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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Preparemo-nos!

Não estou a brincar. Desta vez não! Preparemo-nos então para um destes dias recebermos em nossas casa um valente tremor de terra!

Com o de ontem à noite em Marrocos é, pelo que me lembro, o segundo sismo de grande intensidade no Mundo. O primeiro foi na Turquia em Fevereiro passado e agora este.

Em ambos milhares de vítimas, uma destruição catastrófica, a Natureza a mostrar quem realmente manda!

E se alguns governantes Mundiais ainda julgam que podem alguma coisa, será bom que se lembrem destes tristes acontecimentos para entenderem que... não mandam nada na Natureza.

Entretanto em Portugal vamos falando sobre o que fazer, mas só enquanto for notícia na TV. Fora isso por muito que as edilidades digam que têm feito muita coisa, acima de tudo para minimizar a perda de vidas humanas, o certo é que ninguém estará preparado para um sismo de enorme potência.

Nem nós e provavelmente ninguém! Nem mesmo os japoneses sempre tão habituados a que a terra do Sol. Nascente trema amiúde.

E o pior é que são imprevisíveis! Completamente!

E se acontecesse em Portugal?

Recordo com rigor aquela madrugada de 28 de Fevereiro de 1969, tinha eu acabado de fazer 10 anos. A minha mão acorda-me em pânico para sair da cama e fugir para a rua. Lembro-me de ter colocado os óculos e ter visto as paredes a movimentarem-se violentamente.

Morava naquela altura num primeiro andar com escadas interiores, isto é, a porta da rua ficava ao nível do chão. Nessa altura o meu pai, militar de profissão, andava embarcado em África, portanto em casa... só eu e a minha mãe!

O que mais retenho dessa terrível madrugada foi a incapacidade da minha mãe em abrir a porta para a rua. Tudo porque tinha o hábito que fechar a porta com uma série de voltas à chave e mais um ferrolho. Naqueles breves segundos instalou-se o pânico... Finalmente lá saímos, mas na minha mente aquele momento ficou gravado. De tal forma hoje, seja em que casa for, a porta fica sempre no trinco. Antes roubado mas vivo que... soterrado.

Mas o que me troiuxe hoje aqui não foi reactivar memórias, por sinal pouco gratas, mas tentar entender se o nosso país está minimamente preparado para uma ocorrência tão grave como aconteceu na Turquia esta madrugada.

Somos um país ribeirinho, com uma natural e normal ligação ao mar, local donde geralmente se encontram os epicentros sísmicos. Vai daqui temos de estar preparados não só para um eventual tremor de terra de enorme amplitude como, e pior que tudo, para algum "tsunami" semelhante ao que aconteceu vai para 20 anos no Oceano Índico.

Volto à questão principal deste meu postal: e se acontecesse em Portugal o que aconteceu na Turquia?

Como estão as nossas entidades de suporte preparadas? Protecção Civil, Bombeiros, forças policiais, hospitais... Saberão reagir com assertividade a um sismo desta magnitude? Haverá algum plano de evacuação estudado para as localidades costeiras?

Quando vejo diversos hospitais, alguns até de vanguarada, erigidos encostados à beira-mar ou melhor à beira-rio, fico desconfiado de que alguém não pensou como deveria ser naquilo que o futuro poderá oferecer.

Dir-me-ão que talvez nunca mais volte a acontecer, que sou um pessimista. Totalmente de acordo!

Contudo prefiro precaver-me a ter que remediar!

S. Jorge: a ilha que resiste!

Decorria o ano de 2019 quando visitei a bela ilha de S.Jorge nos Açores. Saltitei de Fajã em Fajã, percorri quilómetros de carro e a pé, consolei-me com paisagens e momentos únicos.

Numa altura em que a ilha se encontra sob a ameaça de uma erupção vulcânica trago aqui uns pequenos filmes dessa viagem.

Que Deus não permita que se estrague tanta beleza.

O caminho até à ilha

No Topo da ilha

A isolada Fajá da Caldeira de Santo Cristo

O belíssimo arco da Fajã da Ribeira da Areia

Uma ilha que merece existir!

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