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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Apontamentos breves

Todo o santo dia andei a queimar lenha na minha aldeia. Restos de uma campanha de azeitona a dar as últimas.

O dia esteve quente, demasiado quente para a época. Uma brisa soprou de manhã ainda assim suficiente para atear a fogueira.

A tarde foi mais branda.

A noite está neste momento deliciosa (são 22 e 20). Parece quase Verão.

O céu está estrelado, um cão ladra enquanto a aldeia mergulha no morfeu.

Encostado ao muro, que outrora foi da escola primaria, vou esgalhando estas breves palavras.

Esta aldeia tem quase tudo. Mas o melhor é sem dúvida a paz que aqui se vive.

Coreias em paralelo?

“Quando a esmola é grande o pobre desconfia!”. Este adágio popular tão luso cola-se de forma perfeita à recente cimeira das Coreias.

De um momento para o outro e quando tudo parecia desmoronar-se num conflito de grande escala, eis que surge um encontro entre os principais governantes das Coreias antagonistas e que desde 1953 vão assumindo um Armistício de Paz assinado entre ambas.

Todavia a ascensão de Kim Jong-un ao poder, em substituição de seu pai, originou uma crescente troca de acusações entre o “querido líder” norte-coreano e o mais recente presidente americano, Donald Trump.

Temeu-se o pior. Os testes nucleares em solo norte coreano continuavam assim como os ensaios de mísseis inter-continentais capazes de chegarem à costa leste americana. O ambiente parecia toldar-se para um novo conflito na península coreana.

E de súbito… Este encontro e quiçá outros que se seguirão envolvendo os próprios Estados Unidos.

Desculpem-me os mais optimistas nas questões geopolíticas, mas esta cimeira deixa-me “com a pulga atrás da orelha!” Gostaria de perceber o que, verdadeiramente, esteve ou o que estará por detrás deste encontro (dizem que foi a irmã do líder norte-coreano que tornou isto possível). Paira no ambiente político mundial uma certa desconfiança.

O futuro me dará razão! Ou não…

Sinceramente esperava que não. A bem da Paz Mundial!

Nova (des)Ordem Mundial!

Naquele Verão de 2003, enquanto Portugal literalmente ardia devido a incêndios florestais, eu gozava de uma invulgar paz, numa bucólica cidade austríaca situada à beira de um lago manso e rodeada de montanhas escarpadas e verdejantes. Um pedaço de paraíso muito longe do inferno luso.

Recupero esta memória com a profunda consciência que a paz daqueles dias, e que hoje ainda por lá se mantém, poderá estar em causa. Tudo por culpa de um nova (des)Ordem Mundial.

O Mundo está tão diferente, tão tenebrosamente amedrontado que não temos verdadeira noção do alcance das acções que os novos ditadores deste século vão semeando.

Há quem afirme, e com alguma razão, que a Europa nunca esteve tanto tempo sem conflitos armados de grande escala. Todavia olvidam a guerra dos Balcãs com claras intervenções das Nações Unidas. Mas na essência percebo do que falam.

Só que a tal (des)Ordem que vos falo poderá culminar numa espiral muito violenta que resultará obviamente num eventual conflito armado à escala Mundial. Com os incontáveis custos… que neste momento ninguém consegue avaliar.

Espanta-me por isso esta visão tão egocêntrica destes novos políticos. São pequenos “reis-sol” que justamente pretendem tempo de antena e poder.

Desde os Estados Unidos à Turquia, passando pela Venezuela e Coreia do Norte, estes novos tempos ameaçam com velhos tempos, ainda infelizmente na memória de muitos.

Portugal como ínfimo país, mas associado à U.E. e à Nato, dificilmente passará pelos “intervalos da chuva”. Mesmo que nos queiram convencer do contrário.

Face ao que escrevi, proponho este pensamento: será que estamos claramente conscientes do que o futuro próximo nos reserva?

A estupidez!

Como alguém pode vir dizer publicamente que uma bomba é mãe... de qualquer coisa? Sendo certo que a expressão em inglês é aproveitada para tal, porque MOAB significa "Massive Ordenance Air Blast" e não "Mother Of All Bombs".

É óbvio que percebo a piada já que os russos têm uma bomba que é... o pai (FOAB) das bombas não nucleares.

Seja como for as palavras mãe e pai têm demasiado valor para serem usadas como progenitoras de qualquer coisa destrutiva.

Os meus receios quanto a Trump começam a ter fundamento. Dispara para todos os lados e vai criando (ainda mais) inimigos. Não imagino onde isto irá parar.

Como disse o meu filho mais novo esta bomba foi um aviso sério para alguns países que tentem ameaçar os Estados Unidos.

A estupidez no Mundo está a crescer...

Veremos onde isto irá parar... se parar!

 

 

O fracasso da Paz europeia

O triste atentado de ontem à noite em Nice leva-me a colocar uma questão e para a qual não obtenho qualquer resposta: até quando estes constantes morticínios?

Cada vez mais começamos a perceber (e a temer!) que o nosso inimigo pode ser aquela pessoa que está sentada ao nosso lado no metro e vai brincando com o telemóvel ou simplesmente vai lendo um livro. Ou o jovem que passou por nós a correr devidamente equipado com roupagem de atleta e de repente se transforma numa bomba humana... só porque sim!

Este problema que vai alastrando pela Europa é assim responsabilidade de quem?

Curiosamente e regressando por breves instantes à Final do Euro2016 dei por mim a rever algumas imagens de sofredores por Portugal em alguns países lusófonos. Isto quer dizer que, não obstante a nossa passagem como colonializadores, restou todavia um factor de ligação a este rectângulo por parte desses povos. Algo que não vejo nas antigas colónias Francesas, por exemplo.

É mais ou menos sabido que o Estado Islâmico convive mal com a liberdade e com a democracia ocidental. Basta perceber o estatuto das mulheres de lá e cá... quão diferentes! Depois há todo aquele fanatismo religioso que lhes retira qualquer discernimento humano. Sei que a nível dos católicos também há gente adepta do radicalismo religioso... mas jamais capazes duma barbárie como a que aconteceu ontem em Nice.

Não sei que solução se deverá dar para este gravíssimo problema. O que sei é que as sociedades modernas conforme estão montadas, fracassaram. E este fracasso vai naturalmente fazer crescer radicalismos ainda mais extremistas.

Portanto e de uma forma velada a Europa está em guerra. E se noutras batalhas conhecíamos o inimigo no campo de batalha... hoje ele almoça a nosso lado sem que realmente o saibamos!

 

Outono sem graça!

Estas noites demasiado brandas atemorizam-me...

Estamos em tempo de chuva, frio, vento, intempérie. Mas este calor é quase doentio. O vinho não coze, a azeitona cai de madura antes do tempo, as castanhas ainda não apetecem.

Em breve partirei, como em anos anteriores, para a Beira Baixa... Em busca de paz interior e sossego mental. Que esta cidade já me aborrece.

Não tenho "stress" nem vivo obsecado, mas quanto mais vivo na capital mais desejo tenho de regressar ao campo.

E ainda há quem prefira os grandes centros urbanos!

 

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