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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Saudar o regresso!

Hoje de manhã tocou o meu telemóvel. Era a minha vizinha do lado a comunicar-me que o marido havia regressado a casa após 24 dias internado com Covid19.

Falei dele aqui neste postal.

A meio desta manhã acabámos por nos encontrar na rua. Percebi logo que perdera muito peso e sendo ele alguns anos mais novo que eu… quase que parecia meu pai. Todavia fiquei muito contente por o rever!

Dentro do seu carro e pela janela estendeu-me, ainda assim, o punho fechado num cumprimento e eu devolvi um cotovelo. Rimos os dois.

Só podia…

Este meu amigo, vizinho e companheiro de caminhadas por estradas de Fátima, percebeu da pior forma que a sua vida esteve por um fio… muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito fino!

Perguntei-lhe como era no hospital e ele respondeu-me simplesmente:

- É um caos para os médicos, enfermeiros e pessoal auxiliar! Mas eles não conseguem fazer melhor. Não há hipótese!

Esbocei um trejeito preocupado.

Ele percebeu e seguiu no seu carro estranhamente bem devagar!

Regresso a meio-gás!

Há três coisas em mim que me definem como não estando bem: não ler, não escrever e passar demasiado tempo na cama.

Foi o que aconteceu nos derradeiros dias.  Longos dias a dormir no sofá mesmo sem febre e nenhuma vontade de aqui vir para ler ou escrever seja o que for.

Estive assim durante muitos dias. Demasiados!

Agora tento regressar aos poucos a uma normalidade que quase não tinha consciência de existir. Todavia alguma tosse ainda perdura estando já a ser combatida com velhas mezinhas .

Digam o que disserem os antigos tinham muitas curas para estas maleitas.

Portanto estou de regresso, com calma, serenidade e vontade de escrever!

Termino com um agradecimento a quem se preocupou comigo e com o meu estado. A todos vós um grande "bem-hajam"!

Regressar!

Pois é, o tempo passa demasiado depressa. Ainda agora parece que cheguei e já vou voltar ao trabalho.

Mas a vida é mesmo assim, tal qual as marés que o mar vai levando e trazendo. Sem interrupção.

Há quem sofra horrores com o stress de voltar de férias. Curiosamente nunca sofri disso, mesmo quando o meu ambiente de trabalho não era o melhor.

Afirmo sem rodeios que me sinto um privilegiado: por ser minimamente equilibrado, por ter família, amigos, por poder escrever mesmo que mal, por ter doenças e ter coragem para as enfrentar. Por ter fé que alimenta a minha alma e acima de tudo porque tenho trabalho.

Segunda-feira entrarei naturalmente no meu gabinete de cara alegre. A alegria de quem se contenta com muito pouco, mas essencialmente por ter alegria no regresso...

Porque constato que cada vez mais há gente que não sabe regressar...

Eis-me de regresso!

Ah pois é... julgaram que se livravam de mim assim tão rapidamente? Pois... se tiveram esse julgamento erraram.

Bom a história deste meu afastamento conta-se mais ou menos assim:

Desde o passado Sábado e até hoje às 17 horas andei pela aldeia dos meus pais na apanha da azeitona. Sei por experiência própria que a rede naquele lugarejo é quase nula, ao mesmo tempo não me parece bem o meu pai estar a pagar por um serviço que só eu ou os meus filhos usamos quando lá vamos.

Ora vai daí escrevi este texto, antecipadameente, para ser publicado no Sábado, já andava eu no meio das azeitonas.

Por outro lado tentei perceber como seria a minha vida sem a escrita. E mui humildemente confesso: não foi vida.

Apenas sobrevivi!

Por isso, hoje de regresso à civilização de internet (mesmo que seja a mais de 200 quilómetros de Lisboa), estou aqui para vos comunicar que estou de volta.

Com as mesmas parvoíces de sempre.

Mas isso já vocês sabem!

Ponto final...

... nas minhas férias.

Segunda-feira já alinho para mais um ano de trabalho.

Daquilo que pensei fazer nas férias e em não fazer, correu quase sempre bem. A leitura foi talvez o momento menos destes dias.

Se o ano passado li uma série de livros, desta vez... nem um cheguei a ler. A verdade é que Henry Miller não é um autor fácil. Acresce os apontamentos e sublinhados que por vezes retiro de algumas páginas, dá muito tempo perdido. Ou ganho?

Eu, que tenho por hábito dormir pouco, desta vez vinguei-me. Mas se levo o sono em dia acreditem que não... tantos foram os anos a dormir tão pouco.

Tenho por aí mais uns dias para gozar... mas já nem considero férias, tais são os projectos já "encomendados" para essas alturas.

Valeram as férias por aquilo que não tenho durante o restante ano... Chama-se tempo!

 

 

 

 

Brrrr! Que frio... V

Abandonei esta tarde a Beira Baixa, fria mas iluminada por um sol apetitoso.

Logo de manhã soprava, vindo da serra rude um vento seco. Se a noite fora de gelo autêntico a brisa matinal ajudava a enregelar ainda mais os corpos.

A roupa que vesti de manhã, bem cedo, estava tão fria e rija que quase parecia que havia sido passada com goma. Como faziam os mais antigos.

Na fonte de pedra garnítica brota do ventre da terra água. Vem fria sim, mas ainda assim mais quente que o próprio dia.. 

A cidade espera uma vez mais por mim... mas decididamente não quero partir.

Já saí tarde!

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