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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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25 de Abril... sem liberdade!

Hoje é dia 25 de Abril, feriado nacional, denominado "Dia da Liberdade". Curioso penso eu.
Num ano que que nos foi vedado sair de casa, de visitar os familiares no hospital, de beijar pais e mães, de ir a um simples baptizado ou casamento, comemorar algo que durante muitos meses não tivemos é deveras estranho.

Eu sei que a pandemia (e o governo) nos obrigou a vivermos neste estado desesperado e caótico. Mas comemorar o que se conquistou há 47 anos e que agora não temos é assim um bocado a brincar com o povo.
Não se admire, por isso, o governo e outros políticos do seu "estado de graça" estar em queda, que os portugueses estejam cada vez mais descrentes da política e dos políticos e que a abstenção seja cada vez maior.

Num dia como este o governo e outras organizações deveriam pelo respeito que o povo merece, deveriam repito, escusar-se de fazerem quaisquer comemorações. Porque se eles têm liberdade para o fazer... o povo não tem.

E assim sendo não somos um povo livre. Não sendo livre comemora-se hoje o quê?

Como vejo hoje o 25 de Abril

Aproximam-se mais umas festividades do 25 de Abril de 1974.

E regresso a essa quinta feira plúmbea e fria. Sobrava em calor revolucionário.

Andava na escola e o meu pai, sendo militar permanente, veio logo comunicar para não sairmos de casa. Estava a decorrer um golpe de Estado. (Só mais tarde se criaria o mito da Revolução dos Cravos!!!)

Telefonia ligada, logo iniciámos a escutar um locutor a falar. Creio que era o Luís Filipe Costa! Dizia o que se estava a passar a pedido de um tal Movimento das Forças Armadas que naquele instante desconhecíamos quem era ou o que era.

Só de tarde, creio eu, a televisão passou a série “Daktari”.

Esta é a primeira grande recordação que tenho do dealbar do meu 25 de Abril de 1974.

A dita Revolução veio depois e o país tanto avançava na democracia como recuava. Lembro-me bem do PREC (Processo Revolucionário em Curso) que quase levou o país a uma guerra civil. Recordo do 28 de Setembro com as barricadas nas estradas, do 11 de Março e a nacionalização de muitos sectores da economia portuguesa. E do 25 de Novembro.

No fundo o 25 de Abril foram todos estes acontecimentos. Foi outrossim as diversas eleições democráticas, os diferentes governos que caiam para virem novos, a apressada descolonização, a reforma agrária que verdadeiramente nunca se fez, as sucessivas greves, as constantes manifestações.

Durante quase dez anos Portugal foi um país estranho. Ou se era a favor ou contra, nunca havia a meia medida. Ou se era de esquerda ou então fascista. Ou pobre e revolucionário ou então rico e burguês.

Pretendeu-se o sistema social nórdico implantado num país de tendência latina em questões laborais. Tentava-se a implementação de diferentes sistemas políticos, quando obviamente nenhum servia para um povo que desde o início do século XX não sabia o que era o Mundo para além das suas fronteiras.

Talvez por tudo isto tenhamos hoje uma classe política tão pálida, tão enfezada para abraçar outros cometimentos. Nasceu entre dois polos opostos e nunca soube qual escolher. Adaptou-se ao que mais lhe convinha.

Sobra ainda daqueles dias a liberdade, dirão alguns. Será verdade, mas até quando?

Entretanto comemore-se mais um ano do 25 de Abril.

Desconfi(n)ado?

O governo e o Infarmed e mais um número de doutas personagens acordaram que a partir de hoje seria o momento ideal para iniciar o desconfinamento. Faseado é certo, mas o sentido é paulatinamente regressarmos a uma vida mais livre.

Porém durante a semana Pascal regressaremos ao confinamento, para a partir do dia 5 de Abril voltarmos a desconfinar. Isto é assim uma espécie de avanços e recuos e para os quais não encontro justificação. Quiçá entre quinta-feira santa e domingo de Páscoa pudesse haver alguma ou total limitação de deslocações.

