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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Visitas de chinelo!

Um destes dias fui jantar a casa de familiares a óbvio convite destes. Quando cheguei apresentaram-me um par de chinelos para calçar em opção ao calçado que trazia.

Fiz o que me solicitaram, mas... contrariado!

Ora, quando se convida alguém para vir a nossa casa devemos receber a visita tal como ela está. Creio que não ficará bem exigir uma alteração na indumentária aos visitantes, seja sapatos, camisola ou quem sabe gravata. Mas assumo já aqui que não percebo nada de etiqueta e provavelmente até é fixe fazer uma coisa destas!

Sou asseado por natureza e não ando com os pés por entre pocilgas ou estrume... Pelo menos na cidade... Dai não me ter caído bem a exigência dos anfitriões...

Muitas vezes estas atitudes cheiram a... faz-de-conta!

Percebem o que eu quero dizer, não percebem?

Pirataria informática: uma forma de luta?

Antes de desenvolver o tema sobre a pirataria informática assumo que sou totalmente contra este tipo de actividade. A informática na sua génese é uma criação de um produto que depois será comercializado. Da mesma maneira que são os livros, discos ou filmes. Portanto diria que deveria estar sob a alçada dos direitos de autor. Todavia não sou jurista e nada sei de leis sobre assunto.

A pirataria informática é quase uma indústria paralela tantas são os sítios da Internet que disponibilizam conteúdos supostamente gratuitos que na origem seriam principescamente pagos. Mas é neste litígio de valores que assenta, provavelmente, a maior razão da pirataria.

Se pegarmos na SportTv temos valores que variam entre os 20 euros por mês para o mais básico até aos 40 euros com direito a tudo e "mais_um_par_de_botas"!

Vinte euros por mês dá 240 euros por ano o que equivale a quase metade do ordenado mínimo nacional. Ora se alguém conseguir aceder aos mesmos conteúdos por exemplo por 60 euros anuais (isto é quatro vezes menos) parece quase tentador que se deixe a plataforma legal para passar para a pirataria.

Se juntarmos a tudo isto canais com filmes... passaremos a estar perante um enorme dilema: pirataria sim ou não?

Deste modo, se bem que como já referi acima, não concorde com esta forma ilegal de ver televisão, também me parece uma espécie de forma de luta contra os preços, por vezes, exorbitantes que pedem pela visualização de certos canais.

Não seria mais sensato as empresas baixarem os preços para angariarem mais clientes? Provavelmente ganhariam menos individualmente, mas acabariam por sair beneficiados porque teriam mais gente a assinar as suas plataformas.

Entretanto no vastíssimo mundo dos jogos on-line há um pouco de tudo: acessos gratuitos e outros bem pagos. Mas tenho a ideia que neste as opções são muito maiores porque há muito mais escolha. Logo a pirataria é menos usual.

Não imagino como será daqui a uns anos, contudo fico com a ideia de que a pirataria veio para ficar... E por muito mais tempo do que se julgava!

Belo dia de praia... com netos!

Aproxima-se o fim das minhas férias... mas ainda assim aproveito o que posso da praia.

Hoje cheguei ao areal pouco passava das nove da manhã. Bulia uma brisa branda, mas fresca.

Assentei arraiais e montei o estaminé. Relembro que esta semana tive sempre a boa companhia da minha neta, o que requereu uma logística diferente daquela em que só vão dois gatos pingados.

Finalmente e ainda antes de ir à água sentei-me na toalha e dei por mim a olhar em meu redor, especificamente para as pessoas que como eu estavam àquela hora na praia. E constatei duas realidades: a primeira é que a maioria eram pessoas com idades semelhantes à minha ou até mais velhas, a segunda é que quase todas vinham acompanhadas dos respectivos netos.

Foi curiosa esta assumpção dos avós assumiram a responsabilidade de levarem os descendentes mais novos, enquanto os pais destes estarão, provavelmente, a trabalhar.

Como li uma vez escrito por uma criança: os avós são pais com tempo!

"Touché!"

Desobediência... normal!

Estou de férias! E férias sem praia não são as ditas!

Assim todos os dias lá vou eu de trouxa às costas em busca de umas horas dedicadas a receber vitamina D, ao mesmo tempo que vou congelando os pés, tal é temperatura da água.

Entretanto a praia que frequento tem sempre a bandeira amarela, enquanto as suas vizinhas ostentam com orgulho, sempre a bandeira verde.

Creio que tudo se deverá com aquele sítio específico, onde as correntes fortes e alguns inesperados fundões poderão originar fins pouco simpáticos para não dizer trágicos.

