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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Um Sol criador!

Finalmente um dia de Sol. Um Sol criador como se costuma dizer na aldeia!

Após muitos dias de chuva daquela que molha e tudo alaga, este dia soube-se a mel!

De tal maneira que me sentei nos degraus de casa e durante uma boa meia hora apanhei com este Sol do qual já tinha saudades.

Os campos que apanharem com este astro-rei vão crescer de verde. Daquele verde símbolo de vida que se renova a cada gota de chuva,

As últimas semanas têm sido pluviosamente anormais para um país já habituado a pouquíssima chuva. Mas renovo a ideia de que esta água, nãos obstante os estragos que fez trouxe muitos benefícios, Especialmente aos níveis freáticos e às barragens.

Mas um dia de tréguas sabe sempre bem.

Primeiro as más notícias!

Há muito que deixei de ver noticiários. Aquilo era sempre um chorrilho de notícias tristes, dramas, tragédias, horrores. Nunca acontecia aqui ou no Mundo uma boa notícia por mais pequena de fosse.

Pensei que depois da pandemia e com uma estúpida guerra às portas da Europa, os telespectadores preferissem um noticiário onde se noticiasse o que vai de mau no mundo, mas também o que este tem de melhor. Pura utopia minha...

As más notícias continuam a ter lugar de destaque n uma imprensa pouco interessada em informar verdadeiramente, mas tão-somente dar a notícia com a qual ganhe mais visualizações.

Durante o passado Estio era permanentemente notícia de capa de jornais a seca e a consequente falta de água. Nem imagino o que seria nas televisões... Concordo que era necessário acordar as pessoas para a realidade que são as alterações climáticas com consequências nefastas e incalculáveis.

Todavia agora que já choveu e continua a chover já não leio notícias sobre qual o nível em que estáo as barragens. Isto é notícias boas não interessa mostrar (a não ser futebol) porque não "share".

Decididamente vivemos num Mundo inverso do que deveria ser. A apologia da desgraça é sempre mais apetecível que a assumpção de uma alegria!

Os especialistas!

De vez em quando surgem nas televisões e nos jornais uns especialistas que assumem umas ideias para o futuro muito... cinzentas.

Estávamos ainda em pleno e seco Estio quando alguém me disse que escutara um desses especialistas a dizer que até final do ano não choveria.

Logo nessa altura eu contrapus com a ideia de que esses especialistas podem saber muita coisa, mas não controlam a Natureza. De todo e ainda bem!

A prova de que eu não sendo especialista percebo mais da coisa que eles, é que desde há umas semanas que a chuva não pára. E não são uns aguaceiros quaisquer... são bátegas longas e fortes que tudo encharcam e alagam.

Soube que na aldeia as ribeiras mais pequenas já correm em direcção à ribeira maior, sinal evidente que as terras já se encomntram bem encharcadas e não conseguem absorver a água de cai do céu. Falta agora um pouco de frio para vir a neve, também ela em alguns casos benfazeja.

Resumindo os especialistas têm de se especializar mais...

A fonte velha!

Será talvez o local que mais fotografo. Ou mais recentemente gravo em video.

A aldeia onde fui criado não tem uma fonte, um pequeno ribeiro, uma charca. Desde sempre os aldeões habituaram-se primeiro a fazer poços fundos na terra para ali guaradarem a água que o Outono e Inverno ofereciam para depois construirem dentro de casa reservatórios que apelavam também a água da chuva. Depois atiravam para lá uns peixes que tinham como função limpar a água de alguma impureza.

A aldeia onde estou é o inverso da anterior... Por aqui há fontes em todo o lado e diversos ribeiros que circundam a povoação. Depois quase todos os terrenos rústicos têm um ou mais poços.

Mas de todas as fontes que eu conheço esta é a única que nunca seca. Ainda este ano com o calor que esteve e a fraquíssima pluviosidade a fonte continuou a jorrar água fresca. Obviamente que não tinha a mesma intensidade desta altura, mas mesmo assim é um prazer conseguir ter esta fonte a 20 metros de casa, onde ainda hoje enchi a barriga... de água!

 

Chamam-lhe a Fonte Velha que dá até nome à rua, contudo será sempre nova enquanto me brindar com tão preciso líquido.

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Fim de Verão!

Iniciamos a semana no Verão para a  terminar já na estação de Outono.

Temos um final de Verão quente e a julgar pelas previsões com mais chuva.

A estação que agora termina foi terrível já que nunca se assistiu, na Europa, a uma seca tão forte e atípica.

É óbvio que o homem não manda na Natureza de forma directa, porém indirectamente pode e tem-no, de maneira infeliz, feito.

Um Estio que tudo secou! Rios, fontes, lagos, charcos desapareceram num ápice.

A agricultura estival ressentiu-se disso mesmo e daí muitos produtos terem secado antes da normal apanha. Uvas, tomates, pepinos, pimentos e até algum feijão secaram antes de estarem criados. Já nem falo da azeitona que deve ter caído toda.

É tempo agora de pedirmos um Outono chuvoso de forma a repor a água que falta nas terras e barragens.

Sei que a malta das cidades não gosta de chuva, mas é para o bem de todos.

Porque não se pode ter "sol na eira e chuva no nabal".

Venha de lá esse Outono fresquinho e molhadinho. As minhas couves agradecem!

