Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Caixa Geral de De(spro)pósitos

Definitivamente ainda não percebi a admiração que algumas pessoas têm com o que se passou na CGD. Se na Banca privada aconteceu o que todos nós sabemos porque teria o banco do Estado de ser diferente?

Ainda por cima numa altura em que as máquinas do Estado estavam bem oleadas e num processo de vasos comunicantes.

Entretanto o Banco de Portugal vem uma vez mais à baila. Como sempre, aliás, quando se trata de coisas financeiras. Ora como esta instituição raramente vem a público explicar-se ou defender-se, nada melhor que ser atacado por toda a gente sem direito a contraditório… 

Mas voltando à Caixa… O caso do dinheiro emprestado para comprar acções de uma outra instituição fez parte de uma estratégia de controlo dessa mesma entidade. Obviamente que foi necessário um testa de ferro e o empresário madeirense foi enredado, obviamente com o seu consentimento, nesta trama que tem tramado a nossa sociedade.

Muitos serão, deste modo, os culpados nos mais de 1600 milhões de euros de prejuízo do Banco Estatal.

Creio, no entanto, que ninguém será chamado a repor todo ou parte do dinheiro arrecadado e jamais pago.

Porque em Portugal por vontade política, e não só. a culpa morrerá sempre solteira e na penúria.

May com guia de March(a)?

Supostamente em Março que vem a Grã-Bretanha abandonaria a União Europeia num Brexit que seria tudo menos pacífico.

No entanto com a votação de ontem no Parlamento inglês a actual Primeira-ministra do reino de sua Majestade Isabel II terá sentenciado a saída de Inglaterra do clube europeu.

Não adivinho o futuro, tanto da Europa como do Reino Unido com ou sem Brexit, mas todos os cenários são agora possíveis. Mas sinceramente nunca achei que os Britânicos quisessem verdadeiramente a sua saída da União Europeia.

Ah e tal o referendo… Pois… houve um referendo que foi assim uma espécie de cartão amarelo ao governo de David Cameron que jamais pensou perder a consulta popular.

Com estes recentes eventos o mais certo é Theresa May mudar de mês no seu apelido e passar para Teresa “March” e alterar outrossim de morada deixando o número 10 de Downing Street.

De Rio a Montenegro!

O título quase parecem destinos turísticos, saindo da América do Sul até ao Balcãs. Todavia como se percebe está é unicamente uma história sobre galos para um mesmo poleiro.

É mais ou menos assumido que Rio tem sido um desastre como lider do PSD. Quando subiu a Presidente pensou-se que finalmente António Costa iria ter oposição. Mas foi (quase) o contrário o que aconteceu. O antigo presidente da Câmara do Porto não tem "levado a carta a Garcia" o que equivale dizer que o eleitorado laranja anda arredio do partido e da sua forma de fazer oposição.

Mesmo com tudo o que tem acontecido a este Governo (Incêndios mortais em 2017, Tancos, incêndio em Monchique em 2018, a derrocada da estrada em Borba, queda de um helicópetro do INEM, as consecutivas greves de professores, juizes, enfermeiros, guardas prisionais, a supressão de comboios por falta da material circulante), não obstante todos estes eventos, o PS continua em alta, quiçá um pouco mais longe da maioria absoluta.

Não sei se o antigo líder parlamentar da bancada laranja fez bem em mostrar jà as garras a  Rio. As eleições são este ano e mesmo que o PSD mudasse agora de líder dificilmente o partido subiria algo que se visse. Porque o PSD sempre foi um partido de gente que não ama nem se deixa amar.

Depois há Santana Lopes... Uma espécie de sombra negra que paira sobre o partido de Sá Carneiro. Conheço alguns laranjas que já só pensam na Aliança e no que este partido pode trazer de novo à sociedade política.

Talvez seja por divisões como estas que os extremismos, especialmente os de direita, continuam em crescendo por essa Europa fora. Também é verdade que em Portugal não há Bolsonaro nem Trump, mas podem surgir forças populistas que alimentarão e se alimentarão das tristezas do povo luso.

A tal viagem entre Rio e Montenegro vai ser longa, muuuuuuuuuuuito longa. Não sei se o partido e os portugueses estarão preparados para tal.

A luta continua... Ou não?

Talvez esteja a exagerar, mas nem no tempo da tróica e do governo de Passos Coelho assisti a tantas greves. E algumas delas a prejudicarem milhares de pessoas.

Reparemos que neste momento estão em greves os enfermeiros, os funcionários judiciais, os juízes e os estivadores, Estão em protesto os bombeiros, os polícias municipais, os professores.

Todos os dias há mais um grupo de trabalahadores que querem, querem, querem... Até acredito que as greves e os protestos sejam justos e necesssários. Só que todo este clima de instabilidade social tem uma razão de ser: evitar, por parte dos partidos da Geringonça, que o PS nas próximas eleições ganhe a maioria absoluta.

Mas o mais curioso é que tenho assistido a algumas manifestações e a palavra de ordem "a luta continua, governo para a rua" deixou de fazer parte dos slogans dos activistas sindicais. Refila-se, faz-se greve, organizam-se manifestações, mas os sindicatos querem (ainda) este governo em S. Bento!

