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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Geringonça "au Madeira"?

Se as coisas para Rui Rio já se encontravam mal encaminhadas nas próximas eleições, ora nada pior que uma derrota nas eleições da Madeira, que foi sempre um baluarte laranja. Não foi bem uma derrota mas perder a maioria... induz a isso.

Ora bem... a culpa deste resultado terá sido somente de Rio? Quero crer que não. A saída de Alberto João Jardim e a sua substituição por alguém menos frenético terá certamente contribuído para este mau resultado do PSD. Mas não só... acrescento!

O PS, entretanto, continua em alta. Lá como cá! E ontem à noite uma dirigente socialista cghegou-se logo à frente tentando lançar a escada a uma nova geringonça. Desta vez "au Madeira", isto é com outros partidos diferentes dos do Continente. E provavelmente com outro sabor...

Seja como o for o futuro da "Pérola do Atlântico" jamais será o mesmo. Seja através da constituição de um governo do género Bloco Central ou através de outros acordos, a verdade é que Miguel Albuquerque vai ter que saber negociar muito bem o novo elenco e programa de governo. Tudo apontará provavelmente para uma coligação entre PSD e CDS, mas ainda deverá correr muita água debaixo das pontes até se achar uma solução governativa.

Mas como se sabe, em política, tudo se transforma. E de um momento para o outro!

Os incomodados do PS!

Finalmente o PS puxou o tapete a José Sócrates. Primeiro foi Carlos César e hoje foi João Galamba, ambos deputados do Partido lider da geringonça, que publicamente declararam sentirem-se incomodados com o caso do ex-PM e em adenda o seu ex-Ministro da Economia.

José Sócrates, desde que foi preso, depressa percebeu o desconforto que causou no seu Partido. E nem as visitas que recebeu na prisão de alguns elementos ligados ao Partido (p.e. Dr. Mário Soares) conseguiu amenizar aquele mau estar.

Vêm aí agora Comissões de Inquérito e com elas muitas coisas mais virão a lume. Ou talvez não...

Certo é que António Costa deve andar desejoso que esta situação se resolva quanto antes, evitando com isso que ela rebente numa altura de eleições legislativas. Nada pior para os intuitos do PM que um escândalo em casa e à porta de um sufrágio. Lá se iria a maioria absoluta, que tanto persegue.

Obviamente que os partidos da oposição vão tentar arrastar este tema até para o ano que vem. Os dividendos eleitorais que poderão ganhar disto ainda estão muito longe de serem calculados, mas deixarão o PS em muitos maus lençóis.

Se no Partido do Largo do Rato ainda resistiam certas dúvidas quanto à involvência de JS em casos de corrupção, estas últimas investigações, envolvendo um Ministro de magistério de JS, deixaram tudo muito mais claro.

Agora é perceber até que ponto o PS conseguirá passar pelos "intervalos desta chuva" sem ficar realmente encharcado.

Dos justos não reza a história

Como leigo direi que percebo (muito) pouco de justiça, Talvez perceba melhor o que é a injustiça. Mas desta creio que todos os portugueses entendem ou pelo menos têm consciência de que ela existe. Mas adiante...

No dealbar de 2013 escrevi isto sobre a actual Procuradora-Geral da República. Um texto sucinto, mas já na altura explicava como me parecia estar a ser o Magistério desta senhora.

Uma mulher que tem tido a coragem de enfrentar os mais poderosos deste país, não recuando um centímetro na sua vontade. O que é realmente de louvar.

Talvez por isso o actual governo não pretenda renovar o mandato que terminará em Outubro próximo. É sabido que o PGR é nomeado pelo Presidente da República sob proposta do governo.

Ora se pensarmos nos diferentes processos que a Dra. Joana Marques Vidal tem entre mãos, dos quais se destaque a Operação Marquês, parece naturalmente óbvio que o PS se sinta muito desconfortável com a Senhora Procuradora.

Se somarmos a isto o litígio diplomático com Angola, envolvendo o antigo vice-Presidente, Manuel Vicente, num caso de corrupção activa, temos os ingredientes perfeitos para uma saída em Outubro da actual Procuradora-Geral.

Se tal vier a acontecer ficará demonstrado que a separação dos poderes tantas vezes propalada, ainda é, em Portugal, uma verdadeira utopia.

