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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Fez ontem 25 anos!

Foi no, já longínquo, dia 11 de Fevereiro de 1999 que me sujeitei à primeira cirurgia ao meu olho esquerdo, vítima de um descolamento de retina. Um problema assaz frequente, especialmente em altos míopes como eu sou!

A cirurgia correu bem e as coisas aparentemente andaram bem até... ao início de Abril quando tudo se reverteu. Programou-se nova cirurgia, mas sem grandes resultados e acabei por ficar internado uns dias no Hospital Gama Pinto. Também sem melhoras...

Para não me alongar acabei em Junho por ir a Barcelona ao IMO (Instituto de Microcirurgia Ocular) onde fui novamente operado com melhores resultados, se bem que sem visão suficiente. A única coisa que fiquei foi com aquilo que os ingleses chamam de "count fingers". Que é neste momento aquilo que tenho.

Portanto entre Fevereiro e Junho de 1999 a minha vida resumiu-se a ficar quieto, sem poder fazer qualquer esforço, sem poder ver televisão, ler ou sequer escrever. Recordo a este propósito que o meu filho mais novo sentava-se a meu lado na cama e lia-me em voz alta o jornal.

Para piorar as coisas, já de si pouco famosas, tudo isto aconteceu no ano em que iniciei a construir a minha casa. Quem já passou pela aventura ou desventura de construir uma habitação sabe que todos os tostões contam... Agora imaginem o meu azar!

Não tenho vergonha de assumir que pedi ajuda até aos meus filhos pequenos, especialmente para a cirurgia em Barcelona que custou na altura 650 mil pesetas, mais ou menos 800 000 escudos ou quatro mil euros. Cheguei a recorrer aos seus mealheiros para comprar as pesetas necessárias.

Como escrevi no dealbar deste postal, fez ontem 25 anos que tudo começou. Mas ao invés do que seria suposto pensar foi um ano de enorme aprendizagem! Principalmente nos quatros meses que mearam entre a minha vinda para casa e o regresso ao trabalho. Já que tinha de estar permanentemente de cabeça para baixo foi neste tempo, que... tive tempo:

Para pensar!

Para chorar!

Para rir!

Para sentir!

E finalmente:

Para mudar!

Definitivamente hoje não sou o mesmo daquela época, nem penso da mesma maneira. Talvez por isso agora não pare... especialmente dentro da minha cabeça onde tudo fervilha a enorme temperatura, querendo fazer tanta coisa...

Finalmente este texto não serve como lamechice nem como desabafo, mas tão somente como mais uma estória da minha vida e da luta que tantas vezes tive dentro de mim mesmo, até acordar para uma realidade tão diferente daquela em que acreditava.

Como nota à margem posso confessar que paguei tudo e a toda a gente!

Vacinei-me, pois então!

No final do ano passado fui a uma consulta de alergologia. Feitos alguns logo ali fiquer ciente de algumas alergias... A mais curiosa que descobre foi de que sou alérgico aos... cães. Logo eu que sempre tive cães em casa...

Outra coisa que me foi recomendado foi uma vacina específica. Longe, muito longe de saber para o que seria fui hoje apanhá-la no braço esquerdo, já que sou dextro. O farmaceutico disse-me que esta vacina seria única e daí o seu preço (cerca de 70 euros). Acrescentou ainda que era a melhor vacina contra a pneumonia.

Ora este ano fugi às vacinas... Não é que tenha medo de agulhas, mas os efeitos secundários das vacinas são sempre terríveis. Não apanhei a 32ª dose contra o Covid nem a 436ª contra a gripe.

Os meus pais, por exemplo, apanharam vacinas contra a gripe, covid e pneumonia, mas no final deste ano, se estiverem vivos, terão de levar o reforço, enquanto eu estarei livre para sempre de levar mais doses.

A problemática das vacinas leva-me muitas vezes a pensar nos interesses que estarão por detrás deste negócio. Hoje a saúde não é somente um bem que todos nós pretendemos preservar, é também um estranho poder...

