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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Vi e sinceramente não gostei!

Do terceiro debate entre Seguro e Costa.

Não vi os debates anteriores, mas li alguma coisa sobre eles. Ao que parece no primeiro ganhou o actual líder do PS, já no segundo a vantagem foi para o presidente da edilidade lisboeta.

Do debate de hoje destaco a continuada troca de acusações entre ambos, sem que isso trouxesse alguma luz à discussão. Ideias? Poucas ou quase nenhumas... As mesmas acusações, a mesma retórica, a mesmíssima falta de visão estratégica para o futuro de um país falido.

Enfim, como podem estes nomes serem responsáveis por um governo democraticamente eleito? Com qualquer um deles, sem excepção, o Partido Socialista acabará por se afogar nos seus próprios erros, dando com isso força a uma direita demasiado tecnocrática e subserviente aos interesses europeus e esperança a uma esquerda muito ortodoxa mas profundamente fiel aos seus princípios.

Ainda assim creio, contrariamente ao que já ouvi dizer sobre este debate, que Seguro pareceu-me mais calmo e sereno e senhor de si. Coisa muito rara em tal personagem!

 

PS - Um Costa pouco Seguro!

Leio e releio as ideias programáticas dos candidatos a liderar o PS e noto apenas diferença... na semântica. Tudo o resto é precisamente igual. Ambos querem o mesmo para Portugal: mais riqueza, economia, menos desemprego, reposição dos cortes em salários e pensões.
Por falarem ninguém os leva presos. Recordo aqui que também o actual PM disse o mesmo ao eleitorado quando liderou a oposição. E a verdade é que PPC deixou nas gravações esses testemunhos, pois a realidade foi tão diferente, tão diferente que custa até a perceber o que (nos) aconteceu.

Por isso não consigo entender esta troca de ideias dento do PS, quando percebemos duas coisas:

1 - António José Seguro nunca foi um verdadeiro líder da oposição, nunca trouxe a público uma ideia verdadeira e coerente de como fazer diferente de PPC;

2 - António Costa como presidente da edilidade lisboeta mostrou pouca apetência para o cargo. A cidade anda suja, as ruas já não têm buracos, apenas crateras, o trânsito não melhorou rigorosamente nada;

Deste modo como pode qualquer deles, um dia no futuro, ser PM de Portugal?

A demagogia com que estes políticos tentam enganar os portugueses parece ter os dias contados. Creio mesmo que Seguro ou Costa não terão uma eleição fácil em 2015. Claramente ganharão as eleições mas terão uma reduzida margem de manobra para formar governo. Mas tudo dependerá de quem tomar as rédeas do actual maior partido do governo. Se for Rui Rio, o Governo PS vai ter que trabalhar muito e bem, se não quiser ter um "chato" permanentemente à perna. Se por outro lado Passos Coelho se mantiver ou se se perfilar outro candidato à liderença do PPD/PSD talvez a vida do próximo governo socialista se torne mais simpática.

Entretanto não se deve olvidar que os seguidores de José Sócrates estarão sempre à espreita. Com o antigo ministro Pedro Silva Pereira à cabeça.
Falta ainda algum tempo para as próximas eleições legislativas mas é bom que alguém no PS vá alertando os candidatos para a vida difícil que passarão a ter assim que forem eleitos.
Os portugueses jamais perdoam a quem lhes falta à verdade!

De regresso... à política!

Segundo o que li ontem num jornal diário, o ex-primeiro ministro José Sócrates, vai participar na próxima campanha às eleições europeias.

 

O que equivale dizer que o antigo líder do PS vai dar uma mão (e que mão!!) a Francisco Assis. A meu ver este regresso de JS não é de todo inocente nem altruísta. Creio sim que Sócrates vem uma vez mais para a rua, para uma avaliação à sociedade (leia-se eleitorado), afim de perceber se tem lastro para uma eventual corrida a Belém.

 

O seu espaço como comentador da RTP começou com enorme audiência mas depressa perdeu espectadores. Ainda assim mantém aquela rubrica de opinião na RTP1.

 

António José Seguro como é já habitual, vai pautando a sua actuação ao sabor das indicações do actual governo. Foi preciso que Paulo Rangel lançasse, em pleno congresso do PSD, a questão sobre o candidato do PS às europeias para Seguro horas seguidas apresentar Assis. Quando deveria ser a oposição a marcar o tempo de intervenção política.

