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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

O vencedor foi…

... ups!

Previa-se, mas não se imaginava que fosse tão cedo.

A realidade é que os resultados das eleições regionais deram uma vitória eleitoral ao Partido Socialista, mas sem a saborosa, para não dizer poderosa, maioria parlamentar. O que significa que pode acontecer ao PS açoriano o mesmo que aconteceu à Aliança há uns anos: ganhar as eleições e não fazer governo. Isto é, à luz do que foi feito em 2015, pode ser criada uma geringonça, desta vez à direita, no parlamento insular, deixando o PS a ver as ondas do belo mar azul.

Da mesma forma que não concordei com a geringonça de esquerda que o PS, BE e PCP se apressaram a inventar e a impor ao país, também não concordo com uma eventual de direita nos Açores.

Todavia António Costa merece que lhe passem essa rasteira. SE o fizerem veremos se as razões para a geringonça de 2015 já não servirão para o parlamento açoriano. Não me admiraria nada…

Mas já estou habituado às piruetas e mortais que os diversos governos socialistas (e não só) vão apresentando aos portugueses. Naturalmente sempre em nome de um bem maior…

Que eu sinceramente nunca descobri qual é!

Ana Gomes: coragem não lhe falta!

Percebi hoje que a antiga deputada do PS no Parlamento Europeu, Ana Gomes, apresentou a sua candidatura à Presidência da República.

Não lhe nego a coragem e a ousadia ao tê-lo feito, mas sinceramente não entendo o intuito.

Se for para dividir o PS creio que é cedo demais, já que ainda há pouco o Partido ganhou as eleições perto da maioria absoluta e não obstante a actual pandemia e a saída, mesmo que pouco explicada, de Mário Centeno de Ministro das Finanças, António Costa mantém-se na crista da onda. Se for para marcar uma posição no panorama político associada, por exemplo, à luta contra a corrupção, já que Ana Gomes defendeu assazmente Rui Pinto, calculo que mesmo que consiga essa imagem de "justiceira" perante alguma população mais descontente, dificilmente ganhará um verdadeiro eleitorado.

Depois o actual Presidente da República sofre de uma enorme popularidade e será quase impossível de bater se se propuser a sufrágio.

Portanto e não estando a ex-deputada associada a interesses mais obscuros, não consigo vislumbrar a razão deste... chegar à frente.

Talvez o futuro político ou ela própria me elucide!

A Primavera Marcelista... do PS!

Ouvi hoje no rádio do carro aquilo que me pareceu ser o início de uma polémica partidária interna. Tudo por causa de umas declarações proferidas pelo senhor Primeiro Ministro assumindo a vitória de Marcelo Rebelo de Sousa numa possível recandidatura.

Não tinha apanhado as declarações de António Costa e por isso fui em busca do que havia sido dito. Encontrei-as e escutei com calma o que disse o nosso Primeiro, na visita à AutoEuropa em conjunto com o PR.

Assim, à primeira vista, percebo a consternação da ex-Eurodeputada Ana Gomes, ao analisar num canal televisivo, naquele seu verbo muito peculiar, as palavras do líder do seu partido.

Certamente que António Costa não pretendeu menorizar algum candidato que o seu PS possa eventualmente apresentar, todavia ao dizer o que disse colocou-se a jeito para as críticas internas (que sabemos serem muitas, desde já a conhecida e polémica geringonça!!!).

No entanto António Costa só disse aquilo que muitos portugueses pensam, no que concerne à recandidatura do actual Presidente da República: dificilmente alguém o baterá.

Não esqueçamos que Marcelo ganhou a corrida a Belém com baixo orçamento e quase sem fazer campanha (ou melhor fez uma campanha durante anos).

Com quase cinco anos passados e um número indeterminado de “selfies”, muitos abraços, beijos e mergulhos na praia, Marcelo se se recandidatar, repito se se recandidatar, voltará com toda a certeza à AutoEuropa com António Costa!

Por muito que a Ana Gomes barafuste! E se candidate!

Geringonça "au Madeira"?

