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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

No chão da rua vê-se de tudo...

... para além das máscaras!

Percebo que haja quem não goste de ler, especialmente livros de cariz filosófico-religiosos. Tal com entendo que os livros referidos a estes temas não agradáveis para muitos, possam ocupar um espaço relevante numa biblioteca pessoal, em detrimento de outras obras que se considerem mais relevantes...

Porém...

Despejar uma série de compêndios em plena rua mesmo que seja encostado a um caixote do lixo e a pouco mais de 50 metros de uma biblioteca pública, é que me surge como uma ideia pouco civilizada. Acrescento que deitar fora uma das obras mais marcantes de um dos melhores escritores portugueses então parece-me mesmo impensável...

livros_lixo.jpgv_ferreira.png

"Há" dúzia é mais barato!

Hoje segunda-feira voltei à estrada. Ou para ser mais preciso regressei às caminhadas nas ruas da cidade onde moro.

Dia_4.jpg

Comecei relativamente cedo e em uma hora e doze minutos acrescentei às pernas mais de cinco quilómetros e meio, conforme imagem supra.

Bom... mas não é das minhas caminhadas que desejo escrever hoje, nem dos quilómetros percorridos por entre ruas, prédios, cruzamentos e passaddeiras. Regresso então a um tema que já aqui havia abordado: as máscaras largadas no chão.

Nos primeiros dois dias não me preocupei em contabilizar o que fui encontrando. No entanto ao terceiro dia tomei essa iniciativa tendo visualizado somente cinco máscaras cirúrgicas ao abandono.

Mas esta manhã e após um fim de semana quente, de quase total desconfinamento e após uma légua, contabilizei uma dúzia de máscaras espalhadas na calçada.

Não melhor que à dúzia para colocar a saúde pública em risco... Sempre se torna mais económico.

Actualização: hoje dia 26 "só" encontrei 16 máscaras.

A ditadura do “não-pensamento”

O homem é um ser pensante. Isto é, somos os únicos animais que usamos o cérebro para além das funções primárias de sobrevivência da espécie.

Alguém pensa numa ideia, amadurece-a, verbaliza-a com outros ou então escreve-a unicamente. O passo seguinte servirá para debater, discutir, contrariar ou aceitar. E finalmente, se for caso disso, colocar a ideia em prática.

Porém este Mundo de muitos teres e poucos ou nenhuns seres, originou que muitos, deixassem, somente para alguns, a louca responsabilidade de pensarem… por eles.

Se formos a ver, pensar uma ideia dá um trabalho descomunal, essencialmente se ela for bem definida e anormalmente assertiva. Já para não falar da coerência que se deseja entre o desejo para a ideia e a acção individual.

Portanto endossa-se a outros a tal função…

Só que há quem goste de pensar pela sua própria cabeça, independentemente daquilo que possam dizer. Enfrentam, por isso, diversos inimigos que detestam este tipo de… seres humanos.

E esta postura antagónica observa-se nos locais de trabalho, na política, na religião, na sociedade civil.

Assumo sem rodeios que sou um desses indivíduos pensantes, já que não procuro seguir as ideias que me são propostas sem as entender primeiro. E na maioria, reconheço, não as entendo...

Talvez por isso e como católico seja, por exemplo, contra o celibato obrigatório dos padres ou a favor do uso do preservativo. Tal como na política, onde também tenho pensamentos muito próprios sem estarem associados a quaisquer partidos ou ideologias.

Seremos quiçá poucos os que, como eu, olham a vida com pensamentos bem definidos. Essencialmente numa época em que o Mundo é inundado por uma profusão de “fait-divers” com o único intuito de desviar as atenções dos assuntos realmente importantes.

É neste limbo estranho de demasiados equívocos e de pouquíssimas verdades que vive a maioria das pessoas. Ainda por cima acreditando piamente em bizarros conceitos.

Portanto paira sobre todos nós uma espécie de ditadura do “não-pensamento”, imposta por políticos, televisões, rádios, jornais, redes sociais, “opinion makers”, revistas e sei lá quem e o quê mais. Estes serão assim os únicos donos da verdade... (dizem eles!!!)

Concluo este desabafo com a noção perfeita de que quem tenta abrilhantar a sua vida (e de outros!) com novas ou diferentes ideias arrisca-se a ser massacrado por aqueles que usam a cabeça unicamente para transportarem o cabelo.

E alguns, coitados, nem isso…

Ó gente... no chão não!

Esta pandemia trouxe ao de cima o melhor e eventualmente o pior do pópulo. E não há máscara ou luva capaz de tapar esta triste mas real identidade.

