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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Politiquices... minhas!

É nestas alturas que me congratulo por nunca ter optado por uma vida política. Claramente que nestes tempos deve ser muito difícil ser-se governante. Nem acho que seja somente pela dificuldade das decisões, que as há, mas essencialmente pela postura que vamos assistindo por estes dias.

O governo do PS tenta gerir este problema que lhe caiu nas mãos sem esperar, da forma mais branda possível. Foge dos dramas e tragédias, assume compromissos para o futuro com todos que lhe batem à porta, arranja, supostamente, solução para as mais recentes dificuldades.

Tudo isto de maneira simples e fácil como se fossemos um país riquíssimo. O dinheiro há-de aparecer...

Entretanto oiço a ministra da Saúde falar e parece que está tudo bem, que vivemos num qualquer paraíso. O ministro das Finanças debate-se com uma dura discussão de um Orçamento para 2021 com uma aparente calma e descontração. O PM, esse então, vai dando a cara, mas mostrando uma preocupação relativa.

Mas o povo gosta desta postura governativa, consente-a e aceita-a.

Talvez por tudo isto, é que avanço com a ideia inicial deste texto, de que se alguma vez tivesse sido governante só o seria um par de horas, já que jamais aceitaria mentir a quem me elegeu.

Li há muito tempo que os políticos não mentem, podem é dizer algumas inverdades.

Usando então a expressão de uma ex-Presidente da AR… os políticos lusos inconseguiram esse desiderato!

Game over Trump!

Mesmo que não seja oficial ou ainda que a justiça americana tenha de intervir, é quase um dado certo a derrota de Donald Trump nas eleições, que se realizaram na passada terça-feira.

Acrescento que, da mesma forma que Trump jamais imaginou ser Presidente dos Estados Unidos, também agora não quer aceitar a sua eventual derrota.

Como em tudo na vida há que saber ganhar e perder. O actual Presidente americano infelizmente não percebe isso e tenta por todos os meios manter-se na Casa Branca.

Se 70 milhões de americanos ainda consideram Trump alguém com capacidade de liderar um país como os Estados Unidos, a maioria entende que Donald Trump é um autêntico logro, um "twitterholic" pouco simpático, (muito) pouco polido tendo destruído muito mais do que construíu

Diria mais... Trump na sua louciura julga-se, quiçá, num daqueles jogos reais e em que ele fez somente (e mal) de Presidente dos EUA e não consegue perceber a diferença entre realidade e ficção.

Entretanto, o mundo que começa agora a suspirar de alívio com a sua saída, é muito diferente daquele quando entrou na Casa Branca.

E muito por culpa dele.

Portanto desta vez é ele que sai do jogo: Game Over Trump!

O vencedor foi…

... ups!

Previa-se, mas não se imaginava que fosse tão cedo.

A realidade é que os resultados das eleições regionais deram uma vitória eleitoral ao Partido Socialista, mas sem a saborosa, para não dizer poderosa, maioria parlamentar. O que significa que pode acontecer ao PS açoriano o mesmo que aconteceu à Aliança há uns anos: ganhar as eleições e não fazer governo. Isto é, à luz do que foi feito em 2015, pode ser criada uma geringonça, desta vez à direita, no parlamento insular, deixando o PS a ver as ondas do belo mar azul.

Da mesma forma que não concordei com a geringonça de esquerda que o PS, BE e PCP se apressaram a inventar e a impor ao país, também não concordo com uma eventual de direita nos Açores.

Todavia António Costa merece que lhe passem essa rasteira. SE o fizerem veremos se as razões para a geringonça de 2015 já não servirão para o parlamento açoriano. Não me admiraria nada…

Mas já estou habituado às piruetas e mortais que os diversos governos socialistas (e não só) vão apresentando aos portugueses. Naturalmente sempre em nome de um bem maior…

Que eu sinceramente nunca descobri qual é!

Ana Gomes: coragem não lhe falta!

Percebi hoje que a antiga deputada do PS no Parlamento Europeu, Ana Gomes, apresentou a sua candidatura à Presidência da República.

Não lhe nego a coragem e a ousadia ao tê-lo feito, mas sinceramente não entendo o intuito.

