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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Praia em discurso directo!

Invariavelmente quando chego à praia, monto o meu estaminé e parto para a minha caminhada de uma hora.

Quando regresso tento ir ao banho. Mas para isso é necessário aquela coragem. Que nem sempre tenho.

Molhado ou enxuto assim que chego ao meu lugar aproveito o sol e deito-me na areia quente. É então que surge aquele momento tão especial em que passo a escutar o que me rodeia:

- ... vai ele naquela sua maneira... coiso... sabes como é...

- Há bolos, pão com chouriço, há merenda, há bolas com creme. sem creme e há bolas de "chiclate"...

- .... ai, ai, ai, então... isso não se diz!

- Atira, atira... boa!

- Queres ir com o avô á agua?

- Há o epá, há o calipo, há cerveja fresca e água...

- Não é necessário... trouxemos almoço...ficamos até tarde por aqui...

- Aquilo era penalti alguma vez?

- Fonix... já me magoaste...

- Jean Pierre vien ici ou levas um estalo!

- Mas ela irá casar com o outro?

- Isto é trunfo,,, a vaza é minha. Deixa-te de tretas...

- Ó mãe o Pigmélio tirou-me a pá...

- Ui... eram cerca de 300 convidados...

- Vamos ao café?

Entretanto adormeço!

Crónica de uma hora de almoço!

Lisboa há muito que deixou de ser uma cidade pacata. O turismo sempre em crescendo nos últimos anos, transformou a capital lisboeta numa loja de souvenirs e bric-à-brac, de qualidde e origem bem duvidosa. Ou melhor sem dúvida nenhuma da origem.

Durante a hora do almoço desci ao centro para tratar de uns assuntos que me pareceram que seriam de breve resolução.

Enganei-me. Se um foi, tal como calculava, rápido e assertivo já os outros... Não resolvi! Nenhum!

Principalmente porque as pessoas são tantas que perderia um tempo infinito para tratar das minhas coisas. Tempo que não tinha.

Um deles prendia-se com a troca de uma mão cheia de moedas pretas de 1, 2 e 5 cêntimos que guardei e que pretendia trocar por moedas de 1 e 2 euros.

Todavia quando entrei na tesouraria do Banco de Portugal na Baixa para trocar as ditas moedas encontrei não só uma fila extensa como sacos carregados de muitas e muitas moedas.

Ainda aguardei uns minutos mas depressa percebi que perderia ali demasiado tempo. Entretanto consegui perceber um casal que já trocara mais de três mil euros e ainda tinha uma caixa de fruta de cartão carregada com mais moedas.

Olhei ao redor e percebi mais gente assim. Impensável!

Ficou então uma pergunta a bailar-me no pensamento: onde terá ido aquela gente buscar tanta moeda?

Terão andado a estacionar carros? Só pode...

Lá como cá!

Há uns amantes de desporto que preferem fórmula 1, onde foram raros os portugueses a particpar. Outros gostam de ralis. Eu adoro ciclismo.

Talvez por ter visto Joaquim Agostinho a correr nas nossas estradas e saber dos brilharetes que fez no "Tour" de França.

Deste modo a Volta à França é um daqueles momentos (quase) imperdíveis de televisão. Com as normais e anormais vicissitudes decorrentes deste desporto.

Agora que o "Tour" está a terminar (será no próximo Domingo a consagração do vencedor nos Campos Elísios em Paris) recordo belos momentos que pude assistir "on-line". Belos sprints, muitas fugas e algumas complicadas quedas, então aquela de Phillipe Gilbert foi de arrepiar...

No entanto o que eu realmente percebi é que lá em França, tal com cá em Portugal, o público respeita pouco o ciclista e o seu enormíssimo esforço.

Devido à sua curiosidade e pouco civismo os espectadores podem estragar a corrida de um atleta, que durante meses se treinou para o evento. Sei que será quase impossível conseguir manter o público longe da estrada. Mas vê-los encostados aos atletas, parece-me um exagero.

Agora que se aproxima a Volta a Portugal seria bom que os responsáveis lusos avisassem o público português para apoiarem os nossos atletas, mas deixando uma distância razoável de forma a não prejudicar os corredores!

A fim de evitar a imagem seguinte.

tour_1.jpg

Foto retirada do sítio oficial do Tour de 2018

 

 

 

A impunidade do Mal

Há por esse Mundo muita gente boa. Mas há muito mais gente má.

