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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Festas de Natal

Por ntodo o país e nomeadamente por esta altura sobram festas de Natal. Nas escolas, infantários ou até nas empresas a festividade do Natal é usada como tema para muuuuuuitas comemorações.

Se nas crianças a coisa faz sentido, já nas empresas parece-me um tanto hipócrita a junção das pessoas para um almoço ou jantar. E digo isto de forma convicta, pois a maioria dos colegas passam o ano a dizer mal uns dos outros (com ou sem razão) para depois andarem aos beijos e abraços só porque é Natal.

Esta festa que ora vivemos não pode nem deve ser assente em razões falsas, nem que seja apenas para agradar ao chefe e/ou ao patrão. Uma mentira não se lava com outra mentira.

Sendo eu católico deveria ter uma maior capacidade para perdoar os outros. É verdade! Porém a verdadeira questão aqui levantada não é eu conseguir perdoar aos outros, mas a forma como os outros me perdoam!

Se me perdoarem!

A gente lê-se por aí!

 

Andei sem telemóvel...

... e sobrevivi!

Hoje foi dia de ir à dentista. Levantei-me cedo, tomei o pequeno almoço em casa, lavei os dentes e segui para a estação de Metro de carro.

O trânsito desenrolava com alguma fluidez e cheguei rápido ao parque de estacionamento. Peguei na carteira e no porta moedas e dirigi-me à estação. Comprei bilhete e entrei na plataforma. Olhei o monitor que indicava três minutos para o próximo comboio. 

Comecei então a auto apalpar-me em busca de algo (conhecem a sensação, não conhecem?) para rapidamente perceber que o telemóvel, esse danado aparelho que não me deixa descansado, ficara no carro.

Bom... pelo menos tinha um livro uma bela estreia e bom que ele é...

Desci à baixa pombalina, onde tratei de umas coisas, voltei ao Metro tendo saido no Marquês de Pombal e daí fui a pé à consulta. Uma hora depois estava de regresso e apanhei novamente o Metropolitano para voltar para casa.

Como havia suposto o telemóvel ficara no carro e nesse instante decidi até ser noite não ligar telemóvel para ver fosse o que fosse. Apenas atenderia chamadas.

Resumindo andei quase todo o dia sem telemóvel e querem saber?... Ainda não morri!

A ver se acordo amanhã!

 

Outono de lareira!!

Estreei hoje a minha lareira deste Outono!. 

Após um Estio bravo e inclemente, já tinha saudades do frio e do calor sempre saboroso de uma lareira crepitante.

Este fim de tarde proporcionou a abertura oficial do "Outono de lareira".

Sinceramente já estava com algum receio... Depois de um mês de Outubro muito quente a relembrar o fatídico ano de 2017, temi que o Verão outonal se alastrasse a este mês.

Recentemente veio uma Cláudia que não foi nada Cardinale e tem esbracejado com violência aspergindo o país com uma água nem benta nem bendita tendo em conta vítimas e estragos.

Tudo isto para dizer que a lareira já deu um ar da sua graça.

PXL_20251114_200354265.MP (2).jpg 

 

Escapar ao negócio!

Vim à aldeia beirã numa viagem rapidinha, quase só para homenagear o meu falecido sogro que fará amanhá 17 anos que partiu e apanhar alguns marmelos e gamboas para a próxima marmelada e geleia.

Saí cedo da capital, parei na feira do Feijão Frade na Lardosa e continuei para a aldeia, onde almocei. Depois do almoço o calor apertou e fiquei em casa até que a temperatura fosse mais branda.

Voltas para um lado e para o outro era já noite quando parei num café e pedi uma "mine" para amenizar a sede. Estava eu dentro do café quando um homem que conhecia, mas creio nunca lhe ter falado se aproximou de mim e perguntou se eu era primo do C., e sem que eu pudesse responder atirou:

- Tenho ali um pedaço de terra ao pé de si e queria saber se estaria interessado em comprar.

Atacado assim de chofre a minha reacção foi genuína e a resposta mais ainda:

- Não sei se quero... já tenho por aí tanta coisa, e depois não sei onde é...

- É a fazenda pegada consigo do lado norte... a que tem um barracão.

Obviamente que a minha série de aquisições de terrenos rústicos nos últimos anos ficou célebre e apetitosa para quem se quer livrar de terrenos. Ou de trabalhos. (Apostaria na segunda!). Mas para esta gente é necessário ter cautela com o que dizemos. Por isso inventei uma desculpa:

- Eh pá... até poderia estar interessado desde que a fazenda esteja em seu nome. Ela está?

A atrapalhação denunciou a venda:

- Ah, não sei... mas acho que não! Aquilo foi herança do meu pai e só soube que tinha aquilo após a sua morte.

- O costume por aqui... Mas então coloque o terreno em seu nome e depois falamos. Pode ser?

