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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Ao (meu) meio dia!

Perto de onde trabalho há uma enorme igreja. Segundo vi na calçada intra-muros a data de construção remonta a 1938. O que quer dizer que tem 80 anos.

Lá dentro o espaço é amplo com tectos altos donde se destaca os arcos em ogiva que suportam a estrutura, mas acima de tudo observa-se um conjunto belíssimo de vitrais com profusão de referências religiosas.

De vez em quando visito este templo. Especialmente para ir à missa!

O curioso é que esta celebração inicia-se ao meio dia e dez minutos e dura pouco mais de meia hora. Mais curioso ainda é a assistência presente.

Se a missa dominical é tida muitas vezes, numa família católica, quase como uma obrigação semanal, é de realçar a presença, num culto durante a hora do almoço no centro da cidade, de gente tão diferente e que ali surgem por vontade própria.

Mulheres, homens, jovens, gente de meia idade ou idosos, todos juntos a escutar e aceitar a Palavra.

Como já referi acima também lá vou. E sinto que aqueles 30 minutos são muito importante no resto do meu dia.

Felizmente não sou único!

A liberdade de se ter fé!

Volto a um tema que para mim é sempre grato falar. Falo de fé.

Gosto deste sentimento de sentir que algo vela por mim, mesmo nos meus piores momentos.

Abordo este tema porque hoje alguém me dizia que tinha a moto abençoada porque fora à Cova da Iria a um encontro de motars qyue se realizou naquele lugar sagrado.

O curioso é que isto foi dito por um jovem que não recebeu nenhuma educação católica, apenas fora baptizado. Isto é... Deus atravessou-se no caminho e ele, sem o saber, aceitou a proposta. 

Como este jovem quantos haverá que têm receio de aceitar uma fé, de terem consciência que acreditar não é um estado de prisão mas de libertação?

Quantos haverá por aí que dizem não acreditar em nada para depois confessarem que gostariam de sentir esse sentimento?

É que bem vistas as coisas a fé requer uma verdadeira consciência do eu na directa relação consigo próprio e com os outros. Ou dito de outra forma muitos preferem ignorar a existência da fé porque esta coloca demasiadas questões na forma como lidamos com a nossa vida. E há tantos receios interiores...

Ser crente não é ser religioso. Longe disso. Acreditar é unicamente uma forma mais simples de ser vivente. Um religioso é um devoto a algo e requer uma outra atenção e dimensão de fé!

Já disse e repito que não acredito em coincidências. Tudo tem uma razão de ser. Mesmo que ela não seja vista à luz de um momento breve, mas adiada para um dia, uma noite, uma hora muito específica.

A gente lê-se por aí!

Os mas... das nossas vidas

Muitas vezes nas nossas vidas temos momentos que não sabemos explicar. Costuma-se dizer de forma popular que só morreremos quando tiver que ser.

Nada mais certo!

No entanto reconhecer que há coisas que acontecem de forma estranha também não é invulgar. Eu uso como explicação a vontade de Deus. Muitos dirão que são unicamente meras coincidências.

No actual contexto da nossa sociedade, tão moderna e evoluída, assumir uma fé torna-se deveras perigoso e quase me arriscaria a dizer, fora de moda. Arriscamo-nos a quase ser ostracisados, pois já ninguém crê na religião quanto mais na fé.

Joana do Quiosque contou esta história de vida. LInda, marcante apenas comentei que o caso não fora uma coincidência, mas algo mais. A simpática bloguer preferiu dizer que não é crente, mas...

Pois... esta é que é a parte torta da vida. Os mas que diariamente nos atingem correspondem invariavelmente aos eventos para os quais não temos explicação lógica. E por vezes são tantos...

Por isso receamos ter medo que não haja uma verdadeira razão para um determinado acontecimento e com isso percebermos que algo nos controla mais e melhor do que julgamos.

O nome pode ser o que vocês quiserem: Deus, Alá, Confúcio ou outra divindade qualquer. O que é preciso é que simplesmente acreditem que todos nós. sem excepção, somos meros mortais carregados de inexplicáveis mas.

Uma questão de igreja!

Sobre a fé

Sobre a religião

 

Este será o meu último naco de prosa da minha trilogia sobre fé, religião e igreja.

Antes de mais e de uma forma metafórica estas três ideias são assim como o corpo humano, que se divide também em três partes: cabeça, tronco e membros.

Deste modo a fé será a cabeça, pois é nesta que tudo é pensado, pesado e decidido. Os membros corresponderão à religião, já que são a parte operacional. Finalmente o corpo será a igreja, já que é o suporte físico, e não só, das outras duas partes.

Falar de igreja não é fácil, tendo em conta que esta é demasiadas vezes mal aceite, pois a maioria das pessoas toma-a unicamente como um poder. É verdade, não posso olvidar isso, mas nem todas as pessoas se aproveitam da sua posição, para em nome de um qualquer Deus angariarem estatuto, valores, insígnias ou mordomias.

