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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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O Caminho

Fazendo parte das comemorações do ano jubilar da Catedral de Santiago de Compostela, o filme “O Caminho” realizado por Emílio Estevez e tendo como protagonista um dos actores de Apocalipse Now, Martin Sheen, é um filme, no mínimo, muito curioso. E que só recentemento consegui ver.

Não obstante estar datado de 2010 ainda assim esta grande-metragem toca um dos principais pontos e quiçá o mais difícil de explicar ainda hoje e que se prende com uma simples pergunta: o que leva alguém a peregrinar?

A questão colocada assim de chofre poderá não obter a resposta desejada. Muitos dirão que é por promessa de carácter religioso, outros por puro turismo, há aqueles que terão somente curiosidade e finalmente os que vão peregrinar porque…

…Nem sabem porquê!

Como peregrino que sou, mesmo que seja somente até Fátima, reconheci no filme muitos dos dilemas que nos assolam durante a caminhada. As dores, as conversas, o cansaço e acima de tudo o tal dilema… interior.

Como por diversas vezes neste espaço fui referindo, peregrinar não é chegar, mas tão-só fazer o caminho. Partilhar vidas, camas e comidas, lágrimas e risos, frustrações e alegrias, todos imbuídos das mesmas sensações, sentimentos e vontades.

Ainda do filme retive dois momentos fantásticos: o primeiro quando a personagem principal mostra o terço a um padre, que este lhe havia oferecido muitos quilómetros antes e o segundo quando uma das personagens entra na Catedral de joelhos. O único que parecia estar ali apenas para perder peso, foi o que se vergou à fé que aquele local santo tanto carrega.

Peregrinar é isto - II

Segundo dia...

Acordamos novamente muito cedo. Ainda por cima a hora mudara...

Tralha arrumada, pequeno almoço tomado e eis-nos a caminhar debaixo de uma chuva miudinha e muito, muito fria.

Mas peregrino que se prese não se atemoriza com a intempérie e parte para o caminho repleto de coragem e fervor.

Onze quilómetros palmilhados e parámos em Sobral de Monte Agraço, onde numa pastelaria confortámos o estômago com cafés e pastéis de feijão. Uma delícia...

Depois a oração das laudes rezadas em conjunto. O almoço seria a próxima paragem.

Pelo caminho surgiram as primeiras questões formuladas pelo padre J. A nossa alma começa a perceber que nem tudo é como gostaríamos. E que a fé advém da palavra.

Ficou então no ar uma questão: qual a palavra que define a nossa fé?

Temos mais 90 quilómetros para encontrar a resposta. 

Assim nos ajude Deus e a Virgem Maria.

 

Peregrinar é isto - I

Começou hoje a caminhada até Fátima.

Acordou-se muito cedo. Assim a horas normais para a Joana.

Após o reencontro com muitos peregrinos já conhecidos, foi o momento da eucaristia.

Partimos de seguida e fomos logo brindados com uma forte chuvada que obrigou muitos a recorrerem aos impermeáveis.

Este peregrino aguentou estoicamente a bátega e lá caminhou por entre as gotas de chuva.

Muitas subidas e descidas, alguma lama mas nada muito mau. Já fiz muuuuuuuuito pior.

Chegámos de dia ao primeiro destino.

Banho tomado aguardamos o jantar e as orações da noite.

Amanhã será outro dia

Sentimentos: diversos.

Um livro a ler!

Conheço uma das escritoras. Já com ela partilhei caminhos de Fátima.

Também conheço algumas das personagens. Já com elas partilhei muitos quilómetros.

Eis assim um livro que irei ler assim que o comprar. Quiçá na próxima Feira do Livro de Lisboa.

A obra publicada sobre a égide da Fundação Francisco Manuel dos Santos foi lançada no passado dia 7 de Abril.

Fica aqui o registo em video desse lançamento.

 

E aqui está a capa do livro.

peregrinos.jpg

 

 

Diário de uma não-peregrinação - V

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A esta hora já todos os peregrinos estarão em casa a descansar da jornada de cinco dias a caminhar ao encontro da Nossa Senhora Mãe Santíssima.

