Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Mil quilómetros... #2

... em três ilhas!

Quilómetro anterior

SANTA MARIA - o Algarve dos Açores

Sempre que ouvia falar desta ilha, elogiavam-na pela excelência das suas praias.

Ora sendo eu um apreciador por excelência de locais balneares, não queria partir da ilha sem perceber até que ponto o que diziam correspondia à verdade.

Com a questão do covid19 os pequenos almoços no hotel têm de ser previamente marcados o que originou que a primeira vaga fosse somente às 7 e 45 da manhã. Daqui resultou sair do hotel muito para lá das oito e meia da manhã.

Porém o dia estava plúmbeo nada convu«idativo para ir à praia. Assim desvia a trajectória por outro caminho e a determinada altura encontrei este santuário Mariano.

DSC_0331.JPG

Segundo está escrito numa das paredes laterais este será o mais antigo santuário dedicado a Nossa Senhora de Fátima e inaugurado em 1933.

Daqui fomos até ao Norte em busca do farol. Todavia surgiu uma pedaço de estrada em terra batida em muito mau estado que me obrigou a evitar chegar tão longe com o carro.

Entrámos em S. Bárbara onde parámos para um café e comprar água, já que, não obstante o tempo nublado, pairava um calor húmido muito próprio do arquipélago. 

Passámos por diversas povoações até que vimos a indicação de Praia Formosa. Após alguns quilómetros eis que deparámos com a raínha das praias dos Açores (dizem!)!

DSC_0362.JPG

A praia na verdade é muito boa, de areia mais preta que branca e com a as águas tão calmas e tão cálidas que me fez lembrar a longuíssima praia de Porto Santo.

O almoço foi mesmo ali no restaurante à beira-mar e soube divinalmente: arroz de marisco.

20200717_140012 (1).jpg

Obviamente já comi melhor, mas talvez pelo momento e o local soube-me muito bem!

Saí da praia a meio da tarde para ir visitar a Vila do Porto, sede de concelho!

Uma vila pequena, de gente simpática e donde se destaca para além do seu pequeno porto,

DSC_0358.JPG

o forte onde poderemos encontrar algumas curiosas explicações para a bandeira dos Piratas, já que esta ilha foi outrora diversas vezes fustigada por ataques de corsários.

DSC_0353.JPG

Numa loja encontrei algumas lembranças para a família, para partir em busca de um local no meio da Reserva Florestal a quem dão o nome de Recreio das Fontinhas. Aqui tive o previlégio de ver um viveiro de cliptómerias que irão alimentar e renovar a floresta da ilha. Um exemplo! 

Finalmente parei na loja onde o Nelson (já aqui falei dele) me recebeu de braços abertos e me vendeu umas meloas... simplesmente divinais.

Foi simplesmente o meu jantar!

 

Quilómetro seguinte

Mil quilómetros...

... em três ilhas!

Nota inicial

Resumindo: oito dias de calendário decorridos e mil quilómetros percorridos! Assim terminou a minha aventura no arquipélago dos Açores.

Uma ideia que na sua génese não metia pandemias já que projectei esta viagem logo no dealbar de 2020.

Depois veio o tal covid19 e tudo se transformou. Menos a minha vontade de ver as ilhas açorianas restantes.

Teimei, teimei e acabei por, no passado dia 16, embarcar para Santa Maria no primeiro vôo que a SATA fez para aquela ilha pós-confinamento.

É então sobre estes oito dias açorianos que irei escrever.

SANTA MARIA - A ilha amarela

Cheguei ao Aeroporto da ilha perto da hora do almoço. A questão do covid19 obrigou-nos a perder longo tempo, de forma que quando chegámos ao porto da Vila para almoçar no Clube Naval eram quase três da tarde e já não havia nada para comer. Acabei assim por regressar ao centro e aí almocei. Depois parti da vila, mais à sorte que planeado, em busca de descobrir a ilha que já sabia de antemão ser pequena.

A primeira paragem foi no Pico Alto no meio de um parque florestal fantástico onde abundam as cliptomérias de origam nipónica.São árvores de grande porte e que segundo informação de um vigilante da natureza têm um crescimento muito rápido. A verdade é que há nacos de estrada em que o sol olimpicamente não entra, tal a densidade de arvoredo. 

