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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Actualizando...

Paulatinamente vou tentando perceber como este País viveu sem os meus postais neste espaço.

Bom, assim que regressei fui tomando conhecimento de algumas novidades. Outras nem tanto...      

Ora durante a minha ausência:

- Portugal regressou ao seu costumado nível de qualidade das canções festivaleiras... fraquinhas;

- o meu Sporting perdeu na Madeira oferencendo o segundo lugar e muitos milhões ao seu rival da 2ª Circular;

- no médio Oriente o conflito Israelo-palistiniano cresceu de tom com muitas vidas perdidas e muitos mais feridos;

- parece que a EDP está quase de olhos em bico. Nada que não fosse previsto;

- a Geringonça continua a acreditar que os fogos, no próximo Verão, serão extintos por decreto;

E assim vai Portugal.

Para muitos o que conta é estarmos na moda. O resto é superfícial,

Um País pob/dre

Neste país chegámos a um ponto de não retorno.

Percebe-se que cada vez mais a política é um terreno deveras pantanoso onde evolui gente sem carácter e sem escrúpulos.

Os sucessivos casos que têm vindo a lume deixam-me triste. Muito triste mesmo. Não foi, com certeza, para isto que a democracia foi implementada em Portugal após o 25 de Abril.

Somos hoje um povo recheado de pequenas e grandes invejas, venenosas hipocrisias, sem méritos e sem estratégias. Vamos por isso dirigindo este “navio” ao sabor das ondas alteradas ou do mar chão, mas sempre com terra à vista, já que ninguém gosta de avançar para propostas mais desafiantes. Há muito receio de errar…

Talvez por isso:

- Tivemos um primeiro-ministro com demasiados interesses na Banca;

- Outro que mentiu descaradamente ao País fazendo-se passar por aquilo que não era;

- Tivemos um PR que criou uma Fundação que ninguém percebe para que serve;

- Existiu um Banco que alimentou governos e partidos;

- Governantes que foram para empresas privadas ganhar a vida;

- Outros foram somente à bola, com bilhetes à borla;

- Ministros com licenciaturas, no mínimo, muito duvidosas;

- Deputados a receberem dinheiro a mais, por viagens a menos;

- Autarcas reféns de empresários locais;

Por fim há o povo, que segundo as últimas tendências, um quarto deste está perto do limiar da pobreza. Para outros se passearem gordos e anafados.

A sociedade lusa está podre e pobre.

O vulcão!

No Hawai o vulcão Kilaueu entrou em erupção e todos os dias surge mais uma fenda donde saem gazes e lava.

Portugal, actualmente país na crista da onda, não pretendeu ficar atrás e deste modo entrou em actividade um vulcão de nome José Sócrates.

Também este fenómeno teve algumas brechas donde sai agora muito veneno e demasiada lama.

Auto-estrada do disparate

Já há muito que tenho a ideia de que Portugal tem demasiadas auto-estradas. A construção destas vias circulatórias originaram muito investimento público e muita dívida, que agora estamos todos a pagar. Mas pronto está feito e não podemos devolver...

Também é sabido que aquelas são extremamente caras. E quando maior é a classe do veículo mais valor de portagem é acrescentado. Por exemplo na Ponte 25 de Abril um dos meus carros, que é da classe 2, paga mais do dobro do outro que é da classe 1.

No entanto parece-me que há alturas em que os responsáveis das auto estradas só se preocupam com as receitas oriundas das portagens ou das parcerias e dão pouca importância àquilo que devia ser o mais importante: informação assertiva, atempada e correcta. 

Já há uns tempos que andava desconfiado que na A23 a informação estaria incorrecta. Ou se não estava algo de estranho se passaria.

No Domingo de Páscoa confirmei a minha desconfiança.

Entre Abrantes e a A1 há uns painéis de informação da distância para algumas povoações que irão surgir. A verdade é que descobri que as diferenças para as mesmas povoações vai variando conforme nos vamos aproximando.

Reparem neste belíssimo exemplo... numa estrada com mais casos.

A23_Quilometros.jpgA23_Quilometros_1.jpg

Será que há mais erros destes, nessas lusas autoestradas?

 

Falta de crença!

Portugal é neste momento o país na moda. Não que os grandes costureiros venham para cá com as suas empresas, mas na moda porque toda a gente da restante Europa, e não só, quer visitar este rectângulo, arriscando-se alguns a cá viver.

