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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Reencontro

Reencontrei-me hoje com ele. Após nove meses de separação, mais ou menos forçada, voltámos a encontrar-nos.

Eu e o mar! Mar, mar, mar...

Este mundo profundamente anil tão poderoso que nenhum homem domina. Esta espécie de fantasma que assustou navegadores portugueses nas suas demandas pelo Mundo desconhecido. Esta força da Natureza que acolhe um outro submundo recheado de peixes e náufragos.

Desde Setembro passado que eu e o mar só nos víamos ao longe sem direito àquele abraço. Mas hoje abracei-o num mergulho assaz rápido, já que aquele se apresentou muito frio. Como sempre, aliás!

Hoje, primeiro de Junho e primeiro dia da época balnear e Dia da Criança nada melhor que regressarmos à praia para nos tornarmos, uma vez mais, meninos e meninas. Nem que seja por breves instantes.

Qual a criança que não gosta de praia?

Tradição nas minhas férias!

Todos os anos nas minhas férias de praia há um dia assim: triste e plúmbeo.

Ainda não tinha acontecido este ano| Foi hoje.

Levantei-me relativamente cedo, mas quando abri a janela notei naquele aglomerado de cinzentos a prever bátega.

Todavia fui mesmo à praia e na caminhada que fiz acabei por tirar esta foto onde o Cabo Espichel sempre tão vísivel quase se confundia com o algodão do céu.

praia_27_08_2018_1.jpg

Já de regresso à origem foi a vez de olhar a serra de Sintra e toda a costa do Estoril. Também ela estava atapetada de um cinzento pouco convidativo.

praia_27_08_2018.jpg

Apenas o mar se mantinha brando e convidativo a um mergulho.

A chuva acabou por chegar levando a maioria dos banhistas de regresso aos lares. Mantive-me até mais tarde... Todavia o frio que soprava do lado do mar empurrou-me também para casa.

Mas amanhã haverá mais... praia!

 

 

A praia não é uma lixeira

Tenho perfeita consciência que esta é uma batalha perdida. Mas enquanto puder e tiver dois dedos de testa e achar que faz sentido esta demanda, aqui estarei.

O assunto é neste espaço repetido. Comecei por falar dele em 2012, Depois veio 2013 e 2015. E em ambos voltei a referir o assunto. Em 2016 e 2017 refressei ao tema.

Falo como devem calcular do lixo nas praias. Curiosamente no último ano vi umas iniciativas ali para os lados da linha do Estoril, mas deste lado do Tejo a coisa tende para o esquecimento.

Todavia e como se diz para a minha aldeia "nem sempre o Diabo está atrás da porta" o que equivale dizer que há actos que acabam por ter algum efeito nas pessoas.

Estou há uma semana de férias. Mas só hoje efectivamente conseguimos pegar num saco de plástico e na nossa habitual caminhada carregamo-lo de muito lixo que fomos apanhando à beira mar. Algum dele foi obviamente trazido pelo mar, vindo sabe-se lá de onde. No entanto a maioria era lixo balnear.

Eis então dois veraneantes que em vez de aproveitar o sol e o mar vão calcorreando a areia molhada e seca na busca de todo o tipo de lixo. Os plásticos são a graaaaande maioria. Depois há embalagens de todo o género, garrafas, cordame, palhinhas e os invólucros dos maços de tabaco e das palhinhas dos sumos.

Hoje em hora e meia de caminhada apanhou-se dois sacos dos quais reporto a fotografia de um deles.

20180822_114548.jpg

Mas o melhor estaria ainda para vir. Um pai indicou ao filho pequeno um pedaço de lixo que encontrou à beira-mar e mandou-o depositar no nosso saco.

O primeiro exemplo foi dado. Pode ser que se espalhe...

Finalmente, um cavalheiro abordou-nos e deu-nos efusivamente os parabéns pela nossa iniciativa.
São assim estes pequenas alegrias que fazem com que ainda tenhamos coragem para continuar nesta batalha.

Até que a praia fique limpa, pois esta não é, de todo, uma lixeira!

 

Praia em discurso directo!

Invariavelmente quando chego à praia, monto o meu estaminé e parto para a minha caminhada de uma hora.

Quando regresso tento ir ao banho. Mas para isso é necessário aquela coragem. Que nem sempre tenho.

Molhado ou enxuto assim que chego ao meu lugar aproveito o sol e deito-me na areia quente. É então que surge aquele momento tão especial em que passo a escutar o que me rodeia:

- ... vai ele naquela sua maneira... coiso... sabes como é...

- Há bolos, pão com chouriço, há merenda, há bolas com creme. sem creme e há bolas de "chiclate"...

- .... ai, ai, ai, então... isso não se diz!

- Atira, atira... boa!

- Queres ir com o avô á agua?

- Há o epá, há o calipo, há cerveja fresca e água...