Nos últimos dias iniciei a sair de casa bem cedo. Unicamente para uma caminhada de, pelo menos, uma hora.

Vou alternando entre caminhos urbanos e mais ou menos rurais, mas sempre com o distanciamento e precauções devidas para este tempo de calamidade.

O que eu não esperaria era constatar a quantidade de equipamentos de proteção largados na via pública. Um risco obviamente desnecessário, mas que evolui de uma enormíssima falta de educação, cidadania e acima de tudo respeito pelo próximo. Ainda por cima com tantas campanhas publicas...

Decididamente há ainda muita gente irresponsável.

Mascaras.jpg

Adenda. hoje caminhei 4,7 quilómetros e tive a paciência de contar as luvas e máscaras que encontrei no chão: 5 máscaras cirúrgicas e um número indeterminado de luvas.

Desconfiando!

Recebi há pouco a informação de que a minha empresa vai iniciar paulatinamente um processo de desconfinamenteo. 

Para já no próximo dia 18 inclui trabalhos que não podem ser feitos via teletrabalho (e até agora como é que se fazia?), para a partir do dia 1 de Junho mais gente ficar abrangida por esta regra de libertação.

Se até agora me sentia mais ou menos seguro, já que raramente saí de casa e quando o fiz foi para ir a lugares sem perigo, a partir das próximas semanas o receio vai naturalmente crescer.

Eu sei que há muitas empresas em situação difícil, pessoas desempregadas ou em "layoff". Mas não será cedo demais para um desconfinamento? E se os casos subirem em flecha, voltamos outra vez para casa?  E desta vez por quanto tempo?

Ninguém consegue responder com propriedade a estas questões, mas tendo em conta este povo, que foi amplamente elogiado por se ter confinado, ponho em dúvida que as situações continuem a melhorar como tem sido noticido nos derradeiros dias.

Irei trabalhar para Lisboa se a isso for obrigado, mas que vou desconfiado, ai isso vou!

Valentina, a valente!

Infelizmente não o suficiente.

Tenho muita dificuldade em entender o crime da Atougia da Baleia. Como pai, tio, tio-avô e mais recentemente avô não consigo imaginar o que levará um homem ou uma mulher a cometer um infanticídio.

Este problema leva-me para um assunto que é muitas vezes debatido, mas poucas vezes assumido e que se prende com a incapacidade que muitas pessoas demonstram para serem progenitoras. Infelizmente conheço alguns casos.

Já o disse algures por aí que as crianças não vêm ao mundo com manual incluído, qual electrodoméstico. Bem pelo contrário: do mesmo pai e mãe saem crianças completamente diferentes, fisica e intelectualmente. Deste modo o tal manual temos de ser nós pais a escrevê-lo. E quase diariamente.

A menina Valentina teve a valentia de há dois anos sair de casa. Sózinha.

Com esse acto chamou a atenção de algumas autoridades... que mais tarde arquivaram o processo por não haver razões evidentes de maus tratos. E que culminou nesta tragédia...

A responsabilidade dos técnicos que avaliaram aquela família vai ser igual a... zero. E mesmo que fossem chamados a responder a algumas questões, aqueles provavelmente diriam que na altura da avaliação não perceberam nenhum perigo para a criança.

Reconheço que o ambiente familiar pode ser deteriorado por diversos factores: desemprego, álcool, droga, depressão, descompensação familiar ou mais recentemente com este confinamento obrigatório que obrigou (passe o pleonasmo!), em muitos casos, a evidências violentas quase sempre escondidas.

Todavia nada disto é razão para se matar uma inocente, mesmo que tenha sido de forma acidental... o que certamente não se provará!

Só espero que a justiça seja realmente feita! As pessoas que cometem estes crimes de violência doméstica não merecem novas oportunidades... Eles também não as deram!

Juventude ganhadora!

Todos nós nos habituámos a ouvir a expressão “esta juventude está perdida”!

Ouvi-a aos meus pais quando se referiam às patifarias que fazíamos, ouvi-a mais tarde quando já era um homem adulto referindo a juventude da altura e oiço agora perante a actual mocidade.

Creio, portanto, que não se trata de um problema de cultura, mas tão-somente um problema geracional. Como tantos outros…

Eu, ao invés desses profetas da desgraça, acredito na força e na postura dos jovens. Quantos surgem em voluntariados dentro e fora do país, seja em actividades ambientalistas, como em ajudas aos mais necessitados, ou até na ajuda a animais? Serão sem dúvida milhares. E é isso que importa.

