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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

A agora mais a sério!

Acabadas que foram as eleições é tempo de arrumar toda a tralha, que vimos e ouvimos durante as últimas semanas, no sótão das nossas memórias. E lá deverão ficar por mais uns anos… Ou provavelmente não.

A tróica regressou a Portugal para mais uma visita que não será de mera cortesia. Tendo em conta o que já foi decidido implementar por parte do actual governo é bom que este se prepare para ouvir aquilo que não gosta.

É por demais sabido que AC prometeu muito. Prometeu o que não sabia se podia oferecer e agora vai ser confrontado com a execução dessas promessas. Se por um lado vai ter os técnicos da Comissão Europeia a meter o “nariz” em todas as parcelas das contas, por outro vai sentir o olhar crítico do povo a quem prometeu o… paraíso!

Para os lados de Belém o ainda PR Cavaco Silva começa a arrumar as suas coisas dando lugar a um Marcelo cheio de estaleca e com uma visão política e social do país diametralmente oposta à do actual Presidente.

Deste modo Portugal prepara-se para diversas mudanças. Vai ser o tempo de aguardar o que os próximos meses nos vão trazer. Se haverá uma relação S. Bento/Belém assente no respeito das instituições sem tentativas de golpes palacianos ou se mais tarde a crispação entre estes órgãos de soberania cresce, prejudicando naturalmente o país.

O tempo (infelzmente) nunca joga a favor de Portugal!

O sobe e desce dos partidos

Partidariamente falando, o PCP foi o grande derrotado das eleições de ontem. Com um candidato a roçar o ridículo o partido da Soeiro Pereira Gomes continua a esvaziar-se. E não há Festa do Avante que lhe valha!

Seguidamente temos o PS que conseguiu das suas fileiras (pasme-se!!!) retirar quatro candidatos: Sampaio da Nóvoa, Maria de Belém, Henrique Neto e Valentino Silva. Imaginem se o partido de António Costa tivesse apoiado um só candidato? Provavelmente estaria aqui com outra conversa…

Avancemos pois… António Costa é neste momento um homem feliz, muuuuuuuito feliz. Porque Marcelo publicamente já assumiu que vai ajudar o actual PM na manutenção deste governo. E nada melhor que um novo PR, acabadinho de eleger, para ajudar à festa esbanjadora de AC.

É agora a vez do PSD e CDS/PP. Estes partidos, pouco ou nada comprometidos com a campanha de Marcelo, acabam hipocritamente por se vangloriarem com uma vitória para a qual nada contribuíram. No CDS a liderança está naturalmente entregue, iniciando-se claramente uma nova era.

Quanto ao maior partido da oposição ainda muita coisa irá acontecer antes que PPC abandone o partido. Para já não se perfilam candidatos, mas o tempo não corre a favor de Passos Coelho. Estamos no tempo de contagem de "espingardas", como soe dizer-se.

Resta falar do Bloco de Esquerda que com a fantástica votação de Marisa Matias poderá obrigar AC a escutar com mais atenção o partido que Catarina Martins lidera. A ver vamos o que nos reserva o futuro próximo.

Os dados estão assim lançados e agora é ver correr os dias. O orçamento necessita rapidamente de ser aprovado, a Troica já chegou e há demasiados problemas para resolver.

Acabadas as eleições… sigamos para “bingo”.

O desa"Tino" dos candidatos!

Marcelo é Presidente, sem grande esforço, como já se calculava.

Sampaio na Nóvoa foi vítima indesejável das divisões do PS.

Marisa foi igual a si mesma e recuperou alguma postura de um Portas que nunca foi ministro.

Maria de Belém foi a outra face de um PS profundamente derrotado.

Edgar Silva tornou-se um bom exemplo de como não se deve candidatar só porque o partido diz que sim.

Vitorino Silva foi a grande, grande surpresa desta eleição, tendo uma votação impensável.

Paulo Morais o demagogo que não conseguiu passar a mensagem.

Henrique Neto o idoso rezingão que se mostrou zangado com quase todos.

Cândido Ferreira um homem estranho nunca deixou perceber ao que vinha.

Jorge Sequeira um professor com graça, divertido mas sem ideias e sem discurso.

 

Posto isto direi que Portugal percebeu que não podia deixar ao PS a responsabilidade de tomar conta do Palácio de Belém.

Daqui a cinco anos há mais!

Candidatos a quê?

Como não sou assíduo "frequentador" da televisão não assisti à maioria dos debates dos candidatos. Todavia de quando em vez e só quando alguém liga a TV enquanto janto, é que oiço os ditos candidatos a debitarem velhos discursos com as bolorentas certezas dos "iluminados".

Falam de tudo. Do que está mal, do que deveria ser diferente, de como vão resolver os problemas dos portugueses como se candidatassem a... Primeiros-ministros. Esquecem-se provalmente que esta eleição é somente para a Presidência da República e não há necessidade e apresentarem autênticos programs de governo. Curiosamente a maioria deles bem melhores do que aqueles quem em Outubro foram submetidos a sufrágio.

A função do PR é, acima de tudo, o garante do cumprimento da Constituição Portuguesa e o supremo chefe das Forças-Armadas. Não consigo por isso entender como podem estas damas e cavalheiros prometerem algo que sabem que não entrará na sua esfera de decisão. Ou dito de forma mais cruel... Prometem o impossível...