O que prova que a paz social que o PS no início do mandato tanto apregoou só existia porque o braço armado do PCP (leia-se CGTP) tinha ordens para manter o silêncio, criando uma paz pobre. Com o aproximar das eleições e o constante crescimento das intenções de voto no PS, os partidos da esquerda tiveram de inventar uma maneira de baixar a popularidade deste Governo.

O que sinceramente não sei se o conseguiram. Mesmo com incêndios, Tancos e touradas... António Costa tem vindo a conseguir subir nas sondagens.

Como diz e bem o povo "Mais vale cair em graça que ser engraçado!"

Convergência Ibérica?

Quando em 2015 a coligação PAF ganhou as eleições, sem maioria absoluta, e foi criada uma plataforma de entendimento entre diversos partidos de centro esquerda (vulgo geringonça) abriu-se uma espécie de caixa de pandora que agora Espanha tenta imitar envolvendo o PSOE como partido maioritário e mais uns acordos com diferentes organizações.

Tudo em nome de um poder que se diz democrático.

Este novo tabuleiro político só é possível porque a esquerda considera que tudo o que faz é bem feito desde que chegue ao poder.

Os Louçãs desta vida não percebem que ao jogarem o jogo político com estas novas regras estão, pura a simplesmente, a subverter o desejo popular expresso através do voto?

O próximo ano vai trazer mais eleições. Perfilam-se por isso novas demandas contra este governo de forma a fragilizá-lo e retirar a força que ainda tem. O PCP e o BE farão de tudo para que isso aconteça. A tal paz social que reinou desde que a geringonça assaltou o poder vai deixar de existir.

Exemplo disto foi a greve de hoje nos comboios que prejudicou milhares de passageiros. Virão de seguida as greves de professores e provavelmente daqui a uns tempos a FP por causa de um decreto qualquer.

Aproximam-se novos e estranhos tempos. O PSD tarda em encontrar um rumo num Rio repleto de incertezas. Cristas contradiz-se entre aquilo que propaga e o que fez enquanto governante. O AC, bem à moda de Trump americano desfaz o que PPC fez, não medindo as consequências nos seus futuros acordos. Enquanto a esquerda vai lançando algumas armadilhas já sobejamente conhecidas.

Se a inveja soez é o nosso pior defeito, a brandura da aceitação será, quiçá, a nossa maior virtude.

Um País pob/dre

Neste país chegámos a um ponto de não retorno.

Percebe-se que cada vez mais a política é um terreno deveras pantanoso onde evolui gente sem carácter e sem escrúpulos.

Os sucessivos casos que têm vindo a lume deixam-me triste. Muito triste mesmo. Não foi, com certeza, para isto que a democracia foi implementada em Portugal após o 25 de Abril.

Somos hoje um povo recheado de pequenas e grandes invejas, venenosas hipocrisias, sem méritos e sem estratégias. Vamos por isso dirigindo este “navio” ao sabor das ondas alteradas ou do mar chão, mas sempre com terra à vista, já que ninguém gosta de avançar para propostas mais desafiantes. Há muito receio de errar…

Talvez por isso:

- Tivemos um primeiro-ministro com demasiados interesses na Banca;

- Outro que mentiu descaradamente ao País fazendo-se passar por aquilo que não era;

- Tivemos um PR que criou uma Fundação que ninguém percebe para que serve;

- Existiu um Banco que alimentou governos e partidos;

- Governantes que foram para empresas privadas ganhar a vida;

- Outros foram somente à bola, com bilhetes à borla;

- Ministros com licenciaturas, no mínimo, muito duvidosas;

- Deputados a receberem dinheiro a mais, por viagens a menos;

- Autarcas reféns de empresários locais;

Por fim há o povo, que segundo as últimas tendências, um quarto deste está perto do limiar da pobreza. Para outros se passearem gordos e anafados.

A sociedade lusa está podre e pobre.

O novo PDM

Há quem afirme categoricamente que a história nunca se repete. Até posso assinar por baixo mas fico sempre com a ideia de que há eventos muito semelhantes que decorreram separados por centenas de anos.

Todos nos lembramos do que foi a política portuguesa nos anos oitenta com o surgimento do PRD colado e a reboque do antigo Presidente da República, António Ramalho Eanes.

Para quem não se recorda ou ainda era menino e moço, acrescento que o PRD chegou a ser a terceira força política no hemiciclo de S. Bento, com 45 deputados. O seu primeiro líder foi Hermínio Martinho, um engenheiro agrónomo, ribatejano, mas que tinha pouca experiência política. Após o partido ter dado diversos tiros no pé, foi oficialmente extinto em 2000.

Como é por demais evidente o actual Presidente da República, Professor Marcelo Rebelo de Sousa, tem tido uma presidência muito associada à sua imagem de homem do povo. Não lhe fica mal essa posição, porém é também necessário perceber que o PR deverá ter uma postura mais estadista e menos populista.

