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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Semáforo ondulante!

Quando se começou a falar em desconfinamento veio logo ao de cima o problema das praias. Como é que se iria resolver a situação de limitar o número de pessoas.

O Primeiro Ministro falou, creio eu, em semáforos o que já de si me pareceu inviável, mas pronto ele lá saberia.

A última semana tenho estado a banhos... Uns dias surgiram mais quentes outros mais frescos, mas para mim nada disso impediu de visitar a praia da Rainha situada na margem sul do Tejo.

Para quem não conhece a praia esta faz parte de um conjunto de praias que começam na velhinha Costa da Caparica junto à Praia Nova e acaba bem perto do Cabo Espichel. Serão perto de uma vintena de quilómetros com um enorme conjunto de acessos ao areal seja através de parques de campismo e parques de estacionamento ou mesmo através de acessos quase escondidos.

Hoje de manhã, quando cheguei à praia da Rainha encontrei à entrada do areal, tal como nos dias anteriores a sinaléctica heráldica verde. O que siginificava que o número de pessoas na praia ainda seria razoável.

Todavia quando saí, bem perto das 13 horas, encontrei uma bandeira diferente. Amarela! O que quererá significar que o areal estaria quase preenchido.

bandeira_praia.jpg

Só que as praias não se enchem somente com as pessoas que ali chegam através daqueles acesso... A verdade é que há muita gente que estaciona noutros parques e depois vêm ali ter a pé, tal como o inverso também é provável e possível.

Quero então com isto dizer que pode a sinalética ser necessária, mas não neste tipo de praias... Para isto ser eficaz seria imperioso limitar a praia com uma estrutura que impedisse outros acessos. O que neste local e nesta costa tornar-se-ia quase impossível!

Mas pronto... estamos nesta onda...

A gente lê-se por aí!

Praia em tempo de pandemia!

Regressei hoje à praia após ontem ter feito uma visita relâmpago apenas para caminhar à beira-mar.

Cheguei relativamente tarde, mas a frescura da manhã não criava qualquer apetite para ir mais cedo. Ainda assim aterrei no areal pouco depois das nove e meia da manhã.

Montei o meu estaminé que corresponde ao chapéu de Sol, ao saco com as toalhas e às sandálias. Por fim eis-me à beira-mar para mais uma belíssima caminhada.

Fui e vim numa hora e um quarto, tendo feito 6 quilómetros e sessenta metros. Indicação dada pelo "gps" do telemóvel.

Saí da praia já passava do meio-dia e neste par de horas que estive a banhos constatei:

- o confinamento... já era! À hora que saí a praia estava cheia!

- a proibição de jogar à bola na praia não está implementada!

- as pessoas continuam a caminhar aos magotes muito juntas umas às outras!

- contei apenas duas pessoas com máscaras (reconheço que eu também não tinha)!

- o areal está a ser literalmente invadido por espreguiçadeiras (bem caras por sinal) não deixando espaço para os restantes veraneantes colocarem as toalhas! Um autêntico abuso!

- o lixo continua a invadir as praias sem que ninguém o apanhe! Da próxima vez lá terei de levar luvas e saco de plástico!

- e por fim e na sucessão da evidência anterior encontrei pelo menos três máscaras no chão.

Dia de Santo António!

Hoje foi dia de estreias.

A primeira foi a das idas à praia.

Era meio dia quando comecei a caminhar no extenso areal da Costa. Ao fim de uma hora e vinte e dois minutos havia caminhado 6,74 quilómetros...

Prim_dia_praia.jpg

Sem muita gente (a verdade é que 20 graus ao meio dia desconvida qualquer um a ir a banhos!) ainda assim vi algumas centenas de pessoas devidamenete... desconfinadas. Tal como eu!

Reparei nalguma polícia marítima, mas sem qualquer intervenção.

O mar estava numa temperatura muito mais agradável do que aquela que seria suposto. Nem bravo nem manso conforme o vídeo mostra... Apenas algum vento.

Já em casa estreei o meu novo grelhador que ontem levei três hora a montar... Mas ficou a funcionar perfeitamente.

A última estreia prende-se com as sardinhas... Comprei-as hoje de manhã, mas quando as arranjei e salgar pareceram-me fracas. Eram pequenas e achei que tinha feito má compra.

Na verdade o peixe saiu muito melhor que o aspecto visual que apresentava e souberam-me divinalmente... E já foram assadas no novo grelhador.

sardinhas.jpg

Portanto para um dia de Santo António foram boas as estreias de hoje!

A gente lê-se por aí!

A última caminhada!

Durante os 18 dias que estive de férias percorri a pé as praias que me levavam da Praia da Sereia à Fonte da Telha. São cerca de 3 quilómetros e que me fazia gastar mais de uma hora da manhã.

