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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Campanha eleitoral

Hoje dei por mim de forma quase acidental a ver a campanha eleitoral na televisão.

Os partidos que vi e dos quais me lembro foram: PS, BE, MAS, BASTA, PNR, IL.

Não tenho presente se foi mais algum partido a fazer campanha, mas o que vi deixou-me quase sob uma tremenda depressão.

Chamam a isto uma campanha eleitoral para as europeias? São aquelas propostas que irão defender em Estrasburgo? Querem realmente que eu diga a verdade? Escuso-me...

Bom, sinceramente, as campanhas são fraquíssimas. Até o BE que tinha sempre bons slogans nas suas campanhas, apresenta hoje uma ideia muito pobre na voz e cara de Mariana Mortágua.

Porventura os partidos que se propuseram às próximas eleições não perceberam que vamos eleger deputados para o Parlamento Europeu e não para a nossa AR? Seria bom avisá-los...

É que em vez de apresentarem propostas para o hemiciclo europeu, usam de uma linguagem pobre, atacando governos ou defendendo a geringonça com unhas e dentes.

Não se vislumbra em nenhum partido uma ideia boa, um sentimento genuíno, algo que chame realmente a atenção dos eleitores. Estão repletos de pobreza franciscana.

Depois os nossos políticos não se espantem com a enorme percentagem de abstenção do povo português.

Reviravoltas políticas!

Finalmente Mário Nogueira percebeu o que é o PCP. Provavelmente até já saberia, mas nunca havia sentido a lâmina do poder nas suas actuações.

Como é sabido o Partido que Jerónimo de Sousa lidera será quiçá o mais retrógado de todos os partidos com assento parlamentar. Preso a uma ideologia que (já) não faz qualquer sentido, os comunistas continuam fiéis a uma doutrina desactualizada e descontextualizada da actual realidade.

Mário Nogueira que sempre deu a cara pela reposição da contagem do tempo de 9 anos, 4 meses e dois dias viu-se agora atraiçoado por aqueles de quem aguardava apoio feroz. Fala-se em saída, mas parece-me um tanto difícil. Mas aseu tempo saberemos.

Uma coisa parece certa, Mário Nogueira e o PCP estão neste momento em barricadas opostas. Quem diria?

O Primeiro Ministro também se aproveitou da situação para ganhar tempo e espaço de manobra, encostando a esquerda às cordas obrigando-os a um mortal (empranchado e com pirueta!!!) de forma a evitar eleições em Junho.

Não sei bem se o volte face de PCP e BE trará a estes alguns dividendos políticos. Para já ficam a dever algo importante a uma classe que pretende ser ressarcida dos seus direitos.

Entretanto o PSD e o CDS andam numa de dizer que sim e o seu contrário ao mesmo tempo, tentando dividir a esquerda.

As eleições europeias aproximam-se e o candidato do PS por muito que tente dar outra imagem parece viver numa realidade paralela.

Nem imagino as próximas sondagens!

Contorcionistas!

De ontem para hoje na nossa política tudo se alterou. Portanto retorno à ideia do Doutor Pimenta Machado que já aqui ontem havia referido. O que à segunda é verdade, na terça tornou-se mentira.

Ontem o governo iria cair por causa da aprovação da lei da contagem do tempo dos professores, por todos os partidos exceptuando obviamente o PS, para hoje Jerónimo de Sousa puxar o tapete ao seu militante Mário Nogueira e deixar cair a proposta, no único intuito de manter o governo em funções. A líder do BE seguiu as pisadas do PCP e já diz não votar na proposta do PSD e CDS para a contagem total dos 9 anos 4 meses e dois dias engendrando umas desculpas tão esfarrapadas que só um tolo não percebe o que os partidos da geringonça pretendem.

Os professores, esses que sempre acreditarm nos na esquerda para lhes resolverem esta demanda, foram subtilmente atraiçoados por aqueles.

Falta agora saber que medidas a FENPROF irá ora iniciar (fala-se já de greve às avaliações!) e por quanto tempo e que custos políticos irão ser apresentados ao PCP e ao BE nas próximas eleições.

É que em política, mais tarde ou mais cedo, tudo se paga. Mesmo aos contorcionistas.

 

Brincar aos políticos

O Doutor Pimenta Machado, ilustre dirigente do Vitória de Guimarães, afirmou há muitos anos que no futebol o que hoje é verdade, amanhã será mentira. Tal como na política.