Posso não concordar, mas entendo que alguém tente prejudicar o outro para disso ter algum aproveitamento. Seja ele financeiro ou somente de carreira profissional.  Eu simplesmente não o faria... Mas eu sou eu e não obrigo ninguém a ser e a pensar da mesma maneira!

No entanto o que me custa entender são as pessoas que fazem mal só por fazer, sem que disso tenham algum proveito. Apenas a noção de estar a prejudicar alguém... por puro e mórbido prazer.

Ontem estacionei o meu carro num parque gratuito, mas nem saí do carro já que demoraria pouco. Um arrumador veio ter comigo a pedir-me moeda. Não dei e nem tinha que dar já que fui eu que descobri o lugar sem a sua ajuda (por vezes a única razão porque dou moeda!!!).

Acabei por passar pelas brasas ao som da música do rádio.

Hoje descobri, para meu enorme espanto, um risco que apanha duas partes de lado do carro. Tão fundo que vai obrigar a pintura de dois painéis e que me ficarão por volta dos 200 euros.

Não sei se foi o arrumador que o fez, mas tendo em conta que o meu carro está sempre em garagem e aquele foi o único local onde ficou na rua...

Também não tenho qualquer prova do que estou a acusar. Todavia seja quem for que o fez, fê-lo por pura e retinta maldade. E passará obviamente impune.

Que é o que mais me custa!

Ainda o fenómeno CR7!

A transferência de Ronaldo de Madrid para Turim originou em mim um par de ideias interessantes.

A primeira é que “La Liga” perdeu uma das suas maiores estrelas. Um jogador sobre quem todos os olhares caíam, um devorador de recordes, um animal desportivo que vendia, vendia, vendia…

A segunda é que o “Scudetto” irá forçosamente subir de nível. As restantes equipas terão de se esforçar ainda mais para levarem de vencida a Juventus, ser mais competentes, mais focadas. Ora tudo isto associado dá uma mistura certamente muito complicada. No entanto acredito que o respeito que CR7 já angariou pelo Mundo, Itália incluída, irá fazer dele mais vedeta do que já é.

Impossível dirão alguns. No entanto se Cristiano, conjuntamente com os seus colegas, conseguirem levar o caneco da Liga dos Campeões para Turim, o madeirense será obviamente elevado à condição de Deus com direito a lugar cativo no Olimpo mitológico transalpino.

Em Espanha chorar-se-á a sua ausência durante muito tempo, tanto mais que a verdadeira disputa não era Real versus Barça mas Cristiano versus Messi! As páginas douradas que CR ajudou a escrever na já longa história do Real jamais se apagarão e só o futuro dirá quão importante era Ronaldo em Madrid.

Porque, quer queiram quer não, mui dificilmente haverá outro atleta às ordens da equipa merengue, como foi o nosso português. Um exemplo dd atleta, companheiro, colega amigo e acima de tudo desportista.

Termino com a estranha sensação de que uma espécie de estação de rádio (BBC – Benzema, Bale e Cristiano) despareceu. Para sempre!

CR7 – Um toque em habilidade

Conheço bem dois fervorosos adeptos da Juventus de Turim. Tanto mais que o ano passado quando o nosso Sporting jogou contra a campeã italiana, para a Liga dos Campeões, o coração deles batia ao mesmo tempo pelo sucesso das duas equipas. Um dilema…

Portanto imagino que nesta altura estejam realmente felizes com a entrada de Ronaldo na equipa transalpina.

Esta saída de CR7 do Real Madrid após 9 anos de óptimos serviços cheirou-me a injustiça merengue. É sabido o gosto do Presidente do Real por Neymar. Que parece ser recíproco. Daí a necessidade de vender alguém para tentar adquirir o passe do avançado brasileiro ao PSG.

Porém…

Mesmo que Neymar acerte com o Real Madrid um contrato, a verdade é que o brasileiro jamais terá uma história semelhante a Ronaldo na equipa merengue.

O madeirense bateu todos os records possíveis e imaginários. Ultrapassou figuras míticas do clube como Di Stefano, Raul, Butragueño, ou Puskas, deixando uma marca indelével no Real que muito dificilmente será batido por qualquer outro jogador.

Há quem considere que CR7 começou finalmente a descer a escada da fama. Eu apostaria que ainda se irá falar muito de Ronaldo. Não só pela influência que terá, forçosamente, no jogo da Juventus como na melhoria de qualidade de futebol em Itália.