Que, no entanto, foi sempre bem empregue.

Contudo no último dia achei que seria importante guardar uma recordação visual e sonora destas minhas caminhadas.

Nesta manhã a maré estava vazia, mas com tendência já para subir. Mas no areal estendia-se um outro mar de aves, geralmente conhecidas por gaivotas, que procuravam nos caranguejos trazidos pela maré a refeição do dia.

Foi já bem perto da Praia da Nova Vaga que parei e deixei que o telemóvel registasse, durante apenas um breve minuto, o mar com as suas ondas mansas sempre vigiadas pelas tais gaivotas que sobrevoavam o anil salgado. 

Somente para mais tarde recordar!

Odeceixe - Costa Vicentina no seu melhor!

Na passada quinta-feira pus-me a caminho até Odeceixe em pleno Algarve. Porquê esta praia ainda estou para saber...

Um diua escutei alguém dizer que a melhoir praia da Costa Vicentina seria esta e fiquei curioso. Ora como a curiosidade é a mãe de muitos males (e bens!!!) eis-me no carro a caminho da costa atlantica.

Optei por seguir em auto-estrada até Alcácer depois saí para Grandola e apanhei um IP qualquer que me levou até perto de Sines.

Aqui entre«i numa estrada nacional e após muitos quilómetros e depois de ter passado Vila Nova de Milfontes e Zambujeira lá encontrei a primeira referência a Odeceixe. Creio mesmo que já estaria em S. Teotónio, mas não sei precisar.

Após uma ponte lá estava a indicação da povoação e logo a seguir a seta a apontar Praia de Odeceixe. Deixei o carro fora da povoação, que me parece demasiado pequena para o enorme movimento de veraneantes.

Primeiro uma volta para ver as paisagens e tirar umas fotos,

DSC_0041 (1).JPG

DSC_0037.JPG

escolher o restaurante para almoçar e finalmente a praia.

Neste local desagua o Rio Mira que não obstante o ano seco ainda trazia algum caudal.

DSC_0043.JPG

A foz do rio na junção com o mar é serena e apresenta uma calma sadia e convidativa a banhos. O mar neste dia estava escrespado, de tal maneira que colocaram a bandeira vermelha. Afoitavam-se  somente alguns surfistas, mas sempre com o olhar atento dos Nadadores-salvadores.

Sinceramente gostei do local, da pria, da paisagem e essencialmente da praia. Falta, quiçá, uma maior oferta na área da restauração. No entanto realço que comi rapidamente sem grandes demoras. O preço foi dentro da normalidade para o local e época.

Um local a revisitar numa outra altura menos movimentada.

Quem cuida... descansa!

Estamos em tempo de férias. O país pára e não é só por causa das greves... Parece normal. Deste modo compreende-se que as famílias também queiram estar de férias... delas próprias.

E dos filhos, por exemplo... 

Deste modo entendo que na praia se dê liberdade às crianças deixando os pais por breves e austeros momentos gozar do sol retemperador. No entanto para que os acontecimentos não apresentem resultados nefastos será sempre bom ter, como dizia o velho comerciante: olho no burro e olho no cigano.

Esta manhã na praia que frequento uma mãe surgiu aflita porque o filho pequeno desaparecera. Corrida para um lado e para o outro, a suposta tragédia foi relativa porque a criança apareceu rapidamente. Perdera o norte do chapéu familiar.

Mas este breve caso acordou-me para a realidade que todos os dias me deparo na praia. Enquanto há pais que não largam as crianças à beira-mar mesmo que já tenham uma idade razoável, a maioria das crianças estão sozinhas e sem qualquer supervisão.

Nem sequer imagino se estão devidamente sensibilizadas para não se aventurarem na água. Porém o mar é quase sempre pouco simpático e uma onda mais forte pode originar um terror familiar.

Durante muitos anos passei férias com quatro crianças. Dois filhos e dois sobrinhos. Mas nunca deixei de os supervisionar mesmo que fosse somente à distância. 

Gozei menos férias? Não fez mal... Dormi muito mais descansado!

Reencontro

Reencontrei-me hoje com ele. Após nove meses de separação, mais ou menos forçada, voltámos a encontrar-nos.

Eu e o mar! Mar, mar, mar...

Este mundo profundamente anil tão poderoso que nenhum homem domina. Esta espécie de fantasma que assustou navegadores portugueses nas suas demandas pelo Mundo desconhecido. Esta força da Natureza que acolhe um outro submundo recheado de peixes e náufragos.

Desde Setembro passado que eu e o mar só nos víamos ao longe sem direito àquele abraço. Mas hoje abracei-o num mergulho assaz rápido, já que aquele se apresentou muito frio. Como sempre, aliás!

