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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Ainda a tempo!

O tema português da actualidade é a enorme abstenção oriunda destas recentes eleições europeias. Este é sem sombra de dúvidas um problema, que sejamos sérios… não é de agora.

Há muito que os nossos políticos têm vindo a reparar no enorme incremento da abstenção, mas como os seus lugares estão mais ou menos assegurados, assobiam para o lado.

Não obstante o PR vir publicamente incentivar a votar, os portugueses não o escutaram ou então não o levaram a sério… Apostaria na segunda hipótese.

Certo é que quase 70 por cento dos eleitores deixaram de exercer o seu direito de voto. Isto é, a democracia só é exercida na sua plenitude por menos de um terço da população. O que para mim é alarmante pois pode tornar num campo minado à própria democracia.

Essencialmente porque não se prevê alteração do paradigma num futuro mais ou menos breve. Ou se existir será sempre para pior…

A Sarin neste seu postal levantou uma série de possíveis soluções, todas elas muito válidas, mas que obrigaria a uma mudança radical da lei eleitoral, algo que os actuais partidos não querem nem desejam. Pudera!

Tal como numa qualquer doença é necessário identificar onde está o mal ou de forma mais profunda o que originou a maleita. Neste caso a origem está unbicalmente ligada com uma classe política pouco ou nada credível, recheada de mordomias e, salvo algumas excepções, impunes aos seus próprios actos de gestão.

É esta falta de credibilização que leva, ou melhor, não leva as pessoas a votar. Mesmo que seja em branco.

A melhor solução passaria por educar as crianças desde a primária para a necessidade de um dia poderem ser chamados a decidir o futuro do país através do voto. Mas para tal será sempre necessário ter gente associada à política valorosa e competente, sem “rabos-de-palha” ou reféns de organizações de todo o género e espécie, o que me parece de todo quase impossível. E pior demoraria mais de uma década… Então até lá?

Até lá deveríamos, cada um à sua maneira, tentar esclarecer as pessoas, tentar acordá-las do marasmo em que se envolveram. A partir de agora…

É que amanhã pode ser tarde demais.

Um milhão de razões

A nossa classe política continua em descrença total. Também não admira com tantos casos envolvendo alguns governantes seria impensável que o povo continuasse a acreditar em tal gente.

Vem isto ao caso de Portugal ter sido escolhido para as próximas Jornadas Mundiais da Juventude que se realizarão em Lisboa em 2023.

Logo que se soube da escolha da capital Portuguesa para tal evento católico eis que surgiram os autarcas da região de Lisboa a chegarem-se à frente, ufanos e vaidosos, para receberem esta manifestação de fé católica. Curiosamente autarquias supostamente laicas ou mesmo anticlericais. Entretanto vão ter que olvidar ou quiçá esconder muitas teorias…

O Governo exulta assim pela perspectiva económica, a igreja portuguesa alegra-se com a responsabilidade da organização, os católicos agradecem a vinda do Papa, os autarcas esfregam as mãos. A fé fica assim para o fim...

Tudo porque este evento pode originar uma receita muito próxima dos mil milhões de... euros!

Caríssimos políticos: entendam-se

Marcelo Rebelo de Sousa não é PM, mas age como tal.

António Costa não é PR, mas assume-se como tal.

Centeno não é mentiroso, mas diz inverdades.

Mariana não é Ministra das Finanças, mas faltará pouco.

Passos não é oposição, mas nem sabe o que é.

Cristas não é Passos, mas é oposição.

Jerónimo não é Catarina, mas está quase.

Catarina não é do PS, mas parece.

Louçã não é Gaspar, mas são parentes.

Nogueira é professor, mas não ensina nada de novo.

Arménio Carlos diz que sim, mas depois diz que não.

Carlos Silva nem sim nem não, antes pelo contrário.

No final o povo vai-se rindo e pagando, pois o importante é estar vivo!

Mentir, mentir, mentir sempre

A mudança das caras governativas não foi sinónimo de alteração de estratégia governativa. Na verdade Portugal está amarrado, preso, escravo da UE. É desta Europa que vem o dinheiro ou o aval para ele. E o novo governo sabe disso.

E é também com este dinheiro que Portugal vai conseguindo fazer face às despesas. A economia tarda em crescer o suficiente para pagar o défice e deste modo o país continua a recorrer ao mercados para se financiar.