Porém acho que seria muito mais precavido iniciar-se o desconfinamento somente depois do dia 5 de Abril. Entretanto nos próximos dois meses teremos mais comemorações políticas (o 25 de Abril e 1º de Maio) ficando a dúvida se o Governo irá autorizar manifestações e comícios (como aconteceu ainda há poucos dias no centenário do PCP).

Tenho cada vez mais a ideia de que António Costa, mesmo sem geringonça assumida, deixou-se chantagear pelos partidos à sua esquerda de forma a perpetuar-se em S. Bento.

Entretanto gostaria de perceber quanto irá custar ao nosso país esta postura governativa, não só em termos económicos, mas acima de tudo em termos sociais e de saúde pública.

É que uma 4ª vaga já ameaça!

A seu tempo virá... uma resposta!

A Sarin puxou por mim, desafiou-me. Como não gosto de virar a cara a uma salutar bravata, nem que esta seja somente por palavras e ideias, respondi-lhe pedindo que comentasse este meu postal que publiquei em Setembro último.

Ora vai daí que aquela menina também não se nega a nada e pumbas... respondeu a preceito no seu espaço através deste longo postal que irei ler com muita calma e que será, obviamente, sujeito a uma resposta minha.

Estas trocas de galhardetes são fantásticas e não obstante termos ideias, conceitos e desejos diferentes, aprendo sempre muito com esta menina.

Mais uma vez muito obrigado, Sarin!

Sinto-me um privilegiado da escrita!

Vacinado!

Não... não é contra o viruszito chinês que estou vacinado. Até que isso aconteça ainda há que correr muito tempo.

Na verdade vacinei-me contra a política e os políticos. E a duas semanas das eleições presidenciais assumo aqui e agora que não irei votar em nenhum candidato.

Faço-o com a consciência de cidadão eleitor. Na realidade para quê votar se a vitória está garantida para o actual inquilino de Belém? Mais... para quê colocar-me a jeito a ser infectado, numa qualquer mesa de voto? Nahhh... nesta não me apanham!

Todavia o pior mesmo são os candidatos a concurso. São fracos, tristonhos e tendem a baixar o nível das suas propostas. Confesso que tentei ver à posteriori alguns debates entre candidatos, mas aquilo foi de tal pobreza franciscana que rapidamente percebi que, retirando o actual Presidente, todos estão a fazer figura de corpo presente, já que estão condenados ao fracasso.

Termino com uma preocupação vista à distância que é tentar perceber quem daqui a cinco anos estará na corrida por Belém já que o actual e próximo Presidente já não poderá ir a votos.

Ana Gomes: uma candidata sem papas na língua!

Hoje vi a entrevista que a candidata Ana Gomes deu à RTP1. Em tempos critiquei aqui a sua quixoteca vontade de chegar a Belém. Todavia achei que a entrevista lhe correu bem, ressalvando, quiçá, a questão Ru Pinto, da qual o entrevistador tentou não abrir mão.

Ana Gomes é obviamente uma mulher com mais...(ditos cujos!) que muitos homens. Não tem medo de nada e assume as suas posições sem rodeios. Gosto de gente assim!

Em meia hora, pouco foi o tempo para falar de assuntos deveras importantes, mas escutei o seu apoio à eutanásia, sem medos ou rodeios. Falou da TAP e da necessidade desta empresa ficar activa, por ser estratégica, mas com algum empobrecimento, falou da nossa lenta justiça e perante o caso da vacina da gripeque veio de França a explicação dada, convenceu-me.

Só que aos 27 minutos de entrevista o jornalista espalhou-se, quando tentou saber o que faria a candidata se ficasse atrás do candidato do Chega? Ana Gomes deu uma baile ao entrevistador não respondendo á questão pois que, para ela, era "peditório para o qual não daria".

"Touché" senhora candidata!

O que todos já sabíamos!

Expliquem-me devagarinho que é para eu perceber, de que forma é que a recandidatura de Marcelo é um assunto?

Sinceramente toda a gente já sabia que o Professor se recandidataria a Belém. Assim sendo sinto que isto é um não tema... Da mesma maneira que é ccerta a vitória deste candidato no próximo sufrágio. Ou alguém tem dúvidas? Quiça alguns adversários mais... ingénuos!