 

José Sócrates sabe que o povo não esquece! Nem o que ele fez enquanto primeiro ministro, deixando o país a um passo da bancarrota, nem o que este governo vai-se obrigando a fazer. E a actuação deste último poderá ser um capital que JS pode acumular a seu favor.

 

Dentro do Partido Socialista o regresso de Sócrates à politica de intervenção será sempre vista como uma ameaça à actual (má) liderança de Seguro. E basta que o PS não ganhe as próximas eleições europeias de forma categórica, como é provável, para o actual lider socialista sentir atrás de si o bafo de António Costa, claramente apoiado por José Sócrates, ou quiçá de um outro militante de peso.

 

Os ventos sopram para já a favor de Sócrates.

A contínua luta pelo poder

Ultimamente tenho lido, em alguns diários de economia, opiniões sobre o futuro de Portugal… no pós-troica. Não obstante algumas ligeiras diferenças de análise, a maioria dos comentadores partilham da mesma ideia: Portugal não pode voltar ao que era dantes.

O Primeiro-ministro já o disse, em diversas ocasiões, que não se desviará do rumo traçado, mesmo que isso lhe venha a custar, como é previsível, as próximas eleições. Parece-me uma atitude anormalmente coerente e corajosa para um político.

Ao invés o líder do PS vai conseguindo acertar mais no seu próprio pé do que no governo. Hoje pretende uma coisa, amanhã quer outra e assim, de contradição em contradição, vai tentando levar o seu PS a uma vitória eleitoral.

Percebe-se que Seguro não está preparado para ser PM. Tal como não estava Passos Coelho. E é esta impreparação que se torna o calcanhar de Aquiles de António José Seguro. Dentro do PS surgem cada vez mais frentes de batalha contra o seu próprio líder. Mesmo não sendo publicamente assumido, percebe-se que há no maior partido da oposição um ambiente de alguma turbulência, com o intuito de minimizar a futura vitória de Seguro.

Este líder tenta, com a actual recusa de um pacto com o governo para o futuro, descolar a sua imagem das futuras medidas impostas pela troica. Um processo que lhe pode dar algumas alvíssaras… ou talvez não. Os futuros eleitores o dirão!

Pior quer ter um governo demasiado subjugado às vontades de entidades estrangeiras é termos uma oposição mole, fraca e demasiado volátil. Tivesse o PCP outro líder, com uma visão mais actual, e talvez fosse o grande ganhador no futuro acto eleitoral.

Até às europeias muita água há-de correr debaixo de muita ponte.

Aguardemos, portanto!

Será verdade?

Segundo consta, António José Seguro foi também vítima de praxe, no seu tempo de estudante universitário, no ISCTE. Parece que o mandaram fazer um discurso onde só dissesse imbecilidades.

Após tanto tempo creio será hora de avisar o actual lider do Partido Socialista de que a praxe já acabou.

Um Seguro (muito) inseguro!

O espanto do líder da oposição pareceu-me genuíno.

 

Naqueles segundos que mediaram entre a questão feita pelos jornalistas, sobre a eventual convocação de um congresso e a sua resposta, a cabeça de António José Seguro quase deve ter “fritado” – uma expressão usada pelo meu filho quando se refere à lentidão do seu portátil. O homem não devia estar à espera daquela pergunta… E sentiu-se por breves instantes deveras inseguro da sua (ainda) actual posição de líder do PS.

 

Será quase certo que as próximas eleições autárquicas vão trazer, ao actual governo, alguns amargos de boca, mais não seja como demonstração da insatisfação popular. Depois é a corrida para as legislativas, já com um país a tentar reerguer-se dos destroços criados pela Troika.

 

É com o pensamento neste propósito que os actuais opositores de Seguro, vão minando as bases do partido de forma a criarem uma crise de liderança. A contagem de espingardas parece já ter começado a favor de António Costa ou quiçá a favor de um outro qualquer dirigente (escuso-me neste momento em avançar com outros nomes, porque sei lá, ainda era capaz de acertar em algum!).

 

Independentemente de algumas declarações menos felizes, o actual líder dos socialistas parece ser uma pessoa simpática e sensata, não entrando claramente num jogo político vil e baixo como é frequente observar-se nalguns líderes da oposição.

 

Não sei como Seguro se vai segurar (passe o pleonasmo!) neste próximo temporal partidário que se adivinha.

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