A esta minha linha de raciocínio contrapõe-se uma série de crimes de colarinho branco recentemente descobertos e que tem envolvido demasiada gente que até agora aparecia (quase) como imputável.

Este último caso com juízes surge infelizmente como o auge de toda uma rede de estranhos envolvimentos em casos de corrupção. É certo que presume-se a inocencia de todos até transitado em julgado, mas seja como for a constitição de juízes como arguidos não cai bem numa classe que se supunha estar acima da lei e a favor desta.

Entretanto os estrangeiros que nos visitaram olharam para estes eventos com alguma estranhesa, quiçá perguntando como pode um país crescer com uma sociedade deveras doente, no que diz respeito à seriedade dos seus mais importantes elementos.

Sei que quem vê caras não vê corações, mas há gente que deveria ter mais cuidado com a sua própria vida, evitando que os portugueses olham para as instituições sempre com ar de desconfiados.

Relembro que até à queda do BPP e mais tarde do BES (não falo do BPN, porque o governo na altura não o deixou cair), toda a gente considerava os bancos como entidades acima de qualquer suspeita e fiáveis.

Depois... foi o que toda a gente sabe. E a confiança nos bancos caiu estrondosamente. Agora é a classe dos Magistrados que é colocada em causa. Entretanto, a do políticos há muito que perdeu credibilidade.

O que equivale dizer que de queda em queda não tarde que nem em mim acredite.

O meu direito ao dever!

Desde (quase) sempre que me habituei a que as gentes do meu país fossem adeptas do fazer pouco e ganhar muito.

É certo que o 25 de Abril trouxe a Portugal a liberdade que durante muitos anos, quase meio século, lhe foi retirada.

Assim com a Revolução dos Cravos passamos todos a ter direitos… muitos direitos:

A falar, a protestar, a manifestar, a uma pensão, a votar, a mais feriados, à saúde e à educação, a uma casa condigna, as estradas mais rápidas, a férias e ao respectivo subsídio, ao 13º mês… e a mais um sem número de coisas, muitas delas feitas quase à medida de cada um.

Olvidaram todavia os políticos, os educadores, os antigos e os novos que aos direitos deverão corresponder sempre normais deveres.

Mas foi nesta (não) conjugação de faces contrárias de uma mesma moeda chamada cidadania, que nasceu uma sociedade de portugueses despreocupados e convictos que a tudo tinham direito sem que tivessem de fazer alguma coisa. Nem eventualmente trabalhar.

Com a entrada de Portugal na União Europeia mais se acentuou a tal filosofia da subsidiodependência a que muitos se candidataram.

Onde pretendo eu chegar com estas palavras? Perguntar-me-ão vocês e com toda a propriedade.

Há uns meses estive a horas de assinar a minha reforma. Só que ao contrário de muitos lusos habitantes, considerei que ainda tinha o dever de dar algo mais ao País. E acabei por não assinar e deste ainda me encontro no activo. Ou dito de outra maneira: tenho o direito de ter deveres para com o país!

Ora com tudo isto não pretendo dizer que sou melhor ou pior que os restantes portugueses. Mas tenho a sensação que Portugal estaria melhor se pensássemos mais nos nossos deveres e somente nos nossos direitos.

É sabido que a riqueza não cai do céu. Trabalha-se, luta-se, batalha-se… e assim se constrói.

Dos justos não reza a história

Como leigo direi que percebo (muito) pouco de justiça, Talvez perceba melhor o que é a injustiça. Mas desta creio que todos os portugueses entendem ou pelo menos têm consciência de que ela existe. Mas adiante...

No dealbar de 2013 escrevi isto sobre a actual Procuradora-Geral da República. Um texto sucinto, mas já na altura explicava como me parecia estar a ser o Magistério desta senhora.

Uma mulher que tem tido a coragem de enfrentar os mais poderosos deste país, não recuando um centímetro na sua vontade. O que é realmente de louvar.

Talvez por isso o actual governo não pretenda renovar o mandato que terminará em Outubro próximo. É sabido que o PGR é nomeado pelo Presidente da República sob proposta do governo.

Ora se pensarmos nos diferentes processos que a Dra. Joana Marques Vidal tem entre mãos, dos quais se destaque a Operação Marquês, parece naturalmente óbvio que o PS se sinta muito desconfortável com a Senhora Procuradora.

