Já não bastava as estórias recambolescas no SNS e agora percebemos que a nossa justiça está (mal) entregue.
Num país supostamente democrático um dos seus pilares será a justiça, cega surda e muda!
Só que em Portugal aquela não é cega jánque há uma justiça para uns e diferente para outros, não é surda porque ouve quem quer e lhe apetece e pelos maus exemplos que vamos tendo é muito menos muda do que seria de supor.
No fundo, no fundo não interessa fazer justiça, ninguém se preocupa se a justiça faz o seu trabalho, o que conta é que alguns deste país continuem a ter a mão em cima de uns cardápios legislativos e que só abrem em certas páginas.
Até nisto somos mais pobres que os outros países. Não é só a educação, cultura ou serviços de saúde.
Portugal é um país que vive essencialmente em roda livre!
Principiou hoje uma série de 28 debates emntre os oito candidatos a Belém. O pontapé de saída foi dado esta noite com António José Seguro a tent6ar segurar o seu adversário da direita radical.
Seguir-se-ão outros debates, alguns calculo muito interessantes, como serão todos aqueles que envolverem o ex-Almirante da Armada Gouveia e Melo. Náo obstante a sua formação académida militar creio que o antigo chefe do Estado-Maior da Marinha não terá traquejo político e verbal para contrapor as ideias dos seus adversários.
Mas as próximas semanas irão ser muito interessantes, muito mesmo! Na verdade todos os candidatos lutam nestes dias e semanas pelo segundo lugar que dará acesso a uma segunda volta, já que vitória por uma larga maioria numa primeira volta deve ser quase impossível tal será a dispersão dos votos.
Percebo que há neste grupo uns candidatos mais candidatos que outros, mas isso não quererá dizer rigorosamente nada. Até porque recordo bem o que foi a eleição de Mário Soares contra Freitas do Amaral em 1986. Ui se me lembro! Até o arqui-inimigo de Mario Soares, o doutor Cunhal, levou o partido a votar no ex-dirigente socialista.
Portanto caríssimos, tratem de ver os debates que com eles não se aprende nada, mas rimo-nos bastante! Nem que seja pelas parvoíces.
Terminou em Dublin um jogo, que deve ser mostrado a todos os futuros seleccionadores nacionais, com exemplo do que não pode voltar a acontecer.
O senhor Martinez, (ainda) seleccionador de Portugal, deveria ser já despedido com justíssima causa e sem direito a um chavo que fosse de indmnização. Tem sido, desde que assumiu as funções de seleccionador, uma parte enorme do problema e nunca foi uma solução.
Enfim... a FPF é que (não) sabe!
Portugal foi hoje brava e justificadamente humilhado por uma equipa muito mais fraca, pelo menos em termos de ranking. Não teve fio de jogo, ninguém sabia o que haveria para fazer e a defesa uma nulidade, prova evidente que ninguém estudou a equipa adversária. Ou se estudou... não percebeu o que viu!
Há muuuuuuuuuuuuuuuito que desconfio da FPF. Esta entidade é um antro de gente incompetente, só desejosa de lugares na UEFA/FIFA. Desconfio ainda da subserviência aos grande empresários de jogadores que lhes devem untar as mãos por convocarem os seus clientes. Certamente que não tenho provas do que escrevi, mas quando em 2020/21 o melhor português a jogar em Portugal e melhor marcador não calçou as botas da selecção, quer dizer alguma coisa.
A FPF precisava desta vergonha e espero que não fique por aqui... de modo a que alguém faça algo diferente, que será sempre melhor do que até agora.
Entretanto os defensores da selecção (ainda há por aí alguns!!!) dirão em defesa: ai e tal ganharam a liga das Nações em Junho! Mas isso interessa a alguém? Sinceramente?
O problema não foi só perder este jogo, mas a forma como toda a equipa se apresentou em campo. Um exemplo completo de desnorte. E este problema não é só de hoje. Desde Fernando Santos, que foi campeão europeu sem saber como, que eu não vejo a selecção Nacional jogar uma partida como deve ser. Uma só para amostra. O último grande jogo que vi e relembro foi o Suécia-Portugal e era treinador um tal de Paulo Bento. Desde aí... só pobreza franciscana.
Isto hoje foi de tal maneira mau que até o atleta mais rico do Mundo acabou expulso com cartão vermelho directo. A primeira vez na selecção. Quem diria?
Não se pode chamar a isto apenas azar, mas incompetência, arrogância e incapacidade de autocrítica. Se a este cocktail lhe acrescentarmos um whiskey irlandês...
Termino com esta constatação: tenho saudades de puxar pela nossa (verdadeira) selecção Nacional.
Ontem cheguei a casa vindo do estádio de Alvalade desertinho para rever, ora na televisão, os golos que tinha comemorado ao vivo.
Liguei a tv e nesta surgiu algo escrito como Cascais - Portugal. Fiquei a ver onde aquilo iria dar e apercebi-me que era uma série policial com uma equipa do FBI sediada algures na Europa.
