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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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(Re)Presidente Marcelo!

Foi abertura dos noticiários no rádio desta manhã a quase certeza da recandidatura do actual PR a Belém. Julgo que esta informação é uma não-notícia porque acredito que ninguém neste país acreditaria que MRS não se candidataria a um novo mandato.

Goste-se ou não da sua postura (eu de todo não aprecio!!!), certo é que o povo adora deste PR. E este de forma real ou até teatral gosta de ser idolatrado. Como li algures Marcelo é, neste momento, uma espécie de Rei republicano, com todas as contradições que esta ideia acarreta.

Dizem também que Marcelo é genuíno. Até pode ser, mas deixem-me ser céptico e aguardar pelo segundo mandato. Geralmente os presidentes assumem novas posturas após reeleição. Foi assim com Soares, Sampaio ou Cavavo. Marcelo será a excepção? Veremos!

Assiste-me nesta próxima conjuntura uma dúvida e que se prende com os eventuais candidatos a Belém. Será que, tirando o PCP que teimosamente apresenta sempre um candidato próprio, haverá alguém com coragem e estaleca para bater o actual PR nas urnas?

Eu não creio, mas a história política está recheada de impossibilidades que se tornaram possíveis.

Tudo por um…

A intervenção em directo do senhor Presidente da República no programa da Cristina Ferreira foi um golpe de mestre. Para os dois lados… Vejamos então.

O Doutor Pinto Balsemão poderá e deverá ter usado a sua influência partidária para pedir ao Professor Marcelo para que interviesse na estreia do programa. Deste modo e a partir daquele instante a internet explodiu com vídeos, comentários, likes e (des)likes, criticas mordazes e apoios. Portanto quase toda a gente fala do mesmo (eu inclusive!).

Quem ganhou com isso? A estação de televisão!

Mas eu falei acima de dois lados, certo? Portanto falta referir o segundo e que é o próprio Presidente da República.

Se alguma dúvida persistisse de que o actual PR se irá recandidatar, ontem essa ideia desapareceu por completo. O Professor Marcelo tem esse condão de se antecipar e de estar onde os outros não estão.

Acima de tudo valoriza a sua imagem perante a opinião pública generalizada e com estas intervenções arrecada mais umas votos às donas de casa, reformados e pensionistas.

Entretanto a Revista Visão – curiosamente uma publicação que já fez parte do mesmo grupo empresarial do canal de televisão (obrigado Último)–, veio logo desculpar a intervenção presidencial, com uma entrevista dada por sua Excelência a um outro canal da concorrência, remetendo para a lei das compensações.

Em conclusão não culpo a apresentadora por este evento pois pareceu-me genuína a sua reacção (sim, sim eu vi o dito vídeo do telefonema!), mas o povo deveria perceber que em televisão e na política tudo é válido para se ter mais um por cento de audiência ou um simples milhar de votos.

(In)Evitável!

Entrámos no mês do Natal. Um mês recheado de correrias, luzes, embrulhos e laços, acepipes e cheiros, almoços e jantares de empresas, campanhas a favor disto e daquilo.

Hoje fomos às compras logo pela manhã. O dia acordou frio, com um nevoeiro chato. Mas nada que nos impedisse de fazer as compres necessárias para os próximos dois meses. Já se sabia do Banco Alimentar contra a Fome e da respectiva iniciativa na angariação de produtos. À entrada uns jovens entregaram-nos três sacos (um para cada um) e lá fomos às nossas compras. A lista era enorme e depressa enchemos três carros e mais um para o  B.A.

Não imagino quanto se gastou para entregar à iniciativa, mas afirmo desde já que não me fará falta esse dinheiro.

Mas vamos ao que importa. Esta iniciativa que tem Isabel Jonet como a figura omnipresente é de louvar. Os portugueses já deram provas mais que suficientes de que são solidários com os que menos têm. E em tempos menos fartos nunca faltaram aos apelos.

Por isso não gostei que o PR aparecesse às compras, para televisão filmar. Podia tê-lo feito sim mas de forma (quase) anónima  em qualquer estabelecimento da região de Lisboa. E muito menos deveria ter dito que quem mais ganha mais deve dar.

Estas declarações do Presidente caíram-me mal. Muito mal mesmo. Porque cada um é que sabe da sua vida e não cabe ao PR ou a outro político qualquer fazer observações sobre como cada português deve gastar o seu dinheiro. Ainda por cima de forma voluntária.

Mais uma vez o PR no seu pior. Lamentavelmente e sem necessidade.

Em prol da verdadeira justiça!