Se somarmos a isto o litígio diplomático com Angola, envolvendo o antigo vice-Presidente, Manuel Vicente, num caso de corrupção activa, temos os ingredientes perfeitos para uma saída em Outubro da actual Procuradora-Geral.

Se tal vier a acontecer ficará demonstrado que a separação dos poderes tantas vezes propalada, ainda é, em Portugal, uma verdadeira utopia.

Portugal e os outros

Quando em Portugal acontece uma desgaraça temos por hábito dizer:

- Só em Portugal é que isto acontece.

Como se de um triste designío se tratasse.

No entanto todos os dias assistimos a acidentes que acontecem noutros países e para os quais nada dizemos a não ser, quiçá, um mero:

- É preciso ter azar.

Foi o que acontceu ontem nos Estados Unidos onde um comboio de passageiros descarrilou em cima de um viaduto tombando por cima de uma auto-estrada causando diversas vítimas mortais.

Segundo li hoje, o comboio circulava a uma velocidade excessiva e que poderá estar na causa do descarrilamento. Um acidente provavelmente evitável mas que aos olhos da maioria dos portugueses, será visto como um mero acidente sem qualquer ligação ao designío americano.

O mesmo se passa com os incêndios na Califórnia e que já obrigou à evacuação de milhares de pessoas.

Reafirmo a minha ideia inicial: para os outros tudo o que acontece é mero azar, para os portugueses chama-se incompetência.

De juras eternas a um divórcio litigioso

As relações entre Portugal e Angola estão numa situação demasiado periclitante. O senhor Presidente da República foi, ao que sei, o único estadista europeu a ir àquela antiga colónia portuguesa assistir à tomada de posse do novo Presidente da República Popular de Angola.

Ora até aqui tudo bem, já que naquele país trabalham muitos portugueses. Era necessário fazer-lhes ver que Portugal está atento.

O que realmente me surpreendeu foi que o novo PR angolano, no seu discurso de tomada de posse, nomeou uma série de países a quem quer dar primazia nas relações. Nesta espécie de lista, o actual Chefe de Estado Angolano, não referiu Portugal.

Penso que de propósito.

Esta posição tristemente marcada pelo novo governante angolano, não deverá ter caído bem nem Marcelo (mesmo que este diga o contrário) nem ao nosso próprio governo, não obstante as declarações esfusiantes de Costa.

Angola foi, desde a sua independência, um parceiro privilegiado de Portugal tanto nas importações como exportações.

Face a esta mais recente postura por parte daquele país Africano, Portugal poderá optar por um de dois caminhos:

1 - ou não liga e tudo acaba por passar como se nada tivesse acontecido, enfraquecendo naturalmente a nossa actual posição naquele país

ou

2 - dá um murro na mesa e pede o divórcio litigioso com consequências ainda por calcular.

Termino com uma máxima que, um dia, uma colega de trabalho me indicou: Antes perder um bom amigo que uma boa resposta.

É a hora de Portugal não deixar cair os seus créditos por mãos alheias, correndo o risco, se não o fizer, de perder toda a credibilidaade na esfera diplomática.

Autárquicas 2017: nada de novo!

Em anos de eleições autárquicas os concelhos enchem-se de obras. A pavimentação de ruas repletas de buracos, o concerto de passeios que durante meses e anos foram esventrados e jamais tratados, as belas obras sociais que depois não servem a população porque... falta pessoal especializado.

Tudo serve para mostrar obra, que no fim de contas só serve para "inglês ver", como diz o povo.

Há uns anos um candidato a uma Câmara foi entrevistado para um jornal regional. Questões para aqui respostas para ali, já de gravador desligado, o candidaato referiu-se ao Presidente da edilidade de forma menos positiva apresentando algumas críticas. A principal é que de que se tinha rodeado, por exemplo, de oito acessores.

Este candidato acabou por ganhar as eleições destronando naturalmente o anterior presidente. Todavia passado pouco tempo o novo Presidente da Câmara não tinha oito acessores como o seu antecessor mas somente... onze!

É por estas e muuuuuuitas outras razões que o povo não vai votar. Não é futebol... que tira gente.

A classe política, desde o mero Presidente de junta de freguesia até ao que ocupa um lugar em S.Bento, perdeu, há muito, o estado de graça através da qual, durante muitos anos, enganou o país.

Por isso actualmente Portugal vai saltitando de reforma em reforma, conforme os governos, sem reformar quase nada. Porque o que conta verdadeiramente não é fazer, mas unicamente publicitar um ror de boas intenções.

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