Hoje, primeiro de Junho e primeiro dia da época balnear e Dia da Criança nada melhor que regressarmos à praia para nos tornarmos, uma vez mais, meninos e meninas. Nem que seja por breves instantes.

Qual a criança que não gosta de praia?

Tradição nas minhas férias!

Todos os anos nas minhas férias de praia há um dia assim: triste e plúmbeo.

Ainda não tinha acontecido este ano| Foi hoje.

Levantei-me relativamente cedo, mas quando abri a janela notei naquele aglomerado de cinzentos a prever bátega.

Todavia fui mesmo à praia e na caminhada que fiz acabei por tirar esta foto onde o Cabo Espichel sempre tão vísivel quase se confundia com o algodão do céu.

praia_27_08_2018_1.jpg

Já de regresso à origem foi a vez de olhar a serra de Sintra e toda a costa do Estoril. Também ela estava atapetada de um cinzento pouco convidativo.

praia_27_08_2018.jpg

Apenas o mar se mantinha brando e convidativo a um mergulho.

A chuva acabou por chegar levando a maioria dos banhistas de regresso aos lares. Mantive-me até mais tarde... Todavia o frio que soprava do lado do mar empurrou-me também para casa.

Mas amanhã haverá mais... praia!

 

 

A praia não é uma lixeira

Tenho perfeita consciência que esta é uma batalha perdida. Mas enquanto puder e tiver dois dedos de testa e achar que faz sentido esta demanda, aqui estarei.

O assunto é neste espaço repetido. Comecei por falar dele em 2012, Depois veio 2013 e 2015. E em ambos voltei a referir o assunto. Em 2016 e 2017 refressei ao tema.

Falo como devem calcular do lixo nas praias. Curiosamente no último ano vi umas iniciativas ali para os lados da linha do Estoril, mas deste lado do Tejo a coisa tende para o esquecimento.

Todavia e como se diz para a minha aldeia "nem sempre o Diabo está atrás da porta" o que equivale dizer que há actos que acabam por ter algum efeito nas pessoas.

Estou há uma semana de férias. Mas só hoje efectivamente conseguimos pegar num saco de plástico e na nossa habitual caminhada carregamo-lo de muito lixo que fomos apanhando à beira mar. Algum dele foi obviamente trazido pelo mar, vindo sabe-se lá de onde. No entanto a maioria era lixo balnear.

Eis então dois veraneantes que em vez de aproveitar o sol e o mar vão calcorreando a areia molhada e seca na busca de todo o tipo de lixo. Os plásticos são a graaaaande maioria. Depois há embalagens de todo o género, garrafas, cordame, palhinhas e os invólucros dos maços de tabaco e das palhinhas dos sumos.

Hoje em hora e meia de caminhada apanhou-se dois sacos dos quais reporto a fotografia de um deles.

20180822_114548.jpg

Mas o melhor estaria ainda para vir. Um pai indicou ao filho pequeno um pedaço de lixo que encontrou à beira-mar e mandou-o depositar no nosso saco.

O primeiro exemplo foi dado. Pode ser que se espalhe...

Finalmente, um cavalheiro abordou-nos e deu-nos efusivamente os parabéns pela nossa iniciativa.
São assim estes pequenas alegrias que fazem com que ainda tenhamos coragem para continuar nesta batalha.

Até que a praia fique limpa, pois esta não é, de todo, uma lixeira!

 

Praia em discurso directo!

Invariavelmente quando chego à praia, monto o meu estaminé e parto para a minha caminhada de uma hora.

Quando regresso tento ir ao banho. Mas para isso é necessário aquela coragem. Que nem sempre tenho.

Molhado ou enxuto assim que chego ao meu lugar aproveito o sol e deito-me na areia quente. É então que surge aquele momento tão especial em que passo a escutar o que me rodeia:

- ... vai ele naquela sua maneira... coiso... sabes como é...

- Há bolos, pão com chouriço, há merenda, há bolas com creme. sem creme e há bolas de "chiclate"...

- .... ai, ai, ai, então... isso não se diz!

- Atira, atira... boa!

- Queres ir com o avô á agua?

- Há o epá, há o calipo, há cerveja fresca e água...

- Não é necessário... trouxemos almoço...ficamos até tarde por aqui...

- Aquilo era penalti alguma vez?

- Fonix... já me magoaste...

- Jean Pierre vien ici ou levas um estalo!

- Mas ela irá casar com o outro?

- Isto é trunfo,,, a vaza é minha. Deixa-te de tretas...

- Ó mãe o Pigmélio tirou-me a pá...

- Ui... eram cerca de 300 convidados...

- Vamos ao café?

Entretanto adormeço!

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