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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Em Sábado de Aleluia...

Quando pensamos que a nossa boa vida de antigamente iria regerssar à normalidade, eis novo acontecimento para adiar aquela nossa vontade.

Há uns anos Portugal acorda com uma geringonça política que criando alguma estabilidade social, deixou o país economicamente pior do que estava, pelo menos os estudos de entidades isentas assim o afirmam.

Ainda não refeitos desta solução governativa, o PS ganhou as eleições em 2019 rasgando então o acordo com a esquerda que mais tarde devolveria esse não acordo com o chumbo do orçamento para este ano, obrigando na eleições antecipadas e originando uma maioria absoluta por parte do partido liderado por António Costa.

Entretanto a esquerda caiu nas eleições para valores mínimos o que traduz um pouco a ideia de que o povo não gosta muito de jogos políticos.

A meio deste trajecto surge uma pandemia, desvalorizada no dealbar pelas nossas entidades de saúde para logo a seguir pararem o país. Portanto desde 2020 que vivemos muito ao sabor das linhas vermelhas e verdes da pandemia. Com as óbvias consequências a nível económico, social e laboral.

Entra 2022 e no dia 24 de Fevereiro a Rússia entra na Ucrânia. Não bastava os últimos anos atípicos já referidos e somos brindados com uma guerra sangrenta, estúpida e aberrante, quase às nossas portas.

Chegámos à Páscoa e a guerra parece não dar tréguas. O Mundo vive suspenso sobre o que virá a seguir e nós mantemos a nossa postura procupada, não por aquilo que se passa lá fora, mas por aquilo que não se passa nas nossas vidas.

Somos um povo genuinamente obnóxio.

Preparemo-nos!

O hemiciclo da AR está finalmente definido. O PS com a maioria absoluta, o PSD de Rui Rio muito longe, o Chega como terceira força política e o Iniciativa liberal como quarta.

Caiu estrondosamente a esquerda, sempre muito trauliteira, pagando um elevado preço pela reprovação de um OE para 2022. Agora irão levar com um provavelmente muuuuuuuuuuuuito pior do reprovado e podem bem estrebuchar, mas nada poderão fazer.

Entretanto o PCP já ameaçou com o fim da paz social numa manifesta tentativa de chantagem política com o próximo governo, olvidando que foram uns dos grandes culpados ao alcançarem este triste patamar.

A este propósito lembremo-nos que, não obstante a baixa votação na esquerda, os comunistas ainda tem uma invejável capacidade de mobilizar tropas no sentido de criarem a tal destabilização social.

Portanto preparemo-nos para nos próximos meses/anos assistir a inúmeras greves na FP (médicos, enfermeiros, professores, p.e.), transportes e em outras actividades económicas, assim como manifestações e demais formas de luta.

Algo que não víamos desde 2015.

Hoje vi o debate...

Não tenho ligado um caroço à campanha eleitoral, debates televisivos incluídos. E pelo que tenho lido por aí não perdi nada.

Percebi entretanto que esta noite haveria um debate entre o actual Primeiro Ministro e lider do PS, Doutor António Costa, e o líder do maior partido da oposição, Doutor Rui Rio.

Picou-me a curiosidade para perceber como o Presidente do PSD lidaria com alguma fanfarronice de António Costa. Fazia muito tempo que não assistia a estes debates, até porque já sei o que cada um diz e quer. Mas vi porque poderia haver surpresas. Que houve!

Gostei do debate e se AC começou até relativamente bem, com o caminhar do debate e com a chamada para cima da mesa de temas mais polémicos o senhor Primeiro-Ministro foi perdendo fulgor e estaleca enquanto RR foi sempre em crescendo.

Achei mesmo corajoso que o lider do PSD assumisse uma posição, por exemplo no que se refere ao salário mínimo, pouco popular. Poderia ter evitado, mas preferiu ser menos demagógico e mais realista.

Sinceramente gostei!

Os temas sucederam-se, mas Rio conseguiu (quase) sempre ficar por cima de AC (salvo seja!).

O tempo passou rápido, sinal evidente de que ambos se empenharam em responder tão bem quanto podiam ou sabiam.