O PSD e o CDS, na ânsia de criticarem tudo o que faz o PS, encostaram-se na passada semana à esquerda e votaram a favor a contagem dos 9 anos, 4 meses e 2 dias do tempo dos professores, sem pensarem muito bem nas devidas consequências.

Apertados à posteriori pelos custos que esta medida poderia acrescentar aos orçamentos vindouros, depressam vieram recuar, colocando-se numa posição tão frágil que António Costa logo aproveitou para sovar (verbalmente) os partidos do centro-direita.

Ao invés do que vou lendo por aí não concordo nada com a ideia de que o PM se aproveitou da situação para angariar simpatias eleitorais, até porque a classe dos professores continuará em luta, até que a medida seja de implementação definitiva. Fez somente o que lhe competia, alertando para os custos inerentes à introdução desta medida. Quiçá de uma forma um tanto inflamada concordo. Todavia numa altura pré-eleitoral parece perfeitamente normal que assim actue.

No entanto foi óbvia a tentativa de aproveitamento político dos partidos da oposição, no intuito de descredibilizar ainda mais o governo de AC. Tal como as antigas bombas de carnaval estas rebentaram nas mãos dos líderes políticos do PSD e do CDS, deixando-os com as mãos chamuscadas. Mas não mais que isso.

O governo do PS está recheado de casos (Pedrogão, Tancos, Galp, relações familiares entre governantes, etc). E estes sim são casos realmente constrangedores e ameaçadores de um bom resultado eleitoral.

Geringonça sem… gasolina?

Sempre considerei que a actual solução governativa, a que Vasco Pulido Valente denominou de “Geringonça”, adveio de uma “xico-espertice” política muito à portuguesa. Mas pronto temos o temos e nada há a fazer…

Entretanto há quem se ofenda olimpicamente quando alguém afirma que o país vive muito acima das suas possibilidades. Esta é uma verdade que muitos recusam a ver.

Portugal é, todos sabemos, um país pobre:

  • Pobre em espírito pois a invejazinha soez vive e alastra num ambiente propício.
  • Pobre em iniciativas, pois há sempre uma mão invisível (será a burocracia?) que deita tudo a perder;
  • Pobre nos políticos que do alto das suas tribunas continuam intocáveis e irresponsabilizados;
  • Pobre na assertividade pois o foco dos portugueses varia de dia para dia ao sabor do momento;
  • Pobre em recursos mas continuamos a esbanjar os poucos que temos.

Desde muito cedo se percebu que este governo tinha como função primordial desfazer o que outros governos haviam feito. A tróica que Sócrates trouxe para Portugal (e que muitos socialistas olvidam!) forçou o país a viver com menos recursos. Por isso durante a legislatura do governo de PPC a austeridade apertou de forma radical. Mas era obviamente necessário!

Sei que nenhum governo gosta de subtrair dinheiro aos seus contribuintes pois poderá corresponder outrossim à subtracção de votos. Todavia há evidências às quais não se pode fugir.

Aquela ideia de repor rendimentos após anos de austeridade na qual António Costa assentou a sua governação não está a dar os proveitos que o PM e seus apaniguados julgariam ter.

A justa questão do tempo de contagem dos professores, as greves dos enfermeiros e a actual greve dos camionistas de materiais perigosos têm colocado o governo numa situação pouco favorável e muito refém de sindicatos e outras organizações laborais ou de classes. Mais uma vez e perante os problemas a geringonça tenta adiar ou empurrar com a barriga uma eventual solução no sentido de ela cair somente na próxima legislatura.

Portugal vive actualmente à mercê de grupos estratégicos a quem o Governo tenta agradar no sentido da manutenção da tal paz social que nos primeiros anos da legislatura foi a bóia de salvação de Costa.

Só que o povo não tem memória curta, bem pelo contrário e na hora de votar lembrar-se-á dos atrasos das cirurgias, dos incêndios mortíferos, das famílias dos políticos, das viagens pagas, da greve dos estivadores, do tempo não contado dos professores...

O custo da competência!

Em Portugal há genericamente dois tipos de pessoas: os competentes, que são cada um de nós quando nos visualizamos ao espelho e os incompetentes, que são todos os que nos rodeiam e que todos os dias criticamos.

