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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Arruada ou arruaça?

A campanha eleitoral terminou. E terminou em grande já que o Secretário Geral do PS baixou o nível da sua campanha.

Vai ser tema durante alguns dias e quiçá esmiuçado até ao tutano se António Costa perder as eleições ou tiver um resultado muito abaixo do que seria esperado.

Na política há atitudes que não se devem ter. Ora responder daquela forma abrupta a uma acusação que segundo o PM não tinha razão de ser é, obviamente, dar tiros no próprio pé.

O que a mim me admira é que Costa tenha caído na esparrela. Ainda por cima no final da campanha sem hipóteses de lavar a sua imagem.

Creio que ainda iremos ouvir falar muito das consequências desta atitude quase de arruaceiro. Os adversários políticos irão, certamente, agradecer!

Dia 6 à noitinha saberemos.

Desorganizar as Organizações

Há uns anos uma colega minha que esteve muito ligada à Representação Portuguesa em Bruxelas dizia-me que era óptimo o Presidente da Comissão Europeia ser português. Obviamente que se referia a Durão Barroso.

Hoje e à distância que o tempo nos impõe ainda não percebi muito bem quais as vantagens que obtivemos daquele lugar ocupado em dois mandatos pelo antigo líder do PSD.

Da mesma maneira também não entendi que melhorias teve Portugal com a Presidência da Assembleia das Nações Unidas em 1995-1996 liderada pelo antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral.

Actualmente não reconheço nenhuma melhoria só porque António Guterres é o Secretário Geral na ONU.

Recentemente o nome do Ministro das Finanças. Mário Centeno. surgiu como possível Presidente do FMI. Mais uma figura lusa que pode subir ao palanque mundial, mas sem qualquer benefício para os interesses deste rectângulo.

Remato com esta questão: se temos tanta gente tão boa capaz de chegar ao topo de Organizações Internacionais como foi possível que chegássemos tão baixo de forma a pedinchar umas migalhas  à velha Europa?

Nesta história há algo de dificil explicação.

Vai uma aposta?

O sindicato dos motoristas de matérias perigosas apresentou um pré-aviso de greve para ter início no próximo dia 12 de Agosto.

Por aquilo que nos foi dado observar há umas semanas, aquando da outra greve do mesmo sindicato, preveêm-se gravíssimos transtornos a todos os níveis. Ainda por cima há outros sindicatos de motoristas solidários com esta luta.

O governo entretanto vai adiando uma decisão assente num eventual acordo entre as partes. Que parece cada vez mais difícil.

Todavia acredito que mais perto do dia do início da greve esta não se realizará. É que não calhará nada bem a este governo ter um litígio desta envergadura às portas de eleições legislativas.

Vai uma aposta?

Futuro ameaçado?

Tenho feito aqui muitas criticas aos diferentes governos que nos têm conduzido (não uso a palavra governar de propósito).

Só que dou muitas vezes por mim a perguntar de quem é realmente a culpa de termos estes políticos? Obviamente que a resposta é fácil de saber e difícil de dizer… São justamente os eleitores.

O povo gosta de sopas e descanso. E não quer saber ao pormenor como se faz para levar esta jangada a bom porto. Desde que o seu clube ganhe, que CR7 marque mais uns golos e que o sol aqueça os corpinhos na praia, o português não pretende mais nada.

Nem mostra qualquer intensão em saber… O que me parece ainda pior.

Escutei hoje umas declarações de alguém de Bruxelas, que avisava o governo de António Costa para a necessidade de cortar futuramente na despesa do Estado. O que equivale dizer que a palavra austeridade surgiu uma vez mais na boca daquele.

Austeridade? Então a geringonça não havia acabado com a dita, como se este governo numa espécie de milagre, tivesse inventado uma vacina para acabar com tal mal? Parece que o povo foi novamente ludibriado…

Não tenho dados suficientes para poder afirmar com toda a propriedade que as tais declarações são o espelho da nossa realidade, mas conhecendo eu bem a fibra de que é feita a nossa classe governativa, não me admiraria que após as eleições legislativas a tal de austeridade entrasse por aí dentro. Provavelmente com outro epíteto.

Governar um país não parece ser nada fácil. Acima de tudo quando se continua a gastar mais do que se ganha.

O PS ganhou as recentes eleições Europeias, mas se se confirmar os prognósticos de Bruxelas o próximo orçamento vai ter enormes alterações. Para pior…

Depois vou querer entender a posição dos amigos de Costa (leia-se PCP e BE).