DSC_0274 (1).JPG

A paragem seguinte já foi bem perto do mar no farol da Maia. Uma ponta de terra que entra pelo oceano dentro. De um lado a Fábrica da Baleia do Castelo, aparentemente há muito tomada pelo mar,

Ao meio o Farol tendo nas suas encostas algumas plantações de vinha

DSC_0305 (1).JPG

Do lado esquerdo junto ao mar, qual fajã de S.Jorge pode-se apreciar a bela povoação da Maia.

DSC_0290 (1).JPG

No final da estrada que ladeia o mar nesta povoação podemos apreciar uma das mais belas cascatas. Pena é que fosse Julho e a água fosse pouca. Ainda assim adorei este local.

Talvez este tenha sido o sítio onde fiquei mais tempo (retiranto o de praia, claro!). O som da água a cair da cascata, os patos próximos e o ruído das ondas do mar a bater no basalto negro, criaram uma mistura muito curiosa e que me deu uma paz diferente. Ainda aqui pode-se ainda apreciar um antigo lagar de vinho.

20200716_182806.jpg

Regressei à estrada para me dirigir a S. Lourenço, uma baía deveras conhecida por estes lados.

20200716_191024.jpg

São célebres na ilha as suas piscinas naturais. Todavia neste dia o mar não estava com grandes contemplações e mostrou-se sempre muito arisco. Um local bonito, mas sem aquele arrebatamento que o poderia tornar especial.

Curiosamente não muito longe daqui pude observar o Poço da Pedreira. Outro local idílico. Ficam aqui algumas imagens, mas essencialmente registe-se o som natural ali captado.

Um dos ex-libris da ilha dizem que é o "Barreiro do Faneco". Uma espécie de deserto de terra vermelha e seca.

O mapa foi ajudando, mas creiam-me... foi uma desilusão. Na verdade a terra é vermelha e o chão parece árido... mas basta olhar-se para algumas terras no nosso Alentejo no final do Verão e infelizmente vemos coisas bem piores.

20200716_201510.jpg

Antes de jantar ainda tive a oportunidade de visitar a povoação de Anjos onde, segundo dizem, chegou Cristóvão Colombo aquando do regresso ao Continente europeu, após ter descoberto a América.

Jantei finalmente na Vila do Porto um bife bem saboroso.

 

Quilómetro seguinte

Profissão aliciante!

Numa altura de pandemia em que estamos (quase) todos confinados, nada melhor que ter uma profissão aliciante que ajude a pessoa e a Natureza.

Na ilha da Santa Maria encontrei essa profissão num jovem extremamente simpático  de nome Nelson.

Não, não sei se tem alguma coisa a ver com o grande estratega inglês a quem os ingleses entregaram uma praça para além de uma armada, mas acredito que não. Este jovem a quem comprei duas belíssimas meloas da sua produção e que ele vende num pequeno estabelecimento à beira da estrada é essencialmente um... vigilante da natureza.

Nem sabia que havia esta profisão, mas reconheço que deve ser maravilhosa. Andar permanentemente ao ar livre, cuidar do equilíbrio natural e ainda receber algum por essa vida... sinto que será a minha profissão de fututro...

Ups... esqueci-me que já estou reformado.

Que pena!

Quase, quase... de partida!

Bom será na próxima quinta-feira que partirei para a ilha açoriana de Santa Maria, seguindo-se Graciosa para parar finalmente em S.Miguel antes de reotornar a Lisboa.

Porém para que tudo se efective vai ser necessário fazer testes ao Covid19. Será já amanhã num laboratório de análises com o qual o Governo Regional dos Açores assumiu acordos. E assim não pago!

Tendo em conta que tentei andar o mais confinado possível e raramente saí de casa e porque até agora não tive qualquer sintoma (o que também não quererá dizer nada!!) sinto que passarei este teste com alguma facilidade, não obstante a recolha para análise não ser muito agradável.

Fora isso venho aqui solicitar a alguém que já tenha passado por Santa Maria ou pela Graciosa que me dê algumas dicas sobre sítios imperdíveis e restaurantes a não perder.

Agora fico à espera.

Desde já o meu obrigado!

A gente lê-se por aí!

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2010
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2009
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2008
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D