Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Vida de reformado... é duuuuuuuuura!

Desde que estou reformado que os meus dias estão cada vez mais ocupados. Ainda não percebi como as coisas cá em casa andaram sem a minha permanente presença.

Mais a sério diria que aquilo que durante muito tempo fui adiando, ou porque não tinha tempo ou essencialmente porque não me apetecia fazer, veio agora preencher os meus dias.

Se juntarmos a tudo isto a minha neta que vem logo de manhã para sair à tarde, a minha sogra que é outra criança (quiça pior!) e requer por vezes uma atenção redobrada, diria que sobra-me unicamente a noite para ler e escrever.

Por tudo só agora venho aqui avisar os meus simpáticos leitores que há novidades nos blogues dos seguintes autores:

Concha,

A 3ª Face

Maria Araújo,

Peixe Frito,

Isabel,

Luísa De Sousa,

Maria, 

Ana D.,

Célia,

Charneca Em Flor

Miss Lollipop

Ana Mestre 

Ana de Deus

Cristina Aveiro

bii yue

João-Afonso Machado

e na

Marquesa de Marvila

Ainda na continuação do desafio da caixa dos lápis de cor!

Visitem aqueles espaços que não se irão arrepender.

Qualidade garantida!

37a9m25d - #23 – II série

Três estórias de gravatas!

Quando entrei para a empresa o uso de gravata não era já obrigatório. Mas como o uso daquele acessório masculino nunca me incomodou coloquei-a muitas vezes. E sob este tema lembro-me de três relatos bem curiosos. Não conheci o colega da derradeira estória, mas aos outros conheci-os bem.

Gravata 1

O Almeida era um bom colega, quiçá pouco expedito no seu trabalho e daí talvez um tanto pateta. Trabalhava no mesmo Departamento que eu, mas noutra área.

Certo dia foram colocar perto do seu serviço uma máquina para triturar papel, nomeadamente para destruir alguma documentação sigilosa. A determinada altura o Almeida abeirou-se da máquina para destruir alguns papéis. Haviam-lhe dito:

- Carregas neste botão para ligar e depois metes os papéis nesta ranhura que a máquina puxa -os e destrói-os. Muito fácil!

Ora o Almeida pega nos seus documentos, liga o botão e introduz aqueles na ranhura. Só que a curiosidade matou o gato e o meu colega pretendeu perceber para onde iam os papéis triturados. Vai nisto aproxima-se em demasia, de tal forma que a gravata foi apanhada pela máquina.

Eis então a situação: a máquina a agarrar e a trucidar a gravata e o Almeida a puxar pelo pescoço… aflito. E quanto mais a máquina puxava mais ele fazia o gesto contrário. Resultado: quase sufocou.

Sorte teve ele pois alguém que ia a passar deu pela situação e desligou o equipamento! O que nós nos rimos…

Gravata 2

O Segismundo apareceu depois do almoço muito triste e aborrecido. O que nem era costume.

Alguém se abeirou dele e perguntou-lhe o porquê:

- Que se passa? Estás cá com uma cara…

- Nem me digas… Olha para isto – e apontou para uma valente nódoa na gravata – Nem sei como fiz isto…

A cabeça daquela malta da tesouraria estava já formatada para a brincadeira e assim o colega devolveu instantaneamente:

- Eh pá tenho ali uma coisa boa para tirar isso…

O outro nem acreditou:

- A sério? Consegues tirar esta nódoa da gravata?

- Claro. Vem comigo.

Lá foram os dois a caminho da secretária do outro.

Aí chegados o colega abre a gaveta, tira uma tesoura e num ápice decepa a gravata logo acima da nódoa. De tal forma que o outro nem teve tempo para recuar e evitar o corte.

- Pronto… já tens a gravata sem nódoa.

Segismundo ficou mudo e sem reacção. O que nós nos rimos…

Gravata 3

Esta é uma daquelas estórias a que eu não assisti, mas que ficaram para a posterioridade. Naquele tempo a gravata era um acessório exigido a todos os trabalhadores da casa independentemente da sua função.

Também as condições de trabalho não eram as melhores e no Verão a tesouraria era um forno, tal era a canícula.

O chefe era por sua vez um homem austero e ditador. Exigia que as suas ordens fossem cumpridas à risca e o uso permanente da gravata era uma delas.

Estava a ser um Verão áspero. O calor apertava e a tesouraria não fugia ao lume. À hora do almoço a malta nem pensava em sair para a rua, assim como assim, sempre se estaria melhor lá dentro. Estavam alguns em amena cavaqueira à espera que o tempo de almoço passasse quando um deles abre o colarinho da camisa e desaperta a gravata. Alguém o avisou:

- Olha se aparece aí o chefe? Estás feito!

