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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Estes turistas que nos invadem…

O conceito de turismo transformou-se em Portugal, nomeadamente em Lisboa onde a baixa pombalina passou a ser uma espácia de Nações Unidas em ponto pequeno, tal é a quantidade de gente oriunda de todo o lado que visita a capital.

Se juntarmos os emigrantes oriundos da Ásia que proliferam com lojas de recordações onde antigamente havia lojas de qualidade, temos uma mistura de povos raças e línguas impensável há uns anos.

Os turistas invadem assim a nossa cidade tomando-a literalmente de assalto. No metro, nos restaurantes, nas lojas ou simplesmente nas ruas eles exibem muitas vezes de uma prepotência que roça por vezes a imbecilidade. Nem imagino se procederão da mesma maneira nos países de origem. Quero crer que não…

Também sou turista, mas normalmente quando passeio respeito os lugares onde estou e acima de tudo a sua cultura e modo de vida dos locais.

Lisboa é neste momento um local de gente quase louca… dando razão a uma célebre personagem de BD.

Obelix_loucososromanos.jpg

 

O custo da competência!

Em Portugal há genericamente dois tipos de pessoas: os competentes, que são cada um de nós quando nos visualizamos ao espelho e os incompetentes, que são todos os que nos rodeiam e que todos os dias criticamos.

Não escrevo isto de forma crítica, pois se o fizesse entraria outrossim no grupo dos competentes. É unicamente a constatação de um facto…

O que se passa é que politicamente o país é pequeno, muito pequeno. Acrescento… demasiado pequeno. Toda a gente se conhece e todos os políticos, mais ou menos, devem favores uns aos outros. Não obstante publicamente se atacarem, a verdade é que por detrás do palco político são bons amigos. E defendem-se uns aos outros… Faz parte!

Entretanto o povo vai aceitando esta conjuntura desde que o deixem invectivar os políticos (a tal da liberdade de expressão tão arduamente conseguida!!!).

Acresce dizer que não obstante termos as facas sempre afiadas para dizer mal de alguma ou alguém, também nunca estamos disponíveis para apresentar soluções. Pois… dá muuuuuuito trabalho!

Ser governante neste país por vezes não é fácil, mesmo que o seja por devoção à causa maior, que serão sempre os portugueses. Dito de outra forma, um político não é, aos olhos de muita gente, alguém que quer ter também uma vida normal fugindo aos holofontes luminosos a que está sempre sujeito.

Mas adiante…

Tenho lido por aí alguns textos e essencialmente comentários, na maioria pouco simpáticos, sobre o convite endereçado e aceite pelo ex-vice presidente do CDS, Adolfo Mesquita Nunes, para a Administração da Galp sem funções executivas.

Quem critica terá eventualmente esquecido que a Galp é uma empresa privada e portanto tem o direito de convidar para a sua administração quem muito bem lhe aprouver.

Certo é que são diversos os casos de pessoas que saem de funções governativas para abraçarem carreiras empresariais: Pina Moura, Jorge Coelho, Ferreira do Amaral são dos exemplos mais conhecidos e que agora me vêm à ideia.

O caso do ex-Secretário de Estado do Turismo do governo de Passos Coelho surge, a meu ver, como um não caso. No tempo do seu magistério pré-geringonça li e ouvi algumas opiniões sobre o bom trabalho do advogado e autarca. De tal forma que as bases que originaram uma economia turística crescente, tem beneficiado, e de que maneira, o actual governo.

A inveja e a maledicência que grassa na nossa sociedade sempre tão mesquinha não pode nem deve ser tomada como referência. As pessoas têm de entender que em todos os governos há gente muito competente. E que provavelmente não farão melhor trabalho porque estarão presas, não a ideologias, mas a questões certamente de cariz financeiro.

Remato com a feliz sensação de que o Dr. Adolfo Mesquita Nunes fará com toda a certeza um bom trabalho numa das grandes empresas de referência do nosso rectângulo.

Assim o bom senso e a competência que tem demonstrado, o ajude.

Mais perto...

... Mas não menos interessante.

Após uma manhã a passear pelos claustros e demais divisões e salas do Mosteiro de Jesus onde a Santa Joana Princesa se encontra sepultada foi o momento de rumar a sul.

Mas o destino não era casa, não senhor! Um desejo antigo de visitar o Museu do Vidro na Marinha Grande foi prioritário. Às duas da tarde já estavamos a falar com dois mestres do vidro: o José M., lapidador e que consegue com arte e engenho fazer coisas líndíssimas e com o Mário R., um jovem de oitenta e sete anos, que se especializou em moldar o vidro através de maçarico.

