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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Alguém anda a brincar com o fogo!

Primeiro foram e são ainda os enfermeiros que à custa das suas greves, obviamente justas, adiaram milhares de cirurgias.

Agora dois dos mais importantes grupos fornecedores de cuidados de saúde privados avançaram para a rescisão dos acordos envolvendo utentes da ADSE.

Assim num ápice pode acontecer uma de duas coisas: ou a ADSE recua na história de que existiram gastos em demasia ou os hospitais do SNS vão ter um incremento de clientes anormal.

Tendo em conta que em muitos serviços nos hospitais civis os doentes espalham-se nos corredores em macas a aguardar vez numa cama, nada melhor que esta nova situação para tornar as enfermarias ainda mais caóticas.

Se há algo com a qual os portugueses não gostam de brincar é com a sua saúde. E têm toda a razão.

O pior é que ultimamente anda muita gente a revolver nesta.

Ou então andam a brincar com o fogo. Depois não se admirem de saírem chamuscados.

A saúde a que não temos direito!

A mui recente doença do meu pai que o levou a uma mesa de operação e aos Cuidados Intensivos numa unidade hospitalar deu para identificar alguns detalhes e que me levaram a concluir o seguinte:

1 – a saúde definitivamente não é para todos;

2 – as pessoas sem quaisquer recursos financeiros estão num patamar de risco muito maior que os outros;

Quando ao meu pai foi colocada a opção entre ser operado num hospital privado ou num público, nem eu nem a minha mãe tivemos qualquer dúvida e optámos pelo privado. Por diversas ordens de razão.

A primeira é que a cirurgia far-se-ia daí a uns dias sem quaisquer restricções de tempo, equipamento ou pessoal. A segunda é que no público a fila de espera é enorme e havia sempre a questão da greve dos enfermeiros que poderia obstar à sua realização em tempo útil, se bem que o cirurgião fosse precisamente o mesmo.

Na admissão do meu pai foi necessário deixar uma verba razoavelmente avultada, como se fosse uma espécie de caução. Já depois da cirurgia e ainda nos CI foi necessário reforçar aquela garantia ainda com mais dinheiro que da primeira vez. Ontem à saída fizeram-se as contas finais e parece que ainda há uma pequena verba para receber. Melhor assim.

Todavia no mesmo quarto do meu pai entrou no Domingo um doente que sofrera a mesma cirurgia. No entanto socorrera-se de um seguro de saúde que tinha e cujo plafond já havia esgotado, passando a sair da sua carteira todas as futuras despesas. Pelo que percebi a conta ultrapassara já os 20 mil euros, tecto máximo que a seguradora pagaria.

A despesa do meu pai e tendo em conta alguns acordos sociais com a unidade hospitalar ficaram, durante os 19 dias, por um terço do outro doente.

Temos assim que em Portugal quem tem um pé-de-meia poderá ter mais direitos, no que à saúde diz respeito, que aquele que nada tem e que se sujeita a ir para um hospital público sem a certeza de lhe fazerem a dita cirurgia em tempo normal.

E depois leio o artigo 64º da Constituição Portuguesa!

É sempre bom regressar!

Após 19 dias de internamento eis que o meu pai acabou por sair hoje do hospital. Finalmente, acrescento eu…

Foram quase três semanas de muitas incertezas, receios, dúvidas e sempre com aquela nuvem negra a pairar sobre o meu espírito.

Mas ao fim deste tempo tudo correu como esperado e temos novamente o homem em casa.

Respiro fundo. Apazigua-se o meu coração. Renasce a esperança.

De novos dias.

Porque é sempre bom regressar a casa!

Cuidar dos outros!

Quando somos miúdos olhamos para o futuro e queremos ser qualquer coisa. No meu caso pessoal oensei em ser:

Bombeiro,

paraquedista,

jogador de futebol,

actor,

advogado,

jornalista,

eu sei lá que mais…

Mas nunca quis ser um avião (como a Joana) e muito menos médico, enfermeiro ou algo ligado à saúde ou melhor à doença.

O meu pai está no hospital vai quase para duas semanas. Era para estar uma.

Após a cirurgia ao coração, que correu maravilhosamente bem, mantém-se ainda na Unidade de Cuidados intensivos devido a diversas complicações, não muito graves, mas que requerem vigilância apertada.

