Pela primeira vez a selecção portuguesa de andebol passou aos quartos de final da competição, após uma vitória história e quase impensável contra a selecção de Espanha, contra quem nunca havíamos ganho.
Este sim é um seleccionador a sério e chamou os jogadores que achou mais capazes de resolverem os problemas dentro do campo. Não é como o de futebol que se vende por malguinha de papas!
Bom depois deste aparte estive a ver o jogo à noite em diferido e já a saber o resultado final, mas não me importei nada, já que ver os manos Costa, o Victor Iturriza, o Luís Frade, o Salvador Salvador, o Pedro Portela, o Fabio Magalhães e toda a restante equipa, foi um prazer e uma alegria.
Digo mesmo que há muito tempo não via uma equipa tão bem resolvida, tanto em termos técnicos, como táticos como até motivacionais. Parabéns a todos.
Não imagino o que se seguirá em termos de Mundial, mas de uma coisa estou certo: os nossos próximos adversários olharão para Portugal com outros olhos.
Portugal tem sido uma óptima surpresa? Tem! Para o andebol e obviamente para os portugueses!
Actualização às 16 horas do dia 26: a selecção portuguesa acaba de bater o Chile por 46-28!
Hoje numa grande superfície vi um cartaz que continha a seguinte frase: "Temos fome de vencer".
Pelo que (não) vi nos últimos jogos da nossa selecção e face aos resultados obtidos em França, creio que vamos todos recorrer ao Banco Alimentar contra a Fome, pois ainda não conseguimos matar a dita!
Paulo Bento deixou de ser seleccionador nacional. Algo que já se previa e que devia ter acontecido logo após a nossa má prestação, no Mundial do Brasil.
Critiquei neste e noutros espaços as escolhas de PB para o Mundial, brinquei com o resultado do último jogo, fui muito crítico no que se refere ao ex treinador da selecção Nacional. E acredito que a sua saída só pode dar numa melhoria.
O problema vem agora... Quem o substituirá? Fala-se de Fernando Santos, Manuel José e mais um ror de nomes. Porém é preciso que a FPF pense bem do que pretende do próximo seleccionador. Escolher só por escolher creio que não vale a pena.
É necessário um homem que perceba de futebol, que tenha vivido o ambiente de selecções, que tenha as necessárias competências técnicas para assumir o cargo. Seria bom, que de uma vez por todas, os dirigentes desportivos olhassem para o futebol como um desporto e não apenas como um negócio. Os empresários podem, a determinada altura, ajudar os clubes na aquisição de determinado atleta... mas com a selecção a bitola deveria ser outra.
Portugal tem capacidade para ter uma grande selecção de futebol. Basta os responsáveis quererem!
Após o jogo de hoje percebi qual o problema da nossa equipa e para o qual o meu caro Paulo não tem obviamente solução. Esse problema chama-se: equipa adversária. Isso mesmo que leu… a selecção contrária.
Não fossem os jogadores das outras equipas jamais os jogadores portugueses teriam problemas. Parece que os adversários quando jogam contra Portugal fazem-no para nos aborrecer. E nos ganhar! Uma chatice…
Num passado não muito distante foram Chipre e Israel. Hoje foi a Albânia. É realmente demais!
Repito o que disse atrás ao referir que o caríssimo Paulo tem um problema em mãos sem solução à vista…
Há uma remota hipótese, que passaria por a FPF apresentar à UEFA ou à FIFA, um novo modelo de futebol jogado pela equipa do meu caro seleccionador e que se resumiria apenas na entrada em campo de duas equipas: a (mal) treinada por si e a equipa de arbitragem.
Desta forma os jogadores lusos entretinham-se a atirar umas bolas de uns para os outros e de vez em quando lançavam uma para baliza, supostamente adversária, para ver se acertavam e marcavam golo…
Talvez não fosse muito emocionante, mas provavelmente seria eficaz!
Agora é fácil sovar selvaticamente, nem que seja só por palavras, Paulo Bento. Tivessem os “deuses do futebol” como lhes chama José Mourinho com a selecção portuguesa, provavelmente o país acordaria hoje bem mais feliz e o treinador português seria quase endeusado. Pelo menos o país do futebol…
As críticas ao (ainda) actual seleccionador nacional são mais que muitas e chovem de todo o lado. Casmurro e incapaz de aceitar os erros, o antigo treinador do Sporting sai sem honra nem glória desta campanha. Mas a culpa provavelmente nem é toda dele…
Em tempos referi aqui a minha estranheza pelas escolhas do seleccionador nacional para este Mundial. Com um naipe de jogadores aptos e em boas condições, foi chamar atletas muito cansados, com imensos jogos nas pernas e com demasiadas lesões ou inactivos há muito tempo.
E se a polémica com Quaresma tinha razão de ser, então porque não se falou de Postiga ou Nani? Mas adiante… A geração de oiro dos finais dos anos oitenta há muito que deixou de existir. E não deixaram verdadeiros herdeiros. Ronaldo tem-se vindo a destacar no Real Madrid mas com uma seleção destas, amorfa e cansada (ele próprio fatigado!), dificilmente poderia ter feito melhor.
Finalmente o que poderia ser sido um belíssimo incremento financeiro para os empresários após este mundial, tornou-se um verdadeiro fiasco, pois houve jogadores que perderam muito do valor com que tinham chegado, CR7 inclusivé. Ou dito de outra forma o feitiço virou-se contra o feiticeiro… Se a desconfiança na escolhas dos jogadores para esta selecção esteve directa ou indirectamente relacionada com empresários, a verdade é que o tiro saiu mesmo pela culatra e os olheiros interessados em reforços viram-se para outros jogadores de selecções supostamente menos cotadas mas que provaram em campo serem grandes guerreiros. A selecção do Gana é disto um bom exemplo!