Também não estou obviamente a referir-me a templos físicos, monumentais ou singelos, mas a algo que se prende ao tal tronco, conforme referi atrás.

Quando em prol da minha fé tomo uma atitude ou assumo uma posição e plasmando-se estes meus actos naquilo que a minha religião assenta estou, nesse instante, a fazer igreja.

Há quem (re)construa vidas, ajude o seu semelhante, se disponibilize para os outros. Há quem largue o conforto das suas casas e parta para longe, para zonas amplamente desfavorecidas, somente para ensinar. Há quem lute contra alguns desafios interiores para se voluntariarem para hospitais ou lares. Isto é fazer verdadeira igreja. Daquela que impele o ser humano a estar mais próximo e ser mais amigo do outro.

Esta sim é a minha igreja, aquela que eu sigo, que esclarece as minhas dúvidas, que me conforta quando sinto que o mundo vai desabar, que me ampara. A igreja que dá sem pedir nada em troca, aquela que é obra evangelizadora.

De forma a não me alongar, imagine-se uma igreja sem fé e sem religião... Seria ceretamente um corpo morto!

 

Breve nota final: quero agradecer à Golimix, porque se não fosse ela jamais teria tido a coragem de falar destes temas assim de forma tão aberta e espontânea.

Uma questão de religião

Sobre a fé

 

A ligação entre fé, igreja e religião faz para a maioria das pessoas, todo o sentido.

Naturalmente não me cabe contradizer esta ideia, no entanto creio ser a altura de tentar esclarecer alguns conceitos. Faço apenas notar que aquilo que escreverei abaixo é uma singela opinião que remete somente para mim a responsabilidade do que disser.

Ora bem... de uma forma mais assertiva e sem quaisquer subterfúgios linguísticos direi que a religião é a forma como se deve reger a fé de cada um de nós. Independentemente de qual seja…

Os monoteístas acreditam num só elemento como alguém superior (aqui escuso-me de dar nome, de propósito!). Sob a capa desta figura as pessoas vão acreditando em quem querem, como querem, quando querem.

Todavia estas crenças requerem determinados preceitos que podem levar a… fundamentalismos. E creiam-me que neste último ponto o mau dos fanatismos não vem unicamente do Islão.

A religião é assim um conjunto de dogmas de incidências teológica, onde se podem observar todas as teorias relacionadas com a fé e a forma como se deverá pautar a vivência de um crente.

Daí os grandes paradoxos de algumas religiões pois apelam a determinadas acções… mas agem quase de forma inversa. Por isso há quem olhe para a religião quase como algo a evitar. Percebo a razão!

A religiosidade também não é mensurável. Não sou mais crente (mais religioso como comummente se diz!) que outrem só porque vou mais vezes à missa ou a outra celebração qualquer. Direi mesmo que, por vezes, há quem procure na oração e na religiosidade a paz que não consegue encontrar nos seus atribulados dias.

Ao invés haverá porventura muita gente que não busca qualquer oração, mas consegue viver os dias com uma invulgar serenidade interior, pois a sua postura com o seu semelhante é justamente mais coincidente com alguns dos mandamentos religiosos.

Termino com uma frase que um dia o Padre j., numa das nossas longas caminhadas, afirmou: pode haver muitos católicos, mas há com certeza poucos cristãos.

O cartaz do Bloco de Esquerda

Há partidos políticos que por vezes dão tiros no pé! O cartaz do Bloco de Esquerda é o exemplo perfeito.

Num país constitucionalmente laico mas com uma grande maioria católica, usar uma figura religiosa pareceu-me, no mínimo, politicamente incorrecto. Ainda por cima já depois do diploma estar aprovado! Se fosse antes... ainda se entendia!

E não digo isto por ser católico ou com receio que os católicos façam algum atentado contra. Assumo esta posição da mesma que assumi outras contra outros partidos políticos quando eles fizeram asneiras.

Por vezes a ânsia de se chegar mais além (ainda não sei bem onde!) choca com o normal bom-senso. E o BE não o teve, de todo. Seria obviamente educado o partido de Catarina Martins vir publicamente pedir desculpa, Acima de tudo aos católicos.

Porque muitos destes com toda a certeza também votaram no BE. Eu conheço alguns!

Futebol, religião e fundamentalismo.

O tema da semana passada foi, como não podia deixar de ser, a saída do agora ex-treinador do Benfica e a sua longa travessia da 2ª Circular para ingressar directamente no arqui-rival benfiquista, o Sporting.

Assim que a notícia surgiu, as redes sociais e a blogosfera entraram quase em ebulição tantas foram as mensagens sobre aquele assunto. Uns diziam, mata e esfola de Jorge Jesus, outros apregoavam loas e lançavam os foguetes muito antes da festa começar.

Eu próprio tive as minhas saídas tanto aqui como aqui! Mas é normal que assim seja. E direi mesmo, salutar!

