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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Doar vinte anos... em roupas!

Durante toda a minha vida fui comprando roupa que ia normalmente usando enquanto trabalhava. Depois havia sempre os aniversários ou o Natal e lá vinha mais umas peças para acrescentar ao enorme rol de roupa que os diversos guarda-fatos espalhados pela casa iam escondendo.

Ao fim de todos este tempo dei conta das dezenas de quilos de vestimentas guardadas: fatos completos, camisas, calças...

O mesmo se passou com a minha mulher.

Foi agora a altura de dar uma enorme volta na nossa roupa. Escolhida, arranjada, lavada e devidamente dobrada, juntou-se em diversos sacos e caixas. Depois foi escolher um local onde entregar toda esta roupa.

Um dos locais onde, há tempos, cheguei a entregar alguma roupa usada está neste momento encerrado, devido à pandemia. Por isso recorri a outro local que não conhecia e do qual gostei muito essencialmente pelo trabalho que ali processam para tanta gente. Crianças, idosos, famílias inteiras que dependem daquela gente.

Entreguei deste modo mais de vinte anos de roupas de homem e mulher. Acredito piamente que serão bem distribuídos!

Na lista negra!

Hoje tive a triste notícia de que um primo, ainda que afastado, foi neste fim de semana vítima de um acidente de viação, tendo ficado em estado considerado grave.

Segundo testemunhas que assistiram ao acidente a senhora causadora vinha a falar ao telemóvel.

Ninguém consegue nesta altura perceber como irá evoluir o estado de saúde do meu parente, mas o que quero aqui realçar é a origem deste desastre de automóvel. Mais uma vez um pequeno aparelho de telemóvel, na génese de um acidente grave, não obstante as sucessivas campanhas e a proibição por lei do uso daquele tipo de equipamento, enquanto se conduz.

Independentemente das consequências futuras e da imputação de culpas a verdade é que a autora do acidente irá continuar a usar o seu telemóvel, tendo ou não a permissão de conduzir.

Ora bem… eu não tenho nenhuma arma de fogo em casa, nem tenho permissão para a usar. Também é verdade que não necessito, nem a saberia manuseá-la. Da mesma maneira seria importante que quem originasse um acidente deste cariz, também fosse, no futuro, proibido de voltar a usar um aparelho telefónico. Conduzisse ou não!

Criava-se uma espécie de cadastro nacional disponível para todas as empresas que vendessem telemóveis, de forma a que quando alguém fosse adquirir um novo equipamento não o pudesse fazer desde que constasse da lista. Um género de lista negra de má conduta!

Creio que esta medida simples evitar-se-iam, certamente, novos acidentes com origem nos telemóveis.

Mais que campanhas ou leis proibitivas.

Reformado... em tempo de pandemia!

Se há alturas em que as coisas não deviam acontecer, esta é uma delas...

Reformei-me oficialmente já em fase de desconfinamento, mas ainda assim sem a liberdade de outrora. De que me vale não ter de ir trabalhar se não posso sair de casa como calcularia, desejaria e mereceria?

Obviamente que quando assinei o acordo de saída da empresa, o virus era uma coisa das noticias de televisão, que vivia para lá das muralhas chinesas e jamais se imaginou que entraria nas nossas vidas de forma tão abrupta e tão evidente, limitando-nos o trabalho, as relações, a nossa liberdade de... tudo.

Pelo que vou sentindo, lendo e constatando esta situação pandémica vai perdurar por mais algum tempo. E eu aqui (quase) preso! Faltam-me os almoços de família, de amigos, de colegas. (Nem tive direito àquele almoço de despedida que se costuma organizar quando alguém ia embora da empresa!). Sinto saudade dos abraços e dos carinhos de filhos. E tendo sido avô hápoucos meses ainda nem sequer dei um mero beijo à neta! Quem diria?

Realmente não poderia ter escolhido pior momento para me reformar. Mas adivinhar o futuro é proibido!

Aguardemos pois por dias melhores e até lá vamos esgalhando uns textos...

Um Rei… só!

Humildemente reconheço que nunca pensei na questão de ser republicano ou ser monárquico. Realmente jamais foi uma preocupação premente até porque sempre vivi numa República.

Trabalhei com alguns defensores da causa monárquica que sempre me pareceram gente de bem e sensata. Defendiam naturalmente a existência de um rei em vez de um PR eleito, algo que não me parece impensável em Portugal, desde que a restante democracia parlamentar funcionasse de forma livre.

Depois olho para alguns países europeus que são monarquias e vejo-os sempre na linha da frente do desenvolvimento, o que quererá significar também alguma coisa. Digo eu!

Entretanto aqui ao lado, no país vizinho o Rei emérito Juan Carlos parece que se eclipsou após a descoberta de recebimentos indevidos de um monarca saudita no valor de 100 milhões de dólares. Nada que muitos políticos republicanos não tenham feito já e que continuam a fazer.

