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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Definitivamente a gerigonça... já era!

Nunca fui muito sensível às sondagens, Todavia reconheço que algumas até são mais ou menos fiáveis.

Se algumas dão maioria absoluta ao PS, há algumas, no entanto, que apresentam alguma distância dessa maioria. 

Mas do que li fiquei com uma certeza: a direita vai cair num fosso do qual não sei se conseguirá alguma vez mais sair. O eleitorado laranja mais básico não aprecia, de todo, Rui Rio. Pode até ter um discurso coerente, mas falta-lhe carisma. Por outro lado a forma como se tentou colar ao governo apontando eventuais futuras coligações com António Costa não agradou ao eleitorado do PSD. O CDS entretanto continua igual a si próprio e irá cair para números estranhamente (ou talvez não) baixos.

Resta a esquerda que vive momentos de quase euforia (PS) e depressão (PCP e BE). Tudo por causa da tal maioria absoluta que o PS se arrisca a obter. E sem ter feito assim uma fantástica governação.

Usando uma personagem de BD diria que AC é o Gastão, enquando o PCP será o Donald. Tudo porque ao PM as coisas correram sempre bem, mesmo que não esqueçamos alguns graves problemas que todos conhecemos.

Com a perspectiva de deixar de influenciar o governo, o PCP desdobra-se em atacar o governo. Os professores servem de tropa de combate, mas os estivadores parecem querer regressar à luta.

Obviamente que nada disto me parece inocente por parte de alguns sindicatos, mas o PS continua bem lançado para a maioria absoluta. O que equilivaria a que a geringonça deixasse de fazer sentido.

Os dados começam agora a ser lançados. Veremos a quem sairá o póquer...

Prognósticos políticos!

Já me apercebi que tem havido alguns debates em diversos canais televisivos. Decidi desta vez não escutar nem ver nenhum deles. Porque é uma perda de tempo e este é uma coisa cada vez mais cara e que tenho cada vez menos.

Digo perda de tempo porque adivinho o que cada partido irá dizer. Uns irão assumir enormes virtudes, grandes decisões, fantásticas opções. Outros irão contrapor com números e estados de alma numa tentativa de descolar o PS da quase certa maioria absoluta.

Deste modo o PCP e os seus peões de brega (leia-se FENPROF) agendaram greves para muito próximo do dia das eleições de forma a que as pessoas não se esqueçam da luta em que aqueles estão envolvidos. O BE anda ainda em busca da melhor estratégia para enfernizar a vida aos eleitores do PS. Pode ser que até ao início da campanha haja novidades.

Por sua vez o PSD anda tão envolvido em guerras intestinas que quase nem tem tempo para atacar o governo. Aparece Rui Rio num discurso quase monocórdico que não convence ninguém. A mesma ideia se vive no Largo do Caldas, onde a simpática Assunção Cristas já viveu dias melhores. A sua continuação à frente do CDS dependerá em muito dos (bons?) resultados de Outubro.

Sobra o PS que não tem que fazer rigorosamente nada. Basta gerir o país sem grandes sobressaltos e tem a maioria conquistada.

Teoricamente já fui mais a favor de maioria absolutas. Hoje reconheço que as maiorias absolutas são uma espécie de ditadura temporária. Com os inerentes e elevados custos políticos mas também com muitas vantagens internas.

No meio deste fogo brando que vai queimando o país, o PR vai fugindo placidamente ao choque e confronto político, de forma a não estragar antecipadamente a sua imagem de candidato a uma reeleição. Como só ele sabe fazer...

Portanto neste rectângulo o povo já nem quer saber da política. Ainda por cima com um tempo destes... a convidar a banhos de praia.

Rio seco!

Nos tempos em que Santiago Carrillo, o iconico líder do Partido Comunista Espanhol, esteve à frente do Partido, chegou-se a dizer que ele conseguira dividir mais o partido que os próprios adversários.

Em Portugal há hoje um lider que está a tentar imitar aquele antigo guerrilheiro castelhano. Chama-se Rui Rio e de uma forma mais ou menos abrupta o antigo Presidente da edilidade portuense está a secar o seu próprio partido.