Não conheço a futura Procuradora Geral da República, nem sei se tem alguma tendência política. Entretanto ouvi ou li, já não sei bem precisar, que foi ou é amiga de José Sócrates. Portanto gente claramente descomprometida…

No início de 2015 considerei a ainda PGR como uma das figuras nacionais do ano de 2014, essencialmente pela sua postura e serenidade, associada a uma competência a todos os níveis louváveis.

É por demais evidente que o PS nunca gostou da senhora Procuradora. Naturalmente que a Operação Marquês contribuiu, e de que maneira, para este desamor por parte do partido liderado por António Costa.

Mas no meio deste salsifré de cadeiras, admira-me que o Presidente da República tenha entrado no jogo político do PS. Calculo que o Professor MRS não deseje alimentar guerras com os socialistas, pois só assim poderá pensar numa reeleição.

Todavia o PR não deve entender o seu magistério unicamente à luz da distribuição de beijos e abraços pelo povo. É necessário não se deixar enredar em tricas políticas e palacianas. O eleitorado que votou no Professor de Direito, pode até nem ser letrado, mas não é parvo, nem idiota.

Convém não esquecer!

O novo PDM

Há quem afirme categoricamente que a história nunca se repete. Até posso assinar por baixo mas fico sempre com a ideia de que há eventos muito semelhantes que decorreram separados por centenas de anos.

Todos nos lembramos do que foi a política portuguesa nos anos oitenta com o surgimento do PRD colado e a reboque do antigo Presidente da República, António Ramalho Eanes.

Para quem não se recorda ou ainda era menino e moço, acrescento que o PRD chegou a ser a terceira força política no hemiciclo de S. Bento, com 45 deputados. O seu primeiro líder foi Hermínio Martinho, um engenheiro agrónomo, ribatejano, mas que tinha pouca experiência política. Após o partido ter dado diversos tiros no pé, foi oficialmente extinto em 2000.

Como é por demais evidente o actual Presidente da República, Professor Marcelo Rebelo de Sousa, tem tido uma presidência muito associada à sua imagem de homem do povo. Não lhe fica mal essa posição, porém é também necessário perceber que o PR deverá ter uma postura mais estadista e menos populista.

Aparentemente Marcelo não pensa assim e deste modo continua a surgir em tudo quanto é lado, desde que lhe dê grande visibilidade. E depois há as “selfies”…

Com estes dados é obvio que Marcelo, se se recandidatar a um novo mandato, irá fazê-lo em modo passeio – ainda mais que na primeira eleição -, mesmo que apareçam alguns candidatos de última hora, tal é o lastro de simpatia que tem angariado nos últimos dois anos e que atravessa toda a sociedade política portuguesa.

Ora bem, com tanta gente a seguir o simpático Presidente, e pegando no que aconteceu nos anos oitenta, que eu referi no início deste postal, é bem provável que MRS, após a sua saída de Belém, constitua um novo partido onde se integrarão todos aqueles que hoje o idolatram e seguem.

Avanço já com a sugestão de uma sigla: PDM. Não, não é o Plano Director Municipal de um qualquer concelho, mas a contracção do nome do tal novo partido e que corresponderá a Partido Do Marcelo.

Fica a ideia.

Cidadão ou Presidente

Esta súbita doença do Senhor Presidente da República suscitou-me alguma satisfação, mas outrossim algumas questões que obviamente nunca verei respondidas.

Comecemos então por aquilo que me alegrou:

- Que a doença do Professor Marcelo Rebelo de Sousa tenha sido (quase) passageira e que já tenha tido alta médica;

- Que tenha escolhido os Hospitais Públicos para se sujeitar à intervenção cirúrgica.

Passados estes pontos vamos às minhas breves questões:

- Quantas horas esteve o PR na sala de espera das Urgências?

- De que cor era a sua senha (verde, amarela, laranja…?

- Se o Doutor Eduardo Barroso não estivesse no Curry Cabral seria que o Senhor Presidente escolheria um Hospital Público para ser operado?

- Tendo em conta o que ouvi diversas vezes ao Professor Marcelo Rebelo de Sousa, enquanto comentador televisivo, será que a conta pelos serviços prestados será equivalente ao seu ordenado?

Pronto, foram estas as minhas últimas questões para este ano.

Feliz 2018 para todos.

A nota para o Professor que é Presidente

Sinceramente já não há pachorra!

Portugal vive uma nova Primavera Marcelista. Se a anterior deu em nada, pois o país continuou a ser governado por uma Polícia Política que o 25 de Abril derrubou, esta que hoje vivemos não parece ainda assim muito diferente. Na verdade não temos uma Polícia omnipresente mas temos um Presidente.

Definitivamente o PR não necessita de se colocar a jeito. É que um destes dias o caldo entorna-se e MRS é capaz de vir publicamente dizer o contrário do que havia dito e muito mais, somente para ficar bem na fotografia. Como diz, e muito bem, o povo, zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades.