Se as coisas para Rui Rio já se encontravam mal encaminhadas nas próximas eleições, ora nada pior que uma derrota nas eleições da Madeira, que foi sempre um baluarte laranja. Não foi bem uma derrota mas perder a maioria... induz a isso.

Ora bem... a culpa deste resultado terá sido somente de Rio? Quero crer que não. A saída de Alberto João Jardim e a sua substituição por alguém menos frenético terá certamente contribuído para este mau resultado do PSD. Mas não só... acrescento!

O PS, entretanto, continua em alta. Lá como cá! E ontem à noite uma dirigente socialista cghegou-se logo à frente tentando lançar a escada a uma nova geringonça. Desta vez "au Madeira", isto é com outros partidos diferentes dos do Continente. E provavelmente com outro sabor...

Seja como o for o futuro da "Pérola do Atlântico" jamais será o mesmo. Seja através da constituição de um governo do género Bloco Central ou através de outros acordos, a verdade é que Miguel Albuquerque vai ter que saber negociar muito bem o novo elenco e programa de governo. Tudo apontará provavelmente para uma coligação entre PSD e CDS, mas ainda deverá correr muita água debaixo das pontes até se achar uma solução governativa.

Mas como se sabe, em política, tudo se transforma. E de um momento para o outro!

Os incomodados do PS!

Finalmente o PS puxou o tapete a José Sócrates. Primeiro foi Carlos César e hoje foi João Galamba, ambos deputados do Partido lider da geringonça, que publicamente declararam sentirem-se incomodados com o caso do ex-PM e em adenda o seu ex-Ministro da Economia.

José Sócrates, desde que foi preso, depressa percebeu o desconforto que causou no seu Partido. E nem as visitas que recebeu na prisão de alguns elementos ligados ao Partido (p.e. Dr. Mário Soares) conseguiu amenizar aquele mau estar.

Vêm aí agora Comissões de Inquérito e com elas muitas coisas mais virão a lume. Ou talvez não...

Certo é que António Costa deve andar desejoso que esta situação se resolva quanto antes, evitando com isso que ela rebente numa altura de eleições legislativas. Nada pior para os intuitos do PM que um escândalo em casa e à porta de um sufrágio. Lá se iria a maioria absoluta, que tanto persegue.

Obviamente que os partidos da oposição vão tentar arrastar este tema até para o ano que vem. Os dividendos eleitorais que poderão ganhar disto ainda estão muito longe de serem calculados, mas deixarão o PS em muitos maus lençóis.

Se no Partido do Largo do Rato ainda resistiam certas dúvidas quanto à involvência de JS em casos de corrupção, estas últimas investigações, envolvendo um Ministro de magistério de JS, deixaram tudo muito mais claro.

Agora é perceber até que ponto o PS conseguirá passar pelos "intervalos desta chuva" sem ficar realmente encharcado.

Dos justos não reza a história

Como leigo direi que percebo (muito) pouco de justiça, Talvez perceba melhor o que é a injustiça. Mas desta creio que todos os portugueses entendem ou pelo menos têm consciência de que ela existe. Mas adiante...

No dealbar de 2013 escrevi isto sobre a actual Procuradora-Geral da República. Um texto sucinto, mas já na altura explicava como me parecia estar a ser o Magistério desta senhora.

Uma mulher que tem tido a coragem de enfrentar os mais poderosos deste país, não recuando um centímetro na sua vontade. O que é realmente de louvar.

Talvez por isso o actual governo não pretenda renovar o mandato que terminará em Outubro próximo. É sabido que o PGR é nomeado pelo Presidente da República sob proposta do governo.

Ora se pensarmos nos diferentes processos que a Dra. Joana Marques Vidal tem entre mãos, dos quais se destaque a Operação Marquês, parece naturalmente óbvio que o PS se sinta muito desconfortável com a Senhora Procuradora.

Se somarmos a isto o litígio diplomático com Angola, envolvendo o antigo vice-Presidente, Manuel Vicente, num caso de corrupção activa, temos os ingredientes perfeitos para uma saída em Outubro da actual Procuradora-Geral.

Se tal vier a acontecer ficará demonstrado que a separação dos poderes tantas vezes propalada, ainda é, em Portugal, uma verdadeira utopia.

