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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Otelo - o militar que nunca foi político

Faleceu Otelo Saraiva de Carvalho um dos obreiros do 25 de Abril. De um verbo fácil e apelativo teve também alguns deslises pouco... felizes.

Atribui-se ao Capitão ora defunto a frase... "é mete-los no Coliseu (os fascistas) e fuzilá-los a todos!" Mas não sei se alguma vez terá dito isso, mas que constou ai isso constou.

Depois a célebre frase referindo-se ao Conselho de Revolução "que de Revolução tem pouco". Muito mais tarde acabaria por confessar que Portugal "necessitava de um homem sério como Salazar..." que na altura não caíu muito bem a uma certa esquerda convicta da sua seriedade e integridade.

Otelo esteve também ligado às FP's 25 de Abril, uma organização radical responsável por alguns atentados que originaram diversas mortes.

Tentou politicamente, e por duas vezes, chegar a Belém, nunca o conseguindo pois foi derrotado, em ambas as eleições, por outro militar de Abril como foi o General António Ramalho Eanes.

Morreu Otelo Saraiva de Carvalho curiosamente num dia 25...

Tempos estranhos!

Vivemos tempos muito estranhos. E não estou a falar unicamente do Covid.

Pairam sobre a sociedade em geral diversas ameaças e perante as quais ninguém parece ter qualquer intenção de se resguardar ou pelo menos de alertar a restante população.

Afirmam os especialistas que a história do Mundo é mais ou menos ciclica. O que equivale dizer que aquilo que aconteceu há cem anos pode voltar novamente a surgir. Noutros moldes é certo, mas muito semelhante.

Na verdade têm vindo a surgir pelo Mundo uns iluminados, adeptos de discursos inflamados e que através das suas palavras assentes em promessas completamente absurdas e imbecis vão colhendo cada vez mais apoiantes.

Tudo porque o terreno que ora pisamos é propício a estes desmandos políticos. O que equivale dizer que esta verborreia é tida, por alguns, quase como um grito de revolta.

Seria bom que a esquerda e outros partidos democráticos, portugueses e não só, percebessem rapidamente o que está em causa em Portugal, na Europa e no Mundo. E arrepiassem rapidamente caminho.

Para depois não se virem desculpar com as "direitas", quando, no fundo, no fundo foram as esquerdas que criaram o lamaçal onde os outros agora caminham.

As ditaduras começam a surgir no horizonte. As palavras escritas, proferidas são demasiadas vezes mal interpretadas originando censuras prévias ao velho estilo pidesco. As imagens (ou a falta delas) não servem para informar, mas para politizar. A democracia é um antro de gente (quase) inútil.

Por tudo isto não se admirem que os "Trumps" desta vida ganhem força e surjam como salvadores de pátrias.

Os tempos que vivemos são estranhos.

E temerosos!

25 de Abril... sem liberdade!

Hoje é dia 25 de Abril, feriado nacional, denominado "Dia da Liberdade". Curioso penso eu.
Num ano que que nos foi vedado sair de casa, de visitar os familiares no hospital, de beijar pais e mães, de ir a um simples baptizado ou casamento, comemorar algo que durante muitos meses não tivemos é deveras estranho.

Eu sei que a pandemia (e o governo) nos obrigou a vivermos neste estado desesperado e caótico. Mas comemorar o que se conquistou há 47 anos e que agora não temos é assim um bocado a brincar com o povo.
Não se admire, por isso, o governo e outros políticos do seu "estado de graça" estar em queda, que os portugueses estejam cada vez mais descrentes da política e dos políticos e que a abstenção seja cada vez maior.

Num dia como este o governo e outras organizações deveriam pelo respeito que o povo merece, deveriam repito, escusar-se de fazerem quaisquer comemorações. Porque se eles têm liberdade para o fazer... o povo não tem.

E assim sendo não somos um povo livre. Não sendo livre comemora-se hoje o quê?

Como vejo hoje o 25 de Abril

Aproximam-se mais umas festividades do 25 de Abril de 1974.