Há muito que o país das pizas não tem um jogador que faça a diferença. Talvez por isso ficou arredado da fase Final do Mundial da Rússia. Arriscaria a dizer que actualmente a figura maior do futebol transalpino é – pasme-se - um guarda-redes de nome Gianluigi Buffon e que “” tem 40 anos de idade.

Mas regressando a Espanha, parece que CR7 vai desfazer-se de tudo não ficando com coisa nenhuma no país nosso vizinho.

Retaliação, vingança, tristeza? Creio que CR vai muito para além destes sentimentos mesquinhos. Esteve em Espanha enquanto pode e o quiseram. Optou por Itália e deste modo há que mudar também os seus parcos “tarecos”. Faz parte.

Finalmente sempre julguei que CR7 jamais sairia do Real. Mas no futebol como na vida um dia somos bestiais para no dia seguinte sermos umas bestas.

Sinceramente desejo-lhe muita sorte! E muitos sucessos! De preferência à custa da sua antiga equipa.

O perigo ronda por aí!

Será mais ou menos assumido que o maior dos problemas das urbes se prende com o imenso trânsito que nelas circula. Por muito que se tente inventar soluções no sentido de melhorar a circulação, aquelas nunca serão totalmente eficazes. Há naturalmente condicionantes que ninguém controla e que podem desajustar toda uma logística previamente pensada e posta em prática: um pneu furado, um ligeiro toque entre dois carros, uma obra na estrada não prevista, podem ser suficientes para desconfigurar o fluxo de trânsito.

Estamos no Verão. Um Estio estranho, temeroso e pouco apelativo à praia. Mas ainda assim percebe-se no menor movimento de viaturas que há muita gente de férias.

E é aqui que tudo de mau começa. É que por esta altura saltam para a rua a maioria dos “condutores de Domingo” com a mania que sabem conduzir e, pior que tudo, com a estúpida ideia de que são os únicos na estrada que sabem conduzir.

Não respeitam sinais horizontais atravessando traços contínuos, passam pela direita para logo no carro da frente se encostarem à esquerda, não usam os piscas, andam a morrer quando podiam andar mais depressa e andam depressa quando deviam andar devagar. Enfim um mundo paralelo nas cidades.

São por assim dizer, nesta altura do ano, um risco imenso para os restantes automobilistas. Sem terem consciência do mal que fazem!

Um Real golo... na própria baliza!

A todo o instante aguarda-se a notícia da saída de Cristiano Ronaldo do Real Madrid.

Algo que há um ano seria impensável. quanto mais desejável pela equipa merengue. Na realidade CR7, nos nove anos que esteve na capital espanhola, pulverizou todos os recordes possíveis e imaginários.

Quando realmente sair Cristiano Ronaldo ficará na história do Real como o melhor futebolista que passou pelo actual campeão europeu. Muito à frente do mítico Di Stefano!

No entanto tudo o que conquistou ou ajudou a conquistar não foi, ainda assim, suficiente para os dirigentes merengues. Era necessário mais, muito mais... de um atleta que dá tudo num jogo.

Entretanto até há poucas horas era certo a chegada a Turim do Cristiano. Todavia parece que neste momento poderá haver outros interessados. Nomeadamente o Manchester United de Mourinho ou o próprio Bayern de Munique.

Seja como for é quase certo a mudança de ares do madeirense.

Ora bem... esta situação vai muito para além do que nos é deixado ver. E aqui entra somente a minha modesta opinião que nada vale. Então vejamos as coisas da seguinte forma:

Em Madrid a imagem de Cristiano estará esgotada. Dito por outras palavras quase todos os afiucionados de Ronaldo deverão ter uma camisola com o seu nome. O "merchadising" do Real referente a CR7 estará totalmente esmiuçado.

Ora se juntarmos a isto o desejo de Neymar em jogar em Madrid, percebe-se porque quererá Florentino Perez libertar-se de um peso pesado em vencimentos e com mais de trinta anos, quando pode ter um brasileiro que não sendo mais barato revitalizaria as lojas merengues.

Pois é... tudo roda à volta do dinheiro, do vil metal, do lucro...

Portanto já não há gratidão, amizade ou mera simpatia por um atleta. O que conta no futebol é o valor da facturação mensal.

Termino com a ideia de que há lucros financeiros que se tornam em verdadeiros prejuízos de prestígio.

No Real Madrid ainda não perceberam isso... Mas quando o descobrirem já será tarde demais.

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