Depois de umas voltas de tarde acabei por ir ver como estavam os terrenos no que respeita à água. Obviamente encharcados. Muito encharcados.
Não sou nada fiscalizador do trabalho dos outros, mas gosto de deambular pelo terreno percebendo a candeia nas oliveiras ou somente o... renovo das árvores.
Como já referi o dia estava cinzento e chuvoso. Mas sem frio! O rapaz que toma conta de uma das fazendas apareceu para tratar do gado (ovelhas e alguns bezerros).
Depois fomos am,bos perceber como estava a aramada que circunda o terreno após as últimas chuvadas. E foi aqui que reparamos num ninho de vespa asiática no terreno contíguo.
Não é o primeiro que vejo. Já em tempos apanhei outro que se formou dentro de um buraco de um ramo de sobreiro cortado.
Têm sido vários os acidentes, alguns mortais com estes insectos.
Que vivem ao nosso lado sem quase percebermos disso!
Há meio século corria na televisão lusa, ainda a preto e branco, um anúncio de prevenção rodoviária que dizia assim: atrás de uma bola vem sempre uma criança!
Na realidade naqueles tempos as crianças brincavam quase todas na rua (parece estranho, mas é verdade!) e quando a bola fugia corria-se sempre atrás dela sem a preocupação do trânsito (o que era?). Daí o anúncio.
Os tempos mudaram muito. Oh se mudaram!!! As crianças preferem uma qualquer consola com o ar viciado e tétrico de quatro paredes, ao ar livre. Optam por brincadeiras sem nexo, sozinhos ou com gente a quem nunca viram o olhar. Deste modo o velho anúncio já não fará qualquer sentido... Ou será que ainda fará?
Bom tudo isto para validar que provavelmente o anúncio com algumas alterações faria ainda jus. Uma delas seria que em vez de "uma bola" seria "em frente ao Multibanco".
Pois é... a frequência com que vejo gente a abandonar a caixa de Multibanco e olimpicamente atravessar a estrada sem qualquer cuidado com o movimento de viaturas é deveras assoladora.
É que colocam as suas vidas em perigo e podem originar muitos estragos nas vidas dos condutores.
Assim seria o anúncio: "à frente de um Multibanco sai sempre um estupor para a estrada!
Como infelizmente sabemos há gente neste mundo sempre pronta para lucrar à custa dos outros e sem ter que trabalhar. Sempre foi assim e sempre será...
Com o aparecimento e disseminação da internet o "modus operandi" mudou, mas a filosfia está lá toda. Daqui o surgimento dos "hackers" que quase sempre, de forma oculta, penetram nos nossos computadores e vasculham as nossas vidas. Na maioria das vezes escondidos sob uma capa de coisas fantásticas e quase inebriantes.
Quase diariamente na minha caixa de correio electrónico recebo mensagens a propor-me parcerias entre uma qualquer pessoa ou entidade que eu desconheço totalmente e este blogue. Geralmente quando recebo essas notificações brindo-as com o título de "spam". Assunto resolvido.
No entanto há utilizadores muito crédulos e que gostam muito de seguir certas ligações do género: "Você foi escolhido para uma viagem" ou algo parecido. O que se seguirá nem vale a pena contar porque, na maioria dos casos, as pessoas quase que deixam de ser donas do seu computador, sem que o saibam!
Uma das formas para evitar isso é entrar sempre no pesquisador de internet (IE, Chrome, firefox e outros) sempre como utilizador sem registo ou como privado. Poderá dar mais um pouco de trabalho mas desta forma minimizam entradas abusivas no computador.
Termino com um conselho assente no pressuposto que ninguém nos dá nada: nunca sigam ligações que não pediram ou que não conhecem, mesmo que as ofertas sejam tentadoras! O perigo ronda-nos.
Não só à nossa porta, mas estranhamente (ou talvez não) dentro da nossa própria casa...
Tenho pelos entregadores de refeições uma admiração e um respeito quase anormal. São quase sempre jovens de motorizadas ou bicicletas, abnegados, corajosos e sempre disponíveis. Faça sol ou chuva, vento ou frio, eles nunca desarmam e é vê-los nas ruas de mochila à costas a entregar a comida a quem pagou e reservou….
Mas nem tudo são acções fantásticas…
É que ainda não consegui perceber qual a razão para estes entregadores nunca andarem como o trânsito. Sentidos proibidos, passeios, passadeiras de peões, sinais luminosos… nada se respeita. Bem vistas as coisas, estes jovens colocam muitas vezes a sua vida em perigo e essencialmente a dos outros.
Em tempos alguém me explicou que eles ganham à entrega e se ao fim do dia tiverem poupado muitos segundos é mais uma refeição de distribuem e mais dinheiro para o bolso. Percebo o incentivo, mas tal nunca deveria ser à custa do desrespeito pelas leis, nomeadamente pelas leis de trânsito.