Chuva e outros assuntos sem importância

Principiou de madrugada a chover nesta zona perto da capital. Deve ter chovido bem já que ontem com a previsáo de muita chuva, despejei um depósito de água de 1000 litros que recolho de um telhado sempre que chove. Estava verde e suja e foi aproveitada para regar as couves acabadinhas de plantar.

Se bem que não tenha enchido já está muito acima de meio e com mais algumas bátegas encher-se-á certamente. Entretanto na terra a água já empossou. Não que a terra esteja saturada, mas por baixo estará tão seca que só lentamente vai conseguindo absorver tão precioso líquido.

É bem vinda esta chuva que não resolverá, para já, os problemas de seca, mas minimiza gastos para regas.

Entretanto tenho mais um número redondo referente a este blogue: três mil reacções que não sendo muito, comparativamente a outros espaços, sinto que vale a pena por aqui andar...

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E enquanto for assim vão ter que levar comigo por mais algum tempo.

Tenho consciência que muitos destes números correspondem a ligações a outros espaços (leia-se blogues!!!), mas há quem com assiduidade favorite o que por aqui vou esgalhando. Então para estes em especial o meu sincero e genuíno obrigado.

Hoje recorri, para escrever este texto, a um portátil mais antigo, já que o principal ficou sem bateria e esqueci-me do carregador noutra casa. Até ao próximo fim de semana escreverei aqui neste maneirinho equipamento que faz ainda a sua função. E até agora tem-se portado muito bem!

Nem imagino como ficaria sem computador... Neste altura do meu campeonato é uma ferramente essencial.

A gente lê-se por aí!

Desmanchar de feira!

Decididamente este ano não é propício para a agricultura.

A falta de água foi certamente a maior das razões, mas não só! Um clima atípico com enormes amplitudes térmicas em poucos dias, Por vezes chuva intensa quando deveria já haver mais sol e muitos dias (demasiados!) sem uma pinga de água.

Na terra como em quase tudo na vida o mais forte tem mais facilidade em sobreviver, Vai daqui na sementeira de batatas a erva apoderou-se da pouca água de caiu e logo aquelas sofreram para se criarem.

Posto isto nem mesmo com rega, este ano, os meus tomateiros foram férteis. Como se aproxima a época da plantação das couves decidi por arrancar a maioria dos tomateiros. Especialmente aqueles que deram menos tomates.

Desmanchar esta feira não é fácil porque há muitos atilhos que tento recuperar para os próximos anos

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Restaram somente os de enxertia (é assim que são conhecidos!!!) 

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E uns outros deveras muito parecidos com os anteriores mas que tiveram origem nos Estados Unidos e dão pelo simpático nome de "Ponderosa Pink". Estes são muito saborosos e duram meses sem irem ao frigorífico.

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Agora vou esperar que a chuva regresse para poder depois cavar a terra para voltar a dispôr as couves brancas que enchem a Consoada.

 

Poupar água!

Há muito que calculei que estes tempos chegariam. A água potável tornar-se-á o petróleo do século XXI. Infelizmente!

Na minha vida corrente tento gastar o menos possível de água. Seja na lavagem da loiça, seja da roupa ou essencialmente nos banhos.

Todavia hoje descobri uma maneira de se tomar banho sem gastar muita água. É fácil, muito fácil mesmo, só requer um pouco (provavelmente eu diria muito!!!) espírito de sacrifício. Mas é por uma boa e honrada causa.

Vamos lá ao meu conselho: experimentem tomar banho apenas com água fria. Faz o mesmo efeito que a quente e demoramos muuuuuuuuuuuuuuito menos tempo debaixo do chuveiro. Perguntar-me-ão: no inverno também? Essencialmente no Inverno.

Verão como a conta da água desce vertiginosamente! Bom... desde que não reguem a relva 10 minutos de cada vez!

Inventar o (im)possível!

De vez em quando ou quando convém, o mundo acorda para a realidade ambiental. Na maioria das vezes só acontece quando há uma seca como a que vivemos actualmente ou cheias que tudo levam na frente.

Mas falemos então da falta de água.

Este tão precioso líquido parece escassear cada vez mais por todo o lado. A temperatura média do planeta tem vindo a subir o que naturalmente causas efeitos catastróficos por toda a Terra.

A ameaça da subida dos oceanos deixou de o ser, para se tornar uma triste realidade. E por aquilo que li é provável que até ao fim deste século algumas ilhas deixem de existir. Todavia a maioria das pessoas não querem acreditar...

Entretanto há uns dias lembrei-me duma exposição que vi em Belém envolvendo veleiros da conhecida regata Ocean Race. Nessa mostra, apercebi-me, entre outras coisas, que a água doce que bebiam e usavam teria a sua origem no mar. Mais... li também que para se obter um litro de água doce eram necessários mais de 40 litros de água salgada. E levava ujma imensidão de horas a... dessalinizar.

É por todos sabido que o homem evoluíu muito nos últimos 100/120 anos. Consegue em várias disciplinas fazer coisas que há um século era somente mera ficção científica. Talvez por tudo isto pergunto-me se ainda não houve um cientista a aproveitar-se da água salgada para a transformar em água doce, em pouco tempo, evitando com isso que a seca se prolongue ou então a simples invenção de um motor à base de água.

Provavelmente até já houve quem inventasse, mas com actual estado político do Mundo não terá sido possível a passagem da teoria para a prática, pois calculo que haja demasiados interesses na produção de "Ouro Negro".

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