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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Bom gosto = ideias simples

Modéstia à parte costumo dizer que não sou suficientemente rico para ter bom gosto. Por exemplo: estão a ver aquela camisa estampada, gírissima, que me ficaria a matar e me faria parecer 20 anos mais novo? Pois... é a mais cara da loja.

Comprei por isso a mais foleira, a mais rasca e claro a mais barata.

Então quer dizer que o bom gosto está directamente relacionado com o preço alto do que queremos comprar?

Mais ou menos, acrescento! Mas não só

Na verdade há coisas caríssimas que jamais compraria, porque não gosto e porque não sou de modas. Da mesma maneira que poderá haver coisas baratas e de muito bom gosto.

Então o que é isso de bom gosto? Haverá alguma matriz, um modelo, ou será inerente a cada um de nós? Sinceramente penso que a última opção será a mais fiel à realidade já que o que cada um gosta é claramente diferente do que os outros gostam.

Por exemplo: sou estupidamente rico e compro um Ferrari. Todavia moro numa casa repleta de objectos sem qualidade, símbolo de novo riquismo.

Ou sou imbecilmente rico e compro um Ferrari. No entanto na minha moradia há alguns objectos de muita qualidade mostrando alguma sobriedade.

O bom e o mau gosto separam-se através duma linha muito ténue. É no saber por que linha nos regemos que vamos fazendo as nossas opções.

Termino como comecei: sempre tive bom gosto, não tenho é dinheiro.

A cegueira

O título segere um sentido ou a falta dele, mas no caso de hoje refere-se a outra doença: a cegueira pelo dinheiro.

Desde já assumo que não ponho as mãos no lume por ninguém sem correr o risco de me queimar. Muito menos por pessoas que são estrelas quase planetárias.

Como calculam falo do caso ora reaberto sobre uma tentativa de violação por parte de Cristiano Ronaldo nos Estados Unidos há nove anos. Parece que houve antes um acordo de confidencialidade cimentado em milhares de euros para que nada viesse a lume.

Pois é... mas como dizia alguém os acordos existem para serem quebrados e temos novamente uma telenovela não mexicana, mas bem americana com gente de lei à mistura.

Não sei se CR violou ou tentou violar a rapariga, não tenho dados para isso. Mas acredito que o atleta possa ter tentado forçar a relação. No entanto fica em aberto a ideia de que este caso só existe porque pode haver muito dinheiro envolvido por parte da eventual vítima ou até de algum causídico com perspectiva de ganhar umas lecas valentes com a situação ou quiçá, influencia de outras entidades externas ao caso, mas com evidentes interesses desportivos.

No entanto votaria singelo contra dobrado e em pé de igualdade nas duas primeiras hipóteses.

Só que este tema obriga-me a pensar que há muita gente que vai para estes encontros já com a "naifa" escondida para poderem espetá-la na vítima assim que puderem, figurativamente falando.

Também é certo que há muitas estrelas que usam e abusam do seu nome e estatuto para exigirem coisas estranhas e bizarras às acompanhantes. Actos que mais tarde se virarão contra si!

Mas não fosse a tal cegueira pelos milhões de CR7 talvez a rapariga nem viesse a terreiro acusar novamente.o melhor do Mundo.

Porque isto quando cheira a graveto fácil, não há contemplações.

 

A liberdade de se ter fé!

Volto a um tema que para mim é sempre grato falar. Falo de fé.

Gosto deste sentimento de sentir que algo vela por mim, mesmo nos meus piores momentos.

Abordo este tema porque hoje alguém me dizia que tinha a moto abençoada porque fora à Cova da Iria a um encontro de motars qyue se realizou naquele lugar sagrado.

O curioso é que isto foi dito por um jovem que não recebeu nenhuma educação católica, apenas fora baptizado. Isto é... Deus atravessou-se no caminho e ele, sem o saber, aceitou a proposta. 

Como este jovem quantos haverá que têm receio de aceitar uma fé, de terem consciência que acreditar não é um estado de prisão mas de libertação?

Quantos haverá por aí que dizem não acreditar em nada para depois confessarem que gostariam de sentir esse sentimento?

É que bem vistas as coisas a fé requer uma verdadeira consciência do eu na directa relação consigo próprio e com os outros. Ou dito de outra forma muitos preferem ignorar a existência da fé porque esta coloca demasiadas questões na forma como lidamos com a nossa vida. E há tantos receios interiores...

Ser crente não é ser religioso. Longe disso. Acreditar é unicamente uma forma mais simples de ser vivente. Um religioso é um devoto a algo e requer uma outra atenção e dimensão de fé!

Já disse e repito que não acredito em coincidências. Tudo tem uma razão de ser. Mesmo que ela não seja vista à luz de um momento breve, mas adiada para um dia, uma noite, uma hora muito específica.

A gente lê-se por aí!

Tempo de matar!

Estou muito longe de entender as mentes deturpadas que ultimamente apareceram associadas a crimes violentos, quer seja a mulher que com a conivência e colaboração do namorado, matou a mãe adoptiva, quer seja a mulher de Luís Grilo recentemente detida por suspeita de ter morto o marido.

Em ambos os casos denoto uma frieza e, quiçá, algum rancor por parte dos autores plasmados na violência com que foram executados. Para além de haver uma mulher e um homem envolvidos… A vida não é uma série de televisão. Ou provavelmente até pode ser, mas sem “finais felizes”.