Um ar de desânimo surgiu na face, para logo acrescentar:

- Mas fazemos o negócio, o senhor fica com aquilo e quando tiver os papéis prontos faríamos a escritura. E pagava-me nessa altura.

Escapei outra vez:

- Sinceramente não me sinto bem nessa situação... Trate de colocar tudo em seu nome e só depois poderemos falar em fazer negócio. Até lá nada feito. Não me leve a mal...

O homem ficou desiludido com a minha postura. Mas também não poderia ser de outra forma. Farto de pagar escrituras de usucapião estou eu! Ainda por cima são caras e demoradas na sua conclusão.

A minha fama de tudo comprar vai-se esfumar, acredito eu, mas não me importo nada! Até porque prédios rústicos tenho até até.

Agora se ele quiser tratar vai ter que gastar umas boas notas. E o tempo que irá demorar...

Mas antes ele que eu!

Uma estranha normalidade!

Quem me conhece fora deste mundo de escrita com blogues e livros à mistura sabe que uma das minhas características é ser coerente e genuíno e nada de ser uma coisa aqui e outra ali. Nem imagino se é um defeito ou uma qualidade, mas é para mim tão-somente uma forma de estar na vida.

Porém conheço quem não entenda esta mesma visão da vida quotidiana. Nunca enfrentei tal pessoa por causa dessa forma de ser, mas a sua maneira de estar em sociedade permite-nos, mesmo com pouca atenção, perceber as suas inúmeras contradições.

Normalmente considero-o um "pintor". Não um daqueles ligados às artes plásticas, mas um "pintas" em que a verdade na sua boca é demasiado cara para ser proferida. Ou como costumo dizer em tom de brincadeira: cada vez que diz uma verdade cai-lhe um braço, mas ainda tem os dois!

Acho-lhe graça. Porque percebo nele a inglória tentativa de ser algo que não é, nem nunca será! Todavia em verbo ninguém o leva preso e consegue com alguma segurança, mostrar aos mais incautos uma imagem assaz diferente do que aquilo que é. Verdadeiramente.

Quanto mais lido com ele (não é amiúde, mas temo-nos encontrado!) mais feliz fico em ser como sou. 

Há tempos alguém de família disse-me: sempre te conheci assim e passado tantos anos nunca mudaste.

Pois não, pensei eu!

E sinceramente este foi um dos melhores elogios que recebi na minha vida. A sério!

A gente lê-se por aí!

Crónica de um "Dia de Jogo"

Fazia tempo que não ia ao futebol sozinho! Ui já nem me recordo há quantos anos... Porém hoje teve de ser.

Aquando na renovação do meu lugar no estádio do Sporting, ainda antes de principiar a época, poderia ter escolhido não ir ver a Liga dos Campeões. Mas mas a LC merece um olhar sempre mais atento e os jogos são sempre diferentes (tenham como exemplo o Sporting-Manchester City do ano passado).

Só que os meus colegas de bancada este alho encolheram-se e ficaram a ver no estádio "Sofá"! 

Sai de casa pouco depois das seis da tarde e levei o carro até à estação de Metro. Aqui comprei bilhetes e lá fui naquele transporte que usei diariamente enquanto trabalhador no activo. Saí no Marquês, mudei de linha e eis-me então eenvolvido numa multidão de verde vestida.

Até chegar à estação do Campo Grande o comboio subterrâneo foi enchendo, enchendo, enchendo. Olhei em meu redor e percebi o interesse de alguém naquelas mensagens que outrém que estava bem sentada enviava via telemóvel. Depois um outro casal que falava sobre uma nova casa. Não percebi se era dela ou dele. Entalada entre mimn e um jovem de mochila uma jovem de auscultadores sem fios nos ouvidos ia trauteando algo que escutava.

Tantos pequenos Mundos em meu redor!!

Chegado ao Campo Grande as portas abriram-se e vomitaram centenas de adeptos de t-shirts, cachecóis e demais apetrechos próprios para um jogo de futebol.

Saí da estação normalmente e fui procurar a entrada devida para o meu costumado lugar.

Decorreu o jogo, o Sporting ganhou, não obstante muitos impropérios ao meu redor e as minhas unhas roídas. Mss geralmente será sempre assim.

Encerrada a contenda regressei a casa. Se para o Estádio levei o cachecol guardado e t-shirt tapada, não fosse o Diabo tecê-las, especialmente na viagemn antes de chegar ao Marquês, agora regressei a casa todo equipado e sem qualquer problema com a minha verde indumentária.

Desta vez o Metro estava menos cheio. Provavelmente alguns adeptos ficaram nas roulottes a comemorar!

Fizeram bem!

Escrever na Natureza!

Hoje foi dia de escrita. Uma escrita feita a duas mãos muito dura e pesada. Pelo que sei ainda não há computador que tenha esta caligrafia, nem mesmo com a ajuda da IA.