Pontos de vista

1

Sempre que é lançada uma nave espacial esta leva uns depósitos de combustível que depois, já vazios, são abandonados. Do mesmo modo o PS está a utilizar os partidos à sua esquerda para ganhar propulsão para uma eventual maioria absoluta em 2019. Nessa altura António Costa libertar-se-á dos partidos à custa dos quais tomou o poder, para então sozinho tentar governar.

2

O PSD prepara-se para directas com dois candidatos a lutarem pelos votos de cada militante laranja. Os candidatos são claramente diferentes. Conforme for o vencedor assim o PS se preparará para o combate político. Se Rui Rio se sugere mais conciliador com o partido do Largo do Rato, o que não significa mais submisso, já Santana Lopes surge como antagonista às actuais posturas da geringonça.

3

O Presidente da República entretanto vai desbravando caminhos para os corações dos portugueses. Se assim continuar dificilmente alguém se lhe oporá aquando da sua reeleição. Vejo muita gente de esquerda a concordar com a postura um tanto populista e popular do Professor Marcelo. Só gostaria de saber se após o último Verão, literalmente muito quente para o País e para o governo, o PR por causa das trapalhadas governativas (incêndios com mais de uma centena de mortes, Tancos, Raríssimas!) tivesse dissolvido a Assembleia da República se, ainda assim, estaria no coração de tanto português…

4

A recente e polémica lei dos Financiamento dos Partidos vetada pelo PR veio trazer ao de cima o pior da política lusa. Um jogo de interesses, a maioria escondidos, que envergonha a classe política lusa, nomeadamente os deputados, que devem o seu lugar ao voto popular e para quem deviam ser o mais transparentes possíveis. Imagino que referente a este assunto a procissão ainda vá somente no adro.

Tudo pelo poder!

O tema político dos últimos dias foi qual seria o candidato à Câmara do Porto por parte do PS, após a recusa de Rui Moreira.

O Partido Socialista tem muitas vezes esta tendência, quase mórbida, de dar tiros no próprio pé. Recordo assim de repente umas eleições autárquicas em que João Soares perde a Câmara para Santana Lopes no último instante. Anos mais tarde o PS deu apoio a Mário Soares para a Presidência da República dispersando assim os votos do partido entre o antigo presidente e o poeta Manuel Alegre, fazendo com este não ganhasse por uma unha negra.

Esta semana a secretária geral adjunta do PS voltou a dizer o que não devia. E pronto, entornou-se o caldo no Porto e Rui Moreira veio a terreiro (leia-se entrevista num canal televisivo) dizer de sua justiça.

Este caso confirma as minhas já antigas suspeitas de que o partido liderado por António Costa vive focado no poder a todo o custo e preço. Sem olhar a meios.

Novamente os políticos no seu pior. Como sempre têm sido em Portugal.

O descontentamento do PR!

Era mais ou menos óbvio que o actual Preidente da República vetaria a lei do fim do sígilo bancário.

Como cidadão cumpridor só posso concordar com o veto presidencial. De outra forma passaria a ser considerado criminoso como muitos que andam por aí ...

Porém este veto traz consigo muito mais que uma reanálise da lei. É claramente a primeira afronta ao governo apresentada por Marcelo.. Sendo certo que a geringonça já sabia de antemão da decisão do actual Presidente, tendo como base declarações proferidas em Agosto (se não me falha a memória), ainda assim não se coibiu de apresentar o diploma para aprovação presidencial.

Ora isto cheira-me ao início de uma guerrilha institucional para a qual Marcelo parece estar mais bem preparado que os adversários. Há neste este veto uma mudança de atitude do PR. Esta manobra pode nada significar ou pode ser sinónimo de algum cansaço no que respeita a algumas medidas ou ameaças de medidas por parte do governo de António Costa e "sus muchachos".

Dito de outra maneira o PR está um pouco farto de ouvir falar os partidos que apoiam o PS no governo. , enquanto este segue um pouco a reboque dessas declarações mesmo que tenha que as desmentir.

Neste momento cabe ao BE e ao PCP marcar o compasso da música que este governo vai tocando (mal).

 

Sou rico somente por decreto!

