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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

As crenças que nos vendem!

Naquela época acreditávamos em quase tudo: no “Menino Jesus”, no “Super-Homem”, no “Fantasma”, no “Zé Colmeia” e em tantas outras personagens.

Nos finais dos anos sessenta um país e uma televisão monocromática apresentava aquilo que parecia ser, até então,  algo impossível: o homem chegava à Lua.

Nessa noite Neil Amstrong deu ao Mundo um passo e proferiu uma frase que ficará como uma das poucas eternas. Provavelmente alguém pensou que o tal Mundo jamais seria o mesmo. E teve razão se assim pensou… Ficou bem pior!

No entanto aquele astronauta americano fez-nos, pobres miúdos, também acreditar que um dia poderia ser qualquer um de nós a pisar solo lunar…

Fomos então crescendo, aprendendo, ouvindo e… duvidando.

Esta última muito por culpa dos “Nixons’s” desta vida que baixaram o nível da política para valores nunca vistos.

Neste rectangulo aconteceria entretanto  o 25 de Abril em 1974 e a maioria dos Portugueses passou a acreditar noutras ideais, quiçá importantes para o futuro deste país.

Também eu, na minha evidente ignorância, passei, na altura, a acreditar nas palavras de outros. Mas rapidamente perdi essa noção.

Conforme passavam os anos e eu crescia, mais olhava para o Mundo com um olhar critico e desconfiado. Algo que ainda hoje mantenho.

A ideia de que os americanos foram os primeiros e únicos a chegar à Lua nem sempre foi para mim uma evidência clara. O contexto mundial e político da época originou um constante braço-de-ferro entre os diversos e antagónicos blocos militares tão em evidência naquela altura.

Porém reconheço que nenhum país colocou em causa aquela viagem e aventura em solo lunar. Mas isto só por si não serve de garantia de nada.

Fala-se agora de que querem regressar à Lua, colocando lá uma estação espacial. Para mim é um desperdício de dinheiro e recursos.

Investir esse dinheiro e esforço para o bem do ambiente da Terra parecer-me-ia mais avisado.

- Mas quem és tu? Perguntar-me-ão.

- Ninguém – responderia por mim o romeiro de Frei Luís de Sousa.

O Syriza já era!

Quando o partido radical e anti-europaista Syriza de Tsipras ganhou as eleições na Grécia, por toda a Europa se ouviu e leu abençoadas loas à nova política que surgira na Grécia.

Agora é que os alemães iriam ver, a Europa jamais será a mesma e muitas outras conclusões do mesmo calibre li e ouvi.

Só que a teoria é uma coisa e a prática... outra bem diferente. Deste modo Tsipras acaba por em 2015 aplicar as medidas restritivas emanadas pela Comissão Europeia e FMI após convulsão no seu próprio governo que obrigou à demissão do seu governo e a novas eleições ganhas novamente pelo Syriza.

Já sem Varoufakis como ministro das Finanças e grande opositor das medidas de austeridade impostas por Bruxelas, Tsipras acaba por implementar se não todas, pelos menos grande parte das regras emanadas pela CE.

Quatro anos depois o ainda PM grego não consegue ganhar as eleições e entregará à Nova Democracia um país bem diferente daquele que recebeu.

Na Grécia a oligarquia continua a reinar.

Desta vez à custa da esquerda radical!

O complexo da esquerda

As doutas palavras de João Miguel Tavares no seu discurso de 10 de Junho fizeram ressurgir os velhos traumas da nossa esquerda sempre tão trauliteira e, sinceramente, muuuuuuuuuuuuito pouco democrática.

O jornalista, comentador, bloguer atreveu-se a falar ao mundo português de assuntos... que outros anteriormente já haviam falado. O problema mesmo é que JMT não alinha pela equipa de esquerda o que, à partida, lhe trará sempre mais dissabores que alegrias.

A esquerda no seu velho e bafiento complexo de "quem não está comigo está contra mim". atirou-se ao alentejano Ministro do Governo Sombra. Para tanto basta ler alguns textos e comentários que pairam na rede para se perceber que alguns portugueses têm uma noção de liberdade de expressão do tamanho de um grão de areia.