Não imagino se este debate irá porventura influenciar algum eleitorado, mas tivessse eu dúvidas sobre em quem votaria, certamente que esta noite ficaria esclarecido.

O vencedor foi…

... ups!

Previa-se, mas não se imaginava que fosse tão cedo.

A realidade é que os resultados das eleições regionais deram uma vitória eleitoral ao Partido Socialista, mas sem a saborosa, para não dizer poderosa, maioria parlamentar. O que significa que pode acontecer ao PS açoriano o mesmo que aconteceu à Aliança há uns anos: ganhar as eleições e não fazer governo. Isto é, à luz do que foi feito em 2015, pode ser criada uma geringonça, desta vez à direita, no parlamento insular, deixando o PS a ver as ondas do belo mar azul.

Da mesma forma que não concordei com a geringonça de esquerda que o PS, BE e PCP se apressaram a inventar e a impor ao país, também não concordo com uma eventual de direita nos Açores.

Todavia António Costa merece que lhe passem essa rasteira. SE o fizerem veremos se as razões para a geringonça de 2015 já não servirão para o parlamento açoriano. Não me admiraria nada…

Mas já estou habituado às piruetas e mortais que os diversos governos socialistas (e não só) vão apresentando aos portugueses. Naturalmente sempre em nome de um bem maior…

Que eu sinceramente nunca descobri qual é!

Ana Gomes: coragem não lhe falta!

Percebi hoje que a antiga deputada do PS no Parlamento Europeu, Ana Gomes, apresentou a sua candidatura à Presidência da República.

Não lhe nego a coragem e a ousadia ao tê-lo feito, mas sinceramente não entendo o intuito.

Se for para dividir o PS creio que é cedo demais, já que ainda há pouco o Partido ganhou as eleições perto da maioria absoluta e não obstante a actual pandemia e a saída, mesmo que pouco explicada, de Mário Centeno de Ministro das Finanças, António Costa mantém-se na crista da onda. Se for para marcar uma posição no panorama político associada, por exemplo, à luta contra a corrupção, já que Ana Gomes defendeu assazmente Rui Pinto, calculo que mesmo que consiga essa imagem de "justiceira" perante alguma população mais descontente, dificilmente ganhará um verdadeiro eleitorado.

Depois o actual Presidente da República sofre de uma enorme popularidade e será quase impossível de bater se se propuser a sufrágio.

Portanto e não estando a ex-deputada associada a interesses mais obscuros, não consigo vislumbrar a razão deste... chegar à frente.

Talvez o futuro político ou ela própria me elucide!

A Primavera Marcelista... do PS!

Ouvi hoje no rádio do carro aquilo que me pareceu ser o início de uma polémica partidária interna. Tudo por causa de umas declarações proferidas pelo senhor Primeiro Ministro assumindo a vitória de Marcelo Rebelo de Sousa numa possível recandidatura.

Não tinha apanhado as declarações de António Costa e por isso fui em busca do que havia sido dito. Encontrei-as e escutei com calma o que disse o nosso Primeiro, na visita à AutoEuropa em conjunto com o PR.

Assim, à primeira vista, percebo a consternação da ex-Eurodeputada Ana Gomes, ao analisar num canal televisivo, naquele seu verbo muito peculiar, as palavras do líder do seu partido.

Certamente que António Costa não pretendeu menorizar algum candidato que o seu PS possa eventualmente apresentar, todavia ao dizer o que disse colocou-se a jeito para as críticas internas (que sabemos serem muitas, desde já a conhecida e polémica geringonça!!!).

No entanto António Costa só disse aquilo que muitos portugueses pensam, no que concerne à recandidatura do actual Presidente da República: dificilmente alguém o baterá.

Não esqueçamos que Marcelo ganhou a corrida a Belém com baixo orçamento e quase sem fazer campanha (ou melhor fez uma campanha durante anos).

Com quase cinco anos passados e um número indeterminado de “selfies”, muitos abraços, beijos e mergulhos na praia, Marcelo se se recandidatar, repito se se recandidatar, voltará com toda a certeza à AutoEuropa com António Costa!

Por muito que a Ana Gomes barafuste! E se candidate!

Geringonça "au Madeira"?

