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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

PCP: que futuro?

Se ainda houvesse dúvidas quanto à postura subserviente do PCP ao Kremlin liderado por Putin, a ausência deste partido hoje, na Assembleia da República, aquando do discurso de Zelensky, eliminaria aquelas dúvidas.

Não sendo eu um simpatizante do PCP, portanto insuspeito, lamento, todavia, que um partido que se diz democrático e defensor das “amplas liberdades” tenha tomado uma atitude tão pouco democrática. Nem precisaria de aplaudir, bastaria estar presente.

O problema é que o PCP se encerrou numa ideia e postura da qual não pretende (ou não pode) sair. O fechar de olhos ao que o rodeia, durante os últimos anos, fez com que os outros partidos ganhassem eleitorado que já fora do PCP, mas que agora não se revêm naquele pensamento tão… soviético.

O caso desta ausência será mais um tiro no próprio pé do partido de Jerónimo de Sousa. E desta vez nem foi uma mera bala, mas um obus pesado e que irá deixar marcas profundas. Definitivamente um partido como o PCP não pode defender esta invasão bárbara por parte da Rússia à Ucrânia. Simplesmente não pode!

Mais… eu gostaria de saber qual seria a posição do Partido Comunista se a Coreia do Sul invadisse a Coreia do Norte?

Termino com o prognóstico que nas próximas eleições o PCP irá reduzir ainda mais a sua participação na AR. Depois não se queixe que a culpa é da direita!

O silêncio como arma!

A tentativa de eleição para a Vice-presidência da Assembleia da República foi uma sucessão de fracassos até se conseguir chegar a uma vitória.

Tudo por causa dos candidatos do Chega que a maioria do hemiciclo sempre recusou. Nem mesmo a candidatura do líder do IL conseguiu ganhar.

Sinceramente não consigo entender esta postura dos maiores partidos quanto à direita. Olhando para a situação diria que o PS, PSD, CDU e BE estão dar ainda mais força ao Chega. Em vez de lhe retirar protagonismo estão a oferecer de bandeja o que André Ventura pretende: que se fale dele, mesmo que seja para dizer mal!

Parece haver muitos deputados que não entendem que a política é como a vida comum, pois há situações em que o silêncio é sem dúvida a melhor arma contra os que gostem de espalhafato. 

Ou como diria o meu sábio avô: "o calado vence sempre".

A síndrome portuguesa!

Tenho vindo a aperceber-me que as próximas eleições, marcadas oficialmente para o próximo dia 30, poderão trazer diversas surpresas no que concerne à constituição do próximo hemiciclo legislativo.

Vou lendo que a esquerda poderá perder a maioria parlamentar sendo substituída por uma direita que começa no PSD e termina num CHEGA.

Se tal acontecer não poderá a esquerda assacar culpas à tal direita já que desde 2015 é aquela que tem governado este país!

Esta ideia faz-me concluir que os partidos, dito progressistas, não conhecem de todo a realidade da sociedade portuguesa. Passar o tempo de campanha a dizer mal deste ou daquele partido não é do gosto luso.

Os portugueses gostam que lhes falem ao coração, que lhes digam o que querem ouvir mesmo que mais tarde se venha a descobrir que não passaram de vãs promessas. Os lusitanos estão realmente cansados de ouvir uma certa esquerda desatenta e demagoga a apontar baterias para os adversários em vez de mostrarem ao que vêm, apresentando propostas reais e realizáveis.

Por tudo isto custa-me ver PS, BE, PCP e outros a caírem na lama política sujando-se mais que sujam os adversários, através de discursos muito inflamados, mas deficientemente assertivos.

Concordo que se deve criticar… Mas tudo o que seja exagero reverte, quase sempre, a favor dos atacados. Chamo-lhe a síndrome do “coitadinho!”

Tão popular em Portugal!

Sondagens, o mundo do nada!

Ao fim de mais de sessenta anos de vida e quarenta a votar e a assistir a eleições há informação que não consegui descodificar.

Refiro-me às sondagens que se fazem por tudo e por nada. Então nesta fase pré-eleições aquelas surgem como cogumelos e quase todos os dias, com dados antagónicos sobre os eventuais resultados do próximo dia 30.

Definitivamente não entendo para que serve a informação das sondagens. Ou provavelmente a questão estará mal formulada e deveria ser: a quem servem as sondagens?

