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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Poupar hoje (água) para (a) ter amanhã!

Ultimamente passei a dar a contagem da água aos serviços municipalizados do concelho onde resido habitualmente. Tudo porque todos os meses as contas vinham em crescendo.

Portanto amanhã vai ser mais um desses dias.

Entretanto as facturas que vou recebendo mensalmente vêm bem pormenorizadas já que podemos perceber quanto gastámos de água desde certa data e o valor, em euros, despendido diariamente. Foi nestes pormenores quase estatísticos que percebi, por exemplo, em 61 dias gastou-se cá em casa 27 mil litros originando uma média de… 443 litros por dia.

Quando vi este número fiquei a pensar: não pode ser, alguém está errado. Pareceu-me quase impossível que quatro alminhas, ainda por cima reformadas, gastassem diariamente tanta água.

Pus-me a pensar e a tentar imaginar quanta água se despenderia para tomar banho, para fazer a comida, para lavar a loiça e para a roupa. Já para não falar das regas da horta e jardim.

Fui calculando, assim por alto, e fui somando para finalmente deparar com valores ainda maiores dos apresentados na factura da água.

Numa época em que a água é escassa, gastar diariamente mais de 400 litros parece-me um tanto exagerado.

Portanto se já poupava água, a partir de agora terei de ter ainda mais cuidado nos gastos com este preciosíssimo líquido.

Porque temos de poupá-la hoje se a quisermos ter amanhã!

No poupar é que está o ganho

Enquanto jovem e sem responsabilidades fui um assumido gastador. E nem me lembro para onde foi tanto “graveto”.

Desse tempo recordo os repetidos almoços e jantares com muitos amigos e sempre profusamente regados, as noites sempre muito bem acompanhadas de amigas, tardes inteiras ao redor de máquinas de jogo.

Dinheiro pura e simplesmente queimado. E já nem falo do tabaco…

Mas um dia tomei consciência que havia algo mais para além da vida boémia e de um momento para o outro parei e passei a preocupar-me com outras coisas.

Trinta e cinco anos depois aquele jovem boémio e apreciador da boa vida, há muito que abandonou a filosofia de vida, passando ao invés a ser cada vez mais poupado.

Um dia aproveitei uma brincadeira com a minha mulher por causa do euromilhões e passei a guardar todas as moedas de dois euros que me apareceram nas mãos. Em Fevereiro do ano passado despejei uma embalagem.

Hoje despejei a segunda. Em menos de ano e meio 1000 euros… já que cada embalagem leva 250 moedas de 2 euros.

Uma forma de poupança sem grande dor e que no fim nos trás uma bela alegria financeira.

Melhor que jogos de sorte ou azar! Muito melhor!

"My precious"

Entrou o Fevereiro muito gelado após um Janeiro também frio e deveras seco. Entretanto uma chuvinha aqui e ali não foi suficiente para minimizar a seca de um longuíssimo estio.

Portugal tem de se preparar para o futuro no que respeita à gestão dos seus recursos hídricos. As famílias geralmente mostram grande desperdício, não se preocupando minimamente em poupar um recurso escasso e cada vez mais valorizado.

Ora então como se mudam os costumes dos cidadãos que durante muitos anos se habituaram a ter algo sem se preocuparem em saber como aparece em casa?

Creio que a escola é o local perfeito para se começar a ensinar como poupar água. E pelo caminho escolar, pelo menos até ao secundário, deveria haver um momento dedicado somente à água. Talvez assim os futuros engenheiros e doutores se preocupem em salvaguardá-la.

Estou de partida para a aldeia, para a Beira Baixa, onde a chuva não aparece como deve ser faz muito tempo. Os poços estão quase todos secos assim como as pequenas charcas, fontes e minas.

Nas terras cresce pouca erva e quem sofre é o gado.

Por isso insisto na ideia de que cada vez mais temos de poupar este preciso líquido. Sempre e a todo o instante. De forma a evitar uma anormal desertificação de terrenos...

Porque o futuro é já ali!

Reeducar o povo!

 

Um destes dias ouvi  o seguinte comentário:

 

"Esta crise está obrigatoriamente a reeducar a nossa população."

 

Dito assim de chofre, a conclusão pareceu-me descabida e desprovida de sentido. Mas curiosamente não caiu em saco roto… Durante dias fiquei a matutar nas palavras tentando dar-lhes um sentido mais lógico e coerente.

 

A acrescentar a esta minha confusão ouvi outrem concluir que a actual juventude portuguesa nunca fora sujeita a grandes sacrifícios.

 

Foi então que associei estes dois nacos de prosas e as juntei como peças de um só puzzle. Percebi então o verdadeiro sentido das duas frases. E constato com enorme pesar que ambas referem uma nova realidade para a qual a nossa sociedade não se encontrava preparada quanto mais educada.

 

Não quero com isto dizer que concorde com a filosofia de uma sardinha para três como sempre ouvi falar aos meus pais e avós… mas admito que agora são três sardinhas para uma só pessoa… (se não forem mais!).

 

Por isso hoje, grande parte dos jovens não sabem o que são sacrifícios. Tudo lhes é apresentado sem exigência nem esforço. Assumimos que as crianças não são culpadas por virem ao mundo (o que até é verdade!) e há que lhes fornecer tudo do bom e do melhor sem pedir nada em troca. E para que tudo isso aconteça empenhamo-nos até ao máximo que a nossa carteira pode fornecer hipotecando outros futuros.

 

E as crianças crescem e tornam-se adultos, despreocupadas com os seus futuros, porque assim foram educadas. Assumiram que ao Estado tudo cabia conceder e resolver.

 

Só que… aconteceu o inevitável: Portugal, assim como outros países periféricos do Centro da Europa, acabaram por vir a sofrer com as politicas despesistas e sem controlo por partes de diversos governos, mais preocupados com os interesses partidários, do que com a gestão pensada e correcta de um país já por si só pobre e sem quaisquer recursos com os quais partilhe riqueza pela restante população.

 

Voltamos desta forma ao âmago desta minha reflexão:  “é premente reeducar este povo”.

 

Para tal não basta só cortar em vencimentos e subsídios dos trabalhadores. Há que cortar no Estado e nas suas tão conhecidas "gorduras". Mas cortar mesmo, sem receios nem subterfúgios.  Cabe ao Estado dar o exemplo para que o povo aceite o que aquele lhe quer impor.

Não devem ser sempre os mesmos a arcar com as responsabilidades de antigas (más) gestões governativas. E deve-se exigir contas a quem durante muitos anos apenas se preocupou com uma coisa:

 

“GASTAR, GASTAR VAMOS!”

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