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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Bravatas

Não sei se correponde à verdade, mas os  brasileiros costumam dizer: "Dou um boi para não entrar numa guerra e uma boiada para não sair dela".

Já eu não entro em guerras ou em bravatas, quantas vezes estéreis e sem sentido. Tenho muito mais que fazer e pensar. Mas creio que há muita gente que por causa de minudências compram guerras só porque sim!

Viverei provavelmente numa realidade paralela, mas não é algo que me dê muito prazer essa das demandas. Sou um homem de paz. De serenidade e diálogo construtivo e daqui custar-me ver tanta gente em bolandas com outros.

Antigamente falava-se que a culpa era da política, depois do futebol, todavia agora é das máscaras e do seu uso ou até das vacinas!

Há quem só se sinta bem a criar zaragata!

Porque será?

Irresponsabilidade pura!

Ainda no seguimento deste postal chegou até mim esta estória real de vida.

Uma mãe deixou o seu filho numa ama, como todos os dias em que trabalha. Essa senhora tem outras crianças consigo. A determinada altura a ama soube que estava infectada com Covid-19, mas em vez de comunicar aos pais a sua situação de doença vírica, calou-se e deixou que tudo eventualmente passasse por entre os pingos da chuva.

Obviamente que as coisas correram mal, já que as crianças que tomava conta foram infectadas que por sua vez infectaram pais e mães e estes colegas e outros familiares.

Tudo porque alguém não fez o que lhe competia que seria simplesmente isolar-se e não ter mais contactos com as crianças a seu cuidado.

Dos números de infectados que diariamente tendem a crescer quantos se devem à incúria de pessoas como a senhora irresponsável aqui referida?

Uma coisa é sermos infectados sem o sabermos e andarmos por aí involutariamente a disseminar o virus, outra é termos conhecimento da situação e não ligarmos patavina às indicações das entidades de saúde, originando com isso uma disseminação com consequências imprevisíveis e quiçá catastróficas...

Seis cêntimos!

Este texto com quase um ano foi destaque aqui na SAPO e originou até uma iniciativa por parte da plataforma.

O curioso é que já por mais de uma vez nos últimos tempos, encontrei cêntimos no chão, que apanho sem vergonha nem pudor. Moedas que trago para casa e deposito num pequeno mealheiro (ou migalheiro, como dizem na aldeia onde fui criado!!!).

Meia dúzia de cêntimos pode parecer pouco dinheiro e é! Só que há coisa de uns meses estava eu à porta da farmácia onde me costumo aviar para comprar uns medicamentos e à minha frente uma mulher com aspecto andrajoso. Não imagino que idade teria, mas apresentava-se mal conservada fosse qual fosse a idade, O cabelo em desalinho, muito magra, quase sem dentes, tinha na mão uma pequena bolsa com um fecho de correr. 

Percebo que começa a retirar moedas da bolsa e a contá-las. Imaginei que fosse para saber se teria dinheiro para a compra que iria fazer.

Já ambos dentro da loja oiço este diálogo:

- Quanto é?

- Três euros e cinquenta e nove cêntimos.

- Ah... então não levo... só tenho três euros e cinquenta e três cêntimos...

A técnica da farmácia ia já recolher o medicamento quando eu disse à empregada:

- Dê-lhe o remédio que eu pago a diferença.

A cliente virou-se para mim e disse simplesmente:

- Obrigado senhor - e saiu levando o remédio.

Fiquei logo a pensar nos tais cêntimos que achara... mais que não fosse já haviam servido para ajudar a pagar aquela conta.

Mas a estória náo termina aqui já que hoje fui a uma grande superfície fazer umas compras rápidas. Pão, iogurtes, fruta, queijo. Após ter estacionado encontrei um carro de compras que estava solto dos outros. Peguei nele e fui fazer as compras.

Já de regresso voltei a colocar o carro onde o havia encontrado, mas com a diferença de o prender aos outros...

Bingo, jackpot, tzarammm! Recebi uma moeda de euro... Isto é alguém abonado destrancou o carro com um 1 euro e nem se preocupou em colocar o carro no sítio devido.

Aproveitei eu!

(Pode ser que um destes dias alguém precise que lhe ajude a pagar uma conta na farmácia!)

Reciclar vou!

Mais um belo de um fim de semana e mais uma jornada de limpezas. Revirou-se uma divisão que servia de despensa pois deu-se conta que algumas paredes, nomeadamente as encostadas à terra, estavam a descascar partindo-se do princípio que será um problema de humidade.

