em Portugal de infectados com covid-19.

Em Abril, ouvi eu que sou surdo, que por esta altura seria muito provável o aparecimento de uma segunda vaga. O fim das férias, o regresso às aulas presenciais e o baixar da guarda quanto aos distanciamentos sociais criaram uma mistura semi explosiva cujas consequências estamos agora a perceber. E a sofrer.

A verdade é que alguém avisou...

Em Maio a economia reiniciou a mexer. Muito por força e imposição de diversos sectores da sociedade portuguesa. Daquele mês até Agosto (quase) tudo foi aberto pois a “economia não podia parar”. Alguns especialistas continuavam a avisar que esta abertura poderia ter consequências nefastas. Ninguém ligou pois à boa moda lusa “o mal só acontece aos outros”.

Estamos agora a tomar consciência dos erros feitos no passado recente, obviamente com o beneplácito do governo e PR.

Bom, mas regressemos à dita aplicação, cerne da novel polémica, para instalar em telefones inteligentes. Assumo desde já que sou contra a instalação. Por duas razões: a primeira é que não foi o governo que me comprou o telemóvel, a segunda prende-se com a imposição da instalação de algo num objecto que é exclusivamente meu.

Mal comparado é como se o governo me obrigasse a só ler livros de Saramago ou a ver filmes de Tarkovsky.

Há por isso neste governo socialista qualquer coisa de muito estranho. Cheira-me a uma, mesmo que ténue, tentativa de ditadura de costumes.

Com um orçamento à porta e por aprovar, o Governo de António Costa vai diabolizando os lusos cidadãos que não acatam as suas vontades, numa reles tentativa de desviar as atenções para o que será, economicamente falando, o (negro) futuro de Portugal.

Portanto aqui por fica decidido: quando houver uma “Stayaway políticos” eu instalo a aplicação no meu telemóvel. Até lá...

Lamento!

Este país e as oportunidades que perde para se tornar bem melhor!

Os sucessivos governos que apenas se preocupam com os interesses dos quais estão reféns!

Lideres políticos que enganam o povo sem rodeios!

Um povo que não gosta de ouvir a verdade!

Uma sociedade hipócrita que diz preocupar-se com os outros e deixa os idosos num hospital!

Uma justiça diferenciada e que não faz o seu trabalho!

A quantidade de gente apanhada em esquemas sórdidos e pouco claros!

A corrupção, o compadrio, os favores!

E essencialmente lamento... ter que escrever este desabafo!

Donaldices ou crendices?

Cá por casa sou normalmente conhecido pelo inventor das teorias de conspiração, especialmente ligadas à política.

Na verdade há muito que deixei de acreditar nos políticos, sejam eles lusos ou estrangeiros. A política não é actualmente a acção de trabalhar em prol do bem comum (leia-se população), mas somente laborar em favor de alguns reencaminhando alguns benefícios para benefício próprio.

Tenho este introito para fazer a ponte para o caso do presidente dos Estados Unidos da América e a sua recente infecção por coronavirus. Assim que eu soube desta notícia comentei com os meus botões: não havia melhor altura…

Se não vejamos:

- o debate entre Trump e Biden foi um “bidon” de trampa (desculpem-me desde já a baixeza da linguagem!!!):

- as sondagens, que valem o que valem, mas ainda assim podem ser uma referência, dão vantagem ao candidato democrata;

- não há vacina eficaz ao invés do que o actual Presidente afirmava e as mortes de americanos por covid-19 sucedem-se (perto de sete milhões e meio de infectrados e mais de 200 mil  mortes).

Ora pegando nestes factores e a um mês das eleições americanas nada melhor para Trump que fazer-se de vítima do vírus. Com esta atitude ele tenta:

- dizer ao povo americano que não está imune;

- que a doença não parece ser tão má quanto a pintam já que ele a teve e saiu dela (o internamento foi só para americano ver!;

- desviar as atenções da nomeação da nova juíza do Supremo Tribunal e do caso dos impostos não pagos;

- vitimizar-se perante os adversários políticos.

