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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Uma mais-valia aos 36 anos!

Vi ontem o jogo da selecção de Fernando Santos que não é de todo a minha nem de muitos portugueses. Mas isso agora não interessa nada, como diria alguém!

A verdade é que em casa contra aquele portento de futebol que é a República da Irlanda, Portugal sofreu a bom sofrer para levar de vencida a equipa irlandesa.

E não fosse um velho (para o futebol, claro está!!!) chamado Cristiano Ronaldo a mostrar porque ainda é o melhor do Mundo o engenheiro Santos andaria já agora de calculadora em riste a fazer contas para um eventual apuramento.

É que bem vistas as coisas nem a Santinha de Fátima (de quem eu também sou devoto!) o ajudou. Ou melhor foi um santo madeirense, com marca internacional a mostrar aos miúdos como se joga e acima de tudo como se marca.

Ah e tal falhou uma grande penalidade... Pois falhou, mas depois pagou com juros essa falha.

Digam o que disserem, esta selecção sem Ronaldo é uma equipa vulgar, mediana, triste e enfadonha. No entanto não será por falta de jogadores lusos com qualidade, mas porque o senhor engenheiro não sabe mais... Ou então estará comprometido com outros interesses...

Fica então a perguntinha sacramental: e quando CR7 se for embora definitivamente como será?

Escutado hoje na praia!

Gosto muito de dormir ao sol na praia.

E as conversas ao meu redor são bons soporíferos para que adormeça mais depressa. Todavia hoje escutei esta conversa e nem consegui dormir:

- Já vieste à praia este ano?

- Tive 15 dias no início de Julho.

- De férias?

- Não... de quarentena!

- Como assim?

- Telefonei para a Saúde 24 a comunicar que tinha estado em contacto com alguém positivo. Mandaram-me fazer testes que só fiz passado dois dias e depois mais 14 dias em casa... Que aproveitei para vir à praia!

Perante este diálogo onde se pode observar uma evidente trapaça, pergunto como poderá este cidadão ter a ousadia de futuramente criticar alguém do governo?

É por estas e muuuuuuuuuuuuuuuuuitas outras que Portugal é um país de evidentes atrasos: económicos, culturais, mas essencialmente de cidadania!

Pode até nem ter sido verdade, mas a forma como foi descrito pareceu-me, infelizmente, muito plausível!

A luso pequenez!

Há uns anos uma visita entrou na minha casa e perante o tamanho da minha garagem aventou:

- Que bela garagem... Fazia-se aqui uma bela cozinha!

Nem soube o que dizer... Na altura apenas perguntei:

- E o que faço àquela ali dentro? - a apontei para a minha cozinha normal.

- Não se sujava...

Perante a resposta nada mais acrescentei.

Tempos mais tarde visitei a casa de um colega, entretanto falecido, e que me moía o juízo para o ir visitar. Quando me apresentei deparei com uma enorme moradia com uma belíssima piscina e um conjunto de anexos onde se poderia encontrar dois quartos, uma casa de banho e uma cozinha. Depois comunicou-me que já não entrava na casa maior havia dois anos... Vivia apenas nos anexos!

Estes são exemplos infelizmente perfeitos de alguma estreita mentalidade lusa. Ter as coisas só porque sim ou acima de tudo para mostrar... aos outros. Porque usar... nem pensar!

Recordo-me a este pretexto esta prancha de BD da Astérix na aventura "Obélix e Companhia".

Obelix_companhia.jpg

Mas esta estreiteza tão comum na nossa sociedade começa obviamente nos nossos políticos. Basta olhar para a nossa entrada na CEE... Fizemo-nos sócios de um clube de ricos sem termos dinheiro para pagar as quotas.

Eu e os Jogos Olímpicos!

Sempre fui um apaixonado pelos Jogos Olímpicos. Desde que me lembro ou melhor desde que houve televisão em casa dos meus pais que dedicava todo o tempo a ver uma série de modalidades desportivas.

Vi Mark Spitz ganhar medalhas de oiro em natação, umas atrás das outras, pulverizando muitos recordes nos JO de Munique. Lembro-me de Nadia Comaneci em Montreal e como aquela figurinha tão frágil arrancava pontos perfeitos e recordo com tristeza o segundo lugar de Carlos Lopes nos 10 mil metros, batido na recta final por um Finlandês de nome Lass Viren.

Depois vibrei novamente com Carlos Lopes nos JO de Los Angeles ao vencer a Maratona, geralmente a última prova da certame. Não esqueço também Carl Lewisb e as medalhas que ganhou nas especialidades de atletismo.