Aparentemente Marcelo não pensa assim e deste modo continua a surgir em tudo quanto é lado, desde que lhe dê grande visibilidade. E depois há as “selfies”…

Com estes dados é obvio que Marcelo, se se recandidatar a um novo mandato, irá fazê-lo em modo passeio – ainda mais que na primeira eleição -, mesmo que apareçam alguns candidatos de última hora, tal é o lastro de simpatia que tem angariado nos últimos dois anos e que atravessa toda a sociedade política portuguesa.

Ora bem, com tanta gente a seguir o simpático Presidente, e pegando no que aconteceu nos anos oitenta, que eu referi no início deste postal, é bem provável que MRS, após a sua saída de Belém, constitua um novo partido onde se integrarão todos aqueles que hoje o idolatram e seguem.

Avanço já com a sugestão de uma sigla: PDM. Não, não é o Plano Director Municipal de um qualquer concelho, mas a contracção do nome do tal novo partido e que corresponderá a Partido Do Marcelo.

Fica a ideia.

Centeno vermelho

Em Dezembro passado neste meu texto assumia que um dos inimigos do actual Presidente do Eurogrupo seria Mário Centeno como Ministro das Finanças do Estado Português.

Quando escrevi aquele texto tentei que o humor fosse evidente, mais que um eventual jogo de interesses. Porém muito mais cedo do que eu julgaria Centeno vê-se a braços com um problema por ele criado.

Diz o povo que "à mulher de César não baste ser séria, tem de o parecer", Da mesma forma o Ministro das Finanças deveria ter cuidado com as relações que mantém. Não ponho em causa a sua seriedade como governante, mas este caso com um jogo no Benfica poderia e deveria ter sido evitado.

Todos os governantes têm consciência de que as suas vidas, a partir do momento que assumem uma pasta, deixam de ser deles e passam a ser do domínio público. Por muito que lhes custe e não o desejem, mas é o preço a pagar pelo lugar que ocupam.

António Costa já veio a terreiro defender o seu homem de mão. Nem podia ser de outra forma, sendo que se não o fizesse poderia colocar em causa o lugar do "Ronaldo" das Finanças Europeias.

As notícias das investigações policiais no gabinete de Mário Centeno já surgiram na impresa europeia da especialidade. Veremos agora o que nos reservará o futuro próximo.

Entretanto seria bom que a justiça, de uma vez por todas, fosse célere com as investigações.

 

Grandes conquistas

Como já se esperava o Presidente da República vetou a Lei de Financiamento dos partidos. Algo que já toda a gente esperava.

O Professor Marcelo acabou por decidir numa matéria sobre a qual muitas pessoas, de diversos quadrantes, haviam opinado. Na maioria a favor do tal veto presidencial.

Não li a lei em pormenor, apenas escutei “en-passant” alguns debates com políticos a discutir minudências quando, no essencial, todos ou quase todos estavam de acordo.

Ora bem… custa-me perceber como se sentirão os partidos ao saberem que estão a enganar o povo… deliberadamente. Como consegue um líder político criticar um seu adversário quando no fundo, no fundo ambos pensam mais nos seus interesses pessoais e partidários e menos naqueles que os elegeram?

A política tal como foi pensada e criada deixou de existir, há muito. Hoje o que conta realmente é que se consiga convencer alguém a comprar o nosso produto, nem que para isso tenhamos que enganar o cliente.

E nada disto tem a ver com democracia ou falta dela. Prende-se unicamente com o factor humano mais básico desde a origem da humanidade e que é o de conquista. Ganhar estas ou aquelas eleições foi assim resultado de diversas lutas partidárias com bons debates, grandes discursos e distribuição daquele brinde simpático.

O que equivale dizer que, sem eu perceber, sou mais um animal enjaulado sobre quem alguém anda a fazer bizarras experiências.

E o pior é que não me importo.

Autárquicas 2017: nada de novo!

Em anos de eleições autárquicas os concelhos enchem-se de obras. A pavimentação de ruas repletas de buracos, o concerto de passeios que durante meses e anos foram esventrados e jamais tratados, as belas obras sociais que depois não servem a população porque... falta pessoal especializado.

Tudo serve para mostrar obra, que no fim de contas só serve para "inglês ver", como diz o povo.

Há uns anos um candidato a uma Câmara foi entrevistado para um jornal regional. Questões para aqui respostas para ali, já de gravador desligado, o candidaato referiu-se ao Presidente da edilidade de forma menos positiva apresentando algumas críticas. A principal é que de que se tinha rodeado, por exemplo, de oito acessores.

Este candidato acabou por ganhar as eleições destronando naturalmente o anterior presidente. Todavia passado pouco tempo o novo Presidente da Câmara não tinha oito acessores como o seu antecessor mas somente... onze!

É por estas e muuuuuuitas outras razões que o povo não vai votar. Não é futebol... que tira gente.

A classe política, desde o mero Presidente de junta de freguesia até ao que ocupa um lugar em S.Bento, perdeu, há muito, o estado de graça através da qual, durante muitos anos, enganou o país.

Por isso actualmente Portugal vai saltitando de reforma em reforma, conforme os governos, sem reformar quase nada. Porque o que conta verdadeiramente não é fazer, mas unicamente publicitar um ror de boas intenções.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D