Pontos de vista

1

Sempre que é lançada uma nave espacial esta leva uns depósitos de combustível que depois, já vazios, são abandonados. Do mesmo modo o PS está a utilizar os partidos à sua esquerda para ganhar propulsão para uma eventual maioria absoluta em 2019. Nessa altura António Costa libertar-se-á dos partidos à custa dos quais tomou o poder, para então sozinho tentar governar.

2

O PSD prepara-se para directas com dois candidatos a lutarem pelos votos de cada militante laranja. Os candidatos são claramente diferentes. Conforme for o vencedor assim o PS se preparará para o combate político. Se Rui Rio se sugere mais conciliador com o partido do Largo do Rato, o que não significa mais submisso, já Santana Lopes surge como antagonista às actuais posturas da geringonça.

3

O Presidente da República entretanto vai desbravando caminhos para os corações dos portugueses. Se assim continuar dificilmente alguém se lhe oporá aquando da sua reeleição. Vejo muita gente de esquerda a concordar com a postura um tanto populista e popular do Professor Marcelo. Só gostaria de saber se após o último Verão, literalmente muito quente para o País e para o governo, o PR por causa das trapalhadas governativas (incêndios com mais de uma centena de mortes, Tancos, Raríssimas!) tivesse dissolvido a Assembleia da República se, ainda assim, estaria no coração de tanto português…

4

A recente e polémica lei dos Financiamento dos Partidos vetada pelo PR veio trazer ao de cima o pior da política lusa. Um jogo de interesses, a maioria escondidos, que envergonha a classe política lusa, nomeadamente os deputados, que devem o seu lugar ao voto popular e para quem deviam ser o mais transparentes possíveis. Imagino que referente a este assunto a procissão ainda vá somente no adro.

Tudo pelo poder!

O tema político dos últimos dias foi qual seria o candidato à Câmara do Porto por parte do PS, após a recusa de Rui Moreira.

O Partido Socialista tem muitas vezes esta tendência, quase mórbida, de dar tiros no próprio pé. Recordo assim de repente umas eleições autárquicas em que João Soares perde a Câmara para Santana Lopes no último instante. Anos mais tarde o PS deu apoio a Mário Soares para a Presidência da República dispersando assim os votos do partido entre o antigo presidente e o poeta Manuel Alegre, fazendo com este não ganhasse por uma unha negra.

Esta semana a secretária geral adjunta do PS voltou a dizer o que não devia. E pronto, entornou-se o caldo no Porto e Rui Moreira veio a terreiro (leia-se entrevista num canal televisivo) dizer de sua justiça.

Este caso confirma as minhas já antigas suspeitas de que o partido liderado por António Costa vive focado no poder a todo o custo e preço. Sem olhar a meios.

Novamente os políticos no seu pior. Como sempre têm sido em Portugal.

O descontentamento do PR!

Era mais ou menos óbvio que o actual Preidente da República vetaria a lei do fim do sígilo bancário.

Como cidadão cumpridor só posso concordar com o veto presidencial. De outra forma passaria a ser considerado criminoso como muitos que andam por aí ...

Porém este veto traz consigo muito mais que uma reanálise da lei. É claramente a primeira afronta ao governo apresentada por Marcelo.. Sendo certo que a geringonça já sabia de antemão da decisão do actual Presidente, tendo como base declarações proferidas em Agosto (se não me falha a memória), ainda assim não se coibiu de apresentar o diploma para aprovação presidencial.

Ora isto cheira-me ao início de uma guerrilha institucional para a qual Marcelo parece estar mais bem preparado que os adversários. Há neste este veto uma mudança de atitude do PR. Esta manobra pode nada significar ou pode ser sinónimo de algum cansaço no que respeita a algumas medidas ou ameaças de medidas por parte do governo de António Costa e "sus muchachos".

Dito de outra maneira o PR está um pouco farto de ouvir falar os partidos que apoiam o PS no governo. , enquanto este segue um pouco a reboque dessas declarações mesmo que tenha que as desmentir.

Neste momento cabe ao BE e ao PCP marcar o compasso da música que este governo vai tocando (mal).

 

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