Se as coisas para Rui Rio já se encontravam mal encaminhadas nas próximas eleições, ora nada pior que uma derrota nas eleições da Madeira, que foi sempre um baluarte laranja. Não foi bem uma derrota mas perder a maioria... induz a isso.

Ora bem... a culpa deste resultado terá sido somente de Rio? Quero crer que não. A saída de Alberto João Jardim e a sua substituição por alguém menos frenético terá certamente contribuído para este mau resultado do PSD. Mas não só... acrescento!

O PS, entretanto, continua em alta. Lá como cá! E ontem à noite uma dirigente socialista cghegou-se logo à frente tentando lançar a escada a uma nova geringonça. Desta vez "au Madeira", isto é com outros partidos diferentes dos do Continente. E provavelmente com outro sabor...

Seja como o for o futuro da "Pérola do Atlântico" jamais será o mesmo. Seja através da constituição de um governo do género Bloco Central ou através de outros acordos, a verdade é que Miguel Albuquerque vai ter que saber negociar muito bem o novo elenco e programa de governo. Tudo apontará provavelmente para uma coligação entre PSD e CDS, mas ainda deverá correr muita água debaixo das pontes até se achar uma solução governativa.

Mas como se sabe, em política, tudo se transforma. E de um momento para o outro!

Os incomodados do PS!

Finalmente o PS puxou o tapete a José Sócrates. Primeiro foi Carlos César e hoje foi João Galamba, ambos deputados do Partido lider da geringonça, que publicamente declararam sentirem-se incomodados com o caso do ex-PM e em adenda o seu ex-Ministro da Economia.

José Sócrates, desde que foi preso, depressa percebeu o desconforto que causou no seu Partido. E nem as visitas que recebeu na prisão de alguns elementos ligados ao Partido (p.e. Dr. Mário Soares) conseguiu amenizar aquele mau estar.

Vêm aí agora Comissões de Inquérito e com elas muitas coisas mais virão a lume. Ou talvez não...

Certo é que António Costa deve andar desejoso que esta situação se resolva quanto antes, evitando com isso que ela rebente numa altura de eleições legislativas. Nada pior para os intuitos do PM que um escândalo em casa e à porta de um sufrágio. Lá se iria a maioria absoluta, que tanto persegue.

Obviamente que os partidos da oposição vão tentar arrastar este tema até para o ano que vem. Os dividendos eleitorais que poderão ganhar disto ainda estão muito longe de serem calculados, mas deixarão o PS em muitos maus lençóis.

Se no Partido do Largo do Rato ainda resistiam certas dúvidas quanto à involvência de JS em casos de corrupção, estas últimas investigações, envolvendo um Ministro de magistério de JS, deixaram tudo muito mais claro.

Agora é perceber até que ponto o PS conseguirá passar pelos "intervalos desta chuva" sem ficar realmente encharcado.

Dos justos não reza a história

Como leigo direi que percebo (muito) pouco de justiça, Talvez perceba melhor o que é a injustiça. Mas desta creio que todos os portugueses entendem ou pelo menos têm consciência de que ela existe. Mas adiante...

No dealbar de 2013 escrevi isto sobre a actual Procuradora-Geral da República. Um texto sucinto, mas já na altura explicava como me parecia estar a ser o Magistério desta senhora.

Uma mulher que tem tido a coragem de enfrentar os mais poderosos deste país, não recuando um centímetro na sua vontade. O que é realmente de louvar.

Talvez por isso o actual governo não pretenda renovar o mandato que terminará em Outubro próximo. É sabido que o PGR é nomeado pelo Presidente da República sob proposta do governo.

Ora se pensarmos nos diferentes processos que a Dra. Joana Marques Vidal tem entre mãos, dos quais se destaque a Operação Marquês, parece naturalmente óbvio que o PS se sinta muito desconfortável com a Senhora Procuradora.

Se somarmos a isto o litígio diplomático com Angola, envolvendo o antigo vice-Presidente, Manuel Vicente, num caso de corrupção activa, temos os ingredientes perfeitos para uma saída em Outubro da actual Procuradora-Geral.

Se tal vier a acontecer ficará demonstrado que a separação dos poderes tantas vezes propalada, ainda é, em Portugal, uma verdadeira utopia.

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