Que cresce diariamente! Mas nunca para nosso verdadeiro benefício!

Cuidar da alimentação!

Sou pai de dois filhos, hoje homens e pais. Mas criei quatro crianças já que os meus dois sobrinhos viveram grande parte da sua vida comigo. Fui eu que os levei e fui buscar à escola, à natação, ao inglês. Muito eu corri naquele tempo, especialmente de carro, para que todos chegassem a tempo e a horas.

Da mesma forma também lhes dei muitas vezes de comer, ajudando os avós (os meus sogros!) nesses trabalhos. 

Tudo isto para dizer que sempre tive o cuidado de dar a todos eles uma alimentação cuidada onde nunca faltou aquele peso de carne e peixe, muitos legumes e leguminosas e obviamente a sopa, para além da fruta. Talvez por isso cresceram saudáveis, sem problemas de maior.

Sei que já passou uma geração sobre aquele tempo, que hoje há uma nova filosofia para a dieta alimentícia, tendo muitos pais optado por uma alimentação mais à base de vegetais por troca da carne e do peixe.

Não sendo eu nutricionista, não me cabe dizer bem ou mal das novas experiências alimentares, o que conta mesmo é que as crianças cresçam saudáveis.

Mas se há pais que têm esta opção, também há aqueles quee alimentam os filhos à base de comida de plástico. Querem lá saber do peso da carne, do peixe que os infantes ingerem! Muito menos se bebem com fartura refrigerantes em vez de água. Depois enchem os bolsos dos miúdos de bolos, todos eles de qualidade muuuuuuuuuuito duvidosa.

Há também quem leve os filhos à pastelaria, logo pela manhã, onde bebem aquele sumo de pacote carregadinho de açúcar, mais um bolo envolto em creme e levam mais um ou dois para a merenda!

Eu que cuido de uma criança e quatro anos, longe de mim substituir o seu pequeno alomoço feito com fruta verdadeira e cereais, por produtos, quiçá mais saborosos, mas provavelmente menos saudáveis.

Pois é educar uma criança não é facilitar-nos a vida. Na maioria das vezes é complicá-la.

Mas eu, sinceramente, prefiro assim!

Bom senso precisa-se!

No início do Verão de 2021 escrevi este postal assumindo a decisão de entregar-me aos médicos, de forma a ser avaliado o estado da minha saúde.

Desde esse dia já bati a não sei quantos gabinetes médicos: Otorrino, Oftaolmologtia, Cardiologia, Urologia, Gastro e até Alergologia... Não imagino a quantos mais especialidades terei de ir.

Entretanto recentemente a minha médica de Gastro, que descobriu em mim um ror de pequenas maleitas (gastrite, pólipos, ferro a mais, etc, etc, etc!), diz com todas as palavras perante os resultados de novas análises:

- Não gosto destes valores pancreáticos... Podem querer dizer um tumor maligno no pâncreas!

Se não morri naquele instante pouco terá faltado. Sei que não sou eterno, como ninguém o é. Todavia dizer-me aquilo assim de sopetão, deixou-me quase de rastos.

Cuidei em não dizer nada a ninguém pois não queria causar algum pânico familiar. Semanas mais tarde fiz uns exames mais completos (ressonância magnética com contraste) e aguardei desesperado os resultados.

Finalmente eis a notícia do resultado, mas como não percebo nada de medicina aguardei pela consulta. Estão a imaginar a minha cara quando defronte da médica aguardei o terrível veredicto.

- Nada de anormal... apenas uns pequeníssimos quistos sem importância.

O meu coração saltou de alegria, mas em vez de fazer uma cara feliz e contente, não exibi qualquer emoção. Saí do consultório com a firme vontade de nunca mais lá aparecer, mas dizem os especialistas que ela é das melhores na sua área.

Agora, semanas passadas sobre este estranho evento médico, dei por mim a pensar qual a necessidade daquela médica em assumir uma desconfiança sem ter certeza. Até poderia ter o palpite, mas o bom-senso deveria sobrepor-se a frieza das palavras.