No entanto vou estar mais atento ao próximo magistério de MRS. Até aqui o Professor de Direito, e retirando algumas honrosas excepções, avalizou pelo seu punho, quase todas as acções deste governo socialista. Porém como este será o último mandato, Marcelo não tem nada a perder. E assim creio que irá muitas mais vezes pôr o dedo no nariz de Costa e vetar muitos diplomas. Vai opinar mais, tentando denegrir a imagem de AC.

Portanto prepare-se o actual governo para um futuro quiçá controverso e fragilmente assente num acordo com Belém, que nunca existiu. Foi assim com Eanes, Soares, Sampaio, enquanto Presidentes. E não foi com Cavaco devido à tal de geringonça.

Espero sinceramente estar enganado, porque o que menos se precisa, neste país, num futuro a médio ou longo prazo é de uma nova crise política.

PCP – De Loures nada de novo!

Desde há uns tempos que se começaram a perfilar os próximos candidatos à Presidência da República. Para além de Marisa Matias do BE, do André Ventura do Chega e obviamente a sempre truculenta Ana Gomes, temos o João Ferreira do PCP.

O pouco que escutei do discurso deste novel candidato no Congresso comunista deste fim de semana, não varia daquilo que tem sido dito pelo Partido Comunista noutras ocasiões. Variam as pessoas, mas a dialéctica continua a mesma.

Esta minha ideia conduz-me então a uma simples questão: para que quer o PCP ir a votos com um candidato que sabe que jamais ganhará?

Se olharmos então para os resultados das últimas eleições presidenciais temos que o candidato comunista de 2016, Edgar Silva, ficou em 5º lugar, tendo apenas mais 31 mil votos que Vitorino Silva mais conhecido pelo Tino de Rãs.

Dá a sensação de que o PCP prefere passar por estas vergonhas eleitorais, a ter que assumir um voto num candidato que pudesse fazer frente aos candidatos supostamente mais fortes. Que no caso presente até poderia ser Ana Gomes ou mesmo a bloquista Marisa.

É por estas que o Secretário-Geral do PCP, Jerónimo de Sousa, não leva este partido para além dos 7/8 por cento, longe dos 12 que a CDU conseguiu nos finais dos anos 80.

Pelo que vi o PCP já não consegue chegar ao meio milhão de votantes, o que me parece muito pouco para alguma vez ganharem a cadeira de Belém!

Mas enfim com este último congresso acrescento que de Loures… nada de novo.

E é pena porque um PCP mais actual e liberto das ideias e ideais obsoletos que o rege, teria muito mais a ganhar que a perder! Mas eles é que (não) sabem!

Politiquices... minhas!

É nestas alturas que me congratulo por nunca ter optado por uma vida política. Claramente que nestes tempos deve ser muito difícil ser-se governante. Nem acho que seja somente pela dificuldade das decisões, que as há, mas essencialmente pela postura que vamos assistindo por estes dias.

O governo do PS tenta gerir este problema que lhe caiu nas mãos sem esperar, da forma mais branda possível. Foge dos dramas e tragédias, assume compromissos para o futuro com todos que lhe batem à porta, arranja, supostamente, solução para as mais recentes dificuldades.

Tudo isto de maneira simples e fácil como se fossemos um país riquíssimo. O dinheiro há-de aparecer...

Entretanto oiço a ministra da Saúde falar e parece que está tudo bem, que vivemos num qualquer paraíso. O ministro das Finanças debate-se com uma dura discussão de um Orçamento para 2021 com uma aparente calma e descontração. O PM, esse então, vai dando a cara, mas mostrando uma preocupação relativa.

Mas o povo gosta desta postura governativa, consente-a e aceita-a.

Talvez por tudo isto, é que avanço com a ideia inicial deste texto, de que se alguma vez tivesse sido governante só o seria um par de horas, já que jamais aceitaria mentir a quem me elegeu.

Li há muito tempo que os políticos não mentem, podem é dizer algumas inverdades.

Usando então a expressão de uma ex-Presidente da AR… os políticos lusos inconseguiram esse desiderato!

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