As canetas foram estas,

ferramnentas_v1.jpg  
E a escrita foi esta.

horta.jpg 

Aqui não surgem todas, mas posso afiançar que esta manhã escrevi na terra molhada, devida à chuva da noite, cerca de meio cento de couves do tipo  "Pão de Açúcar", uma dúzia de couves galegas e mais uma dúzia de couves "pak choi" que dizem ser umas couves espectaculares e que é, para mim, uma estreia.

Ainda há mais um pedaço de terra para ser arranjado, mas os tomateiros estão ainda carregados de tomates... Portanto temos de aguardar.

Estas canetas são quase todas diferentes. Umas com um aparo simples, outras com dois e até com três. Umas pequenas, outras maiores.

Todas para a mesma função: escrever vida na terra.

PS - ando a pensar em comprar uma moto-cultivadora, pois a idade não perdoa! Não sei é se valerá o investimento!

Contas bem feitas...

Nunca foi meu propósito ser rico. Até porque sei que o dinheiro avilta as pessoas, mesmo as mais radicais.

Desde que constituí família por cá sempre se organizou as contas de forma a não ser como o "maltês de bronze, ganha dez e gasta onze".

Geralmente fiz umas espécies de orçamentos familiares com a ajuda de aplicações informáticas. Primeiro o "QuatroPro" uma folha de cálculo da Borland e que foi a génese do que viria a ser o Excel. Depois esta última aplicação em diferentes versões e muitas actualizações.

E trago este assunto porque hoje de manhã vi uma senhora pagar um ínfimo pequeno almoço, tabaco e raspadinhas (não sei quantas comprou!). Entregou uma nota de 20 euros e recebeu uma nota de cinco e algumas moedas. Isto é, a senhora terá gasto algo como 12,50 euros (aproximadamente).

Um valor destes diário dará cerca de 375 euros mensais. Um valor que pode ser quase incomportável em alguns orçamentos familiares. Sei que há cada vez mais famílias a cairem num submundo de falência técnica, pagando dívida antiga com a criação de nova dívida. E já nem falo de agiotas como conheci alguns.

Por isto estou ciente que a muita gente deveriam ser ministradas umas aulas de administração fiduciária para assim evitarem alguns (ou muitos) sustos financeiros.

Obviamente que o dinheiro serve para ser gasto, mas outrossim para ser poupado. Porque ninguém sabe o que o amanhã nos tem reservado.

A gente lê-se por aí!

De pasmar!

O meu dia pricipiou cedo, como de costume, dando o pequeno almoço ao "caipira" que cada vez está mais giro, mas mais "fresco". E depois... quando faz aquela cara de "lascarino"... não sei se conhecem...

Bom adiante!

Fiz umas moelas, tratei da sopa, fiz compras, almocei, fui até ao Bombarral (tipicamente fui até Vale Côvo) onde estive num velório a que se seguiu o funeral.

Regressei a casa peguei nas coisas e parti para a Aroeira onde uma casa fechada (e uma gata que não é minha) me aguardam. Ainda antes de chegar mais compras e a passagem no lugar de "fast-food" para enganar o estômagoi.

Mas foi nesta viagem de perto de três dezenas de quilómetros que o meu espanto foi crescendo. E por isto:

- hoje dia 1 de Agosto, o último dia de trabalho antes das merecidas férias;

- o calor que invadiu o país a obrigar o pessoal a fugir para as zonas balneares:

- fim-de-semana.

Um coquetaile demasiado efervescente para esta sexta-feira.

Pois é... passei a ponte 25 de Abril pelas 20 e 30 e o trânsito era assaz fluído, sem uma única paragem nem fila. Nem na avenida da ponte nem nos seus acessos. Um pasmo do tamanho do Mundo já que muito mais tarde e em dias de inverno já apanhei fila de muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuitos minutos.

Não imagino o que terá acontecido, mas ainda não caiu o meu pasmo.

Encontros imediatos!

Não é uma estória com extra-terrestre mas com gente humana.

Hoje abri as hostilidades futebolísticas no Jamor, onde o meu Sporting foi jogar contra uma equipa de Espanha de nome Villarreal.

Todavia para se chegar ao estádio foi complicado. Muito complicado. De tal forma que principiámos na A9 e acabámos em Linda a Velha.

Estacionou-se o carro e quando eu e o meu filho mais velho nos dirigíamos para o estádio uma jovem cruzou-se com a gente e perguntou:

- O que passa ali no estádio?

Lá explicámos à menina que depois confessou:

- Se tivesse bilhete também iria ao jogo. Também sou adepta do Sporting.

. Mas nós temos bilhetes a mais. Se quiser vir com a gente.

A jovem aceitou e esteve ali a vibrar o jogo todo. Com dois estranhos!

Numa época destas a P. mostrou coragem ao aceitar o nosso singelo convite.

Quando saímos cada um seguiu o seu camoinho. Provavelmente jamais nos veremos, mas foi um encontro imediato e inesperado que eu gostei bastante!

Obrigado P. pela companhia!

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