Tambem conheço esse sentimento de paz e serenidade, aquando do regresso a casa. Mas ainda assim imagino a chegada a Fátima, as lágrimas vertidas, os abraços distribuídos e sentidos e aquele olhar de profunda emoção quando se entra na Capelinha.

Conheço essas sensações todas. Como conheço agora o que é não estar presente, não sentir os pés magoados e as unhas negras. Não sentir as bolhas nem os músculos doridos. Hoje melhor que ninguém sei o que é não-peregrinar.

É sentir a alma em chaga e não ter um bâlsamo que abrande a dor. É sentir a tristeza de não ter a alegria de estar perto da Virgem Mãe.

Este ano foi assim. Para o ano veremos.

Finalmente desejo a todos quantos caminharam, organizaram a peregrinação deste ano, uma Santa Páscoa.

Diário de uma não-peregrinação - IV

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Ao quarto dia recebi notícias. Pelo telefone... Fiquei tão contente que foi como estivesse lá.

Os dias têm sido quentes, demasiado quentes para quem tem tantos quilómetros para palmilhar. Mas Deus ajuda, ampara, sara, acolhe.

Deste lado o dia corre com a celeridade que lhe pretendermos dar. E outrossim sem muitas graças, porque o Mundo não percebe, não entende.

No entanto vou orando, para que amanhã cheguem todos bem a Fátima.

Atravessar este cálvário de solidão, que têm sido estes meus últimos dias, também não tem sido tarefa fácil.

Compenso com a oração, com a fé, com a crença profunda de que Deus sabe o que é melhor para mim. Numa semana que deveria fazer de todos nós Santos.

Realisticamente cada dia, os meus amigos peregrinos, estão mais próximos do regaço de Mãe Santíssima. E essa alegria do dia vindouro da chegada é mais que um bâlsamo é o verdadeiro testemunho de fé!

Que Deus continue a olhar por eles e viver com eles estes restantes dias.

 

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Diário de uma não-peregrinação - III

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O terceiro dia de peregrinação costuma quase sempre ser o pior. Não sei se o foi desta vez. Nem imagino.

Mas imagino as partilhas e os desafios propostos pelo padre peregrino.

Imagino a longa fila de coletes verdes espalhados pelas estradas e caminhos deste país, aproximando-se cada dia da Cova da Iria, onde a Nossa Mãe do Céu os receberá de braços abertos.

Como sempre me recebeu a mim e aos meus.

Não-peregrinar deste lado... dói mais, sofre-se mais, imagina-se obviamente mais.

Mas Deus definiu para mim este destino. Só tenho que aceitar.

Não posso, no entanto, evitar uma singela lágrima. Que lentamente vai lavando a minha alma.

Que o caminho vos seja livre de peripécias e repleto de venturas.

 

Seguinte

Diário de uma não-peregrinação - II

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Estamos no Domingo de Ramos, o primeiro dia da Semana Santa. O dia de hoje na peregrinação costuma a ser um dia profundo. Marcante!

Com as leituras, com a eucaristia, com a benção dos ramos... e tudo o resto que envolve este dia santo.

Não imagino onde estejam hoje alguns dos meus amigos peregrinos. Com um dia quente e ventoso espero, no entanto, que tenham chegado bem.

Alguns deles, qual Simão de Cirene, ajudam os outros a carregar as mágoas e as tristezas. Até que a Palavra de Deus as apague e substitua por esperança e alegria.

Que Deus continue a iluminar o caminho destes peregrinos. Que eu ficarei por aqui a pensar neles.

E a rezar!

 

Seguinte

Partir... uma vez mais!

Começa esta noite o meu regresso aos caminhos de Fátima.

Mas primeiro há que chegar a Peniche, ao Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, para depois amanhã sair a caminho da Cova da Iria ao encontro da Virgem Maria.

Até Domingo este espaço estará a ser alimentado por pequenos textos já programados para publicação. Fora isso nada mais farei.

A não ser a recolha dos ensinamentos que o caminho tiver para me brindar. 

Para depois, já de alma limpa, poder regressar à cidade para novo ano de desafios...

Deixo-vos assim por alguns dias.

Fiquem por cá bem!

Que eu vou rezar por todos vós. Especialmente por aqueles que não crêem!

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