Os partidos políticos interessam-se pouco por elas até porque na maioria das vezes os resultados finais são tão diferentes que a credibilidade das sondagens roça o ridículo.

Todavia os jornais e televisões adoram aqueles estudos e sobre eles debitam horas de opiniões com muito verbo, mas pouco conteúdo e só para o zé-povinho ficar entretido...

As sondagens continuam assim a sua caminhada para o mundo do nada! Nada a dizer, nada a informar!

Campanha eleitoral: prometer o impossível!

A campanha eleitoral está novamente na rua! Numa altura em que o Covid se alastra sem temor, manter as arruadas como eram feitas antes da pandemia, mesmo com máscaras, parece-me um tanto arriscado!

A verdade é que nenhum partido abdica desse quinhão de cinco minutos de fama já que as televisões estarão lá para dar cobertura.

Ora como sabemos os actuais partidos pouco têm para dizer de diferente do que disseram há dois anos, aos portugueses. Ou há seis, dez...

As promessas de um futuro doirado mantêm-se inalteradas quando no fundo, no fundo nenhum lider partidário, em consciência, sabe o que poderá vir a fazer.

Faz tempo que deixei de acreditar em ideologias políticas geralmente plasmadas de utópicas realidades. Por isso não me identifico com uma esquerda pouco ciente de como pensa e reage a sociedade lusa, nem com uma direita que não se mostra na sua totalidade, escondendo quiçá parte de algum jogo político.

Mas desta vez desejo ir votar... Não sei em quem... Provavelmente em branco, mas certamente votarei!

O poder de sair de cena!

Muitos portugueses consideran que todos os políticos são pessoas em quem não devemos confiar pois vivem desta ciência. Daí talvez a crescente percentagem de abstenção.

Hoje andei a ver uns textos antigos onde falei dos políticos da altura e parei em 2014 e 2015 onde a luta pelo PS estava entre Costa e Seguro. Hoje sabemos quem ganhou, das cambalhotas políticas que aquele foi capaz e daquelas que ainda irá dar.

Todavia de quem deixei de ouvir falar foi de António José Seguro o antigo líder socialista. Da mesma forma que subiu desapareceu do painel político luso, nem para uns breves comentários numa qualquer televisão. Hoje, segundo li, lecciona em diversas faculdades.

Outro político ausente é o antigo braço direito de Cavaco SIlva, o Dr. Fernando Nogueira, que em 1996 após ter perdido as eleições abandona o seu partido e a política assumindo lugares de destaque na Banca.

Outros existirão que após passagens mais ou menos fugazes na política ganharam tal sumiço que nunca mais ouvi falar deles. Só fizeram bem já que hoje para se ser político é necessário ter um estômago rechedo de... omeprazol

Sair da cena política nem sempre é tentador, mas quem o faz é certamente um vencedor!

Bons políticos precisam-se!

Com o chumbo do OE para 2022 subiu à tona, mais uma vez, o pior dos nossos políticos. Também não sou grande apreciador do voto (in)útil, pois este não serve a ninguém. Em tempos António Guterres actual Secretário-Geral das Nações Unidas conseguiu aprovar o seu orçamento pela diferença mínima de um voto de um tal deputado do CDS de Ponte de Lima. No fundo fez o trabalho de casa!

Mas nem isso António Costa conseguiu desta vez. Nem um acordo parlamentar. Após a prosápia usada aquando da criação da geringonça, ora AC não teve arte nem engenho para chegar mais longe ou mais perto no seu orçamento. Como disse alguém: O PM está cansado e desejoso de deixar S. Bento.

Com o que se passou recentemente cada vez estou mais crente desta ideia. Ou então Costa espera que o PS, naquele seu ar de vítima, consiga uma maioria absoluta, o que sinceramente não seria o melhor para o País.

É que se olharmos bem, a esquerda que tanto ajudou ao acordo de 2015 foi a mesma que agora retirou o tapete ao PS. Por egoísmo, malvadez ou somente inexperiência política?

Deste modo os lideres partidários continuam a ser meros aprendizes de feiticeiros ou políticos de vão de escada sem capacidade e vontade de levar este país para a frente. A esquerda lusa mantem-se apostada no seu discurso sempre pobre e pouco alternativo, enquanto a direita continua em permanentes suicídios políticos de dirigentes.

Sobra assim as franjas de um e outro lado do hemiciclo que podem aproveitar as próximas eleições para almejarem melhores resultados, nomeadamente à direita.

