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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

O vulcão!

No Hawai o vulcão Kilaueu entrou em erupção e todos os dias surge mais uma fenda donde saem gazes e lava.

Portugal, actualmente país na crista da onda, não pretendeu ficar atrás e deste modo entrou em actividade um vulcão de nome José Sócrates.

Também este fenómeno teve algumas brechas donde sai agora muito veneno e demasiada lama.

Coreias em paralelo?

“Quando a esmola é grande o pobre desconfia!”. Este adágio popular tão luso cola-se de forma perfeita à recente cimeira das Coreias.

De um momento para o outro e quando tudo parecia desmoronar-se num conflito de grande escala, eis que surge um encontro entre os principais governantes das Coreias antagonistas e que desde 1953 vão assumindo um Armistício de Paz assinado entre ambas.

Todavia a ascensão de Kim Jong-un ao poder, em substituição de seu pai, originou uma crescente troca de acusações entre o “querido líder” norte-coreano e o mais recente presidente americano, Donald Trump.

Temeu-se o pior. Os testes nucleares em solo norte coreano continuavam assim como os ensaios de mísseis inter-continentais capazes de chegarem à costa leste americana. O ambiente parecia toldar-se para um novo conflito na península coreana.

E de súbito… Este encontro e quiçá outros que se seguirão envolvendo os próprios Estados Unidos.

Desculpem-me os mais optimistas nas questões geopolíticas, mas esta cimeira deixa-me “com a pulga atrás da orelha!” Gostaria de perceber o que, verdadeiramente, esteve ou o que estará por detrás deste encontro (dizem que foi a irmã do líder norte-coreano que tornou isto possível). Paira no ambiente político mundial uma certa desconfiança.

O futuro me dará razão! Ou não…

Sinceramente esperava que não. A bem da Paz Mundial!

A luta continua…

A Comissão Técnica Independente apresentou recentemente na Assembleia da República, o relatório sobre os incêndios de Outubro passado, que vitimou mais de quatro dezenas de pessoas.

Não li o relatório, mas parece que neste caso o calor invulgar da época não foi a única razão para tamanha tragédia. Os detalhes técnicos ficarão obviamente para os entendidos escalpelizarem.

O que realmente se retira deste relatório é que no meio de tanta organização, tanto Ministério, tanto governante, ainda assim não houve ninguém, na altura, capaz de dar um murro na mesa de forma a minimizar as desgraças. Sacudir a água do capote foi sempre apanágio desta lusa geração política.

Todavia o mais curioso que tenho vindo a constatar é o enoooooooooooooorme silêncio da esquerda. Ninguém da geringonça veio a terreiro pedir demissões, ninguém exigiu explicações, ninguém se preocupou em apurar responsabilidades.

Este é, deste modo, um governo de ruidosos silêncios onde a palavra de ordem continua a ser:

“A luta continua, mas o governo não vai para a rua!”

O azul da esperança

Após o Congresso do PSD, onde Rui Rio se consagrou Presidente, eis que o CDS organizou o seu 27º Congresso que manteve Assunção Cristas como líder do partido da direita católica.

Segui pouco o congresso em Lamego, mas do que ainda consegui ver e ouvir retirei algumas breves conclusões. 

A primeira e quiçá a mais importante é que o CDS está disposto a fugir da direita fora de moda, aproximando-se mais do centro de forma a puxar para o seu lado algum eleitorado laranja mais conservador e mais próximo do partido de Cristas. A este propósito não me pareceu inocente a presença do marido da líder centrista que é militante do PSD.

A segunda idieia foi o corte com um passado recente, o que quer dizer que Paulo Portas... já era.

Por fim a ideia do regresso da sigla única CDS em vez da dupla "grafia" CDS-PP. O Monteirismo é mesmo passado e o partido pretende-se rejuvenescido como outrora.

Nem mesmo a presença do decano Adriano Moreira estragou este pensamento e desejo.

 

O adeus de Pedro Passos Coelho

Durante o governo de PPC fui seu critico. Dele e de alguns dos seus ministros.

Mas neste momento do seu abandono da vida pública tenho que dar a mão à palmatória, pois PPC foi um Primeiro-Ministro com muita coragem.

A sua subserviência à tróica fez dele sempre um alvo a abater, por todos os quadrantes da sociedade e partidos políticos, incluindo o seu. Tenaz e persistente, o antigo líder do actual maior partido da oposição, nunca deixou, no entanto, de tomar uma posição mesmo que isso lhe trouxesse muitos amargos de boca.

Lembro-me bem da expressão "que se lixem as eleições!" que na altura tanto burburinho criou, nomeadamente dentro do PSD. Todavia Passos continuou a sua obra contra tudo e contra todos. Sem saber PC desbravou o caminho mais dificil para a Geringonça serenamente palmilhar.

Sai ao fim de oito anos de presença contínua na política mas perfila-se, justificadamente, como um futuro candidato a PR após o segundo mandato de Marcelo.

Finalmente concluo com um velhíssimo chiché: ainda agora partiu e já sinto saudades dele.

 

Um Rio num mar revolto

Ainda parece que se escutam as palmas do último congresso do PSD e já há quem ache que se deveria marcar outro.

Rui Rio venceu as eleições internas, mas (ainda!!!) não convenceu. Primeiro porque o aparelho do partido não está de todo ao lado do actual líder. Segundo porque Luís Montenegro com o seu discurso abriu as hostilidades contra Rio que o tempo adensará. Terceiro porque o antigo autarca do Porto não consegue gerar consensos dentro do seu partido.

Depois a recente e mui estranha eleição para o grupo Parlamentar deixou ainda mais à mostra as fragilidades desta nova liderança. E das duas uma: ou Rui Rio impõe as suas regras e disciplina interna, originando inimigos mas também alguns apoios ou prefere usar panos quentes e arrisca-se a jamais ser respeitado.

