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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Entre o passado e o futuro

Durante os cinco dias que estive ausente no campo deu para pensar. E muito.

Revi a minha vida passada, tentei perceber o meu presente e acima de tudo receei pelo meu futuro.

A idade encarregar-se-á naturalmente de me colocar na reforma num futuro mais ou menos próximo. E esse será um momento quiçá estranho: num dia tenho de cumprir horários para no dia seguinte deixar de o fazer. Assim com um simples estalar de dedos.

No entanto não é esse tempo que receio, mas unicamente não ter o tempo suficiente para dar luz a alguns projectos, que vão enchendo a minha mente, antes de ir desta para melhor.

Jamais passarei de um escritor mediano para não dizer sofrível. Mas mesmo assim gostaria de deixar aos meus herdeiros um pequeno património, mais ou menos intelectual, e do qual todos se orgulhassem. Todavia para que isso aconteça  necessito trabalhar muito mais na escrita. Não imagino sequer se terei oportunidade de o fazer.

Entre o passado já longínquo, onde assentam as minhas boas e más memórias e o futuro claramente incerto, reside o presente, o momento actual que vou desbravando com aquele sentimento de que a vida deve ser vivida cada hora, minuto e segundo sem quaisquer temores.

Diferenças... modernas!

Na passada sexta-feira fui ao teatro. Mais propriamente ver a peça mais recente de Filipe La Féria, no Politiema. Uma revista engraçada, todavia muito longe do sucessso que foi o "Amália", que vi por diversas vezes, ou mesmo de "My Fair Lady".

Mas não é como crítico de teatro que aqui estou. Não me arrogo a tanto!

Comprei os bilhetes dois dias antes pela "net" e por isso paguei a menos sete euros e meio por cada bilhete. O que equivale dizer que poupei o valor de um dos bilhetes. O jantar recaíu num dos restaurantes conhecidos daquela mini "Soho" londrina.

Tudo isto para dizer o quê? Bom vamos então ao que interessa!

Durante muitos anos vi diversos espectáculos de música com as melhores bandas do mundo. E o curioso é que, ainda hoje, guardo esses bilhetes que me permitiram sentir as vibrações musicais de diferentes gerações.

Vi Rolling Stones, Pink Floyd, Metallica, Bryan Adams e muitos outros numa época em que os bilhetes eram sinal de marca. Como estes:

R_stones.jpg

p_floyd.jpgmetallica.jpg

DSC_0617.JPG

 

Anos mais tarde regresso aos espectáculos, mas para enorme tristeza minha os bilhetes perderam grande parte da piada. Vejam então a diferença:

DSC_0620.JPG

 DSC_0618.JPG

 

 

 

Com os bilhetes de teatro aconteceu o mesmo. As bilheteiras on-line são mais baratas, é certo, mas retiram parte do glamour de antigamente.

Donde concluo que nem sempre o moderno é o melhor!

Hoje como há trinta anos...

Decididamente os meus fins de semana têm muita coisa menos serem monótonos.

Desde ontem que quase não paro. E já fiz de quase tudo, um pouco!

Há trinta anos numas derivações das "Respostas a Proust" respondi que o que eu mais gostaria de fazer na vida era ter os fins de semana para descansar.

Hoje como ontem e três dezenas de anos depois continuo a pensar e a sentir o mesmo!

 

 

De Natal em Natal

 

Não tenho boas lembranças dos Natais da minha infância. Mais… foi durante a minha meninice e por esta quadra que sofri a minha primeira enorme decepção de vida.

 

 

Naquele tempo não havia Pai Natal, só o Menino Jesus. E sem bem que nunca tenha percebido como é que aquela Santa personagem conseguia estar em todo o lado ao mesmo tempo, a verdade é que respeitava e admirava a figura mais frágil do presépio. Só que naquela noite as coisas correram realmente tão mal que acabaram por me desvendar o mistério de quem era o Menino Jesus, tentando dessa forma minimizar estragos. Todavia o choque da revelação foi tão grande que só me refiz totalmente do trauma quando já tinha filhos.

Durante os anos seguintes e que mearam entre estes tristes acontecimentos e o nascimento do meu filho varão, olhei normalmente para o Natal com alguma apreensão e acima de tudo com natural desprendimento.

 

 

Mas a vida é fértil em ensinamentos e rapidamente entendi que o Natal teria de ser algo deveras diferente, para melhor, do que fora enquanto menino. E os sorrisos e olhares dos meus filhos perante a árvore de Natal culminando nos tão brilhantes presentes, constituíram um capital de ganho dificilmente substituíveis.

 

E hoje?

 

Hoje o meu Natal significa essencialmente estar perto da família. Ascendentes e descendentes como companhia, risos e conversas em cada ano renovadas. Acepipes sempre apetecíveis e a reclamar prova.

 

Hoje o meu Natal é paz e uma serenidade perante o futuro cada vez mais incerto.

 

Hoje o meu Natal é lembrar-me que nesta época há quem nada tenha para comer e ninguém com quem celebrar.

 

Hoje o meu Natal é não esquecer os que estão doentes ou desempregados.

 

Hoje o meu Natal é descobrir em cada ser humano uma fonte de esperança num mundo melhor.

 

Hoje o meu Natal é um presépio onde não há nenhum menino nas palhinhas deitado, apenas um homem sentado numa velha pedra, aguardando pacientemente que do céu surja uma estrela que lhe ilumine o caminho.

 

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