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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Vinte anos!

Faz hoje precisamente 20 anos que fui operado pela primeira vez à minha vista esquerda. A descoberta de um descolamento da retina obrigou-me a ser internado numa clínica onde um cirurgião tentou remendar uma retina muito estragada.

No entanto a operação não foi o pior, mas as suas consequências. E durante mais de um mês obrigaram-me a estar permanentemente de cabeça virada para baixo, sem poder ler ou sequer ver televisão. De noite e dia!

Lembro-me que nessa altura vali-me do meu filho mais novo que me lia as notícias de um jornal que alguém me comprava.

Para quem como eu adora ler e escrever estar mais de um mês inactivo foi dose. Todavia só ao fim de sete intervenções e muitos meses parado consegui voltar à vida activa.

Após muitos médicos e diferentes opiniões acabei por ir parar a Barcelona onde me operaram pela última vez – já estava em Junho – e com relativo sucesso.

Vinte anos decorreram já. Parece que foi ontem!

O tempo corre demasiado veloz…

Do passado para o presente!

Um dos "jogos de tabuleiro" com mais sucesso nos anos 70 foi o Master Mind. Um jogo de raciocínio lógico e por causa do qual se chegaram a organizar torneios. Participei em alguns com bons resultados...

m_mind_1.jpg

Desse tempo guardei o meu exemplar do jogo que tinha a caixa como a imagem supra e o interior com a foto infra.

m_mind.jpg

Ora bem... ontem foi dia do Departamento onde trabalho se reunir numa actividade de "tembuilding" numa Quinta privada.

Feitas as equipas (a minha sabe-se lá porquê chamou-se "Inomináveis") passámos aos desafios.

Curiosamente o segundo exercício foi um "Master Mind" em ponto grande. Ora como os restantes elementos da equipa eram muito mais novos que eu desconheciam este jogo. Assim com calma e lógica assertiva e com a minha preciosa ajuda, em cinco tentativas descobrimos a solução.

Momentos fantásticos com um belíssimo regresso ao meu longínquo passado.

Achado entre papéis

Hoje saí mais cedo do que o habitual do trabalho. Atravessar a Ponte 25 de Abril é nesta altura do ano um estrafego, que piora à sexta-feira.

Assim eis-me em casa bastante cedo para iniciar uma rotina anual: limpar a casa.

Como não vivo aqui permanentemente e só cá venho ao fim de semana, deixo para o Verão, época dos dias longos, para avançar com esta proposta.

Comecei como sempre pelo sotão onde moram grande parte dos meus rádios, gravadores e acima de tudo os meus papéis... Daí chamar-lhe, o meu museu!

Fiz entretanto uma escolha nalgumas pastas velhas, de forma a libertar espaço, quando encontrei dentro de um caderno a figura abaixo e que corresponde a um bilhete de autocarro.

Curiosamente este não era capicua, como eu tanto gostava.

Cinco escudos custou naquela altura o trajecto. Mas não imagino donde terei saído e para onde terei ido.

Mas foi um achado que guardei novamente com enorme religiosidade, como se fosse uma relíquia santificada.

 

20170721_210436.jpg

 

E se...?

Esta é a questão que quase todos os dias faço a mim próprio…

Sou obviamente refém das minhas decisões e dos actos que advêm daquelas. Ou dito de forma, quiçá mais esclarecida, jamais saberei quais as consequências das acções de hoje. num futuro próximo ou mais longínquo.

Este é um tema que recorrentemente venho aqui abordando porque estou sempre a tentar descobrir, onde no passado, poderia ter tomado outra opção.

Aproximam-se tempos estranhos, tempos repletos de incertezas e de receios. Decidir agora a minha vida futura nunca me pareceu tão amedrontador.

Temo decidir mal, temo, ao mesmo tempo, não decidir e depois arrepender-me.

Continuo assim a perguntar: E se…?

Entre o passado e o futuro

Durante os cinco dias que estive ausente no campo deu para pensar. E muito.

Revi a minha vida passada, tentei perceber o meu presente e acima de tudo receei pelo meu futuro.

A idade encarregar-se-á naturalmente de me colocar na reforma num futuro mais ou menos próximo. E esse será um momento quiçá estranho: num dia tenho de cumprir horários para no dia seguinte deixar de o fazer. Assim com um simples estalar de dedos.

No entanto não é esse tempo que receio, mas unicamente não ter o tempo suficiente para dar luz a alguns projectos, que vão enchendo a minha mente, antes de ir desta para melhor.

Jamais passarei de um escritor mediano para não dizer sofrível. Mas mesmo assim gostaria de deixar aos meus herdeiros um pequeno património, mais ou menos intelectual, e do qual todos se orgulhassem. Todavia para que isso aconteça  necessito trabalhar muito mais na escrita. Não imagino sequer se terei oportunidade de o fazer.

Entre o passado já longínquo, onde assentam as minhas boas e más memórias e o futuro claramente incerto, reside o presente, o momento actual que vou desbravando com aquele sentimento de que a vida deve ser vivida cada hora, minuto e segundo sem quaisquer temores.

Diferenças... modernas!

Na passada sexta-feira fui ao teatro. Mais propriamente ver a peça mais recente de Filipe La Féria, no Politiema. Uma revista engraçada, todavia muito longe do sucessso que foi o "Amália", que vi por diversas vezes, ou mesmo de "My Fair Lady".