Desta forma Donald Trump vai tentando ganhar algumas simpatias em sectores menos favoráveis, de forma poder renovar o seu mandato.

Esta minha teoria poderá ser tão idiota quanto outras que já alimentei, mas que creio que é possível, isso creio.

Violação sexual - um crime sem perdão!

Muitas vezes a ida à aldeia não me trás somente boas notícias ou alegrias. Algumas alturas tenho de aceitar que a vida é uma filha da mãe. Da pior espécie...

Soube hoje por interposta pessoa que a neta de um amigo foi violada pelo companheiro da mãe. Não é por conhecer a menina desde criança e hoje uma mulher e estudante universitária ou por conhecer os avós, mãe, tios e demais família que falo disto, mas esta notícia foi o interruptor que fez com que não adiasse mais este tema tão duro, difícil e infelizmente quase corrente na nossa sociedade. Um crime para o qual não deveria NUNCA haver desculpa e onde as penas de prisão deveriam ser muito pesadas. 

A violação sexual é, quiça, o pior crime de um homem. Não só pelo hediondo acto em si, perpetrado contra a vontade de outra pessoa, mas essencialmente pelas marcas profundas que deixa para toda a vida na vítima ou vítimas.

O violador é alguém que não tem quaisquer escrúpulos em roubar a dignidade à violada, roubando-lhe ao mesmo tempo a capacidade de um dia ela poder amar.

Como homem não consigo conceber uma explicação lógica para tamanho crime. É um crime vil, desumano e selvagem para o qual o código penal ainda não tem uma pena de prisão adequada. Segundo apurei (não sou jurista, portanto sujeito a muitos erros) a pena máxima para casos de violação pode ir até 8 anos de prisão. Se assim for julgo ser manifestamente insuficiente para alguém que deixa marcas em outrém para o resto da sua vida.

PS - Este texto poderia ser dedicado simplesmente à J. para que tivesse coragem para enfrentar o futuro, mas dedico-o a ela e a todas as mulheres vítimas de violação e que nos seus silêncios sofrem amargamente!

Mais informação, melhor informação?

Hoje em conversa com o meu filho mais novo surgiu da parte dele esta assumpção: actualmente as pessoas têm mais acesso a informação que há 30 anos!

O diálogo acabou por enveredar por outros temas, mas a frase ficou cá a picar a minha consciência.

Na realidade a informação que hoje chega até nós é tão vasta que ainda estou para perceber se é útil e formativa. Ou se é mais um dado para nos atormentar o espírito...

Tal como quando tomamos um medicamento vamos ler as contra-indicações - na maioria nunca são boas notícias -, também a informação que vamos absorvendo, seja através de notícias ou pesquisas, é por vezes tão contraditória que em vez de ficarmos esclarecidos e elucidados... ainda ficamos com mais dúvidas e incertezas.

O caso da actual pandemia, com a qual vamos vivendo e convivendo diariamente, é um dos exemplos. Já li e ouvi doutas personagens publicamente afirmarem que este virus não é mais mortal que outros com os quais fomos vivendo ao longo da nossa vida. Para logo a seguir escutar outros a dizerem o pior desta doença. Então de que lado está a razão? Ou será que ambas as ideias serão válidas? Ou nenhuma delas?

Concluo assim cde que estamos reqlmente muito mais informados... mas estaremos melhor informados?

Eu duvido!

Convites ao Covid!

Os últimos dias trouxeram-nos um crescendo de infectados com Covid19 em Portugal e não só. Por muito que nos custe reconhecer, este incremento de casos era naturalmente expectável. O desconfinamento, mesmo que gradual, o final do teletrabalho, a praia, o regresso às aulas trouxeram, obviamente, novos focos de infecção.

O PM não quer parar a economia, as empresas tocam na mesma tecla de AC, o que equivale dizer que os casos irão crescer e quiçá ultrapassar os números de Março e Abril.

E sinceramente… o vírus espalha-se porque as pessoas não tomam quaisquer cuidados. Nem na higienização das mãos nem no uso de máscaras.

Se o governo não quer parar a economia então defendo a obrigatoriedade do uso da máscara. 

