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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Sindicalismo no século XXI

Imagino que os partidos de esquerda lusa estejam à beira de um ataque de nervos tendo em conta a próxima greve dos motoristas de matérias perigosas.

Num país onde a maioria dos sindicatos estão maioritariamente ligados a Centrais Sindicais (CGTP e UGT), aparecer um sindicato independente, representado por um advogado, com uma capacidade mobilizadora fora do vulgar e capaz de parar Portugal pode tornar-se numa nova forma de sindicalismo.

Entretanto o PCP que sempre teve na CGTP/Intersindical o seu braço armado na contestação laboral deve andar em busca nos velhos manuais de como é que tudo isto lhe passou ao lado.

Lamentavelmente o BE vive um dilema interno de gestão política, pois ainda não sabe bem o que fazer ou dizer quanto a esta greve. Por um lado vem ao de cima a sua vertente de "esquerda-caviar" e afirma que os motoristas têm toda a razão para logo a seguir apoiar o governo nas decisões anti greve que Costa vai assumindo. Quase que faz lembrar uma velhinha e conhecida canção de Marco Paulo onde dizia que tinha dois amores.

Decididamente não sei quem tem razão neste diferendo que opõe motoristas à ANTRAL, pois necessitaria de ter comigo todos, repito todos, os dados que envolvem estas negociações, mas de uma coisa estou (quase) certo: o sindicalismo em Portugal jamais será o mesmo.

Acordem!

Nos anos oitenta sindicalizei-me a primeira vez. Era o presidente do sindicato um homem íntegro e que partiu infelizmente demasiado cedo. Tive o privilégio de o conhecer pessoalmente e lembro-me duma frase que ele disse entre dois "piratas" (passe a publicidade) ali nos Restauradores: "Ser sindicalista é ficar refém das causas dos outros. Nunca ganhamos nada, a não ser estima e amor próprio".

Há pouco tempo houve eleições para o meu actual sindicato, diferente daquele em que me inscrevi em 1980. E notei que cada vez são menos os sócios. Não por morte de alguns mas acima de tudo por que ninguém consegue rever-se naquelas associações. Então os mais novos fogem dos sindicatos como estes tivessem sarna.

Hoje, trinta anos volvidos de escutar aquela frase, percebo que o sindicalismo é tão só uma forma de vida sem qualquer sentido prático. Por isso há greves por tudo e por nada. E raramente, muito raramente há uma greve por melhores salários ou condições de trabalho. Estas são ideias esquecidas, enterradas vai para muitos, muitos anos.

O Metro deLisboa esteve hoje todo o dia em greve. Milhares de pessoas prejudicadas. O trânsico caótico, enfim mais um dia chato. E para quê? Rigorosamente para nada. Nada...

As greves e suas razões começam a ser temas recorrentes deste espaço. Mas alguém tem de dizer a esses sindicalistas da treta que estas greves não têm qualquer efeito prático, a não ser prejudicar os pobres utentes.

Acordem meus amigos, acordem!

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