Daí haver diversas tabuletas a indicar o perigo daquelas águas, especialmente quando a maré está vazia. E os limites dos locais.

Os nadadores salvadores andam sempre de olho no mar, não vá algum banhista afoitar-se nas águas traiçoeiras. Mas o que mais me espanta é que alguns banhistas entrem mesmo no mar nas zonas perigosas, sem ler o que está escrito nos avisos e não respeitem os chamamentos dos nadadores-salvadores para regressarem a terra.

Ainda esta semana vi dois casos. E o pior é que um dos casos era um jovem, o outro um adulto. Em ambos fizeram "ouvidos de mercador", como soe dizer-se, e continuaram a banhos.

A primeirra pergunta ocorreu-me em relação ao jovem e que foi esta: onde estariam os pais? No segundo caso não poderiam os nadadores-salvadores chamar as autoridades da capitania e entregar o banhista à justiça? Provavelmente com uma pesada multa e uns dias de trabalho à comunidade abririam, certamente, o espírito deste banhista obtuso.

Enfim... resumindo português que não desobedece nem é português!

Vencer o cigarro? Sim, é possível!

Por causa deste texto lembrei-me do que foi a minha luta contra os cigarros e cachimbo.

Teria 25 anos... e era um daqueles fumadores de permanente cigarro na boca. E quando não era o cigarro era o cachimbo. Recordo que na altura (em 1984) gastava diaramente 3 maços de cigarros. Não era só o dinheiro que derretia, como a minha saúde que ficava em risco, já para não falar do cheiro que provavelmente eu exalaria devido ao fumo.  Tudo somado... uma desgraça.

Um dia estava na esplanada numa das praias da Costa da Caparica a acabar de almoçar com um velho amigo quando pego num cigarro e este pergunta-me:

- Quando é que deixas de fumar?

A questão posta assim de chofre e vinda dele que também fora fumador deixou-me meio atarantado e não lhe dei logo resposta. Coincidentemente o maço tinha apenas um cigarro que fumei com calma. Depois de apagar a beata comuniquei:

- Foi o meu último cigarro!

Obviamente que o meu amigo deve ter-se rido por dentro. Certo é que desde esse dia nunca mais fumei!

Todavia e durante alguns meses tive de alterar a minha vida social, nomeadamente no que referia a almoços e jantares e ao que bebia. Conhecendo-me bem logo percebi que duas ou três coisas teriam de ser temporariamente banidas. Creio ser aqui que reside parte do sucesso para deixarmos de fumar: na capacidade de percebermos que factores externos nos levam ao cigarro.

Assim deixei de beber café, às refeições não havia nem vinho nem cerveja e nos bares bebia apenas 7up (passe a publicidade).

A verdade é que paulatinamente fui calcorreando o caminho dos "cambada de saudáveis" como se dizia na altura, para hoje, muitos anos depois estar completamente livre do tabaco.

Deixar de fumar é fácil? Não é! Mas basta o próprio convencer-se a si mesmo de que é capaz e tudo se consegue. Repito a si mesmo e não aos outros!

Não serve este texto de manual de nada, até porque cada pessoa é uma pessoa e reage de forma diferente às situações. Mas há uma certeza feroz e da qual me valho para atacar os fumadores: ninguém nasce com um cigarro na boca, ninguém!

Nota final para dizer que meses depois já bebia café e bebia os meus copos... mas sempre sem tabaco!

A doença que é a nossa Saúde!

Muito se fala agora sobre a problemática da falta de médicos nos hospitais com a agravante de um recém nascido ter falecido por falta de assistência especializada.

Diria que em traços gerais este é um problema que há muito se previa. Basta olhar para a quantidade de novos alunos nos cursos de medicina (poucos!!!) para se perceber que mais tarde ou mais cedo a coisa teria de estoirar.

Obviamente que se em vez de um bebé tivesse sido um idoso a morrer, provavelmente ninguém faria desta situação o drama que se está a fazer. Mas isto sou eu a pensar alto!

Infelizmente nas últimas semanas deste Verão tão escaldante, as minhas idas a hospitais têm sido frequentes. Mas faz parte porque tenho na família gente com muita idade e que necessitam de cuidados permanentes.

Pelo que percebi os serviços de urgência estão cheios. Os médicos desdobram-se em atendimento a este e depois àquele para logo a seguir ser mais outro. Um verdadeiro corropio que esmaga qualquer pessoa tal é o "stress" associado.

Faltam médicos? Faltam. Faltam enfermeiros? Claro que sim! Como faltam auxiliares e muitos outros técnicos de saúde.

Mas deveria o Estado pagar melhor a esta gente, que muitos deles não optariam pelo estrangeiro e muito menos pelos hospitais privados.

