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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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CR7 – Um toque em habilidade

Conheço bem dois fervorosos adeptos da Juventus de Turim. Tanto mais que o ano passado quando o nosso Sporting jogou contra a campeã italiana, para a Liga dos Campeões, o coração deles batia ao mesmo tempo pelo sucesso das duas equipas. Um dilema…

Portanto imagino que nesta altura estejam realmente felizes com a entrada de Ronaldo na equipa transalpina.

Esta saída de CR7 do Real Madrid após 9 anos de óptimos serviços cheirou-me a injustiça merengue. É sabido o gosto do Presidente do Real por Neymar. Que parece ser recíproco. Daí a necessidade de vender alguém para tentar adquirir o passe do avançado brasileiro ao PSG.

Porém…

Mesmo que Neymar acerte com o Real Madrid um contrato, a verdade é que o brasileiro jamais terá uma história semelhante a Ronaldo na equipa merengue.

O madeirense bateu todos os records possíveis e imaginários. Ultrapassou figuras míticas do clube como Di Stefano, Raul, Butragueño, ou Puskas, deixando uma marca indelével no Real que muito dificilmente será batido por qualquer outro jogador.

Há quem considere que CR7 começou finalmente a descer a escada da fama. Eu apostaria que ainda se irá falar muito de Ronaldo. Não só pela influência que terá, forçosamente, no jogo da Juventus como na melhoria de qualidade de futebol em Itália.

Há muito que o país das pizas não tem um jogador que faça a diferença. Talvez por isso ficou arredado da fase Final do Mundial da Rússia. Arriscaria a dizer que actualmente a figura maior do futebol transalpino é – pasme-se - um guarda-redes de nome Gianluigi Buffon e que “” tem 40 anos de idade.

Mas regressando a Espanha, parece que CR7 vai desfazer-se de tudo não ficando com coisa nenhuma no país nosso vizinho.

Retaliação, vingança, tristeza? Creio que CR vai muito para além destes sentimentos mesquinhos. Esteve em Espanha enquanto pode e o quiseram. Optou por Itália e deste modo há que mudar também os seus parcos “tarecos”. Faz parte.

Finalmente sempre julguei que CR7 jamais sairia do Real. Mas no futebol como na vida um dia somos bestiais para no dia seguinte sermos umas bestas.

Sinceramente desejo-lhe muita sorte! E muitos sucessos! De preferência à custa da sua antiga equipa.

O perigo ronda por aí!

Será mais ou menos assumido que o maior dos problemas das urbes se prende com o imenso trânsito que nelas circula. Por muito que se tente inventar soluções no sentido de melhorar a circulação, aquelas nunca serão totalmente eficazes. Há naturalmente condicionantes que ninguém controla e que podem desajustar toda uma logística previamente pensada e posta em prática: um pneu furado, um ligeiro toque entre dois carros, uma obra na estrada não prevista, podem ser suficientes para desconfigurar o fluxo de trânsito.

Estamos no Verão. Um Estio estranho, temeroso e pouco apelativo à praia. Mas ainda assim percebe-se no menor movimento de viaturas que há muita gente de férias.

E é aqui que tudo de mau começa. É que por esta altura saltam para a rua a maioria dos “condutores de Domingo” com a mania que sabem conduzir e, pior que tudo, com a estúpida ideia de que são os únicos na estrada que sabem conduzir.

Não respeitam sinais horizontais atravessando traços contínuos, passam pela direita para logo no carro da frente se encostarem à esquerda, não usam os piscas, andam a morrer quando podiam andar mais depressa e andam depressa quando deviam andar devagar. Enfim um mundo paralelo nas cidades.

São por assim dizer, nesta altura do ano, um risco imenso para os restantes automobilistas. Sem terem consciência do mal que fazem!

Um Real golo... na própria baliza!

A todo o instante aguarda-se a notícia da saída de Cristiano Ronaldo do Real Madrid.

Algo que há um ano seria impensável. quanto mais desejável pela equipa merengue. Na realidade CR7, nos nove anos que esteve na capital espanhola, pulverizou todos os recordes possíveis e imaginários.

Quando realmente sair Cristiano Ronaldo ficará na história do Real como o melhor futebolista que passou pelo actual campeão europeu. Muito à frente do mítico Di Stefano!

No entanto tudo o que conquistou ou ajudou a conquistar não foi, ainda assim, suficiente para os dirigentes merengues. Era necessário mais, muito mais... de um atleta que dá tudo num jogo.

Entretanto até há poucas horas era certo a chegada a Turim do Cristiano. Todavia parece que neste momento poderá haver outros interessados. Nomeadamente o Manchester United de Mourinho ou o próprio Bayern de Munique.

Seja como for é quase certo a mudança de ares do madeirense.