Dito de outra maneira: há quem pense que a democracia só existe se pensarmos todos de igual forma. Nada mais errado. Da diferença e do sempre salutar debate poderão nascer novas ideias e renovadas formas de fazer política.

A esquerda em Portugal, não obstante apresentar alguns resultados eleitorais, continua presa, agarrada aos dogmas teóricos duma sociedade sem classes e que nos tempos que correm não fazem qualquer sentido.

Não seria melhor acordarem de uma vez por todas para a realidade?

Uma análise breve... às eleições

Há muitos anos quando se falava de uma abstenção de trinta por cento dizia-se que os abstencionistas eram quase todos da direita já que a esquerda estava maioritariamente mobilizada, mormente dentro do PCP.

Estas eleições para o Parlamento Europeu vieram contradizer esta última ideia já que o próprio Partido Comunista perdeu umas largas dezenas de milhar de votos mais de 190 mil votantes enquanto o BE recebeu mais 175.000 votantes. Entre os que deixaram de votar no PCP e os que votaram no BE há uma diferença de 15 mil votantes que deixaram de votar no partido de Jerónimo de Sousa.

Desconheço se esta transferencia foi directa ou se os eleitores comunistas já não se revêem nesta liderança, enquanto o BE foi à abstenção buscar votos. Tanto uma coisa como outra pode significar um cartão alaranjado a uma postura demasiado ortodoxa dos comunistas.

O primeiro-ministro entretanto canta de galo. Com mais votantes que nas eleições europeias de 2014, o PS tem sobre o segundo partido uma tal diferença percentual que o coloca a cobro de algumas asneiras governativas. Mesmo que para as legislativas a campanha possa ser mais aguerrida, o Partido Socialista dificilmente perderá as próximas eleições.

Tudo porque Rui Rio continua a tentar mostrar-se ao PS para um eventual acordo ao centro. Algo que AC não quer nem deseja.

O CDS continua em queda, essencialmente por muitas contradições entre aquilo que deseja para o país e o que fez enquanto governo. Eu sei que são épocas diferentes, porém seria aconselhável que a líder do partido não esquecesse a sua aventura governativa.

O Bloco continua igual a si mesmo e vai vivendo numa zona confortável. Por um lado critica Costa, para depois assinar por baixo as políticas do governo. Assim também eu ganhava votos.

Entretanto o PAN só existe porque a abstensão é enorme. Provavelmente com mais votantes o PAN não passaria de um grupinho, tal como são o MRPP ou a recente Aliança.

Agora vamos correr para as legislativas. Os partidos não vão ter férias, especialmente os da oposição se não quiserem oferecer ao PS uma maioria absoluta. Que o PCP e o BE também não desejam.

"Mayxit" ou o efeito borboleta

Finalmente a PM britânica pediu a demissão. Não é que veja nesta saída a resolução de todos os problemas, mas parece ser muito importante para uma verdadeira definição para o futuro europeu em geral e do Reino Unido em particular.

Desde o início se percebeu que a Theresa May estaria na fotografia errada, já que sempre foi contra o Brexit. Desta forma sempre fez pouco sentido esta senhora estar à frente de uma negociação com a qual não concordava, mesmo tendo o aval de um referendo popular.

Escrevi por aqui e por diversas vezes que não acreditava no Brexit, que considerava um “bluff”, uma ideia estapafúrdia.

Só que na política num segundo tudo muda e creio que com esta já anunciada demissão da Primeira-Ministra Britânica, as negociações para uma saída do Reino Unido tenderão a tornar-se mais céleres.

Obviamente que tudo dependerá de quem for o sucessor de Theresa May. Ora se Boris Johnson conseguir liderar o Partido Conservador e o próximo governo (como muitos súbdtidos de Isabel II esperam!!!), provavelmente mais facilmente o Reino Unido se libertará da UE.

O problema verdadeiro é perceber que custos reais terá aquela saída na economia britânica, europeia e mundial.

Também aqui a “Teoria do Caos” e o "efeito borboleta" têm razão de ser.

Valeria a pena preocuparmo-nos com isto!

Campanha eleitoral

Hoje dei por mim de forma quase acidental a ver a campanha eleitoral na televisão.