E regresso a essa quinta feira plúmbea e fria. Sobrava em calor revolucionário.

Andava na escola e o meu pai, sendo militar permanente, veio logo comunicar para não sairmos de casa. Estava a decorrer um golpe de Estado. (Só mais tarde se criaria o mito da Revolução dos Cravos!!!)

Telefonia ligada, logo iniciámos a escutar um locutor a falar. Creio que era o Luís Filipe Costa! Dizia o que se estava a passar a pedido de um tal Movimento das Forças Armadas que naquele instante desconhecíamos quem era ou o que era.

Só de tarde, creio eu, a televisão passou a série “Daktari”.

Esta é a primeira grande recordação que tenho do dealbar do meu 25 de Abril de 1974.

A dita Revolução veio depois e o país tanto avançava na democracia como recuava. Lembro-me bem do PREC (Processo Revolucionário em Curso) que quase levou o país a uma guerra civil. Recordo do 28 de Setembro com as barricadas nas estradas, do 11 de Março e a nacionalização de muitos sectores da economia portuguesa. E do 25 de Novembro.

No fundo o 25 de Abril foram todos estes acontecimentos. Foi outrossim as diversas eleições democráticas, os diferentes governos que caiam para virem novos, a apressada descolonização, a reforma agrária que verdadeiramente nunca se fez, as sucessivas greves, as constantes manifestações.

Durante quase dez anos Portugal foi um país estranho. Ou se era a favor ou contra, nunca havia a meia medida. Ou se era de esquerda ou então fascista. Ou pobre e revolucionário ou então rico e burguês.

Pretendeu-se o sistema social nórdico implantado num país de tendência latina em questões laborais. Tentava-se a implementação de diferentes sistemas políticos, quando obviamente nenhum servia para um povo que desde o início do século XX não sabia o que era o Mundo para além das suas fronteiras.

Talvez por tudo isto tenhamos hoje uma classe política tão pálida, tão enfezada para abraçar outros cometimentos. Nasceu entre dois polos opostos e nunca soube qual escolher. Adaptou-se ao que mais lhe convinha.

Sobra ainda daqueles dias a liberdade, dirão alguns. Será verdade, mas até quando?

Entretanto comemore-se mais um ano do 25 de Abril.

Desconfi(n)ado?

O governo e o Infarmed e mais um número de doutas personagens acordaram que a partir de hoje seria o momento ideal para iniciar o desconfinamento. Faseado é certo, mas o sentido é paulatinamente regressarmos a uma vida mais livre.

Porém durante a semana Pascal regressaremos ao confinamento, para a partir do dia 5 de Abril voltarmos a desconfinar. Isto é assim uma espécie de avanços e recuos e para os quais não encontro justificação. Quiçá entre quinta-feira santa e domingo de Páscoa pudesse haver alguma ou total limitação de deslocações.

Porém acho que seria muito mais precavido iniciar-se o desconfinamento somente depois do dia 5 de Abril. Entretanto nos próximos dois meses teremos mais comemorações políticas (o 25 de Abril e 1º de Maio) ficando a dúvida se o Governo irá autorizar manifestações e comícios (como aconteceu ainda há poucos dias no centenário do PCP).

Tenho cada vez mais a ideia de que António Costa, mesmo sem geringonça assumida, deixou-se chantagear pelos partidos à sua esquerda de forma a perpetuar-se em S. Bento.

Entretanto gostaria de perceber quanto irá custar ao nosso país esta postura governativa, não só em termos económicos, mas acima de tudo em termos sociais e de saúde pública.

É que uma 4ª vaga já ameaça!

A seu tempo virá... uma resposta!

A Sarin puxou por mim, desafiou-me. Como não gosto de virar a cara a uma salutar bravata, nem que esta seja somente por palavras e ideias, respondi-lhe pedindo que comentasse este meu postal que publiquei em Setembro último.