Ora bem... esta situação vai muito para além do que nos é deixado ver. E aqui entra somente a minha modesta opinião que nada vale. Então vejamos as coisas da seguinte forma:

Em Madrid a imagem de Cristiano estará esgotada. Dito por outras palavras quase todos os afiucionados de Ronaldo deverão ter uma camisola com o seu nome. O "merchadising" do Real referente a CR7 estará totalmente esmiuçado.

Ora se juntarmos a isto o desejo de Neymar em jogar em Madrid, percebe-se porque quererá Florentino Perez libertar-se de um peso pesado em vencimentos e com mais de trinta anos, quando pode ter um brasileiro que não sendo mais barato revitalizaria as lojas merengues.

Pois é... tudo roda à volta do dinheiro, do vil metal, do lucro...

Portanto já não há gratidão, amizade ou mera simpatia por um atleta. O que conta no futebol é o valor da facturação mensal.

Termino com a ideia de que há lucros financeiros que se tornam em verdadeiros prejuízos de prestígio.

No Real Madrid ainda não perceberam isso... Mas quando o descobrirem já será tarde demais.

Breve crónica de um triste quotidiano!

Hospital de Santa Maria em Lisboa.

São dez e meia da manhã e aguardo que o médico me volte a chamar após um exame que havia feito dez minutos antes.

No corredor pouco movimentado uma criança de tenra idade vai falandode forma irrequieta com a mãe. Pede isto e aquilo. E a mão vai dando.

Pede aqueloutro e desta vez a antecessora nega. Inicia-se logo uma birra. Daquelas sem necessidade e embrulhadas num mimo estéril.

A mãe parece zangar-se. O petiz continua a sua demanda.

A certa altura a mãe afirma peremptória:

- Se não te portas bem vais para casa do teu pai!

Todos os meus alarmes soaram, todos os poros da minha pele se ergueram num arrepio medonho...

Um comentário simples subiu-me então, qual desabafo: até onde chega a infelicidade humana!

 

Os “erres” da selecção!

É o assunto do dia. Ninguém quer saber quanto paga a mais de IMI, ou quanto irá pagar de selo do carro ou se a gasolina é a mais cara da UE. Isso interessa para alguma coisa? Não…

O que realmente conta agora é a Selecção Nacional. Ponto.
Ao fim de dois jogos sofríveis, então contra Marrocos foi exasperante, Portugal arrisca-se a passar aos oitavos de final sem jogar um “caroço”.
Desde 2016 que nos habituámos a isto. Foi assim que se ganhou o Euro. Foi assim a nossa caminhada para esta fase final. É assim agora na Rússia.
Entretanto o conhecido símbolo de uma marca de carros de luxo, poderá ser usado para referir os “erres” que suportam Portugal nesta caminhada.
O RR corresponde a Ronaldo e Rui (Patrício). Um a marcar, outro a defender. São eles o verdadeiro esteio na equipa das quinas. Um à frente outro atrás e no meio um enormíssimo deserto de ideias…
Os oitavos de final não estão (ainda) garantidos, há que, pelo menos, empatar com o Irão. Se assim for iremos lutar com a equipa que joga em casa pelo acesso aos quartos de final. O que me parece um desafio já mais complicado.
A minha pergunta e provavelmente de muitos portugueses é perceber porque jogamos tão pouco? O que se passará na cabeça dos atletas para de um minuto para o outro desaprenderem de jogar?
É certo que ninguém tem o espirito vencedor de Ronaldo nem a calma de Rui, mas por favor acho que é tempo de acordarem deste marasmo e colocarem no campo tudo o que sabem e sempre souberam.
Não é por mim, que até nem sou fervoroso adepto da selecção, mas por todos os outros milhares de lusos que ontem pararam para ver o jogo.

Mera evolução ou descuido

O mundo está muito diferente. A sociedade também.

O que há vinte anos poderia chocar a maioria das pessoas hoje é tão corriqueiro que já ninguém liga.

Mudaram-se as mentalidades, assumiram-se novos objectivos, criaram-se outras prioridades.

A tudo isto não está desassociada a enormíssima evolução tecnológica. Acrescento que o universo evoluiu mais em cem anos do que em milhares antes deste último século.

Todavia há coisas, que não obstante todas estas transformações, se mantêm quase como se o mundo não tivesse evoluído. Uma delas é tão básica como são as casas de banho para senhoras e cavalheiros.

Em qualquer lugar há diferenciação. E percebe-se bem porquê...

Ora bem... no meu trabalho há obviamente WC's diferentes para ambos os sexos. E todos os dias pelo meio-dia aparece uma senhora a fazer as limpezas e municiar alguma falta. Esta colaboradora tem sempre o cuidado de bater à porta antes de entrar. Seja nas mulheres como nos homens. E só entra quando a sabe completamente vazia.

Só que a costumada senhora está de férias e foi temporariamente substituída por uma outra. Magra e mal encarada, a simpatia também não é o seu forte. Tanto pior para ela.