Mas isto sou eu que não percebo nada de medicina! Só que andei algumas semanas bem assustado! Olá se andei!

Um dia teria de ser!

Andava a adiar há alguns tempos, quiçá demasiados, mas hoje decidi que teria de assumir o meu problema e dar solucção à coisa!

Começo pelo princípio que remonta ao tempo em que era lactente. Nessa altura sempre que me nascia um dente... era abençoado com uma otite.

O que devo ter sofrido porque as otites são piores que dar à luz. Riam-se as senhoras, mas agora as epidurais ajudam, e de que maneira, as parturientes.

Bom... certo é que toda a vida sofri dos ouvidos, para em 2012 ter sido acometido de um síndrome de surdês súbita que me deixou a ouvir apenas do lado esquerdo. Mesmo com a ajuda de prótese no lado direito não melhorei assim por aí além.

O tempo decorreu, fui envelhecendo e ultimamente tenho constatado que mesmo o ouvido esquerdo já não é o que era. O que equivale dizer que cá em casa quando falam para mim raramente os oiço. Isto é, eu até oiço as vozes, mas não percebo patavina do que dizem o que obriga as pessoas ao meu redor a repetir com demasiada frequência o que disseram.

Cansado desta situação decidi ir buscar a prótese que usei no ouvido direito e coloquei-a no esquerdo. A verdade é que passei a ouvir o que me dizem, mas também oiço com a mesma potência o bater dos talheres, o ruído exterior o que em certos casos é assaz incomodativo! Sei que é possível ser configurado, mas só para a semana irei a uma loja!

Sinceramente não gosto de usar isto! Não gosto, pronto! Mas percebo que pode vir a ser, num futuro mais ou menos próximo, um enorme auxílio.

A ver vamos!

Nefrologia de Torres Novas: um exemplo a seguir!

Neste país de gente pouco ousada, triste e muito invejosa, a crítica muitas vezes mal-intencionada e soez é o terreno perfeito daqueles que têm no seu umbigo o centro do Mundo.

Tudo é palco de crítica e todos têm soluções maravilhosas para os seus problemas. Então se falarmos da Saúde em Portugal (ou da falta dela!!) muito mais se critica e diz mal, começando obviamente nos médicos. Depois todo o resto do pessoal leva por tabela…

Neste mar de insatisfação em que este povo mal navega, onde fica então o lugar para o elogio? Não terá espaço nem direito? Certamente que deve ter lugar e deverá ser divulgado.

Deixem-me contrariar todos aqueles que dizem mal da nossa Saúde (eu mesmo já falei mal até porque nem tenho médico de família!), para contar uma estória verdadeira e sendo uma realidade poderia ser também espalhada aos quatro ventos. Podia ser que alguém aprendesse…

O meu pai já tem idade para ter juízo. Noventa e um anos creio ser tempo suficiente para deixar de fazer algumas asneiras.

Vive neste momento uma fase de transição, já que se encontra num estado de pré-falência renal. A sua consulta de rotina a uma nefrologista no CHMT (Centro Hospitalar Médio Tejo) em Torres Novas levou-o recentemente a decidir o que fazer no futuro,  assim que os rins deixassem de funcionar.

A opção do meu pai, que não obstante a idade, pensa pela sua própria cabeça, foi de submeter-se a tratamentos de hemodiálise. Aberto o processo, rapidamente foi chamado ao Serviço de Nefrologia para uma consulta Multidisciplinar onde lhe explicaram detalhadamente o que seria necessário. Nesta consulta estiveram presentes: uma médica da especialidade que não a que o costuma seguir, uma enfermeira, uma nutricionista e uma assistente social.

Tudo explicado ao pormenor e sempre com muitos esclarecimentos adicionais!

