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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

O pedinte de todos os dias!

Ainda por causa da iniciativa do Banco Alimentar contra a fome assumo que nunca fui muito apreciador de dar esmola. Lembro-me em 1979 logo pela manhã no Rossio em Lisboa um miúdo veio ter comigo a pedir uma esmola.

Disse que não dava dinheiro mas que em troca lhe daria de comer. O que ele aceitou. Fomos então à pastelaria Suiça e lá dentro ele comeu o que quis. Paguei e fui embora.

Perto onde hoje trabalho há uma casa onde normalmente vou tomar o pequeno almoço. Todos os dias. À porta está sempre um homem baixo de origem esgtrangeira, de barba branca e a todos cumprimenta e estende a lata para uma moeda.

Nunca lhe dei nenhuma, seguindo o mesmo princípio. Mas hoje uma antiga colega que trabalha muito perto de mim e que também toma a primeira refeiçãono mesmo sítio que eu trouxe um casaco para dar ao mendigo.

Eu assisti à oferta, mas esta criou uma situação complicada já que passados minutos o pobre estava rodeado de outros pedintes que quase estragaram o casaco… somente por inveja pelo que oude perceber.

E depois falam dos ricos capitalistas.

Os desembaraçados desta vida!

Certa vez em conversa com uma colega de trabalho apercebi-me que o marido era daqueles condutores que não respeitam filas e enfiam-se à frente de toda a gente. No entanto o mais curioso foi a expressão que ela usou para o descrever: desembaraçado.

Nem sei se devo considerar um adjectivo ou como um substantivo. Reside a dúvida.

A verdade é que como este cavalheiro há muitas criaturas na estrada com a mesma qualificação. Acrescentarei que o problema vai muito para além da estrada, do trânsito ou da pressa de chegar ao trabalho, a um encontro ou somente a casa. Mas não vai para além do seu umbigo.

A cidadania é por assim dizer uma disciplina que não se ensina na escola (mas devia), que não se herda nem se compra na farmácia nem numa qualquer loja de briqueabraque. Estamos assim perante uma aprendizagem que é feita das vivências, essencialmente, com os que nos rodeiam.

Sinceramente posso dizer que fui bafejado pela sorte, pois aprendi com bons homens muito do que sou hoje. Ensinamentos que ainda hoje tento passar para os mais novos, sejam eles filhos, sobrinhos ou meros colegas de trabalho.

Infelizmente os jovens de hoje não têm tempo para pensar em nada. Nem para viver. Nem para coisa nenhuma.

Deste modo a cidadania - um dos pilares para se viver em sociedades de forma civilizada -  é só mais uma palavra que a juventudo acrescentou ao seu vocabulário, cujo significado certamente ignoram!

Desapareceu!

Desapareceu da costumada morada onde residiu durante alguns anos, uma caixa Multibanco local onde tantas vezes fui levantar o meu dinheiro, pagar as minhas contas ou tão-somente fazer uma transferência.

Há quem afirme que ela foi levada e há quem também confirme de que antes de partir já havia morrido.

Seja uma coisa ou outra, a verdade é que não foi só esta caixa que eu vi desaparecer ultimamente. Muitas outras deixaram de existir.

Sinais dos tempos ou meras questões de logística financeira por parte dos Bancos?

A cor perfeita… para um carro!

Quando pretendi comprar o meu carro já havia decidido a cor desejada: preto.

Se bem que se olharmos para a ciência das cores o preto seja simplesmente a ausência das mesmas, de forma corrente assume-se que o preto também é cor.

Ontem reparei num carro de modelo igual ao meu, mas de cor antagónica. Portanto… branca. E todo sujo. Pensei:

- Boa escolha a minha… No preto nota-se menos a sujidade.

Mas no fundo, no fundo será realmente verdade a minha conclusão? Ou será que há uma cor para um automóvel onde se note menos a sujidade destes dias de chuva e alguma lama?

Costumo dizer que carro italiano ou de cor vermelha só mesmo o Ferrari, todavia há cores associadas a diversas marcas para além da já referida “Rosso Corsa”. O verde ligado à Jaguar será outro dos exemplos. Como a cor “flecha de prata” estará sempre associada à estrela Mercedes ou o amarelo e o laranja à Lamborghini.

No entanto continuo a perguntar se haverá verdadeiramente uma cor perfeita para um automóvel?

A prova!

Por cauda deste postal achei por bem comprovar o que disse naquele texto. Do meu trabalho a casa medeiam pouco mais de uma dúzia de quilómetros.

Só que a manifestação desta tarde em Lisboa obrigou a que muitos condutores procurassem vias alternativas para chegarem a casa. Donde resulta que o trânsito ficou completamente caótico.

