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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Outra vez debaixo do colchão!

A vida para os Bancos, sejam eles estrangeiros ou portugueses, não tem sido (nada) fácil. É certo que durante muitas décadas a Banca, tal como o País, viveu muito acima das suas possibilidades. Ou dito de outra maneira tudo foram facilidades desde que fosse para emprestar dinheiro. O pior era pagar...

Correu inexoravelmente o tempo e com este vieram as crises e os Bancos começaram a tombar que nem tordos em tempo de caça. As econemias deram um trambolhão e daí as taxas europeias de empréstimos cairam de tal forma que passaram a ser negativas.

Posto isto as instituições financeiras, cujo negócio seria vender dinheiro, passaram a não o poder fazer ou a fazê-lo de forma mais comedida.

A economia no espaço europeu tardou em crescer (e ainda não cresce no desejo de muitos!!!) o que originou naturalmente uma menor procurar de créditos.

Com este panorama tão cinzento, para não lhe chamar negro, os Bancos começaram a procurar outras fontes de rendimento. É assim que nascem as comissões sobre tudo e sobre nada. Os cheques custam actualmente uma fortuna quando antigamente eram gratuitos, o que leva a maioria das pessoas a não usarem esta forma de pagamento.

Os cartões de débito e crédito tem altas taxas de manutenção. Os levantamentos ao Balcão, que não sejam através de cheque, são outrossim gravemente taxados. Depois são os títulos em carteira, as transferências entre bancos, alguns pagamentos, tudo vítimas das tais comissões.

É certo que agora há um preçário para toda a espécie de serviços, mas será que alguém os lê?

Resumindo... caminhamos assim para que um destes dias deixarmos de ter dinheiro no Banco e passar a tê-lo em casa, escondido quiçá num colchão, de forma a não ser desviado para e por mãos indecorosas.

Presidente da República: um cargo a prazo!

 

Há coisas na política que realmente eu não entendo. E uma delas prende-se com alguns ilustres da vida portuguesa, que adoram chegar-se à frente.

 

Falo claramente de alguns “presidenciáveis”. A tão longa distância das eleições presidenciais há já quem se assuma como “não-candidato”… Como se esta figura fosse tão ou mais importante que um candidato.

 

Acredito que por esta hora já se estejam a fazer suposições sobre eventuais candidatos a candidato e em face disso a tentar contar espingardas para uma longa batalha sem ter vencedor (para já!) antecipado.

 

Abordo este tema porque não gostei do que o Professor Marcelo disse esta noite na TVI. Como pode dizer que não é candidato quando ninguém, que eu tivesse ouvido, referiu que o Prof seria o candidato do Governo a PR.

 

A opinião de alguns comentadores não chega para um possível candidato deixar de ser uma possibilidade e passar a ser uma certeza. Por muito que custa a alguns pseudo-candidatos.

 

É por estas e por outras que os políticos são vistos na maioria como gente sem carácter nem categoria, para ocuparem os lugares para os quais foram “chamados” em nome de uma tal de democracia.

 

Entristece-me profundamente que estejamos (quase) todos, desde 2011, a pagar uma pesadíssima factura, para a qual não contribuímos, e os verdadeiros culpados, na sua emissão, continuem a pulular por aí, como de perfeitos inocentes se tratassem.

 

E provavelmente ainda consideram que estão em condições para irem a PR.

Tristezas e desilusões de um português

Este país entristece-me profundamente!

Olho ao meu redor e só vejo desilusão a rodos!

Deixei de acreditar nos governantes,

Nos políticos,

Nos partidos,

No Presidente da República,

Nos juízes,

Nos sindicalistas,

Nas autoridades,

Nos professores,

Nos alunos,

Na escola,

Na cultura,

E pasme-se até deixei de crer na Selecção Nacional.

Durante os anos setenta, Paco Bandeira cantava uma canção em que a determinada altura dizia “não acredito não/em quem me promete o céu/ sem poder dar o chão.

Curiosamente já naquele tempo o povo se sentia triste e vilipendiado pelos políticos e governantes. Entre estes podemos encontrar o antigo PM e mais tarde PR Dr. Mário Soares, hoje tão crítico das actuais políticas. Terá razão no que afirma, porém calculo que se esqueceu do que fez ou mandou fazer, enquanto liderava Portugal. Tal como Jorge Sampaio, que duma forma, quiçá mais comedida, aproveitou também para lançar achas para uma fogueira que já consome demasiado combustível humano.

Enfim o futuro deste país está irremediavelmente hipotecado por imensos erros de 30 anos de (más) governações.