Não estou a achar piada nenhuma à ideia do BE em taxar o património em mais um imposto. Será que o PS, que vai a reboque das ideias de Catarina Martins só para se aguentar no poder, sabe no emaranhado em que se está a meter? Tenho a certeza que não…

Mas vamos ao que interessa… Taxar o património imobiliário acima de 500 mil euros parece-me um absurdo. É que o governo anterior actualizou – e de que maneira – o valor predial das casas. Basta alguém ter duas casas, uma na cidade e uma na aldeia, esta última quase sempre por herança, e o tal valor atinge-se sem grande dificuldade. Se juntarmos a isto uns pequenos nacos de terra, na maioria improdutivos, mas altamente valorizados pela AT, temos um valor muito acima do limite de isenção. Todavia não é com isto que a pessoa se torna automaticamente rica…

Vejamos o meu caso: trabalho diariamente há quase 40 anos. Neste caminho laboral adquiri uma casa através de um empréstimo bancário que estarei a pagar até aos 70 anos (se lá chegar!). Há mais de meio século os meus pais construíram, a expensas próprias e com muito sacrifício, uma reles casa na aldeia. Como sou filho único, um dia que eles partam, serei obviamente o seu herdeiro natural e assim o meu património imobiliário crescerá exponencialmente. Se juntar a isto umas fazendas onde as pedras são rainhas e onde nada cresce a não ser mato… passarei a ser um homem claramente rico em património mas pobre em dinheiro pois os impostos que me serão aplicados levar-me-ão as minhas já poucas poupanças.

Olhando para esta ideia tenho cada vez mais a certeza que em Portugal o melhor é ser realmente muito pobre, porque quer queiram quer não, pobre já eu sou! E sempre serei.

Entendo que esta “geringonça” tente ir buscar dinheiro a algum lado, para pagar os devaneios eleitorais. Mas esta forma é claramente exagerada.

Provavelmente com enormes custos eleitorais para o PS e não só!

Desencadeou-se!

desencadeou_se.jpg

 

Assim que li a notícia na Sapo lembrei-me desta célebre frase de Astériz na sua aventura com os Godos. O texto é simples mas explica muita coisa: desencadeou-se!

É a palavra certa para aquilo que o PCP está a começar a fazer. E o BE vai, como não podia deixar de ser, atrás do discurso facilitista e demagogo do partido de Jerónimo.

Agora é o Orçamento rectificativo, amanhã são os transportes, para a semana é outra coisa qualquer...

Como pode um partido ser tomado a sério se três semanas após ter votado contra a moção de censura apresentado pela PàF, já se propõe votar contra o governo que apoia? Parece que neste país anda toda a gente a brincar aos políticos e governantes. E com uma irresponsabilidade atroz.

Se a oposição votar outrossim contra este orçamento rectificativo temos um governo, que não se aguenta muito bem, já que oiço discursos diferentes para a mesma situação, preso unicamente por arames.

António Costa avaliou muito mal os seus parceiros de apoio parlamentar. Pretendeu sair da situação que ele próprio tinha criado de forma altiva e vencedora para criar um problema ao país muito maior.

Percebe-se agora que o actual PM está cada vez mais refém da esquerda radical que não quer contribuir para a solução do país mas ser parte do problema. 

Um regresso previsivel ou... desejado!

Ontem não vi a restante entrevista de JS a um canal televisivo. Primeiro porque aquilo que me foi dado ver no dia anterior mostrou-me muito do que viria a seguir; segundo porque tenho mais coisas que fazer do que ouvir alguém a vitimizar-se.

Os anos ensinaram-me que em política nada acontece por acaso. E obviamente, seguindo este mesmo raciocínio, afirmo que o "timing" desta conversa não foi uma mera coincidência.

A longa entrevista do antigo PM foi curiosamente (?) apresentada a semanas das eleições presidênciais, onde o PS voltará a perder em toda a linha, ao mesmo tempo que o actual governo tenta sofregamente acertar algumas agulhas orçamentais.

Tudo isto para dizer o quê? Que Sócrates começou esta semana a sua campanha política a umas futuras eleições. Há quem fale já em presidenciais daqui a cinco anos. Porém, com aquilo que pode vir a acontecer ao PS neste seu encosto à esquerda, não me admiraria que JS tentasse voltar à ribalta para ser uma vez mais líder do PS.

Creio mesmo que há muitos socialistas desejosos disso! Ou não?

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