Entretanto a semana passada parece ter-se constipado e adquiriu uma tosse forte. Perdeu o apetite, tornou-se (mais) amorfo e parecia ter perdido algum discernimento. Daqui de longe aconselhei a minha mãe a levá-lo até ao serviço de urgência do Hospital de Torres Novas, enquanto eu partia de Lisboa também para lá.

Fui encontrá-lo horas mais tarde, no Serviço de Urgência, sentado numa cadeira a aguardar o resultado das análises que já lhe haviam feito. Entretanto antes de sair da capital enviei à médica Nefrologista que o segue no Hospital uma mensagem de correio electrónico contando, em traços gerais o que estava a acontecer.

Estava eu a fazer-lhe companhia quando um jovem médico se aproxima e pergunta pelo nome do meu pai, que ambos respondemos. Foi-nos comunicado que ele tinha uma infecção, cuja origem desconheciam e que tendo em conta os rins seria melhor ficar internado no Serviço de Nefrologia.

Achei que sim, que isso seria o melhor para ele e passada meia hora tenho o meu pai vestido com um pijama do hospital, tendo eu ficado com a sua roupa.

Para não me alongar o meu idoso pai esteve de segunda a segunda internado no hospital, tendo tido alta ontem!

Sei que este postal é maior que o costumo escrever, mas a VERDADE é para ser dita e com todas as letras.

Assim cabe-me como filho, mas também como doente noutras unidades hospitalares, elogiar, leram bem elogiar o Serviço de Nefrologia do CHMT de Torres Novas.

Acima de tudo há ali verdadeiros cuidados médicos! A saúde e o bem-estar dos doentes está primeiro. O Serviço zela pelos pacientes, deixando, com a sua forma de actuar, os familiares mais descansados, porque os doentes geralmente não gostam de ir estar! É normal!

Nas diversas vezes que liguei para a Nefrologia, para saber do estado de evolução de saúde do meu pai, fui sempre bem atendido e acima de tudo, esclarecido! Tanto por médicos como enfermeiras.

Portanto os médicos, enfermeiros, pessoal auxiliar e até o pessoal administrativo demonstraram sempre uma postura altamente competente e profissional, originando deste lado uma confiança e um descanso inusual.

Arrisco mesmo dizer que dificilmente, em hospitais privados, se encontrará um Serviço tão bem organizado.

Finalizo enviando os meus sinceros parabéns, a todo o pessoal médico e auxiliar, sem excepção, ao Director do Serviço de Nefrologia e consequentemente à própria Administração do Hospital.

Assim deveríamos trabalhar todos: em prol dos outros!

Bem hajam!

Eu e as vacinas...

... temos uma relação distante.

Tudo por causa de uma vacina que tomei há mais de 40 anos. As consequências dessa toma foram tão nefastas em mim que decici nunca mais tomar qualquer vacina... a não ser as (quase) obrigatórias como é a, por exemplo, do tétano.

Desde 2020 e obviamente por causa do Covid fui novamente obrigado a levar vacinas contra o virus oriundo do país do Rio Amarelo.

Recentemente convocaram-me para renovar a dose de Covid. Faltei! Espero que não me voltem a chamar.

Entretanto cá em casa muita gente tomou vacinas! Mas ainda assim muito deles nãoa evitaram apanhar uma gripe valente.

Fui acometido de um virus, mas muito longe da gripe A. Uns desarranjos intestinais chatos e mais nada. Acho eu!

Gosto de poupar dinheiro ao Estado!

Crónica de um dia... loooooooooooogo!

O meu pai ficou internado nos Hospital de Torres Novas na passada segunda feira. Os seus 91 anos, uma infecção a que se junta uma quase falência renal não aigurava nada de bom!

Perante esta situação em vez de levar o meu carro levei a carrinho e quando saí do hospital, já com o meu pai internado parti para a Beira Baixa já que estava a meio do caminho e onde fui dormir.

