Aproximavam-se tempos duros, difíceis para Portugal e para o Mundo. Uma tal de pandemia recheada de Covid-19 alastrava-se a uma velocidade quase estonteante, entrando em casa de todos nós sem quase percebermos.
O teletrabalho seria mais tarde uma opção válida, correcta e profilática. Mas antes de tudo isto este autor de textos foi entrevistado pelo responsável pelo Sapo Blogues. o Pedro Neves. Uma conversa mais que entrevista escorreita, simples e sem filtros e que me expôs perante o público que se dignou escutar-me.
Posto isto trago hoje essa memória, essa entrevista, esse diálogo de meia hora que acabei por trazer à tona nesse mês de Janeiro, neste postal.
Será, por assim dizer, o momento alto desta caminhada blogosférica que brevemente encerra.
A vida dá-nos muuuuuuuuuitas lições. Ou melhor, serão lições se estivermos dispostos a aprender.
Uma destas lições prende-se com o nosso caminho final nesta breve passagem. Para uns é um sofrimento atroz devidos às muitas doenças, às dores e pior que tudo à solidão a que muitos idosos estão votados.
Para outros acabam por nem perceber o que lhes está a acontecer.
Foi por cas«usa deste yultimo ponto que escrevi e publiquei este postal. A minha sogra entrava rapidamente naquele mundo estranho da demência.
Foi uma vivência estranha e triste ao percebermos a descida de um ser humano aos confins de... coisa nenhuma!
Falei neste postal de uma publicação e da vivência que é usufruir aquilo que refere o livro da Ana Catarina André - uma das autoras - e com quem caminhei tantas vezes até Fátima.
Sei que cada vez parece ser mais difícil ao Mundo acreditar que há Deus. Que Ele é alguém que me acompanha e em quem deposito a minha totral confiança e obviamente a minha vida.
Fui muitos anos peregrino. Muitos anos ajudei muita gente a chegar ao Altar do Mundo. Contudo sempre ciente que o fazia porque Deus tinha para mim essa missão: ajudar os outros a chegar ao colo de Mãe Santíssima.
Ou como muitas vezes disse a quem me ouvia: não sei porque peregrino mas Deus sabe!
Era Outono, mas recheado de uma temperatura agradável, quiçá algum acrescento do Estio passado.
Naquele Sábado a família reuniu-se mais uma vez. O meu filho mais velho dava aquele passo de gigante para a sua vida.
A cerimónia religiosa foi presidida pelo meu amigo e padre J.
Tudo estava a correr bem: as leituras , a homília, os cânticos. Até que a determinada altura subi ao ambão e li uma mensagem que havia escrito de propósito para o momento e que transcrevi aqui.
Já passaram dez anos. Já nasceram dois netos desta união. Mas a memória e as lágrimas deste dia só eu as senti e ainda sinto.
Há momentos na vida de um homem que serão sempre marcantes. Factos próprios ou factos com os seus mais directos.
É o caso de hoje pois trago aqui um dia especialmente grato para quem é pai e educador.
Num dia de Fevereiro de 2015 o meu infante mais novo apresentou-se perante um júri tentando defender a sua tese de Mestrado. Não me lembro do tema, nem isso seria para mim importante, bastava a ele, mas o mais curioso foi a sala bem composta de espectadores.
Tudo isto para dizer que ao escrever este postal senti orgulho no meu jovem. E como escrevo lá no dito postal, fico imensamente feliz com pouca coisa.
Este acontecimento foi um desses momentos de profunda felicidade.
Parece que o ano de 2013 terá sido fértil em postais diferentes, não obstante apenas ter publicado 265 textos. O que nem chega a ser um por dia...
Fora isso apresento aqui uma das minhas fotos preferidas. Não que fosse muito bem tirada , mas foi a oportunidade de apanhar um conclave de andorinhas que se juntaram para em conjunto partir para outras paragens.
Foi este o postal que também teve direito a destaque.
Estava-se em pleno Agoisto na Beira Baixa onde a canícula por esta altura do ano é coisa para gente valente. Todavia as andorinhas perceberam que o tempo frio estava a aproximar-se. E partiram nessa mesma manhã.
Neste mês dos sempre apetecíveis Santos Populares escrevium postal sobre a precária saúde de um dos grandes homens do século XX: Nelson Mandela.
Infelizmente no final deste mesmo ano partiria definitivamente "Madiba" já com uma idade bem bonita (95 anos).
O mês de Junho trouxe também a este espaço mais dois destaques, sendo que um deles foi na página principal da SAPO. E nessa altura os blogues estavam em alta.
Sempre fui um homem de fé, se bemn que durante uns anos andei yum tanto desviado, mas faz parte. Ou como diria um padre que faz o favor de ser meu amigo: as sementes da fé estão lá e um dia brotam!
Talvez por isto é que escrevi e publiquei este texto.
Lá nos confins de outro Continente onde a segurança de pessoas e bens é demasiado descuidada, havia caído um prédio que era uma fábrica.
Muitos mortos, feridos e desaparecidos.
Mas houve também esperança e alegria.
E certamente muita fé. Não sei se foi no Deus que me ampara, mas também não importa. O que conta mesmo foi o resultado.
A eleição havia sido no dia anterior a ter escrito e publicado este postal.
Ainda me recordo da chegada à janela do novel Papa, acabadinho de ser escolhido, segundo dizem, pelo Divino Espírito Santo.
Recordo esse fim de tarde, quase noite, quando o novo Papa apareceu à janela da Praça de S. Pedro e as suas primeiras palavras foram simplesmente um cumprimento.
No fundo um cumprimento ao Mundo.
Em 2023 não imaginaria que um Papa, vindo da longíssima Argentina, fosse tão influente, tão racional e tão sereno.