O Museu em si tem peças fantásticas e tão corriqueiras na nossa vida que nem damos real valor ao trabalho a  que o vidro obrigou.

Merece uma visita atenta.

Resumindo este fim de semana visitei:

Museu de Aveiro;

Museu da Vista Alegre;

Museu Marítimo de Ílhavo

e finalmente o

Museu do Vidro.

Quatro espaços incríveis, bem organizados e que são referências culturais mais que locais, nacionais!

A não perder!

Custa-me falar sempre do mesmo.

Aí está nova greve dos enfermeiros. Mais intervenções cirúrgicas programadas adiadas até… à morte dos doentes. E não dói a esta gente a consciência. Nada de nada!

Depois temos a luta dos professores. Coisa já antiga mas que só vem ao de cima quando há interesses políticos na coisa. E os professores continuam a acreditar que irão ganhar esta luta. Ingénuos!

Entretanto o PCP continua a passar a mão pelas costas da geringonça enquanto atiça a sua guarda revolucionária (leia-se CGTP!) contra o mesmo governo. Algo parvo!

No Brasil a tragédia do rebentamento de uma barragem já originou a prisão de engenheiros e outro pessoal. Em Portugal ainda não vi ninguém preso pela derrocada de Borba. E do outro lado do Atlântico é que a corrupção existe em grande escala.

Entretanto num canal de TV uma “soarista” pôs “a boca no trombone” e espalhou por quem a pretendeu escutar a lista dos maiores devedores à CGD. Uma verdade que muitos querem passar por mentira.

Entretanto António Costa vai lançado umas piadas sem graça na AR enquanto aguarda ou não o Brexit. O nosso país que já esteve em coma conseguiu sair deste, mas ainda se encontra muito debilitado. Basta que a bolsa de Nova Iorque dê um breve bocejo para a Europa cair de sono. E depois lá trambolhará novamente Portugal pelas escadas da desgraça rumo à total ruína.

Mas o pior nisto tudo é que na oposição não há ninguém repito ninguém com capacidade para reverter este estado de coisas. A economia vive do actual fogacho turístico e das exportações. Todavia com o que se aproxima (Brexit indeed!) o nosso país voltará a 2011.

E nessa altura nem S. Marcelo nos valerá!

Rica saúde?

Em 1976 através do artigo 64º da Constituição da República Portuguesa ficou inscrito o direito de todos portugueses à saúde. Este direito foi mais tarde plasmado no SNS, criado em 1979 através de um Decreto-Lei do qual o seu mentor faleceu recentemente.

Hoje, quase quarenta anos decorridos desde esse celebérrimo diploma, temos um SNS pouco competente, essencialmente devido à falta de médicos e enfermeiros.

Este preâmbulo serve, então, para tentar perceber porque é que em Lisboa e arredores nasceram, nos últimos anos, tantas unidades hospitalares de cariz particular.

O mais curioso ainda, é que muitas destas unidades surgiram associadas a grandes instituições financeiras, a companhias de seguros e até sindicatos. O que equivale dizer que há sectores a olharem a questão da saúde com o fito unicamente... no lucro.

Depois há as tais parcerias publico-privadas onde ninguém quer meter o bedelho receando represálias.

Tudo junto fico com a certeza de que a saúde é neste instante o foco principal de muitos interesses económicos, olvidando que o bem-estar físico e mental das portugueses deveria ser a prioridade máxima nos hospitais, sejam eles privados ou públicos.

O que vale é que o direito à saúde por parte da população está incrito na CRP. Imaginem se não estivesse?

 

O "eucaliptalismo"

Quem, por exemplo, percorre a A23 desde a A1 até perto de Castelo Branco dá conta do que terá sido o Verão passado especialmente em Junho e Outubro.

São quilómetros seguidos de terra queimada a tentar renascer das cinzas, que o vento e a chuva da primavera já levou grande parte.

Sempre que por ali vou passando constato mais árvores queimadas cortadas. O que faz todo o sentido. Pior que a terra despida, é esta repleta de viúvos paus sem qualquer vida.

Há um ano, mais ou menos, escutei alguns governantes observarem que não seria autorizado a plantação de mais eucaliptos, nos terrenos ardidos, para além dos que já estavam destinados.

Só que na política, tal como no futebol, o que hoje é verdade amanhã é mentira. E não bastam vontades políticas para que algo deixe de acontecer. É necessário vontade própria e acima de tudo não ceder a forças poderosas, que insistem na plantação desta espécie de árvores, que são altamente combustíveis e profundamente prejudiciais aos terrenos, secando tudo em seu redor, mas certamente muito valorizadas para a pasta de papel.

