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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

A soberba do pequeno poder!

Dizem que o Poder ou no mínimo a tentativa de a ele chegar é uma droga pujante. Não o posso afirmar por experiência própria porque nunca tentei chegar a tal destino, apenas falo daquilo que já escutei e li.

Quando falo de Poder não me refiro exclusivamente ao político plasmado nas guerras, tantas vezes intestinas, para se lograr um lugar ao Sol. Na escola, no trabalho e até em casa há diferentes formas de alcançar ou exercer o Poder e ao qual poderão estar associadas muitas convulsões e aguerridas bravatas.

Porém é no trilho político que reconheço as maiores demandas para se chegar a um qualquer Poder. Mas aquele caminho pode começar pelo autárquicao quase sempre o parente pobre da política (mas nem sempre o menos influente!).

Ontem estive na aldeia beirã para tratar de alguns assuntos pendentes. Andei para trás e para a frente até que um primo me apanhou e convidou-me a ir a uma patuscada. Lá entrei e cumprimentei a maioria do pessoal presente que conhecia bem.

Estava eu de naco de borrego assado na braza na mão quando chegou ao convívio o Presidente da Junta de Freguesia. Passou junto a mim e nem me cumprimentou. Percebi-lhe a manha e acima de tudo alguma animosidade para comigo, especialmente por já o ter afrontado diversas vezes.

Senti nele a soberba do pequeno Poder e acabei por lhe pregar uma rasteira verbal que o denunciou. Disse então ao meu primo que estava a pensar em mudar a minha morada definitiva para a aldeia, porque os subsídios que peço ao Estado para poder tratar das terras seriam melhores se vivesse permenetemente na aldeia (mentira!).

Contudo esta minha frase teve o condão de acordar de uma certa letargia, o senhor presidente da Junta de Freguesia, e passados poucos minutos estava ao pé de mim, tentando "tirar nabos da Púcara". Ou no mínimo valer-me de alguma coisa.

Teve azar pois eu nada lhe disse (na verdade nada havia para dizer!). E nem troquei quaisquer palavras com ele.

Compreendo que as campanhas autárquicas principiem muito cedo, por vezes cedo demais! Mas eu não sou parvo nem imbecil.

Até me recordei deste humor de Herman José!

Dia de reflexão?

Lanço no título uma questão! E não cabendo a mim dar a resposta avanço com uma hipótese.

Ora aqui vai.

Se este Sábado foi dia para reflectir sobre em quem irei votar, também o Sábado passado deveria ser dia de reflexão para aqueles que votaram antecipadamente!

Na minha teoria o sábado antes das eleições servirá, acima de tudo, para os lideres políticos recuperarem forças e alinhavar um discurso de derrota/vitória que terão de fazer na noite seguinte. Fora isto...

Ontem em Alvalade estavam 49154 almas para verem o Sporting ser bicampeão. Se acrescentarmos a este número os milhares de adeptos no Marquês e por essas terras fora diria que estariam ontem em suas casas uma dúzia de pessoas, a reflectirem.

SInceramente não vejo necessidade nenhuma neste breve interregno eleitoral. Mais parece-me no que diz respeito so sábado anterior, uma injstiça.

Minudências políticas!

O escrutínio a que os políticos estão sujeitos é demasiado pegajoso. Sem muitas vezes existir grande razão para tal. Mas na política o sangue feito em adversários políticos são votos em carteira. Adiante...

Ainda estou longe de perceber a situação do senhor Primeiro Ministro no que diz respeito a empresas suas, mas tudo isto não me cheira assim muito bem, especialmente por parte da oposição que não tendo capacidade nem argumentos políticos válidos para derrubar um governo democraticamente eleito, mune-se de todo o tipo de teorias para desacreditar quem governa.

Esta é uma técnica antiga, mas que deu poucos ou nenhuns resultados políticos a quem a utiliza. Até porque o povo, o tal que é soberano, consegue separar o trigo do joio. Ás vezes, deixem-me também acrescentar!

Entretanto o PCP colocou-se em bicos dos pés e quiçá para desviar a atenção do seu estranho apoio a Putin e consequentemente a Trump, lançou mais uma manobra de diversão na Assembleia da República com a apesentação de uma Moção de Censura ao Governo.

O resultado é o esperado, com um óbvio chumbo na AR, já que o próprio Partido Socialista, ainda sem estaleca para novas eleições, já comunicou que não votaria a favor da dita Moção.

E é assim que em Portugal se faz política. Os cidadãos só são importantes nas vésperas de eleições. Todavia até lá os partidos da oposição, em vez de deixarem o governo trabalhar, andam a empatá-lo com minudências políticas.

Sinceramente assim jamais levaremos este barco a bom porto!

O Mundo à moda de Trump!

Donald Trump tomou hoje posse como 47º presidente dos Estados Unidos da América.

E o Mundo ficou deveras assustado. Não que Trump perceba alguma coisa de alguma coisa, mas por este motivo o loirinho americano pode fazer (ou mandar fazer) muitas patetices para não dizer asneiras.