Nada do que atrás escrevi é novidade... foi só para lembrar!

O problema é que o actual governo vê-se envolvido numa série de negociações - que não estão a correr grande coisa - com a Comissão Europeia de forma contentar dois lados. De um lado da barricada está o (tal) eleitorado de esquerda que votou no PS, PCP e Bloco de Esquerda para quem o discurso de que a austeridade já acabou são trinados. Do outro a tróica que não deseja que Portugal mude de políticas só porque mudou de governo.

O actual PM vê-se assim num dilema que pode custar a sua carreira governativa.

Aumentar o imposto sobre os produtos petrolíferos e quiçá implementar o Imposto Sucessório pode dar algum dinheiro, mas retira muitos votos. E o PS sabe isso muito bem!

Portanto em Portugal a mentira continua presente nos nossos políticos, sejam eles de que partidos forem.

Até que a gente queira!

Estou p(l)asmado

Raramente vejo televisão. E muito menos a TVI. Mas ontem ao fazer um zapping deparei com o anúncio de uma reportagem que seria hoje transmitida por aquele canal de televisão.

E o que vi e ouvi desta primeira parte da reportagem deixou-me completamente p(l)asmado com o que se passa neste Portugal. Milhões e milhões de euros desperdiçados como fôssemos ricos e abastados. A saúde não é só um direito constitucional mas um bem que devia ser defendido por todos. Repito todos! E obviamente não é...

Ficam deste modo, triste e sem resposta uma sériee de questões:

Até que ponto vai a ganância e a baixeza dos nossos políticos, gestores, médicos e demais gente?

Como pode este país sair desta orfandade, de pessoas com espírito de missão que deveria nortear os políticos e médicos?

Como pode alguém dormir de consciência tranquila quando por estes e muuuuuuuitos outros casos de desperdício, estranhos interesses e desmendos financeiros há gente desempregada, a passar fome, sem o mínimo para sobreviver?

Serão, quiçá, demasiadas questões para as quais não obtenho qualquer resposta. Somente porque neste rectângulo tudo é permitido, tudo é anormalmente normal.

Só o plasma é que é importado!

 

 

 

 

Ainda sobre a morte de Eusébio!

Já muito se falou e escreveu sobre o triste falecimento de Eusébio da Silva Ferreira. Graças a Deus que a maioria do que se ouviu e leu, foram rasgados e merecidos elogios ao Pantera Negra.

 

Só que, como diz o povo no melhor pano cai a nódoa, e assim apareceram algumas figuras que, perante este fenómeno de popularidade que atravessou quase toda a sociedade portuguesa, saíram a terreiro com declarações que demonstram, no mínimo, uma pobreza de espírito e quiçá alguma tacanhez.

 

Começo pelas declarações do antigo Presidente Doutor Mário Soares. Aceito que haja alguém que não goste de futebol em particular ou até mesmo do desporto em geral. Porém e perante a morte de uma figura tão carismática como Eusébio o melhor seria… silenciar-se. Ficou mal nesta fotografia e dificilmente alguém esquecerá estas suas declarações. No mínimo lamentáveis para alguém que foi uma das personagens do século passado.

 

Mas infelizmente não está sozinho. No dia 6 o Doutor Marinho Pinto, ilustre e mediático advogado, criticava a forma como tinham decorrido as exéquias do maior futebolista português. E pior… com a agravante de se considerar benfiquista. Também aqui entendo a idiotice deste homem, que foi durante anos Bastonário da Ordem dos Advogados, ao perceber como pode o povo orgulhar-se de um mero futebolista.

 

Finalmente e obviamente menos desculpável são as palavras da Doutora Assunção Esteves, ilustre Presidente da Assembleia da República. As suas declarações e desculpas um tanto atabalhoadas sobre a eventual ida do féretro de Eusébio para o Panteão, podiam ter sido obviamente evitadas.

 

Há assuntos sobre os quais alguns ilustres personagens não deviam opinar, pois arriscam-se a cair facilmente no ridículo.

 

A morte de Eusébio, lançou este antigo campeão para o rol das personagens portuguesas com direito a ficar eternamente na nossa história. E há, neste país, quem ainda não consiga entender isso!

 

 

Que se lixem os políticos!