Para todos!

Sem excepção de local, hora ou idade da pessoa.

De outra forma andamos a co(n)vidar o vírus a espalhar-se.

Aquele dia!

Nesta já longa vida que tenho atravessado aprendi, entre muitas coisas, que não é por não se ir a um médico que não se está doente.

Na verdade, enquanto alguém com conhecimento médico não nos disser que estamos realmente doentes tudo o que temos pode ser meramente passageiro. Mesmo que nos sintamos horrivelmente mal.

Mas curiosamente ou talvez não, os piores seres a assumirem as suas próprias doenças são os… médicos.

Mais medricas, piegas e maus doentes que estes profissionais de saúde, não há! Sei do que falo, pois lido diariamente com dois médicos na família e que temem os colegas de uma forma quase absurda. A ida, por exemplo, a um mero dentista parece uma prova de dificuldade elevadíssima.

Depois são pouco sensíveis aos bons hábitos sejam eles alimentares ou outros já que fumam, bebem, comem sem terem qualquer cuidado, colocando deste modo as suas vidas em risco.

Pois é… mas enquanto um colega não o disser que estão a fazer asneiras vendem erradamente saúde.

Até aquele dia!

Ter ou não ter: eis a questão

Um dia, há alguns anos, uma visita dizia-me perante a minha garagem:

- Que grande garagem... Fazia-se aqui uma bela cozinha.

Admirado com a ideia devolvi:

- Então o que faria daquela ali? - e apontei para a minha cozinha.

- Ah não se sujava.

Nem disse mais nada. Não valia a pena gastar latim. Resumindo, fazia uma cozinha numa garagem onde deixaria de guardar o meu carro para não sujar a da casa... Seria este o fundamento? E a da garagem não teria direito a ser limpa?

Trago esta ideia porque sei que não é um pensamento genuíno. Conheço muita gente que tem garagem para tudo menos para guardar o seu veículo. Depois estacionam os carros na rua retirando aos que não têm aquela divisão a oportunidade de pararem perto de casa.

Reconheço que não é um problema tipicamente português já que vi por essa europa muitos condutores a colocarem os carros na rua e aproveitarem as garagens para: oficinas, arrumos, lojas, armazens...

Da mesma maneira há quem construa uma moradia para mais tarde erguer uns anexos que depois farão de habitação permanente. Isto é... tem-se uma casa unicamente para se ter... nunca para usar.

Estranhamente sou o inverso: uso as loiças melhores, bebo nos copos de cristal, guardo todos os dias o carro na garagem. Portanto dou uso ao que tenho. Deteste ter só porque sim...

E se eu ou alguém partir alguma coisa não há problema: será sinal de que estamos vivos.

Daqui a 20 anos!

Daqui a uma vintena de anos as crianças nascidas neste ano dirão quiçá com orgulho: nasci no ano da pandemia. Tal como o meu avô dizia que nascera no ano da Implantação da República.

Nessa altura os jovens nem se lembrarão das máscaras que os pais e restante família traziam colocadas. Nem se lembrarão do afastamento social de famílias e amigos. Mas ainda bem, acrescento.

Porém nesse tempo futuro haverá coisas que ficarão desta época. Por exemplo o lavar as mãos amiúde ou desinfectá-las com regularidade.

Como na Europa da Segunda Guerra Mundial ficou não se estender roupa na rua. Dizem alguns que onde houvesse roupa estendida era porque havia gente e as tropas invasoras saqueavam e matavam os habitantes. Outra versão aponta para a ideia de havia roupa estendida durante semanas seria sinal de que haviam sido mortas ou haviam abandonado à pressa as habitações. A verdade é que hoje quase ninguém estende roupa fora de casa, ao inverso do que acontece neste país.

Entretanto preparamo-nos para nova vaga de infectados. Os números portugueses estão aí e continua numa variável ascendente. Reconheço que o país não pode parar, mas as pessoas devem também ser salvaguardadas.

Um dilema que foi de ontem, é de hoje e será de amanhã. Pelo menos até existir uma vacina eficaz.

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