Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Filosofia à portuguesa!

Em Portugal a corrupção é assim como o nosso Vinho do Porto: pode-se não beber, mas está ali sempre à mão para uma eventualidade.

Ouso mesmo acrescentar que quase todos os portugueses já deitaram mão dessa garrafa, seja por necessidade premente ou por mero ensejo de chegar mais longe.

Não falo obviamente daquela grande corrupção que envolve políticos, empresários e demais DDD, mas somente daquele favorzito que se pede ao senhor presidente da Junta prometendo votar nele nas próximas elelições ou um simples pedido de emprego como servente lá na empresa por troca daquele presunto e da garrafa de vinho especial!

Começa-se sempre por baixo, onde a corrupção quase nem se nota, ou se se nota ninguém liga, porque "hoje és tu, amanhã serei eu"! Mas a coisa tende a crescer... em pesos e envolvidos. Da Junta de Freguesia passa ao Presidente da Câmara e deste a um adjunto de alguém conhecido. E a partir daqui... será sempre a escalar!

A corrupção vive tatuada na génese lusa... E há-de ficar para sempre! Porque está intimamente ligada àquela filosofia "tão nossa" do desenrascanço, que assenta na conhecida ideia: não importa como se resolve a situação... o que conta é que fique solucionada!

Portanto não vale a pena preocuparmo-nos com o que irá acontecer daqui para a frente em termos políticos, porque saindo estes, logo entram outros com a mesma filosofia!

Sempre foi assim e sempre será!

Cidadania à portuguesa - um (mau) exemplo!

Antigamente todas as pastelarias tinham serviço de mesa. Fosse um café, um chá, um pequeno-almoço ou uma saborosa merenda havia sempre alguém que vinha à mesa perguntar pelo serviço. Hoje tudo isto caíu em desuso, exceptuando ainda alguns casos muitos pontuais, e se desejamos comer ou beber temos de ir ao balcão, pedir, pagar e munidos de um tabuleiro, eis-nos em busca de uma mesa.

Esta mudança faz parte do actual paradigma da restauração: menos despesa, mais ou maiores lucros.

Entretanto a mim não me aflige ir ao balcão pedir a minha comida para depois pegar no tabuleiro e levá-lo até à mesa, comer e finalmente colocá-lo num local próprio onde será levado. O que estranho são os clientes que vão ao balcão, tal como eu, pegam nos seus repletos tabuleiros, comem e depois abandonam a loiça na mesa, como "se lhe caíssem os parentes na lama" só por pegarem num tabuleiro vazio e colocá-lo na armação dos tabuleiros sujos.

São nestes gestos mais simples e mais singelos que se percebe a pouca cidadania de muitos dos portugueses. A anos-luz de muitos outros povos europeus!

Esperteza lusa!

Contaram-me uma história passada recentemente num supermercado, mas não imagino se foi verdade ou mentira.

Então relataram-me assim: uma médica foi ao dito supermercado. Estava bem mascarada quando reparou que entre os clientes estava um que um par de horas antes havia comparecido no seu consultório com a indicação de infectado com Covid.

Perante a situação e para não criar nenhum reboliço a tal médica dirigiu-se ao segurança do supermercado e comunicou que entre os clientes estava um infectado.

A médica regressou às suas compras para de repente escutar nos altifalantes: estimados clientes agradecemos que quem estiver infectado com Covid19 que saia rapidamente do estabelecimento sem compras.”

Ao que parece saíram 9 pessoas que estavam presentes…

Pode ser uma mera brincadeira, repito que não imagino se foi verdade, mas há nesta estória uma característica bem portuguesa e que se prende com a estúpida ideia de que a lei existe para ser sempre ludibriada.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

O meu livro

Os Contos de Natal

2021
2022

Arquivo

  1. 2024
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2023
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2022
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2021
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2020
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2019
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2018
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2017
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2016
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2015
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2014
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2013
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2012
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2011
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2010
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2009
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D
  209. 2008
  210. J
  211. F
  212. M
  213. A
  214. M
  215. J
  216. J
  217. A
  218. S
  219. O
  220. N
  221. D