Posto isto foi superiormente decidido (que eu nestas coisas não me meto até porque legalmente a casa não é minha!) forrar a dita despensa com mosaico aproveitando a presença ainda dos homens que andam a mudar a fachada da casa.

Portanto como calculam desde sexta feira e até hoje foi uma reboliço nesta casa acima de tudo pautando a actividade na escolha do que poderá ser necessário e do que obviamente superfluo e que ocupa espaço.

Contas feitas muita coisa para reciclar desde electrodomésticos velhos e estragados, a tachos e panelas mais amarrotados que o meu orçamento familiar, a sacos de plásticos velhos, a caixas de papelão... enfim um ooceano de lixo sem utilidade a não ser... ocupar espaço.

Daqui resultou um sem número de vezes que fui ao ecoponto deixar plásticos, vidros, papéis de forma a que tudo se recicle.

No entanto mantenho uma dúvida que é perceber para onde irá todo este lixo que vou depositando nos ecopontos... Tal como os equipamentos electricos que entrego nos locais apropriados. Que lhes farão?

Consciência cívica precisa-se!

Hoje fui fazer testes antigénio à farmácia mais a minha mulher. Correu tudo como previsto e o resultado manteve-se como até aqui: negativo!

A seguir a nós entrou um outro casal bem mais velhos que nós e que logo deram sinal de estarem positivos.

O estranho é que uma hora depois encontrámos o mesmo casal em amena cavaqueira na rua com vizinhos se bem que com máscara, mas ainda assim sem os cuidados que deveriam ter que seria estarem isolados em casa.

É esta pobre consciência cívica que me parece ser o calcanhar de Aquiles dos portugueses, pois continuam a não acatar os conselhos médicos e das demais organizações especializadas (vulgo Direcção Geral de Saúde). Porque consideram que os seus interesses estão acima de qualquer lei e neste caso do bom-senso,

Reconheço que no início desta pandemia considerei que tudo não passaria de um bizarro alarmismo. Infelizmente estava enganado e eu próprio haveria de ser um dos atingidos.

Só que hoje resguardo-me, cuido-me e cuido de quem vive comigo. É que os outros não devem ser vítimas dos meus erros!

Para o bem de todos!

A coisa está feia... muito feia mesmo! Esta pandemia teima em não nos largar, oprimindo-nos quase até à medula o que não é nada agradável!

Os números de infectados continua a subir e não me parece que baixe tão depressa quanto gostaríamos e necessitaríamos. Entretanto ainda há muita gente adulta por vacinar. Dizem-se negacionistas... quando para mim são somente parvos e agoístas.

Sem fazer grande alarde da coisa o SNS poderia contactar cada pessoa adulta sem vacina e dar-lhes uns dias para o fazerem. A partir desse instante cada utente não vacinado que surgisse na urgência com Covid-19 teria de pagar do seu bolso todos os tratamentos e internamentos. 

Provavelmente com esta medida muitos que andam por aí sem máscara e sem preocupação, pensariam duas vezes antes de recusarem a vacina. Se bem que esta não iniba a pessoa de ser novamente infectada a verdade é que os sintomas são muito menores e infimamente menos gravosos.

Basta ver o número de infectados que há actualmente em Portugal e os que havia há um ano e o correspondente número de vítimas mortais e até de internamentos.

Porém é bom não olvidar que esta variante, não sendo tão agressiva quanto as anteriores, não deve ser menospresada e devem-se manter as regras restritivas superiormente impostas.

Para o bem de todos nós!

Crónica de um quotidiano...

,,, cada vez mais usual

Os telemóveis são hoje parte integrante das nossas vidas. Sem eles é como andar sem roupa pois naqueles pequenos aparelhos temos (quase) tudo à distância de um dedo.

Hoje de tarde tive de ir a um hipermercado fazer umas breves compras. Como sabia o que queria foi só retirar os produtos da prateleira para logo me dirigir a uma daquelas caixas automáticas sem operadora em que somos nós que fazemos o trabalho todo. Enfim menos mão de obra...

Estava eu então a passar os produtos pela máquina quando do lado oposto surgiu uma jovem para pagar também as suas compras. No entanto estava de telemóvel em punho em amena cavaqueira. Não é que isso me preocupasse, todavia achei que aquela postura não se coadunava com o local e o momento.