- Estamos na hora do almoço, as portas estão fechadas. Portanto…

Ainda mal acabara de proferir estas palavras apareceu o dito chefe que vendo-o naqueles preparos logo arengou:

- O senhor não sabe que a gravata nunca se tira. NUNCA! Faça o favor de colocar a gravata.

Eis então que o colega e à frente de quantos estavam presentes, desapertou a camisa, despiu-a e depois colocou a gravata bem encostada ao pescoço.

A imagem era sui generis… alguém em tronco nu e de gravata posta.

Disse-lhe o colega para o chefe:

- Como vê e deseja a gravata está posta!

O tesoureiro perante a situação deu meia volta e saiu do local percebendo que tinha perdido a batalha.

O que nós nos rimos...

Uma alegria por dia...

Já referi aqui que quando abandonei a empresa onde trabalhei mais de 37 anos, apaguei a maioria dos contactos que tinha de lá.

Acima de tudo porque não desejava estar a passar nomes de gente que já não veria e não teria necessidade de contactar, mas acima de tudo para não ter saudades de outros com quem estabeleci uma fortíssima amizade. E a saudade é uma coisa tramada.

Na opinião de muitos dos superiores que tive nunca fui um empregado de excelência. Mas percebo o porquê desta opinião menos favorável acerca de mim... é que nunca fui um "yesman".

Obviamente que esta minha postura não me trouxe grandes dividendos. Quando realmente percebi que não valia a pena as demandas já era tarde demais para almejar algo diferente. Ainda assim reformei-me feliz e de consciência tranquila por ter sempre defendido a empresa.

Mas não é do meu passado que venho aqui hoje falar, mas tão-somente de uma alegria (mais uma!) que tive hoje ao ler este final de mail que a minha mulher recebeu de um colega nosso, já que eu e a minha mulher trabalhámos na mesma empresa.

... cumprimentos ao distinto esposo, de quem tenho o prazer de me considerar amigo...

Um sinal simples de que, não obstante o tempo já decorrido, ainda não fomos totalmente esquecidos. Talvez os chefes não gostassem mesmo de mim, mas deixei por lá bons amigos.

Fico muito contente e sensibilizado por isso.

Bem hajas P:A.

Uma alegria por dia...

No dia 1 de Agosto quando oficialmente fui reformado atirei-me à lista telefónica do meu telemóvel e apaguei todos os contactos que tinha de trabalho.

Bom para dizer a verdade não foram todos, excepturam-se alguns, mas de gente que sempre foi mais amiga que colega. Ainda assim limpei 99 números de telefone.

Esta tarde recebi uma mensagem no Whatsapp com a seguinte frase: "Amigo, não imaginas as saudades que tenho tuas, a falta que me fazes!!!". 

Acabei por trocar uma série de mensagens e nem nos despedimos formalmente, já que a pessoa em causa estava a trabalhar e eu... a comer castanhas. Também não necessitamos.

Mas chegada a noite bateu uma estranha saudade e por causa desta fui reler a nossa conversa desta tarde. Retive-me então logo na primeira frase que me deixou por fim emocionado e feliz.
"Valeu a pena!" , pensei para mim.
É sempre bom quando temos a consciência que não fomos esquecidos. E pelas melhores razões.

O desejo e a realidade!

Em tempos de pré-reforma damos por nós a pensar que a partir do tal dia iremos ser donos do nosso tempo e da nossa vida. Que teremos tempo para coisas que sempre desejámos...

Obviamente que não fui excepção e também assim pensei ou melhor desejei. Ansiei por escrever mais, ler mais, passear mais...

Só que a vida, destino ou acaso tomou a minha vida entre mãos para me dizer que, não obstante estar reformado, ainda não era tempo de ser senhor de mim mesmo.

Esta pandemia que a todos nós afecta e uma neta mui pequena fizeram com que os meus desejos fossem olimpicamente empurrados.

Assim acreditem que ainda não consegui ter um dia de reformado daqueles...

Deito-me tão tarde como antes - mas também não gosto de dormir - e levanto-me quase tão cedo como quando ia trabalhar. Os dias são preenchidos entre tomar conta de uma princesa e aqueles ínfimos trabalhos domésticos sempre adiados.

Daqui resulta que continuo afadigado e nem tenho tempo para estar doente...

Ups... esqueci-me que agora também não convém.

Assim sendo o meu desejo e a minha realidade caminham em sentidos opostos. Mas como a Terra é redonda pode ser que um dia se encontrem algures!

A nova mulher da minha vida!

Há aproximadamente um mês que passei a ser avô a (quase) tempo inteiro. Ou dito de outra forma todos os dias úteis, logo pela manhã, recebo nos braços a nova mulher da minha vida.