Então reparem no que indicava o mostrador do meu carro uma hora depois de ter saído do parque de estacionamento,

mostrador.jpgCom sessenta e um minutos de viagem tinha andado... 7 quilómetros. À média louca de... 6 km por hora.

Depois as coisas andaram melhor, mas quando cheguei a casa o mostrador apresentava os seguintes dados:

mostrador_1.jpg

PS - E não estava a chover.

 

 

Lojas das manifestações!

O direito à indignação é algo que deverá assistir a todos. O direito a dizer o que nos parece mal é uma ideia com sentido. O direito a manifestar é um direito assumido.

No entanto…

Sugiro que para as manifestações citadinas haja uma espécie de loja. Como há a do cidadão…

Reservar-se-ia um espaço aberto (p.e. o terreno da antiga Feira Popular!!!) com pequenos quiosques representativos das milhares de entidades contra se quer gritar e finalmente reunia-se lá o pessoal com as respectivas palavras de ordem e gritava-se a plenos pulmões a revolta.

Com isto poupa-se muito dinheiro e chatices. Primeiro porque já nenhum português liga a manifestações, segundo não se pararia o trânsito na cidade o que é sempre uma enorme chatice, terceiro as televisões teriam acesso directo e em cima do acontecimento.

Hoje assisti a mais uma manifestação. Eram pouco mais de 100 pessoas de bandeira vermelha no ar, gritando as normais palavras de ordem. Só que ao seu redor todo o trânsito estava parado causando enormes filas e embaraços a quem andava na estrada.

Quem passava a pé nem ligava tal é a quantidade de protestos quase diários na cidade.

Com um recinto apropriado e dedicado à manifestação todos ficariam a ganhar!

Quando atrás de à, há!

A nossa língua é malvada. Reconheço que se fosse estrangeiro teria imensas dificuldades em aprender o português. São tantas as variáveis e tantas as excepções que dificilmente alguém que não seja luso percebe as reais diferenças. Também no inglês há o “th”, aquele sopro tão característico dos britânicos, que ninguém, por muito bom inglês que fale, o pronunciará como os súbditos de Sua Majestade.

Mas voltando à língua de Camões diria que cada vez se escreve pior em Portugal. Não imagino se será do N.A.O. ou desconhecimento puro da nossa língua ou até da falta de leitura de obras mais antigas onde a lusa língua era bem tratada.

O problema é que a aplicação de determinadas palavras, mesmo que de forma errada são já um (quase) património linguístico. Os políticos, jornalistas e até escritores usam estas expressões de forma tão normal que um destes dias ninguém diz que é um erro.

O exemplo mais flagrante está no advérbio “atrás” quando usado com o verbo haver. É tão comum escutarmos “… há anos atrás…” dito por todos e mais alguns que já ninguém considera erro. Neste caso basta dizer “… há anos…” que já se percebe que é no passado. Portanto um erro que já vem de há anos!

O verbo haver acarreta outras dúvidas e muitos mais enganos. Pelo que vou lendo por aí, há quem não perceba a diferença entre o “à”, contração da preposição “a” com o artigo “a” originando com a sua duplicação o respectivo acento grave abrindo a vogal, com a forma verbal do presento do indicativo do verbo haver “há”.

É tão recorrente este erro que até eu, por vezes, fico confuso para não dizer com dúvidas, quanto à correcta aplicação das diferentes formas.

Ninguém tome este postal como uma crítica, até porque eu próprio dou imensos erros. Mas erros deste género custa-me aceitar-

A gente lê-se por aí!

Casamento: um contrato permamente?

Não obstante a minha fé e a minha crença religiosa assente na igreja Católica, consigo não ser seguidista ao ponto de concordar com toda a doutrina da Igreja. Só para dar um exemplo acrescento que sou a favor do casamento dos padres católicos. Se o Vaticano abrisse a mente a esta ideia com toda a certeza que muitos casos de pedofilia e assédios sexuais que fomos tomando conhecimento, deixariam de existir. E provavelmente não se perderiam tantas vocações. Eu conheço vários casos!

Outra ideia com a qual não concordo e da qual a igreja não abdica é de que o casamento sob a sua alçada e concordância deverá ser para sempre “até que a morte os separe”. Eu vejo as coisas de forma um tanto diferente. O casamento não deve ser um contrato vitalício desde que uma ou ambas as partes não o desejem. Parece-me mesmo uma violência alguém viver com outra permanentemente infeliz só porque o casamento religioso a isso obriga. Não creio sinceramente que seja isso que a igreja preconiza.