Naquele serviço contei 9 salas onde em cada uma está um doente devidamente monitorizado. Todavia o que realço é a forma como toda a equipa que ali trabalha se preocupa e entreajuda nos cuidados médicos. Chamo a atenção que a maioria dos doentes são pessoas com graves problemas, sem grande autonomia seja motora seja verbal o que leva a que todos os intervenientes de cuidados de saúde sejam postos à prova.
Tudo o que envolve a vida ou a saúde dos outros torna-se a meu ver complicado. Saber que um a miligrama a mais ou a menos de um determinado medicamento pode deitar tudo a perder (inclusive a vida) é de uma responsabilidade atroz.

Para a qual eu jamais estaria verdadeiramente preparado.

Prometido é (in)devido!

Ainda sobre a mensagem de Natal do Primeiro Ministro António Costa, ressalto uma promessa eleitoralista que ele lançou e que se prende com os médicos de família para todos os portugueses.

Em face desta promessa fico sempre com a ideia de que o PM fala demais.

- Primeiro porque, sinceramente, o médico de família deveria existir para aqueles que têm menos recursos (reformados, desempregados, pensionistas de baixos rendimentos, trabalhadores com ordenado mínimo) e não para todos, independentemente do que diz a constituição. Até porque no meu caso específico não necessito do tal médico porque sou beneficiário de um sistema de saúde próprio. Se usar o SNS nessa valência sou mais um utente para as filas madrugadoras para ter direito a uma consulta. E como eu há muita gente;

- Segundo porque uma consulta com um médico de família não nos dará automaticamente saúde. Desengane-se quem assim pensa;

- Terceiro porque os próprios médicos devem estar superiormente instruídos para evitarem passar exames ou medicamentos a pedido, a não ser nos casos crónicos.

E para o último caso dou um exemplo: o meu pai está internado com uma anemia grave. A médica de família que viu as análises há uns tempos largos chamou à atenção para a alimentação porque parecia que os valores de sangue estavam no limite mínimo. Mas não mandou repetir os exames. Nunca mais!

Deste episódio posso inferir que não o fez por incompetência, mas somente para evitar custos ao SNS, julgando, quiçá erradamente, que com alguma alteração alimentar as coisas se resolveriam.

Não resolveram. E pior… O Estado irá agora pagar mais do que umas simples análises.

Portanto seria bom que o senhor Primeiro Ministro cuidasse mais com o que promete. A conversa eleitoralista nem sempre dá votos!

Ter saúde para estar doente!

Há cem anos morreram na Europa entre 50 a 100 milhões de pessoas devido à “pneumónica” também conhecida pela gripe espanhola.

Um século passado sobre este tempo temos a medicina evoluída com um foco essencial na cura de doenças ditas incuráveis.

No livro “O Físico” de Noah Gordon, que conta a forma brilhante como a medicina era aprendida e aplicada na idade média, podemos outrossim identificar doenças que na altura seriam de mui difícil tratamento e hoje são de solução corriqueira. Um dos exemplosali referidos é a apendicite, que nos séculos do feudalismo, matava indiscriminadamente sem se perceber a razão do envenenamento do corpo.

A medicina actual debate-se todavia com doenças que não sendo graves do ponto de vista terapêutico são-no na vertente psicológica.

Os disturbios da mente surgem hoje como um problema muito mais premente do que alguns desajustamentos físicos. Talvez por isso há cada vez mais Psiquiatras.

Bom… no que a mim diz respeito, costumo dizer que não tenho tempo nem paciência para estar doente. E quando eventualmente me surge uma enfermidade (nada superior a um mero AVC ou uma simples gripe) tento rapidamente debelá-la.

Custa-me portanto entender aquela gente que anda (ou pelo menos diz que anda) sempre doente. Ou dói a cabeça, as costas, os rins, as pernas… Passam os dias a caminho dos Centros de Saúde ou dos hospitais, consultam todos os tipos de médicos em busca de um remédio milagroso, gastam recursos materiais e humanos de cariz público, para depois recorrerem a um qualquer homeopata de vão de escada, aconselhado por uma tia que é cunhada de uma prima em quarto grau e gastarem o triplo do dinheiro para tratarem de uma doença que não têm nem nunca tiveram e que só existe na cabeça deles.

São assim os considerados saudáveis doentes!

Que cada vez há mais…

Rica saúde?

Em 1976 através do artigo 64º da Constituição da República Portuguesa ficou inscrito o direito de todos portugueses à saúde. Este direito foi mais tarde plasmado no SNS, criado em 1979 através de um Decreto-Lei do qual o seu mentor faleceu recentemente.

