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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Bela homenagem

Diz o povo na sua profunda sabedoria: quanto mais conheço os homens mais gosto dos animais!

Porque concordo com esta máxima popular é que senti muito e ainda sinto a partida da minha idosa cadela. Todavia fui incapaz de escrever uma bonita homenagem à minha amiga. Faltou-me claramente competência.

Mas houve alguém que o fez, num texto longo, emotivo mas carregado de grande realidade e que podem ler aqui.

Vale a pena ler!

Já passaram 10 anos!

Faz hoje precisamente 10 anos que partiu um homem fantástico.

Foi uma pessoa boa, amigo do seu amigo,  que adorava a família e com quem aprendi muito.

Acima de tudo com a sua forma de estar na vida. Combativo quando achava que tinha razão, ia até ao fim numa luta sem nunca perder a compostura e a noção do razoável.

Fui tristemente testemunha das suas últimas palavras.

Morreu em paz como um simples círio cujo pavio desaparece, mas rodeado dos mais próximos.

Deus teve misericórdia dele e levou-o para ao pé de si sem dor sem sofrimento.

Há 10 anos tive que vestir um defundo pela primeira vez. Ainda por cima o meu sogro e bom amigo J.

Porque a vida nem sempre nos dá o que desejamos mas sempre o que necessitamos, aquele fim de tarde início de noite ficou gravado no meu espírito para sempre.

Obrigado por tudo o que me ensinou, pela mão amiga sempre estendida para ajudar, pelo carinho sempre demonstrado.

Faz-me ainda (muita) falta!

 

Tristeza!

Hoje que se celebra a vida de todas as mães, foi a tristeza que invadiu o meu dia.

Logo pela manhã recebi uma mensagem no telemóvel dando conta que um dos gémeos havia desaparecido.

Dizia assim:

"Morreu o Brown. Só tenho desgostos"

"Como?"

"Envenenado"

Nada mais escrevi... Não valia a pena, nada podia fazer. A sua vida foi curta. Demasiado curta. Mas deixa muitas saudades.

Muitas mesmo.

brown_.jpg

 

Regresso ao passado

Hoje (re)visitei um velho restaurante onde tantas e tantas vezes matei a fome. Naquele tempo a Baixa Pombalina tinha mais portugueses trabalhadores que turistas e era ver o restaurante quase sempre a abarrotar. Especialmente ao balcão.

E foi aqui que fui hoje... almoçar. O balcão é o mesmo mas a paisagem humana muito diferente. E não só. Os pipos de madeira donde jorrava o vinho espumoso foram substituídos por umas caixas de papelão com torneiras de plástico. A montra de vidro ainda lá se encontra mas as sandes não. E havia-as lá de tudo: de ovo, panado de fiambre, sandes de cabeçab de porco, de queijo fresco, de atum... eu sei lá que mais!

E depois podia-se misturar tudo. E havia misturas mirabolantes. Bastava que solicitássemos e na altura saia a sandes à nossa maneira. Outra curiosidade é que os empregados chamavam-se todos Manuel. Mas o que mais caractrizava aquele espaço de repasto era a sopa. A Cartaxense... como lhe chamavam. Um caldo à moda antiga onde a colher quase ficava na vertical.

Ao balcão atendeu-me uma senhora que me deu uma sopa a meu pedido. Estava boa mas a da velha e gorda Joana era bem melhor! Já não havia sandes de tudo e por isso pedi uma mera e vulgar bifana. O vinho saíu do tal pacote sem graça nem gosto.

Já não havia o barulho de dezenas de clientes. nem dos empregados a pedirem coisas para a cozinha,

Finalmente pedi a conta, paguei e pus-me a caminho. E pensei como ainda há quem diga que está tudo na mesma. Tenho a certeza que não.

Parte... mas deixa saudades!

Já sabia da sua partida em busca de melhor vida, de novos desafios.
Mas custa sempre ver alguém sair de Portugal, porque... este país não é suficientemente ambicioso.

Costuma dizer de si própria que tem mau feitio. Mas se mau feitio for sinónimo de insatisfação com o "status quo" e com incompetências então também eu tenho mau feitio...

Talvez por isso nos tornámos amigos para além de colegas. Ambos sabemos que o mundo não é pintado de cor-de-rosa e nunca recusamos dizer o que pensamos mesmo que isso nos traga dissabores.

Abandonar este sol e este tempo cálido por chuva frio e neve não é para todos.
Que a sorte, saúde e esperança lhe sorriam!

Sempre!

30 anos sem Variações

Hoje é dia de Santo António de Lisboa ou de Pádua, conforme seja em Portugal ou em Itália.

 

Muitos homens que nasceram no dia 13 de Junho se chamam António, em homenagem a esse Santo.

 

Dia feriado em Lisboa, onde sardinhas, copos de vinhos e marchas populares se misturam.

 

Hoje faz 30 anos que morreu um homem de nome António. Conhecido por Variações.

 

Era um homem diferente... Músico, cantor, poeta, extravagente, homossexual!

 

Mas nada disto lhe retirou dignidade.

 

Ele que cantou e (nos) encantou com as suas inesquecíveis melodias.

 

A música portuguesa sem ele perdeu uma forma física.

 

Seja lá onde estiveres António, acredita que fazes (muita) falta.

 

 

 

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