Não escrevo isto de forma crítica, pois se o fizesse entraria outrossim no grupo dos competentes. É unicamente a constatação de um facto…

O que se passa é que politicamente o país é pequeno, muito pequeno. Acrescento… demasiado pequeno. Toda a gente se conhece e todos os políticos, mais ou menos, devem favores uns aos outros. Não obstante publicamente se atacarem, a verdade é que por detrás do palco político são bons amigos. E defendem-se uns aos outros… Faz parte!

Entretanto o povo vai aceitando esta conjuntura desde que o deixem invectivar os políticos (a tal da liberdade de expressão tão arduamente conseguida!!!).

Acresce dizer que não obstante termos as facas sempre afiadas para dizer mal de alguma ou alguém, também nunca estamos disponíveis para apresentar soluções. Pois… dá muuuuuuito trabalho!

Ser governante neste país por vezes não é fácil, mesmo que o seja por devoção à causa maior, que serão sempre os portugueses. Dito de outra forma, um político não é, aos olhos de muita gente, alguém que quer ter também uma vida normal fugindo aos holofontes luminosos a que está sempre sujeito.

Mas adiante…

Tenho lido por aí alguns textos e essencialmente comentários, na maioria pouco simpáticos, sobre o convite endereçado e aceite pelo ex-vice presidente do CDS, Adolfo Mesquita Nunes, para a Administração da Galp sem funções executivas.

Quem critica terá eventualmente esquecido que a Galp é uma empresa privada e portanto tem o direito de convidar para a sua administração quem muito bem lhe aprouver.

Certo é que são diversos os casos de pessoas que saem de funções governativas para abraçarem carreiras empresariais: Pina Moura, Jorge Coelho, Ferreira do Amaral são dos exemplos mais conhecidos e que agora me vêm à ideia.

O caso do ex-Secretário de Estado do Turismo do governo de Passos Coelho surge, a meu ver, como um não caso. No tempo do seu magistério pré-geringonça li e ouvi algumas opiniões sobre o bom trabalho do advogado e autarca. De tal forma que as bases que originaram uma economia turística crescente, tem beneficiado, e de que maneira, o actual governo.

A inveja e a maledicência que grassa na nossa sociedade sempre tão mesquinha não pode nem deve ser tomada como referência. As pessoas têm de entender que em todos os governos há gente muito competente. E que provavelmente não farão melhor trabalho porque estarão presas, não a ideologias, mas a questões certamente de cariz financeiro.

Remato com a feliz sensação de que o Dr. Adolfo Mesquita Nunes fará com toda a certeza um bom trabalho numa das grandes empresas de referência do nosso rectângulo.

Assim o bom senso e a competência que tem demonstrado, o ajude.

(Re)Presidente Marcelo!

Foi abertura dos noticiários no rádio desta manhã a quase certeza da recandidatura do actual PR a Belém. Julgo que esta informação é uma não-notícia porque acredito que ninguém neste país acreditaria que MRS não se candidataria a um novo mandato.

Goste-se ou não da sua postura (eu de todo não aprecio!!!), certo é que o povo adora deste PR. E este de forma real ou até teatral gosta de ser idolatrado. Como li algures Marcelo é, neste momento, uma espécie de Rei republicano, com todas as contradições que esta ideia acarreta.

Dizem também que Marcelo é genuíno. Até pode ser, mas deixem-me ser céptico e aguardar pelo segundo mandato. Geralmente os presidentes assumem novas posturas após reeleição. Foi assim com Soares, Sampaio ou Cavavo. Marcelo será a excepção? Veremos!

Assiste-me nesta próxima conjuntura uma dúvida e que se prende com os eventuais candidatos a Belém. Será que, tirando o PCP que teimosamente apresenta sempre um candidato próprio, haverá alguém com coragem e estaleca para bater o actual PR nas urnas?

Eu não creio, mas a história política está recheada de impossibilidades que se tornaram possíveis.

Enfermidades?

Este governo surpreende-me cada vez mais, essencialmente pela negativa.

Primeiro pela forma como tem lidado com os professores numa luta que me parece inteiramente justa. Depois vieram os enfermeiros que mantêm um braço de ferro com o actual Governo, sem se perceber quem irá ganhar esta demanda.

Para já, neste caso, perdem os doentes portugueses.