Ao invés de alguns radicais de direita e de esquerda, tenho a ideia de que todos os partidos são necessários. E deste modo temo que o PSD acabe como o PCE, numa coligação com outros grupos mais pequenos perdendo deste modo influência no arco da governação.

A lista de deputados para as eleições do próximo dia 6 de Outubro não têm sido censensuais e assim não admira as sucessivas demissões a nível distrital. Rui Rio está paulati namente a destruir o partido por dentro, retiranto à máquina partidária força e relevância.

Entretanto o seu discurso continua a ser moderado, quase tendo o cuidado de não ofender António Costa! Uma critica aqui outra ali, mas nada de muito assertivo.

Ainda não percebi  realmente qual o caminho que Rui Rio pretende seguir até Outubro. Mas de uma coisa estou certo: a mais que previsível derrota do partido do PR poderá levar a uma revolução na Lapa.

Os adversários internos já contam as espingardas. Veremos se têm coragem de fazer fogo contra Rio. Que está cada vez mais seco...

... De novas ideias!

As crenças que nos vendem!

Naquela época acreditávamos em quase tudo: no “Menino Jesus”, no “Super-Homem”, no “Fantasma”, no “Zé Colmeia” e em tantas outras personagens.

Nos finais dos anos sessenta um país e uma televisão monocromática apresentava aquilo que parecia ser, até então,  algo impossível: o homem chegava à Lua.

Nessa noite Neil Amstrong deu ao Mundo um passo e proferiu uma frase que ficará como uma das poucas eternas. Provavelmente alguém pensou que o tal Mundo jamais seria o mesmo. E teve razão se assim pensou… Ficou bem pior!

No entanto aquele astronauta americano fez-nos, pobres miúdos, também acreditar que um dia poderia ser qualquer um de nós a pisar solo lunar…

Fomos então crescendo, aprendendo, ouvindo e… duvidando.

Esta última muito por culpa dos “Nixons’s” desta vida que baixaram o nível da política para valores nunca vistos.

Neste rectangulo aconteceria entretanto  o 25 de Abril em 1974 e a maioria dos Portugueses passou a acreditar noutras ideais, quiçá importantes para o futuro deste país.

Também eu, na minha evidente ignorância, passei, na altura, a acreditar nas palavras de outros. Mas rapidamente perdi essa noção.

Conforme passavam os anos e eu crescia, mais olhava para o Mundo com um olhar critico e desconfiado. Algo que ainda hoje mantenho.

A ideia de que os americanos foram os primeiros e únicos a chegar à Lua nem sempre foi para mim uma evidência clara. O contexto mundial e político da época originou um constante braço-de-ferro entre os diversos e antagónicos blocos militares tão em evidência naquela altura.

Porém reconheço que nenhum país colocou em causa aquela viagem e aventura em solo lunar. Mas isto só por si não serve de garantia de nada.

Fala-se agora de que querem regressar à Lua, colocando lá uma estação espacial. Para mim é um desperdício de dinheiro e recursos.

Investir esse dinheiro e esforço para o bem do ambiente da Terra parecer-me-ia mais avisado.

- Mas quem és tu? Perguntar-me-ão.

- Ninguém – responderia por mim o romeiro de Frei Luís de Sousa.

O Syriza já era!

Quando o partido radical e anti-europaista Syriza de Tsipras ganhou as eleições na Grécia, por toda a Europa se ouviu e leu abençoadas loas à nova política que surgira na Grécia.

Agora é que os alemães iriam ver, a Europa jamais será a mesma e muitas outras conclusões do mesmo calibre li e ouvi.

Só que a teoria é uma coisa e a prática... outra bem diferente. Deste modo Tsipras acaba por em 2015 aplicar as medidas restritivas emanadas pela Comissão Europeia e FMI após convulsão no seu próprio governo que obrigou à demissão do seu governo e a novas eleições ganhas novamente pelo Syriza.

Já sem Varoufakis como ministro das Finanças e grande opositor das medidas de austeridade impostas por Bruxelas, Tsipras acaba por implementar se não todas, pelos menos grande parte das regras emanadas pela CE.