Após quase nove meses de licenças de maternidade, paternidade e férias foi o momento dos pais regressarem presencialmente ao trabalho. Daí esta minha ajuda...

Os meus dias dividem-se agora entre brincadeiras para bebés, dar de comer, mudar fralda ou simplesmente ajudá-la a adormecer.

Nunca fui pessoa onde o tempo abundasse tal era a quantidade de "burros" que tocava diariamente, como sói dizer-se. Deste modo para chegar a muito lado roubava horas ao sono. Porém agora o tempo parece escassear ainda mais. Sempre me imaginei a escrever serenamente longos textos durante a minha reforma. Mas tal não tem sido possível.

Tudo por uma causa maior que é alguém que entrou na minha vida sem pedir licença e ocupa já todo o espaço que havia livre no meu coração.

Finalmente a minha neta não é só uma linda e simpática criança, como é um anjo que vai iluminando o meu caminho.

Há um mês!

37a9m25d - #18

O senhor dos anéis

Nota:

Os relatos anteriores aqui descritos, não obstante falarem de casos reais, carregaram consigo sempre algum humor. Porém a vida nem sempre é risonha. Foi o caso infra.

 

Quando conheci o Rafael este já se encontrava reformado. Conhecemo-nos na sala de convívio do refeitório da empresa, onde após o almoço tomávamos café ou jogávamos umas partidas de sueca.

A determinada altura ficámos parceiros e a coisa até corria menos mal. Havia só uma coisa que eu não apreciava de todo no meu parceiro: a forma como falava com o filho, também nosso colega quando este aparecia para cumprimentar o pai, usando sempre de uma linguagem baixa e demasiado ofensiva. Um dia cheguei mesmo a chamá-lo à atenção para o caso. Não gostou!

O Rafael fora um antigo chefe da empresa. De estatura baixa, apresentava quando o conheci uma certa curva descendente. Não sei se seria o peso dos anos ou o peso da consciência.

Entretanto deixei de jogar às cartas pois outros valores se levantaram. Pelo que soube a seguir ninguém mais pretendeu jogar com ele, nomeadamente os mais velhos. Até que um dia fui informado que o Rafael se suicidara perto de Santos em Lisboa.

Fiquei na altura muito pesaroso pela pessoa, até que alguém me disse:

- Não tenhas pena dele! Foi um crápula da pior espécie.

E contaram-me esta estória:

Vivia-se no tempo da ditadura e Rafael era um chefe tirano, não dando palavra a ninguém nem autorizando sequer aos subalternos a dirigirem-lhe qualquer conversa, a não ser que fosse trabalho.

Este chefe adorava anéis de ouro que usava em ambos os dedos anelares ou nos mindinhos. Sempre que chegava de manhã tinha o hábito de retirar as peças de ouro dos dedos e colocava-as na secretária mesmo à sua frente.

Só que certo dia deu por falta de um dos seus anéis. Procurou por todo o lado e de súbito olhou para um dos seus colaboradores e acusou-o:

- Foi você que me roubou o anel… Eu bem vi a forma como você olhou para ele.

- O senhor Rafael está enganado. Nunca faria uma coisa dessas. Sou um homem honrado e sério.

- Gatuno, malandro… hei-de apanhar-te…

Durante algumas semanas a acusação foi permanente. Entretanto alguns colegas tentaram ajudar na busca, mas esta foi infrutífera.

Até que certa manhã receberam a notícia que o colega acusado de roubo se suicidara. Rafael reagiu mal:

- Matou-se para não ter de devolver o anel…

O tempo decorreu e foi necessário fazer obras no serviço de tal forma que Rafael teve de mudar de sala e com ele foram também armários e secretária. Foi nessa altura que debaixo de um armário de arquivo foi encontrado um anel de ouro. O tal desaparecido!

Perante a falsa acusação Rafael e as consequências das suas acusações, o chefe apenas sugeriu que não se arrependia de nada.

A verdade é que a partir desse dia todos os colegas que trabalhavan debaixo da sua alçada pediram transferência. Mas foi Rafael que se transferiu.

37a9m25d - #16

Bar aberto

O relato da estória foi-me contado na primeira pessoa de nome Acácio. Mas antes há que contextualizar...

Havia na Tesouraria alguns colegas que haviam angariado o gosto especial pelo álcool. Conta-se que um dos mais afamados era Joaquim Fevereiro. Houve mesmo um caso que ficou célebre na Tesouraria e em que após um almoço bem regado o Joaquim, sem condições para estar a atender ao público, foi-se deitar dentro de um armário, mesmo por debaixo do balcão da sua caixa, de forma a deixar evaporar o fedor etílico. Só que nessa tarde, sem que ninguém o soubesse ou calculasse, surgiu de surpresa na Tesouraria um administrador. Este ao chegar perto das caixas escutou o profundo roncar do Joaquim. Estranhando o ruído foi, no entanto, convencido de que o barulho vinha da canalização velha.