Até aqui tudo bem. Só que as coisas começam a falhar quando vejo uma espécie de praia de seixos redondos que creio não existir em qualquer praia da Linha. Depois outras paisagens, supostamente da zona que não reconheci!
Mais à frente no episódio novas imagens e eu sem reconhecer qualquer lugar. Achei aquilo estranho, mas tendo em conta que os episódios não foram feitos para "tuga" ver deixei passar os erros e as confusões de imagens.
Todavia a certa altura alguém do FBI afirmava que a justiça em Portugal era muito lenta. Algo que no fim foi repetido, quase que diria com fervor e esperançoso para o criminoso.
Resumindo temos um enlatado americano que fala de um local e de um país e para o qual tem dois critérios. No aspecto ambiental não houve qualquer rigor, mas no que respeita à nossa justiça repetiram a ideia de que em Portugal aquela é o que a gente sabe.
Sinceramente não gostei. Nem da falta de rigor local (pelo que depois vim a perceber não foi a primeira vez!) nem do excesso de rigor político e judicial.
Imaginemos Portugal exportar uma série por aqui realizada com imagens da Estátua da Liberdade no meio de Chicago!
A centenária história de Portugal não se baseia somente em eventos fantásticos, vitórias assombrosas ou episódios assaz dramáticos.
A batalha de Aljubarrota, os Descobrimentos Portugueses, o terramoto de 1755 ou as vitórias lusas sobre as tropas napoleónicas são apenas meros exemplos de momentos onde se mostrou a coragem de que somos feitos.
Porém a nossa história tem muitos eventos que formaram, para o bem e para o mal, o povo que vive neste rectângulo à beira-mar plantado.
Há tempos um antigo colega e amigo brindou-me com este livro. escrito pelo sobrinho, sobre a vinda e estadia em Viça Viçosa de uma embaixada de quatro jovens japoneses que vieram tomar contacto e conhecimento com a sociedade, cultura e fé europeia.
Nesta obra podemos perceber como o poder religioso tinha mais impacto que o próprio poder régio. Como a "Sereníssima Casa de Bragança" que sediada em Vila Viçosa parecia ter um poder muito grande. Ouso mesmo dizer que maior que o próprio rei Filipe I.
Um pequeno livro recheado de inúmernos pormenores, onde se mostra como no fim do século XVI, Portugal era um país bem diferente daquele que durante muitos anos nos foi apresentado nas escolas.
Vila Viçosa parecia ser à época o centro da vida social e cultural de Portugal sem qualquer influência do Rei entronado. A embaixada nipónica esteve oito dias em Vila Viçosa onde foi recebida com toda a pompa e circunstância. E é destes breves, mas preenchidos dias que fala este bom naco de prosa, evidenciando o exemplo da boa hospitalidade e diplomacia lusa.
Esta foi a minha leitura dos últimos dias de praia.
Tinha 17 anos quando, pela primeira vez, um texto meu apareceu publicado no extinto Jornal de Almada. Estávamos em Novembro de 1977 e ainda não passara um ano sequer sobre o 25 de Novembro e pouco mais de três sobre o 25 de Abril.
Portugal era então um país completa e politicamente à deriva com algumas forças partidárias a tentarem que o rumo político fosse um tanto diferente do que seguiu. Tudo era mal organizado e rodava em quase roda livre. Porém e em relação â escrita tudo era válido e não tinhamos medo de escrever o quer que fosse. Ao invés de hoje que temos de ter muito cuidado com o que vamos debitando não nos vá cair um processo em cima!
Perguntam o porquê deste entróito quase histórico? Na verdade tudo isto para fazer a ponte aos 17 anos deste blogue. Mais um número primo na minha vida...
Dezassete anos será na vida de um ser humano uma pequena parte daquilo que alguém poderá viver! O meu pai já soma 92 anos e ainda quer viver muitos mais! Portanto 17 é coisa pequena.
Noto com alguma tristeza que a blogosfera tem vindo a decair de actividade muito por culpa de umas quaisquer redes sociais que raramente ensinam alguma coisa de útil aos seus utilizadores, bem pelo contrário.
Não obstante esta triste constatação continuo a ser, quiçá, um resistente e mantenho aquela disciplina de todos os dias publicar um postal. Reconheço que por vezes não é fácil, mas até agora tenho conseguido escrever diariamente qualquer coisa. Nem que seja uma mera parvoíce.
Posto isto Muito Obrigado a quem me lê, a quem me comenta ou simplesmente a quem vem aqui para se divertir à minha custa.
Escrever num blogue assemelha-se ao pescador que lança a linha ao mar em busca de algum distraído peixe. Umas vezes pode aparecer um robalo daqueles que os mentirosos adoram gabar-se de ter apanhado, mas a maioria não apanham nada. Todavia aquele tempo ali gasto vale por muito nas suas vidas.
É com imenso orgulho que escrevo estas linhas finais sobre a belíssima participação de Portugal no Campeonato do Mundo de Andebol que se realizou em Oslo no belo país dos fiordes.
Quem no dealbar do evento ousasse afirmar que Portugal terminaria num fantástico quarto lugar, seria provavelmente apelidado de tonto ou no mínimo de assaz optimista.