Este texto veio-me à cabeça por causa de uma menina que comemora hoje o seu trigésimo segundo aniversário. Tem idade para ser minha filha já que daqui a dias tenho um jovem filho que fará 33 anos.

Todavia a menina mais conhecida da blogosfera por Mula do blogue Desabafos da Mula é um exemplo de como a juventude pode ser um exemplo para os mais velhos.

Não nos conhecemos pessoalmente, apenas virtualmente. De tal forma se eu passasse por ela não me conheceria. Mas nada disto invalida que eu ao ler o que a Mula vai escrevendo não veja ali uma mulher como eme grande. Pela postura, pela coragem, pelo humor, pela sensibilidade e até pelo mau feitio que diz ter.

Ela é um perfeito exemplo de tenacidade e escolhas. Boas e más como todos nós, os mais velhos, fazemos diariamente.

Que se mantenha assim. Apta a enfrentar o Mundo com a sua jovialidade.

Finalmente com ela a juventude não está perdida, encontra-se em cada acção e consequência.

Um optimista em quarentena

Já estou cansado de escrever coisas paravas. E tudo devido a um virus que parace ser muito mais mortífero do que se imagina.

Este confinamento que me obriga a trabalhar a partir de casa tem, ao invés do que muita gente diz, também alguns aspectos positivos.

Já referi aqui alguns, mas é tempo de ver esta clausura pelo prisma de um optimista, como eu sou:

- estando sempre em casa não me arrisco a contrair a doença, ainda por cima se quero criar a neta... mais uma razão;

- o quintal anda agora bem amanhado com os feijões a nasceram e os tomateiros e curgetes pegadas à terra;

- recuperei alguns cd's mais velhos e estou a escutá-los enquanto estou em teletrabalho;

- estou numa espécie de estágio para o tempo de reforma que se aproxima;

- os meus relógios estão todos com corda e a trabalhar;

- descobri que a família não são só as pessoas que têm o mesmo sangue, mas é essencialmente um sentimento de partilha;

e por fim este género de prisão domiciliária tem uma outra vantagem:

- descobri a Netflix.

Sejamos conscientes

Cada dia que passa desta pandemia que se vai alastrado a todo o mundo, sem excepção, temos (ou deveríamos ter) uma maior consciência de que esta doença é demasiado mortífera para o nosso gosto ou melhor para o nosso tipo de vida.

Não sou possuidor de dados estatísticos, mas provavelmente haverá no final deste ano de 2020 mais mortes a nível mundial devido ao cancro ou a problemas cardíacos que devido ao Convid19. Todavia esta doença tem-nos limitado as vidas, começando no trabalho e terminando nas nossas relações mais próximas.

A liberdade que tanto idolatramos resume-se agora unicamente às palavras que vamos dizendo, ouvindo, lendo ou escrevendo. Tudo o resto está-nos vedado.

Mas tem de ser… De outra forma poderemos estar a criar uma bola de neve semelhante à que existiu há 100 anos e que matou milhões de humanos por todo o mundo.

Custa ficar confinado? Custa.

É difícil trabalhar em casa? É.

Todavia esta é uma causa profunda e de todos para todos.

Sejamos assim conscientes do nosso lugar, função e atitude não só para os nossos mais próximos, mas essencialmente para os outros.

Meia dúzia de razões...

...para ficar (bem) em casa!

A obrigatoriedade de ficarmos em casa tem levado muita gente a sentir-se desconfortável e deveras ansiosa. Percebe-se porquê… estar confinado às paredes do lar pode tornar este uma espécie de prisão.

Posto isto diria que sou um privilegiado já que posso sair de casa, sem propriamente andar em espaços públicos, pois tenho um jardim e um quintal que requer alguma atenção.

Mas estar em casa a trabalhar tem também as suas vantagens. Eu vejo algumas:

  • Levanto-me mais tarde - em tempo normal o despertador toca às 6 e 10, agora não necessito que me acordem pois às 7 e meia estou a pé;
  • Deixei de andar de carro e de transportes – o que se reflecte numa economia de combustível, passes e diminuição de poluição;
  • Poupança de vestimenta – a trabalhar no escritório mudo todos os dias de roupa, em casa a “farpela” é (quase) sempre a mesma;
  • Bebo muito menos café – de quatro a cinco cafés diários passei a dois;
  • Aqueles almoços com colegas e amigos desapareceram – em casa as refeições são normalmente mais frugais;
  • Estando em casa não há problemas de tráfego para chegar;

Portanto eis meia dúzia de óptimas razões para estar em casa e de cá não sair.

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