Todavia percebo a tristeza de alguns defensores da causa monárquica. Ainda por cima por um Rei e não um súbdito… Se acrescentarmos a este caso as estórias envolvendo saias, fico com a sensação que a causa monárquica não conviverá bem com esta situação.

Entretanto já se pretende a queda do actual Rei Filipe VI como se ele fosse culpado dos actos irresponsáveis do pai. Nem imagino como se sentirá o monarca Castelhano com a catadupa de notícias sobre a Casa Real.

Provavelmente só!

Hoje sou libanês!

Vi hoje um dos filmes mais terríveis da minha vida: a explosão na cidade de Beirute. Muito ao nível dos atentados de 11 de Setembro às Torres Gémeas. Fiquei absolutamente petrificado com o que vi!

Não conheço a cidade, mas do que li desde muito cedo que percebi que deveria ser uma cidade linda, não obstante as continuas guerras civis a que aquela capital está (quase) sempre sujeita.

Creio que Artur Albarran tinha as expressões certas para este triste momento: o drama, o horror, a tragédia que se devem viver na cidade! Nem imagino!

Sem conhecer qualquer libanês, ainda assim, envio daqui um abraço a todos os habitantes de Beirute para que tenham coragem e recuperem rapidamente desta desgraça. E acima de tudo que nunca mais se repita!

Hoje somos todos libaneses!

Crónica real... noutro lugar!

Prometi... eu sei que prometi, mas por vezes os factos são mais importantes que a razão e daí...

Saí de casa para ir ao mercado comprar uns carapaus e umas sardinhas para o meu almoço. Por ser sábado sei de antemão que o estacionamento do mercado está quase sempre cheio e por isso procurei um outro onde pudesse parar o carro convenientemente.

Estacionado o veículo eis-me a caminho do mercado. No sentido contrário ao meu aproxima-se um homem ainda relativamente jovem, quarenta anos talvez. A uns cinco metros de mim mete a mão ao bolso e retira a chave do seu carro. Só que também sai uma máscara que cai no chão sem que o dono se aperceber. No meu jeito disse:

- Deixou cair a sua máscara...

Ele olha para trás vê-a no chão e devolve:

- Não ptreciso dela, já foi muito usada.

Azar dele pois bateu comigo...

- Por isso mesmo deve apanhá-la do chão e colocá-la no lixo. Deixá-la no chão pode ser um atentado à saúde pública.

- "Olhameste"... queres ver que sou o único?

- Infelizmente não é o único, mas o mundo não é só seu... vive neste planeta mais gente.

- Só me faltava esta...

- Se eu fosse um polícia seria assim que responderia?

- Mas não é...

Nesse mesmo instante passa uma senhora que assistira a tudo e dirigindo-se para mim, declara:

- Este tipo de gente deveria ser presa sem direito a julgamento e pagar uma enorme multa. Só assim é que aprenderiam.

Larguei o meu antagonista e fui em busca do peixe. No entanto não evitei olhar para trás e perceber que o homem fora apanhar a máscara.

Do meu avô aos dias de hoje!

O meu austero e sábio avô paterno tinha uma frase que me marcou e que rezava assim: dinheiro no bolso não consente misérias.

Mal imaginaria ele quanta razão tinha nas suas sábias palavras plasmadas que são na realidade dos dias de hoje. Basta o exemplo dos cartões de crédito...

A sociedade em que vivemos actualmente formatou-nos de forma a pensarmos que é mais importante ter um carro novo, um telemóvel topo de gama ou umas fárias paradisíacas, mesmo que a seguir as nossas contas fiquem durante anos no vermelho, do que olharmos para as nossas finanças domésticas e percebermos até onde poderemos ir.

Contudo esta espécie de mundo (quase) perfeito tem os seus grandes inconvenientes que, só por mero acaso, esta pandemia veio mostrar e colocar em cima das nossas mesas.

A vida tal como a imaginávamos há uns meses deixou de existir. Nada é certo. E se por vezes tínhamos algumas dúvidas quanto ao nosso futuro antes deste vírus, ora aquelas triplicaram.

O “lay-off”, o desemprego, a reforma antecipada e muitas vezes forçada, veio lançar a confusão e um verdadeiro temor nalgumas franjas da sociedade lusa que, no entanto, continua a aguardar que tudo passe de forma natural. Tal como surgiu.

Só que a triste realidade continua a mostrar-se muito diferente dos ensejos dos portugueses.

E o fim desta pandemia não surge já ali…

O sexo e a idade!

Hoje, perto das cinco da tarde, estava eu bem estendido na areia da praia quando escutei esta frase meio perdida:

- … Aproveita agora… porque quando chegares aos quarenta, sexo?... Já era!

Esta conversa tirou-me do sério de tal forma que me ergui da minha confortável esteira arenosa e tentei perceber quem proferira aquela ideia. Encontrei então um conjunto de jovens, todos com idade para serem meus filhos. Desculpei a idiotice da afirmação.