O Fevereiro só tinha medo de duas coisas: que acabasse o álcool e da mulher que parecia ser uma fundamentalista “Testemunha de Jeová”. De resto e após a visita inesperada do administrador, a chefia achou por bem transferi-lo para a secretaria onde ficou até se reformar.

O primeiro dia de Acácio foi inesquecível, segundo o próprio. Quase no fim do dia um colega mais velho entregou-lhe umas guias e disse:

- Vais à secretaria pedes para falar com o senhor Janeiro e depois entregas-lhe estes papéis.

Obediente o pobre do Acácio, percorre toda a Tesouraria e entra pela secretaria muito devagar e a medo, quase como que adivinhado o que lhe estaria para acontecer e foi dizendo:

- Boa tarde colegas. O senhor Janeiro quem é?

Joaquim levanta os olhos, fixa-os em Acácio, ergue-se ao mesmo tempo da cadeira num rompante e avança para o novato com ar ameaçador. O jovem recua.

- Olha lá meu grandessíssimo filho #$%?§@£, meu grande c&%$#@£§][, seu ordinário…

Um rol de epítetos generosos que fariam corar qualquer vendedeira do Mercado do Bolhão foi quanto o Acácuo ganhou.

- Mas… mas… - gaguejava.

Gritava Joaquim:

- Qual mas, nem meio mas…

O outro tremia… via a sua vida futura naquela empresa completamente estragada. Tentava em vão desculpar-se.

- Desculpe, desculpe… fui eu que percebi mal.

- Mal? Vais ver o que é mal… Anda comigo e é já! Vamos já resolver esta situação…

Decididamente o Acácio sentia-se completamente perdido. Agora seria aguentar. Vai daí seguiu Fevereiro qual borrego atrás da mãe. Enfiaram-se então numa sala que parecia mais um vestiário e onde se alinhavam uma série de cacifos.

- Vou só aqui buscar uma coisa – disse Joaquim – Podes vir aqui.

O jovem aproximou-se do seu antagonista que entretanto abrira a porta do seu armário pessoal.

- Chega-te mais aqui – ordenou.

Acácio aproxima-se e fica de frente para o cacifo e dá então de caras com um espaço repleto de garrafas de quase todas as bebidas alcoólicas. Um sorriso enorme apareceu na face de Joaquim que convidou:

- Escolhe o que queres beber… É o prémio da tua praxe - e deu uma valente e sonora gargalhada.

Acácio nem queria acreditar e após recusar educadamente saiu da sala.

Quando Joaquim entrou na secretaria, confessou para os outros ainda a rir:

- Mais um… quem é o próximo?

Nunca cheguei a saber…

Ínfimos tesouros!

Há pouco mais de um mês entreguei alguns quilos de roupa a uma instituição como aqui dei conta em devido tempo.

Entretanto fui a uma outra casa passar o fim de semana e onde ainda guardo alguma roupa e fiz nova escolha. Casacos, fatos, parcas, blusões... tudo foi validado para as minhas futuras necessidades que reconheço serem poucas.

Ora na roupa que irá ser despachada encontrei nos bolsos algumas moedas. Não foi muito dinheiro na verdade que achei, mas sabe sempre bem metar a mão e encontrar umas moedas quando não uma singela nota!

Desta vez foram somente 4 euros e 51 cêntimos.

Mas enquanto gasto estes não gasto outros!

Doar vinte anos... em roupas!

Durante toda a minha vida fui comprando roupa que ia normalmente usando enquanto trabalhava. Depois havia sempre os aniversários ou o Natal e lá vinha mais umas peças para acrescentar ao enorme rol de roupa que os diversos guarda-fatos espalhados pela casa iam escondendo.

Ao fim de todos este tempo dei conta das dezenas de quilos de vestimentas guardadas: fatos completos, camisas, calças...

O mesmo se passou com a minha mulher.

Foi agora a altura de dar uma enorme volta na nossa roupa. Escolhida, arranjada, lavada e devidamente dobrada, juntou-se em diversos sacos e caixas. Depois foi escolher um local onde entregar toda esta roupa.

Um dos locais onde, há tempos, cheguei a entregar alguma roupa usada está neste momento encerrado, devido à pandemia. Por isso recorri a outro local que não conhecia e do qual gostei muito essencialmente pelo trabalho que ali processam para tanta gente. Crianças, idosos, famílias inteiras que dependem daquela gente.

Entreguei deste modo mais de vinte anos de roupas de homem e mulher. Acredito piamente que serão bem distribuídos!

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2010
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2009
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2008
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D