 

Neste pequeno rectângulo que alguém achou por bem chamar de Portugal vive uma troupe de pessoas, raças e credos, da qual eu também faço parte, e que têm uma visão da política e dos políticos assaz depauperada. Provavelmente com razão!

Quase toda a gente concorda que se engane o Estado. Este não parece ser uma pessoa de bem. Hoje contratamos com ele uma coisa, amanhã o contrato é unilateralmente alterado, sem o nosso consentimento e aguardamos sempre que mais modificações venham a ser feitas. E nunca em nosso benefício. Portanto torna-se lícito enganá-lo.

Durante as últimas décadas os políticos têm sido reis e senhores deste “feudo”. Trocam favores por lugares, apoios explícitos a candidaturas por administrações empresariais, empenhamentos vincados com o propósito de aprovações especiais das Camaras Municipais.

No tempo que meou entre o 25 de Abril de 74 e o ano passado, o povo português deu largas à sua liberdade e à sua vontade de gastar. Curiosamente no início da revolução alguns partidos pretendiam acabar com os abastados, mas foram os pobres que fizeram, desde essa altura, vida de ricos. Carros, casas, férias, e mais recentemente bons telemóveis, cartões de crédito, um manancial de objectos mesmo à mão de semear. E os contínuos governos portugueses, enquanto tiveram crédito foram gastando como quiseram e lhes apeteceram. Portugal criou gorduras na máquina administrativa pública, sem evidentes benefícios para as populações. Empregou gente que não fazia falta. Acumulou dívidas e despesas que o país não comportava. Um dia, para ajudar à festa, entrámos num clube de afortunados. E continuámos a viver como se fossemos muito ricos. Até que…

Alguém nos bateu à porta a dizer o que tínhamos para pagar. Nessa altura estávamos obesos. Não andávamos apenas arrastávamo-nos tal era a gordura. E a factura longa, para ser paga por todos nós!

Foi o instante de acordar de um pesadelo. Passar à realidade e… emagrecer forçosamente. Todos!

Ainda hoje li que os ricos de Portugal estão cada vez menos endinheirados… Tal como nós, eles também tiveram que emagrecer. E no meio de todo este torvelinho de emoções, o governo actual teve de actuar. Há quem diga bem (poucos!) e há quem diga mal (a maioria!) da actuação governativa. Porém fosse quem fosse que estivesse agora no poder teria esta pesadíssima herança para gerir.

E acredito que não tem sido fácil. Eu digo sinceramente que não gostaria de estar no lugar destes governantes. Ficarão para sempre ligados a um dos piores momentos na história do nosso país.

Custa-me assim entender como é que as declarações proferidas pelo actual Primeiro Ministro, no âmbito de líder do maior partido do governo, tenham sido tão mal interpretadas. Duma forma que todo o povo português percebeu, Pedro Passos Coelho não “doirou a pílula”. Com aquele desabafo apenas pretendeu dizer que para ele o país está primeiro, que os seus interesses partidários (e de outros!!!).

Dou-lhe os meus parabéns pela frontalidade com que disse o que disse.

E entendi outra coisa que ele pretendeu dizer:

“Que se lixem os políticos!”

A Europa avaliadora

Portugal está uma vez mais a ser escrutinado pelas entidades europeias.

 

Tudo vai ser passado a pente fino. As reformas implementadas ou a implementar, as contas correntes dos ministérios, os bancos, tudo vai ser observado à lupa.

 

Ontem à noite num qualquer canal da televisão o deputado Honório Novo do PCP achava absurdo que o PM não tivesse chamado o seu partido para conversações antes de receber a Troika, e apenas tivesse recebido o António José Seguro.

 

O que me admira é como estes políticos têm a veleidade de se sentirem ofendidos com o PM, quando em tempo devido, aquando das primeiras negociações da Troika, recusaram-se a comparecer nas reuniões.

 

É por estas e por outras que o PCP não passa do mesmo valor eleitoral. As pessoas não são burras e muito menos idiotas. Como podem estes políticos, de uma esquerda tacanha e hipócrita, crescer se não abdicam de posturas assentes em pressupostos que já não têm razão de ser?

 

Portugal necessita de uma esquerda proactiva, positiva e colaborante. Não de "velhos do Restelo"...

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