Quatro anos depois o ainda PM grego não consegue ganhar as eleições e entregará à Nova Democracia um país bem diferente daquele que recebeu.

Na Grécia a oligarquia continua a reinar.

Desta vez à custa da esquerda radical!

O complexo da esquerda

As doutas palavras de João Miguel Tavares no seu discurso de 10 de Junho fizeram ressurgir os velhos traumas da nossa esquerda sempre tão trauliteira e, sinceramente, muuuuuuuuuuuuito pouco democrática.

O jornalista, comentador, bloguer atreveu-se a falar ao mundo português de assuntos... que outros anteriormente já haviam falado. O problema mesmo é que JMT não alinha pela equipa de esquerda o que, à partida, lhe trará sempre mais dissabores que alegrias.

A esquerda no seu velho e bafiento complexo de "quem não está comigo está contra mim". atirou-se ao alentejano Ministro do Governo Sombra. Para tanto basta ler alguns textos e comentários que pairam na rede para se perceber que alguns portugueses têm uma noção de liberdade de expressão do tamanho de um grão de areia.

Dito de outra maneira: há quem pense que a democracia só existe se pensarmos todos de igual forma. Nada mais errado. Da diferença e do sempre salutar debate poderão nascer novas ideias e renovadas formas de fazer política.

A esquerda em Portugal, não obstante apresentar alguns resultados eleitorais, continua presa, agarrada aos dogmas teóricos duma sociedade sem classes e que nos tempos que correm não fazem qualquer sentido.

Não seria melhor acordarem de uma vez por todas para a realidade?

Uma análise breve... às eleições

Há muitos anos quando se falava de uma abstenção de trinta por cento dizia-se que os abstencionistas eram quase todos da direita já que a esquerda estava maioritariamente mobilizada, mormente dentro do PCP.

Estas eleições para o Parlamento Europeu vieram contradizer esta última ideia já que o próprio Partido Comunista perdeu umas largas dezenas de milhar de votos mais de 190 mil votantes enquanto o BE recebeu mais 175.000 votantes. Entre os que deixaram de votar no PCP e os que votaram no BE há uma diferença de 15 mil votantes que deixaram de votar no partido de Jerónimo de Sousa.

Desconheço se esta transferencia foi directa ou se os eleitores comunistas já não se revêem nesta liderança, enquanto o BE foi à abstenção buscar votos. Tanto uma coisa como outra pode significar um cartão alaranjado a uma postura demasiado ortodoxa dos comunistas.

O primeiro-ministro entretanto canta de galo. Com mais votantes que nas eleições europeias de 2014, o PS tem sobre o segundo partido uma tal diferença percentual que o coloca a cobro de algumas asneiras governativas. Mesmo que para as legislativas a campanha possa ser mais aguerrida, o Partido Socialista dificilmente perderá as próximas eleições.

Tudo porque Rui Rio continua a tentar mostrar-se ao PS para um eventual acordo ao centro. Algo que AC não quer nem deseja.

O CDS continua em queda, essencialmente por muitas contradições entre aquilo que deseja para o país e o que fez enquanto governo. Eu sei que são épocas diferentes, porém seria aconselhável que a líder do partido não esquecesse a sua aventura governativa.

O Bloco continua igual a si mesmo e vai vivendo numa zona confortável. Por um lado critica Costa, para depois assinar por baixo as políticas do governo. Assim também eu ganhava votos.

Entretanto o PAN só existe porque a abstensão é enorme. Provavelmente com mais votantes o PAN não passaria de um grupinho, tal como são o MRPP ou a recente Aliança.

Agora vamos correr para as legislativas. Os partidos não vão ter férias, especialmente os da oposição se não quiserem oferecer ao PS uma maioria absoluta. Que o PCP e o BE também não desejam.

"Mayxit" ou o efeito borboleta

Finalmente a PM britânica pediu a demissão. Não é que veja nesta saída a resolução de todos os problemas, mas parece ser muito importante para uma verdadeira definição para o futuro europeu em geral e do Reino Unido em particular.