Em 1988 passei a noite acordado para ver a campeoníssima Rosa Mota vencer outrossim a Maratona feminina nos JO de Seul, Uma prova que foi comentada por um antigo campeão dde lançamento do disco... José Galvão.

Lembro-me das vitórias de Fernanda Ribeiro em Atlanta e de Nelson Évora no triplo salto nos JO de Pequim...

Pois... mas desta vez em Tóquio não vi nem a cerimónia de abertura nem tenho dado grande atenção ao que no país do Sol Nascente tem acontecido.

Estranho como quase de um dia para o outro tudo mudou na minha vida e os JO deixaram de ser prioridade.

Mas tenho pena!

 

Como vejo hoje o 25 de Abril

Aproximam-se mais umas festividades do 25 de Abril de 1974.

E regresso a essa quinta feira plúmbea e fria. Sobrava em calor revolucionário.

Andava na escola e o meu pai, sendo militar permanente, veio logo comunicar para não sairmos de casa. Estava a decorrer um golpe de Estado. (Só mais tarde se criaria o mito da Revolução dos Cravos!!!)

Telefonia ligada, logo iniciámos a escutar um locutor a falar. Creio que era o Luís Filipe Costa! Dizia o que se estava a passar a pedido de um tal Movimento das Forças Armadas que naquele instante desconhecíamos quem era ou o que era.

Só de tarde, creio eu, a televisão passou a série “Daktari”.

Esta é a primeira grande recordação que tenho do dealbar do meu 25 de Abril de 1974.

A dita Revolução veio depois e o país tanto avançava na democracia como recuava. Lembro-me bem do PREC (Processo Revolucionário em Curso) que quase levou o país a uma guerra civil. Recordo do 28 de Setembro com as barricadas nas estradas, do 11 de Março e a nacionalização de muitos sectores da economia portuguesa. E do 25 de Novembro.

No fundo o 25 de Abril foram todos estes acontecimentos. Foi outrossim as diversas eleições democráticas, os diferentes governos que caiam para virem novos, a apressada descolonização, a reforma agrária que verdadeiramente nunca se fez, as sucessivas greves, as constantes manifestações.

Durante quase dez anos Portugal foi um país estranho. Ou se era a favor ou contra, nunca havia a meia medida. Ou se era de esquerda ou então fascista. Ou pobre e revolucionário ou então rico e burguês.

Pretendeu-se o sistema social nórdico implantado num país de tendência latina em questões laborais. Tentava-se a implementação de diferentes sistemas políticos, quando obviamente nenhum servia para um povo que desde o início do século XX não sabia o que era o Mundo para além das suas fronteiras.

Talvez por tudo isto tenhamos hoje uma classe política tão pálida, tão enfezada para abraçar outros cometimentos. Nasceu entre dois polos opostos e nunca soube qual escolher. Adaptou-se ao que mais lhe convinha.

Sobra ainda daqueles dias a liberdade, dirão alguns. Será verdade, mas até quando?

Entretanto comemore-se mais um ano do 25 de Abril.

Lamento!

Este país e as oportunidades que perde para se tornar bem melhor!

Os sucessivos governos que apenas se preocupam com os interesses dos quais estão reféns!

Lideres políticos que enganam o povo sem rodeios!

Um povo que não gosta de ouvir a verdade!

Uma sociedade hipócrita que diz preocupar-se com os outros e deixa os idosos num hospital!

Uma justiça diferenciada e que não faz o seu trabalho!

A quantidade de gente apanhada em esquemas sórdidos e pouco claros!

A corrupção, o compadrio, os favores!

E essencialmente lamento... ter que escrever este desabafo!

Laicidade e conveniência

Há uns anos, mais propriamente no tempo negro da troica, foram retirados aos portugueses quatro feriados. Dois de carácter cível – o 5 de Outubro e o 1 de Dezembro – e dois de âmbito religioso – o Corpo de Deus e o dia 1 de Novembro ou o dia de Todos os Santos.

Foi já no governo liderado por António Costa que todos os feriados foram repostos para enorme gáudio dos portugueses, fossem eles crentes, agnósticos ou simplesmente ateus.

Sei que os nossos feriados estão inscritos nos diversos Códigos de Trabalho e noutros acordos laborais, que a Igreja católica teve uma palavra muito importante nessa decisão, mas no meio disto tudo há algo que me espanta e que se prende com a dita laicidade de Portugal.

Se não vejamos… Quando a Igreja Católica opina ou pretende alguma alteração legislativa, seja ela qual for, logo vêm a terreiro alguns artistas com a conhecida teoria que Portugal é um pais laico e que a igreja Católica não deveria intervir na sociedade civil.