Outra atitude bizarra que tenho vindo a reparar prende-se com os partidos ditos de esquerda. Realmente jamais imaginei que tanto o PCP e o BE, sempre tão afoitos e fomentadores de uma qualquer greve por dá cá esta palha, venham publicamente atacar os enfermeiros numa luta que tem custado alguns dissabores ao governo e nomeadamente à senhora Ministra da Saúde.

Todavia o que mais me faz pensar é o baixo nível da nossa classe política e a maneira como uns estão dependentes de outros e estes de mais uns tantos. 

Senão basta ver a forma como a Procuradoria Geral da República considerou a greve dos enfermeiros como ilícita. Estranhei não só a decisão como a rapidez com que foi tomada.

Num Estado onde a Justiça é uma falácia não só pelos exemplos de más decisões como pelo tempo que demora achei muito estranho a celeridade deste processo que obrigou à desmobilização dos enfermeiros.

Aproximam-se eleições, o PS continua em queda, o CDS parece recuperar e o PSD nem sim nem o seu contrário arrisca-se, com o actual líder a desaparecer, o PCP e o BE mantêm os seus niveis eleitorais. Mas perder a identidade política, em troca de mais uns lugares num hemiciclo afigura-se-me descer ao mais baixo da política.

O último bastião de PPC?

O Governador do Banco de Portugal é agora o alvo de todas as setas vindas essencialmente dos partidos da geringonça.

Acima de tudo, creio eu, porque Carlos Costa parece ser o último bastião que ainda resiste a esta nova forma de democrarcia e fazer política. É sabido que o Governador vem do tempo de Passos Coelho e que isso, de certa forma, o condiciona.

Também são conhecidas as animosidades do líder do BdP com o actual Ministro das Finanças. Se juntarmos o caso CGD temos um cocktail perfeito para que C.C. seja substituído rapidamente. Ainda por cima com a Dra. Elisa Ferreira a fazer parte do Conselho que dirige o Banco de Portugal, facilmente se percebe que o Governador pode estar por dias ou semanas.

Mais... é outrossim conhecido que tacitamente o PS e o PSD dividem entre si os principais pelouros dos dois bancos públicos. Ora se na CGD está agora Paulo Macedo, ex-Ministro de Passos Coelho, haveria assim que arranjar maneira de correr com o actual Governador, subindo ao seu lugar a ex-Ministra de Guterres.

Tudo o que escrevi acima não passarão de idiotas teorias da conspiração, mas neste país já me habituei que tudo parece ser possível. Até o impossível!

Custa-me falar sempre do mesmo.

Aí está nova greve dos enfermeiros. Mais intervenções cirúrgicas programadas adiadas até… à morte dos doentes. E não dói a esta gente a consciência. Nada de nada!

Depois temos a luta dos professores. Coisa já antiga mas que só vem ao de cima quando há interesses políticos na coisa. E os professores continuam a acreditar que irão ganhar esta luta. Ingénuos!

Entretanto o PCP continua a passar a mão pelas costas da geringonça enquanto atiça a sua guarda revolucionária (leia-se CGTP!) contra o mesmo governo. Algo parvo!

No Brasil a tragédia do rebentamento de uma barragem já originou a prisão de engenheiros e outro pessoal. Em Portugal ainda não vi ninguém preso pela derrocada de Borba. E do outro lado do Atlântico é que a corrupção existe em grande escala.

Entretanto num canal de TV uma “soarista” pôs “a boca no trombone” e espalhou por quem a pretendeu escutar a lista dos maiores devedores à CGD. Uma verdade que muitos querem passar por mentira.

Entretanto António Costa vai lançado umas piadas sem graça na AR enquanto aguarda ou não o Brexit. O nosso país que já esteve em coma conseguiu sair deste, mas ainda se encontra muito debilitado. Basta que a bolsa de Nova Iorque dê um breve bocejo para a Europa cair de sono. E depois lá trambolhará novamente Portugal pelas escadas da desgraça rumo à total ruína.

Mas o pior nisto tudo é que na oposição não há ninguém repito ninguém com capacidade para reverter este estado de coisas. A economia vive do actual fogacho turístico e das exportações. Todavia com o que se aproxima (Brexit indeed!) o nosso país voltará a 2011.

E nessa altura nem S. Marcelo nos valerá!

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