Já por aqui fui afirmando, mais em tom de brincadeira que a sério, que o PR não é o PM, mas exibe-se como tal.

Faz hoje precisamente um ano que MRS tomou posse como o mais alto magistrado da nação. Desde esse dia até hoje o PR tem sido uma espécie de estrela de música pimba. A "selfieomania marcelista" é hoje um fenómeno sem igual.

O paradoxo de toda esta situação é que os eleitores que votaram em Marcelo olham agora para o Presidente de soslaio e não entendem esta postura tão... popular. Ao invés quem votou noutros candidatos encontram no actual Presidente alguém que supostamente os escuta.

Eu, céptico como sou no que diz respeito à política e aos políticos, aguardo serenamente pelos momentos de crise institucional. Aí verei (ou veremos!!!) quem é verdadeiramente MRS.

Se fosse professor de Marcelo dar-lhe-ia um 10... Positiva sim, mas... fraquinha... fraquinha... 

Realmente Presidente!

Chamam-lhe o Presidente dos afectos, dizem que é muito popular mesmo em sectores politicamente antagónicos, apoia a geringonça porque prefere ter um mau governo a não ter governo nenhum!

Falo obviamente do Professor Marcelo Rebelo de Sousa. Uma figura que não tem sido somente de retórica mas de alguma acção. Dá a cara e não foge às questões. Gosta da sua própria liberdade (não esquecer o vídeo do Presidente na praia e recentemente a foto defronte de um engraxador) e não se escusa a enfrentar as pessoas.

Pela minha parte que sempre gostei de viver de forma anónima, e daí estranhar de certa forma esta nova postura do PR, reconheço que o antigo comentador televisivo esteve muito bem, naquilo que foi dado observar perante a Rainha de Inglaterra nesta sua visita a terras de Sua Majestade.

Jamais me passaria pela cabeça que perante tão ilustre monarca (considero a Rainha Isabel II como a Rainha do Mundo), ter um tipo de conversa tão informal. Com esta situação mais uma vez se comprova que Marcelo era de todos os candidatos aquele que nasceu para a “coisa”... de ser realmente Presidente de República.

Trágico contraste

As duas notícias foram obviamente relevantes.

Em Inglaterra um lunático atacou e assassinou uma deputada do Partido Trabalhista em plena rua. Um acto bárbaro e cobarde perpetrado por alguém que não percebe o que é a democracia e o viver em liberdade.

Ao invés deste trágico acontecimento o nosso Presidente da República vai à praia sozinho, toma banho, conversa com as pessoas, distribui beijos e deixa-se fotografar em “selfies”.

Tudo isto sem um segurança a acompanhá-lo.

Poderão os mais cépticos apontar diversas razões para esta postura do mais alto Magistrado da Nação e que entroncam na ideia, há muito veiculada e quase por todos assumida, que o PR é unicamente uma figura de estilo.

Pessoalmente não sou enormemente apologista desta postura popular e quiçá populista, de MRS. Mas tenho de lhe reconhecer mérito pela forma como trouxe a Presidência para a rua. Ou dito de outra forma: durante dez anos tivemos um PR que o era 24 horas por dia. E jamais se desviava desse seu registo. Hoje tudo parece ser muito diferente!

Voltando à segurança das figuras públicas, especialmente os políticos, é evidente que nenhum está livre de ser atacado, mas o medo será sempre a grande vitória daqueles para quem a democracia e liberdade serão sempre incompatíveis com as suas pobres vidas.

PR - um estilo muito próprio

Realmente nunca estamos satisfeitos…

Durante anos criticámos um Presidente porque falava quando devia estar calado e que permanecia em silêncio quando devia falar.

Agora veio um outro mais popular, que fala, responde às questões, mostra-se e diz presente. Provavelmente não comerá bolo-rei de boca escancarada, mas parece estar mais consciente do seu lugar. E hoje no primeiro 10 de Junho de Marcelo, uma vez mais o antigo comentador, puxou dos galões lusos.

Todavia é também alvo de muitas críticas. Essencialmente porque é proactivo e não amorfo. Já li de quase tudo no que respeita a escárnio e ao maldizer.

Então em que é que ficamos? Pergunto eu aos críticos.

Ou formulando a questão de outra forma… Se o actual Presidente, com esta postura e simpatia genuína e autêntica, tivesse vibdo da esquerda seria na mesma tão assazmente criticado?

Já imagino a resposta… mas seja como for um PR só existe mesmo porque somos uma República e alguém tem de nos representar. Fora isso para pouco mais serve um Presidente.

Ah pois... pode derrubar um governo.

Mas sinceramente, estão a ver MRS a tomar essa atitude tão radical?

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