Ainda estou para compreender como a população americana caiu no engodo do Nova Iorquino e nas suas falsas e impensadas promessas. Depois aquele reuniu-se de um grupo de gente também muito pouco fiável tendo à cabeça essa personagem bizarra que dá pelo nome de Elon Musk.

A partir de hoje muitos americanos jamais dormirão descansados. Americanos e não só!

Este fenómeno político, que leva a direita a crescer em quase todos os países, deveria ter uma explicação lógica e assertiva. O que se fez ou não se fez para que estas ideologias cresçam a olhos vistos?

Certamente que cada político terá uma explicação muito capaz, mas digam o que disserem gente como Trump e seus apaniguados jamais trarão coisas boas ao Mundo. E desiludam-se quem pense que a guerra entre a Ucrânia e a Rússia irá terminar em breve.

Preparemo-nos então para quatro anos de total desvario americano. Entretanto as consequências de tais desmandos serão inquantificáveis.

Quarenta anos passados!

Há muitos anos, ainda o 25 de Abril era uma tenra criança, tive uma conversa, com um colega assumidamente progressista, sobre política. Lembro-me bem dos temas desse início de tarde quando a caminho da escola debatemos ambos: partidos, democracia, liberdade, ditadura, censura e ideologias.

De todo o diálogo com este meu colega, hoje bom amigo e excelente médico, ficou apenas gravado na minha memóriaa uma frase que era mais uma filosofia ideológica. Assumiu ele:

- Jamais poderei ser um democrata!

- Como não és um democrata? Um ferveroso adepto da nossa esquerda mais radical.

Ele respondeu-me:

- Nunca poderei ser um democrata porque há ideologias e partidos com os quais eu nunca consigo conviver! Nomeadamente os partidos fascistas (naquele tempo a palavra direita era raramente usada).

- Mas não há disso em Portugal... Partidos fascistas...

- Isso julgas tu. Um dia verás.

Estranhamente só este fim de semana percebi quanto razão havia naquelas palavras proferidas pelo meu amigo.

Quarenta anos depois!

Aproxima-se borrasca!

Pela primeira vez em democracia temo pelo resultados das próximas eleições.

Quer queira, quer não ando muito desconfiado com aquilo que poderá ser Portugal a partir do dia 10 de Março... É que, sinceramente, não gostaria de ver um André Ventura a querer fazer uma geringonça de Direita tendo como companheiros o PSD e a IL.

Na verdade pode ser que o futuro político deste país passe por aí, se bem que Luís Montenegro já tenha vindo publicamente afirmar que não se coligaria com o Chega! Mas isto serão apenas meras teorias para ludibriar o povo porque na prática, a coisa fiará mais fino.

Segundo o qeu tenho lido por aí há a possibilidade dos radicais de Direita ficarem â frente do PSD. Se assim for o PS terá enormes dificuldades em formar governo pois a Direita assente no parlamento não aprovaria qualquer programa de governo. Só se o PS conseguisse ter a maioria em conjunto com a esquerda, algo que no actual panorama me parece improvável! 

O que é certo (infelizmente!) é cada vez mais oiço gente a assumir que votará no partido do populista André Ventura. Dizem eles que o líder do Chega diz as verdades. Pois... penso eu! Dizer mal será muito fácil. O problema é mesmo... fazer.

Finalmente, o actual lider do PS, recentemente eleito, não terá capacidade política para conseguir chamar a si os eleitores que votaram António Costa. Mais... se ele não serviu para Ministro muito menos servirá para Primeiro Ministro.

Posto isto temo pelo meu futuro e dos meus filhos e netos muito por causa da borrasca que se aproxima!!!

A aterrar...

... é que não nos entendemos!

Quem reside em Lisboa, principalmente nas rotas dos aviões que chegam e partem da capital deve viver sempre em sobressalto, já que um dia pode ter uma visita inesperada e mais que tudo indesejada.

Depois o som monstruoso dos motores que abafam qualquer conversa. Se adicionarmos a esta equação o movimento de veículos na zona do aeroporto de Lisboa temos a certeza de que a capital necessita de um espaço alternativo.

Este é um assunto recorrente na nossa sociedade. Uns dizem que deve ser Montijo, outros Alcochete e já foi Ota e até Montes Claros como eventuais candidatos a receberem um novo aeroporto.

Sei que para se construir um completamente de raiz serão necessários muuuuuuuuuuuuuuuuuitos milhões. Daí procurarem-se locais alternativos ao redor da cidade, minimizando despesas.

Como tudo o que o Estado faz em Portugal a nível de obras públicas há demasiados interesses instalados e se houver uma boa aportunidade de abichar mais algum... tanto melhor!

Nada me move contra ou a favor dos locais, mas percebo que tenha de haver um estudo profundo sobre os impactos ambientais e económicos de um novo aeroporto, seja ele onde for!

No entanto há uma hipótese que deveria ser considerada mesmo que seja a uma distância em linha recta de 130 quilómetros e que se chama Beja.

