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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Matar saudades de uma velha série!

Como tenho vindo a escrever por aqui há muito que desisti de ver televisão. Nada me alegra, nada me seduz actualmente no pequeno ecrán.

Mas um destes dias a minha mulher num desses canais de "streaming"  apanhou uma série que nos longínquos anos 90 passou na RTP, denominada... ALF e que tanto, mas tanto nos divertiu cá em casa!

Não resisti e estive 23 minutos a olhar para aquele simpático, teimoso, arrogante extra-terrestre, oriundo do planeta Melmac. Um enlatado americano que fez as delícias de miúdos e graúdos.

Receio bem que já não se façam séries como esta...

Alf: Season Two : Amazon.com.au: Movies & TV 

As saudades que eu tenho desta série!

A minha série de sempre!

Nem mesmo quando via televisão fui muito adepto das séries. A maioria são enlatados que mudam o rumo dos enredos conforme nos países de origem as audiências vão subindo ou descendo.

Todavia houve uma excepção e chamou-se 24 e teve, ao que me lembro, 5 temporadas. Dava na RTP 2 às quartas feiras a partir das 22 e 00, se não estou em erro. Assim todas as semanas o meu filho mais novo e eu próprio sentávamo-nos ambos na sala para ver um novo episódio.

Hoje com as novas plataformas de séries, podem-se ver os episódios todos de uma só vez sem parar. E de não sei quantas temporadas.

Digam o que disserem gosto de ver um episódio, digeri-lo calmamente e passados uns dias voltar a ver o aeguinte. Tem muito mais... charme!

Já agora sabem em que ano foi emitido o primeiro episódio desta série de origem norte-americana? Eu digo, eu digo... 2001. Mas só dois anos depois é que a RTP transmitiu a primeira série.

Finalmente ainda hoje tenho no meu telemóvel o toque de telefone que a série usava pois esta será sempre a minha série preferida.

A gente lê-se por aí!

Cardinal - uma série fascinante!

Terminou na passada sexta feira num canal da televisão por cabo a primeira série Cardinal de 2017. Encontrei o primeiro episódio num momento em que fazia uma pesquisa em busca de algo muito diferente.

Não sei porquê aquelas imagens brancas, quase monocromáticas, da neve chamaram-me a atenção. Fiquei a ver e claro está todas as sextas-feiras fosse a que horas fosse lá fui em busca da série policial de origem canadiana.

Um crime por resolver, outros crimes associados, um dectetive com um passado complicado e uma agente a investigar o investigador (passe o pleonasmo!).

Tudo num ambiente gelado, mas quente de emoções. Soube hoje que houve mais duas temporadas. Agora basta aguardar para ver o resto!

Não imagino se será tão boa a continuação quanto foram os primeiros episódios, mas vou aguardar com anormal expectativa!

Astrid et Raphaëlle - dupla imbatível

Há umas semanas um familiar próximo aconselhou-me vivamente a ver uma série policial que passava na televisão por cabo. Assim fiz!

As figuras principais são duas mulheres que por serem diferentes acabam por se complementar.

Quão diferentes como pode ser alguém com um espectro de autismo e uma mulher completamente desorganizada, porém neurotípica.

Vi os nove episódios que constituiram esta série (desconheço entretanto se será emitida uma segunda série). E eu que há muito deixei de ver televisão acabei por, às segundas feiras, procurar ver mais um episódio.

Astrid e Raphaëlle, assim se chama a série deu-me uma visão mais assertiva de como uma pessoa com sindrome de Asperger vê o nosso mundo neurotípico e se comunica e interage com ele.

Não importa referir os casos, mas tão somente perceber como alguém diferente da maioria da população pode ser uma mais valia para quem com ela convive.

Ao metodismo e memória fabulosa da criminalista Astrid contrapos-se sempre o repentismo e desorganização da agente policial Raphaëlle. Os olhares esquivos de uma opunham-se aos afectos sinceros de outra que aprendeu a demonstrar. Mas na resolução dos crimes acabavam por se complementar.

Grande trabalho de ambas as actrizes, mas Sara Mortensen (Astrid) teve uma actuação de grande mérito.

Num video que vi "á posteriori" a actriz franco-norueguesa assumiu que contactou muitos pais com crianças autistas e até mesmo alguns autistas de forma a rentar encarnar melhor o papel. 

A série terminou ontem, mas fiquei a salivar por mais.

Merece ser visto!

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Arséne Lupin do século XXI

Há umas semanas reparei que iria estrear na plataforma Netflix uma série de nome “Arséne Lupin”.

Ora o célebre ladrão de casaca que Maurice Leblanc imortalizou no século passado, renasce agora na pele de um imigrante senegalês (Omar Sy).

Não sou um enorme apreciador de livros passados para o cinema, mas este Arsene mexeu comigo e deixei-me embalar na série francesa (neste momento com apenas cinco episódios).

Omar Sy ou Assane Diop usa os mesmos métodos de Arséne Lupin, cujas obras leu todas, para conseguir o que pretende.

Muita acção, muita espontaneidade e bem realizado, a série prende-nos desde o início não obstante o primeiro episódio parecer-me o mais fraco dos cinco.

Experimentem! Verão que não se irão arrepender!

 

 

Ver series!

Nunca fui assim um enorme apreciador de séries... Via uma por outra a espaços nos canais da Cabo.

