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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Neste dia... ontem e hoje!

Faz hoje 43 anos que principiei oficialmente a trabalhar. Escrevi oficialmente porque foi o dia em que entrei para uma empresa onde comecei a descontar para a minha reforma e outrossim a pagar os meus impostos, como era na altura o imposto profissional!

Desde esse dia até 31 de Julho de 2020 estive 5 dias desempregado, quando saí desta empresa e me transferi para o Banco de Portugal.

Mais de 40 anos a trabalhar, a dedicar-me de alma e coração aos desafios que me foram surgindo, a tentar responder com competência ao que me era solicitado.

A verdade é que passamos tantos anos a trabalhar que nem damos conta como a vida correu célere, como envelhecemos, como fomos angariando algumas dores… Mas também algumas alegrias, amigos, venturas.

Hoje regressei a mais um almoço com antigos colegas. Nem me recordo quantos eram à mesa, mas certamente mais de uma dúzia. Cheguei atrasado o que nestas ocasiões é sempre bom porque o último a chegar dá um aceno geral e estão todos cumprimentados.

Revi gente que já não via certamente há uns bons anos. Especialmente porque optaram por ir para o BCE e quando regressaram já eu estava reformado.

Já na rua a festa continuou… Foi o momento dos cumprimentos e das despedidas. Dos abraços e dos ósculos às senhoras.

Senti-me bem… Muito bem mesmo! Acima de tudo porque ainda não fui esquecido pelos antigos colegas.
Como ser humano o pior que me poderia acontecer é ser olvidado ou ser apenas uma cinza na memória. Doer-me-ia!

E amanhã tenho magusto com outros colegas!

Vida social é dura!

Nunca fui de modas!

Hoje lembrei-me dos inos anos 70. Nesse tempo vivia e estudava (nem sei naturalmente se alguma vez estudei, mas isto agora não interessa para o caso) em Almada.

Aqueles anos a seguir ao 25 de Abril de 1974 foram tempos de descoberta especialmente para quem, como eu, era jovem e estava demasido fechado ao mundo. Desde a descoberta de filmes mais ousados (o Último Tango em Paris é disso um bom exemplo), à relação com o eterno feminino (até ali quase proibido em anos mais novos) através das implementação de turmas mistas, tudo parecia ser demais para absorver.

Mas o homem tem uma capacidade inata de poder facilmente adaptar-se à velocidade dos acontecimentos. Entretanto daquele tempo recordo algo sobre a qual eu havia criado uma enormíssima espectativa e que mais tarde quando experimentei foi uma... desilusão.

Falo da celebérrima Coca-Cola (passe a publicidade) que não tendo qualquer culpa no cartório foi bebida que nunca apreciei. Mesmo acompanhada, como era naquela alrura por uma rodela de limão. Cheguei mesmo a pensar que preferia o limão à bebida castanha!

Ainda hoje não a bebo! Nem a sua concorrente!

Naquele tempo bebia-se aquele refrigerante porque... todos bebíamos. Ai a moda!

O que hoje fui encontrar!

Sempre gostei de andar de pasta no dia a dia. Dentro incluía para além da carteira e demais documentos, livroas papéis rabiscados e diversos blocos. Já para não falar de um incontável número de lápis e canetas.

Tive muitas... de diversos tipos cores e tamanhos.

Hoje uso menos até porque em casa não necessito dela, mas sempre que saio para longe, especialmente de carro, levo a minha actual pasta.

Numa busca que fiz (quando será que posso usar o Google para procurar "cenas" em casa?), acabei por encontrar duas pastas usadas mas ainda em bom estado.

A primeira estava vazia, já a segunda tinha ainda papéis e correspondência antiga que guardei. Pois... mas a segunda remonta aos anos 70 e chamava-mos uma mala à James Bond que eu levei diariamente para a escola.

Igualzinha a esta.

mala_JB.jpg 

Foto retirada da rede

As coisas que eu guardo.

Ai, ai, ai... e as saudades que tive deste tempo de escola (o único que realmente gostei!!!)

Regressar ao passado!

Não sou nada saudosista. O passado é mesmo passado e lá deve ficar com todos os sentimentos, bons e maus, que adquirimos naquela altura. Mas há sempre umas excepções que confirmam a regra!

Hoje decidiu-se levar a cachopa de dois anos travessos, mas brilhantes ao Aquário Vasco da Gama ali bem perto onde acaba o Tejo e inicia o oceano.

A minha neta adora peixes e desta forma levá-la a um local com tantos e tão variados seria sinónimo de alegria. Assim foi.

O aquário está bonito, acessível e com bonitas espécies. Algumas excursões de estudantes e demais gente anónima deram ao recinto uma vida para além dos peixes.

A última vez que entrei naquele Aquário era ainda um rapazinho de calções e daqui chamar a este postal "Regresso ao Passado". Lembro-me que fui como aluno da primária acompanhado pela D. Delfina, a professora terror da escola.

Enfim o tempo passa demasiado depressa.

 

E se?

Nem imaginam as vezes que me coloco a mim mesmo a questão supra.

E se... tivesse estudado e tirado um curso superior?

E se... tivesse emigrado?

E se... tivesse escolhido outro emprego?

E se... tivesse enveredado pela política?

E se... tanta coisa...

A verdade é que em cada passo que dei na vida tive sempre outra opção em aberto mas não a escolhi. 

Consciente de que jamais saberei onde estaria ou o que seria neste momento se optasse por outros caminhos, de uma coisa estou quase certo: a escrita provavelmente faria ainda parte de mim!