O mais curioso é que hoje entrei na casa de banho para me aliviar num urinol quando de repente dou conta que a senhora entrou na casa de banho, já depois de eu lá estar, e andou por ali a fazer o seu trabalho sem qualquer preocupação pela minha presença.

Perante a situação insólita acabei por fazer o que estava a fazer, lavei as mãos e sai o mais depressa possível. Se a situação para a empregada da limpeza não lhe pareceu constrangedora, o mesmo não se passou comigo.

A evolução e a modernidade não deve validar tudo. Digo eu...

As senhoras e o trânsito!

Tenho a sensação de que esta ideia já não é genuína aqui neste blogue. Mas nunca é demais falar disto...

Cada vez se torna mais perigoso conduzir. Especialmente nas grandes urbes.

Nas ruas das nossas cidades evoluem gente que nunca, repito nunca, deviam ter permissão de conduzir. Porque acham que só eles têm direitos e os deveres serão para os outros.

Todavia o mais curioso é que ao invés do que seria de supor são, neste momento, as senhoras as mais stressadas no trânsito. Aquilo é um constante barafustar, agitar de mãos e braços, estranhamente acompanhados de uma linguagem tão obscena quão imprópria.

Eu sei que os tempos são outros. Mas estes maus exemplos que diariamente vamos constatando são o reflexo natural de uma sociedade cada vez mais desagregada e egoísta.

E não há multas suficientes para curarem estas maleitas.

Educar pelo exemplo

Educar alguém é dificil nos tempos que correm. Uma boa educação obriga a muita disciplina e muitas restrições. Daqui a tal dificuldade porque ninguém gosta de ser contrariado.

Mas adiante ue atrás vem gente.

Todas as manhãs tomo o pequeno almoço no mesmo estabelecimento. De tal forma que os empregados assim que me vêem entrar preparam logo o tabuleiro com o tal croissant e um sumo de laranja. Pago, pego no tabuleiro e escolho uma das mesas livres.

Geralmente acompanho a refeição matinal com um livro.

Quando entendo, fecho o livro, carrego o tabuleiro e deposito-o no local próprio. Todavia noto que sou único ou quase a fazê-lo. Obviamente que cada um terá a sua opção e não obrigo a ninguém a fazer o mesmo que eu.

Mas um destes dias encontrei na pastelaria uma antiga colega e acabei por me sentar à sua frente adiando a leitura para outras horas. Conversámos serenamente enquanto comíamos, até que chegou o momento de irmos trabalhar. Peguei no meu tabuleiro e coloquei-o no sítio devido. Ela acabou por me seguir no gesto, perguntando-me: eles não levantam os tabuleiros?

- Acho que sim, mas não me custa nada fazê-lo. Também o levei para a mesa...

Hoje voltei a encontrá-la, mas desta vez estava acompanhada pelo marido e não interrompi a conversa entre ambos. Todavia quando terminaram. carregaram os respecticvos tabuleiros para o local de recolha. Sem nada dizer ri-me... para dentro.

Mas não fico por aqui.

Também hoje na mesa à minha frente estava um trio de jovens que já conheço de irem ali tomar as suas refeições matinais.  Quando me levantei para sair também eles haviam acabado de tomar o pequeno almoço e preparavam-se para deixar os tabuleiros na mesa. Mas reparando em mim (percebi isso mesmo no meio da conversa espalhafatosa) acabaram por levaram os tabuleiros para os suportes.

Sem uma palavra, sem um azedume, somente pelo exemplo eduquei hoje diversas pessoas.

Fico muito contente por isso.

As minhas dores não doem aos outros!

Não imagino se há algum provérbio ou máxima popular que se aproxime deste título, mas creio que se percebe o que pretendo dizer.

A inveja sempre foi o pior defeito do português. Aos olhos de muitos, em Portugal ninguém consegue nada por mérito, pairando sempre sobre este uma estranha névoa, verdadeira ou falsa, mas que escurece uma qualquer vitória de um cidadão luso. Quiçá Cristiano Ronaldo seja a excepção... por razões óbvias e evidentes.

Ainda não percebi o porquê desta postura tão idiota e ao mesmo tempo tão nossa. Somos gente de mente fraca, espírito tacanho porém facilmente iluminados por quem não conhecemos mas que consideramos, sabe-se lá porquê, melhores que nós.

No meu caso recuso este desígnio. Serei sempre um homem humilde e longe de viver o que não consigo. Dou pouco valor às coisas palpáveis mas muito às atitudes sinceras.

Na minha vida já passei por bons e maus momentos. Dos bons provavelmente os outros olharam-me de soslaio, dos maus nem ligaram.

Por tudo isto termino com o título deste texto: as minhas dores não doem aos outros!

E ainda bem... pois há gente muito mais piegas do que eu!

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