Todavia o que pude constatar é que grande parte dos textos e piadas que por aí andaram, e ainda andam, têm quase referências a um outro Jesus: o de Nazaré!

Ora Portugal deixou há muito de ser um país essencialmente católico para se tornar num país essencialmente laico. No entanto as referências religiosas neste tema foram exacerbadas.

É aqui que entra então o último tema do título que acompanha esta breve observação: o fundamentalismo.

O futebol é uma paixão. E como qualquer paixão é ao mesmo tempo irracional. Mas não é deste tipo de fundamentalismo que venho aqui falar mas esse mesmo: religioso.

Vivêssemos nós num país islâmico e todas e quaisquer referências ao profeta, relacionadas com a actividade desportiva seriam naturalmente mal vistas com consequências seriamente desagradáveis para aos eventuais autores de textos.

A igreja Católica é, neste sentido, muito mais pluralista e menos rígida. E ainda bem!

Nos Caminhos da Fé!

Tenho vindo a falar nos últimos textos da minha vivência como peregrino. Uma experiência sempre marcante tanto no aspecto físico (a dor na minha perna não me larga) como no aspecto interior.

Na missa de hoje o padre iniciou a sua homília com o seguinte mote: "A fé faz-se a caminhar..." Fiquei realmente a pensar nestas palavras... Fé? E o que é isso da fé para a maioria das pessoas mesmo as crentes?

Creio já ter referido por aí algures que a fé não é algo que se compre em alguma igreja ou santuário. A fé é algo que se sente e acreditem meus amigos que ter fé dá (muito) trabalho. É, quiçá, das poucas coisas que não se explica com palavras apenas com actos, gestos, posturas e acima de tudo uma total entrega aos outros.

Quando parto para uma peregrinação não o faço por qualquer promessa (mas assumo que já o fiz!) mas somente para estar alguns dias longe de um Mundo triste, enraivecido e em permanente guerra... contra si mesmo!

Os dias que passo a andar, a ler o Evangelho ou somente a rezar, obrigam-me a olhar para dentro de mim mesmo e procurar no meu coração a razão para a minha caminhada. Como costumo muitas vezes dizer: "Não sei porque ando, mas Deus sabe!"

É esta permanente tentativa de descoberta dos verdadeiros trilhos (leia-se sentidos) da fé que me põe a caminho do Altar do Mundo.

Hoje neste Domingo de Páscoa prestes a terminar, desejo aos católicos e não católicos que encontrem a fé dentro de vós mesmos. Esse, quer queiram quer não, é o designío de todos nós.
O problema é que há muitos que (ainda) não o sabem!

Deuses da Guerra ou da Paz?

Já referi por diversas vezes neste meu espaço que foi e infelizmente ainda é em nome de grandes designios que se cometeram e ainda se cometem as maiores atrocidades. O caso do "Hebdo Charlie" é um somente um pequeno exemplo, mas o genocídio que se pratica na Nigéria serve também para ilustrar esta minha ideia.

Há muitos séculos hordas de soldados atravessaram a Europa para lutar no Médio Oriente contra os Muçulmanos, numa guerra estúpida que era patrocionada pelo, imagine-se, Papa. E durante toda a história europeia temos inúmeros casos de fanatismos religiosos sendo a "Santa Inquisição" o braço armado duma guerra contra os inféis, o caso mais hediondo e mortífero. Já para não falar da evangelização forçada de África e América que portugueses e espanhóis sempre usaram como desculpa para escravizar pessoas e conquistar território...

A actual Guerra Santa, assim apelidada pelos seguidores do Islão, é o reverso da moeda de outros séculos e de antigas guerras. Sentem os seus seguidores que têm o mesmo direito de espalharem a palavra do Deus deles, que outrora outros fizeram. Nem que para issso seja necessário o uso da força.

No entanto não creio que qualquer Deus, seja Ele de qualquer religião ou crença, concorde com guerras e mortes cometidas em Seu nome.

Porque a Paz é decerto o (melhor) caminho para um mundo melhor! 

Ontem, hoje e amanhã!

Os bárbaros acontecimentos desta última quarta-feira acrescisdos aos de hoje obrigaram que todos nós acordássemos para uma realidade cada vez mais evidente e para a qual (talves) nunca estivemos preparados: a guerra vive ao nosso lado.

Quero com isto dizer que podemos cruzar-nos na rua com um qualquer terrorista sem termos disso consciência. Este desconhecimento trás-nos assim uma outra coisa a que se chama medo.

Viver debaixo de um clima de terror parece-me muito pior que viver em qualquer tirania. Mas é este género de receios que estes terroristas pretendem implementar por essa Europa fora. Com ou sem (imensos) apoios políticos..

Pela minha parte continuarei sem medos ou temores a fazer de conta de que nada aconteceu. Não por desrespeito às vítimas mas porque só assim esses terroristas perderão esta guerra a que chamam de "Santa".

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