Caixa Geral de De(spro)pósitos

Definitivamente ainda não percebi a admiração que algumas pessoas têm com o que se passou na CGD. Se na Banca privada aconteceu o que todos nós sabemos porque teria o banco do Estado de ser diferente?

Ainda por cima numa altura em que as máquinas do Estado estavam bem oleadas e num processo de vasos comunicantes.

Entretanto o Banco de Portugal vem uma vez mais à baila. Como sempre, aliás, quando se trata de coisas financeiras. Ora como esta instituição raramente vem a público explicar-se ou defender-se, nada melhor que ser atacado por toda a gente sem direito a contraditório… 

Mas voltando à Caixa… O caso do dinheiro emprestado para comprar acções de uma outra instituição fez parte de uma estratégia de controlo dessa mesma entidade. Obviamente que foi necessário um testa de ferro e o empresário madeirense foi enredado, obviamente com o seu consentimento, nesta trama que tem tramado a nossa sociedade.

Muitos serão, deste modo, os culpados nos mais de 1600 milhões de euros de prejuízo do Banco Estatal.

Creio, no entanto, que ninguém será chamado a repor todo ou parte do dinheiro arrecadado e jamais pago.

Porque em Portugal por vontade política, e não só. a culpa morrerá sempre solteira e na penúria.

May com guia de March(a)?

Supostamente em Março que vem a Grã-Bretanha abandonaria a União Europeia num Brexit que seria tudo menos pacífico.

No entanto com a votação de ontem no Parlamento inglês a actual Primeira-ministra do reino de sua Majestade Isabel II terá sentenciado a saída de Inglaterra do clube europeu.

Não adivinho o futuro, tanto da Europa como do Reino Unido com ou sem Brexit, mas todos os cenários são agora possíveis. Mas sinceramente nunca achei que os Britânicos quisessem verdadeiramente a sua saída da União Europeia.

Ah e tal o referendo… Pois… houve um referendo que foi assim uma espécie de cartão amarelo ao governo de David Cameron que jamais pensou perder a consulta popular.

Com estes recentes eventos o mais certo é Theresa May mudar de mês no seu apelido e passar para Teresa “March” e alterar outrossim de morada deixando o número 10 de Downing Street.

De Rio a Montenegro!

O título quase parecem destinos turísticos, saindo da América do Sul até ao Balcãs. Todavia como se percebe está é unicamente uma história sobre galos para um mesmo poleiro.

É mais ou menos assumido que Rio tem sido um desastre como lider do PSD. Quando subiu a Presidente pensou-se que finalmente António Costa iria ter oposição. Mas foi (quase) o contrário o que aconteceu. O antigo presidente da Câmara do Porto não tem "levado a carta a Garcia" o que equivale dizer que o eleitorado laranja anda arredio do partido e da sua forma de fazer oposição.

Mesmo com tudo o que tem acontecido a este Governo (Incêndios mortais em 2017, Tancos, incêndio em Monchique em 2018, a derrocada da estrada em Borba, queda de um helicópetro do INEM, as consecutivas greves de professores, juizes, enfermeiros, guardas prisionais, a supressão de comboios por falta da material circulante), não obstante todos estes eventos, o PS continua em alta, quiçá um pouco mais longe da maioria absoluta.

Não sei se o antigo líder parlamentar da bancada laranja fez bem em mostrar jà as garras a  Rio. As eleições são este ano e mesmo que o PSD mudasse agora de líder dificilmente o partido subiria algo que se visse. Porque o PSD sempre foi um partido de gente que não ama nem se deixa amar.

Depois há Santana Lopes... Uma espécie de sombra negra que paira sobre o partido de Sá Carneiro. Conheço alguns laranjas que já só pensam na Aliança e no que este partido pode trazer de novo à sociedade política.

Talvez seja por divisões como estas que os extremismos, especialmente os de direita, continuam em crescendo por essa Europa fora. Também é verdade que em Portugal não há Bolsonaro nem Trump, mas podem surgir forças populistas que alimentarão e se alimentarão das tristezas do povo luso.

A tal viagem entre Rio e Montenegro vai ser longa, muuuuuuuuuuuito longa. Não sei se o partido e os portugueses estarão preparados para tal.

A luta continua... Ou não?

Talvez esteja a exagerar, mas nem no tempo da tróica e do governo de Passos Coelho assisti a tantas greves. E algumas delas a prejudicarem milhares de pessoas.

Reparemos que neste momento estão em greves os enfermeiros, os funcionários judiciais, os juízes e os estivadores, Estão em protesto os bombeiros, os polícias municipais, os professores.