Se for para dividir o PS creio que é cedo demais, já que ainda há pouco o Partido ganhou as eleições perto da maioria absoluta e não obstante a actual pandemia e a saída, mesmo que pouco explicada, de Mário Centeno de Ministro das Finanças, António Costa mantém-se na crista da onda. Se for para marcar uma posição no panorama político associada, por exemplo, à luta contra a corrupção, já que Ana Gomes defendeu assazmente Rui Pinto, calculo que mesmo que consiga essa imagem de "justiceira" perante alguma população mais descontente, dificilmente ganhará um verdadeiro eleitorado.

Depois o actual Presidente da República sofre de uma enorme popularidade e será quase impossível de bater se se propuser a sufrágio.

Portanto e não estando a ex-deputada associada a interesses mais obscuros, não consigo vislumbrar a razão deste... chegar à frente.

Talvez o futuro político ou ela própria me elucide!

A queda de Jerónimo de Sousa!

Quando se fala da queda da cadeira de Salazar quer significar o princípio do fim de um regime político totalitário e que encerrou o país ao Mundo.

Lembrei-me hoje deste episódio, quase histórico, para fazer uma breve ponte para com o líder do PCP, Jerónimo de Sousa. Também este, com a teimosia de fazer a Festa do Avante, caiu de uma suposta cadeira… A cadeira do poder que detinha no Partido da Soeiro Pereira Gomes. Só que ainda não o sabe.

Nas últimas semanas li e escutei muita gente, na maioria afecta ao PCP, assumir publicamente o seu desacordo perante a realização daquele evento, numa altura em que os casos têm vindo a subir. Independentemente das medidas e restricções impostas pela DGS quanto ao número de pessoas presentes, a realização da Festa do Avante foi uma espécie de braço de ferro com o Governo. Tão-somente!

Por tudo isto fico com a ideia de que o PCP perderá mais algum eleitorado nesta sua demanda, mesmo que não surjam eleições importantes no horizonte mais próximo.

É por estas e muitas outras que o crescimento de grupos radicais quase sempre associados à direita seja tão evidente, enquanto a esquerda parece ter perdido o norte e o bom-senso.

Depois não se admirem com os resultados e não culpem sempre os mesmos! 

Um Super Mário de saída.

Em meados de Maio passado escrevi aqui que o governo criara um precário nas suas hostes. Desde esse dia que aguardei pacientemente a notícia que hoje inundou os telejornais: Centeno havia pedido a demissão.

Então tentemos fazer um exercício de lógica governamental... Para tal faça-se o esforço de estar na cabeça do Dr. Mário Centeno, o fantástico ministro das Finanças da geringonça.

Enquanto o país crescia, após anos amargos de recessão e austeridade, o antigo Ministro dava a cara sendo mesmo cognomizado como "O Ronaldo das Finanças". Porém este governante necessitava de mais estaleca atlética para poder aguentar o que para aí vem. Enquanto CR7, quando está a perder incentiva os seus colegas, Centeno achou por bem fazer uma espécie de birra por causa deo Novo Banco e sair...

Se vai ou não para governador do Banco de Portugal não é agora o que realmnte conta... Mesmo que a oposição fale disso, este assunto não passa de distrações para parolo assistir.

A verdadeira razão prende-se com o futuro a curto, médio e longo prazo, que estará reservado a Portugal, economicamente falando. Há que abraçar mais uma vez a austeridade se não quisermos ficar reféns de capitais chineses ou russos. E obviamente o homem que dizia que não seria necessário austeridade... ter que a assunir seria um descrédito para o seu fabuloso magistério.

Assim salta do comboio em andamento passando a bola a arder para o seu secretário de Estado do Orçamento que não irá ter tarefa facilitada.

Acredito que tudo isto foi devidamente concertado com o Primeiro Ministro, Dr. António Costa, que futuramente terá uns belos exercícios de "flic-flac's" para fazer ou então dirá o dito por não dito.

O que também não me admiraria nada!

Palavras leva-as o vento…

e o vírus!

Durante o almoço de hoje a televisão esteve ligada (algo que eu detesto, mas como não estou sozinho…) e por isso escutei o PR a falar, após uma reunião de alto nível.

Nessa conversa, entre diversas coisas, comunicou que já se via uma luz ao fundo do túnel, tendo em conta a um eventual regresso á normalidade da sociedade.

Ouvi e espantei-me.

Entendo que este tempo não agrada a ninguém. A economia parou, as empresas pararam, o mundo estagnou. Só que é conveniente que os políticos sejam sérios e não apenas transmissores daquilo que o povo quer ouvir, sem que as coisas correspondam minimamente à realidade factual.