Estou muito à vontade para falar neste assunto até porque já sou casado há 33 anos, o que nos dias que correm parece já ser uma anormalidade e espero continuar. Ainda não me arrependi.

Posto isto avanço para o que aqui me trouxe hoje e que se prende com alguns desmandos masculinos. Especialmente em homens cuja força da Natureza está longe de ser a que foi. Estranho por isso que um homem casado há muitos anos, troque a sua cônjuge por uma mulher na maioria muito mais nova que ele, chegando mesmo ao ponto de ter idade para ser sua filha.

Esta atitude, todavia, não é nova. Nada mesmo! E tenderá a ser cada vez pior tanto mais que há cada vez mais homens velhos que se perdem por um qualquer “rabo de saia”.

O que me leva a pensar que, ou os homens julgam que atrás do comprimido rosa está a virilidade perdida há muito, ou que ainda se sentem fisica e intelectualmente capazes e pujantes de grandes aventuras amorosas. Provavelmente nenhuma das duas estará correcta. Mas cada um julgará por si!

Ainda há pouco soube de um amigo que “substituiu” a sua esposa por uma mulher vinte anos mais nova que a legítima. Fiquei incrédulo! Porquê? Para quê?

Resumindo há uma outra questão que se impõe: o que é que eles estão à espera que (lhes) aconteça?

Bom gosto = ideias simples

Modéstia à parte costumo dizer que não sou suficientemente rico para ter bom gosto. Por exemplo: estão a ver aquela camisa estampada, gírissima, que me ficaria a matar e me faria parecer 20 anos mais novo? Pois... é a mais cara da loja.

Comprei por isso a mais foleira, a mais rasca e claro a mais barata.

Então quer dizer que o bom gosto está directamente relacionado com o preço alto do que queremos comprar?

Mais ou menos, acrescento! Mas não só

Na verdade há coisas caríssimas que jamais compraria, porque não gosto e porque não sou de modas. Da mesma maneira que poderá haver coisas baratas e de muito bom gosto.

Então o que é isso de bom gosto? Haverá alguma matriz, um modelo, ou será inerente a cada um de nós? Sinceramente penso que a última opção será a mais fiel à realidade já que o que cada um gosta é claramente diferente do que os outros gostam.

Por exemplo: sou estupidamente rico e compro um Ferrari. Todavia moro numa casa repleta de objectos sem qualidade, símbolo de novo riquismo.

Ou sou imbecilmente rico e compro um Ferrari. No entanto na minha moradia há alguns objectos de muita qualidade mostrando alguma sobriedade.

O bom e o mau gosto separam-se através duma linha muito ténue. É no saber por que linha nos regemos que vamos fazendo as nossas opções.

Termino como comecei: sempre tive bom gosto, não tenho é dinheiro.

A cegueira

O título segere um sentido ou a falta dele, mas no caso de hoje refere-se a outra doença: a cegueira pelo dinheiro.

Desde já assumo que não ponho as mãos no lume por ninguém sem correr o risco de me queimar. Muito menos por pessoas que são estrelas quase planetárias.

Como calculam falo do caso ora reaberto sobre uma tentativa de violação por parte de Cristiano Ronaldo nos Estados Unidos há nove anos. Parece que houve antes um acordo de confidencialidade cimentado em milhares de euros para que nada viesse a lume.

Pois é... mas como dizia alguém os acordos existem para serem quebrados e temos novamente uma telenovela não mexicana, mas bem americana com gente de lei à mistura.

Não sei se CR violou ou tentou violar a rapariga, não tenho dados para isso. Mas acredito que o atleta possa ter tentado forçar a relação. No entanto fica em aberto a ideia de que este caso só existe porque pode haver muito dinheiro envolvido por parte da eventual vítima ou até de algum causídico com perspectiva de ganhar umas lecas valentes com a situação ou quiçá, influencia de outras entidades externas ao caso, mas com evidentes interesses desportivos.

No entanto votaria singelo contra dobrado e em pé de igualdade nas duas primeiras hipóteses.

Só que este tema obriga-me a pensar que há muita gente que vai para estes encontros já com a "naifa" escondida para poderem espetá-la na vítima assim que puderem, figurativamente falando.

Também é certo que há muitas estrelas que usam e abusam do seu nome e estatuto para exigirem coisas estranhas e bizarras às acompanhantes. Actos que mais tarde se virarão contra si!

Mas não fosse a tal cegueira pelos milhões de CR7 talvez a rapariga nem viesse a terreiro acusar novamente.o melhor do Mundo.

Porque isto quando cheira a graveto fácil, não há contemplações.

 

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