Os partidos que vi e dos quais me lembro foram: PS, BE, MAS, BASTA, PNR, IL.

Não tenho presente se foi mais algum partido a fazer campanha, mas o que vi deixou-me quase sob uma tremenda depressão.

Chamam a isto uma campanha eleitoral para as europeias? São aquelas propostas que irão defender em Estrasburgo? Querem realmente que eu diga a verdade? Escuso-me...

Bom, sinceramente, as campanhas são fraquíssimas. Até o BE que tinha sempre bons slogans nas suas campanhas, apresenta hoje uma ideia muito pobre na voz e cara de Mariana Mortágua.

Porventura os partidos que se propuseram às próximas eleições não perceberam que vamos eleger deputados para o Parlamento Europeu e não para a nossa AR? Seria bom avisá-los...

É que em vez de apresentarem propostas para o hemiciclo europeu, usam de uma linguagem pobre, atacando governos ou defendendo a geringonça com unhas e dentes.

Não se vislumbra em nenhum partido uma ideia boa, um sentimento genuíno, algo que chame realmente a atenção dos eleitores. Estão repletos de pobreza franciscana.

Depois os nossos políticos não se espantem com a enorme percentagem de abstenção do povo português.

Reviravoltas políticas!

Finalmente Mário Nogueira percebeu o que é o PCP. Provavelmente até já saberia, mas nunca havia sentido a lâmina do poder nas suas actuações.

Como é sabido o Partido que Jerónimo de Sousa lidera será quiçá o mais retrógado de todos os partidos com assento parlamentar. Preso a uma ideologia que (já) não faz qualquer sentido, os comunistas continuam fiéis a uma doutrina desactualizada e descontextualizada da actual realidade.

Mário Nogueira que sempre deu a cara pela reposição da contagem do tempo de 9 anos, 4 meses e dois dias viu-se agora atraiçoado por aqueles de quem aguardava apoio feroz. Fala-se em saída, mas parece-me um tanto difícil. Mas aseu tempo saberemos.

Uma coisa parece certa, Mário Nogueira e o PCP estão neste momento em barricadas opostas. Quem diria?

O Primeiro Ministro também se aproveitou da situação para ganhar tempo e espaço de manobra, encostando a esquerda às cordas obrigando-os a um mortal (empranchado e com pirueta!!!) de forma a evitar eleições em Junho.

Não sei bem se o volte face de PCP e BE trará a estes alguns dividendos políticos. Para já ficam a dever algo importante a uma classe que pretende ser ressarcida dos seus direitos.

Entretanto o PSD e o CDS andam numa de dizer que sim e o seu contrário ao mesmo tempo, tentando dividir a esquerda.

As eleições europeias aproximam-se e o candidato do PS por muito que tente dar outra imagem parece viver numa realidade paralela.

Nem imagino as próximas sondagens!

Contorcionistas!

De ontem para hoje na nossa política tudo se alterou. Portanto retorno à ideia do Doutor Pimenta Machado que já aqui ontem havia referido. O que à segunda é verdade, na terça tornou-se mentira.

Ontem o governo iria cair por causa da aprovação da lei da contagem do tempo dos professores, por todos os partidos exceptuando obviamente o PS, para hoje Jerónimo de Sousa puxar o tapete ao seu militante Mário Nogueira e deixar cair a proposta, no único intuito de manter o governo em funções. A líder do BE seguiu as pisadas do PCP e já diz não votar na proposta do PSD e CDS para a contagem total dos 9 anos 4 meses e dois dias engendrando umas desculpas tão esfarrapadas que só um tolo não percebe o que os partidos da geringonça pretendem.

Os professores, esses que sempre acreditarm nos na esquerda para lhes resolverem esta demanda, foram subtilmente atraiçoados por aqueles.

Falta agora saber que medidas a FENPROF irá ora iniciar (fala-se já de greve às avaliações!) e por quanto tempo e que custos políticos irão ser apresentados ao PCP e ao BE nas próximas eleições.

É que em política, mais tarde ou mais cedo, tudo se paga. Mesmo aos contorcionistas.