Todavia como as palavras que vou escutando não caem em saco roto, eis-me aqui a falar de um assunto que pouco abordo neste blogue, talvez por nunca se ter proporcionado: sexo!

Tirando algumas franjas mais radicais, mais velhas ou mais retrógadas, certo é que este tema deixou há muito de ser um tabu na nossa sociedade. Temos todos mais ou menos consciência de que o sexo é tão essencial ao bem-estar humano como uma fantástica refeição, uma boa conversa com amigos (todos com máscara, obviamente!!!) ou um exemplar momento de cultura.

Até por aqui na blogosfera este assunto é tratado com a naturalidade que merece, mesmo que alguns casos haja alguma fantasia. Basta passarem por aqui ou por aqui para perceberem o que estou a escrever…

Quando era jovem lembro-me que este tema não era usual falar-se como se falava de futebol, música ou de um livro. E reconheço que eu próprio tinha do sexo uma visão quase satânica. No entanto fui entendendo que o sexo era algo bem diferente do que me queriam impingir. Mais… naquele tempo achava mesmo que o sexo seria somente destinado aos mais novos... Provavelmente e por me lembrar desta minha antiga visão, quase ingénua, é que desculpei aqueles jovens.

Posto isto diria então que o sexo actualmente não tem idade. E se julgam que com os anos perdem o líbido… desenganem-se. E quem vos diz não é um médico psiquiatra ou um psicólogo vanguardista, mas somente alguém com 61 anos e que ainda adora estar com a mulher. E sei que não sou o único que preferem as companheiras às externas!

Não é que não aprecie uma mulher bonita ou formosa, nada disso. Acho até que as mulheres portuguesas são hoje mais bonitas que antigamente. Mas a ideia de estar com alguém que não seja a minha mulher surge-me como altamente improvável.

Também é verdade que não somos um casal comum quando se fecha a porta do quarto (agora nem fechamos, já que estamos sozinhos!!!), mas quiçá por isso mesmo olhamos actualmente para o sexo como aquela especialidade gastronómica que adoramos fazer, mas que dá algum trabalho.

Finalmente não há desculpas para a idade. Perguntem ao Eça!

Yupiii hoje bati o record!

A ironia também chegou a esta casa já que o título não confere nada de muito agradável, bem pelo contrário.

Continuo a fazer as minhas caminhadas matinais sempre bem acompanhado da minha mulher. Hoje é por um lado, ontem foi por outro bem diferente.

Todavia seja para sul ou para norte, leste ou oeste que eu vá o flagelo na rua continua: as máscaras descartáveis crescem no chão a olhos vistos.

Sei de antemão que esta é uma campanha perdida. Felizmente não sou só eu que falo disso. Todavia de que vale falar se as máscaras continuam a atapetar a calçada desta cidade.

Mas sinceramente em 4,39 km encontrar 31 máscaras espalhadas no chão parece-me um exagero. Diria que é um autêntico atentado à saúde pública.

Um destes dias alguém me dizia que isto só acontece em zonas mais pobres… Nem tentei responder, nem valeria pena.

Ou como disse alguém: conto-lhe a verdade ou deixo-o manter-se na ignorância?

Uma nota final: não voltarei a escrever sobre este tema! Creio que já fiz campanha suficiente! 

A gente lê-se por aí!

 

Dia sem telemóvel - breve relatório!

Sobrevivi!

Esta será talvez a melhor conclusão a tirar de um dia em que meti em trabalhos, ao desligar por 24 horas o meu telemóvel.

Hoje dia 2 quando finalmente liguei o aparelho tinha só 15 chamadas não atendidas.

Uma do meu filho mais velho (acabou por ligar à mãe!);

Duas de uma empresa de manutenção de extintores com quem havia combinado serviço, mas sem saber ainda o dia (foram na mesma);

Uma da minha empresa (o número é geral, portanto não soube quem me ligou);

Três de números identificados, mas não conhecidos (provavelmente aqueles chatos de operadoras de tv e quejandos);

Três da Clinica onde hoje fui tratar dos dentes (provavelmente para confirmarem a consulta);

Quatro telefonemas anónimos (nunca atendo!);

e finalmente uma de um antigo colega de trabalho e amigo e que já devolvi.

Muitas notificações no WhatsApp (perto de 300), algo normal porque pertenço a uma série de grupos, alguns SMS's sem grande importância e muitos mensagens de correio electrónico (por isso tenho um portátil).

Todavia andar todo o dia sem telemóvel na mão ou no bolso foi... estranho. Sempre que ia a qualquer lado vinha o aparelho à ideia para não me esquecer, para logo a seguir perceber que era um dia "livre"... Quase me lembrei da personagem "Chuck" da série da Netflix "Better call Saul".

Acreditem que no fundo foi mais fácil do que à partida supus. Até por que foi decidido em pouco tempo o que não deu para eu escolher um dia. Se tivesse pensado muito na coisa de certeza não escolheria dia nenhum.

Uma experiência a repetir no futuro.

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