A tristeza que me assola não representa obviamente apenas o meu sentir, mas de muitos e ilustres desconhecidos lusos. Especialmente daqueles que descontaram toda uma vida e agora nem têm direito ao retorno merecido.

Portugal primeiro

 

A selecção Nacional joga hoje o seu apuramento à fase final do Mundial no Brasil. E mesmo que o acesso não seja directo (ai aquele empate com a Irlanda em casa!!!) temos quase garantido o acesso ao “play-off” onde seremos cabeça-de-série.

 

Paulo Bento, tendo em conta algumas lesões, está obrigado a alterar a equipa base, que tem atravessado este apuramento. No entanto, mesmo com as alterações, a selecção está obrigada a ganhar. Não só pelo resultado e o que dele pode advir, mas acima de tudo pelo país.

 

Não pretendo lançar neste espaço qualquer táctica para o jogo desta noite, mas é certo que os olhos dos portugueses vão estar pregados no rectângulo televisivo, ansiosos e desejosos por uma alegria. E como dela andam necessitados…

 

E aos jogadores só se pede uma coisa: empenhamento! Porque futebol há com fartura e em qualidade naqueles pés.

Merkel versus Merkel e outras considerações

 

Como é já sobejamente conhecido, a Angela Merkel sucedeu… Angela Merkel. Com ou sem maioria absoluta, a matriarca da Europa vai continuar a ditar as leis para a restante União Europeia.

 

Ainda não cheguei a entender se esta manutenção da Chanceler alemã é proveitosa ou não para Portugal. É que, bem vistas as coisas, acenaram-nos com uma ida aos mercados na passada segunda-feira e… “rien du tout”. Continuamos portanto, à espera de melhores dias ou seja, juros mais baixos.

 

A Grécia renegoceia um terceiro resgate. E de resgate em resgate o país helénico vai deixando os credores à beira de um ataque de nervos e deveras receosos de não verem um tostão dos dinheiros que emprestaram.

 

O actual governo de Pedro Passos Coelho tenta fugir a um segundo resgate, mas o mais provável é não o conseguir. A economia, mesmo crescendo a percentagem de um pelo capilar, não é suficiente para minimizar o nosso imenso défice, nas contas públicas.

 

O FMI já assumiu que a política de austeridade imposta a Portugal, destruiu um frágil tecido empresarial e com os respectivos custos económicos, sociais, políticos e acima de tudo humanos.

 

Cresce em alguns sectores a ideia de uma saída de Portugal e da Grécia do Euro! Todavia o impacto que essa decisão teria essencialmente na nossa sociedade, tornaria o nosso país perfeitamente ingovernável e sujeito às maiores atrocidades sociais que se possam imaginar.

 

Não creio, no entanto, que haja desde já esse perigo. A Alemanha tentará segurar os países europeus periféricos ou “P.I.G.S”, como chamou o Financial Times, até onde conseguir.

 

Entretanto os eurocépticos continuam atentos. E preparados!

Este país não é para velhos!

Caso 1
Há uns anos uma idosa esperava numa paragem por um autocarro que jamais aparecia. Ultrapassando detalhes, acabei por levar a senhora no meu carro aos Bombeiros, onde iria tomar uma injeção. Como não tive coragem de a abandonar coloquei-a em casa, onde vivia com um marido entrevado havia anos. Família? Não tinha!

Caso 2
No Hospital de Santa Maria uma idosa foi deixada manhã cedo para uma consulta. Após ter sido consultada descobriu que a carrinha que a levara ao Hospital só a iria recolher pelas cinco horas da tarde. Até lá teria de aguardar. Era meio-dia! Família? Uma filha que não via havia tempos. Ofereci-me, após a minha consulta, para a levar a casa. Porém teria de esperar que eu fosse também consultado. Não esperou, desapareceu entre a multidão.

Caso 3
Uma amiga octogenária caiu no chão de uma grande superfície e acabou no hospital com o diagnóstico de bacia fracturada. Ficou naturalmente acamada durante semanas. Viúva, mãe de uma filha também ela doente, esta minha amiga passou a viver do que a filha ainda assim ia preparando, sempre de má vontade. Acabámos por ser eu e a minha mulher a valer à senhora idosa: Visita a um Ortopedista por causa da bacia, a uma médica dentista devido a um abcesso e um número indeterminado de situações que exigiram a nossa presença e apoio.

Resumindo fica a questão para quem quiser ou souber responder: perceber quantos idosos se encontram nas mesmas (ou piores) situações aqui relatados, isto é, votados ao profundo abandono?

