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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Um Super Mário de saída.

Em meados de Maio passado escrevi aqui que o governo criara um precário nas suas hostes. Desde esse dia que aguardei pacientemente a notícia que hoje inundou os telejornais: Centeno havia pedido a demissão.

Então tentemos fazer um exercício de lógica governamental... Para tal faça-se o esforço de estar na cabeça do Dr. Mário Centeno, o fantástico ministro das Finanças da geringonça.

Enquanto o país crescia, após anos amargos de recessão e austeridade, o antigo Ministro dava a cara sendo mesmo cognomizado como "O Ronaldo das Finanças". Porém este governante necessitava de mais estaleca atlética para poder aguentar o que para aí vem. Enquanto CR7, quando está a perder incentiva os seus colegas, Centeno achou por bem fazer uma espécie de birra por causa deo Novo Banco e sair...

Se vai ou não para governador do Banco de Portugal não é agora o que realmnte conta... Mesmo que a oposição fale disso, este assunto não passa de distrações para parolo assistir.

A verdadeira razão prende-se com o futuro a curto, médio e longo prazo, que estará reservado a Portugal, economicamente falando. Há que abraçar mais uma vez a austeridade se não quisermos ficar reféns de capitais chineses ou russos. E obviamente o homem que dizia que não seria necessário austeridade... ter que a assunir seria um descrédito para o seu fabuloso magistério.

Assim salta do comboio em andamento passando a bola a arder para o seu secretário de Estado do Orçamento que não irá ter tarefa facilitada.

Acredito que tudo isto foi devidamente concertado com o Primeiro Ministro, Dr. António Costa, que futuramente terá uns belos exercícios de "flic-flac's" para fazer ou então dirá o dito por não dito.

O que também não me admiraria nada!

Palavras leva-as o vento…

e o vírus!

Durante o almoço de hoje a televisão esteve ligada (algo que eu detesto, mas como não estou sozinho…) e por isso escutei o PR a falar, após uma reunião de alto nível.

Nessa conversa, entre diversas coisas, comunicou que já se via uma luz ao fundo do túnel, tendo em conta a um eventual regresso á normalidade da sociedade.

Ouvi e espantei-me.

Entendo que este tempo não agrada a ninguém. A economia parou, as empresas pararam, o mundo estagnou. Só que é conveniente que os políticos sejam sérios e não apenas transmissores daquilo que o povo quer ouvir, sem que as coisas correspondam minimamente à realidade factual.

Há que ter muito cuidado…

Voltando às palavras o Professor Marcelo fala na tal luz no túnel. Provavelmente no dele, porque no meu a lâmpada que deveria dar essa luz deve estar fundida. Digo eu…

Depois temos o senhor PM que assegura quase “a pés juntos” que a crise nascida deste confinamento não vai gerar austeridade. Parece-me que o chefe do governo estará a dar um passo maior que a perna e a prometer “mundos e fundos” quando não sabe:

- quando acabará definitivamente esta quarentena;

- em que estado ficará o tecido empresarial português.

No meio disto tudo gostei que Rui Rio assumisse uma posição responsável e de Estado tão em desuso na nossa (pobre) classe política.

Vamos assim aguardar a evolução dos resultados que este vírus vai ainda trazer ao nosso país. Pois a meu ver muita coisa ainda vai correr (muito) mal.

Será bom que nos precavamos.

Barcelona - A cidade Natal III

Quando em 1999 visitei pela primeira vez a capital da Catalunha encontrei uma cidade pujante de vida, alegre, trabalhadora e aparentemente feliz.

Recordo como exemplo que no dia 11 de Setembro desse mesmo ano encontrava-me em Barcelona e acordei numa urbe completamente em festa pois era o dia Nacional da Catalunha.

Por todo o lado vi bandeiras e estandartes pendurados nas janelas e varandas, num fervor regional puro e pacífico. Lembro-me de ser sábado e nesse mesmo dia, coincidentemente, as duas equipas de futebol da cidade jogaram entre si no estádio do Barça. Portanto mais um motivo de festa para a cidade condal, que se podia testemunhar desde as ruas aos simples transportes públicos com adeptos de todas as idades e de ambos os clubes a conviverem de forma pacífica e ordeira.

Vinte anos depois venho encontrar uma cidade ainda mais frenética... essencialmente pelo enorme volume de turistas, mas muito, muito crispada.

As bandeiras continuam penduradas nas janelas e varandas e com novos símbolos,

20191215_100343.jpg

e nas paredes dos prédios há mais palavras de ordem e frases quase filosóficas,

filosofia_parede.jpg

Enquanto na praça St. Jaume, em frente da Generalitat o povo catalão parece não esquecer os últimos acontecimentos na região.

20191216_134323.jpg

É uma cidade nervosa... esta! Muito diferente daquela que encontrei há 20 anos e pronta a explodir. E o rastilho parece ser cada vez mais pequeno.

Nem o espírito de Natal minimiza os estragos.

Revoltas programadas?

Ultimamente as notícias de violência nas ruas em diversos pontos do Mundo tem sido uma constante. Hong Kong, Barcelona, La Paz, Santiago do Chile e este sábado Paris, são exemplos de cidades onde os tumultos têm vindo em crescendo.