A pergunta do título tem uma razão de ser… E agora Portugal?
A resposta parece fácil! Há que mudar… Radicalmente!
Porque sem isso das duas, uma: ou o presente dirigismo velho, antiquado e assoberbado de vícios arrepia caminho, repensando o futebol português, passando por exemplo por obrigar os clubes da primeira liga a jogar com um mínimo de jogadores nacionais ou sem esta profunda reflexão teremos a nossa selecção a jogar ao nível do que foi nos anos setenta e oitenta.
E depois não há contractos de publicidade que nos valha.
Sou muitas vezes acusado, pelos meus amigos adeptos de outros clubes, de ser demasiado faccioso em relação ao Sporting e aos seus jogadores. Pura mentira!
Falo disto porque num destes dias, num almoço de colegas de trabalho, acabou-se por discutir se Ricardo Quaresma devia ou não ser convocado por Paulo Bento.
Na altura expressei a minha opinião dizendo que não obstante as boas exibições no Porto, Ricardo Quaresma ainda não era um jogador constante. E assim sendo não deveria ser primeira escolha. Falou-se então de Varela que achei ainda assim uma boa opção.
Curiosamente o que mais estranhei foi ninguém ter falado de Adrien, Cédric ou André Martins, já que William Carvalho é unanimemente aceite como tendo lugar na selecção.
Espanta-me que grande parte dos comentadores que oiço e leio aceitem naturalmente a entrada directa de Quaresma nos convocados só porque faz uns passes de trivela, e olvidem jogadores que durante toda esta época têm demonstrado qualidade de jogo muito acima da média e que claramente merecem uma chamada de Paulo Bento.
Não sei que critérios observa o actual seleccionador nacional para convocar jogadores. Mas só espero que os empresários nada tenham a ver com essas opções.
A vida tem destas coisas. Imaginemos que Portugal se apurava directamente sem ter de passar pelo “play-off”… Hoje seria apenas mais um dia normal de quarta-feira fria e sem (muito) interesse.
Mas a selecção gosta de apimentar a nossa vida. E assim displicente e anafada durante a campanha normal e que a levou a mais estes dois jogos, a equipa portuguesa encheu-se finalmente de brios, vestiu o fato de macaco arregaçou as mangas e trabalhou para ser feliz.
Porém muito se há-de falar e escrever nestes próximos dias sobre a “ronaldodependência” da selecção lusa. Um caso de futuro estudo sociológico, estou certo! Porém nada disto teria tanto valor assim se um tal de Blatter não tivesse publicamente auto-ridicularizado com a (má!) demonstração do “comandante” Ronaldo. E mais uma vez se prova que estes dirigentes desportivos, reféns de selecções e países, não percebem nada de futebol nem dos seus artistas. É sobejamente conhecido como Ronaldo gosta de ser apupado, para retirar do fundo de si mesmo ou dos seus pés jogadas mirabolantes e golos fantásticos. E o actual presidente da FIFA, ao colocar-se a jeito com a s suas patéticas declarações, só deu azo a que CR7 respondesse em campo, duma forma que não deixou dúvidas a ninguém.
Hoje Blatter deve ter acordado com uma terrível dor de cabeça, fruto de uma bebedeira de golos de Ronaldo e que a noite (ainda) não ajudou a digerir.
Finalmente a estreia de mais um português na selecção. Creio que a primeira de muitas… William Carvalho mostrou estar ao nível dos seus companheiros e, curiosamente ou não, foi já com este jogador em campo que Portugal deu a volta ao marcador.
E repetindo a história antiga, lá vai mais um punhado de portugueses “achar” terras de Vera Cruz!
Não é que eu não seja patriota, mas preferia que Portugal não fosse ao Brasil. Podia ser que alguém, neste país, finalmente com tino e dois dedos de testa colocasse os nossos dirigentes federativos e da liga numa modesta casa na bela cidade russa de Yakutsk. Refrescariam certamente as cabeças “louras” de tão más decisões.
Portugal vive estas coisas da selecção nacional duma forma demasiado emotiva para o meu gosto. Se se ganha somos os maiores do mundo e arredores. Mas se perdemos há que municiar a nossa mente de culpados. E cada um, derivando da sua cor clubística, vai arquitectando culpados, quase sempre nos jogadores das equipas adversárias ou nas (más) escolhas do seleccionador. Sempre foi assim e sempre o será!
Nunca, jamais, em tempo algum – passe a redundância – houve um dirigente que se demitisse pelos maus resultados da equipa de todos nós. Ser dirigente desportivo é pertencer a uma casta de gente pouco fiável e demasiado refém dos interesses das suas Associações e obviamente dos seus clubes e portanto inquestionáveis nos seus “poleiros” dourados.
O futebol é neste momento uma indústria que movimenta números com demasiados zeros. E se por sorte ou ironia do destino, alguém consegue colocar as mãos neste imenso bolo, é certo que elas não vêem imaculadas.
Mas regressando ao início deste post era bom que Portugal ficasse pelo caminho. Era só poupar. Não havia prémios, os jogadores regressavam aos seus países de trabalho e dedicavam-se de alma e coração aos torneios, em que os clubes que representam, estão integrados.
Não se perdia tempo a ver o futebol no Brasil a horas impróprias aumentando a produção nacional.