Ao redor da A23 o "eucaliptalismo" é já uma triste realidade. Bem visível!

Nem imagino como será noutros locais mais afastados.

O (mau) jogo de hoje

Resume-se nisto: foi mau demais para ser verdade.

Se existisse justiça no futebol Portugal deveria ter perdido o jogo e por goleada, tal a forma displicente como jogou e acima de tudo, pelo perfume que Marrocos colocou no relvado.

Salvou-se Patrício e Ronaldo. Os outros... podem vir para casa, faxavor!

Termino com esta frase que é já recorrente na nossa selecção: "Ganda banho de bola que levámos".

Português q.b.

Por muito que goste da nossa selecção mais uma vez assumo que tenho pouca confiança na sua prestação neste Mundial, que se realiza na Rússia.
Se retirar CR7, a equipa das quinas não é assim uma graaaaaaaaaaaaaaande selecção. Tem jogadores bons é certo, mas não basta ter artistas fantásticos para se ganhar um troféu. É necessário, acima de tudo, espírito de equipa onde o sacrifício deverá mandar mais que a técnica ou a táctica.
Em França no ano de 2016 Portugal teve muita sorte. Não fosse a Islândia marcar um golo e provavelmente a equipa das quinas jamais seria Campeã Europeia. Mas foi quiçá essa sorte, que é de todos os factores, aquele que ninguém controlou nem controla, que nos levou até ao Stade de France.
Repito que não vibro assazmente com a selecção. Se ganhar… fantástico. Se perder não deixo de dormir em paz e sossego.
Por isso há quem me acuse de que esta minha postura ser unicamente uma defesa para não sofrer qualquer dissabor com os eventuais maus resultados que possam surgir.
Porém, a verdade nua e crua, é que a selecção não necessita do meu apoio.
Tal como em 2016 não necessitou e acabou por ganhar.

Convergência Ibérica?

Quando em 2015 a coligação PAF ganhou as eleições, sem maioria absoluta, e foi criada uma plataforma de entendimento entre diversos partidos de centro esquerda (vulgo geringonça) abriu-se uma espécie de caixa de pandora que agora Espanha tenta imitar envolvendo o PSOE como partido maioritário e mais uns acordos com diferentes organizações.

Tudo em nome de um poder que se diz democrático.

Este novo tabuleiro político só é possível porque a esquerda considera que tudo o que faz é bem feito desde que chegue ao poder.

Os Louçãs desta vida não percebem que ao jogarem o jogo político com estas novas regras estão, pura a simplesmente, a subverter o desejo popular expresso através do voto?

O próximo ano vai trazer mais eleições. Perfilam-se por isso novas demandas contra este governo de forma a fragilizá-lo e retirar a força que ainda tem. O PCP e o BE farão de tudo para que isso aconteça. A tal paz social que reinou desde que a geringonça assaltou o poder vai deixar de existir.

Exemplo disto foi a greve de hoje nos comboios que prejudicou milhares de passageiros. Virão de seguida as greves de professores e provavelmente daqui a uns tempos a FP por causa de um decreto qualquer.

Aproximam-se novos e estranhos tempos. O PSD tarda em encontrar um rumo num Rio repleto de incertezas. Cristas contradiz-se entre aquilo que propaga e o que fez enquanto governante. O AC, bem à moda de Trump americano desfaz o que PPC fez, não medindo as consequências nos seus futuros acordos. Enquanto a esquerda vai lançando algumas armadilhas já sobejamente conhecidas.

Se a inveja soez é o nosso pior defeito, a brandura da aceitação será, quiçá, a nossa maior virtude.

Actualizando...

Paulatinamente vou tentando perceber como este País viveu sem os meus postais neste espaço.

Bom, assim que regressei fui tomando conhecimento de algumas novidades. Outras nem tanto...      

Ora durante a minha ausência:

- Portugal regressou ao seu costumado nível de qualidade das canções festivaleiras... fraquinhas;

- o meu Sporting perdeu na Madeira oferencendo o segundo lugar e muitos milhões ao seu rival da 2ª Circular;

- no médio Oriente o conflito Israelo-palistiniano cresceu de tom com muitas vidas perdidas e muitos mais feridos;

- parece que a EDP está quase de olhos em bico. Nada que não fosse previsto;

- a Geringonça continua a acreditar que os fogos, no próximo Verão, serão extintos por decreto;

E assim vai Portugal.

Para muitos o que conta é estarmos na moda. O resto é superfícial,

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