A população sai à rua, revolta-se, protesta, criando em cada cidade um ambiente assaz truculento com consequências (ainda) imprevisíveis.

Tenho perfeita consciência de que o povo, quando se revolta, é porque tem razão. Só que tantos focos e tensões ao mesmo tempo não me parecem, de todo, obra do acaso.

Nunca acreditei em coincidências e na política seja ela nacional ou internacional ainda menos. No entanto e nestes casos todos ainda não entendi quem irá ganhar com estes conflitos.

Vou ficar à espera de novos desenvolvimentos para tirar uma eventual conclusão.

A Europa que já não se imaginava

Temo profundamente esta viragem à Direita na política em muitos países Europeus.

A matriz, obviamente, vem do outro lado do Atlântico, onde um idiota tenta passar uma imagem que já todos perceberam não ser a mais fidedigna.

O problema é que muitos americanos continuam (erradamente!) a ver em Trump uma espécie de salvador da pátria.

Do Continente mais abaixo vêm as imitações ainda mais rascas que os originais. Falo obviamente de Bolsonaro.

Entretanto na Europa, mesmo nos países mais evoluídos os partidos ou movimentos da direita têm vindo a crescer. De forma quase exponencial…

A culpa deste incremento radical de direita é curiosamente da esquerda. Que nunca conseguiu mostrar ser mais competente que a Direita.

Vivemos assim tempos estranhos e bizarros, onde as boas ideias nunca são debatidas e as más assumidas como bons exemplos.

Resumindo este novo plano político, seja em Portugal. na Espanha ou noutro qualquer país europeu tem graves tendências para aumentar.

Seria muito importante alertarmo-nos para este facto. Ou um dia será tarde demais...

Definitivamente a gerigonça... já era!

Nunca fui muito sensível às sondagens, Todavia reconheço que algumas até são mais ou menos fiáveis.

Se algumas dão maioria absoluta ao PS, há algumas, no entanto, que apresentam alguma distância dessa maioria. 

Mas do que li fiquei com uma certeza: a direita vai cair num fosso do qual não sei se conseguirá alguma vez mais sair. O eleitorado laranja mais básico não aprecia, de todo, Rui Rio. Pode até ter um discurso coerente, mas falta-lhe carisma. Por outro lado a forma como se tentou colar ao governo apontando eventuais futuras coligações com António Costa não agradou ao eleitorado do PSD. O CDS entretanto continua igual a si próprio e irá cair para números estranhamente (ou talvez não) baixos.

Resta a esquerda que vive momentos de quase euforia (PS) e depressão (PCP e BE). Tudo por causa da tal maioria absoluta que o PS se arrisca a obter. E sem ter feito assim uma fantástica governação.

Usando uma personagem de BD diria que AC é o Gastão, enquando o PCP será o Donald. Tudo porque ao PM as coisas correram sempre bem, mesmo que não esqueçamos alguns graves problemas que todos conhecemos.

Com a perspectiva de deixar de influenciar o governo, o PCP desdobra-se em atacar o governo. Os professores servem de tropa de combate, mas os estivadores parecem querer regressar à luta.

Obviamente que nada disto me parece inocente por parte de alguns sindicatos, mas o PS continua bem lançado para a maioria absoluta. O que equilivaria a que a geringonça deixasse de fazer sentido.

Os dados começam agora a ser lançados. Veremos a quem sairá o póquer...

Prognósticos políticos!

Já me apercebi que tem havido alguns debates em diversos canais televisivos. Decidi desta vez não escutar nem ver nenhum deles. Porque é uma perda de tempo e este é uma coisa cada vez mais cara e que tenho cada vez menos.

Digo perda de tempo porque adivinho o que cada partido irá dizer. Uns irão assumir enormes virtudes, grandes decisões, fantásticas opções. Outros irão contrapor com números e estados de alma numa tentativa de descolar o PS da quase certa maioria absoluta.

Deste modo o PCP e os seus peões de brega (leia-se FENPROF) agendaram greves para muito próximo do dia das eleições de forma a que as pessoas não se esqueçam da luta em que aqueles estão envolvidos. O BE anda ainda em busca da melhor estratégia para enfernizar a vida aos eleitores do PS. Pode ser que até ao início da campanha haja novidades.

Por sua vez o PSD anda tão envolvido em guerras intestinas que quase nem tem tempo para atacar o governo. Aparece Rui Rio num discurso quase monocórdico que não convence ninguém. A mesma ideia se vive no Largo do Caldas, onde a simpática Assunção Cristas já viveu dias melhores. A sua continuação à frente do CDS dependerá em muito dos (bons?) resultados de Outubro.

Sobra o PS que não tem que fazer rigorosamente nada. Basta gerir o país sem grandes sobressaltos e tem a maioria conquistada.

Teoricamente já fui mais a favor de maioria absolutas. Hoje reconheço que as maiorias absolutas são uma espécie de ditadura temporária. Com os inerentes e elevados custos políticos mas também com muitas vantagens internas.