Infelizmente é frequente ver estas situações em supermercados, originando enorme lentidão nos pagamentos.

Regressando ao início deste texto compreendo que os telemóveis podem-nos ajudar a resolver situações de forma quase remota, mas desde que as pessoas anónimas não sofram com isso.

O caso de aqui relatei é um entre muitos que já assisti... desde entrarem no supermercado, fazerem as compras, pagarem e sairem sempre ao telefone.

O ser humano pode e deve evoluir, todavia ficar permanentemente refém de um telefone não é evolução... é parvoíce!

O lixo do Natal

Esta manhã fui despejar o óleo que se usou para fazer os fritos cá em casa no local próprio de forma a ser reciclado. Passei por vários pontos de reciclagem que estavam repletos.

Tão cheios que as pesssoas deixaram os papéis de embrulho, as caixas de vinho, as garrafas vazias, as embalagens de plástico tudo ao redor dos ecopontos!

Ora a chuva e o vento de ontem acabaram por espalhar parte do lixo natalício.

Todavia o pior estaria para vir (e ver) quando a meio da manhã deparei com um carro grande da Câmara a retirar o lixo de uns buracos feitos no chão para o efeito. Só que das duas uma: ou os sacos são fracos e pouco resistentes ao peso ou o manobrador é pouco qualificado. Certo, certo é que o chão ficou, também ele, repleto de todo o tipo de lixo quiçá colocando em causa a saúde pública.

Fosse de uma coisa ou de outra as ruas da cidade estavam esta manhã deveras sujas.

Resumindo: as pessoas não conseguem guardar por mais um dia o lixo reciclável de Natal preferindo deixá-lo na rua ao "Deus dará". Já o outro... parece definitivamente mais complicado.

Talvez por isso tenho um compostor no quintal onde deposito a maioria do lixo doméstico e orgânico.  Para mais tarde se rirem as couves ou os tomateiros...

Ruas vazias!

Já não sei em que vaga pandémica vamos se na quinta, sétima, décima segunda ou quadragésima terceira. O que sei é que de vez em quando lá vêm mais umas restrições para português... não cumprir.

Era já noite quando hoje fui reciclar uns papelões. Olhei a rua sempre repleta de veículos estacionados, para conferir que esta noite a via pública não tinha nem um décimo dos carros que é usual ter.

Concluo então que os moradores daqui seguiram com toda a certeza todas as indicações governamentais e partiram para longe fugindo assim às reuniões familiares em casa...

Esquecendo a ironia supra quero crer que as pessoas que sairam das cidades estarão conscientes dos perigos que correm com as sucessivas vagas que entram pelas portas sem que saibam.

Todos gostamos de estar em família... isso é inegável. Mas a família é para estar cá também nos próximos anos e não só este ano!

Digo eu...

 

Chove... Mas isso que importa (*)

Oiço a chuva a bater na janela atrás de mim. É uma chuva forte com sabor e cheiro a Inverno.
Quase a terminar o Outono eis a estação seguinte a querer mostrar-se competente nas suas normais funções: chuva, vento, trovoada e muitas vezes frio.
Gosto especialmente do Inverno, das tardes cinzentas e de ver esta chuva forte a espalhar-se com força pela vidraça.
No entanto sempre que olho a rua esta é quase sempre um mar de água porque as sarjetas estão quase todas entupidas. Após um Verão e um Outono sereno a edilidade não se preocupou em limpar para escoamento das águas pluviais. Ou melhor fê-lo em Maio ou Junho, mas desde lá até agora as sargetas voltaram a entupir...
Não todas já que aquela que está mais perto da minha casa é intervencionada por mim, pelo menos uma vez por mês, de forma a poder escoar a água da chuva.
Não sou melhor cidadão que os outros, mas tento cuidar de algo que pode ser benefício de todos. É que resido numa zona alta e lembro-me de muitas vezes, quando trabalhava, não poder apanhar o comboio por o acesso à estação de comboios, que é subterrânea, estar inundado por convergir naquele lugar toda a água não escoada pelas sargetas.
A cidadania não passa só por campanhas sempre tão mediáticas de doações, mas outrossim pela nossa intervenção no terreno.
Como disse acima nunca me tomem como exemplo de óptimo cidadão porque também não o serei, mas há momentos que sinto conscientemente qual é o meu dever perante a sociedade!

 

(*) - Excerto de um poema de José Gomes Ferreira

 

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