Todos nós descontamos muitos impostos mensalmente. Já para não falar dos indirectos... Por isso bastaria aos consequente governos negociarem uma carreira específica para esta gente da saúde associada obviamente a uma tabela salarial compatível.

Problema! Se o que escrevi no parágrafo anterior viesse a manifestar os outros sectores do Estado (professores, administração pública, administração autárquica... etc, etc, etc) viriam logo a terreiro dizer que também queriam reformulações laborais.

Solução? Não fazer nada e pontualmente acertar uns acordos!

Até que isto um dia rebente!

Depressão: a morte que vem de dentro!

Lidei com uma depressão há perto de vinte anos. Não fui eu a vítima, mas alguém muito próximo. Durante perto de três anos vi a que ficou reduzida uma pessoa que sempre fora (quase) hiperactiva.

As caixas de ansiolíticos e antidepressivos gastavam-se a uma velocidade estonteante, para no fundo o problema persistir.

Temos de ter consciência que as doenças mentais matam mesmo! E não só por fora, mas acima de tudo matam por dentro. Ou apresentado por outro prisma vão corroendo o interior da pessoa até chegar ao lado de fora.

Não sou psicólogo nem psiquiatra, mas tenho a ideia de que a maioria dos doentes mentais têm uma enorme dificuldade em assumir publicamente a sua doença. É costume dizerem quando perguntamos se estão doentes: eu doente? Nem pensar…

Porém quanto mais o negam mais se enterram e mais se afastam da resolução do problema.

Se esta doença tem cura? Como leigo nestas coisas do foro mental, mas com alguma experiência de cuidador, diria já que não… Pode, se o doente interiormente o desejar, conseguir lidar com as crises que vão surgindo, obviamente sempre com ajuda medicamentosa.

Diariamente constato cada vez mais pessoas afectadas com esta terrível doença. Estranhamente (ou talvez não) a começar em gente cada vez mais jovem! Seria talvez bom perceber-se o porquê!

De vez em quando há uma figura pública que agita as águas da sociedade através de um acto fatal. Fala-se e escreve-se muito na altura para passado uns dias, tudo ficar na mesma.

Dias de praia!

Sábado nove e pouco da manhá e afila de carros para as praias já tem mais de um quilómetro. Há quem diga que foi das rotundas que este início de Verão criaram a cada entrada e saída das praias.

Eu diria que o problema é que este ano as praias da Costa estão superlotadas. Talvez pelo preço do combustível, pelas portagens das autoestradas ou porque o tempo está demasiado quente para se passarem muitas horas num carro.

Deste modo às dez da manhã quando iniciei a minha caminhada à beira-mar apercebi-me do mar de gente que a minha vista podia abarcar. Um verdadeiro tapete humano.

Qual covid, qual carapuça... para o português veraneante não há bicharoco que ataque um luso banhista. orreria asfixiado pelo calor tórrido ou pela água gelada.

A meio da tarde tive de ir a Lisboa e regressar à outra margem. Às 17 horas a fila para passar a Ponte no sentido Norte-Sul principiava em Sete-Rios.

Nem consigo imaginar como terá sido, ao fim do dia, para sair das praias... e regressar a casa.

E amanhã Domingo vai ser outro dia de calor!

Entreter o povo!

A minha avó tinha um dito que rezava assim: "quando não queima, escarvunça (creio que esta última palavra não existe, mas terá a ver com carvão!)".

Percebe-se a ideia destas palavras. E se pensarmos bem encontramos na nossa vida muita gente a quem este semi provérbio encaixa na perfeição. Especialmente políticos.

Ainda uma coisa não está completamente resolvida e já surge outra para nos atentar a paz de espírito. Mas posso dar um mero exemplo: as presidenciais foram há apenas um ano e já se anda a arregimentar possíveis candidatos para substituir Marcelo Rebelo de Sousa, que se encontra no último mandato.

Não entendo esta filosofia de queimar eventuais candidatos a Belém. Desde o Almirante Gouveia e Melo ao actual Presidente da Assembleia da República Santos Silva, passando pelo próprio António Costa a lista começa a ser longa, especialmente dentro do PS. Entretanto do lado laranja corre o nome mais ou menos consensual de Passos Coelho.

Dir-se-ia que andam a apalpar terreno, tentando perceber qual a reacção da opinião pública. Ou na pior das hipóteses, alguém procura desviar as atenções dos graves problemas que Portugal atravessa e daqueles que ainda estarão para chegar.

Seja uma coisa ou seja outra, a verdade é que o povo adora viver entretido com estas coisas.

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