Mas não é como crítico de teatro que aqui estou. Não me arrogo a tanto!

Comprei os bilhetes dois dias antes pela "net" e por isso paguei a menos sete euros e meio por cada bilhete. O que equivale dizer que poupei o valor de um dos bilhetes. O jantar recaíu num dos restaurantes conhecidos daquela mini "Soho" londrina.

Tudo isto para dizer o quê? Bom vamos então ao que interessa!

Durante muitos anos vi diversos espectáculos de música com as melhores bandas do mundo. E o curioso é que, ainda hoje, guardo esses bilhetes que me permitiram sentir as vibrações musicais de diferentes gerações.

Vi Rolling Stones, Pink Floyd, Metallica, Bryan Adams e muitos outros numa época em que os bilhetes eram sinal de marca. Como estes:

R_stones.jpg

p_floyd.jpgmetallica.jpg

DSC_0617.JPG

 

Anos mais tarde regresso aos espectáculos, mas para enorme tristeza minha os bilhetes perderam grande parte da piada. Vejam então a diferença:

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 DSC_0618.JPG

 

 

 

Com os bilhetes de teatro aconteceu o mesmo. As bilheteiras on-line são mais baratas, é certo, mas retiram parte do glamour de antigamente.

Donde concluo que nem sempre o moderno é o melhor!

Do meu passado (VI) - B&B

Havia no meu tempo de gaiato uma laranjada e uma gasosa (era assim que se chamava, à época) da marca BB. Não era a Brigit Bardot, nem qualquer nome de blogue (desculpa Bata&Batom!!!) mas a "Bem-Boa". Mas os "bês" que entitulam parte deste texto referem-se simplesmente a bilhetes e a bombons.

Esta noite em busca de um livro que acabei por não encontrar, achei um outro com sonetos de Camões muuuuuito velho. Abri-o e tal não é o meu espanto quando percebo que cai algo de dentro do livro.

Sorri com o que encontrei e lembrei-me do tempo em que não havia passe, só bilhetes. E quantas vezes guardei dentro das páginas o direito de viajar na camioneta. Sei que noutros livros estarão mais bilhetes com um número e quase sempre capícua. Mas não imagino onde.

Para além deste exemplar cairam também duas pratas, lisas e que envolveram de certeza bombons. Era costume naquele tempo - nunca soube porquê, os outros faziam e eu também - sempre que conseguíamos um bombom, costumávamos repito, retirar a prata com o maior cuidado e depois com a unha alisavamos até ficar quase imaculada.

Finalmente ía para dentro do livro. Nunca percebi se serviria de marcador ou era apenas uma qualquer parvoíce de miúdo.

Mas hoje relembrei com alguma saudade esses tempos.

DSC_0532.JPG

 

 

 

Do meu passado (V) - Os primeiros livros

Assim que comecei a saber ler atirei-me aos livros. Primeiro uns muito infantis mas depressa subi o escalão e passei rapidamente a ler uns livros de aventuras de uns miúdos ingleses, que fizeram durante anos as minhas delícias.

As Aventuras dos Cinco da escritora Enid Blyton, foram um sucesso em Portugal e fazem parte, ainda, do meu imaginário.

Naquele tempo todos queríamos ser como o Júlio, o Dadid, a Ana e a Zé. Assim como desejámos ter um cão que se chamasse Tim. Ler aqueles pequenos livros foi uma aventura que me incentivou a buscar novas leituras...

Para nunca mais parar... de ler!

 

domeupassado_livros.jpg

 

Do meu passado (IV) - As boas e más horas

Recebi-o como prenda de aniversário quando fiz 10 anos. Não imagino quanto terá custado, mas para a época não terá sido naturalmente muito barato. Naquele tempo senti-me quase importante por ter um relógio de pulso. Como a vida hoje é tão diferente...

Até há bem pouco tempo estava a trabalhar. Fui achá-lo ontem parado mas com a corda toda. Pronto lá tem de ir ele ao médico especialista.

Foi meu companheiro nas boas e más horas... E só em 1980 o substituí por um outro mais moderno mas que rapidamente feneceu.

A bracelete de origem já se estragou faz muuuuuuuuito tempo. Todavia assim que regresse ao meu convívio brindo-o como uma nova.

Enfim este pequeno aparelho é outra das fantásticas referências do meu já longo passado. E que jamais olvidei!

 

cauny.jpg

 

 

 

 

 

Do meu passado (III) - As primeiras músicas

Paralelamente à caneta de tinta permanente, há um velhinho gravador de bobines que sempre me acompanhou. O meu pai (sempre ele!) trouxe-o também de África, mais propriamente de Cabo Verde, nos anos sessenta. Desde essa altura o TK146, foi um companheiro inseparável. Nele ouvi horas de infindável boa música. Desde a clássica, à pop e até mornas, tudo ali foi escutado com imenso cuidado e prazer. De tal forma que algumas das fitas magnéticas acabaram por se partir de tanto uso.

Este aparelho, era para mim naquele tempo, algo muito à frente... Tinha a hipótese de ser portátil mas o seu peso era um tanto exagerado. Talvez por isso o gravador nunca foi grande viajante.

Hoje repousa junto a alguns outros da sua laia, no sotão da minha casa. Um espaço amplo e aberto que visito com frequência.

Mas este tem lugar de destaque!

 

grundig_tk146.jpg

 

 

 

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