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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Carta aberta a S. Pedro

Caro S. Pedro,

Venho desta forma, humilde e sincera, avisá-lo de que o Céu deve ter um problema na canalização tal é a quantidade de água que temos, cá em baixo, vindo a levar todos os dias.

Imagino que com tanta coisa para comandar, aí no Paraíso, talvez se tenha dispersado com este mero problema.

Porém a água que vem caindo continuamente está nesta altura a estragar mais do que a ser benéfica. Deste modo agradeço encarecidamente que trate deste assunto de forma célere. É bom que não se esqueça que a Primavera começou vai para dois meses… e ainda não notámos a sua chegada.

Antecipadamente grato,

Um pobre de Cristo

Dia de In(f)verno?

Hoje esteve um dia daqueles... Todo o santo dia choveu. E não foi daquela chuva miudinha mais conhecia por molha-tolos, não! Foi uma bátega constante e bem chovida.

A noite trouxe alguma acalmia mas outrossim o nevoeiro. Tão ou mais perigoso em termos de estrada que a chuva, E em termos agrícolas é bem mais nefasta esta névoa.

Não me lembro de neste Inverno termos um dia assim!

Será que alguém se esqueceu de avisar o S. Pedro que a Primavera já começou há quase um mês?

Já cheira a Primavera!

As últimas semanas, iluminadas por um sol brilhante e de temperaturas bem agradáveis, relembram-me que a Primevera está a chegar.

 

Com ela as flores nos campos crescem sem cerimónia. As cerejeiras e os pessegueiros rejuvenescem de flores, brancas e roxas. A Mãe Natureza ganha outra vez vida e fervor. Um ciclo que reinicia!

 

Regressam também as osgas e as lagartixas após a hibernação num Inverno bem rigoroso. As formigas invadem quintais, jardins e mais o que for necessário.

 

Todavia fervilha-me uma questão: será que as andorinhas que vi reunir e partir, o Verão passado, regressarão este ano aos seus velhos ninhos?

 

 

 

A cidade e as serras (versão breve) - II

 

O regresso à cidade, após dois dias em terras beirãs, transtorna-me sempre. Porque gosto da pacatez dos dias, do vento revolto sacudindo com dureza as oliveiras em flor, dos silêncios que todos respeitam.

 

Nesta época de Primavera rejuvenescedora, após uma invernia de que não há muita memória, a erva verde e viçosa, cresce dia a dia alastrando os campos, dando-lhes outros tons e cores. No prado as ondas correm conforme sopra o vento.

 

Uma cobra acorda de um longo sono e esgueira-se parede abaixo em busca de comida. Um rato do campo vinha mesmo a jeito, Mas um pardal ou dos seus indefesos filhos, ainda melhor. Mas há que lutar pelo repasto. Todavia nesta altura a concorrência não parece ser demasiada.

 

As aves livres ainda de qualquer ameaça, vão compondo o novo ninho, para receber as crias. Nas margens dum pacato ribeiro algumas rãs vão dando sinal da sua presença. Os grilos cantam à desgarrada com as cigarras, melodias sonoras da Natureza.

 

Uma pedra perdida torna-se poiso ideal para me sentar e… escutar. Puxo a pala da boina para a frente e mergulho naquele ambiente campestre que me vai amenizando dos dias sombrios da cidade. É disto que eu gosto… E da água que nasce do ventre da terra e surge como vida nova.

 

Numa velha mina de água, bebe-la é privilégio de muito poucos. Fresca, cristalina, pura, sabe à liberdade que a trouxe até ali. E não pára. Porque o caminho faz-se caminhando como diria Pessoa. É a vida em todo o seu esplendor.

 

É por tudo isto e muito mais que nunca me apetece regressar!

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