E não me respondam com a desculpa esfarrapada de que a crise é que é mãe de todos os males!

Essa já não pega…

A cidade e as serras (versão breve) - II

 

O regresso à cidade, após dois dias em terras beirãs, transtorna-me sempre. Porque gosto da pacatez dos dias, do vento revolto sacudindo com dureza as oliveiras em flor, dos silêncios que todos respeitam.

 

Nesta época de Primavera rejuvenescedora, após uma invernia de que não há muita memória, a erva verde e viçosa, cresce dia a dia alastrando os campos, dando-lhes outros tons e cores. No prado as ondas correm conforme sopra o vento.

 

Uma cobra acorda de um longo sono e esgueira-se parede abaixo em busca de comida. Um rato do campo vinha mesmo a jeito, Mas um pardal ou dos seus indefesos filhos, ainda melhor. Mas há que lutar pelo repasto. Todavia nesta altura a concorrência não parece ser demasiada.

 

As aves livres ainda de qualquer ameaça, vão compondo o novo ninho, para receber as crias. Nas margens dum pacato ribeiro algumas rãs vão dando sinal da sua presença. Os grilos cantam à desgarrada com as cigarras, melodias sonoras da Natureza.

 

Uma pedra perdida torna-se poiso ideal para me sentar e… escutar. Puxo a pala da boina para a frente e mergulho naquele ambiente campestre que me vai amenizando dos dias sombrios da cidade. É disto que eu gosto… E da água que nasce do ventre da terra e surge como vida nova.

 

Numa velha mina de água, bebe-la é privilégio de muito poucos. Fresca, cristalina, pura, sabe à liberdade que a trouxe até ali. E não pára. Porque o caminho faz-se caminhando como diria Pessoa. É a vida em todo o seu esplendor.

 

É por tudo isto e muito mais que nunca me apetece regressar!

O velho Continente doente e moribundo?

A notícia do imposto sobre os depósitos bancários em Chipre assustou a Europa, especialmente a Zona Euro.

De um momento para o outro, todas as certezas para a moeda única existir, desapareceram. Razões tinham os ingleses para nunca aceitarem as regras dos mentores da união monetária. A maioria das bolsas está hoje em queda reflectindo todos os temores de um precedente, que ao ser implementado em Chipre, pode alastrar aos restantes países intervencionadas pelas equipas da tróica.

Num ápice, como se de magia se tratasse, os depositantes começam a olhar para os bancos e especialmente para os governos como autênticos malfeitores. Se este sentimento já era mais ou menos velado, tomando em conta a inexistência de subsídios, cortes nas pensões e aumento de cargas fiscais, com este (mau) exemplo, aquela sensação deixa de ser velada para se tornar parte integrante da forma como observamos a política.

Eu olho para esta Europa, sempre tão senhora de si, e reparo com alguma tristeza que este velho Continente mudou. E para pior…

Já ninguém acredita em soluções mágicas. Com ou sem poções… Tudo não passou de um imenso logro. Nem é preciso refundar, refundir… seja lá o que for o Estado. É necessário um exemplo, alguém com coragem de pegar nisto e dizer: Basta!

Se for necessário saímos do euro. Os credores que levem as estradas e os hospitais, levem os submarinos e os navios, levem as pontes e os túneis. Já pouco nos importa… Deixem-nos apenas os dedos, que os anéis já foram!

Já aqui referi algures neste espaço que vivemos uma terceira guerra mundial. Não matará tantas pessoas como as antecessoras é certo, mas aniquila qualquer economia, derrete qualquer esperança, pulveriza qualquer futuro.

E sem futuro não sei quem consegue viver!

No poupar é que está o ganho!

 

Tal como a restante população trabalhadora portuguesa, também fui abrangido por muitos cortes salariais: no subsídio de Natal do ano passado, na (pouca) distribuição dos lucros que a minha entidade apresentou e para a qual eu contribuí, nas ajudas à formação profissional, eu sei lá.

 

Hoje, e a horas de saber as medidas compensatórias para reduzir o deficit, após a reprovação unânime da TSU, proponho aqui algumas alternativas para reduzir custos, sem grande sacrifício para os portugueses. Senão vejamos os seguintes exemplos:

 

- Nas mulheres, especialmente as Marias da Luz, passariam a chamar-se apenas Maria. Poupavam na electricidade.

 

- Os que se chamam Águas omitiriam o nome e poupavam na conta mensal do puro líquido.

 

- E finalmente todas as pessoas de nome Gaspar, chamar-se-iam apenas Par: poupavam no gás!

 

Tudo somado…

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