Neste pressuposto acabo por entender a campanha de MRS que de uma forma mais serena vai explicando qual o verdadeiro molde para o futuro PR.

Tudo o resto é pura demagogia para ganhar votos. Nada mais! E é pena!

O que diria o Professor de MRS?

O estatuto que granjeou ao fim de tantos anos de televisão deram-lhe o lastro suficiente para se pôr a caminho de Belém. Falo obviamente do Marcelo Rebelo de Sousa que na passada sexta feira se apresentou como candidato à presidência da República.

Creio mesmo que o Professor só avançou agora após saber os resultados das últimas eleições. Tivesse o PS ganho com folga provavelmente jamais se candidataria a Belém. 

Assim sendo o PSD já tem o seu candidato às Presidênciais (tal como o PCP, sendo outro o eleito!), mesmo que Pedro Passos Coelho não seja grande seguidor de MRS, enquanto António Costa luta internamente para a clarificação de um candidato, que claramente não vai ter.

É neste cenário, mais ou menos rocambolesco, que o Professor Marcelo se despede do canal de Televisão onde era comentador permanente e que perde um dos seus maiores trunfos de audiências televisivas.

Bom (como diria o Professor) os dados estão agora lançados. Sinto mesmo que nunca uma candidatura foi tão bem preparada como a de MRS. Demorou tempo, anos de avanços e recuos, mas finalmente Marcelo é candidato.

Resta a última questão... que diria o comentador Marcelo deste candidato Rebelo de Sousa?

Uma "Nóvoa" partida para "Belém"?

O político Irlandês Edmundo Burke que viveu no século XVIII e defensor de grandes causas terá dito um dia: "Quem não conhece história está destinado a repeti-la".

Esta última frase parece assentar que nem uma luva ao PS e às actuais danças de candidatos a candidatos à Presidência da República.

Se bem que o líder do PS já tenha dito publicamente que vê com bons olhos a cantidatura de António Sampaio da Nóvoa, a entrada nesta "engrenagem" de Maria de Belém, antiga Presidente do Partido do Largo do Rato, não surgiu na melhor altura. E criou divisão!

É sabido que o antigo Reitor da Universidade de Lisboa não é bem visto por alguns sectores socialistas. Especialmente os mais moderados e menos radicais. Ou dito de outra maneira, os "Seguristas" que não esquecem as ligações de Sampaio da Nóvoa a uma esquerda radical, não obstante já no mandato de Jorge Sampaio, ter sido consultor para a Educação, do ex-PR.

Ora este é um problema que se repete no partido de António Costa. Relembro que nas eleições de 2006 Manuel Alegre e Mário Soares colocaram-se em trincheiras opostas dando a Cavaco Silva a possibilidade de ganhar folgadamente, tendo em conta a divisão que ambos geraram dentro do próprio PS.

Se excluirmos Henrique Neto, outro dos históricos do PS também ele candidato já assumido à PR, temos que os socialistas não aprenderam rigorosamente nada com a sua história recente. É que duas candidaturas dentro do mesmo sector político parece-me demais, sendo que Maria de Belém tem mais a ganhar que Nóvoa.

Enquanto no PSD/CDS as figuras mais proeminentes andam (ainda) a contar espingardas (leia-se apoios!) numa tentativa de saber quem será o verdadeiro candidato, no PS é divisão partidária é evidente e, quiçá, fraturante.

António Costa tentou antecipar ganhos em apoiar Sampaio da Nóvoa mas ao fazê-lo com tanta antecedência enveredou por caminhos (muito) apertados dos quais não deverá sair sem mácula.

Os eleitores em seu tempo o dirão!

 

Os Antóni(m)os deste país

Começo a ver na fila demasiados nomes para presidenciáveis.

Alguns já eram mais ou menos conhecidos e aceites por todos. Caso de António Guterres ou Marcelo Rebelo de Sousa. Agora surgem um ror de outros políticos também eles com a ideia de chegarem ao palácio de Belém, nas próximas eleições. E já nem falo dos candidatos que a esquerda sempre apresenta para… perderem.

Para além dos dois que já referi, li que António Vitorino ou António Sampaio da Nóvoa por parte do PS, Rui Rio e Pedro Santana Lopes por parte dos partidos do governo podem também avançar.

Mas há algo que alguns se esqueceram. O lugar mais alto da Nação deve ser ocupado por alguém com postura de estadista. Ora se olharmos bem para os eventuais candidatos só o antigo primeiro-ministro socialista tem esse perfil. Todavia “cheira-me” que os seus desejos não se limitam a este rectângulo à beira mar plantado e prefere o lugar de Secretário Geral da ONU.

E o problema reside aqui. Se Guterres não avançar o PS vai ter algumas dificuldades em impor um candidato à esquerda, que facilmente aceitaria o Engenheiro como a cara duma mudança que se pretende efectiva e responsável.

O que equivale dizer que este ano de 2015 vai ser um bico-de-obra para todos os partidos. O actual governo já se está a imaginar fora disto tudo e sentado calmamente no hemiciclo de S. Bento a gozar com as asneiras do PS. Este com António Costa à cabeça, que não descola para a maioria, vai tentar fazer tudo para se manter em funções o mais tempo possível. E entretanto logo no início de 2016 temos as tais presidenciais.

Vai ser um ano repleto de Antóni(m)os.

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