O dinheiro, o poder, o amor, a vingança serão os grandes móbeis para este género de crimes. Todavia no século em que tudo é escrutinado, quer por onde andemos, quer naquilo que fazemos, cometer um crime desta natureza, parece-me condenado ao fracasso. E ainda bem acrescento.

Agora caberá aos tribunais julgarem e condenarem os culpados. De forma célere e competente. Pois só assim se fará verdadeiramente justiça. O país e as vítimas (mesmo que mortas) assim o exigem.

Táxi para que te quero?

Descobri esta semana a plataforma da Via Verde para alugar carros ao minuto. Uma ferramenta já com um ano, da qual já tinha ouvido falar e que, assim à primeira vista, parece-me fantástica.

Dou um exemplo: um dia da semana passada demorei 20 minutos para chegar a um determinado local por táxi. Paguei pela corrida 10 euros.

Se tivesse usado a plataforma da Via Verde pagaria no máximo 7 euros. Provavelmente até pagaria menos já que escolheria um caminho muito mais rápido.

Quando a luta dos táxistas se encontra no auge, eis novas formas de andar na cidade. Claramente mais baratas...

Portanto para mim a partir de agora, táxi: não obrigado!

As estranhas amizades na BD

Descobri que a sexualidade na BD e nos bonecos animados é uma evidência, com características quiçá graves e demasiado visíveis.

Se pegarmos em breves exemplos, temos o Pato Donald com três sobrinhos que vivem com ele permanentemente, todavia nunca conheci o pai dos miúdos. Estranho não?

Outro exemplo tem a ver com o próprio Mickey. Sei que há a Minie, só que aquele nunca assumiu a relação e mais de meio século passado ainda ambos continuam solteiros. Piora a coisa com o Pateta metido entre os dois… Hum… ali só pode haver coisa.

No final dos anos 50 nasceu uma dupla amizade: Astérix e Obélix. Trinta e cinco aventuras e quase sessenta anos depois a dupla mantém-se solteira, dormem muitas vezes juntos e abraçam-se muitas vezes. Não dá para desconfiar?

E já nem trago aqui Tintin, Red Dust ou Lucky Luke todos aventureiros solitários ou apenas tendo animais como amigos: Milú, Palomino ou Jolly Jumper. Dá que pensar…

Toda esta brincadeira anterior (que não passa disso!!!) nasceu por causa das declarações sobre duas personagens que fizeram as delícias de milhões de crianças, durante anos. Parece-me realmente imbecil que haja a necessidade de vir dizer que o Egas e o Becas tinha uma relação homossexual.

Não sou homofóbico. Aceito a sexualidade de cada um sem qualquer problema.

No entanto dar a dois bonecos, repito bonecos, uma sexualidade qualquer não tem qualquer cabimento. Nem entendo qual o alcance e a necessidade das declarações.

Querem ver que o Pai Natal também…

Envergonhado!

Já alguma vez experimentaram aquela sensação de desconforto porque alguém é mal educado com vocês e são vocês que sentem vergonha?

Pois aconteceu-me hoje e digo-vos que é uma sensação bizarra.

A pessoa em causa é obviamente mal formada, mas poderia evitar ser mal educada.

Mas não o fez...

Como se diz na minha aldeia: burro que é burro por muito que tente nunca chegará a cavalo,

As compras.

Ora bem cá vai uma ideia minha: detesto ir às compras numa grande superfície.

O problema não são as compras em si, mas aqueles recintos...

A primeira coisa desagradável são as famílias até à 16 geração irem uns atrás dos outros para comprar... um sabonete.

Depois há aquele cliente que se põe a olhar para um produto e a questionar:

- Será que a minha Flausina gostará disto? E a minha mãe Inocência? Quanto custará? E serve para quê?

Pois esta gentinha é capaz de estar um quarto de hora a olhar para algo, com o carro de compras atravessado cheio com uma caixa de cotonetes, impedindo os outros de andar.

Terceiro são as maravilhosas crianças que gritam e correm pelos corredores e espalham-se no chão como se o supermercado fosse um recreio infantil.

Finalmente encontramos sempre aquele colega que não nos interessa rever, mas que da parte dele há uma imensurável curiosidade para saber as nossas parcas compras.

Eu sei que nada disto posso evitar, mas que gostaria de fazer as compras, assim sem ninguém por perto, era mesmo muito bom.

 

 

 

Também por cá!

Não é só no estrangeiro que deparamos com gente a estacionar os carros de forma displicente, sem o mínimo cuidado e respeito com o seu semelhante, como se no mundo só existissem duas entidades: os próprios e depois todas as outras pessoas.

Hoje de manhã deparei-me com o exemplo da foto. Num estacionamento no centro da capital e a pagar, alguém deixa uma viatura a ocupar dois lugares.

estacionamento.jpg

 Impensável.

Educar os desconhecidos

Ontem desloquei-me de Metropolitano. Sentei-me e logo nos bancos do outro lado do corredor sentaram-se dois jovens imberbes.

Um deles com a mania de ser mais esperto colocou os pés no banco da frente, sem qualquer respeito. Pensei abordá-lo naquele momento mas decerto ficaria mal visto até porque era capaz de perder as estribeiras.

Todavia quando o Metro parou na minha paragem, levantei-me e antes de sair perguntei-lhe:

- Fazes isso em tua casa?

- Faço!

- Então estás a ser mal educado pelos teus pais.

Saí.

Falei em tom alto como é meu timbre, de forma a deixá-lo envergonhado perante os restantes passageiros. Não imagino se terá aprendido a lição, mas por vezes também nos cabe educar estranhos!

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