Calculo que ninguém goste de andar a contas com a justiça, mesmo que aparentemente nada tenha feito para tal. Porém quase todos os dias políticos, gestores, autarcas e empresas surgem como alvos de buscas por parte do Ministério Público.
Diz o povo que "quem não deve não teme" só que ultimamente, devendo ou não, há muita gente a entrar na roda da justiça. Eu desconfio ou melhor todos desconfiamos que há muitos negócios, já para não falar de decisões políticas, que estão viciados à partida, criando uma ideia de impunidade para os prevaricadores.
O Estado é um angariador de impostos, uns directos outros indirectos. Dinheiro que serve para sustentar uma mãquina estatal muito pesada como é a Educação, a Saude, os transportes públicos, a Segurança Nacional. São números a mais para a minha pobre cabeça.
O problema é que não sabemos se a gestão destes dinheiros públicos é bem feita. Daí necessitarmos de uma entidade que vele pelo nosso dinheiro, que tanto nos custar a ganhar e depois a pagar através dos impostos.
Só que o povo pagante tem direito a saber toda a verdade dos gastos do Estado. Para que deixemos de pensar nesta Entidade somente como uma sorvedora de taxas sem contrapartidas decentes.
As notícias que vamos diariamente tendo (ou lendo!) saltitam entre o problema da Ministra da Saúde com o INEM, a saída de Amorim para Manchester, as próximas parvoíces de Trump e a imbecil continuação da guerra na Ucrânia.
Fora isto é um rame-rame de diferentes novelas, a maioria sem qualquer interesse.
Talvez por tudo isto é que não vejo televisão (nem sequer os jogos de futebol de uma equipa que se diz ser a selecção nacional!!!). E na rádio só oiço música.
Jornais foi coisa que deixei de comprar faz muuuuuuuuuuuuuuitos anos. Acima de tudo porque nem tudo o que lia correspondia à verdade, mas simplesmente o que a população adora ler, ver e ouvir.
Esta minha posição surgiu pouco tempo depois da enorme crise financeira de 2010 e que acabou por destruir um enorme império financeiro (Grupo GES) e um outro ainda que muito mais pequeno, deixou marcas (BANIF).
Nesse tempo todos os dias via e lia notícias falsas em jornais e televisões ou no mínimo pouco realistas. Um dia acabei por chamar a atenção alguém de peso que semanas mais tarde deu uma longuíssima entrevista a um semanário e milagre dos milagres as notícias desapareceram quase como por magia.
Prestar informação correcta e assertiva deveria ser a função principal do jornais e televisões, sem colocar nenhuma pressão (leia-se opinião) no que se escreve. Factos são factos e devem ser transmitidos de forma realista e fria.
As redes sociais são por isso um pantâno de mentiras e frivolidades sem qualquer interessa que não seja a promoção do próprio. Que o diga Trump e demais apreciadores deste género de desisformação.
Por tudo isto aplaudo de pé e com vigor a postura do jornal inglês The Guardian que decidiu fechar as suas contas na plataforma X. Se todos os jornais e demais orgãos de informação tivessem esta coragem, quiçá os seus leitores, acordassem para uma nova realidade.
Obviamente que necessitamos saber. Mas com seriedade, objectividade e assertividade.