Faltará a este terminal os melhores acessos rodoviários e ferroviários, mas feitas bem as contas o que ficará mais barato para o país: um aeroporto feito de raiz ou aproveitar uma estrutura que já existe, bastando acrescentar meios terrestres de chegada e partida?

Gostaria então que me provassem por A+B porque é que Beja não serve para aeroporto alternativo! Mas com valores que é para eu perceber melhor!

Desculpas de milhões!

Se fosse jovem gostaria muito de participar nas próximas Jornadas Mundiais da Juventude. Como católico fico-me pela alegria de ter em Portugal uma vez mais o Papa Francisco após o que foi a sua presença em Fátima aquando das comemorações do Centenário das Aparições.

Tudo o resto são "fait-divers" de gente que critica um palco de cinco milhões (será?), no entanto sempre que pode foge às suas obrigações, provavelmente até a votar!

Num país em que os sucessivos governos foram e continuam a ser useiros e vezeiros em "gastar vamos" sem se preocuparem em saber como pagar (lá dizia o outro "que as dívidas não se pagam"), estranho que se preocupem com uns milhões quando se gastaram aquele valor para o palco vezes não sei quantas vezes para se construirem autoestradas sem utilização, estádios de futebol que não são usados ou alimentar uma companhia de aviação que tarde em dar retorno. E já nem falo dos milhões entregues ao BPN e ao Novo Banco...

Quanto deste dinheiro já princepescamente gasto poderia minimizar pobreza? Muito digo eu!

Todavia o maior problema luso está realmente numa cobertura e palco!

Receio um futuro... à brasileira!!

Quando em 2015 foi criada a "Geringonça", logo naquela altura temi o futuro. De uma forma nua e crua o PS empurrado pelo BE e pelo PCP abriram um precedente ao criarem uma união governativa à esquerda sem contudo qualquer um dos partidos ter ganho as eleições.

Segundo uma sondagem do passado fim de semana, a haver agora uma "Geringonça" esta seria à direita. Isto é, o PS ao criar a ideia de um governo apoiado pelos partidos de esquerda abriu a porta para que num futuro possa acontecer o mesmo no extremo contrário da cor política.

Será bom que os apoiantes da tal coligação acordem, quanto antes, para esta nova realidade. Mais... seria interessante a esquerda assumir por inteiro as culpas daquilo que pode ser o futuro de Portugal!

Bem vistas as coisas a esquerda está no Governo desde 2015 e se tudo tivesse corrido como deveria ser o povo voltaria a querer a mesma esquerda.

Porém e ainda segundo a tal sondagem há uma diferença substancial entre os dois extremos da política. E que pode ser aumentada tendo em conta os recentes e estranhos casos no PS.

Posto isto começo a recear que Portugal poderá vir a sofrer do mesmo problema que o Brasil sofreu recentemente.

Convém aprender com os erros dos outros!

Jerónimo de Sousa, o resistente!

Nunca alinhei pelas ideias do PCP. Um partido muito fechado sobre si próprio, estanque à comunicação social e interiormente diria que muito pouco... democrático. Conheço quem tenha confrontado há muitos anos o antigo lider Álvaro Cunhal pela forma como este liderava o partido. Desse confronto originou a saída do meu amigo da militãncia partidária comunista.

Estranhei por isso a recente notícia da saída de Jerónimo de Sousa da liderança do Partido Comunista. E mais estranhei quando percebi que irá também largar o seu lugar como deputado na Assembleia da República. Algo acontecera para tal decisão, pensei!

Descobri hoje que há motivos válidos e que se prendem com a débil saúde de Jerónimo de Sousa para esta decisão, o que desde já lamento. Sinceramente!

Sair de uma liderança partidária para se dar lugar aos novos com renovadas visões é uma atitude madura, mas abandonar assim o partido é triste e acima de tudo imerecido.

É tempo do antigo metalúrgico e o únido deputado da Assembleia Constituinte ainda em actividade, aproveitar ao máximo a companhia da família e recuperar o melhor que poder a sua saúde. Assim espero e desejo.

Sempre considerei o antigo metalúrgico um homem honesto e afável. O seu discurso não saía do registo a que estamos habituados naquele partido, mas ainda assim mostrava-se sempre muito educado. 

Teimou em 2020, no auge da pandemia, em manter a Festa do Avante quando muitos o desanconselhavam (eu próprio considerei um erro...), mas manteve a sua teimosia e acabou por ganhar a bravata. Terá perdido algum charme político quando não pretendeu ser governo com o PS e daí talvez a queda abrupta nas eleições seguintes com perda de metade dos seus deputados. Os custos de uma geringonça que o país nunca pretendeu...

Termino com a ideia de que Jerónimo sai da política, mas tenho a certeza que a política jamais sairá dele.

Finalmente e como nota de rodapé relembro alguns textos de comentadores que por altura das eleições e dos maus resultados do PCP, a lançarem João Ferreira para a frente do partido. Mais uma vez o Partido Comunista a mostrar como tudo naquela casa fica lá dentro e nada transpira para fora.

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