- Não é necessário... trouxemos almoço...ficamos até tarde por aqui...

- Aquilo era penalti alguma vez?

- Fonix... já me magoaste...

- Jean Pierre vien ici ou levas um estalo!

- Mas ela irá casar com o outro?

- Isto é trunfo,,, a vaza é minha. Deixa-te de tretas...

- Ó mãe o Pigmélio tirou-me a pá...

- Ui... eram cerca de 300 convidados...

- Vamos ao café?

Entretanto adormeço!

Banho no mar: coragem precisa-se!

Adoro praia.

É o único momento em que realmente descanso. Depois a permanente presença do mar e aquela minha velha paixão de querer ser marinheiro...

Finalmente a companhia de um bom livro. Já para não falar da presença sempre importante da família.

No entanto a ida à praia requer (quase) sempre um banho de mar.

Pois… mas é aqui que a "porca torce o rabo" e eu que até sou encalorado, quando é para entrar lá dentro daquele verde... 

Tudo porque a praia que frequento tem uma água que deve ser importada directamente do Pólo Norte de tão fria que é. De quando em vez lá vem uma corrente vinda de sul que trás um pouco de temperatura e com isso consigo conviver.

Contudo estes últimos dias têm sido ultrajantes para mim. Assumo.

Sempre que entro no mar sobe-me aquele arrepio que quase fico paralisado. Falta-me a estaleca para enfrentar não as ondas, mas tão-somente o gelo daquele mar.

Portanto… banhos de mar… coragem precisa-se!

The end!

Dei por hoje finda a minha época balnear.

Desde Março ou Abril que aproveito, sempre que posso, para dar um passeio até à praia. Entretanto foram as férias... também eelas de praia.

Mas hoje dei por finda esta benesse que ofereço a mim mesmo. E aos meus.

É que a partir da semana que vem temos... azeitona. Na aldeia dos meus pais.

Ontem à noite recebi a seguinte mensagem: "Está toda preta". Sinal que a azeitona está madura e pronta para ser apanhada.

Portanto durante os próximos fins de semana, partirei em busca dos viúvos bagos que darão (ou não) o esperançoso azeite.

Entretanto no próximo dia 8 estarei em Lisboa!

 

Último dia de praia

Provavelmente hoje foi o meu último dia de praia desta época balnear. Poderei regressar ao areal, mas será de forma diferente e claramente mais agasalhado (ou não!!!).

De uma forma ou de outra despedi-me do mar azul que durante três semanas me recebeu, sempre de água límpida, porém muito fria.

Nos últimos minutos observei à minha volta a areia quente e fina desacertada, todavia confortável. E agradeci-lhe ter-me deixado dormitar no seu colo tantos minutos.

Despeço-me deste local com a certeza que de que por longos momentos fui aqui feliz.

Até para o ano, se Deus quiser!

 

Praia Limpa - a (minha) luta continua!

Regresso a uma problemática que todos os anos, mais ou menos por esta altura, aqui trago.

Refiro-me naturalmente à praia e à forma como esta se mantém repleta de lixo.

E a exemplo dos outros anos, os três veraneantes que constituem neste momento o clã, vão teimosamente limpando a praia.

À frente de toda a gente!

Sejam nadadores-salvadores, pescadores ou meros utilizadores da praia, certo é que muitas vezes me debruço junto deles, para apanhar mais um saco, um copo de plástico esmigalhado, uma simples garrafa de vidro ou uma lata.

Percebo-lhes um olhar estranho e confuso nestes nossos gestos. Mas há muito que perdi o medo das minhas atitudes.

O ambiente merece este nosso esforço... Para bem dos vindouros!

 

Ser criança

Pois é... à beira mar olho para as crianças e percebo que nenhuma delas tem frio quando entra na água do mar.

Deste modo penso muitas vezes que gostaria de voltar a ser miúdo, não para escutar ralhetes, mas para não ter qualquer medo da água gelada, que vai invadindo as nossas praias.

Ser criança é isto também!

 

 

E ao quarto dia...

... fui a banhos.

Gosto muito de praia e por isso as férias são passadas sempre com os pés de molho.

A praia que costumo frequentar situa-se num extenso areal, onde eu faço as minhas longas caminhadas e outrossim recolho o lixo, essencialmente plásticos e vidros, deixados ou pelo mar ou pelos próprios utentes. O costume de todos os anos, aliás!

Entretanto este ano já tinha escutado queixas sobre a temperatura do mar. Uns diziam que estava mais ou menos, todavia a maioria queixou-se de estar exageradamente fria.

Constatei isso logo no primeiro dia de férias, que foi na passada segunda feira e que continuou por estes dias.

Resultado: só ontem, finalmente, consegui mergulhar na água azul do Atlântico e após muitos minutos de habituação à temperatura do mar.

Não sou friorento, nem grandemente apreciador de águas tépidas, mas este gelo na água de Verão, parece-me exagerado.

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