É verdade que a nossa Constituição nada refere quanto à religião preponderante no país. Mas não colando Portugal a nenhuma religião, certo é que há, num ano cível, cerca de seis feriados de cariz religioso.

Ora se somos o tal país laic, porque temos uma imensidade de feriados católicos que tanto alegram os lusos trabalhadores?

Pois é… à boa maneira portuguesa adoramos ter o melhor dos dois mundos e a religião só interessa mesmo para algumas coisas…

E já nem questiono as causas de outras tendências religiosas que deveriam ter direito outrossim aos seus próprios feriados.

Conveniências à portuguesa… laicidade à parte!

Palavras leva-as o vento…

e o vírus!

Durante o almoço de hoje a televisão esteve ligada (algo que eu detesto, mas como não estou sozinho…) e por isso escutei o PR a falar, após uma reunião de alto nível.

Nessa conversa, entre diversas coisas, comunicou que já se via uma luz ao fundo do túnel, tendo em conta a um eventual regresso á normalidade da sociedade.

Ouvi e espantei-me.

Entendo que este tempo não agrada a ninguém. A economia parou, as empresas pararam, o mundo estagnou. Só que é conveniente que os políticos sejam sérios e não apenas transmissores daquilo que o povo quer ouvir, sem que as coisas correspondam minimamente à realidade factual.

Há que ter muito cuidado…

Voltando às palavras o Professor Marcelo fala na tal luz no túnel. Provavelmente no dele, porque no meu a lâmpada que deveria dar essa luz deve estar fundida. Digo eu…

Depois temos o senhor PM que assegura quase “a pés juntos” que a crise nascida deste confinamento não vai gerar austeridade. Parece-me que o chefe do governo estará a dar um passo maior que a perna e a prometer “mundos e fundos” quando não sabe:

- quando acabará definitivamente esta quarentena;

- em que estado ficará o tecido empresarial português.

No meio disto tudo gostei que Rui Rio assumisse uma posição responsável e de Estado tão em desuso na nossa (pobre) classe política.

Vamos assim aguardar a evolução dos resultados que este vírus vai ainda trazer ao nosso país. Pois a meu ver muita coisa ainda vai correr (muito) mal.

Será bom que nos precavamos.

Portuês?

Será mais ou menos consensual que a língua que Camões tão bem soube usar é de dificil compreensão, especialmente pelos estrangeiros que tentam entender este nosso léxico.

Leio por aí muita coisa mal escrita e outrossim muita coisa bem escrita. Oiço políticos, jornalistas (sim jornalistas!!!), empresários, gente da cultura (sim, estes também!!!) a falar muito mal...

Nem quero imaginar o que e4screverão nos seus textos... Mas enfim...

Provavelmente também não serei um óptimo exemplo na correcção morfológica e de sintaxe do português, mas eu não sou ninguém. Nem pretendo ser mais do que aquilo que sou!

Todavia há momentos em que ainda me espanto com o que leio. Hoje foi um desses dias.

Levantei-me bem cedo e entre muitas voltas a dar fui ao mercado comprar pés de cebola para plantar. Aproximei-me da banca perguntei ao vendecor o preço e acabei por trazer uma mão de pés de cebola valenciana.

Só que mesmo ao lado consegui ler isto...

portuesa (1).jpg

De disserem muito depressa percebe-se que tipo de couve é...

Escreve-se como se ouve ou diz! Ponto.

Portugal poucochinho!

Está confirmada a ida de Portugal ao Europeu de 2020 de futebol que se irá realizar pela primeira vez em diversas estádios da Europeus (Portugal não incluído!).

Quando se realizou o sorteio para esta campanha que hoje terminou e quando se percebeu quem nos tinha calhado em sorte, muitos adiantaram que eram favas contadas e que o apuramento era uma realidade.

Quiçá e talvez por isso Portugal iniciou esta campanha com dois empates em casa. O problema é que a Ucrânia não esteve pelos ajustes e depressa carimbou o seu passaporte deixando os portugueses, como sempre aliás, a fazer contas.

O apuramento está alcançado, Cristiano está à beira dos 100 golos pela selecção (marcou 11 nesta qualificação), mas a equipa continua a jogar muito pouco.

Tão pouco que se assim continuar dificilmente a nossa seleção passará da fase de grupos.

Até lá o seleccionador terá tempo de escolher os verdadeiros "guerreiros" para uma luta assaz renhida. E espero sinceramente que escolha mesmo os melhores... Mesmo!

 

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