Desde o início se percebeu que a Theresa May estaria na fotografia errada, já que sempre foi contra o Brexit. Desta forma sempre fez pouco sentido esta senhora estar à frente de uma negociação com a qual não concordava, mesmo tendo o aval de um referendo popular.

Escrevi por aqui e por diversas vezes que não acreditava no Brexit, que considerava um “bluff”, uma ideia estapafúrdia.

Só que na política num segundo tudo muda e creio que com esta já anunciada demissão da Primeira-Ministra Britânica, as negociações para uma saída do Reino Unido tenderão a tornar-se mais céleres.

Obviamente que tudo dependerá de quem for o sucessor de Theresa May. Ora se Boris Johnson conseguir liderar o Partido Conservador e o próximo governo (como muitos súbdtidos de Isabel II esperam!!!), provavelmente mais facilmente o Reino Unido se libertará da UE.

O problema verdadeiro é perceber que custos reais terá aquela saída na economia britânica, europeia e mundial.

Também aqui a “Teoria do Caos” e o "efeito borboleta" têm razão de ser.

Valeria a pena preocuparmo-nos com isto!

Campanha eleitoral

Hoje dei por mim de forma quase acidental a ver a campanha eleitoral na televisão.

Os partidos que vi e dos quais me lembro foram: PS, BE, MAS, BASTA, PNR, IL.

Não tenho presente se foi mais algum partido a fazer campanha, mas o que vi deixou-me quase sob uma tremenda depressão.

Chamam a isto uma campanha eleitoral para as europeias? São aquelas propostas que irão defender em Estrasburgo? Querem realmente que eu diga a verdade? Escuso-me...

Bom, sinceramente, as campanhas são fraquíssimas. Até o BE que tinha sempre bons slogans nas suas campanhas, apresenta hoje uma ideia muito pobre na voz e cara de Mariana Mortágua.

Porventura os partidos que se propuseram às próximas eleições não perceberam que vamos eleger deputados para o Parlamento Europeu e não para a nossa AR? Seria bom avisá-los...

É que em vez de apresentarem propostas para o hemiciclo europeu, usam de uma linguagem pobre, atacando governos ou defendendo a geringonça com unhas e dentes.

Não se vislumbra em nenhum partido uma ideia boa, um sentimento genuíno, algo que chame realmente a atenção dos eleitores. Estão repletos de pobreza franciscana.

Depois os nossos políticos não se espantem com a enorme percentagem de abstenção do povo português.

Reviravoltas políticas!

Finalmente Mário Nogueira percebeu o que é o PCP. Provavelmente até já saberia, mas nunca havia sentido a lâmina do poder nas suas actuações.

Como é sabido o Partido que Jerónimo de Sousa lidera será quiçá o mais retrógado de todos os partidos com assento parlamentar. Preso a uma ideologia que (já) não faz qualquer sentido, os comunistas continuam fiéis a uma doutrina desactualizada e descontextualizada da actual realidade.

Mário Nogueira que sempre deu a cara pela reposição da contagem do tempo de 9 anos, 4 meses e dois dias viu-se agora atraiçoado por aqueles de quem aguardava apoio feroz. Fala-se em saída, mas parece-me um tanto difícil. Mas aseu tempo saberemos.

Uma coisa parece certa, Mário Nogueira e o PCP estão neste momento em barricadas opostas. Quem diria?

O Primeiro Ministro também se aproveitou da situação para ganhar tempo e espaço de manobra, encostando a esquerda às cordas obrigando-os a um mortal (empranchado e com pirueta!!!) de forma a evitar eleições em Junho.

Não sei bem se o volte face de PCP e BE trará a estes alguns dividendos políticos. Para já ficam a dever algo importante a uma classe que pretende ser ressarcida dos seus direitos.

Entretanto o PSD e o CDS andam numa de dizer que sim e o seu contrário ao mesmo tempo, tentando dividir a esquerda.

As eleições europeias aproximam-se e o candidato do PS por muito que tente dar outra imagem parece viver numa realidade paralela.

Nem imagino as próximas sondagens!

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