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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Reviravoltas políticas!

Finalmente Mário Nogueira percebeu o que é o PCP. Provavelmente até já saberia, mas nunca havia sentido a lâmina do poder nas suas actuações.

Como é sabido o Partido que Jerónimo de Sousa lidera será quiçá o mais retrógado de todos os partidos com assento parlamentar. Preso a uma ideologia que (já) não faz qualquer sentido, os comunistas continuam fiéis a uma doutrina desactualizada e descontextualizada da actual realidade.

Mário Nogueira que sempre deu a cara pela reposição da contagem do tempo de 9 anos, 4 meses e dois dias viu-se agora atraiçoado por aqueles de quem aguardava apoio feroz. Fala-se em saída, mas parece-me um tanto difícil. Mas aseu tempo saberemos.

Uma coisa parece certa, Mário Nogueira e o PCP estão neste momento em barricadas opostas. Quem diria?

O Primeiro Ministro também se aproveitou da situação para ganhar tempo e espaço de manobra, encostando a esquerda às cordas obrigando-os a um mortal (empranchado e com pirueta!!!) de forma a evitar eleições em Junho.

Não sei bem se o volte face de PCP e BE trará a estes alguns dividendos políticos. Para já ficam a dever algo importante a uma classe que pretende ser ressarcida dos seus direitos.

Entretanto o PSD e o CDS andam numa de dizer que sim e o seu contrário ao mesmo tempo, tentando dividir a esquerda.

As eleições europeias aproximam-se e o candidato do PS por muito que tente dar outra imagem parece viver numa realidade paralela.

Nem imagino as próximas sondagens!

Contorcionistas!

De ontem para hoje na nossa política tudo se alterou. Portanto retorno à ideia do Doutor Pimenta Machado que já aqui ontem havia referido. O que à segunda é verdade, na terça tornou-se mentira.

Ontem o governo iria cair por causa da aprovação da lei da contagem do tempo dos professores, por todos os partidos exceptuando obviamente o PS, para hoje Jerónimo de Sousa puxar o tapete ao seu militante Mário Nogueira e deixar cair a proposta, no único intuito de manter o governo em funções. A líder do BE seguiu as pisadas do PCP e já diz não votar na proposta do PSD e CDS para a contagem total dos 9 anos 4 meses e dois dias engendrando umas desculpas tão esfarrapadas que só um tolo não percebe o que os partidos da geringonça pretendem.

Os professores, esses que sempre acreditarm nos na esquerda para lhes resolverem esta demanda, foram subtilmente atraiçoados por aqueles.

Falta agora saber que medidas a FENPROF irá ora iniciar (fala-se já de greve às avaliações!) e por quanto tempo e que custos políticos irão ser apresentados ao PCP e ao BE nas próximas eleições.

É que em política, mais tarde ou mais cedo, tudo se paga. Mesmo aos contorcionistas.

 

O PR foi às compras!

Não sei se tem a ver com os saldos que se aproximam, mas o que é certo é que o senhor Presidente da República foi às compras. Comprou uma guerra como PS.

É certo que António Costa nos últimos tempos assume todos os seus diplomas como garantidos por parte do morador de Belém. A parceria PR/PM que tem sobrevivido a muitos dissabores (incêndios, Tancos, Vila Viçosa) parece viver momentos menos felizes.

No Verão passado o Professor Marcelo vetou a questão dos arrendatários preferenciais, hoje foi a questão da contagem de tempo dos professores.

Percebo que o PS não pretenda dar a estes o que pretendem, desejam e merecem. Se o fizesse provavelmente as contas do deficit do próximo orçamento sairiam com números claramente diferentes dos desejados.

Todavia caberia ao Governo negociar com os professores e não travar um braço de ferro com os principais agentes de educação em Portugal, esquecendo-se de que o PR foi também ele um professor.

Aproxima-se o ano de 2019 com diversas eleições e Marcelo Rebelo de Sousa com este gesto assumiu desde já o apoio de uma enorme classe para a sua futura reeleição em 2021.

Que a seu tempo, naturalmente, contabilizará!