 

Brincar aos políticos

O Doutor Pimenta Machado, ilustre dirigente do Vitória de Guimarães, afirmou há muitos anos que no futebol o que hoje é verdade, amanhã será mentira. Tal como na política.

O PSD e o CDS, na ânsia de criticarem tudo o que faz o PS, encostaram-se na passada semana à esquerda e votaram a favor a contagem dos 9 anos, 4 meses e 2 dias do tempo dos professores, sem pensarem muito bem nas devidas consequências.

Apertados à posteriori pelos custos que esta medida poderia acrescentar aos orçamentos vindouros, depressam vieram recuar, colocando-se numa posição tão frágil que António Costa logo aproveitou para sovar (verbalmente) os partidos do centro-direita.

Ao invés do que vou lendo por aí não concordo nada com a ideia de que o PM se aproveitou da situação para angariar simpatias eleitorais, até porque a classe dos professores continuará em luta, até que a medida seja de implementação definitiva. Fez somente o que lhe competia, alertando para os custos inerentes à introdução desta medida. Quiçá de uma forma um tanto inflamada concordo. Todavia numa altura pré-eleitoral parece perfeitamente normal que assim actue.

No entanto foi óbvia a tentativa de aproveitamento político dos partidos da oposição, no intuito de descredibilizar ainda mais o governo de AC. Tal como as antigas bombas de carnaval estas rebentaram nas mãos dos líderes políticos do PSD e do CDS, deixando-os com as mãos chamuscadas. Mas não mais que isso.

O governo do PS está recheado de casos (Pedrogão, Tancos, Galp, relações familiares entre governantes, etc). E estes sim são casos realmente constrangedores e ameaçadores de um bom resultado eleitoral.

Geringonça sem… gasolina?

Sempre considerei que a actual solução governativa, a que Vasco Pulido Valente denominou de “Geringonça”, adveio de uma “xico-espertice” política muito à portuguesa. Mas pronto temos o temos e nada há a fazer…

Entretanto há quem se ofenda olimpicamente quando alguém afirma que o país vive muito acima das suas possibilidades. Esta é uma verdade que muitos recusam a ver.

Portugal é, todos sabemos, um país pobre:

  • Pobre em espírito pois a invejazinha soez vive e alastra num ambiente propício.
  • Pobre em iniciativas, pois há sempre uma mão invisível (será a burocracia?) que deita tudo a perder;
  • Pobre nos políticos que do alto das suas tribunas continuam intocáveis e irresponsabilizados;
  • Pobre na assertividade pois o foco dos portugueses varia de dia para dia ao sabor do momento;
  • Pobre em recursos mas continuamos a esbanjar os poucos que temos.

Desde muito cedo se percebu que este governo tinha como função primordial desfazer o que outros governos haviam feito. A tróica que Sócrates trouxe para Portugal (e que muitos socialistas olvidam!) forçou o país a viver com menos recursos. Por isso durante a legislatura do governo de PPC a austeridade apertou de forma radical. Mas era obviamente necessário!

Sei que nenhum governo gosta de subtrair dinheiro aos seus contribuintes pois poderá corresponder outrossim à subtracção de votos. Todavia há evidências às quais não se pode fugir.

Aquela ideia de repor rendimentos após anos de austeridade na qual António Costa assentou a sua governação não está a dar os proveitos que o PM e seus apaniguados julgariam ter.

A justa questão do tempo de contagem dos professores, as greves dos enfermeiros e a actual greve dos camionistas de materiais perigosos têm colocado o governo numa situação pouco favorável e muito refém de sindicatos e outras organizações laborais ou de classes. Mais uma vez e perante os problemas a geringonça tenta adiar ou empurrar com a barriga uma eventual solução no sentido de ela cair somente na próxima legislatura.

Portugal vive actualmente à mercê de grupos estratégicos a quem o Governo tenta agradar no sentido da manutenção da tal paz social que nos primeiros anos da legislatura foi a bóia de salvação de Costa.

Só que o povo não tem memória curta, bem pelo contrário e na hora de votar lembrar-se-á dos atrasos das cirurgias, dos incêndios mortíferos, das famílias dos políticos, das viagens pagas, da greve dos estivadores, do tempo não contado dos professores...

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