Entretanto aderi à Netflix e desde o confinamento vi um conjunto de séries quase todas espanholas. Algumas curiosas como "A Casa de Papel" ou "Vis a Vis". Outras boas como foi White Lines e uma muito boa como é a "Better call Saul".

No entanto imponho a mim mesmo uma regra na visualização dos episódios: só vejo um por dia! Mesmo com a normal insistência da minha mulher em ver mais um e que eu olimpicamente resisto.

Lembro-me a este propósito que há uns bons anos vi o 24 com Kiefer Sutherland na companhia do meu filho mais novo, sempre à quarta-feira no canal 2 da televisão pública. Era quase uma religião.

Agora com as séries todas ali disponíves há quem não resista e queira ver tudo de uma vez. Pelo meu lado prefiro ver devagar... Dura para mais tempo!

White Lines – a nova série da Netflix

Estreou-se no passado dia 15 de Maio a nova série da Netflix denominada “White Lines”.

A espectativa era enorme nos dias de antecederam a estreia, já que esta série tinha como autor Alex Pina, o mesmo que criou “A Casa de Papel” com o estrondoso sucesso que se lhe reconhece e ajudou a escrever Vis a Vis.

A história é aparentemente simples: no meio de um deserto surge um corpo em elevado estado de decomposição. Identificado a vítima, que havia desaparecido há vinte anos de Ibiza, origina que a irmã vá para aquela ilha do Mediterrâneo no intuito de perceber o que teria realmente acontecido ao irmão.

Dez episódios de 55 minutos cada com paixão, emoção, trama, sexo, violência, drogas. Todavia nem por sombras estes episódios se aproximam do ritmo e da excelência da “Casa de Papel”.

Outra curiosidade com esta série foi a participação de três actores lusos. Nuno Lopes como Boxer, Paulo Pires no papel de George e Rafael Morais como Boxer com menos 20 anos.

E é nesta participação que incide todo o (nosso) interesse, já que Nuno Lopes sai desta “faena castelhana” em ombros.

Não sendo um papel difícil, o actor português empenhou-se ainda assim em dar um cunho muito pessoal originando um incremento qualitativo de série.

Outro ponto positivo prende-se com a boa fotografia, se bem que parte das filmagens tenham ocorrido maioritariamente na ilha de Menorca e não em Ibiza, segundo apurei.

Referência positiva também para a actriz britânica Laura Haddock na figura de Zoe Walker, a irmã do desaparecido Axel (Tom Rhys Harries).

Pontos negativos associo-os ao pouco esclarecimento de como o corpo aparece a centenas de quilómetros do local onde foi morto e a razão ou razões para essa movimentação (poderia ter sido bem explorado esta situação que daria pelo menos mais um ou outro episódio) e à forma quase apressada como os últimos episódios decorreram.

Resumindo: não sendo uma série frenética e alucinante como a Casa de Papel onde tudo foi pensado ao mais ínfimo pormenor, ou violenta como Vis a Vis, White Lines tem ingredientes suficientes para se tornar mais um sucesso da Netflix.

Linha branca para o sucesso!

Como já referi num outro postal aderi neste confinamento à plataforma Netflix onde vi, para além de bons filmes, uma quantidade de boas séries, donde se destaca obviamente a Casa de Papel.

No entanto há outras séries muito interessantes como são “Bodyguard”, “Unortodox” ou “Toy Boy”.

Entretanto ontem estreou-se “White Lines” do mesmo criador da Casa de Papel. Esta série tem a curiosidade de constar no seu elenco duas participações especiais: Nuno Lopes interpretando a personagem Boxer e Paulo Pires como George.

Vi ontem apenas dois dos dez episódios da primeira e até agora única temporada e sinceramente gostei.

A trama parece bem montada e os actores portugueses estão muito bem integrados o que prova que em Portugal poder-se-ia fazer algo semelhante desde que houvesse investimento e vontade.

“White lines” é para já um projecto que tem todos os ingredientes para ser mais um grande sucesso da Netflix.

Uma série pouco séria!

Entre teletrabalho, leituras e escrita acabei também, neste confinamento, por “alimentar-me” de algumas séries emitidas pela Netflix.

Depois de todas as temporadas da Casa de Papel, do Grand Hotel e dos Tempos de Guerra passei para Tempos entre Costuras.

Esta última, não obstante ser de 2013, teve alguma graça até o ponto em que o centro da acção passou curiosamente para Lisboa. E aqui caríssimo leitor foi o descalabro.

Não pela trama em si, mas essencialmente pela enorme incorrecção e falta de rigor dos locais ulissiponenses. A título de exemplo direi que a Avenida da Liberdade parecia uma rua bem secundária em vez da artéria que faz dela uma das mais largas de toda a Europa.

Depois as lojas surgiam no cimo da queiroziana Calçada de S. Francisco, quando à época grande parte dos bons estabelecimentos situar-se-iam quase no lado contrário da Baixa Pombalina. Até a celebérrima “Brasileira” do Chiado surge em lugar diferente do que ainda hoje se encontra.

Não me cabe criticar a produção e realização da série, mas unicamente constatar estes simples factos.

Creio que nenhum catalão gostaria que se misturasse no mesmo local a Sagrada Família com o Arco do Triunfo, ou o Parc Guel com a Praça da Catalunha… ou algo semelhante. E falo de Barcelona e não de Madrid porque conheço bem a cidade condal!

Enfim uma série televisiva que não prima pela seriedade e que seria bem mais interessante se tivesse mais rigor.

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