Porém a boa selecção portuguesa, desde o início desta fase final, mostrou ser uma equipa acima da média. Pela sua qualidade de jogo, pela forma como os atletas se dedicavam ao jogo, pela união dentro e fora do campo.
Lentamente os comandados de Paulo Jorge Pereira foram crescendo em qualidade de jogo e mais que tudo em coragem. Daí se ter eliminado a Espanha e a Alemanha (duas selecções potentíssimas!!!) e termos saído da nossa “main round” sem qualquer derrota.
Os nossos adversários, provavelmente, começaram a olhar para a nossa selecção de maneira diferente e tiveram de mostrar que tinham mais e melhores argumentos que nós. E fizeram-nos fazendo com isso que tenhamos saído desde campeonato com a moral valorizada e cientes que um dia mais tarde chegaremos lá-
O pior já foi feito… agora é manter!
Finalmente e tendo a real consciência que nenhum dos Heróis-do-Mar lerá o que aqui deixo escrito, ainda assim sinto que como português e amante de desporto, encarecidamente agradecer a todos, todos, todos (como disse um dia Papa Francisco!) as alegrias que me foram brindando (quase) diariamente.
Ainda estou para perceber a razão da aprovação da desagregação de umas centenas de freguesias. Num país pobre como é o nosso o Estado continua a ser o maior sorvedouro de riqueza que vamos criando, sem que se veja melhorias significativas no país. Basta perceber o estado a que chegou o SNS e a Educaçáo, só para referir dois exemplos gritantes.
Todos temos mais ou menos consciência que um presidente de Junta pode vir a ser alguém destacado no seu partido ou como diz o povo "é de pequenino que se torce o pepino".
As freguesias são outrossim a forma mais simples de ligação entre o poder autárquico e o poder central, se bem que esta relação nem sempre seja amigável ou simpática.
Seja como for um presidente de Junta é alguém com algum poder, mesmo que a freguesia tenha poucos fregueses. Dito isto parece-me que as eleições autárquicas que ainda se realizarão este ano podem ser a razão da aprovação (quase) apressada deste diploma, já que é necessário distribuir uns lugares pelos amigalhaços partidários. Quanto antes!
Por isto e muuuuuuuuuuuuuuuuito mais seremos sempre, mas sempre o Portugal dos pequeninos. E não estou do parque da cidade de Coimbra!
Por causa de um caso de doping numa conhecida agremiação desportiva portuguesa, um atleta luso que havia sido convocado foi suspenso do Campeonato do Mundo, o que é naturalmente uma tristeza, todavia foi suficiente para eu saber que hoje a selecção portuguesa iniciaria a sua participação no Campeonato do Mundo de andebol, em Oslo.
A partida principiou às cinco da tarde e foi transmitida pelo canal2 da televisão pública, terminando com uma folgada vitória lusa. No entranto o que mais me espantou nesta partida prendeu-se com os árbitros ou neste caso... árbitras. Duas romenas impuseram as suas decisões sem haver qualquer postura anti-desportiva por qualquer dos atletas presentes. Achei piada à forma como ambas trabalhavam em conjunto num campo recheados de homens com quase o dobro do tamanho e do peso. A título de exemplo direi que Salvador Salvador, um dos esteios da Selecção Nacional tem 23 anos e “só” mede 1,97 de altura.
Tendo eu nascido numa época em que as meninas raramente praticavam desporto e nem pensar serem juízas desportivas, noto com elevado orgulho como os nossos atletas se mostraram tão respeitadores das decisões das jovens árbitras romenas. Um exemplo!
Por aquilo que tenho vindo a constatar o desporto tem-se mostrado paulatinamente muito mais aberto, que outras actividades, à presença do eterno feminino.
Infelizmente o futebol continua a ser a ovelha ronhosa deste Mundo já que, não obstante a campanha de algumas organizações, continua a léguas de ser uma actividade desportiva livre de preconceitos e misoginia.
Hoje um médico comunicou que para fazer determinado tratamento levaria x dinheiro. Todavia não passaria factura nem recibo. Isto é, embolsou o graveto todo sem partilhar com a Autoridade Tributária.
Este é um exemplo perfeito da mentalidade portuguesa: fugir aos impostos.
Somos um país curioso. Detestamos os políticos que se aproveitam da sua actividade para abichar uns cobres, mas por outro lado aplaudimos quem consegue, de forma evidente ou velada, enganar o Estado no que respeita aos impostos devidos.
Depois somos publicamente capazes de dizer que somos gente seriíssima.
Não sou nada apologista desta filosofia de xico-esperto. Também não sou um santo, mas não compro a ideia de quem rouba o Estado está a fazer justiça, muito naquela velha máxima de "quem rouba um ladrão tem 100 anos de perdão".
Penso que quanto mais gente pagar devidamente os seus impostos, menores serão estes. Mas como se consegue enfiar esta ideia na cabeça deste teimoso e imenso povo?
Nem daqui a séculos este pensamento conseguirá ganhar espaço na nossa sociedade.
Entretanto vamos deixando que o virus anti-impostos se alastre.