Parece óbvio que o PSD é neste momento um partido profundamente dividido, especialmente porque o PS continua em vento em popa, não obstante os contínuos avisos do FMI sobre a dívida lusa. Nesta situação dificilmente o partido laranja ganhará quaisquer futuras eleições.

A estratégia de Rui Rio vai assim no sentido de se disponibilizar para acordos com o PS (uma espécie de Bloco Central versão 2020). Mas há algo que os militantes e simpatizantes do PSD não perdoam ao PS: são as frases de Costa ao dizer que jamais faria acordos com o PSD, liderado na altura por PPC.

Aproximam-se tempos muito dificeis para Rio. Vejamos como sairá desta estória.

Ou vilão ou herói!

Lisboa hoje: o centro das atenções

A capital acordou sob um dia cinzento, mas sem chuva. No entanto aquela preparou-se para centrar sobre si todas as atenções de um país.

Em primeiro o Congresso do PSD onde o ex-Primeiro Ministro, Pedro Passos Coelho, passará a pasta ao novo líder laranja Rui Rio. Haverá ainda a discussão de moções de estratégia para o futuro e de lugares chaves no partido, mas prevejo que tudo será feito com toda a serenidade.

Obviamente que os partidos do governo e até o próprio CDS estarão claramente atentos aos diversos discursos de alguns congressistas presentes no Palácio de Congressos na Junqueira, ali paredes meias com o Tejo.

Quase ao mesmo tempo, no lado contrário da cidade decorrerá durante a tarde, sem hora para terminar, uma reunião magna onde Bruno de Carvalho, Presidente do Sporting, irá pedir aos sócios um voto de confiança.

A esta Assembleia Geral também os adversários desportivos estarão atentos, pois se BdC continuar a liderar o meu Sporting os adversários (internos e externos) não irão dormir descansados tal a forma contundente como BdC defende as cores leoninas.

Portanto sobre Lisboa, este sábado, incidiram todos os holofotes noticiosos.

Renovar é preciso!

Segundo li, em Espanha numa sondagem recente, os Partidos da esfera da governação PP (em exercício) e o PSOE têm vindo a perder força. Ao invés o Podemos, que nasce em 2014 como alternativa de esquerda às políticas europeias, e o Ciudadanos (partido liberal nascido em 2006) têm crescido a olhos vistos.

Após a vitória de Ines Arrimadas (sem maioria) nas eleições antecipadas na Catalunha em Dezembro, o partido liderado por Alberto Rivera tem vindo a ser uma surpresa ao ultrapassar, para já, o partido de Pablo Iglésias.

Ora bem… enquanto em Espanha os eleitores vão começando a repartir os seus votos por novos partidos, em Portugal continuamos estoicamente agarrados a organizações muito pouco modernas e claramente preocupadas com os seus próprios interesses.

Falta a este país alguém que se preocupe mais com as pessoas do que a manutenção do “status quo” político. Numa altura em que o maior partido da oposição se presta a mudar de líder seria bom que este tomasse o exemplo do que se passa em Espanha e alterasse o seu discurso para algo mais assertivo e condizente com as reais necessidades do povo.

É verdade que este governo tem tido a seu favor a uma economia em crescendo. Porém caminha sobre papel de arroz e que ao mínimo exagero pode deitar tudo a perder.

A política como deve ser far-se-á sempre de renovação.

Todavia há quem não acredite nisso.

O caudal de um novo Rio

Este fim-de-semana trouxe um novo Rio às águas turvas da política portuguesa.

O ex-presidente da edilidade portista ganhou ao ex-provedor da Santa Casa da Misericórdia numas eleições directas no PSD, assaz renhidas e com direito a debates televisivos e radiofónicos.

Em termos meramente políticos estas eleições não vão mudar nada no país. Eventualmente só daqui a dois anos, mas para isso o novo Presidente do PSD terá um trabalho hercúleo ao tentar unir não só o partido, tendo em conta as diferentes facções internas ainda residentes, como trazer muitos portugueses que se reviam nesta faixa política para o centro das suas atenções.

Será então aqui que Rui Rio terá de dedicar mais atenção. A decisão de António Costa em não aceitar coligações com o PSD após as eleições de 2015, afastando o tal Bloco Central, criou muitos anticorpos na sociedade contra o líder do PS. Ou dito de outra forma os apoiantes laranja verão com muitos maus olhos uma eventual coligação política com o actual Primeiro Ministro. Nem tudo parece válido para se chegar ao poder, dirão alguns sociais democratas.

Quem, no entanto, poderá vir a ganhar com esta nova direcção partidária será certamente o CDS que tem na sua actual direcção alguém que consegue fazer chegar ao eleitorado laranja um discurso mais fundamentado e assertivo.

Rui Rio parece ser um homem pragmático e de ideias fixas, o que poderá levar ao afastamento de alguns históricos do partido para as trincheiras da oposição interna, todavia sempre preparados para a costumada farpa.

Face ao que precede prevê-se um ano de 2018 bem interessante. Por um lado a geringonça a tentar gerir para 2019, ainda algum capital de simpatia que angariou, não obstante os tristes eventos do Verão, o caso Raríssimas ou a relação (demasiado) próxima entre políticos e dirigentes desportivos. Por outro o PSD a tentar reerguer-se do fosso para onde foi atirado, mais pelos adversários políticos internos de PPC do que por este mesmo dirigente, através das suas intervenções.

Um palavra final para Pedro Passos Coelho que após o ciclo como Primeiro Ministro vai sair de deputado a seu pedido. Um afastamento definitivo ou meramente estratégico?

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