Regresso às aulas... há meio século

Reconheço que naquele tempo odiava regressar à escola. Essencialmente porque a Maria Delfina (também com um nome destes só podia ser um estupor!!!) considerava que a pedagogia se encontrava definida no encontro entre uma régua e as nossas mãos. Aquilo nem era bem pedagogia, mas mais uma "reguadagogia".

Já para não falar daquele saboroso castigo, que era escrever p.e. o nosso nome completo 100 vezes num caderno, para além dos trabalhos de casa, porque me havia esquecido de o escrever na capa de um novo

Já para não falar das orelhas de burro e da humilhação de ir para o recreio das meninas com aquilo enfiado na cabeça. Simplesmente abominável!

Se as crianças de hoje sofressem menos de metade do que eu e os meus colegas sofremos naquela altura às mãos daquela megera, certamente que as televisões já teriam dedicado horas de emissão e debates ao assunto,

Se nos queixássemos aos pais a coisa piorava um pouco, porque naquela altura não se presumia inocência do aluno, mas sim o seu inverso.

No entanto devo àquela professora o gosto por esta (má) escrita e essencialmente a paixão pela leitura.

Há meio século regressar às aulas era para mim um verdadeiro suplício. De tal forma que nunca mais me relacionei bem com os banco da escola.

Acabei o liceu sim, mas com notas baixas e repetindo anos, para logo entrar no mercado de trabalho.

E faço muitas vezes a pergunta a mim mesmo: o que poderia ter sido na vida se tivesse tido outro tipo de professor?

 

Professores... chumbados!

Fiquei profundamente espantado com os (maus) resultados ontem divulgados, sobre a prova de avaliação dos professores. Perto de 1500 candidatos não tiveram nota positiva ficando, desta forma, fora de futuras colocações.

Para piorar estes dados mais de 60% dos avaliados deram erros de português. De português? Como é possível?

As desculpas de Mário Nogueira, que eu pude ver na televisão, não convenceram ninguém. Mas também não considero que o Ministro Nuno Crato tenha tido uma vitória, como já li na blogosfera.

Ninguém sai vitorioso quando se percebe que a maioria dos professores não apresentam as competências necessárias para ensinarem os mais novos. Ser professor é ou devia ser uma profissão feita por gente (muito) especial.

Quantos de nós não sentem que algo nas suas vidas foi influência de um professor? Muitos com certeza!

Esta nova realidade é filha de anos de desmandos na educação. Não há um rumo, uma estratégia, uma ideia que prevaleça por mais que um ou dois anos. Basta mudar de governo ou simplesmente de Ministro e tudo o que foi feito para trás é atirado para o lixo. Com os inerentes custos, não só orçamentatis mas essencialmente educacionais.

A escola é um local de aprendizagem... para a vida!

Regresso à juventude!

Ontem encontrei um antigo professor de Liceu. Pois... pois... Eu ainda sou do tempo dos liceus.

Foi engraçado encontrar este professor de ginástica e hoje um reconhecido advogado. Viviam-se tempos cunturbados nesses já idos anos setenta.

Ficámos mais de uma hora a recordar colegas de um lado e de outro. Antigos alunos, hoje professores, autarcas, políticos, jornalistas, advogados, engenheiros ou simplesmente meros portugueses... como eu!

Mas vale este texto pelas saudades deste professor. Ensinou-me entre outras coisas a gostar do Rugby, chegando eu a frequentar um curso de treinador, ministrado pela Direção Geral dos Desportos.

Este professor marcou-me claramente. Acima de tudo pela forma coerente como sempre lidou com os jovens revolucionários (e não só!!!) da altura. Na minha qualidade de delegado de turma tive com ele algumas divergências de posição e essencialmente de visão dos problemas, mas conseguimos sempre encontrar pontos de convergência para bem de todos, alunos e professores.

Foi muito bom ontem recordar, nem que fosse por uma hora, a minha juventude. Ainda por cima com alguém que comigo partilhou esse tempo.

Ainda a luta dos professores

 

Os professores voltaram uma vez mais a estar na ordem do dia. E pelos piores motivos.