Mas se tal acontecer será bom que os dirigentes dos diversos partidos assumam publicamente o erro que agora cometeram, porque seria preferível ter um mau orçamento que não ter orçamento algum!

Depois não se admirem!

Ainda sobre o Doutor Jorge Sampaio

Nunca gostei do Presidente Jorge Sampaio recentemente falecido. Ou melhor deixei de gostar há uns anos quando percebi que por causa dele Portugal passou a ter um outro problema chamado José Sócrates.

Sei que após o falecimento de Sampaio muitos foram os elogios públicos ao ex-PR, mas eu seria hipócrita se o fizesse por aqueles dias. Preferi deixar que o tempo passasse...

Lembro-me daquele ano de 2004. Durão Barroso abandona o governo a que preside e parte para Bruxelas sendo sucedido por Pedro Santana Lopes. Entretanto bem perto do final do ano um colega confidencia-me que o PR Jorge Sampaio se preparava para demitir PSL pois havia interesses em que Sócrates subisse a S. Bento.

Obviamente que o secreto grupo Bilderberg reunir-se perto de Sintra, naquele ano, foi uma mera coincidência.

O problema do malogrado ex-Presidente é que nunca teve funções governativas relevantes, a não ser uma mera passagem por um governo em época do PREC. O que equivale dizer que, provavelmente, desconhecia como era ser governo mesmo que tivesse sido vários anos Presidente de Câmara de Lisboa.

Acredito mesmo que Jorge Sampaio tenha sido um óptimo ser humano, mas a meu ver sempre foi mau político no sentido em que deixou conscientemente o país nas mãos de um salafrário.

E isso eu não me esqueço!

Quem ganhou as autárquicas? A abstenção!

Tal como havia aqui previsto não fui votar. Farei parte de uma estatística negativa, a exemplo de quase metade da população portuguesa.

Fiz uma rápida pesquisa e descobri que no novo milénio e para as autárquicas a abstenção tem subido. De 39,97% em 2001 para 43,16% nas eleições de ontem com a passagem por uns 49,99 em 2009.

Não serei um daqueles analistas políticos que olham para estes números e avançam logo com alarmes políticos. Mas não posso deixar de ficar preocupado com esta evolução... negativa.

Então porque não foste votar? Poderão perguntar.

Na verdade não fui votar porque não conhecia nenhum dos candidatos, porque só vi obras de intervenção na rua e na sociedade por ser obviamente ano de eleições e acima de tudo porque estou cada vez mais triste com o estado da nossa política. Mesmo aquela que começa ao nível mais baixo (leia-se freguesias).

Acho curioso que os líderes de vários partidos assumam publicamente que é um dever votar, mas façam muito pouco ou se calhar nada para que os eleitores tenham naqueles alguma confiança.

Obviamente que haverá sempre os que foram votar só porque sim e por isso votam no partido da sua preferência independentemente de quem for o candidato. Eu gosto pouco disso e prefiro ficar em branco ou não votar do que eleger alguém sem ser em verdadeira consciência.

Oiço obviamente espantado a ideia de alguns comentadores ao afirmarem de que o voto deveria ser obrigatório. 

Definitivamente só espero que ninguém aprove esta absurda ideia... 

 

Nota: as percentagens aqui referidas foram retiradas do Portal do MAI exceptuando as de ontem (ainda em actualização)

Otelo - o militar que nunca foi político

Faleceu Otelo Saraiva de Carvalho um dos obreiros do 25 de Abril. De um verbo fácil e apelativo teve também alguns deslises pouco... felizes.

Atribui-se ao Capitão ora defunto a frase... "é mete-los no Coliseu (os fascistas) e fuzilá-los a todos!" Mas não sei se alguma vez terá dito isso, mas que constou ai isso constou.

Depois a célebre frase referindo-se ao Conselho de Revolução "que de Revolução tem pouco". Muito mais tarde acabaria por confessar que Portugal "necessitava de um homem sério como Salazar..." que na altura não caíu muito bem a uma certa esquerda convicta da sua seriedade e integridade.

Otelo esteve também ligado às FP's 25 de Abril, uma organização radical responsável por alguns atentados que originaram diversas mortes.

Tentou politicamente, e por duas vezes, chegar a Belém, nunca o conseguindo pois foi derrotado, em ambas as eleições, por outro militar de Abril como foi o General António Ramalho Eanes.

Morreu Otelo Saraiva de Carvalho curiosamente num dia 25...

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