Fosse eu quem fosse!

Outros tempos!

Hoje em conversa com umas pessoas recordei os meus tempos de escola nomeadamente o trajecto que fazia entre o Laranjeiro onde morava e Almada, onde se encontravam as escolas.

Decorria o ano de 1969. A Ponte Salazar era uma realidade e a doca 13 na Margueira estava já em construção.

Naquele tempo, que eu me lembre, havia duas empresas de camionagem que serviam a zona: a Beira-Rio e a Piedense. Mais tarde viriam a juntar-se e passaram a chamar-se Transul. Foi nos autocarros desta empresa que passei a deslocar-me de casa para a escola e vive-versa.

A primária era já passado e a Escola preparatória era na altura longe!

Perto de onde morava havia uma paragem de autocarro. Todavia eu tinha por hábito percorrer cerca de 500 metros para apanhá-lo noutra paragem só porque era mais barato... um tostão. Ao fim de uma semana eram 5 tostões que se poupavam. Mais os 5 de regresso... era um escudo.

Descia na Cova da Piedade e subia a pé até à escola preparatória por um quilómetro. O regresso era igual, quando não vinha mesmo a pé da escola até a casa para poupar uns tostões.

Quando hoje relembro esse passado longínquo sinto uma profunda nostalgia. Não só por aquilo que fazia para não gastar dinheiro, mas pelo espírito de sacrifício com que me muni para ultrapassar alguns desafios que apareceram no caminho.

Numa altura em que a minha inocência perante o Mundo e a vida era uma crua realidade!

Outros tempos!

Desilusão de Natal!

Custa-me deveras assumi-lo, mas o Natal transporta-me sempre para uma época em que não fui nada feliz. Naquela consoada todos aguardavam a chegada do Menino Jesus com as prendas que desceriam num cesto pela chaminé.

Mas naquela noite o cesto que vi trouxe algo que não esperava. De tal forma que saí daquele lugar a correr e não pretendi voltar. Nunca soube de quem fora a ideia de colocar aquele objecto no cesto, porém a tentativa feita pela família de limpar o erro que haviam cometido, após a minha reação, não resultou e acabaram por me criar ainda mais tristeza pelo Natal.

Era miúdo, muito miúdo todavia jamais olvidei essa noite. E todos os anos a evoco...

Ainda hoje quando me lembro percebo que a ferida continua a purgar uma raiva que vou tentando conter e encaminhar para a minha escrita de forma a diluir-se nas palavras escritas.

Depois muito mais tarde e já com gaiatos tentei sempre alegrá-los. E ao ver a felicidade deles eu próprio ficava feliz. Agora já há uma neta e espero sinceramente que ela nunca se desiluda com o Natal! Nunca!

Não há pior sensação!

Recuar meio século!

Actualmente a vida passa a uma velocidade vertiginosa. Pelas minhas mãos e de todos nós... de tal forma que temos imensa dificuldade em antever o futuro com alguma segurança. Ou planificar alguma coisa...

Antigamente tudo era mais calmo, sereno, previsível... e com isso havia uma maior capacidade para controlar os acontecimentos.

Já me consciencializei que o futuro mais ou menos próximo vai depender da forma como olharmos para os acontecimentos que se nos apresentam e das ferramentas que utilizaremos para intrepretar os casos. Mas isso sempre foi assim´dir-me-ão alguns de vós. Verdade... Porém as plataformas que nos rodeiam e que entram pelas nossas casas poderão ter uma enorme influência nas nossas futuras decisões. E nem sempre com os melhopres resultados. 

Por tudo isto talvez seja útil começarmos a pensar em alterar alguns hábitos recentes e regressarmos ao que faríamos há meio século.

Para nosso bem-estar e dos outros!

A carta!

Recebi hoje uma carta!

Faz muitos anos que não recebia uma carta destas... Daquelas manuscritas por uma mão firma e decidida, com uma caligrafia muito bonita e perceptível e que nos comove até às entranhas.

Todavia uma missiva simples que percorreu milhares de quilómetros até chegar à minha mão.

Não falava de trivialidades, mas da vida tal como ela é, de bons e menos bons momentos, dos filhos e dos netos, de alegrias e tristezas, de solidão e companhia.

Recebi hoje uma carta!

De alguém que me diz muito, que sempre me apoiou e estendeu a mão. Lembro-me das matinées no cinema Avis e a seguir aquele lanche! Lembro-me dos poucos brinquedos que tive e que ela me ofereceu.

Hoje tem muita idade... mas ainda consegue escrever uma carta! 

Bela... como são todas as cartas escritas com o coração!

Hoje fui "à bola"!

Há meio século "ir à bola" era coisa de homem macho... hoje denominado "alpha".

Só que a sociedade mudou muito (e as mentalidades!), e ainda bem acrescento, originando que actualmente "ir à bola" deixou de ser coisa só de homem, mas de ambos os sexos.

Deste modo vêem-se cada vez mais mulheres nos estádios não só como acompanhantes de maridos, pais ou irmãos, mas como ferrenhas adeptas do futebol e do clube do seu coração com as vestimentas a rigor (tshirt, cachecol e demais apetrechos). 

Após muitos meses sem gente no futebol gostei de ver o estádio do Sporting bem composto não obstante as limitações e fiquei plenamente convencido que as mulheres leoninas são um capital humano a ter em conta para o futuro da instituição.

O futebol, esse, é somente um desporto, mas os clubes serão eternos.

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