Há que ter muito cuidado…

Voltando às palavras o Professor Marcelo fala na tal luz no túnel. Provavelmente no dele, porque no meu a lâmpada que deveria dar essa luz deve estar fundida. Digo eu…

Depois temos o senhor PM que assegura quase “a pés juntos” que a crise nascida deste confinamento não vai gerar austeridade. Parece-me que o chefe do governo estará a dar um passo maior que a perna e a prometer “mundos e fundos” quando não sabe:

- quando acabará definitivamente esta quarentena;

- em que estado ficará o tecido empresarial português.

No meio disto tudo gostei que Rui Rio assumisse uma posição responsável e de Estado tão em desuso na nossa (pobre) classe política.

Vamos assim aguardar a evolução dos resultados que este vírus vai ainda trazer ao nosso país. Pois a meu ver muita coisa ainda vai correr (muito) mal.

Será bom que nos precavamos.

Barcelona - A cidade Natal III

Quando em 1999 visitei pela primeira vez a capital da Catalunha encontrei uma cidade pujante de vida, alegre, trabalhadora e aparentemente feliz.

Recordo como exemplo que no dia 11 de Setembro desse mesmo ano encontrava-me em Barcelona e acordei numa urbe completamente em festa pois era o dia Nacional da Catalunha.

Por todo o lado vi bandeiras e estandartes pendurados nas janelas e varandas, num fervor regional puro e pacífico. Lembro-me de ser sábado e nesse mesmo dia, coincidentemente, as duas equipas de futebol da cidade jogaram entre si no estádio do Barça. Portanto mais um motivo de festa para a cidade condal, que se podia testemunhar desde as ruas aos simples transportes públicos com adeptos de todas as idades e de ambos os clubes a conviverem de forma pacífica e ordeira.

Vinte anos depois venho encontrar uma cidade ainda mais frenética... essencialmente pelo enorme volume de turistas, mas muito, muito crispada.

As bandeiras continuam penduradas nas janelas e varandas e com novos símbolos,

20191215_100343.jpg

e nas paredes dos prédios há mais palavras de ordem e frases quase filosóficas,

filosofia_parede.jpg

Enquanto na praça St. Jaume, em frente da Generalitat o povo catalão parece não esquecer os últimos acontecimentos na região.

20191216_134323.jpg

É uma cidade nervosa... esta! Muito diferente daquela que encontrei há 20 anos e pronta a explodir. E o rastilho parece ser cada vez mais pequeno.

Nem o espírito de Natal minimiza os estragos.

Revoltas programadas?

Ultimamente as notícias de violência nas ruas em diversos pontos do Mundo tem sido uma constante. Hong Kong, Barcelona, La Paz, Santiago do Chile e este sábado Paris, são exemplos de cidades onde os tumultos têm vindo em crescendo.

A população sai à rua, revolta-se, protesta, criando em cada cidade um ambiente assaz truculento com consequências (ainda) imprevisíveis.

Tenho perfeita consciência de que o povo, quando se revolta, é porque tem razão. Só que tantos focos e tensões ao mesmo tempo não me parecem, de todo, obra do acaso.

Nunca acreditei em coincidências e na política seja ela nacional ou internacional ainda menos. No entanto e nestes casos todos ainda não entendi quem irá ganhar com estes conflitos.

Vou ficar à espera de novos desenvolvimentos para tirar uma eventual conclusão.

A Europa que já não se imaginava

Temo profundamente esta viragem à Direita na política em muitos países Europeus.

A matriz, obviamente, vem do outro lado do Atlântico, onde um idiota tenta passar uma imagem que já todos perceberam não ser a mais fidedigna.

O problema é que muitos americanos continuam (erradamente!) a ver em Trump uma espécie de salvador da pátria.

Do Continente mais abaixo vêm as imitações ainda mais rascas que os originais. Falo obviamente de Bolsonaro.

Entretanto na Europa, mesmo nos países mais evoluídos os partidos ou movimentos da direita têm vindo a crescer. De forma quase exponencial…

A culpa deste incremento radical de direita é curiosamente da esquerda. Que nunca conseguiu mostrar ser mais competente que a Direita.

Vivemos assim tempos estranhos e bizarros, onde as boas ideias nunca são debatidas e as más assumidas como bons exemplos.

Resumindo este novo plano político, seja em Portugal. na Espanha ou noutro qualquer país europeu tem graves tendências para aumentar.

Seria muito importante alertarmo-nos para este facto. Ou um dia será tarde demais...

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