Todos os dias há mais um grupo de trabalahadores que querem, querem, querem... Até acredito que as greves e os protestos sejam justos e necesssários. Só que todo este clima de instabilidade social tem uma razão de ser: evitar, por parte dos partidos da Geringonça, que o PS nas próximas eleições ganhe a maioria absoluta.

Mas o mais curioso é que tenho assistido a algumas manifestações e a palavra de ordem "a luta continua, governo para a rua" deixou de fazer parte dos slogans dos activistas sindicais. Refila-se, faz-se greve, organizam-se manifestações, mas os sindicatos querem (ainda) este governo em S. Bento!

O que prova que a paz social que o PS no início do mandato tanto apregoou só existia porque o braço armado do PCP (leia-se CGTP) tinha ordens para manter o silêncio, criando uma paz pobre. Com o aproximar das eleições e o constante crescimento das intenções de voto no PS, os partidos da esquerda tiveram de inventar uma maneira de baixar a popularidade deste Governo.

O que sinceramente não sei se o conseguiram. Mesmo com incêndios, Tancos e touradas... António Costa tem vindo a conseguir subir nas sondagens.

Como diz e bem o povo "Mais vale cair em graça que ser engraçado!"

Convergência Ibérica?

Quando em 2015 a coligação PAF ganhou as eleições, sem maioria absoluta, e foi criada uma plataforma de entendimento entre diversos partidos de centro esquerda (vulgo geringonça) abriu-se uma espécie de caixa de pandora que agora Espanha tenta imitar envolvendo o PSOE como partido maioritário e mais uns acordos com diferentes organizações.

Tudo em nome de um poder que se diz democrático.

Este novo tabuleiro político só é possível porque a esquerda considera que tudo o que faz é bem feito desde que chegue ao poder.

Os Louçãs desta vida não percebem que ao jogarem o jogo político com estas novas regras estão, pura a simplesmente, a subverter o desejo popular expresso através do voto?

O próximo ano vai trazer mais eleições. Perfilam-se por isso novas demandas contra este governo de forma a fragilizá-lo e retirar a força que ainda tem. O PCP e o BE farão de tudo para que isso aconteça. A tal paz social que reinou desde que a geringonça assaltou o poder vai deixar de existir.

Exemplo disto foi a greve de hoje nos comboios que prejudicou milhares de passageiros. Virão de seguida as greves de professores e provavelmente daqui a uns tempos a FP por causa de um decreto qualquer.

Aproximam-se novos e estranhos tempos. O PSD tarda em encontrar um rumo num Rio repleto de incertezas. Cristas contradiz-se entre aquilo que propaga e o que fez enquanto governante. O AC, bem à moda de Trump americano desfaz o que PPC fez, não medindo as consequências nos seus futuros acordos. Enquanto a esquerda vai lançando algumas armadilhas já sobejamente conhecidas.

Se a inveja soez é o nosso pior defeito, a brandura da aceitação será, quiçá, a nossa maior virtude.

Um País pob/dre

Neste país chegámos a um ponto de não retorno.

Percebe-se que cada vez mais a política é um terreno deveras pantanoso onde evolui gente sem carácter e sem escrúpulos.

Os sucessivos casos que têm vindo a lume deixam-me triste. Muito triste mesmo. Não foi, com certeza, para isto que a democracia foi implementada em Portugal após o 25 de Abril.

Somos hoje um povo recheado de pequenas e grandes invejas, venenosas hipocrisias, sem méritos e sem estratégias. Vamos por isso dirigindo este “navio” ao sabor das ondas alteradas ou do mar chão, mas sempre com terra à vista, já que ninguém gosta de avançar para propostas mais desafiantes. Há muito receio de errar…

Talvez por isso:

- Tivemos um primeiro-ministro com demasiados interesses na Banca;

- Outro que mentiu descaradamente ao País fazendo-se passar por aquilo que não era;

- Tivemos um PR que criou uma Fundação que ninguém percebe para que serve;

- Existiu um Banco que alimentou governos e partidos;

- Governantes que foram para empresas privadas ganhar a vida;

- Outros foram somente à bola, com bilhetes à borla;

- Ministros com licenciaturas, no mínimo, muito duvidosas;

- Deputados a receberem dinheiro a mais, por viagens a menos;

- Autarcas reféns de empresários locais;

Por fim há o povo, que segundo as últimas tendências, um quarto deste está perto do limiar da pobreza. Para outros se passearem gordos e anafados.

A sociedade lusa está podre e pobre.

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