Já há resultados finais das eleições na Região Autónoma da Madeira donde resultou uma derrota do PS. Mais uma!
Dos 11 deputados eleitos em 2023 o partido de Cafôfo desceu nas eleições de hoje para 8 representantes.
A realidade madeirense é diferente da do Continente, portanto não entro naquela ideia que a 18 de Maio poderá acontecer o mesmo cá que na Pérola do Atlântico.
Todavia seria conveniente a Pedro Nuno Santos mudar um pouco os alvos da próxima campanha eleitoral, que neste momento se centram num ataque feroz a Luís Montenegro.
Já deu para perceber que o Partido Socialista perdeu há muito carisma, assertividade e capacidade de encaixe, especialmente quando perde as eleições. Depois os dirigentes socialistas parecem que ainda vivem à sombra da imagem de Mário Soares,
Nesta altura o PS não é fixe. Nada mesmo (muitos não perdoam a Costa a tal de geringonça). E estamos muito longe de saber quando voltará a ser!
Daqui a um par de semanas, talvez menos, o governo liderado por Luís Montenegro terá de entregar na Assembleia de República a proposta de Orçamento para 2025.
Tendo em conta que este governo não tem a maioria absoluta, deverá negociar com os outros partidos de forma a que o diploma seja aprovado por uma maioria parlamentar.
Um processo ao qual já estamos mais ou menos habituados oriundas de outras legislaturas e que origina, como sempre, muitas declarações oriundas da oposição. Há partidos que independentemente das propostas apresentadas pelo governo votarão sempre contra. Só porque sim. Será o caso do PCP, do BE e do Livre. Os outros... bom... fazem o papel deles tentando vender ideias por troca de votos parlamentares.
O PSD votará a favor, seja qual for a proposta apresentada. A IL parece ser, para já, uma incógnita e o Chega é aquela base... só diz asneiras, descredibilizando com as intervenções do seu líder um documento assaz importante para o país!
Resta então o PS que tem nas suas mãos uma faca "de dois legumes" como diria a Magda no programa de humor brasileiro "Sai de Baixo". O problema primeiro de Pedro Nuno Santos prende-se com a sua pouca capacidade para passar uma mensagem efectiva e lúcida ao povo português. Depois este não o esquece, nem aos sucessivos casos no seu Ministério no governo chefiado por António Costa.
O segundo problema chama-se... eleições! Se Pedro Nuno Santos votar contra o Orçamento arrisca-se a que Belém convoque eleições antecipadas. Os custos políticos desta nova chamada dos portugueses às urnas podem ser tão evidentes que o PS poderá quase originar uma maioria absoluta do PSD (se bem que como está a actual amplitude política parece não haver esse perigo).
Portanto os socialistas estão, mais uma vez, no núcleo de uma tempestado política e seja qual for o resultado na votação parlamentar será certo que irá sair mais ou menos chamuscado.
Aguardemos o desenrolar das próximas conversações!