Ora vai daí que aquela menina também não se nega a nada e pumbas... respondeu a preceito no seu espaço através deste longo postal que irei ler com muita calma e que será, obviamente, sujeito a uma resposta minha.

Estas trocas de galhardetes são fantásticas e não obstante termos ideias, conceitos e desejos diferentes, aprendo sempre muito com esta menina.

Mais uma vez muito obrigado, Sarin!

Sinto-me um privilegiado da escrita!

Vacinado!

Não... não é contra o viruszito chinês que estou vacinado. Até que isso aconteça ainda há que correr muito tempo.

Na verdade vacinei-me contra a política e os políticos. E a duas semanas das eleições presidenciais assumo aqui e agora que não irei votar em nenhum candidato.

Faço-o com a consciência de cidadão eleitor. Na realidade para quê votar se a vitória está garantida para o actual inquilino de Belém? Mais... para quê colocar-me a jeito a ser infectado, numa qualquer mesa de voto? Nahhh... nesta não me apanham!

Todavia o pior mesmo são os candidatos a concurso. São fracos, tristonhos e tendem a baixar o nível das suas propostas. Confesso que tentei ver à posteriori alguns debates entre candidatos, mas aquilo foi de tal pobreza franciscana que rapidamente percebi que, retirando o actual Presidente, todos estão a fazer figura de corpo presente, já que estão condenados ao fracasso.

Termino com uma preocupação vista à distância que é tentar perceber quem daqui a cinco anos estará na corrida por Belém já que o actual e próximo Presidente já não poderá ir a votos.

Ana Gomes: uma candidata sem papas na língua!

Hoje vi a entrevista que a candidata Ana Gomes deu à RTP1. Em tempos critiquei aqui a sua quixoteca vontade de chegar a Belém. Todavia achei que a entrevista lhe correu bem, ressalvando, quiçá, a questão Ru Pinto, da qual o entrevistador tentou não abrir mão.

Ana Gomes é obviamente uma mulher com mais...(ditos cujos!) que muitos homens. Não tem medo de nada e assume as suas posições sem rodeios. Gosto de gente assim!

Em meia hora, pouco foi o tempo para falar de assuntos deveras importantes, mas escutei o seu apoio à eutanásia, sem medos ou rodeios. Falou da TAP e da necessidade desta empresa ficar activa, por ser estratégica, mas com algum empobrecimento, falou da nossa lenta justiça e perante o caso da vacina da gripeque veio de França a explicação dada, convenceu-me.

Só que aos 27 minutos de entrevista o jornalista espalhou-se, quando tentou saber o que faria a candidata se ficasse atrás do candidato do Chega? Ana Gomes deu uma baile ao entrevistador não respondendo á questão pois que, para ela, era "peditório para o qual não daria".

"Touché" senhora candidata!

O que todos já sabíamos!

Expliquem-me devagarinho que é para eu perceber, de que forma é que a recandidatura de Marcelo é um assunto?

Sinceramente toda a gente já sabia que o Professor se recandidataria a Belém. Assim sendo sinto que isto é um não tema... Da mesma maneira que é ccerta a vitória deste candidato no próximo sufrágio. Ou alguém tem dúvidas? Quiça alguns adversários mais... ingénuos!

No entanto vou estar mais atento ao próximo magistério de MRS. Até aqui o Professor de Direito, e retirando algumas honrosas excepções, avalizou pelo seu punho, quase todas as acções deste governo socialista. Porém como este será o último mandato, Marcelo não tem nada a perder. E assim creio que irá muitas mais vezes pôr o dedo no nariz de Costa e vetar muitos diplomas. Vai opinar mais, tentando denegrir a imagem de AC.

Portanto prepare-se o actual governo para um futuro quiçá controverso e fragilmente assente num acordo com Belém, que nunca existiu. Foi assim com Eanes, Soares, Sampaio, enquanto Presidentes. E não foi com Cavaco devido à tal de geringonça.

Espero sinceramente estar enganado, porque o que menos se precisa, neste país, num futuro a médio ou longo prazo é de uma nova crise política.

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