No meio deste fogo brando que vai queimando o país, o PR vai fugindo placidamente ao choque e confronto político, de forma a não estragar antecipadamente a sua imagem de candidato a uma reeleição. Como só ele sabe fazer...

Portanto neste rectângulo o povo já nem quer saber da política. Ainda por cima com um tempo destes... a convidar a banhos de praia.

Rio seco!

Nos tempos em que Santiago Carrillo, o iconico líder do Partido Comunista Espanhol, esteve à frente do Partido, chegou-se a dizer que ele conseguira dividir mais o partido que os próprios adversários.

Em Portugal há hoje um lider que está a tentar imitar aquele antigo guerrilheiro castelhano. Chama-se Rui Rio e de uma forma mais ou menos abrupta o antigo Presidente da edilidade portuense está a secar o seu próprio partido.

Ao invés de alguns radicais de direita e de esquerda, tenho a ideia de que todos os partidos são necessários. E deste modo temo que o PSD acabe como o PCE, numa coligação com outros grupos mais pequenos perdendo deste modo influência no arco da governação.

A lista de deputados para as eleições do próximo dia 6 de Outubro não têm sido censensuais e assim não admira as sucessivas demissões a nível distrital. Rui Rio está paulati namente a destruir o partido por dentro, retiranto à máquina partidária força e relevância.

Entretanto o seu discurso continua a ser moderado, quase tendo o cuidado de não ofender António Costa! Uma critica aqui outra ali, mas nada de muito assertivo.

Ainda não percebi  realmente qual o caminho que Rui Rio pretende seguir até Outubro. Mas de uma coisa estou certo: a mais que previsível derrota do partido do PR poderá levar a uma revolução na Lapa.

Os adversários internos já contam as espingardas. Veremos se têm coragem de fazer fogo contra Rio. Que está cada vez mais seco...

... De novas ideias!

As crenças que nos vendem!

Naquela época acreditávamos em quase tudo: no “Menino Jesus”, no “Super-Homem”, no “Fantasma”, no “Zé Colmeia” e em tantas outras personagens.

Nos finais dos anos sessenta um país e uma televisão monocromática apresentava aquilo que parecia ser, até então,  algo impossível: o homem chegava à Lua.

Nessa noite Neil Amstrong deu ao Mundo um passo e proferiu uma frase que ficará como uma das poucas eternas. Provavelmente alguém pensou que o tal Mundo jamais seria o mesmo. E teve razão se assim pensou… Ficou bem pior!

No entanto aquele astronauta americano fez-nos, pobres miúdos, também acreditar que um dia poderia ser qualquer um de nós a pisar solo lunar…

Fomos então crescendo, aprendendo, ouvindo e… duvidando.

Esta última muito por culpa dos “Nixons’s” desta vida que baixaram o nível da política para valores nunca vistos.

Neste rectangulo aconteceria entretanto  o 25 de Abril em 1974 e a maioria dos Portugueses passou a acreditar noutras ideais, quiçá importantes para o futuro deste país.

Também eu, na minha evidente ignorância, passei, na altura, a acreditar nas palavras de outros. Mas rapidamente perdi essa noção.

Conforme passavam os anos e eu crescia, mais olhava para o Mundo com um olhar critico e desconfiado. Algo que ainda hoje mantenho.

A ideia de que os americanos foram os primeiros e únicos a chegar à Lua nem sempre foi para mim uma evidência clara. O contexto mundial e político da época originou um constante braço-de-ferro entre os diversos e antagónicos blocos militares tão em evidência naquela altura.

Porém reconheço que nenhum país colocou em causa aquela viagem e aventura em solo lunar. Mas isto só por si não serve de garantia de nada.

Fala-se agora de que querem regressar à Lua, colocando lá uma estação espacial. Para mim é um desperdício de dinheiro e recursos.

Investir esse dinheiro e esforço para o bem do ambiente da Terra parecer-me-ia mais avisado.

- Mas quem és tu? Perguntar-me-ão.

- Ninguém – responderia por mim o romeiro de Frei Luís de Sousa.

O Syriza já era!

Quando o partido radical e anti-europaista Syriza de Tsipras ganhou as eleições na Grécia, por toda a Europa se ouviu e leu abençoadas loas à nova política que surgira na Grécia.

Agora é que os alemães iriam ver, a Europa jamais será a mesma e muitas outras conclusões do mesmo calibre li e ouvi.

Só que a teoria é uma coisa e a prática... outra bem diferente. Deste modo Tsipras acaba por em 2015 aplicar as medidas restritivas emanadas pela Comissão Europeia e FMI após convulsão no seu próprio governo que obrigou à demissão do seu governo e a novas eleições ganhas novamente pelo Syriza.

Já sem Varoufakis como ministro das Finanças e grande opositor das medidas de austeridade impostas por Bruxelas, Tsipras acaba por implementar se não todas, pelos menos grande parte das regras emanadas pela CE.

Quatro anos depois o ainda PM grego não consegue ganhar as eleições e entregará à Nova Democracia um país bem diferente daquele que recebeu.

Na Grécia a oligarquia continua a reinar.

Desta vez à custa da esquerda radical!

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