Então o dia de ontem principiou às 66 da manhã, quando fui buscar o pão à padaria. Tomei o pequeno-almoço calmamente para às 8 estar na quinta para ver os trabalhos aí realizados. Depoisfoi a vez de carregar a carrinha de lenha. Bem cheia e depois de tudo bem visto parti do Louriçal do Campo direito ao Covão do Feto para ir yter com a minha mãe. Caminho feito sem chuva,

Na aldeia:

- fui buscar batatas para a minha mãe fazer uma sopa;

- carreguei  alguma lenhq da que trouxera para dentro de um barracão contíguo à casa;

- uma má disposição fez-me não almoçar;

- saí às diuas e meia com a minha mãe para ir ver o meu pai no Hospital;

- antes passei por uma loja, mas estava ainda fechada:

- fui para o hostpital onde âs três horas vimos o meu pai;

- uma hoira depois saímos e voltei à loja agora aberta;

- depois um supermercado para comprar víveres;

- regresso à aldeia onde pego na carrinha e parto para o Sul;

- a noite caía e a fila para passar a ponte iniciava em Campolide;

- uma hora depois estou do outro lado do Tejo;

- chego a casa e descarrego um monte de lenha no meio da garagem:

- o tempo piorara e a chuva mal deixava ver o caminho;

- chego a casa descarrego o essencial (o resto ficou para hoje);

- tomo banho e sem coragem para mais nada aterro na cama, ainda não seriam 10 da noite.

Para ajudar à festa confesso que estava febril e este terá sido um dos piores dias desde há alguns anos. Curiosamente no dia em que fiz 40 anos. Dia em que tirei a carta de condução.

Ufa!!!!!

Diz quantos comprimidos tomas...

A conversa infra que relatarei foi escutada por mim numa sala de espera de um hospital público. Então aqui vai:

- Sei que estou muito doente - observava a senhora idosa e gorda sentada atrás de mim para a sua vizinha de lado.

Para depois continuar:

- É por isso que estou cá, nem imagina a quantidade de comprimidos que tomo por dia...

A outra não respondeu só acenava que sim com a cabeça!

Regressaram as queixas:

- Logo em jejum são três. Depois ao pequeno-almoço são mais cinco...

E desenrolou a lista com a quantidade de comprimidos e as horas a que tomava.

A outra doente mantinha-se em silêncio à espera de vez para falar. Até que a balofa idosa calou-se passando a palavra à outra tentando perceber se era batida no número de comprimidos. Finalmente com a hipótese de falar a vizinha de cadeira, também idosa, mas magra e de lenço na cabeça, respondeu:

- Ah acredito! Eu sou apenas cancerosa e poucos comprimidos tomo! Entra tudo de uma vez só pela veia!

Sinceramente até tive vontade de rir! Olhei para a idosa anafada e notei-lhe uma tristeza no olhar, como percebendo que fora derrotada... pela ausência de comprimidos da adversária!

Este diálogo que apanhei é o reflexo dos nossos doentes! Muitos destes vivem nesta nuvem de maleitas, algumas delas quase imaginárias. Outros... os mais doentes só querem mesmo ser curados!

Sabedoria!

A cada dia que passa a questão da velhice preocupa-me. Não no sentido de lá chegar, mas tão-somente em que estado estarei se realmente alcançar esse desiderato!

Hoje mais uma consulta no hospital com o meu pai (já perdi o conto das piscinas de A1 Lisboa- Torres Novas e regresso, que tenho feito ultimamente). A sua saúde está em evidente declínio, mesmo que aparentemente não pareça. Hoje na consulta de Nefrologia assumiu que se tivesse pensado bem não teria aceite fazer a fístula no braço para os futuros tratamentos de hemodiálise até por que a idade já é muita (as palavras em itálico são do próprio).

Se bem que eu não gostasse de ouvir as suas declarações à médica, já no caminho para Lisboa percebi que de alguma forma aquilo fazia sentido.

Só que o meu pai está consciente e autónomo. Pior seria se estivesse demente! Talvez por isto reconheci-lhe coragem em assumir as tais palavras ditas à médica.

Sabedoria também pode ser isto!

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