 

Se não concordam com as avaliações a que têm de se sujeitar não apareçam, pura e simplesmente. Da mesma maneira que eu, enquanto estudante, também faltei a alguns testes. Imaginem porquê? E obviamente arquei com as inerentes responsabilidades dessas minhas ausências.

 

Não me debrucei convenientemente sobre as razões de tanto alarido por causa duma mera avaliação. Eu que já trabalho para mais de trinta e quatro anos, sempre fui avaliado. Nem sempre com justiça, valha a verdade, mas isso são contas de um outro rosário e que ora não interessam.

 

Diz o povo que ”quem não deve não teme” e por isso “cheira-me” que esta recusa, por parte dos professores em serem avaliados, tem demasiadas dívidas e certamente mais temores.

Como já referi atrás não sei em detalhe os contornos desta prova de avaliação e respectivas consequências, mas se queremos uma meritocracia considero que os professores deveriam ser os primeiros a dar o exemplo. Se não, como podem ser exemplo para os seus próprios alunos?

 

Uma referência muito negativa para a intervenção policial a fim de apaziguar alguns diferendos. Não havia necessidade de parte a parte para tamanho espectáculo.

 

Ficaram assim todos (muito) mal nesta espécie de fotografia de família.

O dia seguinte: a história repete-se!

O primeiro dia de greve dos professores fez com que cerca de 18000 alunos ficassem sem fazer os exames respectivos. A exemplo de casos anteriores cada uma das partes envolvidas neste conflito reclama vitória (como se uma guerra se tratasse!). Todavia quem perdeu foram, para já, os alunos.

Os sindicatos anunciaram que os níveis de aderência haviam sido superiores a greves anteriores. Por outro lado o Ministério da tutela comunicava que mais de 70% dos estudantes haviam realizado as provas de aferição.

Tal como a velha história da garrafa meio cheia ou meia vazia, cada uma das partes interpreta os dados à luz da sua versão dos acontecimentos. Seja como for, sinto que ambas as partes saíram derrotadas. O Ministério da Educação por não ter conseguido evitar a greve. O braço de ferro que fez com os dirigentes das associações profissionais dos professores, só poderia terminar neste fracasso negocial.

Por outro lado os sindicatos, ao colocarem a greve a coincidir com os exames nacionais, jogaram com a chantagem psicológica de alunos e encarregados de educação, numa tentativa, que saiu claramente frustrada, de lançarem para as costas destes as pressões sobre o governo. Erro estratégico crasso com consequências (ainda) imprevisíveis.

Com a natural marcação de novo exame para o próximo dia 2 de Julho pode-se abrir um ror de litígios administrativos, originando quiçá volumosos processos em tribunal com os respectivos custos financeiros e humanos.

Pois ninguém, em boa verdade, pode afirmar que o próximo exame será mais fácil ou mais difícil que o de ontem. É uma questão de perspectiva, preferência e estudo.

Enfim, mais uma greve justa, mas (muito) mal conduzida, por todas as partes em conflito.

O costume em Portugal! Infelizmente…

Greve dos professores: razões certas, formas erradas

 

Sempre considerei a greve como um direito do trabalhador para conquistar melhores salários ou condições de trabalho.

 

Mesmo sem direito a receber o dia de greve, esta deve prejudicar mais o patronato que o empregado. E daí a força que aquela forma de luta pode ter numa mudança de atitude por parte de quem tem, geralmente, mais poder.

 

Mas o que perspectivo para os próximos dias por parte dos professores surge como uma forma pouco democrática de lutar. Não ponho sequer em questão a justiça da greve, mas creio que prejudicar os alunos em vez do Estado (que é o verdadeiro patrão!) não me parece ser o mais sensato.

Há com certeza outras formas de luta ou outros dias para greves que não dos dias de exames. E eu estou perfeitamente à-vontade porque nem tenho filhos no secundário, mas compreendo e de que maneira a ansiedade de pais e filhos. Estes exames podem definir o futuro de um estudante.

 

Formar estudantes é umas das mais nobres profissões! Sempre o achei! Mas usar os alunos como armas de arremesso, mesmo que a razão lhes assista, como é o caso, parece-me profundamente descabido, injusto para os alunos e claramente impopular.

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