Hoje, quase quarenta anos decorridos desde esse celebérrimo diploma, temos um SNS pouco competente, essencialmente devido à falta de médicos e enfermeiros.

Este preâmbulo serve, então, para tentar perceber porque é que em Lisboa e arredores nasceram, nos últimos anos, tantas unidades hospitalares de cariz particular.

O mais curioso ainda, é que muitas destas unidades surgiram associadas a grandes instituições financeiras, a companhias de seguros e até sindicatos. O que equivale dizer que há sectores a olharem a questão da saúde com o fito unicamente... no lucro.

Depois há as tais parcerias publico-privadas onde ninguém quer meter o bedelho receando represálias.

Tudo junto fico com a certeza de que a saúde é neste instante o foco principal de muitos interesses económicos, olvidando que o bem-estar físico e mental das portugueses deveria ser a prioridade máxima nos hospitais, sejam eles privados ou públicos.

O que vale é que o direito à saúde por parte da população está incrito na CRP. Imaginem se não estivesse?

 

Uma dúvida doentia!

Um destes dia fui a um médico especialista pela primeira vez. Após as costumadas e naturais apresentações de parte a parte, perguntou-me as razões de estar ali, ao que eu respondi com a normalíssima: prevenção.

Foi escrevendo as minhas respostas às suas questões até finalmente remata com: é saudável?

À pergunta colocada assim de chofre respondi com: sim sou! Todavia já em casa e perante o meu historial fiquei na dúvida.

Tive durante a minha vida algumas mazelas que deixaram marcas permanentes. Mas continuo mesmo assim a fazer a minha vida de forma natural e sem limitações evidentes. De outra forma estaria já devidamente reformado por invalidez.

Portanto a saúde é um estado fisiológico real sem quaisquer sinais de enfermidade ou será outrossim uma questão psicológica?

Todos nós conhecemos quem se sinta doente só por falar nisso quase, no mesmo sentido que Jerry Lewis ao protagonizar um enfermeiro que sofria com as doenças de Mrs. Fuzzibee. Ora provavelmente, e na maioria dos casos, estas pessoas têm uma saúde muito mais resistente que os outros que se queixam menos.

A pergunta repete-se: a saúde é somente fisiológica ou também psicológica?

Quanto mais penso nesta questão, mais me convenço que a resposta está muito para lá do que é imaginável. Pode-se ser fisiologicamente doente, mas sentir mais saúde que outrém. E o invés também é válido.

Tudo dependerá justamente da forma como cada um aceita o seu estado de saúde: o verdadeiro e aquele que julga ter.

Cidadão ou Presidente

Esta súbita doença do Senhor Presidente da República suscitou-me alguma satisfação, mas outrossim algumas questões que obviamente nunca verei respondidas.

Comecemos então por aquilo que me alegrou:

- Que a doença do Professor Marcelo Rebelo de Sousa tenha sido (quase) passageira e que já tenha tido alta médica;

- Que tenha escolhido os Hospitais Públicos para se sujeitar à intervenção cirúrgica.

Passados estes pontos vamos às minhas breves questões:

- Quantas horas esteve o PR na sala de espera das Urgências?

- De que cor era a sua senha (verde, amarela, laranja…?

- Se o Doutor Eduardo Barroso não estivesse no Curry Cabral seria que o Senhor Presidente escolheria um Hospital Público para ser operado?

- Tendo em conta o que ouvi diversas vezes ao Professor Marcelo Rebelo de Sousa, enquanto comentador televisivo, será que a conta pelos serviços prestados será equivalente ao seu ordenado?

Pronto, foram estas as minhas últimas questões para este ano.

Feliz 2018 para todos.

Dilema médico

A semana passada fui acometido de um invulgar e doloroso ataque de gota. Ou ácido úrico… elevado.

Acabei por ter de consultar um médico que me mandou fazer diversas análises. No sábado fui a um laboratório e no Domingo já tinha no meu mail os respectivos resultados.

Hoje regressei ao mesmo médico que, pasme-se, me comunica que as minhas análises estão muito bem. Portanto não havia razão aparente para a tal crise.

Todavia apresentou-me uma lista de alimentos. Este rol estava dividido em três níveis: Os alimentos a evitar, os alimentos moderadamente permitidos e os altamente permitidos.

Passo os olhos pela lista e que concluo? Que das duas uma: ou morro da doença ou morro de fome.

Humm! Cabe a mim então escolher… Vou pensar na coisa!

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